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Os planos da UEFA para acabar com as loucuras no mercado de transferências

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O Mbappé ia receber os 180 milhões por ano. :mrgreen:

 

Tb acho que ia dar m*rda e não ia "resolver" problema nenhum.

 

E não seria justo? Se são os jogadores quem jogam, não seria mais correcto serem eles a receber o grosso do dinheiro em vez dos clubes?

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Ora nem mais. Podem inventar regras e regrinhas mas não há volta a dar.

 

Um dia, talvez, se houver vontade, vão concluir que o absurdo que hoje existe e que só tem tendência a piorar só se resolve com a conjugação de 3 medidas:

 

1 - Proibir a compra e venda de jogadores. Se um jogador com contrato com o clube A tiver uma proposta de trabalho mais interessante por parte do clube B deverá o clube A ser compensado com os custos associados à quebra do contrato ao abrigo do código laboral vigente no país em causa.

 

2 - Proibir os empréstimos. Se o jogador não serve deve ser dispensado ficando livre para continuar a trabalhar onde o queiram.

 

3 - Proibir a interferência dos empresários. Estes devem ser considerados apenas como representantes dos jogadores (ou dos clubes), por procuração, e devem receber diretamente através do seu representado consoante o contrato que os une.

Percebo o ponto de vista, mas e no caso dos jogadores jovens? Um jogador jovem pode não servir agora e servir no ano a seguir. Não me parece que fosse algo tão linear quanto isso.

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Fdx. porque é que nunca olhei para isso desta forma? Até faz sentido.

 

Suponho era que depois a loucura passasse para os ordenados.

 

Claro. E só teria vantagens. Era mais transparente, mais difícil de fugir a impostos, o dinheiro iria parar aos bolsos daqueles que geram a riqueza. E os clubes (que também geram riqueza, claro) teriam mais possibilidades de adotar uma gestão mais profissional, canalizando os recursos para onde importa.

 

Claro que inicialmente não seria fácil em termos contabilísticos porque os passes dos jogadores são uma componente importantíssima nos balanços dos clubes na qualidade de ativos, mas isso poderia, com uma gestão responsável, ser resolvido em poucos anos canalizando as verbas que não gastariam com compras de jogadores na diminuição do passivo.

 

 

Percebo o ponto de vista, mas e no caso dos jogadores jovens? Um jogador jovem pode não servir agora e servir no ano a seguir. Não me parece que fosse algo tão linear quanto isso.

 

Se serve no ano a seguir que fossem buscá-lo novamente no ano a seguir. Bastaria oferecer-lhe condições salariais mais vantajosas do que ele estaria a receber no clube onde entretanto foi jogar.

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Claro. E só teria vantagens. Era mais transparente, mais difícil de fugir a impostos, o dinheiro iria parar aos bolsos daqueles que geram a riqueza.

 

Os empresários não pediriam uma % (maior) do salário?

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Claro. E só teria vantagens. Era mais transparente, mais difícil de fugir a impostos, o dinheiro iria parar aos bolsos daqueles que geram a riqueza. E os clubes (que também geram riqueza, claro) teriam mais possibilidades de adotar uma gestão mais profissional, canalizando os recursos para onde importa.

 

Mais depressa vês o Belenenses a ser campeão nacional do que isso a se concretizar nos moldes económicos actuais. É uma utopia.

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os empresários podiam era meter-se todos num sítio que eu cá sei...fazem tanta falta ao futebol como a corrupção

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Se serve no ano a seguir que fossem buscá-lo novamente no ano a seguir. Bastaria oferecer-lhe condições salariais mais vantajosas do que ele estaria a receber no clube onde entretanto foi jogar.

Mas aí o clube iria ter gastos que à partida não tem mantendo o jogador no clube mas emprestando-o... não? :mrgreen:

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E não faz. Se um trintão não serve para a equipa naquele momento não é com mais um ano em cima que vai servir. E deviam era de proibir os empréstimos todos.

que idade tinha o Jorge Costa quando foi emprestado ao Charlton?

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Os empresários não pediriam uma % (maior) do salário?

 

Talvez. Depende dos contratos que estabelecessem com os jogadores que representam.

 

Na minha opinião eles deviam funcionar como funcionam os agentes dos artistas (músicos, atores, etc...). Não deviam ser parte no negócio, como são no futebol. Deviam limitar-se a representar os interesses dos jogadores.

 

Mais depressa vês o Belenenses a ser campeão nacional do que isso a se concretizar nos moldes económicos actuais. É uma utopia.

 

Eu sei...

 

Mas aí o clube iria ter gastos que à partida não tem mantendo o jogador no clube mas emprestando-o... não? :mrgreen:

 

Que gastos são esses de que falas? Os salários justos pagos aos jogadores que lhes interessam? Não haveria de ser mais do que hoje pagam com as transferências.

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Percebo o ponto de vista, mas e no caso dos jogadores jovens? Um jogador jovem pode não servir agora e servir no ano a seguir. Não me parece que fosse algo tão linear quanto isso.

 

Que assumam a responsabilidade da aposta na sua Academia ou que os deixem ir à sua vida. Se no futuro os querem novamente, que os vão buscar.

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que idade tinha o Jorge Costa quando foi emprestado ao Charlton?

Melhor exemplo é impossível.

Regressou e serviu para ganhar taça UEFA e Champions (e demais troféus).

 

Que assumam a responsabilidade da aposta na sua Academia ou que os deixem ir à sua vida. Se no futuro os querem novamente, que os vão buscar.

Exato, tipo o Bayern.

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Isso era o que os clubes ricos querem...isso alias ajudaria apenas os accionistas dos clubes

 

Imaginemos que o Real Madrid gasta hoje em dia 100 Milhoes de Euros ano em salarios, se colocarem um tecto de 75 Milhoes vao continuar a ser clubes como o Real os unicos a poder pagar, a unica diferença é que esses 25 Milhoes que sobram em vez de irem para os jogadores, vão para os accionistas do clube...

 

Claro, mas não vão conseguir ter "cap" para Ronaldos, Bales, Marcelos e Benzemas da vida a mamarem dezenas de milhões por ano... quer dizer até podiam ter, depois faziam o resto da equipa com "merdum".

 

mas porque tem de existir equidade? é completamente injusto existir equidade entre a liga inglesa e a portuguesa, por exemplo. Ou mesmo em ligas internas não se pode comparar um dos grandes com o Aves, por exemplo (com todo o respeito)

 

Depois anda-mo-nos a queixar que (hoje) é impossível ganhar a Champions porque esta é feita à medida dos meninos ricos.

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Em relações aos empréstimos, porque não fazer de duas formas possíveis:

1) Os clubes a quem têm o jogador emprestado tem sempre opção de compra sobre o jogador e o clube recebe uma % quando o jogador for vendido;

2) O jogador só pode ser emprestados a clubes satélites

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Por acaso, esses moldes para as "transferências" que o Desc refere era o caminho que eu pensava que avançaria depois de casos como o do Paulo Assunção. (Lei Webster).

 

Acho até uma questão de justiça. Se um clube pode dispensar um jogador/treinador pagando o que resta do contrato, porque é que o contrário não devia ser possível?

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Por acaso, esses moldes para as "transferências" que o Desc refere era o caminho que eu pensava que avançaria depois de casos como o do Paulo Assunção. (Lei Webster).

 

Acho até uma questão de justiça. Se um clube pode dispensar um jogador/treinador pagando o que resta do contrato, porque é que o contrário não devia ser possível?

 

Porque essa parte de poder dispensar um jogador pagando o resto do contrato so e vantajoso para o jogador. Imagina agora que isso nao podia, os clubes em vez de dispensar ficavam com os jogadores nos quadros a treinar a parte, a gastar o mesmo dinheiro com eles e os jogadores a perderem oportunidades de carreira. Para o clube era basicamente indiferente e para o jogador era horrivel

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Claro, mas não vão conseguir ter "cap" para Ronaldos, Bales, Marcelos e Benzemas da vida a mamarem dezenas de milhões por ano... quer dizer até podiam ter, depois faziam o resto da equipa com "merdum".

 

Claro que conseguiam porque isto faria com que os salarios das estrelas tivessem de baixar. Podes dizer que esta medida fizesse com que numa superliga europeia apenas com clubes verdadeiramente ricos (exclui-se completamente clubes portugueses), a coisa ia estar mais equilibrada.

 

Benficas, Portos e Sporting podem pagar hoje em dia na loucura uns 2 ou 3 milhoes por epoca a cada jogador, enquanto qualquer clube a lutar para nao descer na tabela inglesa paga o dobro...onde pensas que as "vedetas" excendentarias iriam jogar?

 

Isto do cap so funciona se criarmos algo como a NBA com distribuicao de receitas publicitarias e de TV igual para todos os clubes ou criando um cap com salarios ao nivel dos anos 90 (sendo que nesse caso tenho praticamente a certeza que existiria uma debandada dos jogadores com maiores rendimentos para paises que nao fossem afectados por esse cap...como a China)

 

Se isto fosse um processo simples, já alguem tinha encontrado uma solucao

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Porque essa parte de poder dispensar um jogador pagando o resto do contrato so e vantajoso para o jogador. Imagina agora que isso nao podia, os clubes em vez de dispensar ficavam com os jogadores nos quadros a treinar a parte, a gastar o mesmo dinheiro com eles e os jogadores a perderem oportunidades de carreira. Para o clube era basicamente indiferente e para o jogador era horrivel

Mas eu não quero que lhes retirem esse direito, apenas que seja alargado ao jogador. Se o clube pode considerar que o jogador já não lhe interessa, o jogador pode achar o mesmo do clube. Até mesmo nessa situação que dizes, um clube menos razoável pode ter um jogador nos quadros e obrigá-lo a manter-se até final de contrato sem ter a menor intenção de o colocar a jogar, ou em casos extremos, até sem poder treinar com o resto da equipa, como se tivesse uma doença. Porque é que não poderia ele próprio bancar a sua rescisão se fosse caso disso? No máximo que se aplicasse uma protecção qualquer para contratos nos últimos seis meses, para não haver jogadores a saltar a meio da época por quase nada.

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Ora nem mais. Podem inventar regras e regrinhas mas não há volta a dar.

 

Um dia, talvez, se houver vontade, vão concluir que o absurdo que hoje existe e que só tem tendência a piorar só se resolve com a conjugação de 3 medidas:

 

1 - Proibir a compra e venda de jogadores. Se um jogador com contrato com o clube A tiver uma proposta de trabalho mais interessante por parte do clube B deverá o clube A ser compensado com os custos associados à quebra do contrato ao abrigo do código laboral vigente no país em causa.

Sou o único a achar que esta medida ia afectar a formação? Qual é o interesse de formar um grande jogador quando qualquer tubarão pode acenar com umas notas e levá-lo. sem ter que pagar grande coisa ao clube formador?

Claro. E só teria vantagens. Era mais transparente, mais difícil de fugir a impostos, o dinheiro iria parar aos bolsos daqueles que geram a riqueza. E os clubes (que também geram riqueza, claro) teriam mais possibilidades de adotar uma gestão mais profissional, canalizando os recursos para onde importa.

Como assim?

A MLS já possui algumas regras interessantes

Tem algumas interessantes, mas também tem muita coisa que não me agrada. Espero que não seja esse o caminho.

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Em relações aos empréstimos, porque não fazer de duas formas possíveis:

1) Os clubes a quem têm o jogador emprestado tem sempre opção de compra sobre o jogador e o clube recebe uma % quando o jogador for vendido;

2) O jogador só pode ser emprestados a clubes satélites

E o que define legamente um clube satélite? Pode um clube ter vários clubes satélite? Pode um clube ser satélite de dois clubes? Percebo a intenção mas isso criaria mais problemas do que resolveria.

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Na teoria parecia uma boa solução, mas agora ao escrever as respostas para te dar apesar de serem simples, acho que até estar tudo definido e fluído iria demorar muito e se calhar já vinha tarde estas regras.

1)Teria de ser comunicado o acordo em que o clube mãe tivesse obrigações (pagar algum valor anualmente, jogo amigável com as receitas todas para o clube satélite) de ajudar a crescer o clube satélite e não ser apenas deposito de jogadores.

2)Sim, e devia haver limite de jogadores emprestados no clube satélite e limite de clubes satélites, para evitar haver 8 jogadores no mesmo clube e também não haver vários clubes satélite (ex: 3 jogadores por clube satélite, 5 clubes satélite)

3)Não, funcionaria de forma igual a um jogador, só podes estar vinculado a um clube.

Com estas respostas, teria de ser feita grande reestruturação em relação ás relações entre clubes e às "amizades" e não seria uma medida instantânea.

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Para mim a solução é limitar o numero de jogadores com contracto que cada clube pode ter algo deste género:

 

- Máximo de 20 jogadores com mais de 24 anos

- Máximo de 20/25 jogadores sub24

- Sem limite de jogadores jovens ( Sub19)

 

Os clubes conseguiam ter o plantel principal, equipa B/reservas e fazia com que um clube não tivesse dezenas de jogadores espalhados.

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