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Lebohang

80ª Volta a Portugal Santader Totta

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Houve queda dentro dos últimos km, devem ter decidido que navaltura iam 82 agrupados.

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E os comissários da prova que hoje resolveram que até ao 82º não havia cortes? que vergonha, fdx.

As regras são assim. A partir dos 3Km finais estás protegido de quedas e furos neste tipo de etapas (nas de montanha não), dão-te o tempo do grupo no qual ias inserido, em todas as provas por etapas é assim (Tour, Giro, Vuelta etc.)

Uma coisa engraçada, eu já corri federado em escalões de formação e nas poucas provas por etapas que tens, imagina que tens dificuldades em seguir o pelotão nesses 3Km finais e vais descolar, perdendo tempo que pode ser importante para a geral. O nosso director dizia para encostares para o lado, esvazias a roda, tiras e levantas no ar a indicar um furo para o carro te dar outra. Fazias o fim de etapa tranquilo e nada de perda de tempo :mrgreen: Obviamente que ninguém faz isso (não é uma conduta bonita e ficas logo marcado no pelotão), mas é uma manha que pode ser importante para algum momento mais crítico.

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Estava convencido que era em Julho. Seja como for, continua a ser um mês de diferença para um pico de forma (Julho/Agosto ou Abril/Maio) e a diferença em termos de forma é semelhante.

 

Sobre os vários pontos, e para centralizar a discussão que já se dispersou, faço-o por tópicos.

 

Sobre o doping, basta ver a minha participação no tópico de doping nesta secção. Sou sempre dos primeiros a realçar que há muito doping no ciclismo, até costumo dizer que todos, ou a esmagadora maioria, dos ciclistas se dopa. Uns são apanhados por descuido, outros conseguem gerir através dos métodos existentes e de produtos mascarantes, mas dificilmente em alta competição haverá quem não recorra a estes produtos. Portugal não será excepção.

 

Agora, discordo frontalmente de quem acha que o doping funciona como a poção mágica dos gauleses do Astérix. Há quem esteja convencido que um ciclista banal se torna num campeão ao recorrer ao doping. Isto não funciona assim.

 

Há uns tempos, um ciclista amador fez um teste em que recorreu aos métodos de dopagem que eram feitos por ciclistas como o Ullrich ou o Heras na altura da Operacion Puerto, e mediu a diferença em termos de performance: fez uma subida qualquer do Tour em menos minuto e qualquer coisa do que antes quando a fez limpo.

 

Minuto e pouco. É o suficiente para um ciclista top 20 começar a lutar pelo top 10, ou um top 10 começar a lutar pelo pódio. Não chega nem de perto para um ciclista top 100, como o Alarcon, começar a ganhar a Volta ou a derrotar o Quintana apenas pela diferença criada pelo doping.

 

A cena passa um pouco por aí. Não há milagres. Não é uma poção mágica. O que me leva ao segundo ponto, que é o contexto muito específico da Volta a Portugal.

 

A Volta é uma corrida de dez dias. Dez dias. Disputada em Agosto, geralmente com temperaturas a rondar os 30 graus e não raras vezes acima disso, a maior parte das etapas é feita em sobe e desce, há pouco terreno plano (há uns anos houve uma equipa que cá veio depois de ter participado no Giro e nos seus registos contabilizaram mais kms em subida na Volta do que em todo o Giro), e em que a totalidade das equipas portuguesas participam com todos os seus ciclistas num pico de forma só comparável aos que os melhores do mundo apresentam no Tour e os italianos no Giro, e talvez alguns ciclistas para as clássicas da Primavera - Paris-Roubaix e Ardenas.

 

Nao há mais nenhuma prova no mundo onde isto aconteça assim. Geralmente as equipas de topo têm os seus ciclistas preparados para correrem uma série de provas durante algumas semanas (não é incomum alguns fazerem as provas de Fevereiro e Março, ou Março e Abril, ou Julho e Agosto) arrastando a sua forma durante esse período; em Portugal não. Por cá correm-se várias provas menores, algumas equipas vão a corridas como as Astúrias algures em Março, Abril ou Maio, mas depois disso afinam-se para estar no pico apenas na Volta. Um pouco como alguns ciclistas o fazem para o Tour.

 

Por oposição, as equipas estrangeiras que cá vêm não trazem, como é evidente, os seus ciclistas com o objetivo de época de ganhar este lixo de corrida. Vêm fazê-la mas integrada numa série de corridas que fazem de seguida, como mais uma de várias. Quando cá chegam e apanham com estas temperaturas, com ciclistas em melhor momento de forma do que eles, debaixo de um calor que os portugueses suportam melhor do que eles, em estradas que conhecem na perfeição porque quase todos os anos o percurso é igual, claro, perdem. E queixam-se do doping, esquecendo convenientemente tudo o que referi para trás.

 

Depois surgem os fãs estrangeiros, que não conhecem a Volta como nós portugueses a conhecemos e que pensam que é uma corrida igual à Volta à Turquia ou outras do género. Calculam tempos de subida, percentagens de esforço, potências de pedalada, watts e outras coisas do género e tentam comparar estes registos com os do Tour.

 

Primeiro de tudo, continuo a fazer facepalm a estas comparações. Isto quase parece os zes da TV portuguesa a tentar chegar à conclusão que o Paulo Fonseca não ficava a dever ao Guardiola porque o Shakhtar na liga ucraniana tem percentagens de posse de bola semelhantes às do City na liga inglesa - sim, isto aconteceu.

 

No ano passado circulou uma comparação da potência do Raul Alarcon na etapa da Senhora da Graça por oposição à do Froome na 18a etapa do Tour no Col d'Izoard. Daqui, extrapolaram a diferença de potência para mostrar que o Raul Alarcon podia lutar pela vitória no Tour.

 

Pah, não sei que raio de análise é esta, porque comparar a performance de um ciclista na primeira de duas etapas de montanha da Volta a Portugal, apenas a 4a etapa da competição, com a de um outro que já vai no 18o dia do Tour após disputar várias etapas de montanha, uma delas no dia anterior, é estúpido. É estúpido, não tem outro nome. A conclusão a que eu chego comparando os dados é que um ciclista fresco, no início da competição, consegue melhores performances numa subida de 7 kms do que um após três semanas de corrida com várias etapas de montanha em cima, numa subida de categoria especial de 15 kms. Ou seja, o que os números demonstram é o efeito que a fadiga acumulada numa competição de três semanas provoca num atleta de alta competição e os efeitos na sua performance. Mas isto sou eu...

 

Para finalizar, só reforçar o que disse antes: há doping no ciclismo português. Há. Sempre o disse, continuo a dizê-lo. Mas também há no ciclismo internacional. Acreditar que os resultados dos estrangeiros que cá chegam a pensar que a 70 ou 80 por cento da sua melhor condição ganham a ciclistas a 100 por cento da sua forma se deve apenas às diferenças provocadas pelo doping, pah, não. Ajuda, certamente, mas não é apenas essa a diferença.

A diferença entre ambas as provas foi de dias. O Alarcon acabou as Asturias a 1 de Maio e começou a Vuelta a Comunidad de Madrid no dia 5 de Maio. É perfeitamente possível estar em forma nas duas e ele só perde em Madrid, porque não havia lugar para fazer diferenças suficientes e as bonificações não contavam.

 

Eu vi já várias análises semelhantes e tenho noção que o doping não me transformaria num ciclista candidato ao Tour, mas os saltos de rendimento que alguns corredores têm não são de todo normais. O doping ajuda especialmente no treino e nestas transformações algo estranhas de corredores como o De Mateos (de sprinter para all-rounder) ou o Alarcon (de rolador com capacidade na média montanha para corredor de provas por etapas montanhosas). Claro que eles não mantiveram os 70kg de peso que tinham e tornaram-se mais secos e adaptaram-se às corridas em que pretendiam ter resultados, mas o doping exponencia-lhes esse trabalho e, para mim, deu-lhes o salto que faltava para serem candidatos a vencer tudo o que se faz em Portugal. Quem diz estes dois, diz o Marque ou o Daniel Silva, que também deram saltos impressionantes de rendimento a dada altura da carreira.

 

Aliás, do Daniel eu já falava desde os tempos de Loulé e a malta achava normal que ele discutisse o pódio da Volta quando mostrou zero enquanto sub-23 e júnior. O tempo acabou por dar-me razão mal pôs os pés no estrangeiro.

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Javier Gilabert🎗@tourdegila

 

Temperatures al voltant dels 47°C avui a la #VoltaaPortugal però no s'ha aplicat l'Extreme Weather Protocol de la UCI.

📸: PODIUM / Paulo Maria

 

2 Ago

 

CPA Cycling @cpacycling

Em resposta a @tourdegila

 

We will ask @VoltaPortugal to apply the #extremeweatherconditions protocol. The organizer is responsible of the #security and #health of the riders and can not let them ride in terribile conditions. All riders must have the same rights and treatment for the #EWP @UCI_cycling

 

3 Ago

 

Volta a Portugal

1 h ·

 

A organização da 80ª Volta a Portugal Santander comunica que a 4ª etapa, que se realiza este domingo entre a Guarda e a Covilhã (Penhas da Saúde), irá sofrer uma alteração de percurso. Atendendo às altas temperaturas que continuam a registar-se e aos elevados níveis de cansaço do pelotão provocado pelo calor, a organização vai reduzir o índice de dificuldade da Etapa Rainha eliminando cerca de 27 quilómetros. Esta alteração implica anular a passagem na Torre, substituindo-a pela escala às Penhas Douradas, voltando a corrida ao percurso original na zona de Manteigas, seguindo até às Penhas da Saúde, cenário do final da etapa. Com as alterações a etapa será reduzida de 171,4Km para 144Km.

 

Após a conclusão da tirada deste sábado, em Oliveira do Hospital, serão prestados todos os esclarecimentos.

 

Foi preciso serem apertados para acabar com este triste espectáculo...

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A organização da 80ª Volta a Portugal Santander comunica que a 4ª etapa, que se realiza este domingo entre a Guarda e a Covilhã (Penhas da Saúde), irá sofrer uma alteração de percurso. Atendendo às altas temperaturas que continuam a registar-se e aos elevados níveis de cansaço do pelotão provocado pelo calor, a organização vai reduzir o índice de dificuldade da Etapa Rainha eliminando cerca de 27 quilómetros. Esta alteração implica anular a passagem na Torre, substituindo-a pela escala às Penhas Douradas, voltando a corrida ao percurso original na zona de Manteigas, seguindo até às Penhas da Saúde, cenário do final da etapa. Com as alterações a etapa será reduzida de 171,4Km para 144Km.

Após a conclusão da tirada deste sábado, em Oliveira do Hospital, serão prestados todos os esclarecimentos.

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Na Torre é onde se devem registar as temperaturas mais elevadas, daí a anulação. Cá para baixo como está mais fresquinho continua tudo igual. Que tristes.

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Tendo em conta as circustâncias é a decisão mais acertada da organização, gostando ou não.

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Na Torre é onde se devem registar as temperaturas mais elevadas, daí a anulação. Cá para baixo como está mais fresquinho continua tudo igual. Que tristes.

Mas opá para eles subirem até lá cima têm que começar por baixo :mrgreen:

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Lá em cima tá previsto 28-31 celsius, na Covilhã cerca de 41..

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Acho muito bem. Aliás, podiam cancelar todas as etapas e fazerem apenas o ITT do último dia.

 

Pah, o Marco Chagas está doido nos comentários.

Editado por Black Hawk

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Mas opá para eles subirem até lá cima têm que começar por baixo :mrgreen:

Para subir onde têm de subir têm sempre de passar pelas zonas indicadas, não há outra hipótese. A hipótese mais válida para a etapa de amanhã seria um corte entre a Guarda e Gouveia, por ex. Mas as decisões mais sensatas que esta organização poderia ter tomado era nas etapas de ontem ou anteontem. É de extrema importância para o desfecho da prova levar com 200km no coração do Alentejo, sem vegetação à volta (algo que não haverá problema amanhã porque andarão quase sempre no Parque Natural da Serra da Estrela. Tenho amigos que ontem subiram à Torre de bicicleta e disseram que as condições estão boas para isso.

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Mesmo com o motor a falhar e a derrubar o Casimiro, o espanhol ganhou meh ..

 

O mesmo motor que tinha na bike na altura do Quintana ;)

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Só não percebo como raio o deixaram escapar numa fase relativamente plana da etapa. Que fugisse numa zona inclinada por incapacidade de o seguir, pah, acontece, mas ali foi distração. Não se deixa fugir o grande candidato por distração. A partir do momento que lhe deram dez metros de espaço já não havia volta a dar.

 

A corrida está decidida, salvo qualquer queda ou cena do género. E provavelmente já o estaria mesmo que chegassem aqueles cinco em conjunto, o Alarcon faria deles um bolo no ITT anyway.

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Tugão, a única volta onde os favoritos não esperam pela montanha para atacar. :lol:

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Mihai Cazacu @faustocoppi60

 

The mountains start only tomorrow but Raul Alarcon already destroyed his rivals. Huge gaps for a hilly finale. I hope Javier Minguez watched the live stream...🙊 #AlarconMundial #voltaportugal

 

Este gajo... :lol:

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Operação antidoping na Volta a Portugal

 

A Autoridade Antidoping de Portugal (ADoP) está a realizar uma operação junto de várias equipas da Volta a Portugal em bicicleta, disse à agência Lusa fonte próxima do organismo.

 

De acordo com a mesma fonte, estão a ser realizados testes em 42 ciclistas, mas acrescentou que se trata de uma operação "perfeitamente normal", a exemplo do que foi feito em outras edições da Volta a Portugal.

 

A terceira etapa da prova ligou hoje Sertã a Oliveira do Hospital, num total de 177,8 quilómetros.

 

:medinho:

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:medinho:

 

O ano passado também o fizeram no dia de descanso. Este ano foi mais cedo.

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A Volta é uma corrida de dez dias. Dez dias. Disputada em Agosto, geralmente com temperaturas a rondar os 30 graus e não raras vezes acima disso, a maior parte das etapas é feita em sobe e desce, há pouco terreno plano (há uns anos houve uma equipa que cá veio depois de ter participado no Giro e nos seus registos contabilizaram mais kms em subida na Volta do que em todo o Giro), e em que a totalidade das equipas portuguesas participam com todos os seus ciclistas num pico de forma só comparável aos que os melhores do mundo apresentam no Tour e os italianos no Giro, e talvez alguns ciclistas para as clássicas da Primavera - Paris-Roubaix e Ardenas.

Arranjas link? Curtia ver como uma corrida só com uma subida HC e que concentra as restantes subidas de 1ª categoria praticamente em apenas duas etapas tem mais kms de subida que o Giro.

 

A torre é de nível de GT, a Srª da graça nem pensar.

 

edit: btw, façam essas comparações entre a Torre e uma subida do Tour, não comparem a Srª da Graça com essas subidas.

A Sra da Graça faz lembrar aquelas subidas da primeira semana do Giro em que há diferenças mínimas de segundos entre os candidatos.

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Não consigo, já foi há uns anos. Foi no tempo em que algumas equipas de topo ainda cá vinham, foi uma equipa que nesse ano esteve no Giro, dá para perceber que já foi há uns tempos. Eles contabilizaram as subidas todas, não apenas as contagens de montanha.

 

Olha esta última etapa como exemplo, foi sempre em sobe e desce. Raramente estiveram em terreno plano. Tirando as etapas do Alentejo são todas assim.

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