Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Major Tom

[TV] Séries III

Publicações recomendadas

Supernatural foi renovada para uma 14a temporada. Um dia hei de chegar ao pé dos meus netos quando estiverem a ver a nova temporada, na altura com os netos dos irmãos Winchester como protagonistas, e contar-lhes-ei a história de Sam e Dean Winchester.

Compartilhar este post


Link para o post

 

Ep.1 *****

 

 

 

"You can read minds, but you can't read my heart"

 

No primeiro episódio desta série a distopia não está na relação do humano com a tecnologia, mas na relação dos humanos com os (sobre)humanos adulterados pela ciência, através de experiências, criando uma espécie de mutantes, conhecidos como teeps, com o poder da telepatia. Um novo mundo em ruínas onde os mutantes têm a capacidade de ler aquilo que temos de mais livre - a nossa mente e os nossos pensamentos. O mundo dividiu-se e desorganizou-se.

 

Destaque para a direcção de arte que consigui inserir um universo distópico num ambiente noir europeu dos anos 70 (como fã de Melville achei óptimo), e claro, com um toque da já tradicional influencia de Blade Runner.

 

O episódio é curto de mais para o que prometeu. Havia aqui imenso potencial para uma série mas ficou resumido em 50 minutos. Espero mesmo que mais alguém tenha ficado com água na boca e pense seriamente em fazer disto uma série. Vejam e digam-me, se isto fosse o final de uma série, não era o melhor final de sempre?

 

O final é bom e emotivo e resulta tudo na ideia de que por muitas voltas que o mundo dê e o humano se transforme, será sempre sobre o amor, mas "We have to trust each other. Or what hope is there?".

 

 

Ep.2 *****

 

 

 

"Some places want to change, and some places don't want to change."

 

Daqui a 3 séculos, a humanidade expandiu-se pelos universos, descobriu-lhes todos os cantos, conquistou-lhes as galáxias, povoou-lhes os mundos. A terra ficou para trás, extinguiram-se os paraísos idílicos dos campos verdes, do mar azul, das nuvens no céu, do céu estrelado. O universo serve agora para passeio turístico.

 

É nesta ficção cientifica onde o mistério e o desconhecido perderam a magia e tornaram-se em sítios turísticos, onde o espanto pelas coisas se tornou plástico e pitoresco, que encontramos estas personagens (de hoje? de há 300 anos? De sempre, talvez) à procura do que se deixou para trás com a excitação dos novos mundos - a vida - os pequenos momentos.

 

Há alguém que os recebeu (ou viveu?) e quer ir procurá-los. Procurar essa magia, a magia daquilo que não sabemos descrever, que não sabemos pôr em palavras. A magia desses sítios onde se diz que não devemos voltar se já lá fomos felizes porque nunca será o mesmo.

 

Mas há um desejo de voltar àqueles pequenos momentos por que vale a pena viver, os pequenos momentos que vamos sempre viver. Que ficaram suspensos no tempo. Voltar aos momentos fragmentados que ficaram invisivelmente guardados em nós, que nos correm nas veias, aos micro momentos que ficaram colados debaixo da nossa pele e nos arrepiam. Aos momentos que descrevemos com um brilho no olhar, com um sorriso no rosto, com uma aperto no peito. Voltar àquilo que mesmo 300 anos depois ainda lembramos, que mesmo passados 300 anos gostaríamos de reviver vezes e vezes sem conta mesmo que lá não possamos voltar. Porque se vivêssemos 300 anos e viajássemos pelas galáxias, não era isso que levaríamos connosco? Essas memórias, esses momentos?

 

Mas quem são estes personagens? Nunca saberemos. Nem é importante, isto é sobre nós, ainda.

 

É uma lição sobre a vida, sobre o que é realmente importante, e claro, sobre esse tudo que é o amor.

 

Este post tem o alto patrocínio de Pedro Chagas Freitas.

 

Ep.3 *****

 

 

"So, the answer to life's problems is to stop living in reality?"

 

O que é que vivemos? O que a nossa vida realmente é ou a que poderia ter sido?

 

Dizem que a vida está cheia de possibilidades e ela segue consoante as escolhas que fazemos, conscientes ou não. Pelo caminho fazemos essas escolhas, tomamos decisões, acertamos, cometemos erros. Tudo isto fica connosco para sempre, define a nossa vida, quem nós somos. E há coisas que não controlamos, das quais não podemos fugir e com as quais temos que viver. Fomos nós que as criámos.

 

Mas e quando a vida é assombrada pelo terror do que não controlamos? O que fazer?

 

Aqui não há recriações. É o mundo normal. O que conhecemos e sabemos retratar. O mundo que vivemos. A vida de rotinas - a família, o trabalho. E depois, no final do dia, a intimidade, o que fica dentro de portas, e os bocados do nosso eu verdadeiro que deixamos dentro de casa sempre que iniciamos a nossa rotina e assumimos as nossas personagens. É aqui que conhecemos o terror. É nesse estado, nessa turbulência entre a personagem rotineira e a realidade retida entre portas - entre a resignação da vida que temos e a tempestade interior das (não) possibilidades, que descobrimos um sitio novo. Um sitio onde podemos depositar o que nos pesa e com isso inventar uma nova realidade, viver uma outra possibilidade. Um sitio que arranja o que trazemos estragado. Mas que sitio é este? Existe realmente? É aquele destino de fuga para onde muitos fogem quando não aguentam o fardo da vida que criaram? Ou existe apenas dentro de nós, no nosso intimo?

 

Não podemos fugir da realidade, não podemos viver no que poderia ter sido. Não podemos arranjar pela via da fuga, da negação, o que se estragou. Mas podemos remendá-lo por via da força do amor.

 

Mais uma vez, o amor triunfa. É o balsamo para as vidas aterrorizadas.

 

Ep.4 *****

 

 

 

“What does being normal mean? I wanna find out.”

 

Entramos num universo Huxleyano, num mundo novo nada admirável. Não conhecemos este mundo, a ficção cientifica instalou-se nele, mas reconhecemos o que somos. Embora não seja fácil entender este mundo. É-nos apresentado de forma muito acelerada e breve, pouco clara. Percebemos que a biogenética ganhou preponderância no mundo e modifica humanóides (?) conhecidos como Jacks and Jills, mas também seres metade porcos metade humanos. Porquê? Não sabemos. O mundo parece ter sido desertificado e os humanos, bem como a natureza, ficaram estéreis. A atmosfera parece tóxica e mata tudo o que nasce. O mundo está em erosão. Os humanos normais vivem de forma segura junto dos precipícios ruinosos. Uma simbologia que marca todo o episódio.

 

Neste mundo que não conhecemos, ser normal é a norma e traz a felicidade dos sorrisos plásticos, e ser diferente é ser-se inferior. Quando um dos personagens começa a mostrar tendência para uma fuga à normatividade, mostrando-nos os seus planos somos logo avisados: “Disonest lives are sad lives”. A normalidade consiste nessa ideia conformista bem enraizada da estabilidade, como a família, o trabalho, a casa, a rotina, as normas sociais.

 

Os personagens cumprem, mas sonham com mais. Sonham com o desconhecido. No entanto, o conformismo e a estabilidade lembram-nos sempre que os sonhos são isso mesmo, sonhos. O ideal é essa normalidade, essa estabilidade, o conforto e a segurança e, neste mundo, procurar o contrário é crime. Mas lá no fundo existe esse desejo de fuga à normatividade, a aventura do Carpe Diem, a procura do sonho, essa viagem, a necessidade de se sentirem vivos. Não é por acaso que a femme fatal é vendedora de seguros de vida. Não oferece, no entanto, a protecção inserida nessa ideia social conformista normativa, mas o contrário: o desafio, a aventura, o risco.

 

Os personagens são seduzidos e aceitam o seguro de vida, seja porque sabem que têm de partir ou porque já estão em queda livre e vão atrás dessa femme fatal. E tal como o mundo também as suas vidas começam a ruir.

 

Se no final não forem capazes, resta a importância de estar vivo ainda que submerso, e poder desfrutar das pequenas coisas e dos pequenos prazeres que muitas vezes nos fazem sentir vivos e são momentos de fuga, de alheamento da realidade.

 

Somos nós ali e ao mesmo tempo aqui? Representados lá dentro do ecrã e à frente dele a rirmo-nos de nós prórpios no final?

 

É sobre a importância de estarmos e de nos sentirmos vivos.

 

Sentimos uma brisa a Utopia ou não fosse o realizador deste episódio Marc Munden. Também Tati, os Choen e por vezes Tarantino marcam a cinematografia deste episódio.

 

Pode conter alguns spoilers.

 

:excl:

Não acho que faça spoilers, mas ainda assim deixo escondido para o facto de quererem ver os episódios sem saberem do que se trata. Uma vez que são episódios soltos, com histórias diferentes e posso estar a resumir demasiado uma história que se esgota em 50 minutos.

Editado por Mayday

Compartilhar este post


Link para o post

Supernatural foi renovada para uma 14a temporada. Um dia hei de chegar ao pé dos meus netos quando estiverem a ver a nova temporada, na altura com os netos dos irmãos Winchester como protagonistas, e contar-lhes-ei a história de Sam e Dean Winchester.

:lol:

 

E eu perco o fio à história na 7º temporada acho, e tenho ali as temporadas todas para começar (novamente) do 0. :lol: Estou nisto desde 2013 :lol:

Editado por Almeno

Compartilhar este post


Link para o post

Já tentei ver Sopranos três vezes. A cada vez vi uma temporada. A série está muito bem escrita, mas por algum motivo não me prende. Tenho pena.

Compartilhar este post


Link para o post

Supernatural foi renovada para uma 14a temporada. Um dia hei de chegar ao pé dos meus netos quando estiverem a ver a nova temporada, na altura com os netos dos irmãos Winchester como protagonistas, e contar-lhes-ei a história de Sam e Dean Winchester.

:mrgreen: ainda há história para contar? fds. também me admira como é que o misha, o jared e o jensen não se fartam de fazer sempre a mesma coisa :lol:

Compartilhar este post


Link para o post

:mrgreen: ainda há história para contar? fds. também me admira como é que o misha, o jared e o jensen não se fartam de fazer sempre a mesma coisa :lol:

por acaso estas duas ultimas a historia esta bastante porreira :mrgreen:

 

alias desde a 10 que voltei a gostar bastante

Editado por lordbifana

Compartilhar este post


Link para o post

por acaso estas duas ultimas a historia esta bastante porreira :mrgreen:

 

alias desde a 10 que voltei a gostar bastante

Tem sido sobre o quê? Eu já nem sei em que season deixei mas acho que foi no fim da primeira com os ingleses.

Compartilhar este post


Link para o post

:lol:

 

E eu perco o fio à história na 7º temporada acho, e tenho ali as temporadas todas para começar (novamente) do 0. :lol: Estou nisto desde 2013 :lol:

 

Ah, esquece. Nem há grande continuidade entre as temporadas, tirando uma ou outra personagem aleatória que por vezes surge num episódio. Os grandes acontecimentos não são relevantes para o que está a acontecer agora excepto os da última season. Vê as cinco primeiras, que são até onde vai a saga desencadeada no primeiro episódio. Depois disso salta logo para a penúltima e para a que está a dar agora. Esquece o resto.

 

As cinco primeiras são um must, e se a série tem acabado aí seria encarada hoje como uma série de culto. As últimas duas, 12 e 13, só valem a pena se quiseres acompanhar a história actual, se não nem vale a pena meteres-te nisso. Eu já só acompanho pelo vício e por ser um ritual semanal já antigo. Parecendo que não, já ando a ver isto há 13 anos...

Compartilhar este post


Link para o post

Tem sido sobre o quê? Eu já nem sei em que season deixei mas acho que foi no fim da primeira com os ingleses.

spoilers supernatural

 

 

 

season 10 começa com o dean a ser demonio with the Mark of Cain

season 11 God and his sister

season 12 british men of letter e the rise of lucifer

season 13 digamos um nefilim e bastante interessante aliado a uma direção da história ainda não explorada antes ( é dificil explicar sem ser spoiler )

 

 

 

acima de tudo estas temporadas valeram pelos 3 estarolas e o lucifer e o crowley :heart:

 

estes dois são personagens que acrescentam imenso À série

 

 

Hawk..embora tenha gostado destas ultimas esse sentimento de ver pq comecei a ver ha 13 anos é bem verdade :mrgreen:

Editado por lordbifana

Compartilhar este post


Link para o post

Também não é só por isso: é o ambiente, são as personagens, o humor, a música. É a mitologia que exploram e adaptam à série. Todas as personagens são baseadas em mitologia real de vários pontos do mundo. Ainda assim, se não fosse o hábito e a vontade de ver como termina a história, não seguia.

 

E dificilmente me darei ao trabalho de rever a série. Tirando as primeiras cinco temporadas. Bolas, devia ter acabado ali e seria perfeito.

Compartilhar este post


Link para o post

Também não é só por isso: é o ambiente, são as personagens, o humor, a música. É a mitologia que exploram e adaptam à série. Todas as personagens são baseadas em mitologia real de vários pontos do mundo. Ainda assim, se não fosse o hábito e a vontade de ver como termina a história, não seguia.

 

E dificilmente me darei ao trabalho de rever a série. Tirando as primeiras cinco temporadas. Bolas, devia ter acabado ali e seria perfeito.

sim claro mas é algo que está lá e que se pensa sempre que já foi tanto tempo investido acaba-se

 

estas últimas já se viram com vontade pq curti da história..isso e a confirmação de quem era Deus :mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post

spoilers supernatural

 

 

 

season 10 começa com o dean a ser demonio with the Mark of Cain

season 11 God and his sister

season 12 british men of letter e the rise of lucifer

season 13 digamos um nefilim e bastante interessante aliado a uma direção da história ainda não explorada antes ( é dificil explicar sem ser spoiler )

 

 

 

acima de tudo estas temporadas valeram pelos 3 estarolas e o lucifer e o crowley :heart:

 

estes dois são personagens que acrescentam imenso À série

 

 

Hawk..embora tenha gostado destas ultimas esse sentimento de ver pq comecei a ver ha 13 anos é bem verdade :mrgreen:

 

Ok eu devo ter ficado a meio da 12 :lol: lembro-me de tudo até ao ep 16,

Compartilhar este post


Link para o post

Supernatural

 

 

 

Eu acho que eles estragaram a cronologia da série. Acho que deveria acabar com aquela que foi a historia da temporada 5 salvo erro, com Lúcifer (Sam) vs Dean (Miguel)

 

 

Editado por DS7

Compartilhar este post


Link para o post

Ah, esquece. Nem há grande continuidade entre as temporadas, tirando uma ou outra personagem aleatória que por vezes surge num episódio. Os grandes acontecimentos não são relevantes para o que está a acontecer agora excepto os da última season. Vê as cinco primeiras, que são até onde vai a saga desencadeada no primeiro episódio. Depois disso salta logo para a penúltima e para a que está a dar agora. Esquece o resto.

 

As cinco primeiras são um must, e se a série tem acabado aí seria encarada hoje como uma série de culto. As últimas duas, 12 e 13, só valem a pena se quiseres acompanhar a história actual, se não nem vale a pena meteres-te nisso. Eu já só acompanho pelo vício e por ser um ritual semanal já antigo. Parecendo que não, já ando a ver isto há 13 anos...

Eu de vez enquanto apanho uns episódios soltos no AXN Black. Eu as 5 primeiras temporadas vi, até davam na RTP2. Já não me lembro de grande parte das coisas. O ultimo ep que vi era sobre a

 

 

irmã de Deus e pelo meio andava lá o Miz :lol:

 

Compartilhar este post


Link para o post

Já tentei ver Sopranos três vezes. A cada vez vi uma temporada. A série está muito bem escrita, mas por algum motivo não me prende. Tenho pena.

 

A mim está a acontecer o mesmo, estou a acabar a primeira temporada. :-|

Compartilhar este post


Link para o post

Estou completamente agarrado a This is Us. Aquilo pode parecer algo lamechas, mas é tão bom.

Compartilhar este post


Link para o post

 

Ep.1 *****

 

 

 

"You can read minds, but you can't read my heart"

 

No primeiro episódio desta série a distopia não está na relação do humano com a tecnologia, mas na relação dos humanos com os (sobre)humanos adulterados pela ciência, através de experiências, criando uma espécie de mutantes, conhecidos como teeps, com o poder da telepatia. Um novo mundo em ruínas onde os mutantes têm a capacidade de ler aquilo que temos de mais livre - a nossa mente e os nossos pensamentos. O mundo dividiu-se e desorganizou-se.

 

Destaque para a direcção de arte que consigui inserir um universo distópico num ambiente noir europeu dos anos 70 (como fã de Melville achei óptimo), e claro, com um toque da já tradicional influencia de Blade Runner.

 

O episódio é curto de mais para o que prometeu. Havia aqui imenso potencial para uma série mas ficou resumido em 50 minutos. Espero mesmo que mais alguém tenha ficado com água na boca e pense seriamente em fazer disto uma série. Vejam e digam-me, se isto fosse o final de uma série, não era o melhor final de sempre?

 

O final é bom e emotivo e resulta tudo na ideia de que por muitas voltas que o mundo dê e o humano se transforme, será sempre sobre o amor, mas "We have to trust each other. Or what hope is there?".

 

 

Ep.2 *****

 

 

 

"Some places want to change, and some places don't want to change."

 

Daqui a 3 séculos, a humanidade expandiu-se pelos universos, descobriu-lhes todos os cantos, conquistou-lhes as galáxias, povoou-lhes os mundos. A terra ficou para trás, extinguiram-se os paraísos idílicos dos campos verdes, do mar azul, das nuvens no céu, do céu estrelado. O universo serve agora para passeio turístico.

 

É nesta ficção cientifica onde o mistério e o desconhecido perderam a magia e tornaram-se em sítios turísticos, onde o espanto pelas coisas se tornou plástico e pitoresco, que encontramos estas personagens (de hoje? de há 300 anos? De sempre, talvez) à procura do que se deixou para trás com a excitação dos novos mundos - a vida - os pequenos momentos.

 

Há alguém que os recebeu (ou viveu?) e quer ir procurá-los. Procurar essa magia, a magia daquilo que não sabemos descrever, que não sabemos pôr em palavras. A magia desses sítios onde se diz que não devemos voltar se já lá fomos felizes porque nunca será o mesmo.

 

Mas há um desejo de voltar àqueles pequenos momentos por que vale a pena viver, os pequenos momentos que vamos sempre viver. Que ficaram suspensos no tempo. Voltar aos momentos fragmentados que ficaram invisivelmente guardados em nós, que nos correm nas veias, aos micro momentos que ficaram colados debaixo da nossa pele e nos arrepiam. Aos momentos que descrevemos com um brilho no olhar, com um sorriso no rosto, com uma aperto no peito. Voltar àquilo que mesmo 300 anos depois ainda lembramos, que mesmo passados 300 anos gostaríamos de reviver vezes e vezes sem conta mesmo que lá não possamos voltar. Porque se vivêssemos 300 anos e viajássemos pelas galáxias, não era isso que levaríamos connosco? Essas memórias, esses momentos?

 

Mas quem são estes personagens? Nunca saberemos. Nem é importante, isto é sobre nós, ainda.

 

É uma lição sobre a vida, sobre o que é realmente importante, e claro, sobre esse tudo que é o amor.

 

Este post tem o alto patrocínio de Pedro Chagas Freitas.

 

Ep.3 *****

 

 

"So, the answer to life's problems is to stop living in reality?"

 

O que é que vivemos? O que a nossa vida realmente é ou a que poderia ter sido?

 

Dizem que a vida está cheia de possibilidades e ela segue consoante as escolhas que fazemos, conscientes ou não. Pelo caminho fazemos essas escolhas, tomamos decisões, acertamos, cometemos erros. Tudo isto fica connosco para sempre, define a nossa vida, quem nós somos. E há coisas que não controlamos, das quais não podemos fugir e com as quais temos que viver. Fomos nós que as criámos.

 

Mas e quando a vida é assombrada pelo terror do que não controlamos? O que fazer?

 

Aqui não há recriações. É o mundo normal. O que conhecemos e sabemos retratar. O mundo que vivemos. A vida de rotinas - a família, o trabalho. E depois, no final do dia, a intimidade, o que fica dentro de portas, e os bocados do nosso eu verdadeiro que deixamos dentro de casa sempre que iniciamos a nossa rotina e assumimos as nossas personagens. É aqui que conhecemos o terror. É nesse estado, nessa turbulência entre a personagem rotineira e a realidade retida entre portas - entre a resignação da vida que temos e a tempestade interior das (não) possibilidades, que descobrimos um sitio novo. Um sitio onde podemos depositar o que nos pesa e com isso inventar uma nova realidade, viver uma outra possibilidade. Um sitio que arranja o que trazemos estragado. Mas que sitio é este? Existe realmente? É aquele destino de fuga para onde muitos fogem quando não aguentam o fardo da vida que criaram? Ou existe apenas dentro de nós, no nosso intimo?

 

Não podemos fugir da realidade, não podemos viver no que poderia ter sido. Não podemos arranjar pela via da fuga, da negação, o que se estragou. Mas podemos remendá-lo por via da força do amor.

 

Mais uma vez, o amor triunfa. É o balsamo para as vidas aterrorizadas.

 

Ep.4 *****

 

 

 

“What does being normal mean? I wanna find out.”

 

Entramos num universo Huxleyano, num mundo novo nada admirável. Não conhecemos este mundo, a ficção cientifica instalou-se nele, mas reconhecemos o que somos. Embora não seja fácil entender este mundo. É-nos apresentado de forma muito acelerada e breve, pouco clara. Percebemos que a biogenética ganhou preponderância no mundo e modifica humanóides (?) conhecidos como Jacks and Jills, mas também seres metade porcos metade humanos. Porquê? Não sabemos. O mundo parece ter sido desertificado e os humanos, bem como a natureza, ficaram estéreis. A atmosfera parece tóxica e mata tudo o que nasce. O mundo está em erosão. Os humanos normais vivem de forma segura junto dos precipícios ruinosos. Uma simbologia que marca todo o episódio.

 

Neste mundo que não conhecemos, ser normal é a norma e traz a felicidade dos sorrisos plásticos, e ser diferente é ser-se inferior. Quando um dos personagens começa a mostrar tendência para uma fuga à normatividade, mostrando-nos os seus planos somos logo avisados: “Disonest lives are sad lives”. A normalidade consiste nessa ideia conformista bem enraizada da estabilidade, como a família, o trabalho, a casa, a rotina, as normas sociais.

 

Os personagens cumprem, mas sonham com mais. Sonham com o desconhecido. No entanto, o conformismo e a estabilidade lembram-nos sempre que os sonhos são isso mesmo, sonhos. O ideal é essa normalidade, essa estabilidade, o conforto e a segurança e, neste mundo, procurar o contrário é crime. Mas lá no fundo existe esse desejo de fuga à normatividade, a aventura do Carpe Diem, a procura do sonho, essa viagem, a necessidade de se sentirem vivos. Não é por acaso que a femme fatal é vendedora de seguros de vida. Não oferece, no entanto, a protecção inserida nessa ideia social conformista normativa, mas o contrário: o desafio, a aventura, o risco.

 

Os personagens são seduzidos e aceitam o seguro de vida, seja porque sabem que têm de partir ou porque já estão em queda livre e vão atrás dessa femme fatal. E tal como o mundo também as suas vidas começam a ruir.

 

Se no final não forem capazes, resta a importância de estar vivo ainda que submerso, e poder desfrutar das pequenas coisas e dos pequenos prazeres que muitas vezes nos fazem sentir vivos e são momentos de fuga, de alheamento da realidade.

 

Somos nós ali e ao mesmo tempo aqui? Representados lá dentro do ecrã e à frente dele a rirmo-nos de nós prórpios no final?

 

É sobre a importância de estarmos e de nos sentirmos vivos.

 

Sentimos uma brisa a Utopia ou não fosse o realizador deste episódio Marc Munden. Também Tati, os Choen e por vezes Tarantino marcam a cinematografia deste episódio.

 

Pode conter alguns spoilers.

 

Ep.5 *****

 

 

“One of these worlds is a fantasy drawn from your own mind.”

 

A viver as sequelas psicológicas de um acontecimento traumático que atormenta a vida da primeira personagem que nos é apresentada, é-lhe proposta a possibilidade de, através de um programa tecnológico de Realidade Virtual, tirar umas férias de si própria, sendo levada para outra realidade (no passado) e viver uma outra vida deixando o seu corpo e mente a descansar no mundo real. Mas e se o mundo real já for uma realidade virtual?

 

A segunda personagem na tentativa de continuar a viver uma vida que lhe é impedida de viver, refugia-se no seu subconsciente e cria – através do mesmo programa de realidade virtual – mas num mundo futuristico, uma nova vida na qual se refugia. Ali encontra quase tudo o que perdeu, embora uma constante sensação de deja-vús e amnésias o coloque desconfortável.

 

Desconfortável está também o espectador, pois é perdidos nesta Twilight Zone que o intricado enredo deste episódio nos coloca. Duas realidades – passado e futuro - mas uma delas não existe, é virtual.

 

A mesma personagem, portanto, vive entre os dois mundos: o real e o virtual.

 

Não sabemos qual dos personagens é virtual e qual deles é real. Não sabemos quem é que está a fugir da realidade. Quem está a viver a vida de quem?

 

Percebemos que o subconsciente pode estar a pregar uma partida a um deles e talvez por isso ao longo do episódio os deja-vús nos parecam a nós semelhanças.

 

Qual das realidades é a realidade, a que nós vivemos ou a que nós sempre imaginamos?

 

O ambiente varia entre o futurismo sci-fi e o ambiente de série de acção de sábado à tarde. Talvez o episódio menos bem conseguido, até agora. Mais uma vez o episódio é demasiado curto para o que se propõe e os plot holes são remendados com explicações breves e rápidas. Tal como acontece em quase todos os primeiros cinco episódios.

 

No final há dois finais, mas não conclusivos, permanecendo a dúvida que nos acompanhou ao longo do episódio. Decidimos nós.

 

 

Pode conter alguns spoilers.

 

 

:excl:

Não acho que faça spoilers, mas ainda assim deixo escondido para o facto de quererem ver os episódios sem saberem do que se trata. Uma vez que são episódios soltos, com histórias diferentes e posso estar a resumir demasiado uma história que se esgota em 50 minutos.

Compartilhar este post


Link para o post

"The Killing" São 4 temporadas sobre um só assassinato?

Compartilhar este post


Link para o post

"The Killing" São 4 temporadas sobre um só assassinato?

Não.

Compartilhar este post


Link para o post

Eu acabei agr Dirty Money da Netflix, muito porreira de se ver.

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

  • Todo o Mundial 2026 no CMPT
  • Popular Agora

  • Outros membros neste tópico

    Nenhum utilizador registado está a visualizar esta página.

×
×
  • Criar Novo...