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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Estão com um medo da coligação de esquerda.... :lol:

Já pensaste se esta ideia utópica avança e resulta? :lol:

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O lobby gay está a funcionar a todo o vapor, estou a ver.

 

Há coisas que por muito que me esforce não consigo entender, os homossexuais exigem ser tratados da mesma forma (i.e., ter os mesmos direitos) que os heterossexuais. Algo que é perfeitamente legítimo. Todavia, caso esta situação não tenha sido intencional, fazem subir o ruído da discussão aludindo constantemente à estigmatização da homossexualidade, quando são eles próprios que chamam este assunto para a praça pública. Fosse alguém heterossexual e não havia nenhum problema.

 

Fosse alguém heterossexual e ninguém duvidaria de ter sido um lapso de linguagem. Sendo o assunto relacionado com um homossexual há sempre a dúvida se foi, ou não, propositado. A dúvida é legítima a partir do momento em que existe claramente uma tendência na nossa sociedade para se rebaixar os indivíduos cuja orientação sexual não é representativa da maioria da população. Não nos podemos esquecer que existe uma bagagem associada a séculos e séculos de discriminação sobre uma franja da sociedade devido às suas orientações sexuais, o que faz com que o mesmo termo possa ser ofensivo, ou não, consoante o destinatário. A intenção com que se adjetiva alguém pode variar mesmo utilizando-se o mesmo adjetivo.

 

No fundo, é uma questão muito semelhante à das diferenças entre o racismo contra brancos e negros: dizer que alguém é branco não é o mesmo que chamar preto a alguém, simplesmente porque em Portugal existiu (e ainda existe) racismo e discriminação sobre indivíduos negros, sendo que o termo "preto" ainda acarreta algum desse estigma vindo do passado. Os termos também têm história.

 

Posto isto, não acredito que o homem o tenha feito com segundas intenções. Foi provavelmente um lapso.

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Já pensaste se esta ideia utópica avança e resulta? :lol:

 

A desgraça que seria realmente :mrgreen:

Editado por marte

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Então agora que governem sem a maioria parlamentar necessária para aprovar as medidas com que só eles concordam. Simples.

 

Se as coisas são assim tão lineares, então força!

Isso não seria fixe porque seria meio ano de posição de vítima, pressão internacional e assim que o Marcelo pudesse marcar eleições levavam maioria absoluta.

 

A título exemplificativo, quando o PS ganhou as eleições de 2009 e governou em minoria por não ter chegado a acordo com nenhum partido, PSD e CDS juntos tinham mais deputados que o PS e não me lembro de passar pela cabeça de ninguém que a Ferreira Leite fosse primeira ministra.

A questão é que o PSD não está sozinho. PSD+CDS tem um grande problema: só pode fechar acordos à esquerda. Já o disse antes, para o PS uma minoria é "muito" mais fácil de gerir porque tem partidos à esquerda e à direita com quem chegar a acordo em matérias distintas. A coligação, neste caso, fica refém da esquerda, perde leverage.

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Isso não seria fixe porque seria meio ano de posição de vítima, pressão internacional e assim que o Marcelo pudesse marcar eleições levavam maioria absoluta.

 

Isso é tão evidente que até dói. Se desse para meter dinheiro em como isso vai acontecer...

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Visitante

Isso não seria fixe porque seria meio ano de posição de vítima, pressão internacional e assim que o Marcelo pudesse marcar eleições levavam maioria absoluta.

 

 

A questão é que o PSD não está sozinho. PSD+CDS tem um grande problema: só pode fechar acordos à esquerda. Já o disse antes, para o PS uma minoria é "muito" mais fácil de gerir porque tem partidos à esquerda e à direita com quem chegar a acordo em matérias distintas. A coligação, neste caso, fica refém da esquerda, perde leverage.

 

O PSD/CDS pode mais facilmente chegar a acordo com o PS do que estes com o BE e CDU. O único motivo porque não vejo o PS a trabalhar num acordo com o PSD é o receio de se associar a um governo desgastado e com má imagem entre os portugueses, sob pena de perder ainda mais terreno para os partidos de esquerda. Porque se fossem sérios e se deixassem de lutas e estratégias para chegar ao poder, poderiam muito bem encontrar muitos pontos de concórdia entre eles (a maioria) e obrigar a cedências por parte da coligação nos pontos de discórdia. O problema era depois nas próximas eleições, claro está.

 

E o que me assusta neste momento não é o facto de a esquerda poder subir ao poder constituida por partidos de luta. Aliás, isso por si só até seria bom, ajudaria a fortalecer a esquerda e diversificar a liderança no país. O que me assusta é que a bandeira destes partidos e, arrisco dizer, o principal motivo para eles não quererem a coligação no governo, e quererem ser eles próprios a pôr as mãos na massa, é apenas reverter a política de austeridade e distribuir dinheiro pelos portugueses, sem muita preocupação pela implementação de medidas estruturais. E isso traduzir-se-à, inevitavelmente, num aumento da dívida pública e consequentes juros, aumento do défice e o regresso ao desiquilibrio crónico da balança comercial, revertendo o recente crescimento tímido e abrindo caminho para mais um programa de ajustamento ou default.

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Como é que nunca ninguém tinha pensado neste cenário a sério, o PS a ser o grande derrotado e agora é o mais requisitado para fazer aliança.

 

Depois destes últimos 2/3 dias, já percebo bem o porquê de António Costa não se querer demitir. Nunca perdeu as eleições verdadeiramente.

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Fosse alguém heterossexual e ninguém duvidaria de ter sido um lapso de linguagem. Sendo o assunto relacionado com um homossexual há sempre a dúvida se foi, ou não, propositado. A dúvida é legítima a partir do momento em que existe claramente uma tendência na nossa sociedade para se rebaixar os indivíduos cuja orientação sexual não é representativa da maioria da população. Não nos podemos esquecer que existe uma bagagem associada a séculos e séculos de discriminação sobre uma franja da sociedade devido às suas orientações sexuais, o que faz com que o mesmo termo possa ser ofensivo, ou não, consoante o destinatário. A intenção com que se adjetiva alguém pode variar mesmo utilizando-se o mesmo adjetivo.No fundo, é uma questão muito semelhante à das diferenças entre o racismo contra brancos e negros: dizer que alguém é branco não é o mesmo que chamar preto a alguém, simplesmente porque em Portugal existiu (e ainda existe) racismo e discriminação sobre indivíduos negros, sendo que o termo "preto" ainda acarreta algum desse estigma vindo do passado. Os termos também têm história.Posto isto, não acredito que o homem o tenha feito com segundas intenções. Foi provavelmente um lapso.

 

Puro, estás certíssimo quando dizes que há/houve uma tendência da sociedade em rebaixar os indivíduos homossexuais, agora as sociedades têm de evoluir e as pessoas também, a homossexualidade é uma opção perfeitamente legítima e era bom que tanto os heterossexuais como os homossexuais percebessem isso. Se os heterossexuais estigmatizam os homossexuais, estes, por sua vez, não perdem uma oportunidade para se vitimizarem e chamarem a atenção para a sua causa. Pessoalmente, acho estranho que quem defenda a igualdade e o respeito perante as opções sexuais de outrem aproveite toda e qualquer situação para fazer sobressair a sua causa. Parecendo que não isso cria uma desigualdade. Percebes o que quero dizer?

 

Imagina que o que sucedeu foi realmente um lapso, porque se fez tanto alarido antes de se esperar pelo esclarecimento da situação? Talvez tivesse sido mais ponderado, contudo não se perdeu mais uma oportunidade de erguer o bastião da discriminação contra os homossexuais, agora será que realmente houve discriminação? Há diferentes maneiras de criar estigmas e preconceitos, a ignorância ou o desconhecimento, mas também a constante chamada de atenção para as situações, ao invés de toda a gente agir com naturalidade.

Editado por Vaart

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Já pensaste se esta ideia utópica avança e resulta? :lol:

Eu não duvido que resulte. Eu acho que, se houver um governo de esquerda, e se forem aplicadas algumas medidas pedidas pelos partidos mais à esquerda, no curto prazo vai ser a loucura. Elevado crescimento económico, grandes obras públicas, diminuição drástica do desemprego, aumento do consumo, do nível de vida, etc. O problema vai ser 15 anos depois.

 

Onde é que eu já vi isto? Com o Cavaco, ou na Grécia.

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Guest Dpitz
As condições do PCP para apoiar um governo PS

 

São nove os pontos do caderno de encargos apresentado ontem por Jerónimo de Sousa a António Costa para viabilizar um governo socialista. E nenhum deles fala da saída da NATO ou da moeda única, as linhas vermelhas traçadas por Cavaco Silva quando na terça-feira à noite falou ao país sobre as condições de governabilidade.

 

As exigências são estas:

 

A valorização dos salários, designadamente o aumento do Salário Mínimo Nacional para 600 euros no início de 2016, e do valor real das pensões de reforma;

 

O combate à precariedade, designadamente com alterações à legislação laboral e a aprovação de um Plano Nacional de Combate à Precariedade;

 

A reposição dos direitos na legislação do trabalho, designadamente de valorização da contratação coletiva;

 

A reposição dos salários, pensões, feriados e outros direitos cortados, nomeadamente dos complementos de reforma;

 

Uma política fiscal justa que tribute fortemente os grupos económicos e financeiros e alivie os impostos sobre os trabalhadores, os reformados e pensionistas, os micro, pequenos e médios empresários e o povo;

 

O reforço e diversificação do financiamento da Segurança Social e a garantia dos apoios sociais, designadamente do abono de família, subsídio de desemprego e subsídio social de desemprego;

 

A contratação de médicos, enfermeiros de família e outros profissionais para o SNS, a reposição do transporte de doentes não urgentes e a eliminação das taxas moderadoras;

 

A reversão dos processos de concessão, subconcessão e privatização, designadamente das empresas de transportes;

 

A revogação da recente alteração à Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez.

 

Olhando para o caderno de encargos, o ponto mais sensível parece ser a reversão dos processos de privatização, algo que poderia acarretar custos muito elevados, com as empresas a pedirem indemizações elevadas, e podia até ser muito difícil de levar a cabo juridicamente, nos casos em que os processos já estão encerrados.

 

Sobre os impostos e a Segurança Social também pode haver divergências entre PS e PCP, mas estes pontos são suficientemente vagos para permitir um acordo.

 

Mais fácil será o entendimento nas questões relacionadas com o aborto e a contratação de médicos de família. Mas não a eliminição das taxas moderadoras, com a qual o PS dificilmente poderá concordar.

 

Também pode haver pontes de entendimento na valorização da contratação coletiva e no aumento do salário mínimo – muito embora Costa nunca se tenha comprometido com um valor. Já no que toca ao combate à precariedade, essa é uma bandeira defendida pelos dois partidos, mas até agora com soluções muito diferentes.

 

Mesmo sem acordo total, pode haver governo PS

 

Mas mesmo que não seja fácil chegar a um acordo com o PS, o PCP não tira daí a conclusão de que isso significa que a solução de governação passa pela coligação PàF.

 

"Mesmo num quadro em que o PS insista no seu programa e que não seja fácil encontrar uma convergência sobre um programa de governo, nem assim se pode concluir que a solução seja um Governo do PSD/CDS", sublinham os comunistas que acham que nesse cenário “continua a haver margem para soluções governativas” à esquerda.

SOL

Editado por Dpitz

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Algumas das exigências do PCP vão ter um enorme impacto no orçamento. Se o PS aceitar, a não ser que a economia cresça muito, corremos o risco de precisar novamente da ajuda do FMI dentro de alguns anos. Para ter maioria ainda falta o Bloco de Esquerda.

Infelizmente não é tão simples quanto repor tudo, é preciso que haja condições económicas e financeiras.

Editado por inacion

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O Bloco tem medidas que permitem gerar receitas que poderão tornar possível um aumento do salário mínimo nacional. Não digo até aos 600€ mas penso que daria para aumentar o salário.

 

Medidas que se complementam e daria um lindo PS+BE+CDU.

Editado por Doce

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O Bloco tem medidas que permitem gerar receitas que poderão tornar possível um aumento do salário mínimo nacional. Não digo até aos 600€ mas penso que daria para aumentar o salário.

 

Medidas que se complementam e daria um lindo PS+BE+CDU.

Eu até acho que o aumento do salário mínimo é a mais pacífica das imposições do PCP.

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Essas 'exigências' do PC são completamente impossíveis de aceitar pelo PS, na sua maioria. O PCP faz essas propostas (no seu programa eleitoral) assumindo que por detrás estaria um cenário implícito de reestruturação da dívida, que agora não aconteceria. Posto isto, o impacto orçamental dessas medidas seria desastroso e o PS não as vai aceitar.

 

Se isso for verdade, uma união PS-PCP está praticamente inviabilizada, a meu ver.

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Guest Dpitz

tem havido reuniões paralelas entre PS e PCP para discutir um consenso detalhado das propostas

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Eu até acho que o aumento do salário mínimo é a mais pacífica das imposições do PCP.

Para mim, em termos económicos, deveria ser a única imposição sob forma a tornar tudo possível.

 

PCP - Aumento do salário mínimo;

Bloco de Esquerda - Legalização da comercialização das drogas leves e taxa inferior a 1% sobre o valor acrescentado de empresas que recorrem a tecnologia sob forma a evitar mão de obra(por exemplo, máquinas de portagem);

PS - Tudo o resto;

 

Eu acho que isto era fazível. Se por um lado a medida do PCP estimula a economia, as do Bloco geram receita, sendo que a primeira diminuiu a criminalidade. Ao PS competiria implementar medidas de centro nos restantes aspectos.

 

Se é isto que vai acontecer? Não. O que está a acontecer é uma maquilhagem dos partidos, onde todos querem ficar bem na figura mas depois não vão conseguir convergir por muito que o país beneficiasse com isso.

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Essas 'exigências' do PC são completamente impossíveis de aceitar pelo PS, na sua maioria.

 

O que deixará o ónus da decisão do lado do PS e caso o entendimento seja inviabilizado os socialistas serão apontados como os principais responsáveis.

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Para mim, em termos económicos, deveria ser a única imposição sob forma a tornar tudo possível.

 

PCP - Aumento do salário mínimo;

Bloco de Esquerda - Legalização da comercialização das drogas leves e taxa inferior a 1% sobre o valor acrescentado de empresas que recorrem a tecnologia sob forma a evitar mão de obra(por exemplo, máquinas de portagem);

PS - Tudo o resto;

 

Eu acho que isto era fazível. Se por um lado a medida do PCP estimula a economia, as do Bloco geram receita, sendo que a primeira diminuiu a criminalidade. Ao PS competiria implementar medidas de centro nos restantes aspectos.

 

Se é isto que vai acontecer? Não. O que está a acontecer é uma maquilhagem dos partidos, onde todos querem ficar bem na figura mas depois não vão conseguir convergir por muito que o país beneficiasse com isso.

O Bloco propõe isto?

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Visitante

Para mim, em termos económicos, deveria ser a única imposição sob forma a tornar tudo possível.

 

PCP - Aumento do salário mínimo;

Bloco de Esquerda - Legalização da comercialização das drogas leves e taxa inferior a 1% sobre o valor acrescentado de empresas que recorrem a tecnologia sob forma a evitar mão de obra(por exemplo, máquinas de portagem);

PS - Tudo o resto;

 

Eu acho que isto era fazível. Se por um lado a medida do PCP estimula a economia, as do Bloco geram receita, sendo que a primeira diminuiu a criminalidade. Ao PS competiria implementar medidas de centro nos restantes aspectos.

 

Se é isto que vai acontecer? Não. O que está a acontecer é uma maquilhagem dos partidos, onde todos querem ficar bem na figura mas depois não vão conseguir convergir por muito que o país beneficiasse com isso.

 

:lol:

Estou mesmo a ver o Bloco, a 3ª maior força nacional, a abdicar de tudo o que vem defendendo colocando a legalização das drogas como única condição para fazer governo :laugh: Sai daí Stout

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Catarina Martins para Ministra da Agricultura para incentivar o cultivo de cannabis. :biggrin:

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