Kisliy Publicado 28 Novembro 2015 pqp "à experiência". Comigo iam logo para o crl. Trabalhar de borla. :lol: Claro que não estou a trabalhar de borla, apenas estou a receber "por fora". Não tenho contrato, estou a receber 600€ por mês, o pior é se calhar de aparecer uma fiscalização lá pela empresa... Compartilhar este post Link para o post
lastdance Publicado 28 Novembro 2015 Mas deixaram de existir dois testes por período entre o 5º e o 12º ano, em todas (ou quase) as disciplinas? É que se ainda existem não estou a ver como podem associar um mau desempenho num determinado ano à ausência de exames, se afinal de contas os vossos conhecimentos são postos à prova durante todo esse ano letivo. Ainda assim não discordo dos exames no 12º ano e mesmo no 9º até penso que faz sentido, numa altura em que já começas a pensar naquilo que queres para o futuro e vais para uma área específica. Antes do 9º ano há coisas bem mais importantes a pensar no ensino do que os exames. No 9º ano não acho que sejam necessários, o 9º ano n conta para nada. Devem existir exames simplemente para ter indicadores para avaliar o desempenho da educação, não me choca também. No 12º considero mesmo essenciais, acho que devia ser até 10º, 11º e 12º, em vez de apanhar matéria de 3 anos num. Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 29 Novembro 2015 (editado) Sim, siga encher os alunos com mais exames, isso vai dar resultado Porquê? Fazer exames torna os alunos mais burros? Eu acho que em qualquer caso, não se perde nada em fazê-los, mas concordo talvez com o fim do exame do 4º ano, espero é que não se estenda ao restantes ciclos. Editado 29 Novembro 2015 por Ticampos Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 29 Novembro 2015 (editado) Porquê? Fazer exames torna os alunos mais burros? Eu acho que em qualquer caso, não se perde nada em fazê-los, mas concordo talvez com o fim do exame do 4º ano, espero é que não se estenda ao restantes ciclos. E fazer torna-os mais inteligentes? Os exames em qualquer ano são inúteis. Quem já os fez sabe que em nada reflecte a aprendizagem adquirida, nos caso do 12 ano, ao longo dos 3 anos. A nossa aprendizagem não pode ser avaliada em 2h à frente de uma exame de 3 folhas que só contém parte da matéria. Eu prefiro um sistema que combine uma média dos resultados finais, por exemplo, do 6º, 9º, 12º. Um sistema resultante da avaliação continua ao longo dos anos. Editado 29 Novembro 2015 por Woyzeck Compartilhar este post Link para o post
lastdance Publicado 29 Novembro 2015 Os exames não são inuteis, os exames representam um sistema de igualdade para os alunos pois eles vão estar a concorrer uns contra os outros para entrar no curso que querem. A avaliação continua tem um peso também. Discordo completamente das notas do básico contarem para a média de entrada. Os miúdos ainda não têm maturidade suficiente para isso nessas idades e não consegues implementar um sistema de melhoria de nota minimamente decente sequer. Um puto que tenha um ano mau (o que não é dificil nessas idades devido a um conjunto de factores enorme) e queira ser médico, ou tinha de pedir para chumbar o ano e ficar a repetir o 6º ano (o que é estupido) ou tinha de recuperar em relação aos outros (o que já é f*dido porque são médias a rondar 19) num nivel de dificuldade muito superior (o que é estupido). Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 29 Novembro 2015 O problema é o que tenho lido por aí vindo de alguns pais: "mas andou o meu filho a preparar-se quatro anos para um exame e agora já não o vai fazer"? No Ensino Primário, o foco não pode ser um exame. O importante é preparar as crianças, incutir-lhes as bases para uma evolução sustentada dos conhecimentos que vão receber no Básico e Secundário. Criar rotinas de trabalho e de leitura, pensamento racional e lógico, noções de cidadania, ecologia, história; no fundo, os contextos gerais que serão aprofundados nos ciclos seguintes da escolaridade obrigatória. Não é suposto as crianças prepararem-se para um exame; é suposto obterem naturalmente essas bases por via de um ensino contínuo e sustentado, os quais não são compatíveis com um exame pois estes avaliam conhecimentos específicos. Um exame faz todo o sentido enquanto análise de conhecimentos para acesso a um curso superior, onde já será obrigatório um grau de conhecimentos razoavelmente avançados sobre uma área específica do conhecimento; para uma criança de 10 anos que está a terminar o primeiro ciclo de aprendizagem de várias áreas distintas, ainda não há uma área concreta a avaliar, apenas noções gerais e genéricas. Deveria caber ao professor avaliar ao longo desses quatro anos avaliar a evolução da criança e deliberar sobre a sua preparação para enfrentar o próximo ciclo. O exame, e a pressão de obter resultados no mesmo, desvia a atenção para o que realmente é importante no ensino destas idades. Compartilhar este post Link para o post
Enzo Dios Perez Publicado 29 Novembro 2015 Eu cá sou a favor da realização de provas de avaliação com uma maior regularidade, bem mais do que esses exames. O método actual permite que os alunos estudem uma ou duas vezes por período para determinada disciplina e arrumam a questão. Quantos de nós não estudava apenas nas vésperas e conseguia fazer a prova com uma perna atrás das costas? É tudo muito bonito mas isso cria maus hábitos e não é por acaso que somos conhecidos como o povo do desenrascanço, que guarda tudo para a última hora. É uma questão cultural que não é assim tão difícil de mudar, creio eu. Naquela fase da nossas vidas até vai dando para obter resultados, mas depois mais tarde o nível de exigência e responsabilidade cresce e já temos esses maus hábitos enraizados, e torna-se difícil livrarmo-nos deles. Devia ser incutido às crianças logo na primária o hábito de ter que estudar regularmente. E não devia ficar por aí. Os exames levam ainda a que os alunos tenham que enfiar na cabeça uma quantidade absurda de matéria num curto espaço de tempo, que acaba por entrar às 3 pancadas e uns 2 meses após os exames já ninguém se lembra de nada, ou quase nada. É um método que fomenta mais a memorização do que propriamente a compreensão. Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 29 Novembro 2015 Os exames não são inuteis, os exames representam um sistema de igualdade para os alunos pois eles vão estar a concorrer uns contra os outros para entrar no curso que querem. A avaliação continua tem um peso também. Discordo completamente das notas do básico contarem para a média de entrada. Os miúdos ainda não têm maturidade suficiente para isso nessas idades e não consegues implementar um sistema de melhoria de nota minimamente decente sequer. Um puto que tenha um ano mau (o que não é dificil nessas idades devido a um conjunto de factores enorme) e queira ser médico, ou tinha de pedir para chumbar o ano e ficar a repetir o 6º ano (o que é estupido) ou tinha de recuperar em relação aos outros (o que já é f*dido porque são médias a rondar 19) num nivel de dificuldade muito superior (o que é estupido). Igualdade? Desaparece assim que comparares o público com o privado. É possível fazer até ao 11º ano com notas medianas no público e o 12º no privado e sacar um exame com notas excelentes, "do nada". O que eu defendo é uma avaliação continua e progressiva. E no final o resultado de toda essa aprendizagem. Estúpido continua a ser fazer um exame que contém apenas uma parte muita pequena da matéria para avaliar uma aprendizagem de 3 anos. Os exames servem apenas para seleccionar uns em detrimento de outros no acesso à universidade. Não para avaliar a aprendizagem. É que o que serve apara avaliar os conhecimentos até ao 12º são os testes. O exame do 12º é suposto avaliar, pelo menos na teoria, a tua aprendizagem durante o secundário. Tal como no 9º os conhecimentos do 3º ciclo. Esse puto é um caso isolado. Hoje também há putos que têm anos maus e ficam para trás. E outros que ficam a acabar 1 disciplina. Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 29 Novembro 2015 O problema é o que tenho lido por aí vindo de alguns pais: "mas andou o meu filho a preparar-se quatro anos para um exame e agora já não o vai fazer"? No Ensino Primário, o foco não pode ser um exame. O importante é preparar as crianças, incutir-lhes as bases para uma evolução sustentada dos conhecimentos que vão receber no Básico e Secundário. Criar rotinas de trabalho e de leitura, pensamento racional e lógico, noções de cidadania, ecologia, história; no fundo, os contextos gerais que serão aprofundados nos ciclos seguintes da escolaridade obrigatória. Não é suposto as crianças prepararem-se para um exame; é suposto obterem naturalmente essas bases por via de um ensino contínuo e sustentado, os quais não são compatíveis com um exame pois estes avaliam conhecimentos específicos. Um exame faz todo o sentido enquanto análise de conhecimentos para acesso a um curso superior, onde já será obrigatório um grau de conhecimentos razoavelmente avançados sobre uma área específica do conhecimento; para uma criança de 10 anos que está a terminar o primeiro ciclo de aprendizagem de várias áreas distintas, ainda não há uma área concreta a avaliar, apenas noções gerais e genéricas. Deveria caber ao professor avaliar ao longo desses quatro anos avaliar a evolução da criança e deliberar sobre a sua preparação para enfrentar o próximo ciclo. O exame, e a pressão de obter resultados no mesmo, desvia a atenção para o que realmente é importante no ensino destas idades. Sai um "Ámen" para este post. Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 29 Novembro 2015 (editado) Eu cá sou a favor da realização de provas de avaliação com uma maior regularidade, bem mais do que esses exames. O método actual permite que os alunos estudem uma ou duas vezes por período para determinada disciplina e arrumam a questão. Quantos de nós não estudava apenas nas vésperas e conseguia fazer a prova com uma perna atrás das costas? É tudo muito bonito mas isso cria maus hábitos e não é por acaso que somos conhecidos como o povo do desenrascanço, que guarda tudo para a última hora. É uma questão cultural que não é assim tão difícil de mudar, creio eu. Naquela fase da nossas vidas até vai dando para obter resultados, mas depois mais tarde o nível de exigência e responsabilidade cresce e já temos esses maus hábitos enraizados, e torna-se difícil livrarmo-nos deles. Devia ser incutido às crianças logo na primária o hábito de ter que estudar regularmente. E não devia ficar por aí. Os exames levam ainda a que os alunos tenham que enfiar na cabeça uma quantidade absurda de matéria num curto espaço de tempo, que acaba por entrar às 3 pancadas e uns 2 meses após os exames já ninguém se lembra de nada, ou quase nada. É um método que fomenta mais a memorização do que propriamente a compreensão. Não vais mudar nada ao aumentar a regularidade de "provas de avaliação". Só vais sistematizar o decorar das matérias e, na verdade, o desgosto pela escola. A solução está nos programas e na formação dos próprios professores. O que tu tens que incutir é gosto pelo conhecimento e pelas matérias. Isso não se faz com exames. No máximo crias pequenas máquinas psicopatas. Atenção, não defendo o fim de testes regulares e exames. Em determinados momentos e com alguma regularidade serão importantes, até. Mas não são eles que vão fomentar o conhecimento. Editado 29 Novembro 2015 por andriy pereplyotkin Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 29 Novembro 2015 (editado) Eu cá sou a favor da realização de provas de avaliação com uma maior regularidade, bem mais do que esses exames. O método actual permite que os alunos estudem uma ou duas vezes por período para determinada disciplina e arrumam a questão. Quantos de nós não estudava apenas nas vésperas e conseguia fazer a prova com uma perna atrás das costas? É tudo muito bonito mas isso cria maus hábitos e não é por acaso que somos conhecidos como o povo do desenrascanço, que guarda tudo para a última hora. É uma questão cultural que não é assim tão difícil de mudar, creio eu. Naquela fase da nossas vidas até vai dando para obter resultados, mas depois mais tarde o nível de exigência e responsabilidade cresce e já temos esses maus hábitos enraizados, e torna-se difícil livrarmo-nos deles. Devia ser incutido às crianças logo na primária o hábito de ter que estudar regularmente. E não devia ficar por aí. Os exames levam ainda a que os alunos tenham que enfiar na cabeça uma quantidade absurda de matéria num curto espaço de tempo, que acaba por entrar às 3 pancadas e uns 2 meses após os exames já ninguém se lembra de nada, ou quase nada. É um método que fomenta mais a memorização do que propriamente a compreensão. Como é que obrigarias um miúdo de 12 anos a insistir mais no estudo depois de 9 horas e 4 ou 5 disciplinas por dia na escola? O problema é o sistema de ensina que obriga os miúdos a desenrascarem-se perante tanta disciplina e matéria. Sobrecarregar os miúdos com mais avaliações e estudo é educar uma geração que acaba o secundário exausta e com medo que será o mundo do trabalho se na escola já é assim. Não nos podemos esquecer que estamos a falar de crianças e jovens. E nessas idades as actividades extra curriculares e lúdicas são tão importantes como o tempo de aulas. Os exames são inúteis se até lá a aprendizagem for deficiente. Não é por fazeres mais avaliações que o aluno será melhor. Muito menos colocando mais pressão. Editado 29 Novembro 2015 por Woyzeck Compartilhar este post Link para o post
Enzo Dios Perez Publicado 29 Novembro 2015 (editado) Não vais mudar nada ao aumentar a regularidade de "provas de avaliação". Só vais sistematizar o decorar das matérias e, na verdade, o desgosto pela escola. A solução está nos programas e na formação dos próprios professores. O que tu tens que incutir é gosto pelo conhecimento e pelas matérias. Isso não se faz com exames. No máximo crias pequenas máquinas psicopatas. Atenção, não defendo o fim de testes regulares e exames. Em determinados momentos e com alguma regularidade serão importantes, até. Mas não são eles que vão fomentar o conhecimento. Eu não estou a falar de exames, estou a falar de pequenas avaliações ao longo do ano. Acho preferível ir-se avaliando matéria a matéria do que enfiar tudo num teste ou num exame. E ao fazer esta divisão talvez até dê para aprofundar mais as matérias. Com a metodologia actual os professores têm a pressão de ter que dar a matéria toda até ao exame X e se calhar acabam por não lhe dedicar o tempo necessário. Depois seguem logo para outra matéria e os alunos só voltam a tocar nisso quando têm que estudar para um teste global. Entretanto já se esqueceram de algumas coisas e outras acabarão por não ser assimiladas. Tu não te imaginas com uma metodologia assim porque não te foi incutida. Achas que é um bicho de 7 cabeças e que exige um esforço extraordinário, mas não é assim, tudo depende da forma como se é educado. O que estudas para fazer 2 testes e 1 exame não seria muito diferente do que estudarias para fazer essas provas, com a diferença de que seria mais faseado e que dedicarias o tempo necessário para cada temática, o que fomentaria uma melhor aprendizagem. Como é que obrigarias um miúdo de 12 anos a insistir mais no estudo depois de 9 horas e 4 ou 5 disciplinas por dia na escola? O problema é o sistema de ensina que obriga os miúdos a desenrascarem-se perante tanta disciplina e matéria. . Ora, talvez o problema comece aí, pelas 9 horas. É demasiado. Talvez devesse haver uma selecção mais rigorosa dos conteúdos onde houvesse um foco mais importante naquilo que realmente interessa. É preferível ensinar o essencial e que essa aprendizagem seja devidamente assimilada do que tentar ensinar um pouco de tudo e acabar por ficar com um conhecimento medíocre sobre tudo. Editado 29 Novembro 2015 por Enzo Dios Perez Compartilhar este post Link para o post
lastdance Publicado 29 Novembro 2015 Igualdade? Desaparece assim que comparares o público com o privado. É possível fazer até ao 11º ano com notas medianas no público e o 12º no privado e sacar um exame com notas excelentes, "do nada". O que eu defendo é uma avaliação continua e progressiva. E no final o resultado de toda essa aprendizagem. Estúpido continua a ser fazer um exame que contém apenas uma parte muita pequena da matéria para avaliar uma aprendizagem de 3 anos. Os exames servem apenas para seleccionar uns em detrimento de outros no acesso à universidade. Não para avaliar a aprendizagem. É que o que serve apara avaliar os conhecimentos até ao 12º são os testes. O exame do 12º é suposto avaliar, pelo menos na teoria, a tua aprendizagem durante o secundário. Tal como no 9º os conhecimentos do 3º ciclo. Esse puto é um caso isolado. Hoje também há putos que têm anos maus e ficam para trás. E outros que ficam a acabar 1 disciplina. epá desisto, isso tá tão desprovido de sentido que nem vale a pena. Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 29 Novembro 2015 Eu não estou a falar de exames, estou a falar de pequenas avaliações ao longo do ano. Acho preferível ir-se avaliando matéria a matéria do que enfiar tudo num teste ou num exame. E ao fazer esta divisão talvez até dê para aprofundar mais as matérias. Com a metodologia actual os professores têm a pressão de ter que dar a matéria toda até ao exame X e se calhar acabam por não lhe dedicar o tempo necessário. Depois seguem logo para outra matéria e os alunos só voltam a tocar nisso quando têm que estudar para um teste global. Entretanto já se esqueceram de algumas coisas e outras acabarão por não ser assimiladas. Tu não te imaginas com uma metodologia assim porque não te foi incutida. Achas que é um bicho de 7 cabeças e que exige um esforço extraordinário, mas não é assim, tudo depende da forma como se é educado. O que estudas para fazer 2 testes e 1 exame não seria muito diferente do que estudarias para fazer essas provas, com a diferença de que seria mais faseado e que dedicarias o tempo necessário para cada temática, o que fomentaria uma melhor aprendizagem. E eu estou a falar de exames? Não acho nada disso lol. Bicho de 7 cabeças e o crl... acho que não leste nada do meu post. O que eu acho é que aumentar a regularidade da avaliação não vai ter efeito nenhum senão sistematização de processos. Como disse, isso não resolve nada. Repito que a mudança, a meu ver, tem que acontecer na formação dos próprios professores e na melhoria dos conteúdos programáticos. Compartilhar este post Link para o post
Enzo Dios Perez Publicado 29 Novembro 2015 (editado) E eu estou a falar de exames? Não acho nada disso lol. Bicho de 7 cabeças e o crl... acho que não leste nada do meu post. O que eu acho é que aumentar a regularidade da avaliação não vai ter efeito nenhum senão sistematização de processos. Como disse, isso não resolve nada. Repito que a mudança, a meu ver, tem que acontecer na formação dos próprios professores e na melhoria dos conteúdos programáticos. Os professores ensinam de acordo com os métodos que foram utilizados com eles. E como é que se melhora a formação dos professores? Dando-lhes palestras sobre como devem motivar os alunos e incentivando a utilização de técnicas ultra-modernas? Nem todos têm capacidade para fugir ao método-padrão, para não dizer a maioria. É difícil ensinar o que quer que seja a alguém que está a contar os minutos para o toque para o intervalo, e este hábito desenvolve-se desde cedo. Com a metodologia actual os alunos sentem que passam eternidades nas salas de aula para depois ser-lhes suficiente pegar nos livros e nos cadernos nas vésperas das provas de avaliação, ir decorando à pressa e conseguir obter bons resultados. E com isto se vão criando maus hábitos de deixar tudo para o fim e tentar resolver em cima da hora, que é algo que caracteriza bem o nosso povo. A meu ver, resolve alguma coisa, sim. Os primeiros anos de ensino e as metodologias utilizadas são absolutamente fulcrais na formação um indivíduo. Se te deparares desde cedo com uma realidade em que tens que trabalhar regularmente para atingir resultados vais pelo menos criar melhores hábitos de trabalho e, possivelmente, até desenvolver algum gosto pelo estudo. Se não houver resultados para atingir, dificilmente haverá trabalho. Se esses resultados aparecerem de tempos a tempos, dá azo ao que já mencionei em cima. E quando falo em provas não têm necessariamente que ser testes. Se o único método passar pela realização de testes o processo também se torna enfadonho. Poderá passar também pela realização de trabalhos individuais que incentivem os alunos a procurar outro tipo de informação que não vem nos livros ou até mesmo trabalhos de grupo que incentivem o trabalho em equipa. Agora é claro que é impensável implementar algo assim se entras às 9 e sais às 17 ou 18. É óbvio que sais da escola e já não podes ver aquilo à frente Eu até concordo que os conteúdos programáticos devem ser mudados, mas não será por aí que os alunos vão desenvolver o gosto pelo estudo. Uma melhor formação dos professores ajudaria mas creio que não passe só por aí. É preciso mudar hábitos e metodologias. Editado 29 Novembro 2015 por Enzo Dios Perez Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 30 Novembro 2015 Concordo inteiramente com a abolição dos exames, à excepção dos do 11.º e 12.º anos, muito por causa das deficiências e vícios do sistema educativo português. Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 30 Novembro 2015 Em Inglaterra, as pessoas têm exames a todas as disciplinas, incluindo cursos profissionais (em matérias profissionais). Vocês têm os SATS aos 7 anos, aos 11 e outros exames aos 16 e 19 anos e eu não acho que Inglaterra seja um país atrasado, muito pelo contrário. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 30 Novembro 2015 Em Inglaterra, as pessoas têm exames a todas as disciplinas, incluindo cursos profissionais (em matérias profissionais). Vocês têm os SATS aos 7 anos, aos 11 e outros exames aos 16 e 19 anos e eu não acho que Inglaterra seja um país atrasado, muito pelo contrário. Só que no Reino Unido o sistema educativo tem um propósito perfeitamente delineado, já em Portugal isso não acontece. Logo, não se podem comparar duas realidades totalmente distintas, aliás não é não poder, é não ter qualquer sentido. Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 30 Novembro 2015 (editado) Só que no Reino Unido o sistema educativo tem um propósito perfeitamente delineado, já em Portugal isso não acontece. Logo, não se podem comparar duas realidades totalmente distintas, aliás não é não poder, é não ter qualquer sentido. Um propósito perfeitamente delineado? Isso é tudo muito bonito dito assim, se é assim, porque raio de razão não se transforma o nosso sistema de educação em algo semelhante? E porque razão toda a gente vai buscar a Finlândia como um exemplo, será por acaso uma realidade parecidíssima à nossa? Editado 30 Novembro 2015 por Ticampos Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 30 Novembro 2015 Isso é tudo muito bonito dito assim, se é assim, porque raio de razão não se transforma o nosso sistema de educação em algo semelhante? Essa pergunta demonstra o erro número um da política educativa portuguesa, o tentar implementar sistemas semelhantes aos de outros países só porque funcionam bem. Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 30 Novembro 2015 Essa pergunta demonstra o erro número um da política educativa portuguesa, o tentar implementar sistemas semelhantes aos de outros países só porque funcionam bem. Esse foi o argumento usado pelo governo, os exemplos vindos do exterior, que os exames estão ultrapassados, não fui eu que comecei com essa história do outros países da Europa. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 30 Novembro 2015 (editado) Novos desenvolvimentos no PCTP-MRPP, agora na área financeira. A Situação Financeira do Partido I Domingos Bulhão desertou do Partido, levando consigo os documentos e dinheiros respeitantes à campanha eleitoral para a Assembleia da República e deixando o PCTP/MRPP na grave situação de não poder entregar as contas da campanha para apreciação e aprovação do Tribunal Constitucional. O Partido está pois em risco de ver perdida a subvenção a que tem direito, nos termos da lei de financiamento dos partidos políticos. O Comité Central deliberou avisar o desertor Domingos Bulhão, por carta registada com aviso de recepção, para entregar, no prazo de dez dias, na sede da Avenida do Brasil, em Lisboa, todos os documentos e dinheiros do Partido que estejam em seu poder, findo o qual prazo, e não estando satisfeitas as exigências do Partido, será apresentada ao Ministério Público participação criminal contra Domingos Bulhão. II O Comité Permanente (Conceição Franco, secretário-geral, Garcia Pereira, Domingos Bulhão e Carlos Paisana) do Comité Central deliberou contrair um empréstimo bancário para custear despesas não orçamentadas da campanha eleitoral para a Assembleia da República, dentro de uma política liquidacionista e acefála que assentava na ideia de que, para eleger Garcia Pereira como deputado, só era preciso mais dinheiro e mais nada. Foi assim obtido um empréstimo bancário de 40 000 €, que - o que ainda não pôde ser averiguado e confirmado - importará no pagamento de 48 000 €, capital e juros, em prestações de um pouco mais de 1 042 € por mês. A deserção de Domingos Bulhão não permitiu ainda saber se o empréstimo foi ou não integralmente aplicado na campanha e de que formas. O Departamento Financeiro do Partido está em contactos com a entidade bancária mutuante para negociar o pagamento da dívida que, em nossa opinião, deve ser exigida ao bando dos quatro do Comité Permanente. III Ao que conseguiu o Departamento Financeiro averiguar até agora, não houve uma única prestação de contas do Partido ao Tribunal Constitucional que não se saldasse pela aplicação de coimas elevadíssimas. Neste momento, o Partido está a pagar coimas mensais de 1 735 euros. Esta absurda incapacidade de apresentar contas legais deve-se ao facto de que Garcia Pereira impôs ao Partido, e o Comité Permanente caninamente aceitou, uma amiguinha de Garcia Pereira, autoproclamada técnica oficial de contas, ganhando cerca de 1 000 euros por mês, mas que nunca apresentou contas que não fossem distinguidas com coimas. IV Para além das coimas e do empréstimo, há ainda dívidas de 39 400 euros à empresa dos outdoors, mais a prestação de Setembro ainda não satisfeita à mesma empresa, no valor de 1 850 euros e de 10 000 ao cineasta João Salvado, tudo dinheiro deitado para cima da negregada ideia de levar Garcia Pereira ao Parlamento. Garcia Pereira já se foi, com uma derrota monumental imposta por um eleitorado que não se deixou enganar com o papagaio, mas cá ficou para o Partido pagar, não se sabe como, dívidas e coimas que ultrapassam os 100 000 euros. V O Departamento Financeiro propôs ao Comité Central aprovar os critérios políticos de remuneração aos quadros profissionais militantes do PCTP/MRPP. Assim: • O salário do quadro profissional militante do Partido, solteiro/a sem encargos familiares é o salário mínimo nacional de 530 euros mensais, prometido para o próximo ano de 2016, catorze meses por ano e com passe social para a área do seu trabalho partidário. • O Departamento financeiro estudou as subvenções que possam ser justificáveis por encargos familiares ou situações inesperadas, aos profissionais casados, sendo certo que o salário, mesmo nesses casos, nunca poderá ultrapassar dois salários mínimos nacionais que, no próximo ano, corresponderá (530+530=1 060 euros) ao salário médio do operário português. VI O Departamento Financeiro decidiu denunciar o contrato celebrado por Domingos Bulhão com a Securitas, pois o sistema contratado leva, em casos pontuais, à introdução da policia nas sedes do Partido, sem a presença de nenhum militante. O proletariado deve saber vigiar e montar segurança às sedes do seu partido comunista operário. VII O Departamento financeiro decidiu pôr termo ao contrato com a Vodafone – 520 euros por mês, para dez números e entrega de dez aparelhos – dentro da concepção liquidacionista do Partido alimentada pelo Comité permanente, que pretendia fazer um partido tipo call-center, virtual, onde não haveria nem células, nem comités, nem reuniões, mas meros contactos telefónicos entre a base e o Comité Central... VIII Os militantes que sejam quadros profissionais do Partido devem ter com o Partido um contrato sem termo, com o pagamento pelas partes dos impostos que forem devidos e dos descontos legais para a segurança social. São assim abolidas as remunerações a recibos verdes, introduzida no partido por um comité permanente onde campeava Garcia Pereira, o maior hipócrita dos denunciantes dos recibos verdes como forma de exploração dos trabalhadores. Na televisão era contra os recibos verdes, mas, no Partido, impunha-os aos militantes quadros profissionais... Resolução aprovada por unanimidade na reunião do Comité Central de 28 de Novembro de 2015 Editado 30 Novembro 2015 por Lebohang Compartilhar este post Link para o post
Cannonball Publicado 30 Novembro 2015 O PCTP acha que 530 euros mensais chegam para viver em Lisboa. :facepalm: Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 30 Novembro 2015 Esse foi o argumento usado pelo governo, os exemplos vindos do exterior, que os exames estão ultrapassados, não fui eu que comecei com essa história do outros países da Europa. Não foste tu que falaste no Reino Unido? Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 30 Novembro 2015 Isto tem graça pelo tom em que é escrito, mas se metade for verdade não só é uma vergonha como é também um caso de polícia. Curiosamente, ou não, cruzei-me com o Garcia Pereira e a filha no fim-de-semana e quem não o conhecesse bem nunca o reconheceria, só lhe faltava o bigode e a peruca. Compartilhar este post Link para o post