Ir para conteúdo
What

Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

A falácia do empreendedorismo em Portugal é uma coisa assustadora. Não abram os olhos a tempo não...

A que te referes?

Compartilhar este post


Link para o post

A que te referes?

 

Em primeiro lugar à mensagem que anda a ser martelada há cerca de 4 ou 5 anos na cabeca de toda a gente que é "cool" e fácil ser empreendedor, mas depois o que te ensinam em todos os programas de aceleracao é como fazer pitches. Acaba com a malta toda a tentar forcar necessidades que nao existem no mercado e lutar sem armas suficientemente competitivas (a nível técnico e de experiência) para se afirmarem no mercado.

 

E os apoios sao ridículos. Acenam com financiamento e pagam servicos no fim. Estamos perante grande desonestidade intelectual.

 

Por fim, eu sei que existem casos de sucesso. Mas sao apenas alguns. Na generalidade, é tudo fogo de vista e a malta perde anos de trabalho em contextos realmente bons para construirem castelos no ar.

Compartilhar este post


Link para o post

Estas tretas dos riots em campus de universidades americanas já acabavam :estrelas:

Compartilhar este post


Link para o post

Hoje fui a uma palestra do IEFP e foi uma sessão explanatória sobre o que são cooperativas de trabalhadores e que existe um programa que visa criar cooperativas de trabalhadores, auxiliando em know-how e financeiramente.

 

Kautsky, the absolute madman.

 

O pitch foi péssimo, ainda assim. Fico contente pela ideia estar a pegar mas não pode ser apenas uma ideia de base.

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

Em primeiro lugar à mensagem que anda a ser martelada há cerca de 4 ou 5 anos na cabeca de toda a gente que é "cool" e fácil ser empreendedor, mas depois o que te ensinam em todos os programas de aceleracao é como fazer pitches. Acaba com a malta toda a tentar forcar necessidades que nao existem no mercado e lutar sem armas suficientemente competitivas (a nível técnico e de experiência) para se afirmarem no mercado.

 

E os apoios sao ridículos. Acenam com financiamento e pagam servicos no fim. Estamos perante grande desonestidade intelectual.

 

Por fim, eu sei que existem casos de sucesso. Mas sao apenas alguns. Na generalidade, é tudo fogo de vista e a malta perde anos de trabalho em contextos realmente bons para construirem castelos no ar.

 

Eu já trabalhei numa incubadora, e já estive em várias palestras enquanto fazia licenciatura e mestrado, e nem por uma vez alguém disse que era fácil ser-se empreendedor, muito pelo contrário. Depois que só te ensinam a fazer pitches é absolutamente mentira, na Start UP Braga quase todas as semanas havia n formações diferentes, desde os tais pitches, aos enquadramentos legais, preparação de business plans, actividades de networking entre empreendedores e investidores, etc. Para além de que estar numa incubadora abre portas e estabelece contactos que de outra forma seriam muito complicados de se fazer.

 

Quanto ao tentarem forçar necessidades que não existem no mercado, como deves compreender, cabe a cada a um decidir se vale a pena desenvolver a sua ideia para uma empresa ou não, o contexto das incubadoras e programas de aceleração é só um apoio (importante) para que as pessoas possam pôr em prática a sua ideia.

 

Resumindo, e é algo que noto sempre em quem mostra alguma animosidade em relação à "falácia do empreendedorismo", é pensar que as pessoas são enganadas a achar que ser-se empreendedor é fácil e que compensa abandonar os empregos estáveis que possam ter na altura, e isso não é verdade. Ser-se empreendedor, quando se tem uma boa ideia, é altamente estimulante para jovens nos seus 20 e tais que têm a oportunidade de fazer algo de que gostam, com bastante responsabilidade e de desenvolver skills que de outra forma não teriam oportunidade para o fazer. E falar em perder anos de trabalho é ridículo, primeiro porque ter criado alguma coisa é altamente valorizado no mercado de trabalho, e segundo, porque o tipo de pessoas que tentam lançar a sua própria empresa nem sempre estarão interessados em trabalhar num ambiente formatado e por conta de outrem.

 

E já agora, Portugal tem óptimas condições (à excepção de capital nacional) para atrair jovens empreendedores de outros países e desenvolver-se para um hub importante a nível europeu, ao nível de Berlim, Londres ou Tel-Haviv, com tudo de bom que isso traria para o país, e é disso que a notícia trata.

Compartilhar este post


Link para o post

Em primeiro lugar à mensagem que anda a ser martelada há cerca de 4 ou 5 anos na cabeca de toda a gente que é "cool" e fácil ser empreendedor, mas depois o que te ensinam em todos os programas de aceleracao é como fazer pitches. Acaba com a malta toda a tentar forcar necessidades que nao existem no mercado e lutar sem armas suficientemente competitivas (a nível técnico e de experiência) para se afirmarem no mercado.

 

E os apoios sao ridículos. Acenam com financiamento e pagam servicos no fim. Estamos perante grande desonestidade intelectual.

 

Por fim, eu sei que existem casos de sucesso. Mas sao apenas alguns. Na generalidade, é tudo fogo de vista e a malta perde anos de trabalho em contextos realmente bons para construirem castelos no ar.

Por cada bom negócio que se abre, 10 vão ao charco. Qualquer pessoa que tenta ser empreendedor tem de ter isso em consideração e tentar perceber porque é que o seu futuro negócio pode ter pernas para ser um caso anormal e prosperar.

Compartilhar este post


Link para o post

Eu já trabalhei numa incubadora, e já estive em várias palestras enquanto fazia licenciatura e mestrado, e nem por uma vez alguém disse que era fácil ser-se empreendedor, muito pelo contrário. Depois que só te ensinam a fazer pitches é absolutamente mentira, na Start UP Braga quase todas as semanas havia n formações diferentes, desde os tais pitches, aos enquadramentos legais, preparação de business plans, actividades de networking entre empreendedores e investidores, etc. Para além de que estar numa incubadora abre portas e estabelece contactos que de outra forma seriam muito complicados de se fazer.

 

Quanto ao tentarem forçar necessidades que não existem no mercado, como deves compreender, cabe a cada a um decidir se vale a pena desenvolver a sua ideia para uma empresa ou não, o contexto das incubadoras e programas de aceleração é só um apoio (importante) para que as pessoas possam pôr em prática a sua ideia.

 

Resumindo, e é algo que noto sempre em quem mostra alguma animosidade em relação à "falácia do empreendedorismo", é pensar que as pessoas são enganadas a achar que ser-se empreendedor é fácil e que compensa abandonar os empregos estáveis que possam ter na altura, e isso não é verdade. Ser-se empreendedor, quando se tem uma boa ideia, é altamente estimulante para jovens nos seus 20 e tais que têm a oportunidade de fazer algo de que gostam, com bastante responsabilidade e de desenvolver skills que de outra forma não teriam oportunidade para o fazer. E falar em perder anos de trabalho é ridículo, primeiro porque ter criado alguma coisa é altamente valorizado no mercado de trabalho, e segundo, porque o tipo de pessoas que tentam lançar a sua própria empresa nem sempre estarão interessados em trabalhar num ambiente formatado e por conta de outrem.

 

E já agora, Portugal tem óptimas condições (à excepção de capital nacional) para atrair jovens empreendedores de outros países e desenvolver-se para um hub importante a nível europeu, ao nível de Berlim, Londres ou Tel-Haviv, com tudo de bom que isso traria para o país, e é disso que a notícia trata.

 

Eu fiz parte de uma start-up, colaborei com uma incubadora conheco malta da Startup Braga. Nao falo só porque sim, conheco o ambiente. E aqui na Áustria a minha empresa está numa incubadora também. Nao fazes ideia na diferenca de qualidade entre o que aqui se faz para o que se faz aí.

 

Quanto a outros tipos de mercados nao posso falar muito, mas na área médica Portugal está péssimo. Nao é só mau. É péssimo. E o problema nao é tanto das incubadoras, porque elas também nao o aprenderam, mas sim nos cursos. Ainda há algum tempo estava a falar com um tipo da Startup Braga sobre a Nuada, aquela empresa que criou a luva que supostamente ajuda a pegar em peso. Sao uma empresa que nao tem sistema de qualidade, está a produzir sem ter requisitos, sem ter projetos, nada...apenas desenvolvem ideias com um espírito de investigacao que nao os vai ajudar a ser competitivos. No fim do dia ficam com protótipos brutais mas nao teem produto porque nao obtém certificacao...

 

É a minha opiniao, fruto de uma experiencia diminuta, mas de certa forma fundamentada através de um conhecimento tácito de 4 ou 5 anos. Nao conheco todas as incubadoras, por isso posso estar a ser extremamente injusto, mas na minha opiniao o empreendedorismo e esta cultura de start-up em Portugal faz mais mal que bem. Espero estar errado e poder fazer mea culpa.

Compartilhar este post


Link para o post

Btw, e isto da área médica é grave. As indústrias mais reguladas do mundo sao a aeroespacial, médica e automóvel. Sao também as que geram mais valor acrescentado, mas exigem que proves às autoridades competentes que fizeste o produto certo e o fizeste da forma certa. A forma como em Portugal se trabalha é algo errada.

 

Mas eu vou tentar contribuir para mudar um bocadinho esse paradigma. Vamos lá ver :)

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

Mas aí são situações de áreas específicas em que o apoio generalizado que uma incubadora presta não é suficiente. O objectivo deles é dar suporte e formação para que quem tem uma ideia a possa desenvolver para um negócio - e aí é que entram as formações básicas e o networking. A esmagadora maioria das incubadoras não dá apoio técnico (não estão preparadas para isso, salvo nalguns casos), muito menos faz uma prova de conceito. Isso cabe a quem tem a ideia e deve ser feito a priori, e por isso é que vês algumas start-ups que são lançadas com apoios de empresas já estabelecidas no mercado ou apoios de professores universitários especializados na área. ;)

Compartilhar este post


Link para o post

A melhor maneira de um negócio recém criado sobreviver é fazendo, logo à partida, dumping para atrair clientela.

 

Por exemplo, caso se abra um café, a especialidade serão tostas mistas, custarão 50 cêntimos ou menos quando noutros lugares próximos custam 1,5€ ou 1€. Num bar, os gins serão 2€ ou menos, quando noutros lugares próximos custam 5€ para cima. Etc. Os preços dos restantes produtos são estabelecidos em função da perda de valor dos produtos em que existe dumping.

Compartilhar este post


Link para o post

Em primeiro lugar à mensagem que anda a ser martelada há cerca de 4 ou 5 anos na cabeca de toda a gente que é "cool" e fácil ser empreendedor, mas depois o que te ensinam em todos os programas de aceleracao é como fazer pitches. Acaba com a malta toda a tentar forcar necessidades que nao existem no mercado e lutar sem armas suficientemente competitivas (a nível técnico e de experiência) para se afirmarem no mercado.

 

E os apoios sao ridículos. Acenam com financiamento e pagam servicos no fim. Estamos perante grande desonestidade intelectual.

 

Por fim, eu sei que existem casos de sucesso. Mas sao apenas alguns. Na generalidade, é tudo fogo de vista e a malta perde anos de trabalho em contextos realmente bons para construirem castelos no ar.

Não sendo absoluto conhecedor da área, tendo a concordar com isto. Mais ainda, nenhuma das startups bem sucedidas que venho conhecendo recentemente vêm de incubadoras e afins.

Compartilhar este post


Link para o post

Claro que há casos de sucesso, mas 1 em 50 ou 1 em 100 é muito diferente de ser lancador de start-ups, pelo menos na minha opiniao...

Editado por Pan

Compartilhar este post


Link para o post
Visitante

Claro que há casos de sucesso, mas 1 em 50 ou 1 em 100 é muito diferente de ser lancador de start-ups, pelo menos na minha opiniao...

 

Como deves imaginar, é uma aposta relativamente recente por cá, e os casos de sucesso irão aparecer gradualmente. No entanto, Portugal é um dos países da OCDE com menos patentes per capita, portanto dá bem para ver em que estado estamos :mrgreen:

Compartilhar este post


Link para o post

Como deves imaginar, é uma aposta relativamente recente por cá, e os casos de sucesso irão aparecer gradualmente. No entanto, Portugal é um dos países da OCDE com menos patentes per capita, portanto dá bem para ver em que estado estamos :mrgreen:

 

Sim, também dou o braco a torcer que 6 ou 7 anos nao sao suficientes para se ter a certeza se está a dar frutos ou nao. Mas...

Compartilhar este post


Link para o post

Essa sustentabilidade existe numa linha muito ténue. Imaginemos uma loja de tostas a 50 cêntimos a ter sucesso, a primeira tendência será que entrem no mercado outros bares de tostas (agora não contando com os cafés já existentes que têm poder de mercado). Imaginemos o caso de entrar uma tostaria só e temos um mercado com duas tostarias muito fortes. No caso do custo de produzir uma tosta ser igual entre ambas (ou mais), o que vai acontecer é uma descida de preços até muito próxima desse custo, caso não haja um "cartel" entre ambas.

 

No caso dos produtos serem diferenciados (o que é dificil quando se trata de tostas) a conversa é diferente. No longo prazo é pouco sustentável essa ideia, chegará a um ponto em que só fará sentido ter uma tostaria porque não existe diferenciação possível do produto.

O objectivo da empresa não será crescer por crescer, não é um cancro apesar das semelhanças. Eu até abdico das mais-valias para fazer dumping. Para obrigar os outros a baixarem os preços. A também eles não crescerem. A deflacionarem.

 

Na pior das hipóteses a empresa entra em falência como qualquer outra.

Compartilhar este post


Link para o post

O que tu defendes é, por exemplo, uma empresa fantoche que obrigaria os outros a baixar os preços?

Se não resultar será uma grande fantochada.

 

Metes as tostas a 50 cêntimos, um bilhar a 1€/hora, matraquilhos a 20 ou 10 cêntimos, internet grátis, etc. Slow and steady wins the race.

Compartilhar este post


Link para o post

O objectivo da empresa não será crescer por crescer, não é um cancro apesar das semelhanças. Eu até abdico das mais-valias para fazer dumping. Para obrigar os outros a baixarem os preços. A também eles não crescerem. A deflacionarem.

Na pior das hipóteses a empresa entra em falência como qualquer outra.

 

Penso que podes começar ja a criar empresas com essa finalidade, para ver se ficas tão pobre que deixas de ter computador para não continuares a vomitar ideias ridiculas e pouco informadas

Editado por Burkina2008

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora

×
×
  • Criar Novo...