Ticampos Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de HappyKing, há 5 minutos: Falo do Ventura porque equiparaste a prestação dos dois ao atribuir a mesma nota a ambos. Quando um deles foi antidemocrático e o outro não ao atribuir-se a mesma nota estamo-nos a colocar ao lado do primeiro e da antidemocracia que mostrou. Então se um candidato for democrático por pior que esteja nunca leva 0? Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Ticampos, Agora: Então se um candidato for democrático por pior que esteja nunca leva 0? Se do outro lado existir alguém que não o foi. como é o caso, sim. Até pode levar 1 para representar que esteve muito mal. Mas tem, a meu ver naturalmente, que existir uma diferenciação positiva sobre quem defende os valores democráticos e quem não os defende. 1 Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de HappyKing, há 1 minuto: Se do outro lado existir alguém que não o foi. como é o caso, sim. Até pode levar 1 para representar que esteve muito mal. Mas tem, a meu ver naturalmente, que existir uma diferenciação positiva sobre quem defende os valores democráticos e quem não os defende. Ok, aceito. Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Mica, há 25 minutos: O Raimundo é fraco mas o prego no caixão do PCP é a política externa. foi por isso que o Ventura andou logo a puxar para a posição deles sobre a UE e o euro Compartilhar este post Link para o post
Sandes. Publicado 10 Fevereiro 2024 Lol @HappyKing tens muita paciência para o @Ticampos, nota-se que nem leu a justificação das pontuações Compartilhar este post Link para o post
Mica Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Puto Perdiz, Agora: foi por isso que o Ventura andou logo a puxar para a posição deles sobre a UE e o euro Esse é esperto. Quando a guerra começou ele apresentou uma posição ambígua e os amigos dele por essa Europa fora sempre aparentaram apoiar Putin. Quando reparou que os portugueses estavam fortemente do lado da Ucrânia passou a apoiar a Ucrânia. O mesmo com os imigrantes. Teve sempre uma posição forte contra a imigração, mas como já toda a gente reparou que a imigração está a trazer muito mais coisas positivas do que negativas, agora a imigração já é boa, só tem de ser controlada. Peço desculpa por apresentar o Chega pela milionésima vez. 1 Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 10 Fevereiro 2024 (editado) Citação de Sandes., há 37 minutos: Lol @HappyKing tens muita paciência para o @Ticampos, nota-se que nem leu a justificação das pontuações Li. O que tem? Continuo a não concordar com o 4 do Raimundo. E continuo a achar que não é por ser democrático que merece um 4. Aceito que leve 1. Mas não é pela democracia maior ou menor de um candidato que se mede quem sobressaiu num debate ou mobilizou eleitorado. E é por isso que estas avaliações em geral não fazem sentido. Qual é o criterio dos comentadores? Quem sobressaiu mobilizando eleitorado? Quem tem razão nos argumentos? Quem transmite emocionalmente energia mais positiva? Isso não está explícito e leva a atribuições de notas contraditórias. Devia ser explícito desde inicio qual o critério. É que no primeiro caso o Raimundo perde de largo, mas nos últimos 2 ganha de largo. Editado 10 Fevereiro 2024 por Ticampos Compartilhar este post Link para o post
Pavel Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Ticampos, há 20 minutos: Li. O que tem? Continuo a não concordar com o 4 do Raimundo. E continuo a achar que não é por ser democrático que merece um 4. Aceito que leve 1. Mas não é pela democracia maior ou menor de um candidato que se mede quem sobressaiu num debate ou mobilizou eleitorado. E é por isso que estas avaliações em geral não fazem sentido. Qual é o criterio dos comentadores? Quem sobressaiu mobilizando eleitorado? Quem tem razão nos argumentos? Quem transmite emocionalmente energia mais positiva? Isso não está explícito e leva a atribuições de notas contraditórias. Devia ser explícito desde inicio qual o critério. É que no primeiro caso o Raimundo perde de largo, mas nos últimos 2 ganha de largo. tá bem abelha Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Pavel, há 21 minutos: tá bem abelha Ainda bem que concordas. Compartilhar este post Link para o post
Jamarcus Publicado 10 Fevereiro 2024 Já eu acho a questão de se avaliar debates completamente idiota, é continuar a tratar isto como se fosse um jogo de bola. É antevisão, é rescaldo, é classificações. Que maneira tão deturpada de olhar para política. 18 Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Jamarcus, há 11 minutos: Já eu acho a questão de se avaliar debates completamente idiota, é continuar a tratar isto como se fosse um jogo de bola. É antevisão, é rescaldo, é classificações. Que maneira tão deturpada de olhar para política. 20€ e dou o valor que quiserem. Compartilhar este post Link para o post
Jamarcus Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de kareca, há 3 minutos: 20€ e dou o valor que quiserem. 20€ e dás 10/10 ao meu post, please. 1 1 Compartilhar este post Link para o post
Jpa Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Jamarcus, há 38 minutos: Já eu acho a questão de se avaliar debates completamente idiota, é continuar a tratar isto como se fosse um jogo de bola. É antevisão, é rescaldo, é classificações. Que maneira tão deturpada de olhar para política. No final do debate entre a Mariana Mortágua e o Rui Tavares, os comentadores da SICN estavam a dizer que "foi um mau debate, porque mais pareciam amigos", quando, na verdade, falaram e trocaram ideias como pessoas civilizadas. Mas, claro, as televisões não procuram isto. 4 Compartilhar este post Link para o post
Rain Dog Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Jamarcus, há 57 minutos: Já eu acho a questão de se avaliar debates completamente idiota, é continuar a tratar isto como se fosse um jogo de bola. É antevisão, é rescaldo, é classificações. Que maneira tão deturpada de olhar para política. opinião pouco popular mas o próprio conceito de debate sempre foi uma parvoíce de todo o tamanho e não passa de um concurso de vaidade para encher os egos de gente adulta que nunca deixou de pensar como crianças. É a evolução de ch*par no dedo. Compartilhar este post Link para o post
Hidden Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Jamarcus, há 1 hora: Já eu acho a questão de se avaliar debates completamente idiota, é continuar a tratar isto como se fosse um jogo de bola. É antevisão, é rescaldo, é classificações. Que maneira tão deturpada de olhar para política. É o Big Brother da vida real. Comentadores, notas, só falta colocarem nomeações e expulsões no parlamento. Compartilhar este post Link para o post
Jamarcus Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Rain Dog, há 4 minutos: opinião pouco popular mas o próprio conceito de debate sempre foi uma parvoíce de todo o tamanho e não passa de um concurso de vaidade para encher os egos de gente adulta que nunca deixou de pensar como crianças. É a evolução de ch*par no dedo. Estes debates assim, concordo. Mas acho que há valor num debate bem feito. Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Rain Dog, há 16 minutos: opinião pouco popular mas o próprio conceito de debate sempre foi uma parvoíce de todo o tamanho e não passa de um concurso de vaidade para encher os egos de gente adulta que nunca deixou de pensar como crianças. É a evolução de ch*par no dedo. É mt triste, não dá para levar a sério gente assim. São iguais àquelas pessoas q gostam de mostrar que têm mais que os outros Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Jamarcus, há 1 hora: Já eu acho a questão de se avaliar debates completamente idiota, é continuar a tratar isto como se fosse um jogo de bola. É antevisão, é rescaldo, é classificações. Que maneira tão deturpada de olhar para política. Eu estou a adorar. Até já estou a fazer um campeonato baseado nas pontuações que o @Lebohang aqui tem colocado, aplicando o critério de eliminar a pontuação mais alta e a pontuação mais baixa atribuída pelos avaliadores. Quanto à qualidade dos debates o melhor até agora foi o AD vs BE. Seguido de perto pelo CDU vs PAN, com o CH vs IL a ocupar a terceira posição. O pior foi, de longe, o CH vs CDU, apenas acompanhado pelo CH vs PAN em terreno negativo. Quanto à prestação dos protagonistas, o destaque vai, nesta altura do campeonato, para a Mariana Mortágua, seguida de perto pelo Luís Montenegro, com o Rui Tavares e a Inês Sousa Real igualmente em bom plano. A desilusão tem sido o Pedro Nuno Santos que acompanha os inevitáveis Paulo Raimundo e André Ventura na zona negativa. Registe-se o facto do Rui Tavares e da Inês Sousa Real estarem nesta altura invictos, com 3 vitórias em 3 debates. Aguarda-se com ansiedade o debate PAN vs L marcado para o dia 14 na RTP. Curiosamente quando se comemora o Dia dos Namorados. Nota final para o Luís Montenegro que surge na 2ª posição embora tenha sofrido uma derrota no único debate que disputou até agora. Teve o azar de apanhar pela frente com uma Super-Mariana. 7 Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 10 Fevereiro 2024 ALERTA CMPT!!! A todos aqueles que estiverem a ponderar votar na AD no dia 10 de março, alerto para o facto do nome completo do n.º 2 da coligação ser João Nuno Lacerda Teixeira de Melo. Tropecei neste facto relevante por acaso e achei que devia deixar aqui o alerta para os mais incautos. Escusam de agradecer. 1 Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 10 Fevereiro 2024 Os debates de mais logo: 20:30 AD - CDU (RTP 1) 21:00 PS - PAN (TVI) Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Lebohang, há 8 horas: Mostrar conteúdo oculto Eunice Lourenço Sousa Real – 6 Rui Rocha – 5 O PAN parece estar a querer disputar eleitorado jovem com a IL. Esta semana até lançou um cartaz em que garante ter contribuído já para mais descidas de impostos do que os liberais. Ideia que Rui Rocha tentou desmentir no debate, lembrando como Sousa Real votou um orçamento socialista que não tinha qualquer atualização no IRS. Mas na disputa pelo voto jovem, a líder do PAN pode ter ganhado uns pontos com o discurso sobre emergência climática, por oposição ao entendimento da IL, que, sendo anti-proibicionista, corre o risco de se mostrar negacionista. De salientar e louvar, a posição responsável de ambos sobre a compensação aos professores pelo congelamento de carreiras. Bernardo Ferrão Sousa Real – 6 Rui Rocha – 5 Inês de Sousa Real em melhor forma no arranque do debate, sobretudo na questão do nuclear. A líder do PAN conseguiu encostar Rui Rocha a uma aparente contradição: como pode a IL defender que há um problema grave de falta de água em Portugal e, ao mesmo tempo, defender um tipo de energia que obriga ao uso de enormes quantidades da água que tanta falta faz? O líder da IL foi depois mais vago na resposta a perguntas concretas e à acusação de que o liberalismo põe em causa o Estado social com a taxa única. Rocha contra-atacou com o ponto franco do PAN: “Viabilizou os orçamentos de António Costa”. Um precedente que persegue a líder do PAN: anda sempre à boleia de quem governa. É verdade que o faz em defesa das suas causas, mas o perigo é que eleitorado deixe perceber exactamente o que é o partido. Talvez se apostasse mais no ambiente e menos “no quem dá mais” fosse mais proveitoso. Paula Santos Sousa Real – 6 Rui Rocha – 5 Diz-me o que fizeste no passado político recente. O frente-a-frente entre o PAN e a IL foi feito em grande parte do confronto das atuais ideias e objetivos para o país dos dois partidos com aquilo que têm vindo a ser as votações parlamentares de ambos. A estratégia foi traçada por Inês Sousa Real, mas Rui Rocha respondeu à chamada. E se o PAN lembrou os votos contra da IL à lei de bases do clima ou aos apoios sociais para o ensino superior, o líder do liberais não esqueceu os orçamentos do PS que o PAN viabilizou e o voto contra da deputada quando foi proposta a baixa dos escalões de impostos. Partilham o objetivo de subir o salário médio, mas os caminhos para lá chegar não se cruzam. Aqui, Rui Rocha foi mais concreto do que Inês Sousa Real. Em contrapartida, o PAN tem ideias mais claras e melhores argumentos sobre as questões ambientais, o que representa uma piscadela de olho para o eleitorado mais jovem. Um ponto de convergência entre os dois: a decisão sobre a recuperação do congelamento do tempo de serviço dos professores deve aguardar pelo relatório da UTAO que está a fazer a avaliação dos custos. Um debate interessante, sobre temas importantes, em que cada um falou para o seu eleitorado, com ligeira vantagem para Inês Sousa Real que conseguiu ser mais eficaz. David Dinis Sousa Real – 6 Rui Rocha – 5 Inês de Sousa Real ganhou um ponto na discussão sobre o nuclear: não se mostrou contra, em tese, mas acrescentou que uma energia que precisa de largas quantidades de água não será ambientalmente sustentável em Portugal. Teve, porém, mais dificuldades nos rendimentos – sendo ainda pouco precisa, provavelmente por não ter o seu programa fechado: faltou-lhe ser mais direta nas propostas para os jovens, um eleitorado importante para o PAN, e porventura mais ambiciosa nisso. Valeu-lhe, aí, ter encostado a IL a um recuo nas propinas do Superior. Rui Rocha perdeu na discussão ambiental (aquele “não queremos proibicionista” quis dizer o quê?). E tentou dirigir o discurso para os mais novos, eleitorado que pode disputar com o PAN. Problema: dizer-lhes que os vai ajudar a comprar casa isentando de IMT e imposto de selo é não perceber que é no preço, antes do mais, que está o obstáculo para eles. De resto, a sua solução para aumentar os salários médios parece quase mirífica e não parece ter soluções que não passem por reduzir impostos. Pedro Cordeiro Sousa Real – 6 Rui Rocha – 5 Os Açores voltaram a marcar o início de um debate, tendo estado bem a moderadora Rosa Oliveira Pinto ao limitar o tempo gasto na região, já que as legislativas são nacionais. Inês de Sousa Real e Rui Rocha protagonizaram uma contenda civilizada, a discutir temas como clima, salários, educação ou habitação. O liberal voltou a ter dificuldade em garantir que batem certo os números das suas propostas fiscais e ouviu crítica forte da adversária à sacrossanta flat tax. Rocha atacou Sousa Real por ter votado a favor dos orçamentos de Estado do PS, apondo-lhe um rótulo de imobilismo e de muleta de quem a aceitar. Mas também a IL esteve ao lado dos socialistas para travar medidas propostas pelo PAN que teriam aliviado a algibeira das famílias, retorquiu Sousa Real. A animalista mostrou-se ágil em assuntos para lá da causa-mor do partido que encabeça, e teve força ao questionar a opção pela energia nuclear que o oponente defende. Achei Sousa Real mais à vontade e combativa, a acentuar a consciência social e falando para vários públicos e sectores profissionais. Rui Rocha, uma vez mais, não terá ido além dos convertidos. ---/--- Mostrar conteúdo oculto Eunice Lourenço Pedro Nuno Santos - 4 Rui Tavares - 6 Pedro Nuno Santos desperdiçou o que podia ter sido um bom debate. Preocupado em congregar voto útil, que sabe que lhe pode fugir para o Livre - o partido que mais claramente assume a possibilidade de fazer acordos com o PS -, encarou Rui Tavares como um adversário e não como um eventual parceiro. Tavares manteve a sua tradicional calma e capacidade de diálogo, falando de coisas que tanto parecem fora da caixa, como muito simples, como o fato de a saúde ter de ser uma preocupação transversal a todas as políticas e até poder beneficiar de medidas como a semana de quatro dias. Demasiado à defesa, a justificar os atrasos nas políticas de habitação ou os resultados na educação, Pedro Nuno Santos só no fim chegou à atitude certa para os seus interesses: as propostas do Livre são “compatíveis” com as do PS, mas é preciso que o PS ganhe à AD para que possam ser concretizadas. Ainda assim, uma ressalva para o líder socialista: já pareceu mais ele próprio do que tem parecido nalgumas intervenções, em que se tem tolhido devido à tentativa de parecer moderado. Liliana Valente Pedro Nuno Santos – 4 Rui Tavares – 4 Pedro Nuno Santos entrou neste debate apostado em cimentar o papel de defensor de que nem tudo está mal, quando tem levado a campanha a dizer que nem tudo está bem. Levou demasiado tempo a defender medidas que estão a ser implementadas (algumas delas suas, na área da habitação), e falou pouco do que quer fazer de diferente. Entrou de gravata verde, que, dizem os especialistas, serve para transmitir serenidade e esperança. Serenidade transmitiu, até porque não era objetivo emagrecer o Livre. Ensaiou um argumento para não haver medidas de ruptura, dizendo que quando o que está feito produz resultados não se pode andar sempre a mudar, mas soube a pouco, sobretudo na educação e saúde. Pedro Nuno parece não ter encontrado ainda o seu caminho nesta campanha, um caminho que o faça descolar de Costa, apesar de, neste debate, ter aparecido com mais ânimo, com “mais Pedro Nuno”, do que no anterior. Rui Tavares pareceu-me um pouco abaixo de prestações anteriores, sobretudo porque o objetivo das esquerdas não é o de se auto-flagelarem e apesar de algumas notas de diferenciação, o tom foi o de duas visões que se complementam. Tentou mostrar algumas medidas que quer fazer diferente, mas por exemplo na habitação, a que falou - utilização dos quartéis desativados para renda acessível - já está em marcha, com vários quartéis como o do Cabeço da Bola, por exemplo, já em projeto ou em concurso. Foi a única vez que Pedro Nuno interrompeu para dizer que o que o Livre propõe o PS já começou a fazer. No campo político pareceu isso mesmo, um debate entre duas pessoas que se querem entender no futuro, apesar de no final Pedro Nuno ter ensaiado o apelo ao voto útil à esquerda - dizendo que não “haja dúvidas” que no dia 10 de março há dois pólos entre PS e PSD, apesar de “respeitar muito o Livre”. Rui Tavares tinha a estratégia oposta, a de evitar a pressão desse mesmo voto útil. No fim, acho que o eleitorado à esquerda não saiu mais esclarecido deste frente-a-frente. David Dinis Pedro Nuno Santos – 6 Rui Tavares – 7 Parecia outro, o líder do PS. Onde estava a contenção, apareceu a combatividade. E apareceu também a dramatização: ou ganha o PS, ou ganha a AD. Pedro Nuno foi determinado e fez, na estratégia, o que pode fazer. As coisas não estão fáceis e já não vão lá para o PS com falinhas mansas que, de resto, nele não assentam nada bem. Mesmo com Rui Tavares pela frente, Pedro Nuno lutou pelos votos da esquerda. O risco — e ele sabe disso — é desproteger o centro. E a única maneira, creio, de mobilizar esse apoio teria de ser mostrar inconformismo. E Pedro Nuno, nisso, carregou tanto na defesa do que foi feito nestes dias que alargou esse risco. Vejam o que dizia a sondagem da Católica nestes dias: os temas que os portugueses querem ver debatidos são a saúde, educação e habitação. Para ganhar, Pedro Nuno tem de carregar mais na ambição nestes temas, e um pouco menos na satisfação com o trabalho feito (que só é sentido por menos de 30% dos eleitores, de acordo com a sondagem do Expresso). Rui Tavares, uma vez mais, foi muito preparado para o debate. Respondeu sempre à letra aos desafios de Pedro Nuno — sobretudo no apelo ao voto útil —, carregou sempre na utilidade do Livre, apresentou propostas a cada minuto que teve. E dirigiu muito essas ideias para o público que mais lhe interessa, os jovens, a quem tentou entregar ambição. Nos tema dos Açores, foi ele quem deu a resposta mais direta e sincera: se não houver maioria de esquerda, a esquerda nunca votará uma moção de rejeição do Chega — pelo que Montenegro pode passar na votação. Governar, claro, é outra coisa, mas isso já é outra conversa. P.S. Este foi um ótimo debate, mesmo. Se o João Adelino Faria não me levar a mal a recomendação, que deixe os debates correrem. É sempre melhor. Ricardo Costa Pedro Nuno Santos – 5 Rui Tavares – 7 No primeiro debate nem os adeptos nem os detratores reconheceram o Pedro Nuno Santos que se apresentou nos estúdios da SIC. Hoje, na RTP, já houve sinais claros de que está a caminho de encontrar o seu papel. Mas enquanto percorre esse caminho, há sinais de algum desconforto, o que é estranho em quem quer e pode ser primeiro—ministro. Houve uma frase que talvez marque o debate: “o risco da AD vencer é real”. Pode parecer que está a claudicar, mas, sendo uma frase pensada, marca o início da disputa do voto útil no PS. O raciocínio foi, aliás, complementado por uma segunda frase: “estas eleições são umas eleições mais disputada”. Rui Tavares, que debitou ideias a uma velocidade supersónica, travou a quatro rodas neste momento e lançou outras duas frases que talvez marquem este debate: a) “já ouvimos está história e acabou como acabou “, referindo o apelo ao voto útil de 2022; b) “era o que faltava (o Livre não continuar no Parlamento). Tavares impressiona quase sempre em debates e é por isso que tem sempre boas notas. É o protótipo do bom aluno. O maior problema é que parece aquele bom aluno que não arrasta quase ninguém atrás de si. Mas merece sempre boa nota. Henrique Raposo Pedro Nuno Santos – 4 Rui Tavares – 7 Pedro Nuno Santos parecia derrotado, até ausente; e essa ausência tornou-se ainda mais evidente ao lado de um dos políticos mais brilhantes e cheios de ideias desta geração – concorde-se ou não com elas. Isto parecia um debate entre uma esquerda europeia que olha para o futuro, o Livre, e uma esquerda antiga e ancorada num orgulhosamente sós, PS; Nuno Santos agarrou-se à K7 do costume enquanto Rui Tavares mostrou que está a pensar o futuro: o exemplo mais evidente foi a defesa – rara à esquerda – da autonomia das escolas. Porque é que não damos às diferentes escolas uma autonomia parecida à da António Arroio? Se há uma António Arroio para as artes, então porque é que não pode haver uma AA para as ciências, jornalismo, para qualquer outra coisa? Mas espero que o Rui Tavares compreenda uma coisa: a defesa dessa autonomia e liberdade tem pela frente a oposição imediata da Fenprof e dos burocratas do ministério. Rui Tavares só não tem uma nota superior, porque trava esta visão moderna e europeia na saúde; trava porque tem medo dos dogmas da esquerda portuguesa que rasga as vestes em nome do SNS no exato momento em que o SNS está nas lonas e no exato momento em que mais gente percebe que as PPP funcionavam enquanto saúde pública. Perguntem ao povo de Loures, sff. Seja como for, não tenho dúvidas que a modernização e europeização da esquerda portuguesa passa pelo Livre da mesma forma que a modernização e europeização da direita passa pela IL. (O que Livre e IL têm apresentado em Portugal parte sempre de exemplos e práticas de outros países europeus). O Livre não merece ser esmagado pela campanha do voto útil que Nuno Santos iniciou agora mesmo. Mas iniciou, repito, sem energia. Ou acha que vai perder, ou quer perder e passar uns anos na oposição. Aliás, afirmou isso mais ou menos no debate: "se perder e não conseguir formar maioria, o PS vai para a oposição liderar a oposição, porque esse papel não pode ficar com o Chega em exclusivo”. Para mim, já respondeu à pergunta chave: não, o PS não vai apoiar o Chega e derrubar a AD. Foi o momento mais honesto e democrático de Pedro Nuno Santos em muito tempo. Seria péssimo que não cumprisse esta ideia. Miguel Cadete Pedro Nuno Santos – 4 Rui Tavares – 6 No debate entre dois partidos que disputam o mesmo eleitorado, sendo um pequenino e outro grandalhão, os papéis ficaram bem claros desde o início: Rui Tavares foi dando bicadinhas (e algumas bicadas) em Pedro Nuno Santos e este respondeu invariavelmente com um abraço de urso. Esse abraço de urso foi o apelo ao voto útil: em suma, as boas medidas do Livre - que como partido pequeno se dá ao luxo( ou tem a obrigação) de apresentar medidas inovadoras - só serão tomadas se o PS vencer as eleições. Bicadas e bicadinhas do Livre: na habitação, o PS enquanto governava esteve sempre em negação e não aproveitou todas as boas ideias do Livre como a ocupação de quartéis. Na saúde, as propostas eram aprovadas na generalidade e esvaziadas na especialidade. Na educação, reinventar a escola ou ir além da mui propalada reposição do tempo de serviço. Pedro Nuno Santos respondeu sempre com benevolência (a possível no líder do PS) e, no fim, apelava invariavelmente ao voto útil, considerando que o governo anterior esteve sempre no caminho certo. Nunca tentou conquistar votos ao centro. Uma estratégia preguiçosa. ---/--- Mostrar conteúdo oculto João Vieira Pereira Paulo Raimundo – 3 André Ventura – 4 Alguma vez tinha de ser. Disputando ambos um eleitorado que às vezes se cofunde, apesar de teoricamente estarem em polos opostos, Ventura foi mais eficiente e claro em defender as suas ideias. Nenhum deles conseguiu justificar de forma convincente como financiariam as medidas que defendem para aumento de salários e pensões. Paulo Raimundo, claramente incomodado, recusou-se a responder a André Ventura sobre a questão da permanência no Euro, às perguntas relativamente à venda da sede do PCP em Aveiro e à proposta sobre o fim de isenções fiscais para os partidos políticos que votou contra no Parlamento. De forma geral não conseguir desmanchar os argumentos do líder do Chega visivelmente mais bem preparado. Nota para a afirmação final de Ventura sobre os Açores onde foi claro a dizer que só viabiliza governo de houver acordo formal com o Chega. Liliana Valente André Ventura - 0 Paulo Raimundo - 4 Num debate democrático não consigo conceber que um candidato às legislativas leve para cima da mesa frases inaceitáveis como as que foram ditas por Ventura, ligando o seu oponente a “mortes” e “assassinatos”. Não vale tudo em democracia. Não pode valer tudo. Pelo que me é difícil dar uma nota com os mesmos critérios que ao seu opositor. O debate seria sempre difícil para Paulo Raimundo, os mais de dois minutos a menos que teve no final para poder responder foram mais uma ajuda para que o secretário-geral do PCP não conseguisse marcar a sua posição. O mesmo para os temas escolhidos para debate: corrupção e imigração são piso fértil para a demagogia de Ventura. O objetivo de Raimundo seria o de não sucumbir perante o trator devastador que é o líder do Chega e tentar explicar ao eleitorado, que ambos disputam, que tem soluções e que do lado de lá está a “hipocrisia”. Tentou fazer alguns ataques preventivos, acusando Ventura de estar ao lado da “troika” que cortou pensões e de estar obcecado em “querer dar a mão ao PSD”, mas atrapalhou-se na questão da pertença à União Europeia. Contudo, também deixou Ventura atrapalhado quando fez a defesa da honra do PCP sobre as “mentiras” que andam a circular nas redes sobre o pagamento de impostos do PCP. Raimundo explicou que o PCP pagou 450 mil euros e questionou Ventura sobre o valor do Chega. Ventura não tinha resposta. No final, Ventura foi igual a si próprio e conseguirá sempre alcançar o eleitorado descontente que se reveja neste tipo de comportamento. Raimundo sofreu o que outros debatentes sofrem nestes frente-a-frente: é difícil não se desconcentrar com interrupções e insinuações. Por não ter conseguido responder a algumas questões e por duvidar da eficácia de estancar o voto do CH em áreas que antes eram do PCP, a nota para o secretário-geral do PCP acaba por ser em terreno negativo. Henrique Monteiro Paulo Raimundo – 2 André Ventura – 3 Dizer que André Ventura venceu um debate ao secretário-geral do PCP até me custa. Mas há que dizer que Paulo Raimundo perdeu um debate com o líder do Chega e perderá com todos os outros candidatos, se não mudar de atitude. Ventura é um desavergonhado. Não tem pejo em dizer o que for necessário para marcar pontos. Se for preciso fazer propostas que mal se distinguem das do PCP, faz; a coerência não está nas suas preocupações. Já Raimundo parece um fiel de armazém dos anos 40. Pode ser muito sério e boa pessoa, mas infelizmente para ele, tornou-se líder de um partido que tem da democracia uma noção não totalmente diferente da de Ventura: uma visão utilitária, aproveitável para conseguir apoios para voos diferentes. Curiosamente, a parte que Raimundo menos terá gostado (além da questão do edifício que o PCP vendeu em Aveiro) foi a recordação do PREC e das iniquidades do PCP no Verão Quente, que Ventura lembrou para se defender de ataques (aliás também sem sentido) acerca de um eventual plano do Chega para apoiar o PSD a reeditar os tempos da ‘troika’. Se Ventura consegue três valores em 10 é porque fala melhor, mais rápido e mais ousadamente do que Raimundo, a quem manifestamente falta o ar de quem acredita naquilo que quer que nós acreditemos. Um homem timorato (com medo de se expressar claramente sobre a UE e o Euro) frente ao desbragamento de outro, que fala do que for preciso mesmo que nada saiba do assunto. O debate teve como ponto positivo ter apenas 30 minutos (em que Raimundo ficou prejudicado em dois ou mais), e ter acabado. À hora em que terminei de escrever estas linhas, ainda na televisão se debatia o que tinham dito como se fosse algo de sério ou que tivéssemos de levar em conta. Pedro Cordeiro Paulo Raimundo – 4 André Ventura – 2 Parabéns, antes de mais, a João Póvoa Marinheiro pelo bom humor de perguntar ao comunista Paulo Raimundo se estaria disposto a unir esforços com o demagogo de direita André Ventura para combater a corrupção. O líder do Chega quase me comoveu ao defender a União Europeia, que todos os seus aliados internacionais putinistas execram. Le Pen, Orbán e Salvini terão trepado pelas paredes, já o cabeça de lista da CDU manteve a calma e não mordeu o isco. Raimundo primou pela sobriedade, mesmo ao recordar a Ventura que era do PSD no tempo da troika, ou a reagir com fleuma às suas insuportáveis interrupções. Soube expô-lo. O comunista teve também a frase mais insólita ao dizer: “Não somos contra as empresas”. Já o líder do Chega, menos malcriado do que noutras ocasiões, atirou-se a seduzir tudo quanto é eleitorado da CDU. Às tantas as semelhanças são maiores do que qualquer dos dois gostaria de admitir. Houve diferenciação no tema da imigração. Ventura repetiu falácias, Raimundo lembrou – e bem – que a emigração é problema bem mais grave. Sem brilhar, melhor este do que aquele. Henrique Raposo Paulo Raimundo – 2 André Ventura – 4 Em teoria, este era um dos debates mais importantes, porque a sociedade portuguesa está a ser atravessada por um processo de transição que pode ser resumido desta forma: o radicalismo está a passar da esquerda para a direita, porque em grande medida os espaços que eram do PCP estão a passar para o Chega; de forma mais simples, o povo do sul e dos subúrbios de Lisboa está a deixar o PCP e a entrar no Chega, um fenómeno que tem sido constante em todos os países do Ocidente. Os velhos proletários estão com a direita radical. Para sobreviver, o PCP tem de resistir ao Chega – e isso não está a acontecer, como se viu neste debate. A demagogia económica do PCP é hoje mantida por Ventura, mas com mais energia. Em poucos minutos, Ventura disse como é que ia rebentar com o Estado social, rebater com a dívida e chamar de novo a troika. O estado como garantia de empréstimos para a compra de habitação? Aumentos brutais das pensões sem ter em conta a sustentabilidade? O Chega mostra aqui a velha irresponsabilidade populista do PCP e do BE, diga-se. Confesso que até estou a ver muitos PCPs da velha guarda a votar no espírito aguerrido do Ventura em detrimento de Raimundo, que tem o carisma de um sala de bingo cheia de velhinhas às três da tarde. Da mesma forma, a demagogia contra o Estado de direito de Ventura (o confisco de bens quando os processos ainda estão em curso) é uma coisa abjeta, mas não é nova; encosta-se a um território populista que era do terreno PCP ("o direito é uma ideologia burguesa") e não da direita clássica. Repare-se que Ventura usa a expressão "ricos" com a mesma carga de ódio da extrema-esquerda. Lamento, mas o sul e a subúrbia de Lisboa estão a mudar de camisola. Ventura é um terrível populista, em 15 minutos rebentou com o Estado social e desmembrou o Estado de direito, não pode ter uma nota positiva num debate de uma democracia liberal madura; porém, num debate entre os populismos, num debate entre o extremo esquerdo e o extremo direito, mostrou que estava presente. Estava de facto no debate e ecoou junto do eleitorado que está em causa. Raimundo não esteve presente; não conseguiu transmitir nada, a não ser um enorme desalento; Raimundo não está preparado para estas andanças e julgo que o PCP está a caminho de um destino à CDS. Pode mesmo sair do parlamento no ano em que o 25 de Abril faz 50 anos. Só para complementar: Compartilhar este post Link para o post
AntiZio Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Descartes, há 1 hora: Que trabalho brilhante! Não sabia em quem votar e agora a ver uns números e médias e o crl já decidi. Pensava que eras mais de low effort posts com acusações de antissemitismo infundadas mas quando te dedicas fazes contas às pontuações que os "jornalistas" pagos por multi-milionários atribuem aos candidatos! Genial e enriquecedor. Compartilhar este post Link para o post
Kaz Publicado 10 Fevereiro 2024 O PNS pode até ser o pior em todos os debates, ser o que nessa tabela terá pior média no final de todos os debates e será sempre o PS o vencedor das legislativas, mesmo que o Montenegro seja o 1• ou 2• nessa classificação. Algo contrário será uma completa surpresa para mim. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de AntiZio, há 31 minutos: Que trabalho brilhante! Não sabia em quem votar e agora a ver uns números e médias e o crl já decidi. Pensava que eras mais de low effort posts com acusações de antissemitismo infundadas mas quando te dedicas fazes contas às pontuações que os "jornalistas" pagos por multi-milionários atribuem aos candidatos! Genial e enriquecedor. Cada um tem as suas pancadas e é senhor da forma como gasta o seu tempo livre. Uns gostam de fazer exercícios inócuos com números, contas e médias apenas por diversão. Outros andam pela internet fora a desencantar vídeos e posts de propaganda para encher com esse material tópicos de fóruns de discussão. Há de tudo. 2 Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 10 Fevereiro 2024 Citação de Kaz, há 1 hora: O PNS pode até ser o pior em todos os debates, ser o que nessa tabela terá pior média no final de todos os debates e será sempre o PS o vencedor das legislativas, mesmo que o Montenegro seja o 1• ou 2• nessa classificação. Algo contrário será uma completa surpresa para mim. Sim, os debates não têm muito impacto na hora do voto. Compartilhar este post Link para o post