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PeteThaAlcino

Livro de exercícios da Porto Editora sugere que meninas são mais limitadas

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por acaso também acho que o aconteceu foi um tipo de censura.

 

Há tanta necessidade de tolerância que acaba por gerar intolerância.

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Há tanta necessidade de tolerância que acaba por gerar intolerância.

acho um pouco isso, sabes. eu percebo que quem reclamou foi por sentir mesmo que é um problema, que há quem sinta que os 30 anos de atraso estão a demorar a passar. e aceito isso na boa da maioria das pessoas.

 

Só me custa um pouco que quem pode mudar as coisas mais importantes, mais do dia-a-dia (e estou a falar do governo) não tenha o discernimento para ligar qb ao pormenores e arregaçar as mangas e ir partir pedra / ganhar inimigos / perder simpatias nos pormaiores.

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Visitante

Alguém viu a senhora responsável pela tal comissão da cidadania ou algo no género, na SIC Noticias? A comentar que não percebia porque é que um livro era para rapazes, que já são evoluidos e tal, e o outro é para meninas, mais frágeis, etc. Como se a discriminação começasse logo nos termos :lol: Isto está a atingir um nível tão ridículo que eu receio que brevemente vamos estar todos usar roupa unissexo.

Editado por Visitante

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Alguém viu a senhora responsável pela tal comissão da cidadania ou algo no género, na SIC Noticias? A comentar que não percebia porque é que um livro era para rapazes, que já são evoluidos e tal, e o outro é para meninas, mais frágeis, etc. Como se a discriminação começasse logo nos termos :lol: Isto está a atingir um nível tão ridículo que eu receio que brevemente vamos estar todos usar roupa unissexo.

será mais multisexo :mrgreen:

 

estás a fazer-me lembrar um velhote castiço do bairro dos meus pais

 

"epá eu vou-lhe explicar: primeiro nem se falava mêmo ca gente soubesse, né? ópois era púribido. veio a revolução e continuava púribido mas já prontos a gente sabia que acontecia, aos poucos passou a aceitar-se. ultimamente começou a ser mais às claras e agora vêm co esta m*rda de ser legal. é vizinho, ainda beim que tou velho, ópois deu morrer aposto que vai ser obrigatório"

 

visionário :mrgreen:

 

mais giro: o filho vivia com um "amigo" e ele na boa, ia lá a casa jantar, não os deixava era vir dormir a casa dele eheheh

 

A roupa é unissexo. Ninguém te impede de vestir um top cai-cai :mrgreen:

ou o público ou o dn tinha um artigo de opinião hoje com um barbudo de top tipo corpete e unhas de gel. liberdade. tá provado que até a falta de gosto é permitida.

Editado por Cabeça de giz

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A roupa é unissexo. Ninguém te impede de vestir um top cai-cai :mrgreen:

 

Não me assentaria muito bem, tenho pouco peito :/ Mas de qualquer forma tens razão, se ninguém me impede de usar um cai-cai (ou a outro homem qualquer a quem assente melhor), porque é que eu tenho de ir à secção de mulher da Zara? Ainda por cima está sempre tudo desarrumado, e as roupas têm restos de base, uma nojeira. Isto sim, há que por o dedo na ferida e apontar para os problemas que realmente importam!

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No meio disto tudo, o que mais me salta à vista é o peso absurdo que as redes sociais têm no debate público de questões sensíveis. Não por ser público ou massificado, mas por originar um extremar de posições através do abrigo fácil que as as opiniões pouco instruidas encontram umas nas outras. Isso torna o debate pouco esclarecido, tornando-o em guerrinhas de "nós" contra "eles".

 

Resumindo: é só barulho.

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Já agora, eles ganham mesmo mais em fazer duas edições distintas (rapariga/rapaz) do que fazer apenas que tenha uma mistura dos dois? Ou há mesmo pais que compram por ser azul/rosa/ter marinheiros/ter princesas etc.?

 

Pensa assim: quantas vezes viste na TV anúncios a Barbies, nenucos ou à Katia Beijinho em que apareçam meninos?

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No meio disto tudo, o que mais me salta à vista é o peso absurdo que as redes sociais têm no debate público de questões sensíveis. Não por ser público ou massificado, mas por originar um extremar de posições através do abrigo fácil que as as opiniões pouco instruidas encontram umas nas outras. Isso torna o debate pouco esclarecido, tornando-o em guerrinhas de "nós" contra "eles".

 

Resumindo: é só barulho.

Mais uma razão para quem tem responsabilidades não se dar a este tipo de circos.

Mais um motivo para quem tem responsabilidades querer este tipo de circos.

 

Pensa assim: quantas vezes viste na TV anúncios a Barbies, nenucos ou à Katia Beijinho em que apareçam meninos?

há um miúdo na creche da minha miúda que tem um ken (nem sabia que se vendia cá). anda sempre com as miúdas todas à volta, menos a minha e outra que estão a brincar com os carrinhos :mrgreen:

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Proponho que nas próximas edições da Barbie ela seja transexual, para não ofender ninguém. Que triste sociedade em que nos estamos a transformar.

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A "secção de mulher da Zara" não é exclusiva a mulheres. Qualquer pessoa pode lá entrar e adquirir os produtos que quiser. A diferenciação entre zonas de artigos masculinos e femininos acontece por uma mera questão de organização, de forma a que facilmente se encontre o estilo de vestuário que, por norma, mais agrada a homens ou mulheres.

 

Acredito que estejas a dar esse exemplo para hiperbolizar o assunto, mas há por aí pessoal que acredita piamente que a existência de livros com estereótipos antiquados sobre o papel de cada sexo e a existência de zonas distintas para compra de roupa é a mesma coisa. E estamos em 2017.

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Sempre fomos assim. A diferença é que mostrar indignação está agora à distância de um clique. Qualquer paspalho com net gera contestação sem tirar o cú da cadeira e sem pensar seriamente se vale mesmo a pena o trabalho.

 

Sobre o tema, estes livros são obrigatórios ou os pais podem, sei lá, optar por não os comprar?

Editado por John Reverend

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Sempre fomos assim. A diferença é que mostrar indignação está agora à distância de um clique. Qualquer paspalho com net gera contestação sem tirar o cú da cadeira e sem pensar seriamente se vale mesmo a pena o trabalho.

 

Sobre o tema, estes livros são obrigatórios ou os pais podem, sei lá, optar por não os comprar?

são opcionais

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é mais fácil clicar, escrever umas coisas bonitas sobre os livrinhos e até falar nisso e depois chegar ao trabalho e dizer que o que as mulheres dizem não se escreve.

 

está a resultar.

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No meio disto tudo, o que mais me salta à vista é o peso absurdo que as redes sociais têm no debate público de questões sensíveis. Não por ser público ou massificado, mas por originar um extremar de posições através do abrigo fácil que as as opiniões pouco instruidas encontram umas nas outras. Isso torna o debate pouco esclarecido, tornando-o em guerrinhas de "nós" contra "eles".

 

Resumindo: é só barulho.

 

O Hitler chora no túmulo. Ele seria o rei das redes sociais.

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A "secção de mulher da Zara" não é exclusiva a mulheres. Qualquer pessoa pode lá entrar e adquirir os produtos que quiser. A diferenciação entre zonas de artigos masculinos e femininos acontece por uma mera questão de organização, de forma a que facilmente se encontre o estilo de vestuário que, por norma, mais agrada a homens ou mulheres.

 

Acredito que estejas a dar esse exemplo para hiperbolizar o assunto, mas há por aí pessoal que acredita piamente que a existência de livros com estereótipos antiquados sobre o papel de cada sexo e a existência de zonas distintas para compra de roupa é a mesma coisa. E estamos em 2017.

 

É claro que há uma diferença, eu estava apenas a brincar com o assunto. Agora, até aqui eu partilho exactamente da mesma opinião do Cabeça de Giz: dentro do problema, existem outros problemas infinitamente mais importantes dentro desta questão da diferenciação (não necessariamente má) e discriminação (obviamente má) de género. E acrescento mais, pegar em "questíunculas" deste género, sobretudo vindas das redes sociais, só contribui para a ridicularização da problemática e para a descredibilização de quem deve agir para a sua sensibilização.

 

Também gostava de dizer que, na minha opinião, nem todos os estereótipos antiquados são maus. É irrelevante achar-se que o rosa é para as meninas e o azul para os meninos, que as bonecas são para as meninas e os carrinhos para os meninos, que o voleibol é para as meninas e o futebol para os meninos, etc. No meu tempo de puto esses estereótipos eram todos uma realidade, e isso não impede hoje em dia homens da minha idade vestirem rosa, de o futebol feminino estar a crescer de forma brutal por cá, ou de ser comum presentear outros homens com bonecas no seu aniversário (insufláveis, mas mesmo assim...).

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O Hitler chora no túmulo. Ele seria o rei das redes sociais.

não tem túmulo, está numa caixa de madeira em Moscovo :mrgreen: mas por acaso as primeiras coisas que me lembrei quando ouvi esta parvoíce dos livrinhos foram as fogueiras de livros dos nazis e o index.

 

, e isso não impede hoje em dia homens da minha idade vestirem rosa

se eu usasse a minha actual colecção de polos e camisas há uns 20 anos era falatório certo :mrgreen:

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não tem túmulo, está numa caixa de madeira em Moscovo :mrgreen: mas por acaso as primeiras coisas que me lembrei quando ouvi esta parvoíce dos livrinhos foram as fogueiras de livros dos nazis e o index.

 

 

se eu usasse a minha actual colecção de polos e camisas há uns 20 anos era falatório certo :mrgreen:

 

bold: isso ainda está por provar, mas mesmo assim, seria só o crânio. Ele foi queimado e enterrado, duvido que o tenham apanhado :mrgreen:

 

Quanto ao resto, tenho a ideia que és de um meio mais pequeno e rural, aí é que seria ainda mais problemático :mrgreen:

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É claro que há uma diferença, eu estava apenas a brincar com o assunto. Agora, até aqui eu partilho exactamente da mesma opinião do Cabeça de Giz: dentro do problema, existem outros problemas infinitamente mais importantes dentro desta questão da diferenciação (não necessariamente má) e discriminação (obviamente má) de género. E acrescento mais, pegar em "questíunculas" deste género, sobretudo vindas das redes sociais, só contribui para a ridicularização da problemática e para a descredibilização de quem deve agir para a sua sensibilização.

 

E eu compreendo o vosso ponto de vista, só não entendo por que motivo não podemos "lutar" contra "questiúnculas" destas e com outras questões mais sérias em simultâneo. O que mais leio é "se se preocupassem com coisas mais sérias". Não dá para nos preocuparmos com isto e com discriminações mais flagrantes? Só podemos escolher um campo de batalha?

 

Há questões mais sérias a resolver, mas isso não significa que não se possa resolver também pequenos focos menores de discriminação/estereotipação que surjam. Como este, que era tão escusado que ainda me custa acreditar como é que alguém pensou ser boa ideia fazer livros educativos onde o papel das meninas e dos meninos segue ideias do tempo do Estado Novo. Os meninos são valentes piratas e exploradores, as meninas princesas e donas de casa. Que raio... Porquê? Para quê?

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São opcionais? Então o burburinho é por serem da Porto Editora? Bolas, quanta intolerância por 2 livros que qualquer um pode ignorar.

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E eu compreendo o vosso ponto de vista, só não entendo por que motivo não podemos "lutar" contra "questiúnculas" destas e com outras questões mais sérias em simultâneo. O que mais leio é "se se preocupassem com coisas mais sérias". Não dá para nos preocuparmos com isto e com discriminações mais flagrantes? Só podemos escolher um campo de batalha?

 

Há questões mais sérias a resolver, mas isso não significa que não se possa resolver também pequenos focos menores de discriminação/estereotipação que surjam. Como este, que era tão escusado que ainda me custa acreditar como é que alguém pensou ser boa ideia fazer livros educativos onde o papel das meninas e dos meninos segue ideias do tempo do Estado Novo. Os meninos são valentes piratas e exploradores, as meninas princesas e donas de casa. Que raio... Porquê? Para quê?

 

Bold: São vestígios do tempo. E não são do tempo do Estado Novo, visto que este tipo de estereótipos também são válidos lá fora. De qualquer forma, acho que grande parte são inofensivos, e que nem se justifica que haja alarido por causa disso.

 

Quanto ao primeiro parágrafo, o tema da descriminação de género é um problema real e é uma única batalha. Portanto, ao juntares questões relevantes e irrelevantes no mesmo saco, é inevitável que haja uma perda de foco no que realmente interessa (os principais problemas, como progressão de carreira limitada, salários mais baixos, etc), e também o perigo de haver alguma descredibilização do problema e de quem procura formas de o resolver. E há outro aspecto importante, que é o da saturação, e que já é visível em praticamente todas as discussões sobre o tema - se trouxermos para a discussão pública as questões relevantes, menos relevantes, e irrelevantes dentro do mesmo saco, as pessoas vão-se fartar, tão simples quanto isto.

 

Eu gosto de usar o meu pai como barómetro do português médio: vive numa cidade média, tem escolaridade média, não tem clube nem qualquer tipo de tendências partidárias e políticas, e não tem grandes convicções sobre os problemas de fundo do nosso dia-a-dia. Quando ele viu a reportagem na SIC, seguida da intervenção da tal senhora responsável pela comissão a alertar para a discriminação no uso do termo rapazes e meninas para, respectivamente, as crianças do sexo masculino e feminino, ele riu-se da parvoíce que estava a ser dita e mudou de canal. E isto resume bem aquilo que eu quero dizer aqui, havendo tempo de antena para este tipo de questões, então que se foquem no que é realmente importante primeiro, e não naquilo que gera mais ou menos convulsão nas redes sociais. Daqui a nada há mais um incêndio, ou mais uma bacorada dita pelo Ventura, e o foco muda e não se aproveitou nada da discussão, tirando a tal retirada dos tais livros do mercado (que na prática, é zero).

Editado por Visitante

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Se isso fosse uma questão importante até aplaudia. Pena é que quem tem responsabilidades perde o seu tempo com questiunculas destas e esquece o mais importante.

A gestão de expectativas das crianças no que respeita a escolaridade é importante. Não tenho grandes dúvidas que naquele intervalo de idades (4-6), no contexto de um livro lúdico didático, se deva ter o cuidado de não fazer esta óbvia distinção, para evitar uma possível aversão a manuais escolares logo no início do currículo escolar. Ademais, trata-se de um contexto em que não faz absolutamente sentido nenhum criar-se este tipo de diferenciação; o aspeto lúdico é o que atrai a criança, independentemente do seu sexo; associar símbolos, objetos, cores, etc. a um sexo específico num contexto de expansão e abstração mental é somente paradoxal e potencialmente prejudicial, nunca benéfico.

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