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Estudo defende que cada maço de cigarros deveria custar 13 euros

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Depois das "bocas", a análise ao estudo:

 

Dados objetivos cujos cálculos se podem basear nas estatísticas oficiais:

 

E, surpreendentemente, ou nem tanto, estes investigadores consideram que o impacto para o Estado é positivo, em termos das finanças públicas. Eles avaliaram os custos de saúde provocados pelos fumadores, cotando-os em cerca de 16,3 milhões de euros, e os impostos não amealhados por causa da morte prematura dos mesmos, situando-os nos 3,3 milhões de euros, com os lucros obtidos com as taxas cobradas ao tabaco (14 milhões de euros ) e as pensões não pagas a fumadores que morrem cedo demais (6,6 milhões de euros), e concluíram que o Estado sai beneficiado.

 

Ou seja:

 

(-) 16,3 M€ em custos de saúde;

 

(+) 14 M€ em impostos;

(+) 6,6 M€ em pensões não pagas por mortes prematuras.

 

Resultado: (+) 4,3 M€.

 

Os 3,3 M€ não amealhados em impostos devido a morte prematura não são inteletualmente honestos. Se um trabalhador morre prematuramente outro será contratado para o seu lugar. E não consta que essa substituição seja acompanhada por isenção de impostos. Mais facilmente se argumenta com lógica que a morte prematura de indivíduos em vida ativa contribui para a diminuição do desemprego e, por via disso, numa diminuição dos subsídios a ele associados. O resultado positivo ultrapassaria os 4,3 M€ se o estudo tomasse esta questão em consideração.

 

 

Dados enviesados:

 

Quem paga os custos são as empresas que vêem a sua produção afectada, por causa de faltas ao trabalho e da necessidade de substituir fumadores falecidos. O estudo constata que, só em 2013, as empresas tiveram despesas da ordem dos 16 milhões de euros por causa destas variáveis.

 

Que contas mais idiotas. É verdade que a produção pode ser afetada pelas faltas ao trabalho. Mas também é verdade que as empresas não pagam as faltas dos trabalhadores.

 

E cá está a contradição principal do estudo: o Estado perde com a morte prematura porque o indivíduo deixa de pagar impostos (como se o que vem substituí-lo não os tivesse que pagar também); mas as empresas também perdem porque têm que substituir o falecido (como se o falecido estivesse a trabalhar de borla)...

 

Ou seja, na prática estes 16 M€ valem zero.

 

 

Bem podem os fundamentalistas dar as voltas que quiserem. O que é certo é que em termos económicos, financeiros e orçamentais, a nível macro ou micro, fumar é positivo para os Estados e para as Empresas (do ramo tabaqueiro, claro). Prejudicial é para os próprios fumadores e suas famílias.

Editado por Descartes

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Olhando para essa conclusão Descartes e seguindo uma discussão mais ideológica, até que ponto esses ganhos para o Estado e essa face capitalista do propositado olhar para o lado do bem estar da população, de quem esse mesmo Estado devia de cuidar, face aos benefícios macro ou micro económicos que essas (não) medidas trazem ao País são benéficos.

Não sei se fui claro com o que quero perguntar as já é tarde e coise.

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Desde que dê dinheiro, que se encham de cancro a às famílias, amigos próximos e afins, né Descartes? Parece-me bem. Uns são fundamentalistas, os outros "estudiosos".

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Para que os outros possam apreciar melhor os teus odores corporais, não é? Bem sei, bem sei... A Carol explica no seu livro essa utilização abusiva do tabaco.

 

 

Quando postei já estava à espera que me viesses responder. :mrgreen:

 

Não passa de uma opinião pessoal, mas honestamente faz-me muita confusão ir no comboio ou no metro tipo sardinha em lata (por si só já é mau...) e ainda ter que ir com o nariz encostado a alguém cuja roupa parece que foi lavada num cinzeiro em vez de numa máquina de lavar.

 

O cheiro do fumo do tabaco já é mau. O cheiro que deixa na roupa é simplesmente nojento.

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Olhando para essa conclusão Descartes e seguindo uma discussão mais ideológica, até que ponto esses ganhos para o Estado e essa face capitalista do propositado olhar para o lado do bem estar da população, de quem esse mesmo Estado devia de cuidar, face aos benefícios macro ou micro económicos que essas (não) medidas trazem ao País são benéficos.

Não sei se fui claro com o que quero perguntar as já é tarde e coise.

 

Concordo. Pode ser benéfico em termos financeiros ao estado mas quantos problemas de saúde estão associados ao consumo de tabaco ou é este um factor de risco para o desenvolvimento de uma determinada patologia? Justifica então?..

 

E mais, esse valor associado ao custo de saúde deve estar subvalorizado, mas não sei como determinaram tal valor.

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Venham aqui dar um bafo na tromba do elefante

 

po crl

 

Não fumo beatas!

 

 

Olhando para essa conclusão Descartes e seguindo uma discussão mais ideológica, até que ponto esses ganhos para o Estado e essa face capitalista do propositado olhar para o lado do bem estar da população, de quem esse mesmo Estado devia de cuidar, face aos benefícios macro ou micro económicos que essas (não) medidas trazem ao País são benéficos.

Não sei se fui claro com o que quero perguntar as já é tarde e coise.

 

Desde que dê dinheiro, que se encham de cancro a às famílias, amigos próximos e afins, né Descartes? Parece-me bem. Uns são fundamentalistas, os outros "estudiosos".

 

Resposta para os dois:

 

Sabem qual é, para mim, a pior característica dos fundamentalismos e seus seguidores fanáticos? É que não lhes basta terem razão no essencial. Têm que ter sempre razão. Têm que ter razão em todos os argumentos. E há situações em que não têm razão. Aspetos que até podem não ser essenciais nem predominantes. E este é um desses exemplos. A questão financeira e orçamental não é mais importante que as questões de saúde pública e privada. Mas os fundamentalistas sentem-se obrigados a ter razão também nesta questão. E depois fragilizam-se e perdem legitimidade argumentativa.

 

A discussão honesta a fazer-se no que respeita à questão do tabaco deveria ser mantida nestes moldes: o tabaco dá lucro ao Estado. Mas esse facto não deve prevalecer face aos prejuízos para a saúde pública.

 

Depois das duas uma: ou o consumo de tabaco é ilegal ou não é. Se não for considerado ilegal então o Estado tem que garantir duas coisas: proteger a saúde de quem não fuma e proporcionar, com legislação adequada, condições para que os fumadores possam consumir tabaco como cidadãos com direitos que são, evitando ostracizá-los. E que eu saiba fumar ainda não é crime.

 

 

Quando postei já estava à espera que me viesses responder. :mrgreen:

 

Não passa de uma opinião pessoal, mas honestamente faz-me muita confusão ir no comboio ou no metro tipo sardinha em lata (por si só já é mau...) e ainda ter que ir com o nariz encostado a alguém cuja roupa parece que foi lavada num cinzeiro em vez de numa máquina de lavar.

 

O cheiro do fumo do tabaco já é mau. O cheiro que deixa na roupa é simplesmente nojento.

 

É verdade. O cheiro é incomodativo. Eu sei perfeitamente que assim é. Quando entro num local em que se fuma noto imediatamente a diferença e sinto-me incomodado. Já me aconteceu retirar-me de um restaurante porque a zona de não fumadores não estava devidamente isolada da zona de fumadores. E sei que o cheiro que fica impregnado na roupa pode incomodar as outras pessoas. Mas lá está... São os problemas de viver em sociedade. Nos tempos em que usava transportes públicos também levei com muito cheiro a suor, a perfumes altamente enjoativos e coisas piores...

 

E mais, esse valor associado ao custo de saúde deve estar subvalorizado, mas não sei como determinaram tal valor.

 

Cá está...:roll:

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Visitante

Claro. Depois têm que investir milhões de euros em operações de contrabando e anti-roubo. Se uma substância aditiva aumentar exponencialmente de preço, é meio caminho andado para a "loucura". A quantidade de tabaco ilegal que entraria em Portugal seria muito maior, assim como o álcool, claro. Fosse para os 50€ como alguém disse, e ias ver tabaco a ser traficado como erva/pólen/wtv. O mundo do tabaco ia à falência na economia Portuguesa e voltariam a baixar os preços e, eventualmente, baixariam a um preço mais ou menos racional, digamos.

 

Eu fumo e preocupo-me com as pessoas à minha volta. Se vejo que mandei fumo para cima de uma pessoa, peço desculpa e respeito o espaço, sendo ele fumador ou não-fumador. E, neste aspecto, não falo para ti, porque nem te queixas disso.

 

Lá por vocês não gostarem de fumar, não significa que eu tenha que deixar de o fazer pelos vossos motivos, deixo pelos meus.

 

Aqui em casa toda a gente é fumadora menos eu. Fumei uns cigarros socialmente mas nada demais. No entanto eu dou o meu ponto de vista, é normal que tu como fumador tenhas um diferente e é legitimo, eu defendi um aumento de preço como inibidor de consumo mas não defendi o preço a 50 euros. Vou dar-me ao luxo de mandar um bitaite e dizer que grande parte dos fumadores portugueses são de classe baixa (na minha opinião classe média não existe mas adiante) porque a maior parte dos portugueses é de classe baixa, o aumento do preço do tabaco vá para uns 7/8€ faria com que o consumo baixasse, tal como o gasóleo quando atingiu aqueles valores parvos de 1,5€ o consumo baixou logo 10%. Se iria aumentar o contrabando? Não me parece, quem tem acesso ao contrabando (militares e outros) já não compra o tabaco no café porque isso seria estúpido, porque é que haveria de pagar 3€ e tal por maço quando pode chegar a um conhecido ou amigo e comprar um volume a 10€?

 

Desde que não toquem nos Mac's e nas batatas fritas, não é assim?

Sabendo de antemão que eu trabalho no sector alimentar essa boca é um bocado ao lado, eu passo o dia a dizer aos miúdos que não devem almoçar todos os dias hamburgueres, baguetes e lasanhas. Além disso é um tiro ao lado porque o IVA foi aumentado nesses produtos 10% nem há 2 anos e sim eu sou a favor que também esses produtos sejam caros, aliás escrevi batatas fritas e apaguei porque sabia que me iam cair logo em cima e chamar-me Hitler.

Editado por Visitante

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Estou com o Desc e ainda acrescento que todas as drogas deveriam ser legalizadas e tributadas para combater economias paralelas.

 

No fundo é rentabilizar a selecção natural.

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Sabendo de antemão que eu trabalho no sector alimentar essa boca é um bocado ao lado, eu passo o dia a dizer aos miúdos que não devem almoçar todos os dias hamburgueres, baguetes e lasanhas. Além disso é um tiro ao lado porque o IVA foi aumentado nesses produtos 10% nem há 2 anos e sim eu sou a favor que também esses produtos sejam caros, aliás escrevi batatas fritas e apaguei porque sabia que me iam cair logo em cima e chamar-me Hitler.

 

Sabendo de antemão? Deves achar-te muito importante... Sei lá eu o que fazes na vida...

 

O IVA não foi aumentado 10%. Foi aumentado mais de 100%.

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Eu fumei 12 anos, deixei porque tive um susto...

Mas não critico quem fuma e como tudo na vida cada um deveria ser livre de fazer o que quiser desde que isso não prejudique os outros. A malta da nossa geração (que saia a noite durante a decada de 90) comia com fumo na discoteca e em outros sitios da entrada à saida. Penso que só daqui a 30 anos vamos mesmo perceber se a regulamentação de deixar de fumar em espaços fechados vai ter algum efeito no fumador passivo.

 

Concordo que pode ser desagradavel estar a comer com o fumo de alguem numa esplanada, mas tratar o fumador como um marginal quasi-toxicodependente e restrigi-lo a um cantinho fechado de uma sala de chuto é estupido. Aliás cada vez que passamos a pé na Av. da Liberdade estamos a fumar uns quantos cigarros, ou mesmo se formos a cidades como Pequim ou Cidade do Mexico, se nao tivermos as janelas fechadas estamos a inalar m*rda. Será a solução proibir os carros e/ou a industria?

 

Além do mais o estado necessita de receitas e duvido que alguem prefira que se proiba o tabaco e que o estado vá buscar mais receitas através do IRS de todos (por exemplo). Quanto ao alcool, sendo Portugal um pais de vinho parece-me pouco sensato criar mais taxação sobre o mesmo; sobretudo porque ao contrario do tabaco, nem toda a gente que bebe é viciada em alcool

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Estou com o Desc e ainda acrescento que todas as drogas deveriam ser legalizadas e tributadas para combater economias paralelas.

Exacto.

E mesmo os Fast-foods e coca-colas devem ter sempre um imposto que cubra os gastos do estado em saude causados pelo produto em causa. Eu sei que em muitos casos é dificil de estimar esse valor, mas a ideia é essa.

Cada um é livre de fazer o que lhe apetecer, mas os outros nao devem pagar pela minha irresponsabilidade se eu for ao Mac todos os dias. Assim como eu nao devo pagar pela irresponsabilidade de quem fuma um maço por dia.

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E se comeres fritos todos os dias? Aumentas o imposto do óleo?

E dos enchidos e queijos, chocolates, chocapics, rebuçados. Ou seja, tudo que tenha os famosos "E-xxx"

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É verdade. O cheiro é incomodativo. Eu sei perfeitamente que assim é. Quando entro num local em que se fuma noto imediatamente a diferença e sinto-me incomodado. Já me aconteceu retirar-me de um restaurante porque a zona de não fumadores não estava devidamente isolada da zona de fumadores. E sei que o cheiro que fica impregnado na roupa pode incomodar as outras pessoas. Mas lá está... São os problemas de viver em sociedade. Nos tempos em que usava transportes públicos também levei com muito cheiro a suor, a perfumes altamente enjoativos e coisas piores...

 

Certo, e bem sei que pouco há a fazer, mas nem por isso fico menos incomodado. :biggrin:

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quando vi a noticia, e vi um 1, pensava que devia custar 1 euro e pico isso é que era!

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Visitante

Sabendo de antemão? Deves achar-te muito importante... Sei lá eu o que fazes na vida...

 

O IVA não foi aumentado 10%. Foi aumentado mais de 100%.

 

Então não mandes bitaites porque podem-te sair completamente ao lado como foi o caso é simples.

 

Foi? Não chego a essas contas mas se tu dizes acredito. :compinchas:

Editado por Visitante

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Então não mandes bitaites porque podem-te sair completamente ao lado como foi o caso é simples.

 

Foi? Não chego a essas contas mas se tu dizes acredito. :compinchas:

 

Lewa foi apenas o Descartes a querer ser engracado.

Como o IVA na restauracao aumentou de 10% para 23% (penso eu que sejam estes os valores do IVA, corrijam se estou errado) o aumento na realidade é de 130% ou seja (0,23/0,1)-1

 

Mas penso que todos entenderam quando disseste que o aumento tinha sido de 10%

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Visitante

Pois eu queria dizer o aumento face ao preço do produto e não o aumento sobre si (IVA) próprio.

 

Obrigado pela explicação :compinchas:

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Pois eu queria dizer o aumento face ao preço do produto e não o aumento sobre si (IVA) próprio.

 

Obrigado pela explicação :compinchas:

É a tal coisa dos 10 pontos percentuais em vez dos 10%

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Lewa foi apenas o Descartes a querer ser engracado.

Como o IVA na restauracao aumentou de 10% para 23% (penso eu que sejam estes os valores do IVA, corrijam se estou errado) o aumento na realidade é de 130% ou seja (0,23/0,1)-1

 

Mas penso que todos entenderam quando disseste que o aumento tinha sido de 10%

 

De 13 para 23 %. ;)

Editado por Peplin

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