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Lebohang

A Casa às Costas

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Tive lugar ao lado da mãe/avó do Bruno Basto. Era sempre um fartote. Há um jogo em que ele fartou-se de atacar e estava visivelmente cansado. A dado momento vira-se uma das duas senhoras: "O Bruninho é sempre a mesma coisa. Ataca, ataca, ataca, ataca. Mas depois não tem pernas para defender. Raisparta a vontade de marcar golos" :lol: [algo assim, não me lembro bem das palavras]. Isto era no Estádio da Luz (antigo) e na altura onde um sócio com lugar levava um menor de X anos (14?) como "acompanhante". No meu caso eu e o meu pai tinhamos lugar, e leva o meu irmão mais novo e um amigo. Alguns deles chegaram a ficar ao colo dessas senhoras. Gente muito boa e o BB também era um tipo bom, considerando o Benfica da época.

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Quando era pequeno por que clube torcia?

Sempre pelo FC Porto. Porque as primeiras recordações que tenho do meu pai foram no FC Porto e a partir desse momento jamais deixei de ser portista. Ainda me lembro de levar uma coça da minha mãe, quando o meu pai em 1985 vai para o Sporting. O estádio de Alvalade era mesmo ao lado da casa onde vivíamos e lembro-me de uma vez ter ido para um Sporting-FC Porto com uma camisola do FC Porto por baixo do casaco [risos]. Parecia um bocado mal o pai jogar no Sporting e o filho chegar com uma camisola do FC Porto. Lembro-me que levei uns estalos da minha mãe nessa altura por causa disso. Tinha os meus sete anos.

 

:heart:

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Qual foi o problema disciplinar mais complicado que teve?

Num determinado estágio um jogador meteu uma rapariga no seu quarto. Eu vim a saber. Chamei-o e disse-lhe vais ser multado em 50% do ordenado. Ele disse que não pagava, que ia fazer queixa ao Sindicato. Eu disse-lhe que a multa eram 50% do ordenado, porque não fui eu que infringi os regulamentos, foi ele. E ele insistiu: 'Não pago'. Não pagas? Então está bem, pede à tua mulher para vir falar comigo amanhã. 'Ó mister, eu pago tudo' (risos).

 

:mrgreen:

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Imediatamente antes dessa tirada:

 

É também verdade que um dia chegou ao balneário e baixou as calças?

 

(risos) É verdade, não vou mentir. Baixei as calças, virei-me e disse-lhes: 'Se me querem ir ao… pronto, aproveitem agora que é de borla'. Estava lixado, estava a sentir que as coisas não estavam a andar.

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f*da-se, demorei 3 dias a ler a entrevista toda. :lol: muito boa, ele diz sempre coisas engraçadas.

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Tenho a ideia que era um bom treinador em termos humanos e de conhecimento do fenómeno do futebol, e não em termos táticos por isso não acho que tivesse qualidades para os grandes ou seleção

 

No entanto a ser verdade a introdução do psicólogo e do nutricionista em 1996, estava muito a frente do tempo, diria mesmo entre 15 a 20 anos

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Já o JJ também diz que foi pioneiro em algo.

 

Isto parece uma característica do tuga desde os descobrimentos: "nós é que inventamos X... fomos os primeiros em Y".

Mas os outros é que estão no topo.

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http://tribunaexpresso.pt/no-banco-com-os-misters/2018-03-30-O-analista-que-trabalha-no-City-Quando-comecei-era-so-o-miudo-que-filmava.-Um-dirigente-ate-pediu-para-fazer-um-DVD-para-as-escolinhas

 

Falam-me muito bem deste rapaz. Não cheguei a falar pessoalmente com ele na altura do mestrado, mas dizem que é alguém com grande futuro.

No meio de tanta conversa fiada nem consegui perceber exactamente o que fazia, nem tão pouco perceber se ele sabia que estava a dar uma entrevistado ao Expresso e não ao Daniel Oliveira do "o que dizem os teus olhos?".

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Bem verdade, houve algumas respostas nessa entrevista com muito lero lero. Exemplo:

 

No início, que tipo de análise fazias? Da própria equipa ou dos adversários?

 

A grande bandeira, digamos assim, da análise é reduzir a complexidade que está inerente ao jogo, ou seja, tu tens de perceber, ao máximo, primeiro, aquilo que és como equipa, quais são os teus princípios, e, depois, ir procurar no adversário algo que possas identificar e trazer, entre aspas, como vantagem para quando vais para o jogo poderes atacá-lo por ali. Ou seja, se identificas uma debilidade, então vamos por ali. Preparas a semana de treinos também em consonância com isso. Tens a tua identidade, tens a tua filosofia, tens a tua maneira de treinar, mas se tiveres informação do adversário também ajuda. É a mesmo coisa que ires para uma batalha: se eu souber como é que o adversário me vai atacar, então eu já sei como é que me posso defender e como é que o vou atacar a ele. Isso hoje em dia penso que já está implementado de forma mais geral. Na altura, na Académica, eu analisava sempre mais o adversário, que tipo de adversário é que iríamos defrontar. Obviamente ia aos jogos da Académica, mas foram muitos quilómetros em Portugal, a andar de um lado para o outro, do Algarve ao norte, sempre a ver jogos ao fim de semana. Claro que as questões familiares ficavam um pouco em stand by na altura, mas tenho o apoio incondicional da família, porque eles sabem a pessoa que sou e o que quero. Infelizmente perdi o meu pai de forma repentina, mas respirei muito daquilo que ele era: uma pessoa de garra, de crer, de lutar pelos sonhos... Acho que temos de ser assim. Acho que nós aqui em Portugal muitas vezes não sonhamos. Foi por isso que depois me lancei para o Qatar. Sou, entre aspas, um inquieto, pela vontade que tenho de aprender mais, e senti que na Académica não existia valorização do trabalho, porque nós éramos os miúdos que filmavam os jogos. As pessoas não percebiam que nós éramos muito mais do que isso. Chegámos a ter uma história curiosa com uma pessoa lá do clube que nos veio pedir para filmarmos as escolinhas Briosa, para fazer um DVD e oferecer aos miúdos. Quer dizer, nós tivemos de explicar que apesar de termos um gabinete com câmaras de vídeo, não éramos os responsáveis por fazer vídeos. As pessoas pensam que somos especialistas em informática, mas não, nós somos especialistas no jogo e é isso que analisamos.

 

tl;dr

 

No início, que tipo de análise fazias? Da própria equipa ou dos adversários?

 

A grande bandeira, digamos assim, da análise é reduzir a complexidade que está inerente ao jogo, ou seja, tu tens de perceber, ao máximo, primeiro, aquilo que és como equipa, quais são os teus princípios, e, depois, ir procurar no adversário algo que possas identificar e trazer, entre aspas, como vantagem para quando vais para o jogo poderes atacá-lo por ali. Ou seja, se identificas uma debilidade, então vamos por ali. Preparas a semana de treinos também em consonância com isso. Tens a tua identidade, tens a tua filosofia, tens a tua maneira de treinar, mas se tiveres informação do adversário também ajuda. É a mesmo coisa que ires para uma batalha: se eu souber como é que o adversário me vai atacar, então eu já sei como é que me posso defender e como é que o vou atacar a ele. Isso hoje em dia penso que já está implementado de forma mais geral. Na altura, na Académica, eu analisava sempre mais o adversário, que tipo de adversário é que iríamos defrontar. Obviamente ia aos jogos da Académica, mas foram muitos quilómetros em Portugal, a andar de um lado para o outro, do Algarve ao norte, sempre a ver jogos ao fim de semana.

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