HappyKing Publicado 15 Abril 2025 Citação de Lebohang, há 4 minutos: Não concordo nada que o Pedro Nuno Santos tenha fugido às questões do Ventura. Respondeu ao IUC, respondeu no IVA, respondeu na imigração a perguntas diretas do outro senhor. Compartilhar este post Link para o post
noikeee Publicado 15 Abril 2025 Citação de SAS_Robben, há 40 minutos: Este gajo é o fundo do poço da humanidade. É que este (censurado) não é um calhau, é um tipo inteligente. Portanto sabe bem que está a ser um (censurado) e isso é mesmo o pior. Não é burrice, é mesmo opção dele ser um (censurado). Nunca me canso de buscar o facto de que a tese de mestrado dele foi uma dissertação A FAVOR da imigração Este crl sabe exatamente o que está a fazer, só está a se marimbar para as consequências para proveito próprio Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 15 Abril 2025 O Daniel Oliveira escolheu violência no pré-debate PAN vs IL "O PAN é um grupo de pressão que finge ter posições de outros assuntos para ser um partido" "O pragmatismo sem ideologia tende a dar em oportunismo eleitoral" EDIT: Mas verdade seja dita está plenamente correto Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 15 Abril 2025 Ventura: Comigo, um imigrante que cometa um crime é algemá-lo e correr com ele daqui. PNS: Comigo, um imigrante que cometa um crime deve cumprir a pena em Portugal e depois, se o Tribunal assim determinar como pena acessória, poderá ser expulso. Ventura: Nisso estamos de acordo. Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 15 Abril 2025 Um debate entre 2 buracos negros de carisma e, honestamente, ideias. O IL tem uma cassete de privatizar e diminuir impostos como a bala mágica para tudo. O PAN anda a saltitar no que defende excepto nas questões animais. Muito mauzinho isto. Compartilhar este post Link para o post
Kaz Publicado 15 Abril 2025 Citação de Jamarcus, há 4 horas: Pior, que votaram contra, lol. Não votaram contra, abstiveram-se, e a que está em vigor foi apresentada e feita pelo governo, a do Livre que depois foi substituída por esta era até mais cara e menos abrangente. 1 Compartilhar este post Link para o post
hugoooo_17 Publicado 15 Abril 2025 sem ironias... o pns poderia ser um bom pm. parece um tipo que quer mesmo fazer coisas, está livre das teias do aparelho, é dinâmico, agressivo, inteligente, carismático. quem via os discursos do pns em 2012/2016 e vê agora nota que ele se adapta aos tempos e isso mostra que tem jogo de cintura e evolui. o problema é que o pns é o bojan da politica portuguesa.. apareceu o auge muito depressa e no momento errado. um wonderkid que foi lançado demasiado cedo e num contexto complicado. perder estas eleições não é o fim da carreira politica dele (o marcelo nunca foi pm) mas diria que é possível que passe ao lado de tudo o que prometeu. 1 Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 15 Abril 2025 Citação de hugoooo_17, há 3 minutos: sem ironias... o pns poderia ser um bom pm. parece um tipo que quer mesmo fazer coisas, está livre das teias do aparelho, é dinâmico, agressivo, inteligente, carismático. quem via os discursos do pns em 2012/2016 e vê agora nota que ele se adapta aos tempos e isso mostra que tem jogo de cintura e evolui. o problema é que o pns é o bojan da politica portuguesa.. apareceu o auge muito depressa e no momento errado. um wonderkid que foi lançado demasiado cedo e num contexto complicado. perder estas eleições não é o fim da carreira politica dele (o marcelo nunca foi pm) mas diria que é possível que passe ao lado de tudo o que prometeu. Por outro lado o Montenegro é o Luisão da política portuguesa. Não aparentava ter jeito nenhum para aquilo mas o sucesso caiu-lhe no colo sem saber bem como. 3 10 Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 15 Abril 2025 Spoiler Cristina Figueiredo Luís Montenegro 6 - Rui Rocha 7 - Uma amena conversa, com qb de desacordo para eleitor notar, entre dois protagonistas políticos que sabem muito bem que poderão ter de se entender no dia 19 de maio e que, por isso, não ganham nada em enfatizar demasiado (eventuais) pontos de divergência. Luís Montenegro surgiu com o conceito da “montenegrização” do pensamento político da oposição, em que incluiu a IL; Rui Rocha insistiu na incapacidade da AD de levar a cabo a “racionalização do Estado” (nova designação para a velha “reforma do Estado”). Com os olhos postos nos votos de quem até aqui votou IL, o líder do PSD sublinhou o trabalho feito por este Governo (em matéria de redução de impostos ou recuperação da complementaridade do Estado com o setor social e privado) e garantiu que só a AD trava o regresso do socialismo ao poder. No contra-ataque, o presidente da IL pediu abertamente aos eleitores da AD que votem liberal, acusando o adversário de estar cada vez mais parecido com o PS e não ter qualquer espírito reformista. É provável que tenha conseguido alguns votos e, por isso, a nota (ligeiramente) superior. Teresa Violante Luís Montenegro 8 - Rui Rocha 6 Numa disputa que não correu mal a nenhum, Montenegro esteve francamente melhor: liderou a conversa e mostrou o seu ascendente perante uma IL que ainda não conseguiu relevância eleitoral suficiente para se tornar decisiva, mas corre riscos de estar próxima desse momento. A saúde revelou, no entanto, ser o grande calcanhar de aquiles deste governo: apesar da insistência do jornalista em questões éticas, foi nessa matéria que Luís Montenegro vacilou, num debate político onde sobressaiu a sua veia moderada. Sublinhe-se o compromisso expresso de Montenegro com o SNS, e a diferença que isso implica face à IL em termos ideológicos. O debate sobre fiscalidade revelou também alguma distância ideológica, com a IL mais incisiva na redução imediata e mais significativa da carga fiscal e a assinalar a iniquidade geracional de benefícios fiscais para jovens aprovados pela AD. Apesar de tudo, e do mérito do seu argumento em matéria de injustiça geracional, Rui Rocha foi pouco eficaz a passar a mensagem, não sendo totalmente claro o ponto que fez quanto às gerações dos “entalados”. No final, há muito que os separa, mas também há muito que os une e isso já nós sabíamos. Paulo Baldaia Luís Montenegro 6 - Rui Rocha 7 Rui Rocha bem tentou, por duas vezes no início do debate, trazer a questão da responsabilidade da crise, mas Luís Montenegro só aproveitou as deixas do líder da IL quando lhe interessava. O moderador deixou para o fim a pergunta sobre a matéria e isso acabou por facilitar a vida a Montenegro que chutou para canto, primeiro, e cavalgou, depois, para transformar a questão numa promessa de estabilidade. Mas a sorte não dura para sempre e o líder da IL aproveitou, pelo contrário, para encerrar o debate avisando que qualquer problema de escrutínio ao líder da AD pode resultar em novo foco de instabilidade. Rocha ganhou por pouco, aproveitando a fragilidade do opositor. Rui Rocha esteve muito eficaz nas criticas na Saúde, com a frase de que “o plano da Páscoa não falhou porque não houve plano” e Luís Montenegro marcou pontos, apontando ao PS, com “a montenegrização dos partidos da oposição”. Nos impostos, cada um deles marcou pontos e os dois não se anulam nesta matéria, porque na verdade o PSD só não foi mais longe porque os votos da IL não chegaram para isso. Só houve uma tentava de pescar voto útil, com Montenegro a falar diretamente aos eleitores da IL, mas sem grande eficácia. Cada um deles lavrou o seu terreno, veremos quem terá melhor colheita no dia 18 de maio. Pedro Cordeiro Luís Montenegro 5 - Rui Rocha 7 Rui Rocha cedo atacou, responsabilizando Luís Montenegro pela crise política com a autoridade de quem fez por evitá-la e permanece disponível para entendimentos. O liberal retomou a estratégia de sugerir que o seu partido melhoraria a qualidade da governação da AD, a que diz que faltou reformismo. Na saúde, habitação e impostos, foi mais eficaz a denunciar “trapalhadas”, sem renegar convergências, do que na defesa do seu programa ideológico. O primeiro-ministro sacou dos feitos do seu Executivo, fugindo quer às perguntas do moderador, quer aos remoques do adversário. Não esteve mal ao lembrar a redução de impostos (reembolso oblige) e o aumento de pensões e de vencimentos de certas classes profissionais, mas abusou da vaidade ao proclamar, trocista, a “montenegrização” do pensamento político dos demais partidos. Deu, aliás, ocasião a Rocha para um belo momento de humor. Nenhum soube ou quis falar da fragilidade das respetivas receitas numa potencial recessão global. Montenegro não foi convincente no caso Spinumviva, de novo abrindo o flanco a palavras razoáveis e calmas, mas contundentes, de Rocha, embora seja duvidoso que isso importe muito. Entre dois homens que poderão um dia sentar-se lado a lado num Conselho de Ministros, esteve melhor o opositor do que o governante, ainda que sem nocaute. Henrique Raposo Rui Rocha 8 – Luís Montenegro 6 Montenegro está com um discurso repetitivo, está evidentemente cansado; não transporta entusiasmo mesmo quando elenca algumas boas políticas e boas notícias. Depois do affair Spinumviva, talvez um Spa e pés de molho. Este debate era fundamental para a IL e julgo que funcionou bem para os liberais. As críticas democráticas funcionam melhor quando não diabolizam o outro lado. Quando critica a AD, a esquerda fala sempre em tons apocalípticos e, nesse sentido, as críticas perdem realismo e precisão. As críticas da IL, partindo de uma premissa mais realista e sensata, acertam mais. Por exemplo, quando elencou as falhas dos planos para a saúde (com a farpa extra “não falhou o plano da Páscoa porque nem sequer apresentou plano”), Rui Rocha marcou pontos de seriedade e mostrou que num conselho de ministros não vai ser pêra doce. Deixo também uma crítica para o jornalista que voltou a repetir a ladainha sobre o SNS: mudar o sistema é fazer um sistema para ricos e pobres. Desculpe? Rui Rocha explicou bem o que se passa: isso é o que já temos aqui e agora; o nosso sistema de saúde altamente socialista já dividiu a sociedade entre quem tem dinheiro (ADSE, mais os seguros privados) e os pobres (os outros). De ano para ano, o número de seguros de saúde sobe em Portugal, isso não é culpa da IL; é culpa da rigidez socialista do sistema. E, de ano para ano, sobe a procura de colégios privados. O sistema de educação e de saúde tem de olhar para os privados como parceiros e não como rivais, há PPP para refazer e fazer, há contratos de associação para fazer e refazer. A nota não sobe mais porque, lamento, continua a faltar algum carisma a Rui Rocha. Seja como for, é muitas vezes o único adulto na sala. É bastante. A IL, tal como o Livre, é o partido com um grau superior de preparação, porque querem de facto reformar o país com políticas altamente comprovadas no resto da Europa. Seria muito interessante ver IL + Livre com pelo menos 10% dos votos. 15% seria um sinal extraordinário de renovação à esquerda e à direita. Martim Silva Luís Montenegro 6 - Rui Rocha 8 O confronto televisivo entre os líderes da AD e da Iniciativa Liberal era dos mais aguardados desta série de debates, pelo significado que podia ter num futuro cenário de governação, para o qual ambas as partes parecem disponibilizar-se (e que só não aconteceu em 2024 por manifesta inutilidade). No debate desta noite, Rocha foi sempre mais assertivo, contundente e eficaz. E levou o confronto para os campos que quis, como os impostos, a saúde e a “irresponsabilidade” de Montenegro na gestão do caso Spinumviva. Montenegro, por seu lado, pareceu estar sempre mais à defesa e sem a energia e combatividade de outros confrontos. Ainda assim, terá sido dele a frase da noite quando falou na “montenegrização dos partidos” políticos, que em várias matérias se têm vindo a aproximar das posições políticas do PSD. No final, que não haja dúvidas: se o eleitorado ditar que estas duas forças juntas podem assegurar a governação do país, a aliança vai mesmo consumar-se. Eunice Lourenço Luís Montenegro 5 - Rui Rocha 6 Serve ao primeiro-ministro não falar do caso que levou a estas eleições, mas começar um debate a ser acusado de “irresponsabilidade” pelo adversário e não responder é de quem não se sente. Rocha mostrou ao que ia, atacando logo no início e criticando o que considera falhas do governo, sobretudo nos impostos e na saúde. Continua, contudo, com dificuldade em gerir esta atitude de alguma oposição à AD com a vontade de querer fazer parte de uma solução de governo. Montenegro limitou-se a listar trabalho feito e foi ridículo no auto-elogio ao que chamou de “montenegrização” da política portuguesa. Na saúde reconheceu que não está tudo como gostaria e até quase que deixou cair Ana Paula Martins ao dizer que por enquanto é candidata a deputada, depois logo se vê. ---/--- Spoiler David Dinis Mariana Mortágua 6 - Rui Tavares 7 A surpresa foi ver Rui Tavares a querer vincar diferenças face ao Bloco. No resto, civilizado, elevado, mas mais previsível, até na divergência evidente: Mariana mais cética face à UE e contra o rearmamento, ao passo que Tavares vinca o europeísmo e o alerta de que é preciso não desvalorizar a ameaça que paira sobre a Europa. Diz-me um amigo que Rui Tavares estava mais preparado. Não creio: parece-me que a líder do Bloco quis sim passar menos divergência e mais acordo, esperando que o povo de esquerda valorize isso. Pareceu-me que, sendo a divergência maior na política externa, o candidato do Livre teve terreno mais confortável — e talvez mais alinhado com o ar dos tempos. Ah! E os camaradas não se tratam por você, ou tratam Mariana? 🙂 Pedro Cordeiro Mariana Mortágua 6 - Rui Tavares 8 Foi bom ver um debate começar pelo panorama internacional e a União Europeia e com Mariana Mortágua a proclamar um europeísmo que nem todos lhe terão alguma vez vislumbrado. O mundo mudou, diria alguém. Rui Tavares não perdeu a ocasião de relembrar muito euroceticismo bloquista, até de velhas glórias regressadas para as legislativas de maio. E se “casa, conforto e clima” recolheram o consenso de ambos, o porta-voz do Livre foi certeiro ao rejeitar “negacionismos” e ao recordar que “Putin não é uma gripezinha”. A coordenadora do BE martelou no armamento; Tavares esteve melhor, fazendo-se valer do seu profundo conhecimento da UE, NATO e mundo mais vasto. Cá dentro, as diferenças são menores, como atesta a grande coincidência de votações parlamentares que os dois participantes celebraram. Economia e trabalho são pontos de encontro, e tanto um como outro abrem a porta a soluções de Governo à esquerda, Tavares com um caderno de encargos claro para o PS e com maior entusiasmo do que o BE, Mortágua deitando culpas para Pedro Nuno Santos por também admitir (lá está, noutro campeonato) necessários pactos de mínimos com o PSD para assegurar governabilidade depois da ida às urnas. Num debate elevado e sem manhas nem baixezas, o representante do Livre mostrou-se mais desenvolto do que a adversária. Rita Ferreira Mariana Mortágua 7 - Rui Tavares 7 Foi talvez o debate em que a política internacional teve mais espaço de discussão. Porque afinal há muito pouco a separar o Bloco de Esquerda do Livre e foi dessa diferença que se fez metade deste frente a frente. E se Rui Tavares entrou ao ataque invocando o pensamento de dois 'dinossauros' bloquistas que agora regressam como candidatos - Fernando Rosas e a lágrima que não derramou pela União Europeia quando o Reino Unido saiu; Francisco Louçã, co-autor do livro "A Solução Novo Escudo" - Mariana Mortágua aguentou o embate e respondeu pegando na expressão que o porta-voz do Livre tinha usado no debate com Paulo Raimundo quando disse que Putin estava armado até aos dentes - "dizer que temos de gastar 800 mil milhões em armamento e com isso nos vamos endividar até aos dentes é um erro". Tavares insistiu, deixando no ar a ideia de que o Bloco é contra tudo, mas resolve pouco na Europa. "Temos de passar do contra ao como", atirou. Mariana Mortágua, que não deixou a referência à lágrima de Rosas sem resposta - "eu própria derramei uma lágrima quando vi a UE a esmagar a Grécia" na altura da troika - argumentou que ser do contra era mostrar como fazer diferente: não usando mais dinheiro para armamento e investindo na ciência, na habitação e não diminuindo o investimento público... Rui Tavares insistiu na necessidade de a Europa assumir mais despesa para a defesa e acha que há dinheiro disponível para não ter de ser feito um desinvestimento nas políticas sociais europeias. A partir daqui, os dois líderes "com quem Montenegro não quer debater", como começou por dizer Rui Tavares, arrancando um sorriso a Mariana Mortágua, falaram daquilo que os une: o combate à desigualdade salarial, ao fortalecimento da saúde pública e a forma de resolver a crise na habitação. Aqui, Mortágua foi mais direta nas medidas que o Bloco de Esquerda defende - como o teto máximo às rendas -, mas não chegou para desempatar o debate entre dois partidos que disputam praticamente o mesmo eleitorado. Henrique Raposo Mariana Mortágua 2 - Rui Tavares 8 Foi um massacre, lamento. Vimos um debate entre uma pessoa que pode ter uma cadeira num conselho de ministros, Rui Tavares, e alguém que continua sentada na reunião de alunos da FCSH ao lado da barraquinha do Hamas, Mortágua. E tudo começa com um momento de humor involuntário de Mortágua: “o BE sempre foi europeísta”. É mesmo para rir. O BE é tudo menos europeísta, nunca foi. Pode agora inventar um passado europeísta, porque a UE será ainda mais importante no novo contexto, Rússia agressiva, América imprevisível. Neste momento contexto, o anti europeísmo de PCP, BE e Chega é um enorme problema. Rui Tavares começou o massacre precisamente porque não deixou passar e disse com todas as letras que a identidade europeísta do BE é risível: lembrou as declarações do BE aquando do Brexit (que não era preciso chorar); lembrou que Louçã sempre defendeu o Escudo; lembrou que a posição do BE sobre a Rússia de Putin faz lembrar um discurso de Miss Mundo. Pois, ninguém na Europa estava com vontade de gastar dinheiro em armas, mas isso tem de ser feito. Não podemos negar a realidade, uma especialidade do BE. Temos de gastar não só na modernização, mas também na interoperacionabilidade, que vai implicar muitos treinos em permanência entre forças dos diferentes países. Continuar a dizer que investir na defesa é “dar dinheiro à indústria da guerra” faz lembrar os negacionistas da covid que diziam que investir nas vacinas é só dar dinheiro às farmacêuticas. Só falta a Tavares o mesmo que falta ao Rui Rocha: mais carisma, mais instinto matador. Ficou ali a um milímetro de criticar o “nacionalismo económico de certa esquerda” em tudo igual ao de Trump. Essa certa esquerda é o PCP e o BE. Já agora, um detalhe: mais debate e mais uma vez ninguém perguntou ao BE se gosta das políticas antiglobalização de Trump, que sempre foram defendidas por... BE e PCP. Duas notas finais sobre a esquerda. Rui Tavares percebeu algo que não entra no moralismo do BE: a esquerda perdeu e está a perder porque deixou de falar de liberdade. Sobre a Grécia e a troika, que, segundo Mortágua, fazem parte da alegada identidade eurocética da esquerda: o Syriza tem 17%. A Grécia é hoje governada com sucesso por um governo de centro-direita. As últimas taxas de crescimento do PIB da Grécia: 8,7% em 2021, 5,7% 2em 022, 2,3% em 2023. ---/--- Spoiler Daniel Oliveira Pedro Nuno Santos 8 - André Ventura 5 Os debates analisam-se por aquilo que cada um conquista. Pedro Nuno Santos, pela forma e pelo conteúdo, pode ter ganho votos a Montenegro. Ventura precisava de esmagar o líder do PS para conquistar o voto de direita que o quereria ver brilhar contra o PS. Esteve a léguas disso. O centramento de Pedro Nuno Santos não resulta apenas de uma opção tática. Resulta da fragilidade dos partidos à esquerda do PS. Os políticos tendem a deslocar-se para onde está a ameaça. E hoje isso foi-lhe útil. O debate começou com as tarifas e André Ventura veio falar dos “amigos de Pedro Nuno Santos na Europa”, sejam lá quais forem, e do Mercosul, o que é chinês para o seu eleitorado. Português é a importância do mercado externo para a indústria no calçado ou no vestuário, de que falou o líder do PS. Neste debate, Ventura disse que preferia ser um cidadão comum e não perceber nada de economia. Foi o que passou. Até na parte ética, onde Ventura costuma ser tão colorido, não conseguiu ir buscar mais do que Hugo Mendes, permitindo que o líder do PS fosse muitíssimo mais eficaz no contra-ataque. Na política fiscal, apesar da eficácia a defender a descida nos impostos sobre o consumo, Pedro Nuno Santos teve o seu momento mais frágil, ao tentar lidar com a mudança de posição sobre o IUC (errada, do meu ponto de vista). Parece ser difícil assumir cortes com o governo de Costa, ficando sempre numa situação desconfortável. A imigração foi o único momento em que Ventura conseguiu o que queria: segurar eleitores. Pedro Nuno Santos, com uma posição cada vez mais recuada, não teve dificuldades diferentes de qualquer outro líder da direita democrática, limitando-se a defender os mínimos olímpicos dos direitos humanos. Mas Ventura começa a ter um problema: num partido que vive do espetáculo, não consegue ter números novos. Já Pedro Nuno Santos venceu, antes de tudo, por ter conseguido o mais difícil: nunca se apagou, nunca recuou, respondeu sempre, e manteve uma calma extraordinária. Para quem é acusado de impulsividade, a “maturidade”, como ele próprio explicou para falar da contenção quando se está “irritado”, é muitíssimo importante nesta campanha. Este era o debate onde seria mais difícil consegui-la. E foi aquele em que Pedro Nuno Santos foi mais eficaz a usá-la. Eunice Lourenço Pedro Nuno Santos 7 - André Ventura 5 Pedro Nuno Santos conseguiu o mais difícil em qualquer debate com André Ventura: manter a calma perante todas as alarvidades e mentiras que o presidente do Chega diz e conter-se perante as sucessivas interrupções. O debate começou bem para Pedro Nuno Santos, que expôs as fragilidades (ou ausência) de pensamento económico de Ventura e também a sua proximidade a Donald Trump. O presidente do Chega, que não tem preocupações de coerência e ainda há dias defendeu que os países europeus deviam fazer o mesmo, respondeu que não concorda com as tarifas decididas pelo Presidente americano, mas acabou a defender o princípio: "Os produtos que vêm de fora têm de pagar mais para cá entrar.” O líder do PS não teve grande possibilidade para expor as suas ideias e propostas, mas a sua prestação ajudou a consolidar a imagem de moderado que tem vindo a trabalhar. Já Ventura foi o que costuma ser e terá sido eficaz para o seu eleitorado mais fiel, sobretudo no discurso sobre imigração e criminalidade em que não teve qualquer pejo em usar em proveito próprio o caso recente da morte de um jovem em Braga. Henrique Raposo Pedro Nuno Santos 9 – Ventura 2 A meu ver, esta foi a melhor prestação televisiva de sempre de Pedro Nuno Santos. E isto obriga a uma prestação acima da média de Montenegro nos próximos debates, sobretudo contra o Chega. Pedro Nuno Santos encontrou a sua pose, o seu tom e a sua substância numa esquerda que, lamento, só pode ser descrita como “liberal” no sentido clássico do termo. O radicalismo nacionalista e anti-liberal desta direita trumpista e chegana força o centro-esquerda a tomar posições muito claras na defesa da ordem liberal internacional (UE, globalização). Além do tom irritante de pastor da Igreja Maná, Ventura demonstrou de novo uma grotesca ignorância sobre a realidade portuguesa. Um Portugal com Ventura no arco da governação é um país à beira do suicídio, ponto. Como sublinhou Pedro Nuno Santos, Ventura não percebe nada do perfil da nossa segurança social e da nossa economia; os sectores de calçado e têxtil não foram esmagados pela China e afins; pelo contrário: são competitivos precisamente porque somos uma economia aberta e exportadora. O mundo fechado do nacionalismo económico do Chega (e do PCP e de parte do BE) seria um desastre. Mais: Ventura continua com a ladainha do agricultor reformado, que a agricultura foi abandonada. É mentira. Nunca tivemos uma agricultura tão competitiva e inovadora (ver uma das últimas reportagens da SIC). E foi aqui que tivemos um líder do PS a tomar uma posição liberal na defesa da ordem liberal que temos tido desde 45 e que está a ser atacada pelos nacionalistas como Ventura. Um político que diz o que Ventura disse sobre a segurança social e sobre a economia é alguém que só pode chumbar numa debate democrático, e chumbar a sério; nós não estamos aqui a pontuar uma performance desligada da realidade sociológica; o debate televisivo não pode ser um universo à parte. Ventura não sabe o que está a dizer. Tem um discurso imbecil que procura capturar um voto imbecil. É um dos problemas da democracia: os imbecis votam e por isso nunca se deve dizer que o povo é quem mais ordena. É por isso que temos uma constituição e uma ordem legal acima do povo. Foi isso que Pedro Nuno Santos demonstrou quando, por exemplo, contra a vulgata popular de Ventura, recusou aceitar a ideia de que um crime de um brasileiro ou de uma pessoa do Bangladesh significa de imediato um estigma sobre todas as pessoas do Brasil e do Bangladesh. Numa ordem constitucional, nós não prendemos e expulsamos comunidades, só indivíduos. E todas as nacionalidades têm criminosos. Pedro Nuno Santos foi aliás perfeito na forma como lembrou que um crime de um imigrante português nos EUA ou França não pode representar um estigma sobre os portugueses. Para terminar, Pedro Nuno Santos encontrou o seu tom certo para lidar com a alarvidade de Ventura. Conseguiu controlar o seu evidente mau-feitio para dar puxões de orelhas calmos no líder do Chega, o televangelista da chungaria. David Dinis Pedro Nuno Santos 8 - André Ventura 4 Ventura quis ser Trump, ignorando que Trump pode ser Trump porque a América nunca deixou de ser grande. Portugal é um mercado pequeno, que precisa de outros para comer e produzir. De resto, não se ouviu de Ventura uma ideia (sobrou-lhe o ataque permanente ao PS, que o seu público claramente adora). Para crescer, não basta. Já Pedro Nuno manteve o tom ponderado de outros debates, conseguindo o improvável: desarmar Ventura em alguns pontos do debate. Vendo este debate do centro ou do centro-direita, um eleitor moderado gostou dele. Era o pior que Ventura poderia ter. Vítor Matos Pedro Nuno Santos 8 - André Ventura 4 Uma das coisas em que os estados-maiores do partidos devem gastar mais tempo é a estudar como ganhar debates a André Ventura. Já se tentou tudo. Ao ataque, à defesa, a interromper, a desmontar. Desta vez, Pedro Nuno Santos conseguiu vencer claramente o duelo com uma enorme dose de calma e paciência, deixando o líder do Chega falar sem o interromper e esperando pela sua vez para para expor argumentos. Um dos truques é não engrenar. O outro é usar de uma autoridade tranquila para o pôr no lugar, o que Pedro Nuno Santos conseguiu fazer sem parecer que estava a ralhar. A frase que resume a atitude que esmagou Ventura foi esta: “A mim também me irrita muita coisa que André Ventura diz, mas tem de ter maturidade de para ouvir.” Se o líder do PS ganhou na forma, também venceu no conteúdo. A explicar o problema das tarifas, a justificar a mudança de opinião na imigração, no IUC (embora menos no IVA zero). Enquanto André Ventura esbracejava e gritava, Pedro Nuno Santos explicava, por vezes num tom paternalista que irritava o líder da direita radical. Ao contrário do ano passado, o socialista está a encontrar um tom primeiro-ministeriável mesmo nos momentos mais críticos. Menos reativo e menos impulsivo. Da mesma maneira, conseguiu responder diretamente às perguntas e acusações de André Ventura sobre a TAP, ferrovia ou habitação, levando o líder do Chega a escorregar: “Parece que estou a falar com um homem que não é do PS”. E Pedro Nuno a mostrar-se longe de radical: “O PS fez muitas coisas boas e fez outras coisas que precisam de ser alteradas”. No caso da imigração, justificou-se melhor do que quando falou pela primeira vez do assunto na entrevista ao Expresso. É claro que aqui vimos dois líderes em luta por eleitorados diferentes. Portanto, a impressão que este debate deixa é que Ventura não terá defraudado os seus apoiantes, mas sem crescer à direita ou nos abstencionistas, enquanto Pedro Nuno pode ter conquistado mais uma dose de goodwill, ou da boa-vontade que lhe tem faltado. ---/--- Spoiler Cristina Figueiredo Inês Sousa Real - 5 Rui Rocha - 6 Sem surpresas, um debate entre dois líderes partidários que poucas (para não dizer nenhuma) ideias têm em comum. Fora a preocupação com os crimes de violência sexual e doméstica, na verdade, só concordaram em discordar. Se para alguma coisa serviu este frente-a-frente foi para vincar as diferenças entre as propostas da IL e do PAN, já que nenhum dos protagonistas pareceu muito empenhado em ir além dos seus próprios eleitorados. Nota mais baixa para Inês Sousa Real, apenas porque respondeu demasiadas vezes com uma acrimónia claramente excessiva face a um adversário que, na verdade, não representa qualquer perigo para as suas ambições eleitorais. David Dinis Inês Sousa Real - 5 Rui Rocha - 6 Sousa Real e Rui Rocha não se tocam, pelo que não surpreende a divergência permanente. Mas a líder do PAN exagerou a colar a IL ao Chega por pedir dados de nacionalidade sobre crimes, como perde quando teima em seguir para os debates sem programa apresentado. Rui Rocha continua frágil na sua proposta de redução do IRS (todo o radicalismo é frágil), mas foi eficaz a fazer contas às propostas do PAN e a aproveitar a má fama do SNS para sugerir uma abertura maior ao privado (aproveitando para criticar a AD por não ter feito nada de relevante neste campo). Liliana Valente Inês Sousa Real - 6 Rui Rocha - 5 Começo este texto com um desabafo de quem gosta de ver grandes debates: é suposto haver interrupções. Desde que estas não excedam o que é razoável, não há nada de mal em haver interrupções. Começar um debate a dizer "eu não o interrompi, já debato", como fez Inês Sousa Real, além de contraditório, faz-me rebolar os olhos até à nuca. Posto isto, não acho que tenha sido um debate que lhe tenha corrido mal quando efetivamente começou o debate, atirando ideologicamente a Rui Rocha, seja nos impostos, na saúde ou nas alterações climáticas. O ponto a mais Sousa-Real foi porque ao falar de segurança se focou no eleitorado feminino que quer segurar, ao fazer um discurso sobre violência doméstica. Rui Rocha desarmou bastante bem a líder do PAN sobre o facto de esta ainda não ter apresentado um programa eleitoral que se possa conhecer e ainda sobre a "dispersão" de propostas sobre impostos. Foi mais difícil explicar algumas das suas propostas, tendo ainda dificuldades no IRS. Ambos estão em mundos diferentes e não creio que haja grande eleitorado que esteja indeciso entre um e outro partido. Creio que nenhum ganhou grande eleitorado novo ou o tenha perdido. Henrique Raposo Inês Sousa Real - 3 Rui Rocha - 7 O PAN é incompreensível e incoerente, é uma força sem um centro, vai oscilando como um catavento. O seu foco não é uma verdadeira ecologia, são os cães e gatos de algum eleitorado urbano que não saberia matar uma galinha ou sequer apanhar uma tangerina da árvore. É muito pouco, tem uma vocação populista e sem conhecimento de muita coisa, é um catavento que diz uns slogans de esquerda que vai ouvindo. Por exemplo, meteu os pés pelas mãos quando tentou dizer que os modelos de saúde liberais para a saúde seguidos pela IL (Alemanha, Holanda) eram um fracasso. Ah? Como respondeu Rui Rocha, o grande país europeu que está em crise na saúde é a Inglaterra que tem um sistema centralizado como o nosso. Depois, lamento, mas propor um SNS para animais no contexto tão difícil para nós, como dizer?, humanos, é um pouco ridículo. Tal como é ridículo dar a entender que a pandemia mostrou que temos de ter um SNS para animais, como se o meu gato fosse equivalente aos morcegos obscuros de obscuras cavernas na China. Rocha voltou a estar bem ao defender a energia nuclear em três pontos. É a mais limpa no campo nas emissões de C02. Está em curso uma evolução tecnológica (reatores mais pequenos e mais portáteis e mais fáceis de construir) que poderá tornar o nuclear numa opção muito sólida para países como Portugal. A Alemanha cometeu um erro estratégico grotesco quando acabou com as suas centrais, que, aliás, vai reabrir. O nuclear permite-nos combater o excesso de c02 e, ao mesmo tempo, permite-nos uma verdadeira autonomia energética. Compartilhar este post Link para o post
hugoooo_17 Publicado 15 Abril 2025 o acinte que o raposo tem ao ventura não está escrito... ou melhor, até está. Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 15 Abril 2025 Citação de Lebohang, há 11 minutos: É um dos problemas da democracia: os imbecis votam e por isso nunca se deve dizer que o povo é quem mais ordena. Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 15 Abril 2025 Existe algum partido que proponha um flattax de 75% de forma a descomplicar o nosso regime fiscal? Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 15 Abril 2025 Citação de HappyKing, há 23 minutos: Coisas que o Lebo diz... Compartilhar este post Link para o post
Solero Publicado 15 Abril 2025 A Helena Matos deu 14 ao PNS e 13 ao Ventura 😇 Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 15 Abril 2025 (editado) O que acho piada nessas votações é que o Ventura é alguém especial de corrida. Aos outros candidatos avalia-se a robustez dos argumentos, se são verdadeiros ou não, se fazem sentido ou não. Ao especial de corrida avalia-se a eficácia da mensagem para o seu eleitorado. Não importa se disse uma objetiva mentira a cada duas frases, se foi xenófobo, se foi racista. Nada disso importa. Importa se foi eficaz a passar a mensagem. Eu calculo que essa eficácia atinja o pináculo da perfeição quando ele disser em prime time que os imigrantes deviam ser todos deportados e os que tiverem nas prisões deviam pousar os costados nas cadeiras elétricas. Aí sim estaríamos perante o climax da eficácia. Essa eficácia deve ser inversamente proporcional ao número de dias que faltam para se ter esta gente intelectualmente minimalista no governo. Editado 15 Abril 2025 por HappyKing Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 15 Abril 2025 Citação de HappyKing, há 1 hora: 🙏 3 Compartilhar este post Link para o post
Genzo Publicado 16 Abril 2025 (editado) O PNS podia ter falado de mais deputados do Chega com problemas envolvendo a justiça sem ser a ex-PAN. Então nos 50, eram raros os que não tinham. Editado 16 Abril 2025 por Genzo Compartilhar este post Link para o post
Axadrezado Publicado 16 Abril 2025 Citação de HappyKing, há 7 horas: O que acho piada nessas votações é que o Ventura é alguém especial de corrida. Aos outros candidatos avalia-se a robustez dos argumentos, se são verdadeiros ou não, se fazem sentido ou não. Ao especial de corrida avalia-se a eficácia da mensagem para o seu eleitorado. Não importa se disse uma objetiva mentira a cada duas frases, se foi xenófobo, se foi racista. Nada disso importa. Importa se foi eficaz a passar a mensagem. Eu calculo que essa eficácia atinja o pináculo da perfeição quando ele disser em prime time que os imigrantes deviam ser todos deportados e os que tiverem nas prisões deviam pousar os costados nas cadeiras elétricas. Aí sim estaríamos perante o climax da eficácia. Essa eficácia deve ser inversamente proporcional ao número de dias que faltam para se ter esta gente intelectualmente minimalista no governo. É aquele treinador que não tem uma ideia de jogo, a equipa não joga um crl e é um atentado para o jogo, mas tem Raça! Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 16 Abril 2025 Citação de Descartes, há 9 horas: Por outro lado o Montenegro é o Luisão da política portuguesa. Não aparentava ter jeito nenhum para aquilo mas o sucesso caiu-lhe no colo sem saber bem como. E ambos têm uma rica mulher. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 16 Abril 2025 Citação de hugoooo_17, há 12 horas: o acinte que o raposo tem ao ventura não está escrito... ou melhor, até está. Citação André Ventura: entre o gajo de Alfama e o televangelista manhoso Ventura parece o gajo de Alfama em fast forward, um taberneiro em esteróides que atira cá para fora todas as trips que lhe passam pela cabeça. E daí nasce aquele fenómeno estranhíssimo: ele enfia um número grotesco de sílabas em cada segundo; é uma metralha de perdigotos verbais que se espalha em spray; debater com o cavalheiro implica ter óculos de mergulho Ver um debate com Ventura é uma experiência que se faz mesmo só por dever. O cavalheiro tem um tom de voz irritante, muito adolescente, como se ainda não tivesse a voz no sítio; e tem sobretudo um ritmo de monólogo (nunca é diálogo) alucinado, parece que está numa trip provocada por pequenas doses de substâncias ilícitas ou por grandes doses de substâncias lícitas. Se tivesse de debater com o cavalheiro, eu exigiria que ele soprasse no balão antes. Aquela voz perfura os nossos ouvidos com a estridência e a nossa inteligência com a mentira. Não sabe usar a língua portuguesa a não ser para mentir. Mas porque é que a sua maneira de falar é tão repulsiva? Vem de onde? Há várias hipóteses. Primeira: só sabe falar em ritmo tik-tok; Ventura só sabe falar em segmentos acelerados de 30 segundos; se vai falar dois minutos, lança quatro jactos, quatro expulsões, quatro vómitos, que são incoerentes entre si, que partem de mentiras ou falácias ou de exageros teatrais. Parece a sua famosa coelhinha saltando de tema em tema sem qualquer inteligência, há apenas reflexos animais. Por falar nisso, há qualquer coisa de cadelinha de Pavlov no comportamento de Ventura. Segunda: é o vox populi da taberna. Há dias estava a ouvir um debate e a pensar, De onde é que eu conheço esta voz? Era de um velho sketch do Gato Fedorento, o gajo de Alfama. Ventura parece o gajo de Alfama em fast forward, o taberneiro em esteróides que atira cá para fora todas as trips que lhe passam pela cabeça alucinada. E daí nasce aquele fenómeno estranhíssimo: ele enfia um número grotesco de sílabas em cada segundo; é uma metralha de perdigotos verbais que se espalha em spray; debater com o cavalheiro implica ter óculos de mergulho. Terceira: Ventura fala muito mal dos brasileiros, mas só se deixa enganar quem quer. O voto de naturalizados brasileiros vai muito para o Chega e para o ADN. É um voto muito mais reacionário em média do que o nosso. É um dos ângulos cegos da esquerda no tema da imigração: estão a entrar pessoas que são a negação dos nossos valores liberais e progressistas, o que é reforçado com o tabu que é a aculturação. Um evangélico brasileiro e um muçulmano naturalizados portugueses não vão votar no Livre ou na IL ou na AD, ou no PS; votarão no Chega ou em pior, aliás, já o fazem. É por isso que Ventura fala como se fosse um pastor da igreja mana. O cavalheiro diz-se muito católico, mas fala como um televangelista manhoso. Compartilhar este post Link para o post
Genzo Publicado 16 Abril 2025 https://sicnoticias.pt/pais/2025-04-16-ministerio-publico-abre-investigacao-preventiva-a-dois-imoveis-de-pedro-nuno-santos-384fdfaa Foi aberta uma averiguação preventiva ao líder socialista, Pedro Nuno Santos, devido à aquisição de dois imóveis, um em Lisboa e outro em Montemor-o-Novo. A informação foi avançada pelo jornal online Observador, e confirmada à SIC. Novamente o mesmo assunto de 2023? Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 16 Abril 2025 Ao que conta o Observador, a queixa anónima enviada para a PGR terá como base uma notícia da revista Sábado de novembro de 2023, dando conta de um imóvel adquirido em 2018, em regime de co-propriedade com a sua mulher por 740 mil euros — tendo 290 mil euros sido pagos a pronto pela mulher de Pedro Nuno Santos, informação confirmada pelo próprio líder socialista. O valor restante, financiado por um crédito bancário, terá sido pago na totalidade pouco tempo depois. Sim. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 16 Abril 2025 https://www.record.pt/fora-de-campo/detalhe/mario-ferreira-dono-da-tvi-acusado-de-fraude-fiscal?ref=HP_2BucketDestaquesPrincipais Estou chocado. Nunca pensei. Compartilhar este post Link para o post
PRFA47 Publicado 16 Abril 2025 https://youtu.be/WyF8RHM1OCg?si=jxM03QYssehGpmsc Compartilhar este post Link para o post
Solero Publicado 16 Abril 2025 O Rui Rio é que tinha razão 1 1 Compartilhar este post Link para o post