Lebohang Publicado 10 Julho 2017 Rubrica Expresso onde os entrevistados contam as suas experiências no estrangeiro (e não só, em alguns casos contam também aventuras que viveram aqui em Portugal mas fora do local onde nasceram) e também falam sobre a sua carreira nos clubes desse país. #01. Domingos Paciência: “Quando cheguei a Setúbal disseram-me: 'Aqui assa-se o melhor peixe'. E eu: 'Será? É que sou de Leça'” #02. José Peseiro: “Tenho um pombal e adoro corridas de touros e de cavalos” #03. Kenedy:“Ligava à minha avó e dizia-lhe: vou ter jogo agora, reza por mim” #04. Sá Pinto: “Nunca tive uma despedida dos adeptos no Sporting. É uma mágoa que guardo” #05. Hugo Almeida: “O Daguestão é o faroeste. Um dia, saí de casa e vi uma pessoa ser abalroada por um carro que seguiu como se nada fosse” #06. Fernando Meira: “O diretor do Zenit foi comigo a um stand e mandou-me escolher o carro. Comecei a rir e saí ao volante de um X6” #07. José Couceiro: “O Bettencourt demitiu-se, o Costinha demitiu-se, fui encostado numa sala e disseram: ‘Tens de agarrar a equipa’. E fiquei” #08. Hugo Leal: “Sou de lágrima fácil. Choro com publicidade” #09. Marco Caneira: "As pessoas vão ao restaurante 'O Caneira' a pensar que é meu, mas não é. O meu é outro" #10. Norton de Matos: “Estive seis dias a filmar as aventuras do Marco Polo para a Peugeot. E entrei num filme, "Voltar", do Joaquim Leitão” #11. Jorge Andrade: “Sou o melhor cantor de karaoke do mundo” #12. Futre: “Quando estava no auge recebia de tudo. Cuequinhas, soutiens, chuchas... Fui muito assediado” #13. Ana Borges: "Cinco minutos depois de me estrear no Chelsea, não podia nem com a alma. Correr para ali, correr para aqui, ia desmaiar a qualquer momento" #14. Professor Neca: "Sou filho de pai incógnito, o futebol era a única forma que tinha para me impor" #15. Henrique Calisto: “No Vietname tive de beber um shot de sangue de cobra e bílis de urso, e comi ossos de tigre e tatu” #16. Hélder Cristóvão: “O meu pai era da Unita. Tínhamos uma boa vida em Angola e vim viver para um bairro de lata” #17. Dani: “Quando cheguei a Inglaterra, um jornal escreveu logo: 'Fechem as vossas filhas em casa. Chegou o Dani'” #18. Jorge Cadete: “Não sou nenhum deficiente. Tenho duas mãos, dois bracinhos, não desisti de dar a volta a tudo” #19. João Alves: “A minha mulher ainda é minha prima em 3º ou 4º grau, mas felizmente os filhos não saíram malucos” #20. Chainho: “Sempre me safei. Em miúdo, ia à Feira da Ladra regatear e vender coisas das minhas vizinhas que precisavam de dinheiro” #21. Ricardo: “Para assinar pelo Sporting andei uma noite dentro da bagageira do carro e escondi-me em Óbidos durante um fim de semana” #22. Beto: “O meu falecido pai era dos GOE e é por isso que tenho esta tatuagem no pescoço. Se não fosse futebolista, seria GOE” #23. Lito: “Na Líbia, quando se zangavam no trânsito tiravam a kalashnikov e davam uns tiros nos pneus uns dos outros” #24. Silas: “Vivi numa barraca. A primeira vez que vi um chuveiro pensei que era um telefone, encostei ao ouvido e abri a água” #25. Mónica: "Num treino nos EUA, vi helicópteros, polícias e três pessoas malnutridas a fugir. Eram imigrantes ilegais" #26. Luís Boa Morte: “Fui ajudante de eletricista, nas obras. Acordava às seis da manhã, ia com o farnel atrás e aquecia o comer na fogueira” #27. Bosingwa: “O mister Couceiro chegou e disse: ‘Zé, se queres ganhar muito dinheiro e ir lá para fora, tens de jogar como defesa’. Foi assim” #28. Ricardo Rocha: "Na véspera da meia-final da FA Cup fui dormir com a minha esposa, à socapa. Ganhámos e fui o melhor em campo" #29. Humberto Coelho: “Dei a minha primeira entrevista em Paris e disse à jornalista: 'Tu es très jolie'. Casei-me com ela” #30. Paulo Alves: “Em Riade levei uma cabeçada e joguei minutos que não me lembro. Acordei na ambulância, vi uns árabes e gritei: ‘Onde estou?” #31. Pauleta: “Ainda hoje as pessoas abordam-me na rua e dizem: 'Olha o homem do queijo'” #32. Custódio: “Tenho uma história incrível. Um treinador mandou-me entrar, fiz o 3-2, ele ficou chateado e disse: ‘Eh pá, todos menos ele’” #33. Bruno Basto: “Quando começas a sair à noite e toda a gente te reconhece e se mete contigo, começas a achar que és o bambambã lá do sítio" #34. João Tomás: "Um dia, eu e o Bossio atámos os pés e as mãos e tapámos a boca a um funcionário do Benfica e deixámo-lo no corredor do hotel" #35. Delfim: “Contra todas as perspetivas e dados estatísticos, depois de três anos parado, voltei a jogar. Com quatro parafusos nas costas” #36. Ricardo Sousa: “No Chipre a minha cama era a toalha da praia” #37 (1). Augusto Inácio (O Jogador): “No FC Porto controlavam tudo. Discotecas, bares. E punham a mão em cima do capô do carro para ver se estava quente” #37 (2). Augusto Inácio (O Treinador): “O Pedro Barbosa fez-me a cama no Sporting. Fez tudo para perdermos por 3-0 na Luz” #38. Frechaut: “O Jorge Mendes chamou-me ao Bessa, de madrugada, e disse: 'Só vais para a Rússia se fores comigo'. Ele não era o meu empresário” #39. Andrade: “Chamavam-me o pé de chumbo. Tinha ranho no nariz, mordia a língua e ninguém passava por mim, mas não tinha técnica” #40 (1). Cajuda, parte I: “Um dia, meti na cabeça que só ganhava jogos se antes desse um abraço a uma árvore” #40 (2). Cajuda, parte II: “Uma vez, no autocarro, disse aos jogadores: 'Fechem as cortinas, vou mostrar-vos um filme para homens... com mulheres'” #41 (1). Cândido Costa, parte I: “A primeira vez que me cruzei com o Paulinho Santos num túnel parecia que estava a ver um deus” #41 (2). Cândido Costa, parte II: “Quando acabei, tinha o 9.º ano, pé e joelho lixados, filhos, esposa e dois carros que não podia manter” #42. Moreira: “Desisti no 11º ano porque ia para a escola tentar ser miúdo e só perguntavam: 'E o balneário? E o João Pinto? E o Nuno Gomes?'” #43. Carlos Saleiro: “No Sporting, o Paulinho pôs-me uma pomada dentro dos calções e fiquei com um ardor nas virilhas. Mas tive a desforra” #44. Edgar: “Quando o Ayrton Senna morreu, estava no Europeu de sub-16 e tive de levantar-me da mesa para ir para o meu quarto chorar” #45. Marco Ferreira: “Há uma frase do Eurico que me ficou: ‘És um homenzinho. O futebol dá-te mulheres, mas as mulheres não te dão futebol’’ #46. José Semedo: “Com 10 anos tentei roubar um carro porque era o que via os mais velhos fazer lá no bairro da Bela Vista” #47. Bruno Pereirinha: “Quando fui viver sozinho tinha uma cábula para saber quanto tempo é que o arroz e a massa ficam a ferver” #48 (1). Oceano, parte I: “O meu nome era para ser Oceano Atlântico, porque o meu padrinho chama-se Oceano Pacífico” #48 (2). Oceano, parte II: “No Caso Paula, avisei os jogadores que controlava e disse-lhes: ‘Saiam à minha frente, que esta noite vai dar merda’” #49. Paulo Machado: “Sonhava ser mecânico. A primeira tatuagem que fiz foi no bairro, no Cerco, com uma agulha. Tinha 14 anos” #50. João Manuel Pinto: "O Pinto da Costa deu-me o contrato para a mão e depois deu-me um envelope com dinheiro: 'Isto é para ires comer camarão'" #51. Bruno Aguiar: "Nos juniores, Vale e Azevedo prometeu-nos 300 contos de prémio caso fossemos campeões. Fomos e não recebemos nada" #52. Alexandre Baptista: “O Morais levou uma cabeçada do Pelé e ficou com a cara adormecida. Depois perguntava-me 'Vê lá se tenho dentes' " #53. António Sousa: “Estive doente, uma mancha no cerebelo, e até fugi do hospital quando quiseram tirar um bocado de osso da coluna para análise” #54. Hugo Viana: “Estava no banco e o mister Oliveira disse-me: 'Ó miúdo, vai aquecer rápido para te estreares, que este jogo nem chega ao fim'” #55 (1). Costinha, parte I: “No Porto, ia entrar numa discoteca quando o porteiro me pôs a mão no peito: 'Isto não são horas para beber, amanhã há treino'” #55 (2). Costinha, parte II: “No jogo com a Alemanha, no Mundial2006, o árbitro disse ao Scolari para me tirar do campo. Parecia encomenda” #56. Danny: “Na Rússia, ia no carro com o Bruno Alves e a polícia manda-nos parar. Pensava que éramos traficantes. Até luz negra utilizaram” #57. Luís Neto: “Num estágio do Zenit, Danny, Hulk, Criscito, Garay, Javí Garcia arrancaram a cama do meu quarto, papel higiénico em todo o lado” #58 (1). Manuel José, parte I: “Com o primeiro dinheiro que ganhei fui direito ao Intendente. Tinha 16 aninhos. Perdi a virgindade com uma prostituta” #58 (2). Manuel José, parte II: “Nos anos 90 compravam-se árbitros como se compram tremoços. Trios de arbitragem, não era só o árbitro” #59. Tonel: “Rui Gomes da Silva não teve escrúpulos e cinco minutos de televisão puseram em causa 15 anos de trabalho” #60. José Soares: “No primeiro dia de treino, na Arábia, quando fiquei nu no balneário, os meus colegas atiraram-se para o chão e taparam a cara” #61. Eduardo: “Tinha nove anos quando o meu pai faleceu. O carro bateu e fui projetado para o banco da frente. Fui o único que ficou consciente” #62 (1). Rui Águas, parte I: “Dei uma patada no Fernando Couto, não resisti, o árbitro apitou e eu pensei: 'Fiz merda'. Mas ele expulsou o Mozer” #62 (2). Rui Águas, parte II: “A agressão do Sá Pinto ao Artur Jorge é de um tresloucado. Ainda o confrontei, uns empurrões, e levei um processo” #63. Ricardo Fernandes: “Tive ataques de pânico, ficava a tremer, o coração acelerava muito. Quando paravam parecia que tinha feito ginásio” #64. Edgar Marcelino: “Na Grécia, fiz uma piada no balneário sobre a mulher do tipo que me contratara. Correu-me mal: o guarda-redes andava enrolado com a filha” #65. Rui Esteves: “A malta tinha a mania de dizer que era vadio. Mas eu não ia sozinho: eu dançava, outros encostavam-se ao balcão para não caírem no chão” #66 (1). Petit, parte I: “No Benfica, disse ao Argel: ‘Aleijo-me eu ou tu e alguém vai parar ao hospital’. Nunca mais disputámos uma bola no treino” #66 (2). Petit, parte II: “O árbitro expulsou-me do banco e disse-lhe: ‘Agora já podes ir para a beira dos teus amigos no café dizer que expulsaste o Petit’” #67 (1). Vingada, parte I: “O Dani era fabuloso, mas complicado. Fosse onde fosse, ficava tudo maluco com ele. Miúdas, mulheres, era uma loucura” #67 (2). Vingada, parte II: “Em Guimarães, pediram-me para insultar, chamar cabrão e filho da p..., porque era essa a linguagem que o jogador do Vitória percebia” #68. Varela: “Uma vez fechei o Maicon na varanda do quarto do hotel. Ele não via ninguém, começou a ficar aflito, até que resolveu saltar” #69. Tiago Gomes: “Na Polónia, um veado atravessou-se à frente do carro e, ao desviar-me, capotei. Quando percebi que estava bem, desatei a rir" #70. Hélio Pinto: “Acho que foi Deus que me enviou para jogar na Polónia. A minha filha nasceu com o esófago cortado ao meio e os especialistas estavam lá” #71. João Coimbra: “Faziam rodinhas à volta do Mantorras quando ele dançava, mas numa noite ele diz-me assim: ‘Coimbra, o meu juju não aguenta’. Era o joelho” #72 (1). António Simões, parte I: “No Benfica, aos 18 anos, senti que estava a entrar no deslumbramento estúpido. Ia aos bailes, deitava-me tarde, comprei carro e bati logo” #72 (2). António Simões, parte II: "Ofereceram-me 10 mil dólares para eu não jogar e convencer o Eusébio e o Nené a não jogar também. Tive de ir contar ao treinador" #73. Mário Silva: “Quando os trigémeos nasceram a minha mulher teve síndrome de Hellp. Ia ficando viúvo. Foi um milagre ela ter sobrevivido” #74. Armando Sá: "Ser genro do Inácio foi um trauma porque as pessoas deixaram de olhar para o meu valor e passaram a ver-me só como o genro dele" #75. Ricardo Esteves: “No primeiro treino no Paços havia pães com chouriço, vinho, rojões. O José Mota disse-me: ‘Se bebesses Coca-cola ias já embora’” #76 (1). José Morais: “Na Arábia Saudita, um presidente trouxe um guarda-redes sem avisar. Fui lá acima, atirei o computador dele ao chão e gritei: Eu sou o quê?” #76 (2). José Morais: “O clube de sonho que gostava de treinar é o Benfica, mas espero voltar a trabalhar com José Mourinho” #77. Miguel Garcia: “Houve uma altura em que fui oferecido a toda a gente e ninguém me queria. Foi o Jorge Costa que me deu uma oportunidade” #78 (1). Abel Xavier: “Pintei o cabelo, construí uma personagem e perdi contratos por causa disso: ‘Só vens se mudares de estilo’. Nunca mudei” #78 (2). Abel Xavier: “Vivi na pobreza no Jamor, convivi com o Beckham, jantei com o Cruise e o De Niro em LA, mas guardo roupa suja do pó vermelho de Moçambique” #79. Jorge Ribeiro: “Fui apanhado na noite, um copo aqui, acolá, fiz muitos erros, aprendi. E sou um romântico: tenho todos os livros do Nicholas Sparks” #80. Vasco Faísca: “O treinador era muito religioso, levava um padre ao balneário e aquilo era para mim, por ser agnóstico: 'O Satanás está aqui dentro'” #81. Sílvio: “Pensei que o meu pai estava a andar à porrada e quando lá cheguei ele tinha os olhos revirados. Levaram-no, nunca mais o vi. Tinha 12 anos” #82. Rui Barros: “Equipava-me, ia pelo corredor e se visse o Artur Jorge a vir de frente para mim, entrava em qualquer porta, escondia-me, tinha vergonha" #83. André Santos: “O Rui Vitória tinha uma expressão que ainda hoje imito: 'Ó miúdos, vocês são 'jigadores', para jogadores ainda falta muito” #84. Eder: “Naquele instante, acho que qualquer coisa saiu do meu corpo, foi como se a minha alma saísse e estivesse a observar” #85. Gaspar: “Cheguei ao balneário, cheirava mal, começo a dizer ‘cheira mal’. Porquê? No WC, o filho da mãe do Cândido limpou-se à minha camisola” #86. Tiago: “No primeiro dia no Porto, chego ao balneário e o Paulinho Santos: 'Quero ver se agora também dás porrada aqui'. Borrei-me logo todo” #87. Rolando: “Ia com medo para Nápoles, quando o carro se atravessou à frente do táxi e saíram dois homens. Pensei: ‘Nem cheguei e já vou ser assaltado’” #88. Edmilson: “Gosto muito de tomar a minha cervejinha. Acho que o Fernando Santos vetou a minha contratação no Benfica pelas minhas noitadas” #89. Pedro Emanuel: “O Carlos Alberto tocava pandeiretas no autocarro e o Bicho atirava-as janela fora. Numa viagem de avião, tivemos de partir aquilo” #90. Zequinha: “A única vez que não consegui telefonar ao meu pai depois de um jogo, ele teve um AVC e morreu. Às vezes ainda me culpo por isso” #91. Meyong: “O meu pai era polígamo e eu tinha 24 irmãos. Só havia uma refeição completa por dia, o jantar. O pequeno-almoço era os restos da véspera" #92. Bruno Simão: “Estive em coma, parti costelas, omoplata, perfurei o pulmão, fiz uma septicemia, tive 45º de febre, fui dado como inapto. Estou aqui” #93. Tiago Targino: “Devia ser 'mais filho da mãe'. Devem-me dinheiro, andam em bons carros e agora que estou numa situação difícil não me atendem” #94 (1). Carlos Martins: “À porta, o segurança perguntou: ‘Têm a certeza?’. Entrámos, homens aos beijos, era um bar gay. A primeira saída à noite correu tão mal...” #94 (2). Carlos Martins: "A vida do meu filho dependia de um saco de sangue de medula. Chorei, desenhei o nome dele em corações na areia, não fui ao Euro por ele" #95. Makukula: “Uma vez passei-me com o Cardozo no balneário do Benfica. Ele entrava, não falava com ninguém e sacava logo dos santos” #96. Nuno Pinto: “O Jaime Pacheco disse que era mais importante eu treinar do que ir assistir ao parto. 'Ó mister, fogo, é o primeiro filho...'” #97. Roderick Miranda: “Num treino, o Ola John tenta fazer um chapéu e o Jorge Jesus: 'Olha, olha, ainda nem arroz come e já quer comer camarão'” #98. Nuno André Coelho: “O Pinto da Costa queria muito o Moutinho e o Sporting exigiu em troca ficar comigo. Eu não devia ter aceitado” #99. José Taira: “A tropa foi como amputar pernas e metê-las no armário. Devia ter feito como o gajo que se safou fazendo xixi na cama, até fraldas deram” #100. Ukra: “Punha fio dental e os árabes ficavam a olhar: 'Se quiseres põe a mão que o meu rabo é muito melhor do que o de muitas árabes'” #101. Ricardo Nascimento: “Diziam que, por ter cabelo comprido, usar fita, ouvir música gótica e vestir de preto, era um drogado e paneleiro” #102. Bruno Caires: “O meu pai morreu de cancro, tinha eu 14 anos. Tenho noção de que posso ter prejudicado o meu irmão para continuar no futebol” #103. Hugo Vieira: “Antes do jogo com o FCP pus no Face: ‘ótimo dia para dois golos’. O mister fez-me apagar o post, eu fiz o bis. A minha confiança é anormal” #104. Hélder Barbosa: “No autocarro, o Manuel Fernandes punha os vídeos de jogos... do Manuel Fernandes e dizia: ‘oh, era isto que eu fazia’. Era só rir” #105. Paulo Barbosa: “O Iuran e o Kulkov apresentaram o ritual do vodka aos jogadores do Benfica. Correu mal: alguns tiveram de sair em ombros para a camioneta” #106. Bruno Vale: “No Chipre as coisas são diferentes. Uma vez, atiraram um foguete que ficou preso na minha camisola e me queimou o pescoço” #107. Nélson Oliveira: “O Tyrone Mings pisou-me a cara de propósito e mandei a foto para o grupo WhatsApp dos colegas: ‘Continuo mais bonito que vocês’. Sou durão” #108. Marco Almeida: “Fiz CV's, trabalhei numa imobiliária, fui vigilante. Não tenho culpa do que devem: 70 mil do Alverca, um ano do Maia, sete meses do Chipre” #109. Nélson: “Os homossexuais existiam antes de Nosso Senhor Jesus. Viviam recatados e recolhidos, continuassem assim. Não podem ter os mesmos direitos” #110. Carlitos: “Foi o Veiga que me pôs nos sub-21, porque quem manda nas seleções são os agentes, para valorizar jogadores, interesses. Agora é o Mendes” #111. Nuno Santos: “Entrei no escritório do Vale e Azevedo disfarçado, porque estava sempre um jornalista à porta. Fui de gabardine, chapéu e óculos escuros" #112. Orlando Sá: “Disse ao António Salvador: "Ó presidente, não me chateie, diga mas é ao Jesus para me dar mais minutos, que vai vender-me por ainda mais dinheiro”" #113. Fernando Aguiar: “Num estágio do Benfica, na Suíça, atirei a porta de um quarto abaixo. Os jogadores que estavam lá dentro começaram a fugir pela varanda” #114. Rui Duarte: “O clube ficava no meio do nada, liguei ao meu pai, pedi ao motorista para parar. Depois, despejaram maços de notas - e eu assinei contrato” #115. Toni Conceição: "No Estrela da Amadora cheguei a fazer um jogo apenas com 10 jogadores aptos. Olhava para o banco e... nada” #116. David Caiado: “Na Polónia, aos 30 minutos racharam-me o maxilar, mas, como ganhava ao minuto, continuei a jogar para não perder 600 euros” #117. André Castro: “Vi a final da Liga dos Campeões que o FC Porto ganhou em 1987 mais de 100 vezes. Já quase sei os comentários de cor” #118. Filipe Teixeira: “Nasci em Paris e jogava num parque onde apareciam skinheads com ratos no ombro e biqueiras de aço. Tinha de os deixar jogar senão...” #119. Carlos Fangueiro: “O prof. Alexandrino, o firme e hirto do Herman SIC, pôs as mãos nos nossos pés descalços e disse: ‘vou dar-vos técnica’. Só rir” #120. Edinho: "Onde investi o dinheiro? Comprei um carrossel que costuma estar nas festas do norte. Tenho encontrado gente espetacular nas feiras" #121 (1). Nani: “Em Inglaterra, no Ano Novo, até bêbado podes chegar que o treinador não liga. Se o Wes Brown está com os copos, o que posso eu fazer?” #121 (2). Nani: “Vivi numa casa em que a sala e a cozinha eram túneis de ratazanas. Não tínhamos o que comer, vestir ou calçar” #122. Luís Leal: “O Sá Pinto, ao querer ganhar sempre, acaba às vezes por passar um bocado o limite. Mas é uma grande pessoa" #123. João Paiva: "A festejar o Europeu um jogador deu um pontapé na parede e ficou com a perna presa. Cada um que entrava no quarto, em vez de ajudar ria-se" #124. Geraldo Alves: “Em Angola, estava com outros jogadores do Benfica dentro de água, veio um pescador e atirou uma granada. Os peixes começaram a saltar" #125. Madjer: “Contei o dinheiro, disse-lhe que tinha recebido a mais e o russo deu-me uma estalada à mafioso: 'Bem-vindo à família, podes ficar com ele'” #126 (1). Pedro Martins, Parte I: “Uma mulher ligou por engano ao Queiroz às duas da manhã: ‘Deixaste isto aqui’. O Queiroz foi ao quarto e viu vodka e mulheres” #126 (2). Pedro Martins, Parte II: “Não consigo ver um programa de desporto em Portugal. Ninguém respeita ninguém, os clubes são representados de forma estúpida” #127 (1). Pedro Barny, Parte I: “Dizíamos aos atrevidos que o Bobó tinha uma irmã gira. Eles lá iam, ele ameaçava bater e aquilo assustava, porque era grande, forte e feio” #127 (2). Pedro Barny, Parte II: “Houve pessoas a morrer no nosso balneário. Foi um filme, quase que tive de saltar por cima de polícias, só pensava: tenho de escapar daqui” #128. Santamaria: “Comecei a namorar aos 13 anos, aos 16 adotei a primeira filha e assinei pelo Sporting por 10 anos. Hoje sou fiscal da Emel” #129 (1). Paulo Sérgio, Parte I: “Não me deixavam entrar no jogo de cartas, agarrei num extintor, dei duas bombadas, fechei a porta e vi os pescocinhos deles da varanda” #129 (2). Paulo Sérgio, parte II: “No Sporting, o Bettencourt disse-me: 'Prefiro comer ovos com salsichas o resto da vida do que falir o meu clube'” #130. Rui Almeida: “Cheguei à Síria às quatro da manhã. Fui parar a um hotel que diziam ser de três estrelas. Quando lá entro... o choque foi grande” #131. Paíto: “O Ronaldo estava sempre a dizer que queria ter umas pernas como as minhas. Era maluco, treinava às escuras, nem sei como via as máquinas” #132. José Gomes: “No Benfica, o Camacho quis testar-me, mas eu percebi e pensei: 'Vinhas tu de Espanha enganar um gajo de Matosinhos?'” #133. Bruno Gama: “Na Crimeia, três soldados entraram no autocarro, encapuzados e armados, em posição de disparar. Íamos só jogar futebol” #134. Mário Loja: “O Jesus entrou e foi um choque, aos gritos, a mandar vir com toda a gente, ‘já percebi porque estão neste lugar’... E os sócios na bancada” #135. Diogo Salomão: “No Sporting, apostámos com o Paulinho: aguentar o máximo no banho gelado, só com a cabeça de fora. Ganhou, mas rebentou-se todo com febre” #136. Daniel Carriço: “Tenho a minha sexualidade muito bem resolvida. Quando me disseram que tinha beijado o Rakitic na boca não me lembrava. Nem ele” #137. Secretário: “No FCP, num jogo, o meu dedo do meio virou todo para trás. Eu com dores, o Paulinho chega e puxa-me o dedo para frente. 'Joga” #138. Nélson: “No Benfica, o Fernando Santos virou-se e disse-me: ‘Essas merdas dessas palhaçadas que te pões a fazer, tens de deixar de fazer isso, pá’” #139. Mário Felgueiras: “O Jesus era muito peculiar, dizia: ‘Achas que és o Maradona? Penálti. Estás com manteiga nas mãos? És uma vergonha, meu’. Era assim” #140. Vítor Paneira: “Num estágio, na fila do buffet para as saladas, apalpei o rabo ao treinador Ivic a pensar que era um colega. Foi gargalhada geral” #141. Rui Vitória: “Os homens dizem-me I love you, fazem corações, dão flores, mandam beijinhos como mandamos às senhoras, beijam mãos e espalham” #142. César Peixoto: “No FC Porto levava muita porrada no treino e não havia faltas. O Mourinho combinava com os jogadores e era pimba, pimba, pimba” #143. Diogo Valente: “Não estou a acreditar, vamos à Luz, com 55 mil pessoas, e o Jorge Costa está na palestra a falar da 'Casa dos Segredos'? Ganhámos 2-1” #144. Hélio Roque: “No Benfica mandava o Veiga, o Simão dava-me as chuteiras dele, que tinham os nomes dos filhos. E eu abusava das noitadas” #145. Tiago: “Lembro-me de conversas com o Roger no Benfica e de o insultar na cara. Por causa da qualidade imensa e da pouca vontade que tinha” #146 (1). Jorge Costa, Parte I: “Fiz maldades ao Nuno Gomes e ele a mim, mas gosto muito dele e sou amigo do João Vieira Pinto e do Rui Costa” #146 (2). Jorge Costa, parte II: “Tive papagaios, passarinhos, peixinhos, tartarugas, um pavão. E coelhos... deitava-me com três, acordava com 20” #147 (1). Pacheco, Parte I: “Porque saí do Benfica? O Toni disse que o Kulkov não jogava mais, mas pô-lo no meu lugar. Desorientei-me, dei uma pancada no adversário” #147 (2). Pacheco, Parte II: "Ó mister Queiroz, desculpe lá, diga-me, você não tem vergonha de gravar as conversas que tem com os jogadores?" #148. Hugo: “No autocarro, o Manuel Fernandes metia a cassette VHS dos 7-1 ao Benfica e punha-se: 'Isto é que era. Vê lá, ó João [Vieira Pinto], olha'” #149. Neno: “Entrei, estava cheio de mulheres, porra, tinha de sair dali. É quando aparece o Julio Iglesias: ‘El portero?’ Pá, portero sou eu” #150. Mário Sérgio: “Os polícias mandaram parar mas lixaram-se, era a minha mulher ao volante. Insultei-os: ‘Quereis o meu dinheiro? Ide trabalhar e o carago’” #151. José Mota: “Apostei uma mariscada com o Rui Jorge em como o André Almeida iria vingar a lateral direito. Ganhei, ele ainda não pagou” #152. David Simão: “O Jesus dava muitas duras ao Matíc, ao Jardel, ao Nelson Oliveira por fechar os olhos e encher o pé. Ao Aimar dizia: ‘Já sabes tudo’” #153. César Brito: “Uma vez fomos almoçar ao Barbas e bebemos demais. No treino da tarde alguns começaram a cambalear e o Toni mandou todos para o balneário” #154. André Martins: “O Leonardo Jardim dizia-me: 'Hoje sonhei que vais marcar'. E eu fazia golo. Fez isto três ou quatro vezes, eu marcava sempre. Era estranho” #155. Luís Filipe: “O “No Braga, o Cajuda punha-nos nas escadinhas do coreto, fingia ser maestro e tínhamos de imitar o som dos instrumentos que ele inventava" #156 (1). Álvaro Magalhães, Parte I: “O Eriksson regressou ao Benfica rico e sem personalidade. Já não era pobre, sabe como é o dinheiro: doutores há muitos, médicos poucos” #156 (2). Álvaro Magalhães, Parte II: “Por isto é que aqui o Álvaro está muitas vezes sem trabalho: as pessoas podem ganhar o dinheiro que quiserem, mas a mim não me compram” #157. Paulo Ferreira: “O meu pai era alcoólico, chegava esmurrado, tinha de trocá-lo. Provei vinho quando o Jorge Costa disse que um jogador não bebe Coca-Cola” #158. Rogério Matias: "O Carlos Manuel quis que toda a equipa rapasse o cabelo, mas recusei. Quando entrei no balneário parecia que tinham tosquiado 10 ovelhas" #159. Paulo Costinha: “O Robson foi despedido e chorou quando nos viu a sair do autocarro, em Alvalade. Disse: 'Ali vão os meus meninos'” #160. Diogo Luís: “Chamavam-me cientista. Fui o primeiro jogador que Mourinho lançou na vida, desiludi-me e fui para a banca ganhar menos e trabalhar mais” #161. Nandinho: “O prof. Alexandrino queria que eu fosse com ele ao programa do Herman José, para tocar piano e mostrar que os futebolistas não são burros” #162. Areias: “O campeonato foi uma vergonha: o Benfica ganhou no Bessa na última jornada, ouviram-se coisas manhosas. E houve o jogo com o Estoril” #163. Rui Fonte: “Sim, paguei meses de salários em atraso a funcionários do Vitória, que estavam no clube quando passei por lá. Agora, ajudei-os” #164. Guilherme Farinha: “Na Guatemala, um tipo apontou-me a arma à cabeça e perguntou se sabia o que era Roleta Russa. Disse-lhe que comia armas ao pequeno-almoço” #165. Litos: "Uma vez virei-me ao Oceano dentro do balneário. A sorte é que ele tropeçou e caiu entre o banco e os cacifos e não se conseguiu levantar" #166. João Meira: "Na Roménia, o treinador tirou-me da equipa, em cima de um jogo, porque quis comer ovos em vez de esparguete" #167 (1). Manuel Fernandes, Parte I: “Deixei o pé e o Bento, que tinha levado 8 pontos na cabeça, veio cego, acertou-me e disse: ‘És sempre a mesma porcaria’” #167 (2). Manuel Fernandes, Parte II: “Íamos no avião e o Cintra a culpar os três centrais, como se percebesse daquilo. Eu disse ao Robson: ‘Tomorrow, you, I e Mourinho, out’” #168. Pedro Santos: “No Leixões tive seis meses de salário em atraso, queria comer e não tinha dinheiro, tive de pedir à minha mãe que mandasse dinheiro” #169. Leonel Pontes: “O Ronaldo foi à minha casa e deixei-o andar numa acelera. Ele tinha 13 anos, fez um cavalo, roda no ar durante três metros, e desapareceu” #170. Ricardo Carvalho: “Nunca fui sociável. Era calado, fingia que bebia vinho para não me chatearem. Os meus colegas ouviam música, eu rezava antes do jogo” #171. Idalécio: “Joguei no Braga, na Europa, perdi a casa, fiquei só com a roupinha. Emigrei, trabalhei no casino, servi o Cristiano e o Neymar à mesa” #172. Josué: “Cresci revoltado, aprendi sozinho, não falo com a família há 12 anos. Achava que o mundo estava contra mim. Era rude e hoje percebo isso” #173. José Sousa: “O Preud'homme punha tabaco entre os dentes e o lábio. Experimentei: ardeu-me, cuspi, fiquei branco. E ganhei um lugar à mesa do João Pinto” #174. Miguel Vítor: “Vivo a 40km de Gaza. Se toca a sirene é porque dispararam um rocket: em 45s, eu, mulher e filhas temos de ir para o bunker de betão” #175. João Peixe: “Uns chavalos drogados gritaram 'oh palhaço'. Eu, burro, respondi, levei e dei socos, fugi e fiz uma rutura. Porque não fiquei calado?” #176. Zeca: “Quando representei a Grécia, cantei o hino, arrepiei-me, lembrei-me do bairro de onde vim, de tudo o que passei. E então pensei no meu pai” #177. Paulo Santos: “Chamavam-me maluco, prefiro irreverente: baixei os calções e mostrei o rabo, no meio dos festejos, dos insultos e dos assobios” #178 (1). Rui Baião, Parte I: “Estava num WC, entram o Toni e o Jesualdo a falarem de mim e eu quis sair disparado para o bate-boca. Eu era assim: dizia e fazia porcaria” #178 (2). Rui Baião, Parte II: “Nasci com um dom, mas fui o meu pior inimigo. Pesei quase 100kg, tive problemas de coração, chorei muito. Hoje monto peças para carros” #179 (1). Vítor Pereira, Parte I: “Ia celebrar à frente do Jesus, vi-o cair de joelhos e não consegui. Virei-me, rasguei as calças atrás, imaginei o desgosto” #179 (2). Vítor Pereira, Parte II: “Entrei, os adeptos todos mascarados, a insultarem-me, comecei a contar passos e um deles salta para dentro do campo. E eu disse: ‘anda cá’” #180. Tuck: “Na Arábia, entrei no banco com a minha mulher e filha e ouviu-se logo uma voz: ‘Ladies, out’. Elas tinham de entrar pelas traseiras” #181 (1). Pedro Mendes, Parte I: “No Sporting, quando o Paulo Bento falava comigo só me lembrava dos sketches do Ricardo Araújo Pereira. Eu tinha de me conter, senão...” #181 (2). Pedro Mendes, Parte II: “O Pepe estava com o Cristiano e micou-me: ‘O puto é tuga, é do Jorge Mendes, vamos lá’. É um sarrafeiro, mas um paz de alma, bom coração” #182 (1). Bruno Gaspar, Parte I: “É difícil lidar com o Sérgio Conceição: é impulsivo, tive discussões e choques, manda-te logo f... É como o Jesus, o melhor é nem ligar” #182 (2). Bruno Gaspar, Parte II: “O Astori não apareceu naquela manhã e o Gil Dias acordou-me: 'Ele morreu'. Fiquei sem reação, até ouvir os choros e os gritos no corredor” #183 (1). André Pinto, Parte I: “Gosto do Sérgio Conceição tal como é: um homem nota mil. Para ele é preto ou é branco. Tenho até saudades de ser treinado por ele” #183 (2). André Pinto, Parte II: “Na invasão, vi o Jorge Jesus a sangrar, tinham-lhe dado um murro. Cabelos brancos, aquela idade, foi como se fosse o meu pai. Tive medo” #184 (1). José Fonte, Parte I: "O Sporting dispensou-me aos 13 anos, o meu pai dizia que era melhor agarrar-me aos estudos. Mas eu sabia que tinha qualquer coisa" #184 (2). José Fonte, Parte II: "Quanto mais velho estou, melhor, tornou-se mais fácil para mim jogar. Depois quero experimentar ser treinador" #185 (1). Carlos Xavier, Parte I: “Antigamente os sócios iam ver os treinos e o Allison, quando via que estavas a facilitar, chegava ao pé de ti e só dizia: "Don't fuck me" #185 (2). Carlos Xavier, Parte II: "Acredito que quem esteve envolvido na invasão a Alcochete está arrependido, ainda para mais com a história que o clube está a atravessar" #186 (1). Afonso Taira, Parte I: "Cheguei ao Sporting, deslumbrei-me um pouco e bloqueei. A auto-pressão foi enorme e o meu pai já não sabia o que fazer para me ajudar" #186 (2). Afonso Taira, Parte II: "Um romeno que ia jogar no meu lugar metia spray anestesiante nos pés porque dizia que não gostava de sentir a bola. Fiquei incrédulo" #187 (1). João Carlos Teixeira, Parte I: "No primeiro treino do mister Klopp, no Liverpool, eu ia vomitando. Ele chegou à minha beira e disse que ia escrever isso no livro dele” #187 (2). João Carlos Teixeira, Parte II: "A maior frustração da minha carreira até agora foi não ter jogado mais no FC Porto" Compartilhar este post Link para o post
w0 Publicado 10 Julho 2017 Gostei muito do percurso de vida do Fernando Meira. Não o achava tão 'inteligente'. Mas regra geral, todos eles souberem dar bons rumos à carreira. São claramente exemplos de sucesso no futebol. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 16 Julho 2017 #07. José Couceiro: “O Bettencourt demitiu-se, o Costinha demitiu-se, fui encostado numa sala e disseram: ‘Tens de agarrar a equipa’. E fiquei” Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 26 Julho 2017 #08. Hugo Leal: “Sou de lágrima fácil. Choro com publicidade” Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 30 Julho 2017 #09. Marco Caneira: "As pessoas vão ao restaurante 'O Caneira' a pensar que é meu, mas não é. O meu é outro" Compartilhar este post Link para o post
G1njas Publicado 30 Julho 2017 De todos os jogadores com quem privou, qual foi aquele que o marcou mais?Talvez o Luís Figo. Porquê? Pelo carisma e liderança. Ele era um líder não só pela figura que era na altura e pela qualidade que tinha, mas fora das quatro linhas sempre foi alguém que sentia a responsabilidade de liderar um grupo. Havia muito respeito, não só em campo. Ele impunha-se. E atravessava-se pelo grupo. Defendia-nos. Era o grande líder em todos os aspectos.. É pena que já não tenhamos jogadores com esta capacidade de liderança. Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 31 Julho 2017 Li a entrevista do Fernando Meira. Percurso fascinante. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 6 Agosto 2017 #10. Norton de Matos: “Estive seis dias a filmar as aventuras do Marco Polo para a Peugeot. E entrei num filme, "Voltar", do Joaquim Leitão” Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 13 Agosto 2017 #11. Jorge Andrade: “Sou o melhor cantor de karaoke do mundo” Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 20 Agosto 2017 #12. Futre: “Quando estava no auge recebia de tudo. Cuequinhas, soutiens, chuchas... Fui muito assediado” Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 9 Setembro 2017 #13. Ana Borges: "Cinco minutos depois de me estrear no Chelsea, não podia nem com a alma. Correr para ali, correr para aqui, ia desmaiar a qualquer momento" Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 17 Setembro 2017 #14. Professor Neca: "Sou filho de pai incógnito, o futebol era a única forma que tinha para me impor" Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 24 Setembro 2017 #15. Henrique Calisto: “No Vietname tive de beber um shot de sangue de cobra e bílis de urso, e comi ossos de tigre e tatu” Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 30 Setembro 2017 #16. Hélder Cristóvão: “O meu pai era da Unita. Tínhamos uma boa vida em Angola e vim viver para um bairro de lata” Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 8 Outubro 2017 #17. Dani: “Quando cheguei a Inglaterra, um jornal escreveu logo: 'Fechem as vossas filhas em casa. Chegou o Dani'” Teve muitas namoradas famosas? Várias. A Rita Ferro Rodrigues foi a primeira namorada que tive e foi espectacular. Foi muito gira a forma como nos conhecemos. Já nos tinhamos cruzado várias vezes e um dia encontramo-nos numa bomba de gasolina de uma autoestrada, ela ia para uma festa de aniversário de uma amiga, eu ia para a quinta de uns amigos junto de uma barragem, andar de moto de água. Meti conversa, eu e os meus amigos, e elas iam todas aperaltadas para a tal festa e uma amiga dela passou-nos o convite da festa. À noite nós aparecemos lá, com uma ideia original. Oferecemos à aniversariante um sinal de trânsito, daqueles que têm o telefone, assinado e com os nossos números de telefone. Dizia: “Se alguma vez precisares de alguma coisa, liga-nos”. Depois o meu primo começou a cantar, nós éramos todos vivos, divertidos. Mas também se falou da Catarina Furtado. Não. A Catarina fez-me uma entrevista em Londres e não sei porquê surgiu isso. Recorda-se da sua namorada mais famosa? Acabou de se casar, mas não posso dizer [risos]. Mas posso falar de outra que é de conhecimento público, a filha do vice-presidente do Real Madrid, Alexandra Silva, que agora namora com o Richard Gere. Foi difícil para os adeptos do Atlético de Madrid aceitarem. Já era complicado aceitarem-me e depois havia mais isto. [risos] Pelo menos aproveitou bem a carreira de futebolista fora dos relvados. :lol: :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 8 Outubro 2017 Pode-se fechar isto, já não vai haver melhor que essa :lol: Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 8 Outubro 2017 Pode-se fechar isto, já não vai haver melhor que essa :lol: Calma que aí um quote melhor... Aprendeu holandês? Sim. Foi um grande entusiasmo do Van Gaal [risos], que me compreendeu bem e pôs-me a aprender holandês com uma professora lindíssima. É verdade. A equipa tinha vários jogadores estrangeiros, georgianos, nigerianos, dinamarqueses, argentinos, brasileiros - parecia a ONU. Muitos desses jogadores não falavam sequer inglês. Eu falava inglês perfeitamente e compreendia as indicações que o Van Gaal dava no treino e por isso tive alguma dificuldade em querer aprender o holandês. Os estrangeiros tinham uma aula em conjunto com um professor holandês. Só que eu, assim que acabava o treino, almoçava no clube e em vez de seguir para essa aula, pirava-me. O Van Gaal resolveu então contratar uma loiraça para me dar aulas, para eu me entusiasmar com o holandês [risos]. Só que, um dia, ele entra na sala e apanha-nos a combinar um jantar. Saiu a barafustar: “Desisto, eu desisto” [risos]. Acabei por aprender holandês por mim próprio, com as amizades que fui fazendo. Fds este gajo :lol: Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 8 Outubro 2017 Eu sei, parei especialmente nesse :lol: Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 14 Outubro 2017 #18. Jorge Cadete: “Não sou nenhum deficiente. Tenho duas mãos, dois bracinhos, não desisti de dar a volta a tudo” Compartilhar este post Link para o post
a.lopes Publicado 14 Outubro 2017 Uma entrevista um bocado triste, parece um gajo muito amargurado Compartilhar este post Link para o post
Red Prince Publicado 14 Outubro 2017 A entrevista ao cadete parece uma ao paim. Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 14 Outubro 2017 A história do Cadete está muito mal contada. Ele não foi afastado por acaso durante dois ou três anos, certamente. Tem de haver alguma coisa que o Cadete se estará a "esquecer" de contar... Compartilhar este post Link para o post