Jimpo Publicado 27 Novembro 2016 Epá, para o City não. Pode ser para o Real ou para o United. Algo assim do género. 40M€ em Janeiro e vende-se já. Noutros assuntos relacionados, continuo a não ver nem metade do futebol que via na temporada passada. Aliás, a vontade para ver o futebol do Sporting é cada vez menor. Na primeira parte até ao 1-0 achei que estivemos muito bem, ou era porque tinha saudades de ver o Sporting? Depois do golo é que, como sempre no Sporting, desaceleraram à espera de sofrer o empate. Compartilhar este post Link para o post
Jimpo Publicado 27 Novembro 2016 claçe https://streamable.com/3g48 Compartilhar este post Link para o post
Solo Publicado 27 Novembro 2016 claçe https://streamable.com/3g48 ainda assim este, tem que se lhe diga e nunca é demais :carinhoso: Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 27 Novembro 2016 Na primeira parte até ao 1-0 achei que estivemos muito bem, ou era porque tinha saudades de ver o Sporting? Depois do golo é que, como sempre no Sporting, desaceleraram à espera de sofrer o empate. Não estivemos mal, mas apenas fizemos aquilo que, na época passada, fazíamos em qualquer jogo. Depois dos primeiros 30/35 minutos, foi o Sporting desta época. Que sofre para controlar qualquer jogo, seja contra quem for. Compartilhar este post Link para o post
jl17 Publicado 27 Novembro 2016 Não estivemos mal, mas apenas fizemos aquilo que, na época passada, fazíamos em qualquer jogo. Depois dos primeiros 30/35 minutos, foi o Sporting desta época. Que sofre para controlar qualquer jogo, seja contra quem for. Que explicação apontas para isso? É que eu por esta altura esperava andar a ganhar por 3-o e 4-1 e 2-0... Não por 1-0 e perder jogos... Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 28 Novembro 2016 Que explicação apontas para isso? É que eu por esta altura esperava andar a ganhar por 3-o e 4-1 e 2-0... Não por 1-0 e perder jogos... A explicação, muito resumidamente, é que saiu o João Mário e entrou o Gelson. Saiu um dos médios mais criteriosos e inteligentes a jogar no futebol português nos últimos 10 anos, e entrou um extremo que é completamente o oposto. Explosivo, vertiginoso e desequilibrador nato, mas com pouco ou nenhum critério, com pouca qualidade na decisão (e até na execução) e sem qualquer capacidade para gerir o ritmo de uma única jogada. Para ele só há uma velocidade: a máxima, seja em que situação for. Se a equipa acompanha, muito bem. Se não acompanha, normalmente perde-se uma jogada. E jogar à velocidade máxima e sem cuidado com a posse de bola tem uma consequência natural: jogos partidos, de parada e resposta. Todos os jogos do Sporting têm sido assim, durante largos períodos do jogo. Quando, na época passada, raramente isso acontecia. Compartilhar este post Link para o post
Pickle Rick Publicado 28 Novembro 2016 (editado) Um jogo partido de parada e resposta, não pressupõe que uma das equipas não seja dominante e seja capaz de controlar o seu adversário da forma que quer. Se estiver preparada para isso, é uma forma completamente válida para jogar à bola. O que não faltam são equipas a jogar em velocidade máxima e a cilindrar adversários. Vocês continuam a achar que o problema da equipa centra-se na saída do João Mário e na entrada do Gélson. É um bocado injusto e inglório falar das opções técnico/tácticas como se de um jogo de fm se tratasse e dizer que peça x por y dava resultado. Parece-me claramente que existem uma série de factores psicológicos, técnicos e tácticos que não nos permitem ainda ter dado o salto em termos competitivos. Mas hey, o ano passado por esta altura também se andava toda a gente a queixar do futebol jogado, a diferença estava na posição. Não me quer parecer que a baixa de forma se deva exclusivamente à entrada do Gélson no 11. Acredito mais que a troca de 3 jogadores fundamentais do 11 por outros 3 com caracteristicas diferentes é a maior causa do problema, é muita dinâmica para mexer. Fosse o Gélson o maior problema desta equipa e andavamos em 1º lugar. É um jogador com um futuro promissor e tem sido claramente um dos melhores elementos desta época. Editado 28 Novembro 2016 por Hugo Rapaport Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 28 Novembro 2016 Um jogo partido de parada e resposta, não pressupõe que uma das equipas não seja dominante e seja capaz de controlar o seu adversário da forma que quer. Se estiver preparada para isso, é uma forma completamente válida para jogar à bola. O que não faltam são equipas a jogar em velocidade máxima e a cilindrar adversários. Vocês continuam a achar que o problema da equipa centra-se na saída do João Mário e na entrada do Gélson. É um bocado injusto e inglório falar das opções técnico/tácticas como se de um jogo de fm se tratasse e dizer que peça x por y dava resultado. Parece-me claramente que existem uma série de factores psicológicos, técnicos e tácticos que não nos permitem ainda ter dado o salto em termos competitivos. Mas hey, o ano passado por esta altura também se andava toda a gente a queixar do futebol jogado, a diferença estava na posição. Não me quer parecer que a baixa de forma se deva exclusivamente à entrada do Gélson no 11. Acredito mais que a troca de 3 jogadores fundamentais do 11 por outros 3 com caracteristicas diferentes é a maior causa do problema, é muita dinâmica para mexer. Fosse o Gélson o maior problema desta equipa e andavamos em 1º lugar. É um jogador com um futuro promissor e tem sido claramente um dos melhores elementos desta época. Err...por acaso até pressupõe. Como é que eu estou a controlar um adversário que chega perto da minha baliza de 2 em 2 minutos? Ou isso faz parte de uma estratégia? Eu sei que temos o Rui na baliza, mas ainda assim, parece-me que é brincar com o fogo. Não é a saída do João Mário e a entrada do Gelson. É o que isso significa para toda a equipa. É o pouco aproveitamento de todas as potencialidades do Dost, porque querem fazer dele um mouro de trabalho nos momentos sem bola. É todo o futebol do Ruíz, que está claramente a mais no meio daqueles sprinters todos, mas que é o único que continua a seguir no caminho certo. É a necessidade de tapar buracos com o Bruno César na ala ou no meio, porque sem ele há buracos por todo o lado nos momentos sem bola, e a equipa fica ainda mais desequilibrada. É a incerteza na posição 9,5, porque qualquer jogador que jogue ali está preso numa espécie de "ilha", e tem dificuldades em associar-se com os médios e com os pseudo-laterais. O João Mário era o jogador mais preponderante desta equipa, e cada vez se vê mais o quão difícil é substituí-lo. Sozinho, fazia o que 2 ou 3 jogadores por vezes não conseguem fazer. Equilibrava em todos os momentos. Ligava toda a equipa. Era ele, por influência directa e indirecta (Ruíz), que nos permitia controlar jogos. Baixar e subir o ritmo quando nós queríamos, em vez de estarmos sempre sujeitos ao adversário. Isto é a história do Ramires all over again. Compartilhar este post Link para o post
Guest Dur@cell Publicado 28 Novembro 2016 (editado) Inácio cessa funções no Sporting para assumir o comando do Moreirense Editado 28 Novembro 2016 por Dur@cell Compartilhar este post Link para o post
Taka Publicado 28 Novembro 2016 Ele já não tinha funções no Sporting há algum tempo. Compartilhar este post Link para o post
Pickle Rick Publicado 28 Novembro 2016 (editado) Err...por acaso até pressupõe. Como é que eu estou a controlar um adversário que chega perto da minha baliza de 2 em 2 minutos? Ou isso faz parte de uma estratégia? Eu sei que temos o Rui na baliza, mas ainda assim, parece-me que é brincar com o fogo. Não é a saída do João Mário e a entrada do Gelson. É o que isso significa para toda a equipa. É o pouco aproveitamento de todas as potencialidades do Dost, porque querem fazer dele um mouro de trabalho nos momentos sem bola. É todo o futebol do Ruíz, que está claramente a mais no meio daqueles sprinters todos, mas que é o único que continua a seguir no caminho certo. É a necessidade de tapar buracos com o Bruno César na ala ou no meio, porque sem ele há buracos por todo o lado nos momentos sem bola, e a equipa fica ainda mais desequilibrada. É a incerteza na posição 9,5, porque qualquer jogador que jogue ali está preso numa espécie de "ilha", e tem dificuldades em associar-se com os médios e com os pseudo-laterais. O João Mário era o jogador mais preponderante desta equipa, e cada vez se vê mais o quão difícil é substituí-lo. Sozinho, fazia o que 2 ou 3 jogadores por vezes não conseguem fazer. Equilibrava em todos os momentos. Ligava toda a equipa. Era ele, por influência directa e indirecta (Ruíz), que nos permitia controlar jogos. Baixar e subir o ritmo quando nós queríamos, em vez de estarmos sempre sujeitos ao adversário. Isto é a história do Ramires all over again. Um jogo de parada e resposta não pressupõe que o adversário seja capaz de chegar de forma competente à tua baliza. É perfeitamente possível controlar um jogo sendo uma equipa vertiginosa e que jogue no limite. Não é para todos os modelos, para todos os treinadores nem para todos os jogadores, mas é possível. A constante necessidade moderna de atribuir o dominio de um jogo a um dominio absoluto da posse de bola é estúpida. E contra mim falo que não concebo um modelo de jogo onde a posse de bola não seja o factor preponderante, mas querer aplicar isso a todas as equipas e treinadores é só parvo. Uma das maiores virtudes do futebol é ser possível conceber os mais variados modelos de jogo e ter sucesso em qualquer um dos casos. E a nossa falta de futebol este ano não se resume à saída do João Mário. Aliás, contra o Porto, já sem João Mário fizemos um excelente jogo. Nós tivemos 3 peças importantes que caíram do nosso onze e que alteraram as dinâmicas da equipa, ficaste sem um médio ala mais criterioso e acrescentaste um mais vertiginoso, ficaste sem um 9 que trabalhava demasiado bem no processo sem bola e acrescentaste um que é menos cão de caça mas é mais jogador nos momentos com bola e perdeste um 9,5 que andava a passear o cu dentro de campo mas fazia o que o Jesus pretendia e este ano ainda não acrescentaste ninguém naquela posição de forma definitiva. Aliás, tu próprio reconheces isto no teu post. A diferença é que atribuis as perdas das dinâmicas à queda de um jogador do 11, já eu acho que ter perdido 3 contribuiu de forma mais forte para isso mesmo. Até arrisco a dizer que ter o João Mário nesta equipa de momento só aumentava a nossa qualidade de jogo devido ao facto de ser um excelente jogador, porque a falta de dinâmicas ia continuar toda lá. Íamos continuar a ter dificuldades em desenvolver o nosso futebol que seriam atenuadas de vez em quando pelo génio do João Mário, nada mais. E isso para mim não é sinónimo da falta do João Mário nesta equipa. É só mascarar as debilidades óbvias da nossa dinâmica com um excelente jogador. Exactamente a mesma coisa que tu dizes do Adrien e a sua importância na equipa este ano. O João Mário era e é um excelente jogador mas está longe de ser a última bolacha do pacote. Fomos ao mercado para colmatar as saídas dos jogadores titulares, acabamos por optar por jogadores com caracteristicas diferentes por isso agora temos de ajustar o modelo a eles mesmos. Enquanto treinador tens duas abordagens possiveis, ou ajustas o teu modelo aos teus jogadores ou compras os jogadores para o teu modelo. Eu sou apologista da primeira porque nem toda a gente é um Guardiola, Jesus ou Mourinho que pode por e dispor das contratações que quer, como quer e quando quer e o trabalho de um treinador é a de constante adaptação ao que recebe e tem. O Jesus apesar dos poderes que tem, optou pela primeira e agora tem de trabalhar com a mesma. Isto tudo para dizer que no futebol não existe caminho certo nem errado, existem pessoas capazes e outras não. Querer padronizar o futebol no que diz respeito às contratações, perfis de jogadores, e tipo de futebol é querer matar toda a criatividade que o processo de criação futebolistico nos proporciona. É tão certo substituir um jogador como o João Mário pelo Gélson como substitui-lo por outro de caracteristicas semelhantes ao primeiro, tudo depende das vontades de quem os vai trabalhar. No final todos serão julgados pelo mesmo, pelos resultados e pelo que conquistam. E antes que achem que eu gosto de bater na frente e jogar sem bola, longe disso. Simplesmente sou capaz de entender outras formas de jogar e de trabalhar. Se existe alguém capaz de obter resultados por métodos diferentes dos meus porque raio terei de o subjugar às minhas ideias e forma de jogar ? Cada um trabalha com o que tem e pode, é esse o trabalho do treinador, gerir os recursos que têm e tentar potenciá-los de forma a obter resultados. Editado 28 Novembro 2016 por Hugo Rapaport Compartilhar este post Link para o post
JGabriel Publicado 28 Novembro 2016 Um jogo de parada e resposta não pressupõe que o adversário seja capaz de chegar de forma competente à tua baliza. É perfeitamente possível controlar um jogo sendo uma equipa vertiginosa e que jogue no limite. Não é para todos os modelos, para todos os treinadores nem para todos os jogadores, mas é possível. A constante necessidade moderna de atribuir o dominio de um jogo a um dominio absoluto da posse de bola é estúpida. E contra mim falo que não concebo um modelo de jogo onde a posse de bola não seja o factor preponderante, mas querer aplicar isso a todas as equipas e treinadores é só parvo. Uma das maiores virtudes do futebol é ser possível conceber os mais variados modelos de jogo e ter sucesso em qualquer um dos casos. E a nossa falta de futebol este ano não se resume à saída do João Mário. Aliás, contra o Porto, já sem João Mário fizemos um excelente jogo. Nós tivemos 3 peças importantes que caíram do nosso onze e que alteraram as dinâmicas da equipa, ficaste sem um médio ala mais criterioso e acrescentaste um mais vertiginoso, ficaste sem um 9 que trabalhava demasiado bem no processo sem bola e acrescentaste um que é menos cão de caça mas é mais jogador nos momentos com bola e perdeste um 9,5 que andava a passear o cu dentro de campo mas fazia o que o Jesus pretendia e este ano ainda não acrescentaste ninguém naquela posição de forma definitiva. Aliás, tu próprio reconheces isto no teu post. A diferença é que atribuis as perdas das dinâmicas à queda de um jogador do 11, já eu acho que ter perdido 3 contribuiu de forma mais forte para isso mesmo. Até arrisco a dizer que ter o João Mário nesta equipa de momento só aumentava a nossa qualidade de jogo devido ao facto de ser um excelente jogador, porque a falta de dinâmicas ia continuar toda lá. Íamos continuar a ter dificuldades em desenvolver o nosso futebol que seriam atenuadas de vez em quando pelo génio do João Mário, nada mais. E isso para mim não é sinónimo da falta do João Mário nesta equipa. É só mascarar as debilidades óbvias da nossa dinâmica com um excelente jogador. Exactamente a mesma coisa que tu dizes do Adrien e a sua importância na equipa este ano. O João Mário era e é um excelente jogador mas está longe de ser a última bolacha do pacote. Fomos ao mercado para colmatar as saídas dos jogadores titulares, acabamos por optar por jogadores com caracteristicas diferentes por isso agora temos de ajustar o modelo a eles mesmos. Enquanto treinador tens duas abordagens possiveis, ou ajustas o teu modelo aos teus jogadores ou compras os jogadores para o teu modelo. Eu sou apologista da primeira porque nem toda a gente é um Guardiola, Jesus ou Mourinho que pode por e dispor das contratações que quer, como quer e quando quer e o trabalho de um treinador é a de constante adaptação ao que recebe e tem. O Jesus apesar dos poderes que tem, optou pela primeira e agora tem de trabalhar com a mesma. Isto tudo para dizer que no futebol não existe caminho certo nem errado, existem pessoas capazes e outras não. Querer padronizar o futebol no que diz respeito às contratações, perfis de jogadores, e tipo de futebol é querer matar toda a criatividade que o processo de criação futebolistico nos proporciona. É tão certo substituir um jogador como o João Mário pelo Gélson como substitui-lo por outro de caracteristicas semelhantes ao primeiro, tudo depende das vontades de quem os vai trabalhar. No final todos serão julgados pelo mesmo, pelos resultados e pelo que conquistam. E antes que achem que eu gosto de bater na frente e jogar sem bola, longe disso. Simplesmente sou capaz de entender outras formas de jogar e de trabalhar. Se existe alguém capaz de obter resultados por métodos diferentes dos meus porque raio terei de o subjugar às minhas ideias e forma de jogar ? Cada um trabalha com o que tem e pode, é esse o trabalho do treinador, gerir os recursos que têm e tentar potenciá-los de forma a obter resultados. Estão a ver este gajo? Gosto deste gajo. Mudaram-se três jogadores em posições chave atacantes do 11, demasiados para que a adaptação a um jogo como o do Jesus se faça rapidamente, e ainda por cima já se parou o campeonato três vezes para muitos desses mesmos reforços terem de ir às selecções. Nota-se pelo menos no caso do Dost que já se está a entrosar melhor com os colegas, e os colegas com ele. O Jesus já mostrou mais do que uma vez que, demorando mais ou menos tempo, põe as equipas a funcionar depois de perder jogadores. E o Benfica não acaba o campeonato só com dois empates. Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado 28 Novembro 2016 Epá, para o City não. Pode ser para o Real ou para o United. Algo assim do género. 40M€ em Janeiro e vende-se já. Noutros assuntos relacionados, continuo a não ver nem metade do futebol que via na temporada passada. Aliás, a vontade para ver o futebol do Sporting é cada vez menor. Eh pa... Eu desde ah ano e meio pra cá que nao escrevo neste forum mas tenho seguido "atentamente" os posts que aqui se poem, principalmente nestes topicos do nosso sporting. E apesar de ter muitas divergencias contigo, lembro de andar sempre as turras por causa do dilema slimani x montero (que por acaso o slimani desenvolveu bastante e fiquei bastante agradado com a evoluçao tremenda e maior que eu esperei), eu concordo com o que tu dizes aqui. O ano passado, meh, ainda dava pra ver alguns jogos. Agora este ano... Nao me vao apanhar na curva a rapar um frio do crl para ver este futebol deploravel. Se nao é as arrancadas do menino, ou por vezes o ruiz a sacar de algumas mudancas de ritmo, estamos bem tramados com o nosso futebol. Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 28 Novembro 2016 Hugo, então explica-me de que forma é possível. Jogar de forma vertiginosa, em maior ou menor escala, significa passar pouco tempo em organização ofensiva. Em Portugal então, na maioria dos jogos, não sei como é possível uma equipa grande jogar bem e não passar um período significativo do jogo em organização ofensiva. O adversário quase que obriga a isso. O controlo do jogo nem sempre depende da posse de bola. Também depende de ser capaz de defender, sem bola, longe da nossa baliza. O Sporting não tem conseguido fazer isso, porque as perdas de bolas aparecem em muito maior número agora, e porque a equipa quase nunca está preparada para uma boa transição ataque-defesa. É a "táctica do buraco", que reinava no Benfica da segunda época do Jesus, depois da saída do Ramires. Em muitos momentos, o adversário sai com facilidade da pressão, e só resta o William - muitas vezes em inferioridade numérica - para proteger os centrais de apanharem com um adversário embalado e com espaço para definir. O Jesus deu um passo atrás esta época. Estava a evoluir, estava a avançar para um modelo mais controlador, mais forte nos momentos sem bola. À equipa do Sporting, na época passada, apenas faltava criatividade. E nem sequer faltavam opções para isso. Mesmo assim, e mesmo com as limitações individuais nas laterais, criava oportunidades de golo suficientes. Jogava regularmente bem. Houve vários períodos da época onde a dúvida era mais por quantos ganhávamos do que propriamente a vitória em si. Esta época, voltou tudo atrás. Pioramos nos momentos de organização. Estamos longe de sermos devidamente eficientes na forma como parece que queremos jogar. Perdemos o controlo dos jogos. O 11, em termos individuais, está pior. Não é só uma questão de adaptação dos novos jogadores no 11. É um downgrade total de qualidade. E é escolha do Jesus. Este é o verdadeiro modelo dele, e a época passada foi uma excepção. Foi ele que contratou o substituto do Slimani, e escolheu alguém com um perfil diferente. Foi ele que quis apostar sem reservas no Gelson (estava ansioso por isso). E é ele que não perde uma oportunidade para dizer que adorava ter um avançado que fizesse tantos golos como o Teo esta época, quando dispensou um que fez isso mesmo em duas épocas consecutivas e que jogava, no mínimo, 100x mais que aquele fantasma, para ir buscar mais um dos seus fetiches do PFC. Eu não preciso esperar por Março para saber que a equipa vai melhorar (mau era), nem vou avaliar o Jesus pelos resultados em Maio ou Junho. O ano passado, o Sporting era a melhor equipa e perdeu o campeonato. Este ano pode não ser e ganhá-lo. Nunca se sabe. Mas que acho que ele está a ir pelo caminho errado na construção da equipa, e que a troca do João Mário pelo Gelson tem grande influência na forma como temos jogado pior, isso acho. Compartilhar este post Link para o post
Refutador Publicado 29 Novembro 2016 (editado) Eu estou tentado a concordar com o Hugo na questão João Mário vs. Gelson - isto é, não creio que seja um problema se jogarmos, por exemplo, com William, Adrien, Ruiz, Gelson, Campbell e Dost - mas concordo com o Poeira: não conheço nenhuma equipa de sucesso que jogue sempre na vertigem e na cavalice e consiga, ao mesmo tempo, ter o controlo do jogo. Se pudessem dar exemplos dessas equipas, seria um bom contributo para a discussão, porque eu sinceramente não estou a ver como é que isso é possível. Editado 29 Novembro 2016 por Refutador Compartilhar este post Link para o post
Guest fiasco Publicado 29 Novembro 2016 (editado) Eh pa... Eu desde ah ano e meio pra cá que nao escrevo neste forum mas tenho seguido "atentamente" os posts que aqui se poem, principalmente nestes topicos do nosso sporting. E apesar de ter muitas divergencias contigo, lembro de andar sempre as turras por causa do dilema slimani x montero (que por acaso o slimani desenvolveu bastante e fiquei bastante agradado com a evoluçao tremenda e maior que eu esperei), eu concordo com o que tu dizes aqui. O ano passado, meh, ainda dava pra ver alguns jogos. Agora este ano... Nao me vao apanhar na curva a rapar um frio do crl para ver este futebol deploravel. Se nao é as arrancadas do menino, ou por vezes o ruiz a sacar de algumas mudancas de ritmo, estamos bem tramados com o nosso futebol. What? Mas sim, se partes dessa premissa, este ano sugiro que tires uma folga do futebol português. Estão a ver este gajo? Gosto deste gajo. Mudaram-se três jogadores em posições chave atacantes do 11, demasiados para que a adaptação a um jogo como o do Jesus se faça rapidamente, e ainda por cima já se parou o campeonato três vezes para muitos desses mesmos reforços terem de ir às selecções. Nota-se pelo menos no caso do Dost que já se está a entrosar melhor com os colegas, e os colegas com ele. O Jesus já mostrou mais do que uma vez que, demorando mais ou menos tempo, põe as equipas a funcionar depois de perder jogadores. E o Benfica não acaba o campeonato só com dois empates. Era menino para meter guita nisso. Editado 29 Novembro 2016 por fiasco Compartilhar este post Link para o post
Refutador Publicado 29 Novembro 2016 Real Madrid Só o facto de jogarem com Modric e Kroos/Kovacic no duplo pivot faz com que isso não seja verdade. O Dortmund do Klopp. A equipa que jogava regularmente com um meio-campo formado por Bender, Sahin/Gündogan e Kagawa jogava sempre na vertigem e na cavalice? Foi o primeiro vídeo que me apareceu, mas repara como sabem identificar perfeitamente quando é que é para acelerar o jogo e quando é que é para ficar com a bola. Não é sempre bola para a frente. É só quando há condições para isso. Uma equipa pode privilegiar mais os momentos de ataque rápido, pode até deixar que o jogo se parta algumas vezes, mas se não souber gerir esses momentos ou, pelo menos, se não tiver alguns jogadores com essa capacidade não vai a lado nenhum. Aliás, tenho dificuldades em lembrar-me de um atributo mais importante no futebol actual do que a capacidade para gerir o ritmo do jogo. Repito, não há nenhuma equipa de sucesso que não saiba jogar com as mudanças de ritmo. Nem o Dortmund do Klöpp, nem o Bayern do Heynckes (esta então faz-me especial confusão que se ache que era uma equipa vertiginosa e que só queria era contra-atacar), nem o Atlético do Simeone. Compartilhar este post Link para o post
What Publicado 29 Novembro 2016 A Bola leva mesmo isto dos campeonatos a sério, que diferença é que faz para um jornal se "o BdC tem razão, ou não"? Os campeonatos antigamente eram contabilizados e reconhecidos por quem de direito, depois deixaram de o ser. Quem quiser seguir a norma antiga segue, quem quiser seguir a nova segue, ambas as interpretações têm a sua lógica. Só agora vi isto... por essa ordem de ideias nem sei para que servem os jornais, em especial o que se dão ao trabalho de fazer fact checking. Compartilhar este post Link para o post
Guest Dur@cell Publicado 29 Novembro 2016 Ele já não tinha funções no Sporting há algum tempo. verdade, my bad Compartilhar este post Link para o post
Diogo_CFB Publicado 29 Novembro 2016 A SAD do Sporting propôs ao Famalicão passar a ter primazia na escolha dos seus atletas (formação e equipa sénior), dando em troca a parte da receita que lhe cabia no jogo da taça. Compartilhar este post Link para o post
Guest fiasco Publicado 29 Novembro 2016 A SAD do Sporting propôs ao Famalicão passar a ter primazia na escolha dos seus atletas (formação e equipa sénior), dando em troca a parte da receita que lhe cabia no jogo da taça. Que tal fontes? Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado 29 Novembro 2016 What? Mas sim, se partes dessa premissa, este ano sugiro que tires uma folga do futebol português. Ano passado ainda me custou ver alguns jogos. Fui a paços este ano e prometi que nunca mais. Nunca, este ano. Ou a equipa se lembra e começa a jogar a bola ou entao nao sei. Nao temos laterais Compartilhar este post Link para o post