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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Não acompanhavas o Daily Show :mrgreen:

Confesso que não :grin: o que se passou lá?

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CNN.

 

O Carson é ainda mais bacoco do que a maioria dos outros candidatos republicanos, mas é calmo, preto e uma boa forma de muitos republicanos se sentirem menos racistas, mesmo selecionando um conservador tremendo :lol:

 

É que dos 16 não se aproveita mesmo um único. Zerinho. O menos mau dos mais mainstream até será mesmo o Jeb Bush. Dos menos talvez o Rand Paul, mas desse ouvi muito pouquinho.

 

EDIT: O Rand é filho do Ron Paul, essa não sabia :lol: coitado.

Calmo? Ele fala a dormir, mas de calmo não tem nada! É só bacoradas :lol:

 

Não venceu, foi o partido mais votado.

 

Num cenário onde tenhas um partido que seja o mais votado por um voto, outro que tenha mais um deputado que o mais votado e 4 partidos que concorreram separadamente(com acordo pré-eleitoral ou não) e acabam a formar governo, quem ganha as eleições? O mais votado, o que tem mais deputados ou os que formam governo?

Se foram os mais votados, venceram. Mais uma vez vou insistir, as eleições são para a Assembleia da República. Os grupos parlamentares já estão definidos. As eleições já terminaram. A PàF ganhou. A constituição do governo não dita quem ganha as eleições, reflecte, sim, quem tem maior capacidade de negociação.

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Se foram os mais votados, venceram. Mais uma vez vou insistir, as eleições são para a Assembleia da República. Os grupos parlamentares já estão definidos. As eleições já terminaram. A PàF ganhou. A constituição do governo não dita quem ganha as eleições, reflecte, sim, quem tem maior capacidade de negociação.

 

Então e se forem os mais votados e o adversário obtiver maioria absoluta? Continuam a ganhar as eleições?

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Deve governar quem tem a maioria no parlamento, coligações incluídas. Aliás, só por essa razão é que o CDS já esteve no governo tantas vezes. A cena é que o partido mais votado pode não governar, mas se a constituição prevê isso, não estou a ver onde está tanto celeuma.

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Calmo? Ele fala a dormir, mas de calmo não tem nada! É só bacoradas :lol:

 

Até aos 40 segundos, neste caso. É só um exemplo. Calmo =/= moderado. Estou a falar da forma de falar, não do conteúdo. Aparenta serenidade e contrasta com a excentricidade do outro imbecil, o que serve para atrair um outro target dentro do eleitorado republicano.

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Então e se forem os mais votados e o adversário obtiver maioria absoluta? Continuam a ganhar as eleições?

Como é que podem ser os mais votados e o adversário obtém maioria absoluta? Se é esse o caso, o adversário é que foi o mais votado.

 

Até aos 40 segundos, neste caso. É só um exemplo. Calmo =/= moderado. Estou a falar da forma de falar, não do conteúdo. Aparenta serenidade e contrasta com a excentricidade do outro imbecil, o que serve para atrair um outro target dentro do eleitorado republicano.

Eu percebi o que querias dizer, estava só a realçar o problema do conteúdo :lol: Ele já disse, calmamente, que os gajos que levaram tiros nas escolas deviam era ter-se mandado todos para cima do atirador...

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Deve governar quem tem a maioria no parlamento, coligações incluídas. Aliás, só por essa razão é que o CDS já esteve no governo tantas vezes. A cena é que o partido mais votado pode não governar, mas se a constituição prevê isso, não estou a ver onde está tanto celeuma.

 

É simplesmente falta de cultura democrática. De certeza que nos países Europeus onde acontece o partido mais votado não governar, não há este estrebuchar todo.

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Eu percebi o que querias dizer, estava só a realçar o problema do conteúdo :lol: Ele já disse, calmamente, que os gajos que levaram tiros nas escolas deviam era ter-se mandado todos para cima do atirador...

Ah nisso concordamos em absoluto, foi aliás nesse sentido que o critiquei quando me referi a ele pela primeira vez aqui há pouco. :fixe:

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Então e se forem os mais votados e o adversário obtiver maioria absoluta? Continuam a ganhar as eleições?

 

Isso é impossível de acontecer.

 

Vamos ver se nos entendemos. Quem ganha as eleições é quem tem mais votos. Quem teve mais votos foi a PàF. Quem ganhou as eleições foi a PàF. Ponto.

Quem ganha as eleições não tem de ser, necessariamente, o próximo governo. Ponto.

Não há nada que implique que seja a PàF a ser o próximo governo mas também não há nada que implique que a PàF não possa ser o próximo governo. Tanto podem governar de forma minoritária como com acordos com outros partidos. Do outro lado da questão, a PàF pode não governar se houver acordos entre a oposição. Acho que é tudo simples mas custa-te a entender o primeiro ponto.

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Como é que podem ser os mais votados e o adversário obtém maioria absoluta? Se é esse o caso, o adversário é que foi o mais votado.

 

Porque os deputados são eleitos pelos circulos eleitorais. Simplificando imagina que tens 3 círculos e que cada um deles elege um deputado. Podes ter PS 51/PSD49 em 2 e PSD/90 PS10 noutro. Ias ter dois deputados do PS e um do PSD, mas obviamente o PSD tinha sido mais votado.

 

Isso é impossível de acontecer.

 

Vamos ver se nos entendemos. Quem ganha as eleições é quem tem mais votos. Quem teve mais votos foi a PàF. Quem ganhou as eleições foi a PàF. Ponto.

Quem ganha as eleições não tem de ser, necessariamente, o próximo governo. Ponto.

Não há nada que implique que seja a PàF a ser o próximo governo mas também não há nada que implique que a PàF não possa ser o próximo governo. Tanto podem governar de forma minoritária como com acordos com outros partidos. Do outro lado da questão, a PàF pode não governar se houver acordos entre a oposição. Acho que é tudo simples mas custa-te a entender o primeiro ponto.

 

É possível ter mais votos mas não deputados? Sim

 

Errr não é? Tanta soberba quando se está errado.... :mrgreen:

 

Qualquer coisa, qualquer coisa, PONTO.

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Confesso que não :grin: o que se passou lá?

 

Tanto um como o outro eram gozados para caramba, mas se bem me lembro, houve um programa em que o Jon encostou o Rand ao Ron e estoirou-o por completo, quando a candidatura do primeiro apareceu (já há uns valentes meses)... Mas as referências à relação entre os dois eram regulares na altura.

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Porque os deputados são eleitos pelos circulos eleitorais. Simplificando imagina que tens 3 círculos e que cada um deles elege um deputado. Podes ter PS 51/PSD49 em 2 e PSD/90 PS10 noutro. Ias ter dois deputados do PS e um do PSD, mas obviamente o PSD tinha sido mais votado.

Ah, ok, não pensei que te referisses a isso. Naturalmente que é quem elege mais deputados. Que foi a PàF. E que teve, também, a maior votação.

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Passou de ser quem tem mais votos, para naturalmente quem tem mais deputados... :mrgreen:

 

Estamos 2100, o nosso sistema eleitoral continua igual, a direita evoluiu e o PNR é o único partido que resta, tens 100 partidos de esquerda que concorrem separados.

 

O PNR é o partido mais votado e que elege mais deputados tendo conseguido a proeza de eleger 5 deputados. O PNR ganhou as eleições?

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É possível ter mais votos mas não deputados? Sim

 

Errr não é? Tanta soberba quando se está errado.... :mrgreen:

 

Qualquer coisa, qualquer coisa, PONTO.

 

Nesse prisma sim, é possível porque o número de votos não é proporcional ao número de deputados. Eu referia-me ao número de votos, que é o que tenho focado nos comentários anteriores.

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Passou de ser quem tem mais votos, para naturalmente quem tem mais deputados... :mrgreen:

 

Estamos 2100, o nosso sistema eleitoral continua igual, a direita evoluiu e o PNR é o único partido que resta, tens 100 partidos de esquerda que concorrem separados.

 

O PNR é o partido mais votado e que elege mais deputados tendo conseguido a proeza de eleger 5 deputados. O PNR ganhou as eleições?

Porque sempre que falei de ter mais votos falei de uma maioria de casos, não de uma excepção... a prova de que estou a ser coerente é que, desde o início, te digo que a PàF ganhou porque tem maior representação na AR.

 

Sim, o PNR ganhou as eleições.

 

As eleições americanas são um bocado aborrecidas, variam entre a direita e a direitinha.

Também as nossas.

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Só no caso de Pedro Passos Coelho ver o seu programa de governo chumbado na Assembleia aceitará indigitar António Costa

 

Cavaco Silva - que vai chamar os partidos a Belém na próxima terça-feira - só aceitará indigitar António Costa como primeiro-ministro se Passos Coelho vir o seu programa de governo chumbado pela Assembleia da República, observou ontem um elemento da Casa Civil do Presidente da República ouvido pelo DN.

 

"Não acredito que o Presidente não faça isso", disse o interlocutor do DN, confrontado com a possibilidade de Cavaco Silva, após um chumbo no Parlamento do programa de governo da coligação, se recusar a indigitar o líder do segundo partido mais votado, ou seja, António Costa, mantendo o atual executivo em gestão corrente até maio/junho do próximo ano (só para essa altura poderão ser convocadas novas legislativas).

 

A mesma fonte sublinhou o facto de Cavaco Silva manter sempre nestas alturas um grande secretismo em torno das suas decisões. Contudo, conhecendo o seu comportamento histórico, recorda que o PR defendeu sempre a necessidade de o poder político não ativar fatores externos que podem criar situações de desequilíbrio graves nas contas públicas (por exemplo, alarmes no mercado da dívida pública).

http://www.dn.pt/portugal/interior/cavaco_da_posse_a_costa_so_depois_de_passos_cair_4835236.html

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...se recusar a indigitar o líder do segundo partido mais votado, ou seja, António Costa, mantendo o atual executivo em gestão corrente até maio/junho do próximo ano (só para essa altura poderão ser convocadas novas legislativas).

 

Não sabia que este cenário era possível, sendo o Cavaco não me surpreende.

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Qual a razão para o Nós Cidadãos ter tido tantos votos no círculo Fora da Europa? Na China então foi arrasador :lol:

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O Partido Nós Cidadãos vai mesmo impugnar o resultado das eleições legislativas pelo Círculo Fora da Europa.

 

O movimento que esteve prestes a eleger um deputado, Pereira Coutinho, por Macau, deixou esta noite um protesto em ata, contra a forma como decorreu este ato eleitoral.

 

O protesto não foi aceite pela Comissão Nacional de Eleições e por isso, o partido liderado por Mendo Henriques decidiu impugnar os resultados do círculo Fora da Europa.

Editado por Woyzeck

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A CNN é tão facciosa: na versão americana do site fala em alta vitória da Hillary; na versão internacional que foi ela por ela com o Bernie, e nas votações online no mesmo site o Bernie ganha com 80% dos votos...

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Confesso que a atual situação do País me está a fazer soltar algumas gargalhadas (não tantas como ao Fusão), mas também tenho a perfeita noção de que todos os partidos, sem qualquer excepção, estão a fazer dos portugueses uns trouxas.

 

A coligação PaF ganhou as eleições, basta ver que foram o partido mais votado e o que tem o maior número de deputados (107 deputados), todavia estamos perante uma maioria relativa e não uma maioria absoluta. É importante frisar que nem sempre o partido mais votado é aquele que consegue formar Governo, situação que se pode vir a verificar em Portugal. Por outro lado, temos o PS (86 deputados), segundo classificado nas eleições, mas que tem estado a negociar tanto à esquerda como à direita, no sentido de liderar um Governo de esquerda (António Costa como primeiro-ministro) ou de viabilizar um Governo de direita. Depois disso temos o Bloco de Esquerda (19 deputados) que tem lançado a escada ao PS desde o início da campanha, contudo dizem que para se coligarem com os socialistas estes têm que respeitar algumas linhas vermelhas. Por fim, temos a CDU (17 deputados), uma coligação que afirmou, durante a campanha, que PSD+CDS+PS são todos farinha do mesmo saco, mas que, neste momento, se encontra a negociar com os últimos. Ou seja, a coerência em política é um conceito inexistente ou de uma subjetividade extrema, aliás como Paulo Portas já tinha demonstrado com a sua alegada irrevogabilidade.

 

Este contexto demonstra o seguinte, Passos Coelho e Paulo Portas, ao longo dos últimos anos, foram incapazes de estabelecer entendimentos com os outros partidos na Assembleia da República, aproveitando, na totalidade, os poderes que uma maioria absoluta confere. Porém, esqueceram-se que uma democracia vive de entendimentos e diálogos, algo que demonstra a existência de um espírito democrático. Bem sei que tiveram de cumprir o Memorando da Troika, ainda assim podiam ter falado com os outros partidos no sentido de amenizar os efeitos nefastos da austeridade. As contribuições positivas são sempre bem-vindas venham de que quadrante político vierem. Como nunca houve a procura de um consenso, neste momento, a coligação encontra-se isolada e só tem um parceiro para dialogar - o PS. As faturas da prepotência pagam-se caro.

 

O PS de António Costa conseguiu um feito inédito, depois de quatro anos de duríssima austeridade conseguiu perder as eleições para a coligação. O homem que engendrou um golpe palaciano para derrubar António José Seguro, alegando que as vitórias deste eram "poucochinho", conseguiu fazer pior que este, uma vez que nem por "poucochinho" ganhou. Na noite das eleições muitos estavam estupefactos com este resultado e acreditavam que o cenário de demissão do ex-Presidente da Câmara de Lisboa era bem possível. Todavia, isso não se verificou e António Costa iniciou uma ronda de diálogos com os partidos mais à esquerda (BE e CDU). Antes desse momento, para mim, está o cerne de toda a questão, o líder socialista, caso não tomasse esta iniciativa, sabia que estava a prazo na liderança do partido e que a sua carreira política estava em risco, afinal como é que ele podia justificar aos socialistas que derrubou António José Seguro porque este não tinha vitórias suficientemente grandes e que agora ainda fazia pior perdendo umas eleições? Sim, porque se ele fosse a Congresso sem estar no Governo, provavelmente caía. Então, numa tentativa desesperada de se manter no poleiro, assumiu-se como o homem capaz de "salvar" a governabilidade do País, seja à esquerda ou à direita. Isto, para mim, é uma questão de sobrevivência não uma questão de sentido de Estado, é mais uma demonstração de oportunismo do homem que derrubou um secretário-geral que ganhava eleições, ainda que por poucochinho. Vamos ver o que o futuro reserva a António Costa, provavelmente o cargo de primeiro-ministro espera-o, o tempo que vai lá estar é outra questão.

 

Chegamos ao Bloco de Esquerda de Catarina Martins que fez uma prova de vida nas últimas eleições, afinal todos diziam que o partido estava morto e este renasceu das cinzas, qual fénix. Durante a campanha a líder bloquista foi sempre lançando a escada ao PS, mas sempre frisou que para isso acontecer era necessário respeitarem-se algumas linhas vermelhas. As negociações, ao que parece, têm corrido bem e Catarina Martins, com alguma arrogância à mistura, já diz que Passos e Portas não voltam ao Governo. Contudo, ela esquece-se de uma coisa, o seu partido só chegará ao Governo com uma ajuda da CDU, estando esta dentro ou fora do Governo, uma vez que Bloco de Esquerda e PS têm menos deputados juntos que PDS+CDS, 105 deputados vs. 107 deputados.

 

Ou seja, neste contexto, a CDU, liderada por Jerónimo de Sousa, pode ter um papel muito importante. O líder da CDU já disse que não será por si que não existirá um Governo de esquerda, estando a CDU fora ou dentro deste. Ou seja, propociando um cenário de maioria no parlamento (PS+BE+CDU=122 deputados) ou apoiando (votando a favor) as medidas de PS+BE como mais um partido na Assembleia da República, uma muleta política digamos. Seja em que situação for, não estou a ver a CDU a comprometer-se com um Governo que poderá ter de tomar medidas de austeridade ou medidas mais duras para os portugueses, quanto mais não seja pelo respeito aos pergaminhos do partido. Caso se chegue a essa situação, não tenho dúvidas que a CDU puxará o tapete a um Governo que integre ou que apoie, se isso não acontecer terá que dar muitas explicações aos seus apoiantes, afinal estariam a ser iguais àqueles que tanto criticam. Ainda assim, a probabilidade deste "puxão" de tapete ocorrer, quanto a mim, é maior caso a CDU esteja fora do Governo, digamos que é mais fácil acabar com algo quando se está do lado de fora do que quando se está dentro e comprometido com o que se está a fazer. É bem possível que um Governo de esquerda possa cair por causa da CDU e da PaF, quem diria que, afinal, estes partidos podem fazer algo juntos? Sim, porque não estou a ver o Bloco de Esquerda fazer cair um Governo quando fez um grande sacrifício para lá estar, acho que a CDU tem valores e princípios mais rígidos e coerentes, o que os impedirá de prejudicar a vida dos portugueses, mas posso estar redondamente enganado.

Editado por Vaart

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Bom texto Vaart. :compinchas:

 

Depois de ler o que escreveste dá bem para ver uma situação ainda mais caricata na atualidade politica. Depois de, possivelmente, os vencedores das eleições não serem governo. Depois de, o golpe que António Costa fez ao Seguro, ainda poder vir a chegar a Primeiro Ministro mesmo sendo derrotado. O partido que poderá vir a ser a peça chave deste imbróglio será o PCP. O partido menos votado da Assembleia. (Obviamente excluindo o PAN)

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POR FAVOR VEJAM QUANDO O WEBB INSINUA QUE MATOU UM TIPO NA GUERRA. :lol:

Não só se fartou de aviar vietnamitas como foi condecorado por acções heróicas no campo de batalha.

 

Qual a razão para o Nós Cidadãos ter tido tantos votos no círculo Fora da Europa? Na China então foi arrasador :lol:

Já há uns tempos se falou nisso aqui, o representante do NC em Macau é um político muito apreciado por lá.

 

 

Ainda sobre a minha satisfação com os últimos dez dias, a questão é simples, por um lado acho muito entretido assistir ao pânico com a Ameaça Vermelha, por outro lado fico contente por finalmente ver política a acontecer em Portugal. As pessoas foram meter a cruzinha, os votos dividiram-se e os eleitos discutem entre si um acordo e no final chegamos a um governo. Parece-me bem.

 

Mas falando de coisas importantes, folgo saber que o imortal camarada Arnaldo Matos ainda não nos deixou:

 

A Classe Operária e o Momento Político Actual

 

Passou hoje uma semana sobre a realização do último sufrágio para a Assembleia da República. Com excepção dos dois círculos eleitorais do estrangeiro, cujos votos, quaisquer que eles sejam, nunca alterarão o quadro final das relações entre os partidos já conhecido, toda a gente sabe que a coligação fascista da direita e da extrema-direita – PSD/CDS – perdeu a maioria absoluta em número de votos e de deputados eleitos, que o segundo partido mais votado é o derrotado PS de António Costa, que em terceiro lugar ficou o Bloco da classe média urbana e da esquerda caviar e, por derradeiro, o partido revisionista e social-fascista de Jerónimo de Sousa, já que não se deve dar qualquer crédito ao partido que, num país de fome e de miséria, logrou eleger um deputado para representar, em São Bento, os hipocondríacos proprietários citadinos de gatos e de cachorros.

 

O mentecapto presidente da república, que nos calhou ter em sorte nesta altura, bloqueia a norma do nº 1 do artº 187º da Constituição da República e está a sabotar a formação do governo que haverá de sair da assembleia eleita.

Assim, já se passaram oito dias, e o palonso que temos em Belém nem sequer começou ainda a ouvir os partidos representados na Assembleia da República, nem nomeou ainda o primeiro-ministro, tendo em conta, como o reclama a norma constitucional, os resultados eleitorais. (:lol:)

 

Cavaco vai para a rua, com a condecoração popular de indecente e má figura, dentro de cinco meses, precisamente no dia 9 de Março de 2016, e, se calhar, julga poder passar estes cinco meses que lhe faltam para ir pentear macacos a inventar pretextos para impor ao país um governo de maioria absoluta, juntando na mesma cama Passos, Portas e Costa, o que, diga-se de passagem e sem réstia de homofobia, é pouca mulher para tanto homem.

 

Não há pois governo, porque o presidente da república quer um governo de iniciativa presidencial impossível e anticonstitucional, que aliás não tem suporte nos resultados eleitorais da semana passada. E em vez de ouvir imediatamente, e como lhe cumpre, os partidos com representação parlamentar e de imediatamente, como também lhe cabe, nomear um primeiro-ministro dedutível dos resultados eleitorais, deixando depois ao normal jogo de forças parlamentares a questão de saber se o primeiro-ministro nomeado tem ou não apoio na assembleia, Cavaco chama a Belém o traidor Passos Coelho e manda-o andar por aí às voltas, a ver se caça um parceiro político que acrescente uma maioria absoluta à maioria relativa dos partidos da coligação da direita e da extrema-direita, isto é, do PSD com o CDS.

 

Aterrorizado com a manobra cavaquista da formação de um governo de bloco central, reunindo os três partidos que os teóricos do capitalismo doméstico designam como os partidos do arco do poder – PSD, CDS e PS – e que são os partidos responsáveis pelo governo do país nos últimos quarenta anos, e portanto responsáveis pelo estado de calamidade e de miséria em que vivemos, o revisionista e social-fascista Jerónimo, com a canalha dirigente do PCP, atracam-se a António Costa e empurram-no para a formação de um governo do PS, garantindo-lhe o apoio parlamentar do PCP e do Bloco dito de Esquerda.

 

Vejam, estimados leitores, as cabriolas e as cambalhotas de que são capazes os revisionistas, oportunistas e social-fascistas de Jerónimo e do PCP em menos de oito dias… O seu objectivo político essencial, nos últimos quatro anos, que culminaram com o acto eleitoral de 4 de Outubro, foi a constituição de governo patriótico e de esquerda, no qual manifestamente não cabia o chamado Partido Socialista de António Costa, isto segundo eles diziam.

 

Costa e o PS, aliás, foram o bombo da festa de Jerónimo e seus oportunistas durante os últimos quarenta dias e quarenta noites da campanha eleitoral.

 

Bem denunciámos nós aos operários e a todo o povo trabalhador que o conceito de governo patriótico e de esquerda, salivado na boca de Jerónimo, além de ser uma contradição nos termos, se destinava apenas a enganar papalvos.Na verdade, não tinham ainda arrefecido nas urnas os votos obtidos para um governo patriótico e de esquerda, depois de uma campanha em que Jerónimo atacou forte e feio António Costa e o PS como um baluarte da Tróica em Portugal, e eis que o caudilho social-fascista do PCP, esquecendo tudo o que havia imputado ao PS e a António Costa, enquanto “líder de um partido de direita, se prostra de joelhos diante do até agora reaccionário Costa e do PS de direita, implorando-lhes, pelas alminhas, que aceitem formar um governo do PS, com eles, revisionistas do PCP, e com elas, as meninas oportunistas do Bloco, venham eles e elas a ser ministros do Governo de Costa ou não venham a ser mais nada do que bengalas parlamentares do reaccionário António Costa e do PS, partido de direita.

 

E eis como, em menos de oito dias, a ideologia política oportunista do PCP e do BE consegue transformar o objectivo de luta por um governo patriótico e de esquerda num governo patriótico e de direita.

 

Ora um governo do PS e de António Costa não pode ser outra coisa senão um governo da Tróica e do capital alemão. Basta ler o programa político com que o PS de António Costa se apresentou ao eleitorado há oito dias.

 

Como é que o PCP e o Bloco podem apoiar um governo desta natureza? E que diferença existe entre o governo da Tróica, conduzido por Costa ou pela coligação de direita e de extrema-direita? Que política de esquerda é esta que se propõem o PCP e o Bloco, ao apoiarem o governo de António Costa e do PS?

 

Política de esquerda esta? Isto não é política de esquerda. Isto é tudo um p*tedo!

 

E é contra este p*tedo todo que se têm de erguer o povo trabalhador, a classe dos operários e os verdadeiros comunistas.

 

Qualquer que seja o governo que saia da Assembleia da República eleita no sufrágio do último domingo, seja da coligação Coelho/Portas, seja o do arco governativo Coelho/Portas e Costa, seja o governo de Costa com o apoio directo ou apenas parlamentar dos revisionistas do PCP ou das meninas oportunistas do Bloco, qualquer desses três governos é um governo da Europa Alemã, do capital germânico, da Tróica, de Ângel Merkel e de Schäuble, mas nunca um governo do povo português, nunca um governo ao serviço da classe operária e dos trabalhadores.

 

E fiquem sabendo: qualquer desses governos terá sempre, apesar da miséria que impõe aos portugueses, o grande mérito de abrir os olhos aos proletários e ao povo: só a revolução proletária, só o comunismo acabará com a exploração do homem pelo homem.

 

Notem porém os operários portugueses que o apoio parlamentar dos revisionistas do PCP e dos oportunistas do Bloco a um governo do PS e de António Costa significa que não haverá aumento de salários nem de pensões ou de reformas nos próximos quatro anos, o que vai significar também mil e seiscentos e sessenta milhões de euros no corte das reformas e pensões e do capital acumulado da segurança social.

 

Quanto à luta sindical, com as duas centrais (Inter e CGTP) a apoiar a política de austeridade e terrorismo do mesmo governo, terão os trabalhadores de travar contra todos os sindicatos oportunistas uma luta de morte. O apoio do PCP e do Bloco a um governo do PS e de Costa vai significar a política da Tróica com apoio do PCP e do Bloco. Uma coisa que os leitores julgariam impossível. Mas não é…

 

Preparemo-nos, pois, para a luta. Qualquer que seja o próximo governo, teremos de lutar contra ele. Essa é a nossa missão de proletários e de comunistas. Não nos deixemos iludir pelos cânticos da sereia, seja ela dos lacaios do PCP ou dos lacaios do Bloco.

 

11.10.2015

 

 

Arnaldo Matos

http://www.lutapopularonline.org/index.php/editorial/1767-a-classe-operaria-e-o-momento-politico-actual

Editado por whatever

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