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Sporting - Futebol

Publicações recomendadas

Epá, para o City não. Pode ser para o Real ou para o United. Algo assim do género. 40M€ em Janeiro e vende-se já.

 

Noutros assuntos relacionados, continuo a não ver nem metade do futebol que via na temporada passada. Aliás, a vontade para ver o futebol do Sporting é cada vez menor.

 

 

Na primeira parte até ao 1-0 achei que estivemos muito bem, ou era porque tinha saudades de ver o Sporting?

Depois do golo é que, como sempre no Sporting, desaceleraram à espera de sofrer o empate.

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Na primeira parte até ao 1-0 achei que estivemos muito bem, ou era porque tinha saudades de ver o Sporting?

Depois do golo é que, como sempre no Sporting, desaceleraram à espera de sofrer o empate.

Não estivemos mal, mas apenas fizemos aquilo que, na época passada, fazíamos em qualquer jogo. Depois dos primeiros 30/35 minutos, foi o Sporting desta época. Que sofre para controlar qualquer jogo, seja contra quem for.

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Não estivemos mal, mas apenas fizemos aquilo que, na época passada, fazíamos em qualquer jogo. Depois dos primeiros 30/35 minutos, foi o Sporting desta época. Que sofre para controlar qualquer jogo, seja contra quem for.

Que explicação apontas para isso? É que eu por esta altura esperava andar a ganhar por 3-o e 4-1 e 2-0... Não por 1-0 e perder jogos...

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Que explicação apontas para isso? É que eu por esta altura esperava andar a ganhar por 3-o e 4-1 e 2-0... Não por 1-0 e perder jogos...

A explicação, muito resumidamente, é que saiu o João Mário e entrou o Gelson. Saiu um dos médios mais criteriosos e inteligentes a jogar no futebol português nos últimos 10 anos, e entrou um extremo que é completamente o oposto. Explosivo, vertiginoso e desequilibrador nato, mas com pouco ou nenhum critério, com pouca qualidade na decisão (e até na execução) e sem qualquer capacidade para gerir o ritmo de uma única jogada. Para ele só há uma velocidade: a máxima, seja em que situação for. Se a equipa acompanha, muito bem. Se não acompanha, normalmente perde-se uma jogada. E jogar à velocidade máxima e sem cuidado com a posse de bola tem uma consequência natural: jogos partidos, de parada e resposta. Todos os jogos do Sporting têm sido assim, durante largos períodos do jogo. Quando, na época passada, raramente isso acontecia.

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Um jogo partido de parada e resposta, não pressupõe que uma das equipas não seja dominante e seja capaz de controlar o seu adversário da forma que quer. Se estiver preparada para isso, é uma forma completamente válida para jogar à bola.

O que não faltam são equipas a jogar em velocidade máxima e a cilindrar adversários. Vocês continuam a achar que o problema da equipa centra-se na saída do João Mário e na entrada do Gélson. É um bocado injusto e inglório falar das opções técnico/tácticas como se de um jogo de fm se tratasse e dizer que peça x por y dava resultado.

Parece-me claramente que existem uma série de factores psicológicos, técnicos e tácticos que não nos permitem ainda ter dado o salto em termos competitivos. Mas hey, o ano passado por esta altura também se andava toda a gente a queixar do futebol jogado, a diferença estava na posição.

Não me quer parecer que a baixa de forma se deva exclusivamente à entrada do Gélson no 11. Acredito mais que a troca de 3 jogadores fundamentais do 11 por outros 3 com caracteristicas diferentes é a maior causa do problema, é muita dinâmica para mexer. Fosse o Gélson o maior problema desta equipa e andavamos em 1º lugar.

É um jogador com um futuro promissor e tem sido claramente um dos melhores elementos desta época.

Editado por Hugo Rapaport

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Um jogo partido de parada e resposta, não pressupõe que uma das equipas não seja dominante e seja capaz de controlar o seu adversário da forma que quer. Se estiver preparada para isso, é uma forma completamente válida para jogar à bola.

O que não faltam são equipas a jogar em velocidade máxima e a cilindrar adversários. Vocês continuam a achar que o problema da equipa centra-se na saída do João Mário e na entrada do Gélson. É um bocado injusto e inglório falar das opções técnico/tácticas como se de um jogo de fm se tratasse e dizer que peça x por y dava resultado.

Parece-me claramente que existem uma série de factores psicológicos, técnicos e tácticos que não nos permitem ainda ter dado o salto em termos competitivos. Mas hey, o ano passado por esta altura também se andava toda a gente a queixar do futebol jogado, a diferença estava na posição.

Não me quer parecer que a baixa de forma se deva exclusivamente à entrada do Gélson no 11. Acredito mais que a troca de 3 jogadores fundamentais do 11 por outros 3 com caracteristicas diferentes é a maior causa do problema, é muita dinâmica para mexer. Fosse o Gélson o maior problema desta equipa e andavamos em 1º lugar.

É um jogador com um futuro promissor e tem sido claramente um dos melhores elementos desta época.

Err...por acaso até pressupõe. Como é que eu estou a controlar um adversário que chega perto da minha baliza de 2 em 2 minutos? Ou isso faz parte de uma estratégia? Eu sei que temos o Rui na baliza, mas ainda assim, parece-me que é brincar com o fogo.

 

Não é a saída do João Mário e a entrada do Gelson. É o que isso significa para toda a equipa. É o pouco aproveitamento de todas as potencialidades do Dost, porque querem fazer dele um mouro de trabalho nos momentos sem bola. É todo o futebol do Ruíz, que está claramente a mais no meio daqueles sprinters todos, mas que é o único que continua a seguir no caminho certo. É a necessidade de tapar buracos com o Bruno César na ala ou no meio, porque sem ele há buracos por todo o lado nos momentos sem bola, e a equipa fica ainda mais desequilibrada. É a incerteza na posição 9,5, porque qualquer jogador que jogue ali está preso numa espécie de "ilha", e tem dificuldades em associar-se com os médios e com os pseudo-laterais.

 

O João Mário era o jogador mais preponderante desta equipa, e cada vez se vê mais o quão difícil é substituí-lo. Sozinho, fazia o que 2 ou 3 jogadores por vezes não conseguem fazer. Equilibrava em todos os momentos. Ligava toda a equipa. Era ele, por influência directa e indirecta (Ruíz), que nos permitia controlar jogos. Baixar e subir o ritmo quando nós queríamos, em vez de estarmos sempre sujeitos ao adversário.

 

Isto é a história do Ramires all over again.

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Guest Dur@cell

Inácio cessa funções no Sporting para assumir o comando do Moreirense

Editado por Dur@cell

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Err...por acaso até pressupõe. Como é que eu estou a controlar um adversário que chega perto da minha baliza de 2 em 2 minutos? Ou isso faz parte de uma estratégia? Eu sei que temos o Rui na baliza, mas ainda assim, parece-me que é brincar com o fogo.

 

Não é a saída do João Mário e a entrada do Gelson. É o que isso significa para toda a equipa. É o pouco aproveitamento de todas as potencialidades do Dost, porque querem fazer dele um mouro de trabalho nos momentos sem bola. É todo o futebol do Ruíz, que está claramente a mais no meio daqueles sprinters todos, mas que é o único que continua a seguir no caminho certo. É a necessidade de tapar buracos com o Bruno César na ala ou no meio, porque sem ele há buracos por todo o lado nos momentos sem bola, e a equipa fica ainda mais desequilibrada. É a incerteza na posição 9,5, porque qualquer jogador que jogue ali está preso numa espécie de "ilha", e tem dificuldades em associar-se com os médios e com os pseudo-laterais.

 

O João Mário era o jogador mais preponderante desta equipa, e cada vez se vê mais o quão difícil é substituí-lo. Sozinho, fazia o que 2 ou 3 jogadores por vezes não conseguem fazer. Equilibrava em todos os momentos. Ligava toda a equipa. Era ele, por influência directa e indirecta (Ruíz), que nos permitia controlar jogos. Baixar e subir o ritmo quando nós queríamos, em vez de estarmos sempre sujeitos ao adversário.

 

Isto é a história do Ramires all over again.

 

Um jogo de parada e resposta não pressupõe que o adversário seja capaz de chegar de forma competente à tua baliza. É perfeitamente possível controlar um jogo sendo uma equipa vertiginosa e que jogue no limite. Não é para todos os modelos, para todos os treinadores nem para todos os jogadores, mas é possível. A constante necessidade moderna de atribuir o dominio de um jogo a um dominio absoluto da posse de bola é estúpida. E contra mim falo que não concebo um modelo de jogo onde a posse de bola não seja o factor preponderante, mas querer aplicar isso a todas as equipas e treinadores é só parvo. Uma das maiores virtudes do futebol é ser possível conceber os mais variados modelos de jogo e ter sucesso em qualquer um dos casos.

E a nossa falta de futebol este ano não se resume à saída do João Mário. Aliás, contra o Porto, já sem João Mário fizemos um excelente jogo.

Nós tivemos 3 peças importantes que caíram do nosso onze e que alteraram as dinâmicas da equipa, ficaste sem um médio ala mais criterioso e acrescentaste um mais vertiginoso, ficaste sem um 9 que trabalhava demasiado bem no processo sem bola e acrescentaste um que é menos cão de caça mas é mais jogador nos momentos com bola e perdeste um 9,5 que andava a passear o cu dentro de campo mas fazia o que o Jesus pretendia e este ano ainda não acrescentaste ninguém naquela posição de forma definitiva.

Aliás, tu próprio reconheces isto no teu post. A diferença é que atribuis as perdas das dinâmicas à queda de um jogador do 11, já eu acho que ter perdido 3 contribuiu de forma mais forte para isso mesmo.

Até arrisco a dizer que ter o João Mário nesta equipa de momento só aumentava a nossa qualidade de jogo devido ao facto de ser um excelente jogador, porque a falta de dinâmicas ia continuar toda lá. Íamos continuar a ter dificuldades em desenvolver o nosso futebol que seriam atenuadas de vez em quando pelo génio do João Mário, nada mais. E isso para mim não é sinónimo da falta do João Mário nesta equipa. É só mascarar as debilidades óbvias da nossa dinâmica com um excelente jogador.

Exactamente a mesma coisa que tu dizes do Adrien e a sua importância na equipa este ano.

O João Mário era e é um excelente jogador mas está longe de ser a última bolacha do pacote. Fomos ao mercado para colmatar as saídas dos jogadores titulares, acabamos por optar por jogadores com caracteristicas diferentes por isso agora temos de ajustar o modelo a eles mesmos.

Enquanto treinador tens duas abordagens possiveis, ou ajustas o teu modelo aos teus jogadores ou compras os jogadores para o teu modelo. Eu sou apologista da primeira porque nem toda a gente é um Guardiola, Jesus ou Mourinho que pode por e dispor das contratações que quer, como quer e quando quer e o trabalho de um treinador é a de constante adaptação ao que recebe e tem.

O Jesus apesar dos poderes que tem, optou pela primeira e agora tem de trabalhar com a mesma.

Isto tudo para dizer que no futebol não existe caminho certo nem errado, existem pessoas capazes e outras não. Querer padronizar o futebol no que diz respeito às contratações, perfis de jogadores, e tipo de futebol é querer matar toda a criatividade que o processo de criação futebolistico nos proporciona.

É tão certo substituir um jogador como o João Mário pelo Gélson como substitui-lo por outro de caracteristicas semelhantes ao primeiro, tudo depende das vontades de quem os vai trabalhar. No final todos serão julgados pelo mesmo, pelos resultados e pelo que conquistam.

 

E antes que achem que eu gosto de bater na frente e jogar sem bola, longe disso. Simplesmente sou capaz de entender outras formas de jogar e de trabalhar. Se existe alguém capaz de obter resultados por métodos diferentes dos meus porque raio terei de o subjugar às minhas ideias e forma de jogar ? Cada um trabalha com o que tem e pode, é esse o trabalho do treinador, gerir os recursos que têm e tentar potenciá-los de forma a obter resultados.

Editado por Hugo Rapaport

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Um jogo de parada e resposta não pressupõe que o adversário seja capaz de chegar de forma competente à tua baliza. É perfeitamente possível controlar um jogo sendo uma equipa vertiginosa e que jogue no limite. Não é para todos os modelos, para todos os treinadores nem para todos os jogadores, mas é possível. A constante necessidade moderna de atribuir o dominio de um jogo a um dominio absoluto da posse de bola é estúpida. E contra mim falo que não concebo um modelo de jogo onde a posse de bola não seja o factor preponderante, mas querer aplicar isso a todas as equipas e treinadores é só parvo. Uma das maiores virtudes do futebol é ser possível conceber os mais variados modelos de jogo e ter sucesso em qualquer um dos casos.

E a nossa falta de futebol este ano não se resume à saída do João Mário. Aliás, contra o Porto, já sem João Mário fizemos um excelente jogo.

Nós tivemos 3 peças importantes que caíram do nosso onze e que alteraram as dinâmicas da equipa, ficaste sem um médio ala mais criterioso e acrescentaste um mais vertiginoso, ficaste sem um 9 que trabalhava demasiado bem no processo sem bola e acrescentaste um que é menos cão de caça mas é mais jogador nos momentos com bola e perdeste um 9,5 que andava a passear o cu dentro de campo mas fazia o que o Jesus pretendia e este ano ainda não acrescentaste ninguém naquela posição de forma definitiva.

Aliás, tu próprio reconheces isto no teu post. A diferença é que atribuis as perdas das dinâmicas à queda de um jogador do 11, já eu acho que ter perdido 3 contribuiu de forma mais forte para isso mesmo.

Até arrisco a dizer que ter o João Mário nesta equipa de momento só aumentava a nossa qualidade de jogo devido ao facto de ser um excelente jogador, porque a falta de dinâmicas ia continuar toda lá. Íamos continuar a ter dificuldades em desenvolver o nosso futebol que seriam atenuadas de vez em quando pelo génio do João Mário, nada mais. E isso para mim não é sinónimo da falta do João Mário nesta equipa. É só mascarar as debilidades óbvias da nossa dinâmica com um excelente jogador.

Exactamente a mesma coisa que tu dizes do Adrien e a sua importância na equipa este ano.

O João Mário era e é um excelente jogador mas está longe de ser a última bolacha do pacote. Fomos ao mercado para colmatar as saídas dos jogadores titulares, acabamos por optar por jogadores com caracteristicas diferentes por isso agora temos de ajustar o modelo a eles mesmos.

Enquanto treinador tens duas abordagens possiveis, ou ajustas o teu modelo aos teus jogadores ou compras os jogadores para o teu modelo. Eu sou apologista da primeira porque nem toda a gente é um Guardiola, Jesus ou Mourinho que pode por e dispor das contratações que quer, como quer e quando quer e o trabalho de um treinador é a de constante adaptação ao que recebe e tem.

O Jesus apesar dos poderes que tem, optou pela primeira e agora tem de trabalhar com a mesma.

Isto tudo para dizer que no futebol não existe caminho certo nem errado, existem pessoas capazes e outras não. Querer padronizar o futebol no que diz respeito às contratações, perfis de jogadores, e tipo de futebol é querer matar toda a criatividade que o processo de criação futebolistico nos proporciona.

É tão certo substituir um jogador como o João Mário pelo Gélson como substitui-lo por outro de caracteristicas semelhantes ao primeiro, tudo depende das vontades de quem os vai trabalhar. No final todos serão julgados pelo mesmo, pelos resultados e pelo que conquistam.

 

E antes que achem que eu gosto de bater na frente e jogar sem bola, longe disso. Simplesmente sou capaz de entender outras formas de jogar e de trabalhar. Se existe alguém capaz de obter resultados por métodos diferentes dos meus porque raio terei de o subjugar às minhas ideias e forma de jogar ? Cada um trabalha com o que tem e pode, é esse o trabalho do treinador, gerir os recursos que têm e tentar potenciá-los de forma a obter resultados.

Estão a ver este gajo? Gosto deste gajo.

 

Mudaram-se três jogadores em posições chave atacantes do 11, demasiados para que a adaptação a um jogo como o do Jesus se faça rapidamente, e ainda por cima já se parou o campeonato três vezes para muitos desses mesmos reforços terem de ir às selecções. Nota-se pelo menos no caso do Dost que já se está a entrosar melhor com os colegas, e os colegas com ele. O Jesus já mostrou mais do que uma vez que, demorando mais ou menos tempo, põe as equipas a funcionar depois de perder jogadores. E o Benfica não acaba o campeonato só com dois empates.

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Epá, para o City não. Pode ser para o Real ou para o United. Algo assim do género. 40M€ em Janeiro e vende-se já.

 

Noutros assuntos relacionados, continuo a não ver nem metade do futebol que via na temporada passada. Aliás, a vontade para ver o futebol do Sporting é cada vez menor.

 

Eh pa... Eu desde ah ano e meio pra cá que nao escrevo neste forum mas tenho seguido "atentamente" os posts que aqui se poem, principalmente nestes topicos do nosso sporting.

 

E apesar de ter muitas divergencias contigo, lembro de andar sempre as turras por causa do dilema slimani x montero (que por acaso o slimani desenvolveu bastante e fiquei bastante agradado com a evoluçao tremenda e maior que eu esperei), eu concordo com o que tu dizes aqui.

 

O ano passado, meh, ainda dava pra ver alguns jogos. Agora este ano... Nao me vao apanhar na curva a rapar um frio do crl para ver este futebol deploravel. Se nao é as arrancadas do menino, ou por vezes o ruiz a sacar de algumas mudancas de ritmo, estamos bem tramados com o nosso futebol.

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Hugo, então explica-me de que forma é possível. Jogar de forma vertiginosa, em maior ou menor escala, significa passar pouco tempo em organização ofensiva. Em Portugal então, na maioria dos jogos, não sei como é possível uma equipa grande jogar bem e não passar um período significativo do jogo em organização ofensiva. O adversário quase que obriga a isso.

 

O controlo do jogo nem sempre depende da posse de bola. Também depende de ser capaz de defender, sem bola, longe da nossa baliza. O Sporting não tem conseguido fazer isso, porque as perdas de bolas aparecem em muito maior número agora, e porque a equipa quase nunca está preparada para uma boa transição ataque-defesa. É a "táctica do buraco", que reinava no Benfica da segunda época do Jesus, depois da saída do Ramires. Em muitos momentos, o adversário sai com facilidade da pressão, e só resta o William - muitas vezes em inferioridade numérica - para proteger os centrais de apanharem com um adversário embalado e com espaço para definir.

 

O Jesus deu um passo atrás esta época. Estava a evoluir, estava a avançar para um modelo mais controlador, mais forte nos momentos sem bola. À equipa do Sporting, na época passada, apenas faltava criatividade. E nem sequer faltavam opções para isso. Mesmo assim, e mesmo com as limitações individuais nas laterais, criava oportunidades de golo suficientes. Jogava regularmente bem. Houve vários períodos da época onde a dúvida era mais por quantos ganhávamos do que propriamente a vitória em si.

 

Esta época, voltou tudo atrás. Pioramos nos momentos de organização. Estamos longe de sermos devidamente eficientes na forma como parece que queremos jogar. Perdemos o controlo dos jogos. O 11, em termos individuais, está pior. Não é só uma questão de adaptação dos novos jogadores no 11. É um downgrade total de qualidade. E é escolha do Jesus. Este é o verdadeiro modelo dele, e a época passada foi uma excepção. Foi ele que contratou o substituto do Slimani, e escolheu alguém com um perfil diferente. Foi ele que quis apostar sem reservas no Gelson (estava ansioso por isso). E é ele que não perde uma oportunidade para dizer que adorava ter um avançado que fizesse tantos golos como o Teo esta época, quando dispensou um que fez isso mesmo em duas épocas consecutivas e que jogava, no mínimo, 100x mais que aquele fantasma, para ir buscar mais um dos seus fetiches do PFC.

 

Eu não preciso esperar por Março para saber que a equipa vai melhorar (mau era), nem vou avaliar o Jesus pelos resultados em Maio ou Junho. O ano passado, o Sporting era a melhor equipa e perdeu o campeonato. Este ano pode não ser e ganhá-lo. Nunca se sabe. Mas que acho que ele está a ir pelo caminho errado na construção da equipa, e que a troca do João Mário pelo Gelson tem grande influência na forma como temos jogado pior, isso acho.

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Eu estou tentado a concordar com o Hugo na questão João Mário vs. Gelson - isto é, não creio que seja um problema se jogarmos, por exemplo, com William, Adrien, Ruiz, Gelson, Campbell e Dost - mas concordo com o Poeira: não conheço nenhuma equipa de sucesso que jogue sempre na vertigem e na cavalice e consiga, ao mesmo tempo, ter o controlo do jogo. Se pudessem dar exemplos dessas equipas, seria um bom contributo para a discussão, porque eu sinceramente não estou a ver como é que isso é possível.

Editado por Refutador

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Guest fiasco

Eh pa... Eu desde ah ano e meio pra cá que nao escrevo neste forum mas tenho seguido "atentamente" os posts que aqui se poem, principalmente nestes topicos do nosso sporting.

 

E apesar de ter muitas divergencias contigo, lembro de andar sempre as turras por causa do dilema slimani x montero (que por acaso o slimani desenvolveu bastante e fiquei bastante agradado com a evoluçao tremenda e maior que eu esperei), eu concordo com o que tu dizes aqui.

 

O ano passado, meh, ainda dava pra ver alguns jogos. Agora este ano... Nao me vao apanhar na curva a rapar um frio do crl para ver este futebol deploravel. Se nao é as arrancadas do menino, ou por vezes o ruiz a sacar de algumas mudancas de ritmo, estamos bem tramados com o nosso futebol.

 

What?

Mas sim, se partes dessa premissa, este ano sugiro que tires uma folga do futebol português.

 

 

 

Estão a ver este gajo? Gosto deste gajo.

 

Mudaram-se três jogadores em posições chave atacantes do 11, demasiados para que a adaptação a um jogo como o do Jesus se faça rapidamente, e ainda por cima já se parou o campeonato três vezes para muitos desses mesmos reforços terem de ir às selecções. Nota-se pelo menos no caso do Dost que já se está a entrosar melhor com os colegas, e os colegas com ele. O Jesus já mostrou mais do que uma vez que, demorando mais ou menos tempo, põe as equipas a funcionar depois de perder jogadores. E o Benfica não acaba o campeonato só com dois empates.

 

Era menino para meter guita nisso.

Editado por fiasco

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Real Madrid

Só o facto de jogarem com Modric e Kroos/Kovacic no duplo pivot faz com que isso não seja verdade.

 

O Dortmund do Klopp.

A equipa que jogava regularmente com um meio-campo formado por Bender, Sahin/Gündogan e Kagawa jogava sempre na vertigem e na cavalice?

 

 

Foi o primeiro vídeo que me apareceu, mas repara como sabem identificar perfeitamente quando é que é para acelerar o jogo e quando é que é para ficar com a bola. Não é sempre bola para a frente. É só quando há condições para isso.

 

Uma equipa pode privilegiar mais os momentos de ataque rápido, pode até deixar que o jogo se parta algumas vezes, mas se não souber gerir esses momentos ou, pelo menos, se não tiver alguns jogadores com essa capacidade não vai a lado nenhum. Aliás, tenho dificuldades em lembrar-me de um atributo mais importante no futebol actual do que a capacidade para gerir o ritmo do jogo. Repito, não há nenhuma equipa de sucesso que não saiba jogar com as mudanças de ritmo. Nem o Dortmund do Klöpp, nem o Bayern do Heynckes (esta então faz-me especial confusão que se ache que era uma equipa vertiginosa e que só queria era contra-atacar), nem o Atlético do Simeone.

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A Bola leva mesmo isto dos campeonatos a sério, que diferença é que faz para um jornal se "o BdC tem razão, ou não"? Os campeonatos antigamente eram contabilizados e reconhecidos por quem de direito, depois deixaram de o ser. Quem quiser seguir a norma antiga segue, quem quiser seguir a nova segue, ambas as interpretações têm a sua lógica.

Só agora vi isto... por essa ordem de ideias nem sei para que servem os jornais, em especial o que se dão ao trabalho de fazer fact checking.

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Guest Dur@cell

Ele já não tinha funções no Sporting há algum tempo.

 

verdade, my bad

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A SAD do Sporting propôs ao Famalicão passar a ter primazia na escolha dos seus atletas (formação e equipa sénior), dando em troca a parte da receita que lhe cabia no jogo da taça.

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Guest fiasco

A SAD do Sporting propôs ao Famalicão passar a ter primazia na escolha dos seus atletas (formação e equipa sénior), dando em troca a parte da receita que lhe cabia no jogo da taça.

 

Que tal fontes?

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What?

Mas sim, se partes dessa premissa, este ano sugiro que tires uma folga do futebol português.

 

 

 

 

 

Ano passado ainda me custou ver alguns jogos. Fui a paços este ano e prometi que nunca mais. Nunca, este ano. Ou a equipa se lembra e começa a jogar a bola ou entao nao sei. Nao temos laterais

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