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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Plagio o Original, há 1 minuto:

Mas esses 48% recebem mais que a população que recebe rendimentos, no geral?

então acho que não percebeste o programa das rendas acessíveis. O estado não é dono de casas nenhumas, quer é dar isenção de IRS e dar benefícios no IMI aos donos q praticam rendas a esse preço. não se trata de o estado alugar

Esses 48% depende...donos de empresas por muito pequenas que sejam recebem mais do que assalariados regra geral. A pequena parte da populacao que vive de rendimentos normalmente tem exponencialmente mais do que a media (o que e enviasador da media para a positiva), claro que quem e desempregado de longa duracao nao recebe nada (ou recebe sem declarar o que nao conta para a media). Tambem grande parte da populacao reformada, sobretudo dos anos 80, 90, do sector bancario e estado em Lisboa, tem reformas bastante mais altas.

Eu percebi o que o estado quis fazer, mas acho que essa da isencao do IRS e dos beneficios do IMI ja tinha sido posta de lado pela associacao de proprietarios, porque a nao ser que o rendimento liquido deles seja menor do que 900 euros, ninguem vai alugar por esse valor se poder receber um maior valor liquido. 

E para aqueles que alugarem a 900 euros, o que o estado estara a fazer e deixar de receber um imposto, que vai ter de ser recolocado com um outro qualquer imposto, sobre consumidores...

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Citação de Burkina2008, há 1 hora:

Esses 48% depende...donos de empresas por muito pequenas que sejam recebem mais do que assalariados regra geral. A pequena parte da populacao que vive de rendimentos normalmente tem exponencialmente mais do que a media (o que e enviasador da media para a positiva), claro que quem e desempregado de longa duracao nao recebe nada (ou recebe sem declarar o que nao conta para a media). Tambem grande parte da populacao reformada, sobretudo dos anos 80, 90, do sector bancario e estado em Lisboa, tem reformas bastante mais altas.

 Eu percebi o que o estado quis fazer, mas acho que essa da isencao do IRS e dos beneficios do IMI ja tinha sido posta de lado pela associacao de proprietarios, porque a nao ser que o rendimento liquido deles seja menor do que 900 euros, ninguem vai alugar por esse valor se poder receber um maior valor liquido. 

E para aqueles que alugarem a 900 euros, o que o estado estara a fazer e deixar de receber um imposto, que vai ter de ser recolocado com um outro qualquer imposto, sobre consumidores...

então concordas que desses 48% apenas uma parte muito pequena recebe mais que os 52% (self-employed - que eu diria que fazem parte da população ativa e, já agora, são apenas 16% das pessoas em Portugal -, reformados com reformas acima da média), e que a renda acessível de até 900€ por um T1 para o salário líquido médio de 1008€ não faz sentido?

Editado por Plagio o Original

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Citação de Plagio o Original, há 3 horas:

então concordas que desses 48% apenas uma parte muito pequena recebe mais que os 52% (self-employed - que eu diria que fazem parte da população ativa e, já agora, são apenas 16% das pessoas em Portugal -, reformados com reformas acima da média), e que a renda acessível de até 900€ por um T1 para o salário líquido médio de 1008€ não faz sentido?

Nao nao concordo contigo, porque tu vez as coisas de uma maneira muito simplista

Primeiro media de salarios nao é media de rendimentos como ja falamos, por isso é que a media de rendimentos disponiveis per capita em Lisboa é muito maior do que o salario medio em Lisboa. 

Segundo, 1 pessoa = 1 casa, nao é a regra mas sim a excepcao. Se falares de uma familia = 1 casa, entao deixa de ser 1008 euros para ser 2016 euros a pagar 900 de renda. Visto que em Portugal quando se comprava uma casa em casal, normalmente um dos salarios do conjuge era apenas para pagar a prestacao ao banco, estamos basicamente a falar do mesmo que se fez nos ultimas decadas mas agora com aluguer em vez de compra.

Terceiro, como se fala de uma media, pode se dizer (embora incorrectamente) que metade dessas pessoas recebe mais de 1008 euros. A metade que recebe menos, pode encontar casa em Mafra por 500 euros... Ninguem disse que viver em Lisboa é um direito.

Se me perguntas se o nome de renda acessivel é feliz...diria que nao, mas tambem diria que o estado nao deve nem pode ser regulador do mercado imobiliario in the first place. 

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Citação de Burkina2008, há 1 minuto:

Nao nao concordo contigo, porque tu vez as coisas de uma maneira muito simplista

Primeiro media de salarios nao é media de rendimentos como ja falamos, por isso é que a media de rendimentos disponiveis per capita em Lisboa é muito maior do que o salario medio em Lisboa. 

Segundo, 1 pessoa = 1 casa, nao é a regra mas sim a excepcao. Se falares de uma familia = 1 casa, entao deixa de ser 1008 euros para ser 2016 euros a pagar 900 de renda. Visto que em Portugal quando se comprava uma casa em casal, normalmente um dos salarios do conjuge era apenas para pagar a prestacao ao banco, estamos basicamente a falar do mesmo que se fez nos ultimas decadas mas agora com aluguer em vez de compra.

Terceiro, como se fala de uma media, pode se dizer (embora incorrectamente) que metade dessas pessoas recebe mais de 1008 euros. A metade que recebe menos, pode encontar casa em Mafra por 500 euros... Ninguem disse que viver em Lisboa é um direito.

Se me perguntas se o nome de renda acessivel é feliz...diria que nao, mas tambem diria que o estado nao deve nem pode ser regulador do mercado imobiliario in the first place. 

Não é a média de rendimentos disponíveis per capita que é maior que o salário médio em lisboa. É o PIB. O PIB é a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região. O PIB per capita ser maior que a média do salário significa que as pessoas produzem mais do que recebem.

O segundo ponto tudo bem, podes dizer que é uma das razões que permite ao mercado fazer esse preço por um T1. Se bem que o terceiro ponto significa que, em média, os trabalhadores de Lisboa conseguem morar em Lisboa (sozinhos, pelo menos).

No entanto, acho o mercado (livre) imobiliário uma banha de cobra. Primeiro porque pode (e está, em Portugal) ser manipulado (empresas a comprarem edifícios e a nunca venderem as casas para aumentar os preços, por exemplo). Segundo porque não se trata de um bem qualquer. Terceiro porque apenas deixa os ricos mais ricos e não permite nem igualdade de oportunidade nesse mercado, sendo que não podes entrar sem ter muita sorte. Mas pronto, isso são coisas ideológicas e que não valem a pena discutir, porque ao que parece pessoas que acreditam nisto nunca vão deixar de acreditar.

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Citação de Plagio o Original, há 1 minuto:

Não é a média de rendimentos disponíveis per capita que é maior que o salário médio em lisboa. É o PIB. O PIB é a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região. O PIB per capita ser maior que a média do salário significa que as pessoas produzem mais do que recebem.

O segundo ponto tudo bem, podes dizer que é uma das razões que permite ao mercado fazer esse preço por um T1. Se bem que o terceiro ponto significa que, em média, os trabalhadores de Lisboa conseguem morar em Lisboa (sozinhos, pelo menos).

No entanto, acho o mercado (livre) imobiliário uma banha de cobra. Primeiro porque pode (e está, em Portugal) ser manipulado (empresas a comprarem edifícios e a nunca venderem as casas para aumentar os preços, por exemplo). Segundo porque não se trata de um bem qualquer. Terceiro porque apenas deixa os ricos mais ricos e não permite nem igualdade de oportunidade nesse mercado, sendo que não podes entrar sem ter muita sorte. Mas pronto, isso são coisas ideológicas e que não valem a pena discutir, porque ao que parece pessoas que acreditam nisto nunca vão deixar de acreditar.

O PIB sem ser perfeito e uma melhor indicacao do rendimento disponivel per capita do que o salario, uma vez que como dizes e o valor de todos os bens e servicos finais produzidos. E como e se que chega a esse valor desses bens? Alguem os comprou por esse valor... por isso e que o PIB pela optica do rendimento é a soma dos salarios, dos impostos líquidos de subsídios sobre a produção e importação e do excedente bruto de exploração...o mesmo pela optica da procura ou da despesa... Mas se calhar tu nao es de economia, por isso tas desculpado 😉

Se achas que o mercado livre e banha da cobra entao vamos por as coisas nestes moldes... Trocamos arrendamento por a profissao que tu tens... vamos dizer que es canalizador. Agora existem poucos canalizadores e enquanto que ha 20 anos apenas podias cobrar 10 euros por hora, hoje em dia consegues cobrar 100 (porque como e dificil de encontrar, as pessoas estao dispostas a pagar isso). No entanto vem o estado e diz que é injusto e o teu trabalho so vale 20 euros e que apartir de hoje so podes cobrar 20 euros por hora... Continuas a achar que o mercado livre e banha da cobra? Nao achas injusto que apenas os ricos tenham direito a que lhes tratem da canalizacao?

 

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Citação de Burkina2008, há 22 minutos:

O PIB sem ser perfeito e uma melhor indicacao do rendimento disponivel per capita do que o salario, uma vez que como dizes e o valor de todos os bens e servicos finais produzidos. E como e se que chega a esse valor desses bens? Alguem os comprou por esse valor... por isso e que o PIB pela optica do rendimento é a soma dos salarios, dos impostos líquidos de subsídios sobre a produção e importação e do excedente bruto de exploração...o mesmo pela optica da procura ou da despesa... Mas se calhar tu nao es de economia, por isso tas desculpado 😉

Se achas que o mercado livre e banha da cobra entao vamos por as coisas nestes moldes... Trocamos arrendamento por a profissao que tu tens... vamos dizer que es canalizador. Agora existem poucos canalizadores e enquanto que ha 20 anos apenas podias cobrar 10 euros por hora, hoje em dia consegues cobrar 100 (porque como e dificil de encontrar, as pessoas estao dispostas a pagar isso). No entanto vem o estado e diz que é injusto e o teu trabalho so vale 20 euros e que apartir de hoje so podes cobrar 20 euros por hora... Continuas a achar que o mercado livre e banha da cobra? Nao achas injusto que apenas os ricos tenham direito a que lhes tratem da canalizacao?

 

Se me dizem para eu começar a cobrar 20 euros à hora, se calhar os 100 que cobrava antes era desonesto

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E qual a importância do PIB pela óptica do rendimento para essa conversa? 

Talvez fosse mais curioso analisar a evolução das 3 diferentes ópticas e dos seus componentes, para se ver que o consumo privado em termos percentuais tem descido em relação às outras componentes. Em valores absolutos tem crescido muito ligeiramente, com uma pequena evolução nos últimos 3 anos, derivado provavelmente do aumento do consumo de maior parte da população mas também devido à entrada de muitos novos residentes estrangeiros. 

Tu percebes de economia o suficiente para manipulares os dados e para enganares alguém que não perceba, usando as componentes que te dão jeito e falando apenas dessas. Achar que a grande maioria da população tem outros rendimentos é incrível também, boa falta de noção. 

Por outro lado admiro a frontalidade em dizer que viver em Lisboa é um direito do capital, e não de quem sempre cá viveu. Muitos pensam o mesmo mas não o conseguem dizer directamente. 

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Citação de paladino77, há 2 horas:

 

Por outro lado admiro a frontalidade em dizer que viver em Lisboa é um direito do capital, e não de quem sempre cá viveu. Muitos pensam o mesmo mas não o conseguem dizer directamente. 

deixa-me pegar aqui só neste ponto para discorrer um pouco.

Eu nem tenho grande problema com essa realidade. Ou seja, é possivel que de facto Lisboa seja/deva/possa ser muito exclusive e só pode viver por lá quem tiver pastel para bancar os custos de lá viver. E com isso nenhum problema. O problema coloca-se com o facto de no nosso país haver pouca alternativa a Lisboa, no que toca a empregos para quem trabalho por conta de outrem, mercado para profissionais liberais, numa palavra, empregabilidade em geral. E isso é que leva a esta situação Kafkiana que temos actualmente de "não ganho o suficiente para viver em Lisboa; mas não posso sair daqui pq não tenho trabalho em Viseu/Viana/Évora/wtv"

Editado por IlidioMA

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Citação de Plagio o Original, há 16 horas:

Se me dizem para eu começar a cobrar 20 euros à hora, se calhar os 100 que cobrava antes era desonesto

Isso fazia com que ainda menos pessoas tivessem acesso a canalizadores, porque devido ao pagamento baixo, grande parte dos canalizadores existentes, procuravam uma outra profissao onde ganhassem mais...ou seja essa realidade era so perfeita se todos os empregos fossem a 20 euros a hora, ou seja: comunismo. Todos vimos como essa solucao e espectacular.

Citação de paladino77, há 4 horas:

E qual a importância do PIB pela óptica do rendimento para essa conversa? 

Talvez fosse mais curioso analisar a evolução das 3 diferentes ópticas e dos seus componentes, para se ver que o consumo privado em termos percentuais tem descido em relação às outras componentes. Em valores absolutos tem crescido muito ligeiramente, com uma pequena evolução nos últimos 3 anos, derivado provavelmente do aumento do consumo de maior parte da população mas também devido à entrada de muitos novos residentes estrangeiros. 

Tu percebes de economia o suficiente para manipulares os dados e para enganares alguém que não perceba, usando as componentes que te dão jeito e falando apenas dessas. Achar que a grande maioria da população tem outros rendimentos é incrível também, boa falta de noção. 

Por outro lado admiro a frontalidade em dizer que viver em Lisboa é um direito do capital, e não de quem sempre cá viveu. Muitos pensam o mesmo mas não o conseguem dizer directamente. 

1 - PIB é igual independentemente da optica com que o calculas

2 - Vamos ver que se o consumo privado se mantem constante, nao tenho dados disponiveis, mas de certeza que o esforco percentual das familias em Lisboa, que pagavam prestacao ao banco nos anos 90, nao e muito diferente do esforco que fazem hoje para pagar a renda. A grande diferenca esta no facto de antes o mercado de lisboa ser de compra e agora esta mais para o arrendamento (muito culpa dos juros baixos (muita gente investe em imobiiaria para compensar) e do facto de nao existir mais espaco para construir em Lisboa.

3 - Nao disse que a maioria da populacao tem outros rendimentos, disse que uma grande fatia da populacao em Lisboa tem empresas, investimentos, etc...muito mais do em outras zonas do pais, porque estamos na capital que sempre foi mais cara e porque o numero de empresas registadas em Lisboa e muito maior do que em outras zonas do pais.

4 - Viver em Lisboa nao e um direito adquirido e isso devia ser obvio. Se nao tambem seria obvio que se nascesses na Cova da Moura por muito que te esforcaces terias de ficar la a viver. 

 

Citação de IlidioMA, há 1 hora:

deixa-me pegar aqui só neste ponto para discorrer um pouco.

Eu nem tenho grande problema com essa realidade. Ou seja, é possivel que de facto Lisboa seja/deva/possa ser muito exclusive e só pode viver por lá quem tiver pastel para bancar os custos de lá viver. E com isso nenhum problema. O problema coloca-se com o facto de no nosso país haver pouca alternativa a Lisboa, no que toca a empregos para quem trabalho por conta de outrem, mercado para profissionais liberais, numa palavra, empregabilidade em geral. E isso é que leva a esta situação Kafkiana que temos actualmente de "não ganho o suficiente para viver em Lisboa; mas não posso sair daqui pq não tenho trabalho em Viseu/Viana/Évora/wtv"

Pouca alternativa a Lisboa? Ninguem esta a falar em viver em Viseu ou Evora. Mas podes viver em Mafra (por exemplo) por metade do preco medio do metro quadrado em Lisboa (como ja alguem colocou aqui no link (precos por concelho do destrito de Lx)).

Agora se achas que la porque as unicas empresas onde podes trabalhar serem no Saldanha e por isso deverias ter acesso a uma casa nas Avenidas novas por 300 euros de renda, podes continuar a sonhar...

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Citação de Black Hawk, Em 15/06/2019 at 03:48:

O Wincing tem razão na discussão das beatas dos cigarros. Se querem proibir o ato de deitar beatas ao chão, têm de criar pontos onde se possam depositar as ditas cujas. Em Coimbra, por exemplo, só as vejo nos centros comerciais.

Querer impor aos fumadores que carreguem um cinzeiro portátil também não me parece correto, da mesma forma que não se impõe ao cidadão comum que ande com um caixote do lixo portátil; pelo contrário, neste caso existem caixotes do lixo em abundância por todo o lado. É uma questão de colocarem cinzeiros da mesma forma onde os fumadores deposite as beatas.

E eu não sou fumador regular, portanto estou nesta discussão de forma totalmente imparcial.

caixote-de-lixo-exterior-50-lts.jpg

não têm destes espalhados pela cidade?

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Citação de Burkina2008, há 1 hora:

Pouca alternativa a Lisboa? Ninguem esta a falar em viver em Viseu ou Evora. Mas podes viver em Mafra (por exemplo) por metade do preco medio do metro quadrado em Lisboa (como ja alguem colocou aqui no link (precos por concelho do destrito de Lx)).

Agora se achas que la porque as unicas empresas onde podes trabalhar serem no Saldanha e por isso deverias ter acesso a uma casa nas Avenidas novas por 300 euros de renda, podes continuar a sonhar...

não disse isso assim como pões.

Mas deixa-me pegar no exemplo de Mafra que dás. O conceito de periferia de Lisboa está cada vez mais amplo. Antes era a Amadora, Odivelas e Almada. Depois expandiu-se para Sintra, Cascais, Vila Franca, Moita. Agora já vem em Mafra, Torres Vedras, Samora Correia, Setúbal. Qualquer dia estará em Peniche, Santarém, Montemor o Novo. Andamos a "ser expulsos" cada vez para mais longe de Lisboa, para perdermos metade da vida na commute de e para Lisboa, acenando-nos com um falso chavão "hey, ainda está nas zona de Lisboa".

 

Quando eu falava de alternativas, estava mesmo a falar de alternativas. A única que tens é ires para "a Zona do Porto", o que, do mesmo modo, já pode significar viveres em Aveiro, Braga ou Amarante e trabalhares no Porto. Ou seja, não é uma verdadeira alternativa, é mais do mesmo só que um graus de latitude mais a norte.

Ora isto é um país esquizofrénico. De oito ou oitenta. Só tem duas áreas de urbe e dinamismo (ou seja de empregabilidade e oportunidades). Tudo o resto do país é vetado a um deserto de oportunidades económicas. Mesmo as cidades capitais de distrito (Braganças, Évoras, Castelos Brancos, enfim) são um marasmo de oportunidades. E isso é que está fundamentalmente de errado na estruturação do país. Esta concentração bicéfala de tudo (e todos) em duas já de si sobrelotadas áreas, que cada vez sobrelotam mais, sorvendo pari passu todo o resto do país, que já abdicou de metade de si, deixando-a a definhar e perpetuamente nem sequer a tentado revigorar, com sangue novo, oportunidades novas, gente que chegue, que fique, que faça a vida. Não. Tu que nasces na Amadora ficas na Amadora (ou vais para Mafra); tu que nasceste no Sabugal...vais para a Amadora também; e a Guarda ali tão perto? Não vai para lá ninguém. Definha ao mesmo ritmo que a "zona de Lisboa" expande.

Editado por IlidioMA

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Citação de Plagio o Original, há 3 horas:

burkina, ir de 100 euros à hora ser desonesto para comunismo é um ginástica mental fabulosa

Nao foi nada disso que eu disse...

Bem quando tiveres pronto a sair da conversa da taberna, avisa...

Citação de IlidioMA, há 2 horas:

não disse isso assim como pões.

Mas deixa-me pegar no exemplo de Mafra que dás. O conceito de periferia de Lisboa está cada vez mais amplo. Antes era a Amadora, Odivelas e Almada. Depois expandiu-se para Sintra, Cascais, Vila Franca, Moita. Agora já vem em Mafra, Torres Vedras, Samora Correia, Setúbal. Qualquer dia estará em Peniche, Santarém, Montemor o Novo. Andamos a "ser expulsos" cada vez para mais longe de Lisboa, para perdermos metade da vida na commute de e para Lisboa, acenando-nos com um falso chavão "hey, ainda está nas zona de Lisboa".

 

Quando eu falava de alternativas, estava mesmo a falar de alternativas. A única que tens é ires para "a Zona do Porto", o que, do mesmo modo, já pode significar viveres em Aveiro, Braga ou Amarante e trabalhares no Porto. Ou seja, não é uma verdadeira alternativa, é mais do mesmo só que um graus de latitude mais a norte.

Ora isto é um país esquizofrénico. De oito ou oitenta. Só tem duas áreas de urbe e dinamismo (ou seja de empregabilidade e oportunidades). Tudo o resto do país é vetado a um deserto de oportunidades económicas. Mesmo as cidades capitais de distrito (Braganças, Évoras, Castelos Brancos, enfim) são um marasmo de oportunidades. E isso é que está fundamentalmente de errado na estruturação do país. Esta concentração bicéfala de tudo (e todos) em duas já de si sobrelotadas áreas, que cada vez sobrelotam mais, sorvendo pari passu todo o resto do país, que já abdicou de metade de si, deixando-a a definhar e perpetuamente nem sequer a tentado revigorar, com sangue novo, oportunidades novas, gente que chegue, que fique, que faça a vida. Não. Tu que nasces na Amadora ficas na Amadora (ou vais para Mafra); tu que nasceste no Sabugal...vais para a Amadora também; e a Guarda ali tão perto? Não vai para lá ninguém. Definha ao mesmo ritmo que a "zona de Lisboa" expande.

OK mas isso nao tem nada que ver com rendas em Lisboa, tem que ver com falta de alternativas no resto do pais.

Infelizmente essa realidade nao vai mudar e nao e uma coisa de Portugal. Qualquer pais periferico do nosso tamanha funciona assim. Vais a Grecia e saindo de Atenas e Tessaloniki é o mesmo marasmo, vais a Finlandia e tirando Helsinki e Turku é um deserto, vais a Bulgaria e tirando Sofia e Plovdiv, o resto do pais parece que ficou nos anos 60...

(Em todos estes casos estou a excluir a zonas turisticas como algumas ilhas gregas, a zona de Rovaniemi/Levi ou as prais da costa bulgara, porque em comparacao nos tambem temos o Algarve e a Madeira)

Mesmo se fores a Italia, entre Firenze e a Sicilia (com a excepcao de Roma) a nivel de oportunidades excluindo o turismo, nao existe nada...

Isto nao e culpa do Estado, mas sim do facto de sermos perifericos e um pais de servicos. A situacao e dificil de mudar ou mesmo que fosse possivel a mesma tornava-se economicamente inviavel. Imagina que queres que Portalegre atraia empresas: tinhas que lhes dar grandes beneficios fiscais. Tambem tinhas de criar infrastruturas que suportassem o crescimento exponencial: um aeroporto seria muito importante, aeroporto esse que numa fase inicial teria que ser o estado a subsidiar as rotas, porque enquanto as empresas nao se instalassem, que companhias de aviacao quereriam abrir rotas para Portalegre? (Ver o exemplo de Beja ou de inumeras cidades em Espanha que criaram aeroportos que hoje em dia ou fecharam)

Mas se calhar tu tens a solucao para o problema...sendo que ja se percebeu que descentralizar servicos do estado para esses sitios é basicamente criar custos ao estado, porque 99% das pessoas que vivem em Lisboa, nao se querem mudar para Braganca (por exemplo)

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Citação de Burkina2008, há 15 minutos:

Nao foi nada disso que eu disse...

Bem quando tiveres pronto a sair da conversa da taberna, avisa...

OK mas isso nao tem nada que ver com rendas em Lisboa, tem que ver com falta de alternativas no resto do pais.

Infelizmente essa realidade nao vai mudar e nao e uma coisa de Portugal. Qualquer pais periferico do nosso tamanha funciona assim. Vais a Grecia e saindo de Atenas e Tessaloniki é o mesmo marasmo, vais a Finlandia e tirando Helsinki e Turku é um deserto, vais a Bulgaria e tirando Sofia e Plovdiv, o resto do pais parece que ficou nos anos 60...

(Em todos estes casos estou a excluir a zonas turisticas como algumas ilhas gregas, a zona de Rovaniemi/Levi ou as prais da costa bulgara, porque em comparacao nos tambem temos o Algarve e a Madeira)

Mesmo se fores a Italia, entre Firenze e a Sicilia (com a excepcao de Roma) a nivel de oportunidades excluindo o turismo, nao existe nada...

Isto nao e culpa do Estado, mas sim do facto de sermos perifericos e um pais de servicos. A situacao e dificil de mudar ou mesmo que fosse possivel a mesma tornava-se economicamente inviavel. Imagina que queres que Portalegre atraia empresas: tinhas que lhes dar grandes beneficios fiscais. Tambem tinhas de criar infrastruturas que suportassem o crescimento exponencial: um aeroporto seria muito importante, aeroporto esse que numa fase inicial teria que ser o estado a subsidiar as rotas, porque enquanto as empresas nao se instalassem, que companhias de aviacao quereriam abrir rotas para Portalegre? (Ver o exemplo de Beja ou de inumeras cidades em Espanha que criaram aeroportos que hoje em dia ou fecharam)

Mas se calhar tu tens a solucao para o problema...sendo que ja se percebeu que descentralizar servicos do estado para esses sitios é basicamente criar custos ao estado, porque 99% das pessoas que vivem em Lisboa, nao se querem mudar para Braganca (por exemplo)

deixa-me só começar por itália para dizer que não concordo muito com o que dizes (mas só conheço a Itália do Norte).

 

Eu soluções não tenho. Para nada. Nem para mim, quanto mais para os outros.

Mas  há uma medida que eu tenho reflectido para tentar inverter a desertificação do interior. Era uma medida demasiado radical, mas cá vai:

Fecharem todas as universidades públicas do Litoral, ou pelo menos de Lisboa e Porto. Caput. Toda a rapaziada ir estudar para a Covilhã e Évora e assim. Os Srs Professores? Ia tudo tb. Claro que isto é uma proposta improponível.

 

Mas pelo menos essa futura medida que está na forja de acabar com as propinas devia apenas ser aplicada ao Interior. E as propinas no Litoral deviam duplicar. O ensino Superior é a única maneira de atrair jovens para o interior. Aliás, voltando ao início é um grande factor de fixação das populações na própria Itália, em que há grandes e conceituadas universidades em cidadezecas tipo Pádua, Peruggia, etc.

Editado por IlidioMA

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Citação de Burkina2008, há 5 horas:

Isso fazia com que ainda menos pessoas tivessem acesso a canalizadores, porque devido ao pagamento baixo, grande parte dos canalizadores existentes, procuravam uma outra profissao onde ganhassem mais...ou seja essa realidade era so perfeita se todos os empregos fossem a 20 euros a hora, ou seja: comunismo. Todos vimos como essa solucao e espectacular.

 

Citação de Burkina2008, há 40 minutos:

Nao foi nada disso que eu disse...

Bem quando tiveres pronto a sair da conversa da taberna, avisa...

????

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Citação de IlidioMA, há 27 minutos:

deixa-me só começar por itália para dizer que não concordo muito com o que dizes (mas só conheço a Itália do Norte).

 

Eu soluções não tenho. Para nada. Nem para mim, quanto mais para os outros.

Mas  há uma medida que eu tenho reflectido para tentar inverter a desertificação do interior. Era uma medida demasiado radical, mas cá vai:

Fecharem todas as universidades públicas do Litoral, ou pelo menos de Lisboa e Porto. Caput. Toda a rapaziada ir estudar para a Covilhã e Évora e assim. Os Srs Professores? Ia tudo tb. Claro que isto é uma proposta improponível.

 

Mas pelo menos essa futura medida que está na forja de acabar com as propinas devia apenas ser aplicada ao Interior. E as propinas no Litoral deviam duplicar. O ensino Superior é a única maneira de atrair jovens para o interior. Aliás, voltando ao início é um grande factor de fixação das populações na própria Itália, em que há grandes e conceituadas universidades em cidadezecas tipo Pádua, Peruggia, etc.

Em Italia todas as zonas abaixo de Roma teem um nivel de desenvolvimento igual ao Alentejo...isto e um dado estatistico (basta procurar) e sei porque trabalhei 3 anos em Milao e a minha mulher é de uma cidade pequena da Puglia (Polignano al Mare, sitio encantador mas apenas para passar ferias...)

Padova é um mau exemplo, porque o Norte de Italia basicamente bebe do facto de estar ainda no centro da Europa e ser muito industrializado. Again, se Portalegre estivesse no meio da Europa, seria uma cidade bastante mais atractiva.

Perugia é um melhor exemplo, mas a cidade tem uma coisa de raiz mais antiga que é a industria do chocolate, que criou alguns servicos a volta que fazem com que tenha algum dinamismo 

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Citação de El Shafto, Em 15/06/2019 at 10:29:

E essas pessoas querem que a sociedade chegue até elas?

Tendo em conta que acabam por representar uma parte muito grande da população eu diria que é obrigação da sociedade tentar integrá-los. Educá-los. E se os mais velhos já é mais difícil, é educar os mais novos e esses geralmente acabam por ajudar a educar a restante família. 

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Citação de Burkina2008, há 15 horas:

 

1 - PIB é igual independentemente da optica com que o calculas

2 - Vamos ver que se o consumo privado se mantem constante, nao tenho dados disponiveis, mas de certeza que o esforco percentual das familias em Lisboa, que pagavam prestacao ao banco nos anos 90, nao e muito diferente do esforco que fazem hoje para pagar a renda. A grande diferenca esta no facto de antes o mercado de lisboa ser de compra e agora esta mais para o arrendamento (muito culpa dos juros baixos (muita gente investe em imobiiaria para compensar) e do facto de nao existir mais espaco para construir em Lisboa.

3 - Nao disse que a maioria da populacao tem outros rendimentos, disse que uma grande fatia da populacao em Lisboa tem empresas, investimentos, etc...muito mais do em outras zonas do pais, porque estamos na capital que sempre foi mais cara e porque o numero de empresas registadas em Lisboa e muito maior do que em outras zonas do pais.

4 - Viver em Lisboa nao e um direito adquirido e isso devia ser obvio. Se nao tambem seria obvio que se nascesses na Cova da Moura por muito que te esforcaces terias de ficar la a viver. 

A grande diferença é que antes as pessoas estavam a pagar para o seu património, enquanto hoje estão a pagar para daqui a 40 anos não terem nada a mostrar por isso. Basicamente continua a aumentar o desequilíbrio económico.

Mas tu achas mesmo que mais de 15% da população em Lisboa tem outros rendimentos ou investimentos? (e desses potenciais 15%, quais as de capital nacional?) 

Existem dois mundos diferentes e claramente nenhum deles conhece o outro. Numa conversa de amigos meus com backgrounds económicos distintos, a falar da doença de um familiar, o gajo pergunta ao outro se a avó não tem 10000€ guardados para ir fazer os tratamentos ao Champalimaud. Mal tem ele noção que a grande maioria nem tem essa poupança em todo o agregado familiar.. 

Não é um direito adquirido, mas agora à aqui algo essencial, relativamente à globalização. Somos a favor que daqui a 20 anos grande parte da população da  cidade seja estrangeira, ou preferimos criar hipóteses para a população portuguesa poder viver na sua capital? Eu penso que cada vez mais nos inclinamos para a primeira opção ocorrer, e não era contra isso se os níveis salariais em Portugal não fossem tão disnivelados em comparação aos outros países mais desenvolvidos com quem estamos a tentar competir.

 

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Sei que venho tarde, mas quero ver o polícia que vai multar 200 euros a um grupo de gandins a mandar beatas para o chão no Cerco, por exemplo.

Editado por Hammerfall

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Os filtros de ganza também dão multa?

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Citação de Che, há 51 minutos:

Os filtros de ganza também dão multa?

Por enquanto não. Mas o PAN está, afincadamente, a trabalhar em prol desse objetivo.

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Gostei da discussão do burkina com o Ilídio, mas há algum país que não seja “centralizado”? 

Talvez Bélgica e Holanda um pouco menos mas são países mais pequenos e com mais população que o nosso. 

Portugal acaba por ser “grande” para a população que tem, ainda pra mais com a população envelhecida que tem. 

 

Mesmo aqui em França têm Paris e depois há as outras cidades que têm alguma população mas muito devido a nem todas as pessoas poderem viver em Paris. 

Tens Marselha, e depois Lyon/Bordéus que cresceram muito porque os “parisienses” ficaram fartos de Paris e quiseram descobrir outros sítios, Toulouse que tem uma boa população, e depois há cidades como Rennes que é universitária. 

Agora temos de ver o tamanho do país, e entre Toulouse a Bordéus que são cidades próximas há 200/250 kms que no meio é mato. “Não há nada”, é agricultura e pequenas fábricas, algumas indústrias mas nada que faça as pessoas ficar. 

Acho que quando se fala em países que são centralizados há que ver a relação tamanho/população também em conta. E acaba por ser normal querer viver perto da “grande cidade”, infelizmente, e não vejo como se mudar isso 

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Luxemburgo, que é um País minúsculo, tem uma parte Norte onde não se passa nada, as pessoas vão para o Sul do País que é onde há mais indústria e transportes.

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