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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Tens toda a razão, Vaart. Num governo de esquerda, tudo o que for à AR só passa com o voto favorável de CDU, BE e PS. Se alguma das bancadas se abstiver, o PAF fica com maioria.

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Em relação ao Luaty Beirão:

 

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Luaty Beirão. Uma “situação humanitária” ou “uma questão política”?

 

Na Assembleia Municipal de Lisboa, o PCP votou contra um texto do Bloco de Esquerda. Posição dos comunistas é igual à de Rui Machete: a detenção de ativistas é um assunto interno de Angola.

 

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou esta terça-feira um voto de solidariedade para com os ativistas angolanos acusados de preparar um golpe de Estado contra José Eduardo dos Santos. O voto, apresentado e defendido pelo Bloco de Esquerda (BE), contou com a abstenção de Os Verdes e com a oposição do PCP, que levou ao plenário um outro voto. Apesar de o tema de ambos os textos ser o mesmo, a maneira como Bloco e PCP o abordaram foi bastante diferente.

 

No voto do BE recomendava-se “a imediata libertação” do rapper Luaty Beirão — em greve de fome há 23 dias e com uma saúde agora muito debilitada — e dos restantes 14 ativistas acusados de quererem derrubar o regime angolano. No texto apresentado pelo PCP, em resposta ao do Bloco, apenas se pedia às autoridades de Angola que tivessem em conta a “situação humanitária” de Luaty.

 

O voto contra o texto do Bloco foi justificado pelo deputado comunista Modesto Navarro. “Ingerências várias na vida de países, nomeadamente em África, têm causado o que têm causado”, disse, alegando que o teor do documento bloquista era “uma ingerência” nos assuntos internos de Angola. Além disso, o deputado lembrou também um voto apresentado em julho pelo Bloco de Esquerda na Assembleia da República, no qual se pedia uma condenação da “repressão política em Angola” e, igualmente, a libertação dos 15 ativistas detidos. Na altura, naquilo que Modesto Navarro considerou um gesto de “maturidade democrática”, o voto foi rejeitado por todos os partidos à exceção do BE.

 

A posição demonstrada pelo PCP na Assembleia Municipal de Lisboa esta terça-feira — e que foi a primeira reação oficial do partido à situação de Luaty Beirão — não difere muito da adotada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. “Nós estamos a acompanhar a situação do ponto de vista humanitário, visto tratar-se de uma matéria interna de Angola no que diz respeito ao problema da averiguação se existe ou não existe uma infração de carácter penal, e nisso não nos imiscuímos”, disse Rui Machete na segunda-feira.

 

Já o Bloco foi o único partido até ao momento a tomar uma posição oficial sobre o assunto. Na segunda-feira, Pedro Filipe Soares perguntou por escrito a Rui Machete se a embaixada de Portugal em Angola planeava visitar Luaty Beirão (que tem cidadania portuguesa) e se estava nos horizontes do Ministério dos Negócios Estrangeiros apresentar uma queixa contra Angola junto do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Na terça-feira, o deputado Ricardo Robles voltou, na assembleia municipal, a abordar o tema, lançando ao mesmo tempo uma farpa ao PCP:

 

"Não é uma situação de cariz humanitário o que se está a passar em Angola com o ativista Luaty Beirão. É uma questão política. Ele é um preso político e está em risco de vida. Um preso político é um preso político. Em Angola, na China, em Cuba, nos Estados Unidos, na Turquia ou na Palestina. É um preso político e devemos respeitá-lo, porque houve tantos presos políticos no Partido Comunista Português e tanto respeito que eles merecem…”

 

O voto alternativo do PCP acabou por ser aprovado por maioria, com os votos contra do PSD e do BE, a abstenção de três deputados do PS e a anuência dos restantes partidos. É frequente a Assembleia Municipal de Lisboa discutir votos e recomendações sobre temas que em nada dizem respeito à cidade, o que aliás já originou alguns debates animados no plenário.

Editado por Woyzeck

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Governo PSD/CDS com acordos pontuais com o PS

Governo PSD/CDS/PS

Governo PS com apoios pontuais (não rejeição) da esquerda

Governo PS/BE/CDU

 

Não há mais nenhuma, acho.

 

Existe ainda governo PS/BE com apoios pontuais da CDU e acho o mais provável nesta altura.

 

Btw, eu prefiro um governo PSD/CDS com acordos pontuais do PS. Acho o melhor para os tempos que se avizinham, para a Democracia e para o Partido Socialista.

Editado por ascom

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Defesa de Sócrates vai ter acesso integral ao processo.

 

Os apoios da CDU terão que ocorrer sempre e terão que ser sob a forma de voto a favor, porque o PS e o BE têm 105 deputados e a coligação tem 107, ou seja os últimos têm poder para bloquear todas as iniciativas do PS+BE caso estes não sejam apoiados favoravelmente pela CDU.

Editado por Vaart

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Defesa de Sócrates vai ter acesso integral ao processo.

 

Os apoios da CDU terão que ocorrer sempre e terão que ser sob a forma de voto a favor, porque o PS e o BE têm 105 deputados e a coligação tem 107, ou seja os últimos têm poder para bloquear todas as iniciativas do PS+BE caso estes não sejam apoiados favoravelmente pela CDU.

 

Todas não, apenas as matérias que para aprovação carecem de maioria absoluta dos deputados. Mas de qualquer forma, eu acho mais provável a CDU aprovar favoravelmente uma série de medidas dando o apoio, negociando assim orçamento a orçamento do que ir mesmo para o governo.

Editado por ascom

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ascom, as questões fraturantes (e.g., Orçamento de Estado) não carecem de maioria absoluta de deputados?

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ascom, as questões fraturantes (e.g., Orçamento de Estado) não carecem de maioria absoluta de deputados?

 

Sim sim, mas é nisso que eu acredito que façam os acordos, não sei se vão para o Governo e aprovam tudo por tempo indeterminado. Acho que a CDU é um partido com uma cultura muito particular em relação a isso e ir para o governo significava um nível de comprometimento que eles não querem e que seria muito incoerente. Eles devem é fazer acordos pontuais no sentido de: este ano aprovamos isso, no próximo logo se vê.

Editado por ascom

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Na edição do "Avante!" desta semana é feito o aviso que as declarações de Jerónimo de Sousa devem ser entendidas "na totalidade" e que "não é fácil" um acordo com os socialistas, "considerando que o programa do PS não responde à aspiração da ruptura com a política de direita".

 

No editorial da edição do “Avante!”, publicado esta quinta-feira, o PCP deixa claro que "não é fácil" convergir com o PS e que o suporte comunista a um governo de esquerda fica, para já, na sua viabilização.

 

Não se fala em condições (que Jerónimo de Sousa tinha detalhado depois do primeiro encontro com António Costa na semana passada), nem de acordos mais duradouros. O editorial da órgão oficial do partido insiste que o ónus da esquerda está no PS e que “o PS só não formará governo se não quiser, tendo que escolher entre dar aval e apoio à formação de um governo PSD/CDS ou tomar a iniciativa de o formar já que tem garantidas condições para a sua formação e entrada em funções.” Não existe qualquer sinal de aceitação de mais algum elemento essencial à governação, como é o caso dos Orçamentos do Estado. E recorde-se que o líder socialista já disse que está à procura de uma solução “estável”, isto é, que permita que um governo liderado por si cumpra uma legislatura.

 

No mesmo texto, é feita uma referência às declarações de Jerónimo de Sousa depois da reunião com Costa que criaram expectativa sobre a abertura comunista a suportar um governo socialista. A declaração, dita o editorial, “deve ser lida e entendia da sua totalidade”. Ou seja, que o PCP vai avançar com uma moção de rejeição a um eventual governo da coligação PSD/CDS, mas também que o PS não tem sido a solução alternativa que apoiam: “Afirmou o objectivo de nos batermos por uma política que responda às aspirações dos trabalhadores e do povo, o que não é fácil, considerando que o programa do PS não responde à aspiração da ruptura com a política de direita.”

 

E este “não é fácil” é repetido logo no parágrafo seguinte, quando se escreve que “não sendo possível a convergência para uma política que responda às aspirações dos trabalhadores e do povo, o que de facto não é fácil, o quadro constitucional e a correlação de forças na Assembleia da República em nada impedem o PS de formar governo. Mesmo nestas circunstâncias não se pode concluir que a solução seja um governo PSD/CDS”.

 

Da sua parte, os comunistas só garantem que “sejam, porém, quais forem as circunstâncias e a evolução da situação, os portugueses podem ter como garantido que os votos do PCP contribuirão sempre para todas as medidas que forem úteis para os trabalhadores, o povo e o país e opor-se-ão a tudo o que signifique mais exploração, empobrecimento, injustiças sociais e declínio nacional”.

http://ionline.pt/artigo/417136/pcp-avisa-que-nao-e-facil-acordo-com-o-ps?seccao=Portugal_i

Editado por Woyzeck

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Sim sim, mas é nisso que eu acredito que façam os acordos, não sei se vão para o Governo e aprovam tudo por tempo indeterminado. Acho que a CDU é um partido com uma cultura muito particular em relação a isso e ir para o governo significava um nível de comprometimento que eles não querem e que seria muito incoerente. Eles devem é fazer acordos pontuais no sentido de: este ano aprovamos isso, no próximo logo se vê.

 

Eu, há uma ou duas páginas, falei sobre isso.

 

Num apanhado que fiz sobre a situação dos partidos.

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Quais as reais possibilidades de a PàF conseguir a maioria se uma coligação à esquerda avançar? Fala-se que há deputados do PS que são totalmente contra esta coligação e poderiam votar a favor da PàF caso isso acontecesse. Como não são precisos muitos que têm de mudar, penso que também pode ser considerada hipótese.

Editado por treinadordebancada

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Esquerda Socialista pede demissão de Costa e quer primárias para a liderança

 

A Corrente de Opinião Esquerda Socialista pediu hoje a demissão do secretário-geral do PS, reclamando a realização de eleições primárias para a liderança e a marcação de um congresso para "renovação doutrinária" do partido.

 

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Estas posições constam de um comunicado enviado à agência Lusa pela Corrente de Opinião Esquerda Socialista, liderada por Fonseca Ferreira (antigo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo), que esteve ao lado das direções de António José Seguro no PS.

 

Para esta sensibilidade do PS, que se reclama da ala esquerda do partido, "impõe-se que António Costa assuma as suas responsabilidades e as consequências dos seus atos e fracassos, não sacrificando os interesses do país e o PS às suas ambições pessoais".

 

"Impõe-se" também, segundo a mesma corrente "que se abra um processo sereno e consistente, de reflexão e debate, conduzindo a um congresso clarificador e à necessária renovação doutrinária e programática - à luz das realidades do mundo contemporâneo - e à abertura e democratização da sua organização e funcionamento".

 

No mesmo comunicado, assinado por Fonseca Ferreira, defende-se que a eleição do secretário-geral do PS deverá ser feita "em primárias abertas".

 

"A Corrente de Opinião Esquerda Socialista entende que é chegada a hora do PS voltar a ser um partido de causas e desígnios, um partido impulsionador do desenvolvimento solidário do país, recuperando a confiança dos cidadãos e dos eleitores. Estamos certos de que a maioria dos socialistas e dos portugueses nos acompanham nesta preocupação, nesta exigência e nesta esperança", sustenta-se ainda.

 

Após uma breve análise aos resultados das eleições legislativas, a Corrente de Esquerda Socialista dirige vários ataques ao secretário-geral do PS e à sua direção, considerando-se designadamente que o "fracasso eleitoral extravasa razões estruturais relacionadas com a crise do socialismo e da social-democracia".

 

"Esta derrota é motivada, sobretudo, pelo défice de legitimidade ética da atual liderança, pelo seu sectarismo e ausência de uma estratégia clara. Os eleitores não se reconheceram nesta liderança, nem na manifesta errância política e programática da campanha realizada", aponta-se no texto.

 

Nesse sentido, esta corrente entende "António Costa perdeu legitimidade, encontra-se profundamente fragilizado e a sua permanência como secretário-geral vai expor o PS a um desgaste fatal, entalado entre uma direita relegitimada (ainda que relativamente) e uma esquerda radical que ganhou fôlego e se propõe chantagear o PS e tudo exigir".

 

@ Notícias ao Minuto

Editado por _Nikon_

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Quais as reais possibilidades de a PàF conseguir a maioria se uma coligação à esquerda avançar? Fala-se que há deputados do PS que são totalmente contra esta coligação e poderiam votar a favor da PàF caso isso acontecesse. Como não são precisos muitos que têm de mudar, penso que também pode ser considerada hipótese.

8 + o PAN.

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Quais as reais possibilidades de a PàF conseguir a maioria se uma coligação à esquerda avançar? Fala-se que há deputados do PS que são totalmente contra esta coligação e poderiam votar a favor da PàF caso isso acontecesse. Como não são precisos muitos que têm de mudar, penso que também pode ser considerada hipótese.

 

 

Poucas. Existe disciplina partidária e seria complicado isso acontecer.

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Quais as reais possibilidades de a PàF conseguir a maioria se uma coligação à esquerda avançar? Fala-se que há deputados do PS que são totalmente contra esta coligação e poderiam votar a favor da PàF caso isso acontecesse. Como não são precisos muitos que têm de mudar, penso que também pode ser considerada hipótese.

 

Sérgio Lavos ‏@sergiolavos 5 hHá 5 horas

"67 votos a favor e quatro contra" a negociação com esquerda, na comissão política nacional do PS. É assim que o PS está "dividido".

 

De certeza que seriam bem pagos, mas acho que é arriscar a saúde.

 

 

Ninguém vem falar em mercados e ratings hoje? :-

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Faltava aí uma: Governo de gestão do PSD/CDS até ser possível marcar novas eleições.

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Cheira-me que é o fim do PS, a unidade da esquerda vai continuar uma utopia e o AC vai ficar de calças na mão na foto porque na hora do flash tudo vai fugir. A médio prazo, finalmente a esquerda vai ser liderada por um partido de esquerda. Continua a faltar um partido de direita a sério.

 

Faltava aí uma: Governo de gestão do PSD/CDS até ser possível marcar novas eleições.

acho que é óbvio desde o 1º momento que é o que vai acontecer, o resto é whishlist

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