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PeteThaAlcino

Livro de exercícios da Porto Editora sugere que meninas são mais limitadas

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E os filmes da Disney?

A Disney tem procurado retificar os erros do passado nos seus filmes modernos. Se a Porto Editora em colaboração com a CIG têm a capacidade de corrigir este erro agora mesmo, por que razão não haveriam de o fazer?

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Haver pressão para retirar os filmes do ar, tal como qualquer outro desenho que apresente "estereótipos nocivos".

Ainda neste fim de semana deu a Cinderela no Hollywood

Editado por kareca

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Haver pressão para retirar os filmes do ar, tal como qualquer outro desenho que apresente "estereótipos nocivos".

Ainda neste fim de semana deu a Cinderela no Hollywood

O contexto não é comparável, para além do caráter didático, temos também de considerar que a Disney não rotula os filmes como sendo para raparigas ou rapazes; ou seja não existe a clara diferenciação de género que é evidente neste caso do livro.

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O que está em causa é a empresa privada que se vê pressionada por um organismo para alterar o conteúdo de um produto seu que nem faz parte do programa de ensino.

E todos nós sabemos que eles só vão alterar para a bimbalhada não ficar com má imagem da marca.

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O que está em causa é a empresa privada que se vê pressionada por um organismo para alterar o conteúdo de um produto seu que nem faz parte do programa de ensino.

E todos nós sabemos que eles só vão alterar para a bimbalhada não ficar com má imagem da marca.

Um produto didático contemporâneo com conteúdo objetável perante os valores da sociedade atual, em que é benéfico para as crianças que seja retificado. Não há mal nenhum na colaboração de uma empresa privada e um organismo do Estado para o bem comum da sociedade. A empresa privada criou o problema e a má imagem à volta da sua marca, a CIG ofereceu uma solução para retificar o problema e remediar essa má imagem, a empresa aceitou essa solução. Win-win para todos, incluindo as crianças. Pergunto outra vez: Se a Porto Editora em colaboração com a CIG têm a capacidade de corrigir este erro agora mesmo, por que razão não haveriam de o fazer?

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Então há problema dos supermercados fazerem folhetos de natal claramente com páginas para meninos e outras para meninas? Ou por não ter um carácter didático não há essa "supervisão do organismo"?

Queres maior conteúdo objetável do que cozinhas em miniatura que estão lá espetadas em páginas cor-de-rosa? :lol:

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Então há problema dos supermercados fazerem folhetos de natal claramente com páginas para meninos e outras para meninas? Ou por não ter um carácter didático não há essa "supervisão do organismo"?

Queres maior conteúdo objetável do que cozinhas em miniatura que estão lá espetadas em páginas cor-de-rosa? :lol:

Se calhar até há, a questão pode ser levantada e a situação analisada. Essa mentalidade crítica é positiva e se este caso potenciar o pensamento crítico da sociedade em geral para apontar estas incongruências no status quo, ótimo. Só não percebo por que motivo vejo pessoas tão relutantes em mudar o status quo e em admitir que este caso em particular é um problema válido, com o qual ambas as entidades lidaram de forma eficiente e amigável.

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Aceito que queiras ver isso de uma forma amigável e que o status quo possa mudar.

Eu vejo como hipocrisia e pressão de idiotas das redes sociais.

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E sim, o cariz didático do produto torna a situação mais grave, pois é um contexto onde se pode, efetivamente, falar de doutrinamento deste tipo de estereótipos.

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A minha teoria é a de que as pessoas leram o título da notícia, "Porto Editora "já suspendeu" venda de livros que geraram polémica", e assumiram que se submeteram à "censura das redes sociais e do politicamente correto", depois de se aperceberem de que a recomendação foi dada pela Comissão para a Igualdade de Género, passou a ser uma forma de "censura" imposta pelo Governo a uma empresa privada, patrocinada pelas redes sociais e o politicamente correto. Acontece que a recomendação vem associada a uma colaboração para se corrigir o problema identificado pela Comissão, pelo que neste contexto a suspensão de venda do produto tem uma boa razão de ser: a vontade mútua das duas entidades em colaborarem para o melhoramento do produto e a sua substituição nos pontos de venda.

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Mas os livros existem há mais de um ano e só agora se decidiu fazer alguma coisa a respeito deles? Porquê se não pela ditadura das redes sociais?

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A tua teoria tem de ter como base a queixa das pessoas nas redes sociais à tal comissão.

Até à data a comissão não tinha visto peido e só se mexeu depois disso, como noticiado.

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Não percebo duas coisas:

 

Porque raio é que um catraio de 5 anos está impedido de resolver problemas de labirintos cor-de-rosa em que uma princesa procura a sua coroa? Ou, dito de outra forma, porque raio é que uma garota de 5 anos não pode resolver um labirinto azul em que um pirata descobre uma arca de tesouro?

 

Por causa da cor? O verdadeiro estereótipo hoje em dia está em quem vê estereótipos em todo o lado. Os livros estão à venda. Os pais que querem, compram-nos. E são eles que decidem. Não é o que muitos por aqui desejam? Que os pais sejam mais responsáveis pela educação dos seus filhos? Eu prefiro ter disponíveis livros de princesas e livros de aventureiros para comprar do que ter apenas livros com motivos neutros (que nem sei o que possam ser...). O que não desejo, de todo, é que me seja apontado o dedo ao deixar a minha filha ler histórias de princesas e o meu filho ler histórias de aventureiros.

 

 

A segunda coisa que não percebo é porque raio uma miúda com 4, 5 ou 6 anos ficará imediatamente condicionada na sua vida futura, quer na escola quer a nível profissional, se consumir histórias cor de rosa sobre princesas. A minha filha fê-lo e hoje em dia dá 10-0 a qualquer rapaz em matérias tradicionalmente mais associadas ao intelecto masculino como a matemática ou as ciências naturais.

 

Acho que há muita gente com tempo livre a mais e que se dedica a opinar sobre assuntos irrelevantes porque lhes falta capacidade para se pronunciar sobre o que realmente importa e pode fazer a diferença.

:handclap:

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Mas os livros existem há mais de um ano e só agora se decidiu fazer alguma coisa a respeito deles? Porquê se não pela ditadura das redes sociais?

A tua teoria tem de ter como base a queixa das pessoas nas redes sociais à tal comissão.

Até à data a comissão não tinha visto peido e só se mexeu depois disso, como noticiado.

A questão foi exposta e de seguida foi analisada pela CIG. Considero positivo que os cidadãos ao colocarem esta questão na consciência da sociedade, tenha existido o interesse da CIG em analisar os livros em questão e a agir em conformidade com as suas conclusões. Também considero positivo o comportamento da Porto Editora que procurou clarificar a questão e demonstrar-se disponível, com as suas autoras e ilustradoras, a colaborar com a Comissão para a correção e melhoramento do produto. A ação dos cidadãos acabou por promover a conscientização desta temática, tal como a discussão da mesma (que, por exemplo, no geral tem sido saudável neste tópico), ocasionando, por fim, também a colaboração destas duas entidades de forma a corrigir este problema.

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Tu estás muito focado na forma eficiente como as entidades se mexeram (seja por interesse comercial da PE ou por interesse político do adjunto da Educação a pressionar) após "incêndio social" e não na forma como a questão se tornou questão.

Este caso faz lembrar o outro que quer levar o tweet do Quadros ao parlamento.

Editado por kareca

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Eu considero que a CIG não é omnipresente, pelo que cabe também aos cidadãos ter um papel crítico. Os cidadãos fizeram-se ouvir através das redes sociais. Em consequência a CIG analisou o caso, pois é um caso que lhes concerne, e agiu de acordo com as suas próprias conclusões, até identificando exemplos. Tudo a funcionar como seria expectável de uma sociedade que encontra voz nos seus cidadãos. Se a CIG ignorasse esta polémica, isso sim já seria preocupante.

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alguém conhece mais alguma tomada de posição / recomendação da comissão sobre um caso concreto? o meu google deve estar avariado 8-)

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só reparei agora

 

a suspensão de venda do produto tem uma boa razão de ser: a vontade mútua das duas entidades em colaborarem para o melhoramento do produto e a sua substituição nos pontos de venda.

sim, muita vontade:

 

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-08-26-Administrador-da-Porto-Editora-ataca-governo-Nao-tenho-memoria-de-uma-situacao-destas

 

"Não tenho memória de, em democracia, ter acontecido uma situação em que uma instituição do Governo recomenda que livros sejam retirados do mercado".

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só reparei agora

 

 

sim, muita vontade:

 

http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-08-26-Administrador-da-Porto-Editora-ataca-governo-Nao-tenho-memoria-de-uma-situacao-destas

 

"Não tenho memória de, em democracia, ter acontecido uma situação em que uma instituição do Governo recomenda que livros sejam retirados do mercado".

Não tinha lido essas declarações, mas denoto que o Vasco Teixeira só menciona o labirinto, e não foi essa a única questão que a CIG levantou. Há de facto estereótipos nocivos presentes nos livros, dois deles exemplificados pela CIG. Neste contexto a intenção passa por retificar os vários problemas do livro, que se admitem nocivos, e assim substitui-los por versões condignas com os valores de uma sociedade que não procura estereotipar o estatuto social dos homens e das mulheres em livros de exercícios. Não estamos a falar de uma criação artística de um escritor, estamos a falar de materiais lúdicos e didáticos com a função de entreter e educar as crianças; neste contexto não encontro mal nenhum na recomendação associada com a vontade de colaborar para corrigir o problema, mesmo que seja sem precedentes, pois não passa de um recomendação com a intenção de melhorar o produto e trata-se de uma questão digna dessa atenção.

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Não tinha lido essas declarações, mas denoto que o Vasco Teixeira só menciona o labirinto, e não foi essa a única questão que a CIG levantou. Há de facto estereótipos nocivos presentes nos livros, dois deles exemplificados pela CIG. Neste contexto a intenção passa por retificar os vários problemas do livro, que se admitem nocivos, e assim substitui-los por versões condignas com os valores de uma sociedade que não procura estereotipar o estatuto social dos homens e das mulheres em livros de exercícios. Não estamos a falar de uma criação artística de um escritor, estamos a falar de materiais lúdicos e didáticos com a função de entreter e educar as crianças; neste contexto não encontro mal nenhum na recomendação associada com a vontade de colaborar para corrigir o problema, mesmo que seja sem precedentes, pois não passa de um recomendação com a intenção de melhorar o produto e trata-se de uma questão digna dessa atenção.

Pois denotas. Mas também denotaste que a suspensão foi por vontade mutua. E não foi, foram obrigados a fazê-lo antes que o ruído da turba começasse a fazer (mais) danos na imagem da marca. Podes mudar de assunto, e repetir argumentos, inventá-los para "meter água na fervura" é que fica mal.

 

A recomendação não teria mal se o fizessem noutras coisas, até mais importantes. Aqui transformou-se a comissão num instrumento de política, veremos se as próximas actividades da CIG terão o impacto que tinham antes, ou se passam a ser vistas como política. O que obviamente lhes tira credibilidade e impacto.

 

E estás a ver o politicamente correcto exactamente do lado errado. Ou a definição de politicamente correcto mudou sem eu saber, ou tornou-se jargão vazio e de arremesso político (passe a redundância).

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A minha definição do politicamente correto também não é a que se tem usado nestes tópicos. Para mim refere-se apenas a uma questão de consideração linguística, daí ignorar quando há pessoas a tentar pintar a ideia de haver um "movimento fascista do politicamente correto", pois é do mais ridículo que se vai lendo sobre estes assuntos, pois procura ridicularizar os assuntos que realmente interessam e que eu tentei discutir nas cinco páginas do tópico.

 

Repito que desconhecia essas declaração de uma pessoa que dá a entender não ter lido tudo o que a CIG trouxe para a mesa, pois só menciona o labirinto e também não menciona a disponibilidade da CIG em colaborar com a Editora para melhor o produto. Já o comunicado da entidade Porto Editora torna explícito que existe disponibilidade de ambas as entidades para colaborarem, logo eu ter interpretado como sendo uma vontade mútua de ambas as partes, embora admita que existiu esta hesitação de alguém que parece demonstrar alguma ignorância sobre todos os factos da matéria.

Editado por bmfpcdm

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A minha definição do politicamente correto também não é a que se tem usado nestes tópicos. Para mim refere-se apenas a uma questão de consideração linguística, daí ignorar quando há pessoas a tentar pintar a ideia de haver um "movimento fascista do politicamente correto", pois é do mais ridículo que se vai lendo sobre estes assuntos, pois procura ridicularizar os assuntos que realmente interessam e que eu tentei discutir nas cinco páginas do tópico.

 

Repito que desconhecia essas declaração de uma pessoa que dá a entender não ter lido tudo o que a CIG trouxe para a mesa, pois só menciona o labirinto e também não menciona a disponibilidade da CIG em colaborar com a Editora para melhor o produto. Já o comunicado da entidade Porto Editora torna explícito que existe disponibilidade de ambas as entidades para colaborarem, logo eu ter interpretado como sendo uma vontade mútua de ambas as partes, embora admita que existiu esta hesitação de alguém que parece demonstrar alguma ignorância sobre todos os factos da matéria.

 

Aquilo é o que se chama "gestão de danos". :mrgreen: Por outras plavras, trata-se de um comunicado só para inglês ver, de uma empresa preocupada com a sua imagem pública e que não quer afrontar a "recomendação" do Governo, por ter interesses que dependem deste.

 

Prova evidente do mal estar da Porto Editora, a juntar às declarações do seu administrador, é partilha da já viral tomada de posição do RAP sobre a polémica na página de Facebook. Percebemos os sinais nas entrelinhas.

Editado por Carmelo Anthony

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Eu até poderia dizer que me sentia surpreendido como há gente tão perspicaz a ver influências maléficas e altamente nocivas em estereótipos, capaz de vislumbrar um futuro inevitável de donas de casa agarradas às panelas e às esfregonas a todas as crianças do sexo feminino que utilizaram aos 4 anos um livro de exercícios cor-de-rosa com gelados na capa, e, ao mesmo tempo, tão distraídos ao não conseguir identificar nenhum problema numa recomendação da CIG que se propõe a "colaborar" na eliminação e alteração de conteúdos de um livro.

 

Podia ficar surpreendido mas, infelizmente, não fico.

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Eu até poderia dizer que me sentia surpreendido como há gente tão perspicaz a ver influências maléficas e altamente nocivas em estereótipos, capaz de vislumbrar um futuro inevitável de donas de casa agarradas às panelas e às esfregonas a todas as crianças do sexo feminino que utilizaram aos 4 anos um livro de exercícios cor-de-rosa com gelados na capa, e, ao mesmo tempo, tão distraídos ao não conseguir identificar nenhum problema numa recomendação da CIG que se propõe a "colaborar" na eliminação e alteração de conteúdos de um livro.

 

Podia ficar surpreendido mas, infelizmente, não fico.

 

É de facto a ironia do politicamente correcto.

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