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Bernas

FC Porto - O Pior Onze (1995-2015)

  

47 votos

  1. 1. Defesa esquerdo



Publicações recomendadas

Muitos users nem se lembram deles...

Eu lembro-me muito bem

 

Isto é com uma diferença de 20 anos e a malta mais jovem hoje em dia tem acesso a muita coisa (e nem falo apenas de imagens)

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Fácil no Stepanov e Abdoulaye.

O Nuno André Coelho fez das exibições mais lamentáveis que já vi um jogador do Porto fazer mas tem a desculpa de ter jogado fora de posição. Como não me lembro de o ver a jogar no Porto a central, fica de fora.

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O Lula se não se tivesse aleijado podia muito bem ser um bom backup ao Aloisio ou ao Jorge Costa imo

 

O Matias é o único que não conheço

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O Lula era um bom central, o JMP foi um bom ponta de lança :mrgreen:

 

O Diogo gosta dele porque jogou no Belém.

Editado por RAG

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Laterais esquerdos tem bastante matéria para pôr aqui. Entre o Nuno Valente e o Alvaro Pereira foi com cada barrete. :mrgreen:

Areias, Ezequias, Lucas Mareque, Lino e Benitez, assim de cabeça.

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Para lateral esquerdo vai ser complicado, mas acho que vou para o Mareque e Benitez.

 

Tivemos sorte que o Fucile também sabia jogar a lateral esquerdo...

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Laterais esquerdos tem bastante matéria para pôr aqui. Entre o Nuno Valente e o Alvaro Pereira foi com cada barrete. :mrgreen:

Areias, Ezequias, Lucas Mareque, Lino e Benitez, assim de cabeça.

Não era assim tão mau. E só teve meia época.

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Não era assim tão mau. E só teve meia época.

Duas meias épocas esteve pelo menos. Julgo que chegou em Janeiro de 2008 e saiu um ano depois.

Não era dos piores, mas sempre foi fraquinho defensivamente. A atacar até ia fazendo algumas coisas.

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Duas meias épocas esteve pelo menos. Julgo que chegou em Janeiro de 2008 e saiu um ano depois.

Não era dos piores, mas sempre foi fraquinho defensivamente. A atacar até ia fazendo algumas coisas.

Não me lembrava que tinha vindo a meio da época. Das poucas coisas que me lembro dele foi um golo que marcou na Champions. Mas assim do que me lembro, acho que era decente. Não tinha grande qualidade, mas para segunda opção não era o pior que já tivemos.. Já Lucas Mareque, ou o Benítez.. Esses foram horríveis.

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Siga para o lateral-esquerdo. Os eleitos nos centrais foram o Stepanov e o Abdoulaye.

 

Diogo, se puderes abre a votação, por favor. Benitez, Lucas Marque, Pedro Henriques, Areias, Kenedy, Leandro, Ezequias, Lino, Addy.

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Feito

 

Pus o Pedro Henriques e o Addy dos nomes que disseste mas acho que não fizeram nenhum jogo para o campeonato

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Obrigado. :compinchas: O critério era terem realizado pelo menos um jogo oficial pelo clube, portanto tudo bem.

 

Entretanto, podem ir sugerindo os médios-defensivos e o primeiro post já está actualizado.

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Entre o Benitez, o Mareque e o Areias não é fácil. Mas escolhi o último, se me lembro foi o que jogou mais vezes sendo portanto o que fez mais m*rda dos 3.

 

Quanto aos trincos, o Tomás Costa era trinco? Nem sei, o homem jogava em todas as posições e era mau em todas.

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Citação do site "Maisfutebol"

lg_maisfutebol.png

Mandla Zwane: «Robson dizia-me: ‘Mandela, és a minha pérola’»
Estádio das Antas, julho de 1994. Bobby Robson inicia a segunda época no FC Porto, de braço dado com José Mourinho. O Benfica é campeão e os dragões vão em força ao mercado. No arranque da pré-época, quatro desconhecidos apresentam-se ao trabalho.

1. Walter Paz; 2. Roberto Mogrovejo; 3. Etienne N’Tsunda; 4. Mandla Zwane.

Ui, coisa linda! Mais tarde, em janeiro, chega ainda Ronald Baroni. É o lado perverso da era pré-digital no futebol. Empresários usam e abusam de relações perigosas, prometem novos Pelés nas cassetes VHS, vendem gato por lebre.

O FC Porto, é bom lembrar, inicia nesse ano o arranque ao Penta. Esta é a lista dos flops, mas há muita gente de grande valor a entrar no grupo: Rui Barros, Emerson, Kulkov, Iuran e Latapy, por exemplo.

Mas, e os outros? Os que ficam para trás?

Há semanas encontrámos Walter Paz, desta vez vamos à África do Sul e apanhamos Mandla Zwane a meio de um treino da equipa de futebol da Universidade de Joanesburgo.

«De Portugal? Ah, ah, ah, a sério? Abraçoooo para Portugal! Crazy Jorge Costa, crazy Paulinho Santos».

Mandla Zwane, 42 anos, é uma joia de rapaz. Fala 30 minutos sem parar, faz perguntas e não espera as respostas. Afinal, quem é ele, como chegou a Portugal e por que não fez um único jogo oficial pelo FC Porto?

«Fiz dois jogos no Orlando Pirates e o Marcelo Houseman [empresário argentino] pegou em mim e levou-me para a Holanda. Fui ao Feyenoord fazer testes, mas acabei por viajar para Portugal. Cheguei às Antas e assinei por três anos, com o N´Tsunda. Nunca ninguém me tinha visto a jogar e eu também não conhecia ninguém».


Mandla Zwane (à esquerda) nos últimos dias da carreira


PERCURSO DE MANDLA ZWANE EM PORTUGAL:

. 1994/95: FC Porto (não foi utilizado)
. 1994/95: Penafiel (8 jogos, II Liga)
. 1995/96: Gil Vicente (5 jogos, I Liga)

Outros clubes:
. Orlando Pirates, Supersport United, Black Leopards e Black Aces (África do Sul); Selangor (Malásia); Sarawach (Mali).
. 1 internacionalização pela África do Sul

Mandla é moldado nas ruas facínoras de Zola, no Soweto, - «Ganhava esmolas a dar toques numa bola de trapos» - e no meio dessa esperteza de bairro resiste uma ingenuidade grande.

No FC Porto, os colegas apercebem-se imediatamente desse lado totalmente puro.

«Uns malandros, crazy, crazy guys. O meu primeiro dia? Lembro-me, claro», diz Mandla Zwane, ao Maisfutebol, já no silêncio de um gabinete.

«Cheguei às Antas e o Jorge Costa veio ter comigo. Estava com o Domingos e o Paulinho Santos. Disse-me que o mister Robson queria conhecer-me, mas para eu ter cuidado, porque ele era um homem muito duro. E eu lá fui, ao gabinete do senhor Robson, com os três».

Ao entrar, Mandla Zwane vê um homem de fato de treino e boné enfiado até às orelhas. «Nem olhou para mim. Só disse: ‘Senta-te!’. Eu olhei para o Jorge Costa, já a tremer, mas ele fechou a porta e saiu. Fiquei sozinho com o senhor Robson. Quer dizer, com aquele que eu pensava ser o senhor Robson».

«O homem começa aos berros e a bater na mesa. Dizia que eu tinha de jogar bem e que dava cabo de mim se eu falhasse. Ah, ah, ah, eu acho que estive quase a desmaiar. Passados uns minutos, a porta abre-se e entram todos às gargalhadas. O homem de boné era o guarda-redes, o Baía, conhece?».

Mandla Zwane conquista todos pela simplicidade. Até o verdadeiro Bobby Robson.

«No final do primeiro treino fiquei a dar toques na bola. Eu era um malabarista incrível, fazia o que queria. Quando dei por ela, estava o plantel todo à minha volta, a bater palmas, e eu a fazer habilidades. O mister Robson veio dar-me um abraço: ‘Mandela, és a minha pérola! A partir de hoje quero que faças sempre isso no início do treino, para animar os teus colegas’».

«Cumpri o sonho de conhecer Michel PreuHomme»

Durante seis meses, Mandla Zwane passa a ser só Mandela e é o animador de serviço. Nos treinos, só nos treinos. O sul-africano sai em janeiro, emprestado ao Penafiel, sem fazer um único jogo.

«Não fui inscrito porque não havia vaga para estrangeiros. Só podiam estar seis no plantel [Kulkov, Iuran, Latapy, Kostadinov, Drulovic e Emerson]. Por isso o mister Robson e o José Mourinho falaram comigo e emprestaram-me ao Penafiel, da II Liga».

Mandla, Mandela para os amigos, sai para o Estádio 25 de abril, empenhado em voltar às Antas. N’Tsunda volta a acompanhá-lo, mas a experiência não é brilhante.

«Fiz alguns jogos [oito]. Aquilo era duro, muito duro. Eu adorava fintar e jogar com calma, mas era tudo rápido e agressivo. O senhor Robson ligava-me, dava-me moral. ‘Mandela, um dia vais ser tu e mais dez no FC Porto’. Não deu, os outros eram melhores. Domingos, Kostadinov…»

No segundo ano, Mandela é cedido ao Gil Vicente. Faz seis jogos no campeonato, dois contra o Benfica. «Cumpri um sonho: conhecer o Michel PreudHomme».

«Eu tinha visto os jogos todos do Mundial94 e o Michel tornou-se um ídolo. Na Luz perdemos 3-0 e estive quase, quase a marcar. Fui muito lento a decidir. Em Barcelos perdemos 1-2 e o mister Pedroto [bernardino, filho de José Maria] meteu-me nos últimos minutos».

O adeus a Portugal acontece em junho de 96. O FC Porto rescinde o contrato e Mandla não volta a ser Mandela. Passa pela Malásia, pelo Mali e faz uma década no futebol sul-africano, até se despedir em 2008, já veterano.

«O futebol é a minha paixão e ainda faço tudo com uma bola de futebol. Sou adjunto da equipa da universidade, mas nunca mais voltei a Portugal. A viagem é muito cara».

Mandla Zwane despede-se a sorrir. Fala do único compatriota a jogar na I Liga portuguesa - Cafu Phete, do Vitória Guimarães - e faz um pedido ao Maisfutebol.

«É bom no passe, longo e curto. Aqui diziam que era parecido com o Makelele. Bem, acho que até tem qualidade, mas nunca será como o Mandla Zwane. Com a bola eu faço tudo! Já agora: não tem o número de telefone do meu amigo Mourinho? Esse é que era um crazy, crazy guy».

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