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Kygo

​Mudanças na Champions podem prejudicar Benfica, FC Porto e Sporting

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Karl Heinz Rummenigge, presidente da Associação de Clubes Europeus, quer introduzir medidas no atual formato da Liga de Campeões para que os clubes ditos grandes só se defrontem nos quartos-de-final.

 

O dirigente disse que vai pedir a UEFA que mude ao atual sistema de designação dos cabeças-de-série nos sorteios da Champions a partir de 2018.

 

"Não faz sentido termos um Bayern Munique-Juventus ou um Chelsea-PSG nos oitavos-de-final e, ao mesmo tempo, jogos em que, sem querer ofender ninguém, nem valia a pena vê-los na televisão", disse Rummenigge, após ver o seu Bayern afastar a Juventus.

 

O alemão, que é também dirigente do Bayern Munique, explicou que a ECA (Associação de Clubes Europeus, em português) vai propor uma série de medidas à UEFA para que as mesmas entrem em vigor a partir de 2018, que é quando finaliza o atual ciclo e altura em que o organismo deverá renovar o acordo com os clubes.

 

Os ´grandes` clubes europeus querem mais dinheiro e querem também eliminar a regra dos campeões, que permite a que clubes de federações medianas cheguem até a fase a eliminar da Liga dos Campeões.

 

A Associação de Clubes Europeus defende que os clubes ditos grandes devem ter garantidas da sua presença nas fases finais da Liga dos Campeões, algo que também vai de encontro ao desejo das cadeias de televisão, que investem muito dinheiro na prova e depois deparam-se com jogos como Gent-Wolfsburgo ou Benfica-Zenit, partidas que não tem tanto interesse como um Juventus-Bayern.

 

Caso estas medidas da ECA não sejam aprovadas pela UEFA, a Associação de Clubes Europeus pode mesmo avançar para a criação da Superliga Europeia, competição que deverá englobar os maiores clubes europeus da atualidade. A ECA quer que esta nova competição seja organizada pela UEFA mas com duas divisões: desapareceria a Liga Europa e os principais clubes dessa prova passariam a englobar uma espécie de segunda divisão da Liga dos Campeões.

 

http://desporto.sapo.pt/futebol/liga_dos_campeoes/artigo/2016/03/17/mudancas-na-champions-podem-prejudicar-benfica-fc-porto-e-sporting

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acho muito bem.

Eu também! Aliás, por mim só iam equipas de Itália, Alemanha, Inglaterra e Espanha, mais o PSG.

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É a total NBAzicação do futebol. Que interessa é o dinheiro e os clubes de plástico da treta.

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Já tinha visto uma notícia mais ou menos do mesmo género mas no Público:

 

K.H. Rummenigge foi um perigo para as balizas, é um perigo para os clubes portugueses

 

O Bayern Munique está a caminho do quarto título consecutivo na Bundesliga. Proeza única. Ali, tudo é programado a tempo e horas e as decisões são tomadas por antigos jogadores. Com antecedência ficou a saber-se que Guardiola, por ter capitulado em duas meias-finais frente a Barcelona e Real Madrid, não continuava e seria substituído por Ancelotti. São conhecidas entradas e saídas, há contratos renovados e não deve haver mais do que três ou quatro novidades. Recentemente, podia ler-se na revista France Football que o Bayern é um modelo de previsão.

 

Karl-Heinz Rummenigge, o presidente do Conselho de Administração e da Associação Europeia de Clubes (ECA), quer mais. Responsável pelo marketing e comunicação da ECA vem advogando a criação de uma Superliga Europeia como estratégia para resistir ao poderio económico inglês.

 

Rummenigge, não foi um jogador qualquer: ganhou duas vezes seguidas a Bola de Ouro, marcou muitos golos e venceu o Europeu de 1980 com a selecção alemã. Era o tempo dos “panzers”: Hrubesch, Briegel, Stielike, Schuster ou Schumacher. Mas ao contrário dos companheiros fazia-se notar pela sua subtileza, aparecendo no lugar certo para receber os passes e fazer os golos: 45 em 95 internacionalizações. Jogou dez anos no Bayern, também tem o Inter no coração, depois de uma transferência que, na época, foi recorde na Alemanha, e acabou a carreira no Servette de Genebra. Fez golos com pés e cabeça, num total de 220 em 426 jogos, e recorda especialmente um deles em que enganou toda a gente ao simular o lançamento pela linha lateral, para marcar rapidamente um livre quase de meio campo.

 

Rummennige era muito jovem quando o Bayern ganhou a Taça dos Campeões em dois anos sucessivos: 1975 e 1976, mas depois os bávaros observaram prolongado jejum até 2001. Em 1987, quando o FC Porto venceu a final de Viena, o Rummenigge que jogou no Prater já não era ele mas sim o irmão mais novo, Michael. Depois de três épocas em San Siro, “Kalle” estava já a preparar a reforma em Genebra, onde ainda brilhou com 34 realizações, apesar de algumas lesões.

 

A consagração de Karl-Heinz Rummenigge como o melhor jogador europeu chegou em 1980, depois de ter sido segundo no ano anterior, atrás de Kevin Keegan. Foi o primeiro da Bola de Ouro com 122 pontos em 125, e no ano seguinte voltou a ganhar o troféu. Apenas uma mágoa: em ano sem Mundial, nem Europeu, falhou a Taça dos Campeões com o Bayern.

 

À frente da ECA, Rummenigge tem defendido a importância de um projecto de Superliga europeia reservada a equipas das ligas inglesa, alemã, espanhola, italiana e francesa, aquelas que têm capacidade para penetrar em novos mercados e gerar mais receitas de televisão. Desde a criação do chamado G-14, que acabou em 2008 por pressão da UEFA a troco de melhores retribuições, que é feita esta ameaça. Os grandes não querem companhias mais ou menos exóticas chamem-se Astana, Viktoria Plzen, Skënderbeu Korçë ou Bate Borisov. A tarte é apetecível mas será apenas para alguns. Nem sequer haverá lugar para antigos campeões europeus como FC Porto, Benfica, Ajax ou PSV, que fizeram parte do G-14.

 

Já agora aconselho muito a leitura destes dois especiais que a seção de Desporto do Público faz semanalmente: o Memória Redonda e o Planisférico.

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Façam uma final 8 ou uma fina 4, e caguem nos outros.

 

Para isso escolham os grupos e condicionem os sorteios. Que culpa tem o Wolfs de ter defrontado o Gent ou o Benfica o Zenit?

Todas estas equipas fizeram para estar onde estão. Se a ideia da UEFA é permitir(alargar) que mais clubes tenham acesso à fase final da competição, impor uma medida destas é estragar o trabalho feito.

Nem quero imaginar se por mero acaso a final seja entre um Benfica x Wolfsburgo.

 

O homem só está a ser egoísta e hipócrita.

A Juve, o ano passado também estragou as contas à UEFA...

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É a total NBAzicação do futebol. Que interessa é o dinheiro e os clubes de plástico da treta.

Se há coisa que os desportos nos EUA fazem é tentar equilibrar ao máximo todas as equipas, fazendo com que todas estejam em condições semelhantes de vencer, portanto não me parece que esse comentário faça qualquer sentido.

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Se há coisa que os desportos nos EUA fazem é tentar equilibrar ao máximo todas as equipas, fazendo com que todas estejam em condições semelhantes de vencer, portanto não me parece que esse comentário faça qualquer sentido.

Referi me em NBAzicao , mais no sentido de "show mediatico" que querem fazer o futebol.

 

Muito Plastico, muito show off (eu adoro NBA, mas uma coisa é a NBA outra coisa e futebol)

Editado por Kygo

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Já secaram a Bundesliga à pala dos €€, agora querem secar a Europa. O Rummenige que vá mamar na 5ª pata.

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Sorteio Condicionado? Portanto aquilo que já se faz aqui em Portugal e no pasa nada :mrgreen:

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Sorteio Condicionado? Portanto aquilo que já se faz aqui em Portugal e no pasa nada :mrgreen:

 

Ora nem mais. Se há prova que se aproxima mais do modelo proposto pelo Rummenigge é a nossa Taça da Liga. O problema é que, em termos europeus, a "voz grossa" de Benfica, Porto ou Sporting mais parece um qualquer Manuel Machado a pregar no deserto.

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Ora nem mais. Se há prova que se aproxima mais do modelo proposto pelo Rummenigge é a nossa Taça da Liga. O problema é que, em termos europeus, a "voz grossa" de Benfica, Porto ou Sporting mais parece um qualquer Manuel Machado a pregar no deserto.

 

Exacto, a Taça da Liga nos actuais moldes, só facilita os grandes. Se o objectivo é proporcionar que outros ganhem palmarés ou receitas, colocar os 4 primeiros pelos quatros grupos é de génio, ainda para mais quando os 4 primeiros são sempre os mesmos.

Mais vale fazer a eliminatórias a duas mãos ou colocar todas as equipas no mesmo patamar, isto é: Uma fase de qualificação para a fase de grupos.

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Citação do jornal "O Jogo" online

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Superliga Europeia com o FC Porto entre os fixos

Andrea Agnelli, presidente da Juventus, é apologista de um modelo da Liga dos Campeões que garanta presença e receitas a um grupo fixo de clubes

O confronto de ontem entre Bayern e Juventus, dos oitavos de final da Liga dos Campeões, serviu para ressuscitar a Superliga Europeia e as diferentes perspetivas sobre o futuro da Liga dos Campeões, mesmo no seio do restrito grupo dos clubes mais poderosos da Europa.

Rummenigge e Andrea Agnelli, presidentes do Bayern e da Juventus, representam e têm promovido ativamente esse desejo de inovação embora com visões distintas para o futuro do futebol europeu de topo, que, conforme recordou o enviado especial a Munique do jornal italiano "La Gazzetta dello Sport", está a ser decidido este ano. Uma nova Champions, com maior número de jogos e lugar garantido para os tubarões europeus - evitando a lotaria do "play-off", por exemplo -, logo, receitas fixas mais avultadas; ou uma Superliga, fechada, ao estilo norte-americano como foi sugerido na reunião entre donos dos maiores clubes ingleses (muitos dos EUA!), que não estão nada agradados com a campanha do Leicester - leia-se privar um deles de um lugar na Liga dos Campeões...

Agnelli é apologista deste último modelo, que além de garantir presença e receitas a um grupo fixo de clubes (Real Madrid, Barcelona, At. Madrid, Juventus, Inter, Milan, Man. United, Liverpool, Arsenal, Chelsea, PSG, Bayern, FC Porto e talvez Ajax), dar-lhes-ia poder de decisão. E permitiria abrir a porta, a cada temporada, a outros que se destaquem nos respetivos campeonatos.

Agnelli é a cara de uma corrente que acredita ser possível aumentar os 1600 milhões de euros anuais que vale a Champions, aproximando-a dos valores da NFL, o campeonato de futebol americano dos "states", na casa dos seis ou sete mil milhões de euros. Já Rummenigge, escreve o jornalista da "Gazzetta", tem mostrado preferência por uma evolução em vez de revolução - sempre e quando clubes como o seu Bayern tenham lugar e acesso garantido aos milhões!

O que parece certo é estar-se a caminhar na direção da mudança, até porque o modelo das provas europeias em vigor termina em 2017/18 e qualquer decisão terá de ser tomada ainda este ano para que no próximo sejam negociados os contratos a partir de 2018. Ficar fora da Champions é um risco (financeiro) que nenhum grande clube (e grande gastador) pode correr, mas, e como sublinha o jornalista transalpino, esta ideia da Superliga poderá estar somente a servir como forma de pressão, para encostar à parede "uma UEFA enfraquecida pelo castigo a Platini e o salto de Infantino", fazendo lembrar o início da década de 1990, quando a Taça dos Campeões deu lugar à Liga dos Campeões.


http://www.ojogo.pt/Internacional/interior.aspx?content_id=5081798 Editado por UnReal

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