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Reigns

FC Porto - Futebol

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Grande mina se houver quem dê estrutura aos miudos é Africa. A Africa negra isto é.

 

Há talento ao ponta pé um pouco como na América do Sul, mas o futebol é tão pouco desenvolvido que só crescendo desde cedo na Europa...

 

Em França faz-se muito esse trabalho por exemplo.

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Hoje recebemos uma mensagem desconcertante para um clube que bateu todos os recordes de vendas, mas que pode explicar algumas coisas que se têm passado dentro e fora do campo.

O texto será passado na integra e sem reparos linguísticos, será anónimo e não serão colocados nomes a pedido do autor, que, a quando da minha solicitação, justificou esse anonimato por medo de represálias com membros da SAD.

"....cuidado com os tipos da SAD, eu no estádio das Antas nos anos 90 tinha dois gajos à minha espera para me agredir e quem me salvou na altura foi o Dr José Carlos Esteves..."

Segue o texto em seguida:

"Ontem fui almoçar com o antigo diretor da Porto comercial. Saiu em Agosto, com mais 25 gajos, com salários em atraso...

Verdade. O Hóquei não recebe há 9 meses e a equipa de futebol tem os salários em atraso.

Realmente, pode ser uma explicação para a falta de empenho. Bate certo.

No 3-1 o gajo passa por meia equipa, todos passivos, parecia o jogo do meio, na praia ou no treino...

Aquilo anda a saque... Quando já não se importam de cumprir com o mínimo, que é pagar os salários, então está mesmo tudo f*dido.

Aquilo é gente da pior espécie e está mais do que comprovado que sempre se guiaram pela côr do dinheiro, as vitórias foram um meio para chegar ao fim.

Ricardo Amorim há que desmascarar essa corja de delinquentes que está à frente do nosso clube, abraço."

Fonte que prefere ficar anonima.

P.S.: Num dia que, novamente, existe interesse em voltar a falar em revoluções, eu gostava que todos vocês pensassem no seguinte.

A revolução que estes senhores falam e querem, certamente não é punir quem construiu (ou destruiu) esta equipa, e quem contratou estes últimos treinadores, mas sim vender os últimos valores com lucro alto do nosso plantel e poderem comprar novos jogadores da corja de empresários que se instalou no Porto!

Vender Fernando, Mangala e Jackson? Quem irá sobra de valor? (entenda-se valor como financeiro) ZERO! Este é o nosso novo Porto!

E tudo isto decorre nas barbas dos adeptos que continuam achar tudo desculpável por causa do passado...! O mesmo passado que criticavam o Benfica de estar constantemente a falar!!

Espero que não se esqueçam que o passado é algo magico que deve ser valorizado, mas que pertence à nossa historia e que já foi vivenciado, enquanto o futuro faz-se do que semeamos no presente...

Só espero que depois, quando já nada houver para fazer, não venham com a ignorância típica das Manadas! Porque aí, só existirá um culpado, que serás TU!

Para esse tipo de adeptos, que eu carinhosamente chamo de "Yes sir" vou deixar uma frase do nosso eterno presidente, com a esperança que a consigam entender (mas tenho as minhas dúvidas):

"O Sucesso do Futebol Clube do Porto, sempre começou na paixão e exigência dos seus adeptos" Ass. Pinto da Costa

Best_Abraços

Ricardo Amorim by BestOfFutebol

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Esse texto até pode ser todo inventado, mas realça um facto pertinente: se a próxima época não correr bem, será o fim dos +50M€ em vendas por Verão. Isto é, poderemos estar a uma época do limiar de ter que fazer uma gestão "à Sporting" (sem sentido depreciativo). Acho que isso deve estar bem presente na cabeça dos dirigentes quando escolherem o treinador e os 3-4 reforços esenciais para o onze da próxima época.

Editado por kaRam

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Carta aberta aos dirigentes do Futebol Clube do Porto e aos administradores da Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD

 

Exmos srs,

 

Escrevo-vos esta carta, enquanto sócio e adepto daquele que, para mim, é o melhor clube do mundo, o Futebol Clube do Porto. Escrevo-a porque são os srs. que comandam os destinos do clube que eu amo e, por maioria de razão, os derradeiros responsáveis por tudo, de bom ou de mau, que acontece no clube.

 

Olhando para trás, não me posso queixar: vivi a conquista de uma Liga dos Campeões e falhei outra por meros oito dias, uma Taça Uefa, uma Liga Europa, uma Taça Intercontinental, uma Supertaça Europeia, um penta, um tetra e um tri e mais uma série de campeonatos, Taças de Portugal e Supertaças. Pelo facto, agradeço-vos.

 

Ainda assim, permitam-me que teça alguns comentários sobre o que se vem passando no clube nos últimos anos. Desde muito novo fui habituado a ouvir os maiores elogios à estrutura do clube. Cresci, portista, sabendo que ninguém sequer se atrevia a "pisar-nos os calos", sem perder pela demora e levar uma resposta cabal. Acostumei-me a um clube onde os atletas e os técnicos eram protegidos e defendidos a qualquer custo, com os dirigentes a dar a cara. Hoje só aparecem nos bons momentos ou em entrevistas encomendadas. Quando não convém, fogem como ratos. Não era nascido quando perdíamos os jogos logo depois de passar a ponte, mas vivi com especial prazer o tempo em que bastava atravessá-la para por "Lisboa a arder". Cresci a admirar o Porto, a viver o Porto. A idolatrar o Vítor Baía, o Kostadinov, o Domingos, o Jardel, o Deco ou o Lucho Gonzalez. A ver monstros sagrados do meu querido clube a sofrer dentro de campo tanto ou mais do que eu, fora dele, a ver os jogos, como o Jorge Costa ou o João Pinto.

 

Todavia, não posso deixar passar em claro aquela que tem vindo a ser a estratégia seguida pelos senhores nos últimos anos. Para além de uma gestão financeira ruinosa, baseada em gastar aquilo que se tem e não se tem e altamente dependente de vendas de altetas, com consequências, não só na SAD, mas também no clube - e que desgosto me deu ver o Pedro Gil pedir para lhe pagarem o que lhe deviam após marcar um golo - torna-se evidente o desleixo com que se tem gerido a parte desportiva. De facto, numa altura em que gastámos dinheiro como nunca no reforço do plantel, vemos que este tem sido construído de forma totalmente desequilibrada. Falcao, que nunca teve suplente à altura foi substituído por... Kleber. Moutinho por Herrera. James por Licá, que nem extremo é. Fernando não tem alternativa desde o tempo da televisão a preto e branco. Danilo e Alex Sandro jogam sempre porque não há ninguém para jogar no lugar deles. Houve 9 milhões para contratar um central, quando tínhamos quatro no plantel e, pelo meio, vender metade do seu passe a um fundo de quem não se conhecem os donos, mas não houve para um extremo de alto nível. Castro brilha por onde passa, mas como não custou 8 milhões, nem oportunidades tem. Temos a defesa mais cara da nossa história e, arrisco-me, de todo o futebol português, e sofremos golos como há muito não sofríamos.

 

Somos cada vez mais um entreposto de atletas. Eles vêm e vão, perdendo-se assim a mística do Futebol Clube do Porto. Compreendendo eu a necessidade de vender, não posso aceitar a forma como o portismo foi arrasado do clube. Quando eu era miúdo, e, dada a minha total inabilidade para dar uns chutos na bola, ia para a baliza e defendia uma bola, (ou ela me batia, para ser mais exacto), eu gritava BAÍÍÍÍÍÍÍÍÍA. Quando o Porto jogava mal, eu via um Jorge Costa a mandar dois berros dentro do campo e a por toda a gente em sentido. Hoje não. Os srs. deram uma tremenda machadada na garra do Porto e, como se não bastasse, ainda conseguiram limpar do clube a maioria destes símbolos. Jorge Costa foi empurrado para fora do clube de forma vergonhosa. Voltou, mesmo assim, e... fizeram-lhe o mesmo. A Vítor Baía, prometeram-lhe um jogo de despedida. Até hoje. Jardel pediu que lhe fizessem o mesmo. Foi ignorado. Deco, numa pausa do campeonato brasileiro foi melhor recebido em Barcelona do que no Porto. Lucho, inclusivamente, saiu por se sentir parte do problema e incapaz de o resolver sozinho. E poderia continuar, mas não vale a pena.

 

É chegada a hora de mudar alguma coisa. É chegada a hora de acabar com o disparate. É chegada a hora dos dirigente principescamente pagos e que até prémios por segundos e terceiros lugares já se arrogaram a receber, fazerem por merecer esse ordenado. É chegada a hora de acabar com os parasitas que vivem à custa do clube. É chegada a hora de acabar com comissionistas, empresários amigos, filhos e ex-cunhados. É chegada a hora de tornar o Porto financeiramente viável. É chegada a hora de respeitar os atletas das modalidades e o ecletismo do clube. É chegada a hora de acabar com as negociatas com fundos obscuros. É chegada a hora de honrar os nossos símbolos. E, acima de tudo, é chegada a hora de respeitar aqueles que gastam o seu dinheiro e o seu tempo com o clube, aqueles que vos dão o dinheiro que vos alimenta os vícios e vos enche os bolsos, aqueles que são, apenas e só, Portistas. Por amor e convicção. Esta é a pior época dos últimos trinta anos. Mude-se, então. E, já agora, alguns dos srs., mudem-se. Daqui para fora. Para bem longe do meu Porto. Para que vergonhas como a de ontem não se repitam.

 

Com os melhores cumprimentos,

João Ferreira

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Carta aberta aos dirigentes do Futebol Clube do Porto e aos administradores da Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD

 

Exmos srs,

 

Escrevo-vos esta carta, enquanto sócio e adepto daquele que, para mim, é o melhor clube do mundo, o Futebol Clube do Porto. Escrevo-a porque são os srs. que comandam os destinos do clube que eu amo e, por maioria de razão, os derradeiros responsáveis por tudo, de bom ou de mau, que acontece no clube.

 

Olhando para trás, não me posso queixar: vivi a conquista de uma Liga dos Campeões e falhei outra por meros oito dias, uma Taça Uefa, uma Liga Europa, uma Taça Intercontinental, uma Supertaça Europeia, um penta, um tetra e um tri e mais uma série de campeonatos, Taças de Portugal e Supertaças. Pelo facto, agradeço-vos.

 

Ainda assim, permitam-me que teça alguns comentários sobre o que se vem passando no clube nos últimos anos. Desde muito novo fui habituado a ouvir os maiores elogios à estrutura do clube. Cresci, portista, sabendo que ninguém sequer se atrevia a "pisar-nos os calos", sem perder pela demora e levar uma resposta cabal. Acostumei-me a um clube onde os atletas e os técnicos eram protegidos e defendidos a qualquer custo, com os dirigentes a dar a cara. Hoje só aparecem nos bons momentos ou em entrevistas encomendadas. Quando não convém, fogem como ratos. Não era nascido quando perdíamos os jogos logo depois de passar a ponte, mas vivi com especial prazer o tempo em que bastava atravessá-la para por "Lisboa a arder". Cresci a admirar o Porto, a viver o Porto. A idolatrar o Vítor Baía, o Kostadinov, o Domingos, o Jardel, o Deco ou o Lucho Gonzalez. A ver monstros sagrados do meu querido clube a sofrer dentro de campo tanto ou mais do que eu, fora dele, a ver os jogos, como o Jorge Costa ou o João Pinto.

 

Todavia, não posso deixar passar em claro aquela que tem vindo a ser a estratégia seguida pelos senhores nos últimos anos. Para além de uma gestão financeira ruinosa, baseada em gastar aquilo que se tem e não se tem e altamente dependente de vendas de altetas, com consequências, não só na SAD, mas também no clube - e que desgosto me deu ver o Pedro Gil pedir para lhe pagarem o que lhe deviam após marcar um golo - torna-se evidente o desleixo com que se tem gerido a parte desportiva. De facto, numa altura em que gastámos dinheiro como nunca no reforço do plantel, vemos que este tem sido construído de forma totalmente desequilibrada. Falcao, que nunca teve suplente à altura foi substituído por... Kleber. Moutinho por Herrera. James por Licá, que nem extremo é. Fernando não tem alternativa desde o tempo da televisão a preto e branco. Danilo e Alex Sandro jogam sempre porque não há ninguém para jogar no lugar deles. Houve 9 milhões para contratar um central, quando tínhamos quatro no plantel e, pelo meio, vender metade do seu passe a um fundo de quem não se conhecem os donos, mas não houve para um extremo de alto nível. Castro brilha por onde passa, mas como não custou 8 milhões, nem oportunidades tem. Temos a defesa mais cara da nossa história e, arrisco-me, de todo o futebol português, e sofremos golos como há muito não sofríamos.

 

Somos cada vez mais um entreposto de atletas. Eles vêm e vão, perdendo-se assim a mística do Futebol Clube do Porto. Compreendendo eu a necessidade de vender, não posso aceitar a forma como o portismo foi arrasado do clube. Quando eu era miúdo, e, dada a minha total inabilidade para dar uns chutos na bola, ia para a baliza e defendia uma bola, (ou ela me batia, para ser mais exacto), eu gritava BAÍÍÍÍÍÍÍÍÍA. Quando o Porto jogava mal, eu via um Jorge Costa a mandar dois berros dentro do campo e a por toda a gente em sentido. Hoje não. Os srs. deram uma tremenda machadada na garra do Porto e, como se não bastasse, ainda conseguiram limpar do clube a maioria destes símbolos. Jorge Costa foi empurrado para fora do clube de forma vergonhosa. Voltou, mesmo assim, e... fizeram-lhe o mesmo. A Vítor Baía, prometeram-lhe um jogo de despedida. Até hoje. Jardel pediu que lhe fizessem o mesmo. Foi ignorado. Deco, numa pausa do campeonato brasileiro foi melhor recebido em Barcelona do que no Porto. Lucho, inclusivamente, saiu por se sentir parte do problema e incapaz de o resolver sozinho. E poderia continuar, mas não vale a pena.

 

É chegada a hora de mudar alguma coisa. É chegada a hora de acabar com o disparate. É chegada a hora dos dirigente principescamente pagos e que até prémios por segundos e terceiros lugares já se arrogaram a receber, fazerem por merecer esse ordenado. É chegada a hora de acabar com os parasitas que vivem à custa do clube. É chegada a hora de acabar com comissionistas, empresários amigos, filhos e ex-cunhados. É chegada a hora de tornar o Porto financeiramente viável. É chegada a hora de respeitar os atletas das modalidades e o ecletismo do clube. É chegada a hora de acabar com as negociatas com fundos obscuros. É chegada a hora de honrar os nossos símbolos. E, acima de tudo, é chegada a hora de respeitar aqueles que gastam o seu dinheiro e o seu tempo com o clube, aqueles que vos dão o dinheiro que vos alimenta os vícios e vos enche os bolsos, aqueles que são, apenas e só, Portistas. Por amor e convicção. Esta é a pior época dos últimos trinta anos. Mude-se, então. E, já agora, alguns dos srs., mudem-se. Daqui para fora. Para bem longe do meu Porto. Para que vergonhas como a de ontem não se repitam.

 

Com os melhores cumprimentos,

João Ferreira

 

Simplesmente unico !

esta carta devia mesmo chegar a direção , mesmo que não adiantasse de nada era sempre bom eles lerem esta tipo de sentimentos que a maioria dos adeptos do Porto tem agor a !

Parabens a quem escreveu :handclap:

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Guest Dpitz

Isso é teu hans?

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Até fiquei emocionado, f*dasse :heart:

FC Porto :heart:

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Esse texto até pode ser todo inventado, mas realça um facto pertinente: se a próxima época não correr bem, será o fim dos +50M€ em vendas por Verão. Isto é, poderemos estar a uma época do limiar de ter que fazer uma gestão "à Sporting" (sem sentido depreciativo). Acho que isso deve estar bem presente na cabeça dos dirigentes quando escolherem o treinador e os 3-4 reforços esenciais para o onze da próxima época.

 

Pegando no que disseste, acho que será uma boa oportunidade para a SAD do Porto, agr beliscada na sua competência, poder dar provas de que ainda continuam a ser o clube que melhor vende em Portugal. Estou curioso para saber quais os valores de transferências que conseguirão. Quem sabe poderá começar aí a recuperação do Porto, recuperando até algum capital de confiança junto dos adeptos (muito embora a ideia de ganhar confiança vendendo pareça contraditória).

Editado por matisptfan

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Guest Dpitz

É.

;)

 

Ta fixe o texto.

 

Nao percebo e como e q isto chegou ao ponto de haver suspeitas de atrasos nos pagamentos

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Carta aberta aos dirigentes do Futebol Clube do Porto e aos administradores da Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD

 

Exmos srs,

 

Escrevo-vos esta carta, enquanto sócio e adepto daquele que, para mim, é o melhor clube do mundo, o Futebol Clube do Porto. Escrevo-a porque são os srs. que comandam os destinos do clube que eu amo e, por maioria de razão, os derradeiros responsáveis por tudo, de bom ou de mau, que acontece no clube.

 

Olhando para trás, não me posso queixar: vivi a conquista de uma Liga dos Campeões e falhei outra por meros oito dias, uma Taça Uefa, uma Liga Europa, uma Taça Intercontinental, uma Supertaça Europeia, um penta, um tetra e um tri e mais uma série de campeonatos, Taças de Portugal e Supertaças. Pelo facto, agradeço-vos.

 

Ainda assim, permitam-me que teça alguns comentários sobre o que se vem passando no clube nos últimos anos. Desde muito novo fui habituado a ouvir os maiores elogios à estrutura do clube. Cresci, portista, sabendo que ninguém sequer se atrevia a "pisar-nos os calos", sem perder pela demora e levar uma resposta cabal. Acostumei-me a um clube onde os atletas e os técnicos eram protegidos e defendidos a qualquer custo, com os dirigentes a dar a cara. Hoje só aparecem nos bons momentos ou em entrevistas encomendadas. Quando não convém, fogem como ratos. Não era nascido quando perdíamos os jogos logo depois de passar a ponte, mas vivi com especial prazer o tempo em que bastava atravessá-la para por "Lisboa a arder". Cresci a admirar o Porto, a viver o Porto. A idolatrar o Vítor Baía, o Kostadinov, o Domingos, o Jardel, o Deco ou o Lucho Gonzalez. A ver monstros sagrados do meu querido clube a sofrer dentro de campo tanto ou mais do que eu, fora dele, a ver os jogos, como o Jorge Costa ou o João Pinto.

 

Todavia, não posso deixar passar em claro aquela que tem vindo a ser a estratégia seguida pelos senhores nos últimos anos. Para além de uma gestão financeira ruinosa, baseada em gastar aquilo que se tem e não se tem e altamente dependente de vendas de altetas, com consequências, não só na SAD, mas também no clube - e que desgosto me deu ver o Pedro Gil pedir para lhe pagarem o que lhe deviam após marcar um golo - torna-se evidente o desleixo com que se tem gerido a parte desportiva. De facto, numa altura em que gastámos dinheiro como nunca no reforço do plantel, vemos que este tem sido construído de forma totalmente desequilibrada. Falcao, que nunca teve suplente à altura foi substituído por... Kleber. Moutinho por Herrera. James por Licá, que nem extremo é. Fernando não tem alternativa desde o tempo da televisão a preto e branco. Danilo e Alex Sandro jogam sempre porque não há ninguém para jogar no lugar deles. Houve 9 milhões para contratar um central, quando tínhamos quatro no plantel e, pelo meio, vender metade do seu passe a um fundo de quem não se conhecem os donos, mas não houve para um extremo de alto nível. Castro brilha por onde passa, mas como não custou 8 milhões, nem oportunidades tem. Temos a defesa mais cara da nossa história e, arrisco-me, de todo o futebol português, e sofremos golos como há muito não sofríamos.

 

Somos cada vez mais um entreposto de atletas. Eles vêm e vão, perdendo-se assim a mística do Futebol Clube do Porto. Compreendendo eu a necessidade de vender, não posso aceitar a forma como o portismo foi arrasado do clube. Quando eu era miúdo, e, dada a minha total inabilidade para dar uns chutos na bola, ia para a baliza e defendia uma bola, (ou ela me batia, para ser mais exacto), eu gritava BAÍÍÍÍÍÍÍÍÍA. Quando o Porto jogava mal, eu via um Jorge Costa a mandar dois berros dentro do campo e a por toda a gente em sentido. Hoje não. Os srs. deram uma tremenda machadada na garra do Porto e, como se não bastasse, ainda conseguiram limpar do clube a maioria destes símbolos. Jorge Costa foi empurrado para fora do clube de forma vergonhosa. Voltou, mesmo assim, e... fizeram-lhe o mesmo. A Vítor Baía, prometeram-lhe um jogo de despedida. Até hoje. Jardel pediu que lhe fizessem o mesmo. Foi ignorado. Deco, numa pausa do campeonato brasileiro foi melhor recebido em Barcelona do que no Porto. Lucho, inclusivamente, saiu por se sentir parte do problema e incapaz de o resolver sozinho. E poderia continuar, mas não vale a pena.

 

É chegada a hora de mudar alguma coisa. É chegada a hora de acabar com o disparate. É chegada a hora dos dirigente principescamente pagos e que até prémios por segundos e terceiros lugares já se arrogaram a receber, fazerem por merecer esse ordenado. É chegada a hora de acabar com os parasitas que vivem à custa do clube. É chegada a hora de acabar com comissionistas, empresários amigos, filhos e ex-cunhados. É chegada a hora de tornar o Porto financeiramente viável. É chegada a hora de respeitar os atletas das modalidades e o ecletismo do clube. É chegada a hora de acabar com as negociatas com fundos obscuros. É chegada a hora de honrar os nossos símbolos. E, acima de tudo, é chegada a hora de respeitar aqueles que gastam o seu dinheiro e o seu tempo com o clube, aqueles que vos dão o dinheiro que vos alimenta os vícios e vos enche os bolsos, aqueles que são, apenas e só, Portistas. Por amor e convicção. Esta é a pior época dos últimos trinta anos. Mude-se, então. E, já agora, alguns dos srs., mudem-se. Daqui para fora. Para bem longe do meu Porto. Para que vergonhas como a de ontem não se repitam.

 

Com os melhores cumprimentos,

João Ferreira

 

:prayer: :prayer:

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Grande carta!

Era muito bom, que fossem dezenas de pessoas a enviar esta mesma carta (obviamente mantendo os créditos à pessoa que a escreveu) para eles perceberem o quão universal é esta opinião no mundo dos portistas.

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Pena que eles pouca importancia vão dar e deve ir directo para o lixo electronico :-|

 

So não concordo com a referência ao Castro, mas de resto, :prayer:

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Tio :prayer:

apesar de ser bem mais novo concordo com tudo.

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Isso foi enviado para onde? A intenção é boa, mas fica por aí...

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Fantástico texto, Tio. Subscrevo tudo o que disseste.

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