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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Mayday, há 22 horas:

A 25ª hora acabou e voltam a reunir-se amanhã, numa negociação que devia ter ficado resolvida hoje. 

Os países frugais não cedem e só há acordo se os outros países aceitarem as suas condições. Menos dinheiro, muitas reformas e possibilidade dos países frugais controlarem directamente os outros países.

Pensava que a reunião durava até Domingo, ainda assim parece que vai ser necessário mais um conselho extraordinário para se acertar o resto. Ainda assim, tenho a certeza que mais tarde ou mais cedo vai-se chegar ou um acordo e sem haver controlo directo de certos Países sobre outros, isso é inaceitável e faz parte da dramatização decorrente destas negociações. 

 

Citação de Mayday, há 22 horas:

Porque há claramente países que não precisam tanto do dinheiro europeu como outros e acham que pagam mais do que recebem,

Mas isso sempre foi assim, e a esses Países também lhes convém ter mais mercado para exportar os seus produtos. É uma relação que beneficia ambos. 

Citação

porque há países que têm cada vez menos interesse em ter as fronteiras abertas e com livre circulação de pessoas, porque há países (Hungria e Polónia) que começam a rejeitar os valores democráticos europeus, porque Brexit...

 

O Brexit teve um impacto positivo na opinião pública dos Estados Europeus sobre a União Europeia. A bagunça negocial foi tão grande que as pessoas acabaram por se aperceber das vantagens da União Europeia. Mesmo certos Partidos Nacionalistas europeus abandonaram a deriva da dissolução e agora preferem ''reformar'' e isso diz muito do quão até mesmo o eleitorado mais nacionalista está com pouca vontade de dissolver a UE:

 Quanto a Países como a Hungria e Polónia, eles são daqueles cujas opiniões públicas são mais favoráveis à UE. Acima de 90% do eleitorado nesses Países gostam da UE. 

Citação de Slade, há 22 horas:

Tens a saída do UK, tens mais 2 ou 3 países que mais cedo ou mais tarde saiem: tens a desorganização completa da UE durante a pandemia; tens a falta de solidariedade entre países que, na teoria, era uma das bandeiras da UE

Há aqui um equívoco enorme. A UE não tem competência ao nível de saúde, a gestão da pandemia é da responsabilidade dos Estados Membros. Ainda assim ao nível da saúde foram feitos avanços enormes, infelizmente não são tão noticiados, porque é mais fácil e vende mais dizer que a UE é um desastre. 

Como disse, continuo a acreditar num acordo, com mais ou menos dinheiro e mais ou menos controlo sobre a forma como os fundos vão ser aplicados. Acho é necessário convergência e solidariedade em tempos difíceis e vai existir, mas não se pode pedir que isso seja feito rapidamente e sem nenhuma negociação. As pessoas que vivem em Países ricos vivem razoavelmente bem, mas não vivem como sheiks no médio oriente e o que se vai fazer (e o que se faz com os fundos europeus) é tirar dinheiro do bolso deles para colocar no nosso, nenhum País faz isso de ânimo leve nem sem critérios. 

Editado por ascom
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Citação de ascom, há 51 minutos:

Como disse, continuo a acreditar num acordo, com mais ou menos dinheiro e mais ou menos controlo sobre a forma como os fundos vão ser aplicados. Acho é necessário convergência e solidariedade em tempos difíceis e vai existir, mas não se pode pedir que isso seja feito rapidamente e sem nenhuma negociação. As pessoas que vivem em Países ricos vivem razoavelmente bem, mas não vivem como sheiks no médio oriente e o que se vai fazer (e o que se faz com os fundos europeus) é tirar dinheiro do bolso deles para colocar no nosso, nenhum País faz isso de ânimo leve nem sem critérios. 

Há-de surgir um acordo, sem dúvida, veremos é para quem será melhor. Isto não é um programa de resgate devido aos deslizes ou desnortes económico-financeiros de um País. Trata-se de uma situação excepcional e nunca antes vivida.

Como a corda parte sempre no lado mais fraco, os frugais vão levar a sua avante. Isto é a minha leitura.

Ora, isto pode criar uma espécie de cisão na União Europeia, desde o início que os frugais estão a levantar entraves.

Não estou a dizer que estão certos ou errados, agora num prisma de solidariedade (veja-se este que é um dos objetivos da União Europeia: "reforçar a coesão económica, social e territorial e a solidariedade entre os países da UE") estão a falhar redondamente.

No futuro, caso estes países necessitem, é improvável, mas pode ocorrer, veremos se os que saírem prejudicados agora, partindo do pressuposto que são os elos mais fracos, não irão retaliar. Esta situação é bastante propícia a este género de cisões.

Editado por Vaart10

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Isto não é assim tão linear. 

Na UE, tanto Alemanha como França (mas sobretudo a primeira) são decisivos nesta decisão. Basta que as duas alinhem uma estrategia que esses pequenos paises entram na linha. E vai ser isso que vai acontecer, sobretudo porque também do lado do Leste, Hungria e Polonia (por outras razões) já se estão a passar com os Holandeses. 

A Dinamarca, Finlandia, Austria e Holanda representam 5% da UE, não vão levar a deles avante.

No entanto e isto é uma ressalva, também não se deve demonizar alguns destes paises e faz todo o sentido que se a UE tem fundos para, por exemplo melhorar hospitais, o Estado lá por ser soberano, va comprar uma frota nova de carros para o governo com esse dinheiro...

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Citação de ascom, há 1 hora:

Pensava que a reunião durava até Domingo, ainda assim parece que vai ser necessário mais um conselho extraordinário para se acertar o resto. Ainda assim, tenho a certeza que mais tarde ou mais cedo vai-se chegar ou um acordo e sem haver controlo directo de certos Países sobre outros, isso é inaceitável e faz parte da dramatização decorrente destas negociações. 

Pelas declarações de alguns dos participantes a coisa não está assim tão segura. De almoço passou para jantar, e agora fizeram uma pausa para acalmar as coisas porque o ambiente está tenso. Na melhor das hipóteses há fumo branco de madrugada.

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Citação de Mayday, há 1 minuto:

Pelas declarações de alguns dos participantes a coisa não está assim tão segura. De almoço passou para jantar, e agora fizeram uma pausa para acalmar as coisas porque o ambiente está tenso. Na melhor das hipóteses há fumo branco de madrugada.

Acredito que terá de ser feito mais um conselho extraordinário.

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Não me parece que cheguem a um consenso sem alguém dar um murro na mesa primeiro.

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Internem este louco, e não estou a falar do Trump.

 

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E o Jorge Mendes não está em Bruxelas para fechar o acordo porquê?

 

Editado por ascom

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Quase três da manhã em Bruxelas e tudo na mesma.

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Aparentemente os Países frugais estão a aproximar-se dos 375 biliões em termos de subvenções(inicialmente eram 500 biliões). Supostamente 400 biliões são uma linha vermelha de Itália e Alemanha/França.

 

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Citação de Vaart10, há 4 horas:

Não estou a dizer que estão certos ou errados, agora num prisma de solidariedade (veja-se este que é um dos objetivos da União Europeia: "reforçar a coesão económica, social e territorial e a solidariedade entre os países da UE") estão a falhar redondamente.

No futuro, caso estes países necessitem, é improvável, mas pode ocorrer, veremos se os que saírem prejudicados agora, partindo do pressuposto que são os elos mais fracos, não irão retaliar. Esta situação é bastante propícia a este género de cisões.

Aqui a que eu discrepo; acho que durante décadas fomos sempre pelo prisma da solidariedade, tantos os Países do sul que precisam tantos certas narrativas políticas do norte da europa que não querem pagar mais. 

Isto é muito mais que solidariedade, é sobre evitar uma crise no mercado único europeu que é destinatário de 400 biliões das exportações da Holanda. Uma crise que atinge severamente os Países do Sul vai atingir também, duramente os Países do Norte. Isto tem de ser visto mais para fazer uma Europa forte o que vai beneficiar todos os Países, não como dar dinheiro a pobrezinhos. As opiniões públicas de certos Países Europeus vão sentir-se menos incomodadas por ajudar Países do Sul se souberem que vão vender mais carros, mais frigoríficos etc etc do que se sentirem que estão simplesmente a ajudar, porque aí é mais complicado, nós não somos um Povo, é difícil existir solidariedade quando não existem assim tantos laços em comum. 

Citação de Burkina2008, há 3 horas:

 

No entanto e isto é uma ressalva, também não se deve demonizar alguns destes paises e faz todo o sentido que se a UE tem fundos para, por exemplo melhorar hospitais, o Estado lá por ser soberano, va comprar uma frota nova de carros para o governo com esse dinheiro...

Sim, e para fazer investimentos em setores chave. Eu acho que é benéfico que exista mais controlo sobre como o dinheiro é gasto porque na verdade existe muita fraude neste aspeto e muito dinheiro mal aplicado 

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Citação de jean-luc godard, há 19 minutos:

retoma às 4 da manhã, ninguém dorme

EU sinceramente não me lembro de muitos conselhos da europa importantes que não tenham acabado de madrugada. Em um deles, às 4 da manhã a Grécia estava fora do Europa e depois de um esforço final lá conseguiram chegar a um acordo às 8 da manhã. 

É controverso dizer, mas isto é que o que mantém a UE unida. 

Editado por ascom

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E a quantidade de fábricas que tem ardido nos últimos dias? Que vergonha.

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Citação de ascom, há 5 horas:

As opiniões públicas de certos Países Europeus vão sentir-se menos incomodadas por ajudar Países do Sul se souberem que vão vender mais carros, mais frigoríficos etc etc do que se sentirem que estão simplesmente a ajudar, porque aí é mais complicado, nós não somos um Povo, é difícil existir solidariedade quando não existem assim tantos laços em comum. 

@ascom, mas isso é um trabalho de comunicação que deve ser desencadeado pelos Governos desses Países. Os governantes sabem disso, mas o comum mortal não. Nos Países do Sul, se não se chega a um acordo benéfico, é bem possível haver ressentimentos.

A reunião vai ser retomada às 15h00m.

Ontem passei pela TVI, para ver o comentário do Portas e queria confirmar algo, é verdade que França e Alemanha estão a apostar em programas de baixa de alguns impostos? Se sim, no nosso Orçamento Suplementar está referido algo semelhante?

Editado por Vaart10

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Citação de Vaart10, há 2 horas:

Ontem passei pela TVI, para ver o comentário do Portas e queria confirmar algo, é verdade que França e Alemanha estão a apostar em programas de baixa de alguns impostos? Se sim, no nosso Orçamento Suplementar está referido algo semelhante?

A Alemanha baixou as taxas de IVA temporariamente, até 31/12. Essa treta já me deu demasiadas chatices profissionalmente.

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Portugal tem é que começar a fazer dumping fiscal como alguns desses países fazem. O que fazemos com as reformas temos que começar a fazer com as empresas.

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Citação de Vaart10, há 3 horas:

@ascom, mas isso é um trabalho de comunicação que deve ser desencadeado pelos Governos desses Países. Os governantes sabem disso, mas o comum mortal não. Nos Países do Sul, se não se chega a um acordo benéfico, é bem possível haver ressentimentos.

A reunião vai ser retomada às 15h00m.

Ontem passei pela TVI, para ver o comentário do Portas e queria confirmar algo, é verdade que França e Alemanha estão a apostar em programas de baixa de alguns impostos? Se sim, no nosso Orçamento Suplementar está referido algo semelhante?

Em França o que tenho ouvido é no não aumento de impostos apesar de todas as ajudas que têm dado a empresas e micro empresas. 

Por exemplo, já recebi como ajuda o equivalente a 2 meses e meio de encargos 

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TAP. Mais um nome na calha para CEO

Então o Pedro Nuno Santos, pondera o "afilhado" do Carlos César para CEO da TAP? O gajo que enfiou a SATA num buraco (os CEOs que o seguiram, continuaram a cavar o buraco com o consentimento do GRA) , que não tem fim à vista? 

 

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os dissidentes do Chega querem criar um novo partido político e com o nome que tem não escondem ao que vão: Liga Nacional.

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Citação de ascom, há 12 horas:

Eu acho que é benéfico que exista mais controlo sobre como o dinheiro é gasto porque na verdade existe muita fraude neste aspeto e muito dinheiro mal aplicado 

Isso é muito diferente daquilo que a Holanda quer: a possibilidade de alguns estados controlarem os outros estados.

Editado por Mayday

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Citação de Mayday, há 49 minutos:

Isso é muito diferente daquilo que a Holanda quer: a possibilidade de alguns estados controlarem os outros estados.

Isso não é bem assim, o que a Holanda quer é decidir que se te dá $ possa decidir onde o dinheiro seja gasto. Não discordo...

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Citação de Burkina2008, há 2 minutos:

Isso não é bem assim, o que a Holanda quer é decidir que se te dá $ possa decidir onde o dinheiro seja gasto. Não discordo...

O que faz todo o sentido até. Estranho é não ser assim há mais tempo 

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Citação de Jimpo, Agora:

O que faz todo o sentido até. Estranho é não ser assim há mais tempo 

Hmm...pois vamos ver, é normalmente assim apesar do controlo em outros tempos não ter sido tão apertado

Agora no passado, basicamente davam te dinheiro para gastares na Saude e tu fazias o que querias com esse dinheiro desde que o gastasses na area da Saude. Isso podia ser desde comprar vacinas até comprar um carro para o director do hospital

O que esses paises querem é que Portugal (por exemplo) diga que com 100 M Euros vai construir (por exemplo) um novo hospital. Depois esses paises ou a UE tem de aprovar que o dinheiro na saude se gaste para esse fim.

Imagina que agora eu com esses 100 Milhoes de Euros queria subsidiar todos os medicamentos de toda a gente que ganhe menos de 1000 Euros. Esses paises antes de concordarem com a medida dizem-te: "Ok então com esses 100M Euros quanto tempo consegues manter essa iniciativa?" "E quando isso passar, como vai continuar a financiar essa iniciativa?"

Basicamente planeamento a medio/longo prazo que é algo que falta nos paises do Sul, sobretudo pela constante queda dos governos e mudancas continuas de politicas em areas estrategicas

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