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pedropb13

[Benfica] Futebol 21/22

Publicações recomendadas

Citação de Puto Perdiz, há 1 minuto:

não sairá pelo próprio pé, o que ele quer é a indemnização.

Parece-me que agora são os dois em embirrar - um que só sai se lhe pagarem, e outro que não quer pagar para ele sair. O JJ vai vencer esta luta, dê por onde der.

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Citação de TiltSLB, há 1 hora:

O Grimaldo lá arranjou duas semanas para jogar Warzone 

Só falta o Rafa para fazerem duplas.

Editado por ventura21

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Citação de Sima01, há 2 horas:

Passando ao treinador que defendi e admito que o fiz. Nos últimos 20 anos, dava gosto de ver as equipas do jesus, mais propriamente, o seu 4132 ou 4-4-2 massacrar, o dito rolo compressor. Tudo bem que sempre tivemos uma cratera naquele meio campo mas adorava o futebol "Holandes" que as equipas dele praticavam. Se fossemos ontem ao Dragão jogar assim e perdêssemos, ficava triste, mas não envergonhado. 

Pegando na questão do rolo compressor, a verdade é que a organização ofensiva das equipas do JJ sempre foi um mito para mim. 

Na sua 1ª passagem pelo clube, a nossa organização ofensiva sempre teve por base a inspiração de craques que tivemos tais como Aimar, Jonas, Saviola, Gaitán e por aí fora, apoiados por laterais ofensivos e que sabem atacar. Nesta 2ª passagem, além de não termos a nível ofensivo um jogador que faça a diferença, não temos um único lateral que saiba atacar ou sacar um cruzamento em condições com frequência. Se a equipa tivesse processos ofensivos assimilados, ainda poderia disfarçar isto, mas não há uma única jogada treinada. Quando falta matéria prima, ainda fica mais evidente esta lacuna do JJ.

Onde se nota mais trabalho das equipas dele é no processo defensivo, mas até isso tem-se vindo a perder de há uns tempos para cá. 

É o maior flop da nossa história e o próximo passo é acontecer-lhe o mesmo no brasil. 

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Citação de HIM, há 1 hora:

não vos quero estragar o dia... 😞 é um cartilheiro que provavelmente não sabe porra nenhuma, mas fica aqui na mesma

 

 

 

Eu continuo convicto que ele já está apalavrado com o Flamengo há algum tempo mas para sair apenas depois dos 2 jogos com o Porto.
edit - Convicto... E esperançoso.

Editado por AsMoDeO

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Mas achavam que o Rui Banana Encosta ia fazer alguma coisa? O gajo tava bem era na p*ta que o pariu. Ele e todos os que votaram nele, bando de anormais do crl.

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Acho que é uma questão de tempo até ele voltar ao Flamengo. 

Este gajo tem uma péssima gestão de carreira, depois da primeira passagem por cá, e tendo em conta o crédito que mantinha com alguns benfiquistas nunca devia ter voltado, o que está a acontecer era previsível, embora eu não esperasse algo tão mau. 

Não lhe servindo de exemplo, vai voltar a um sítio onde ainda foi mais feliz, e em menos tempo, não lhe dou seis meses para ser posto a andar. 

Editado por TiltSLB

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Citação de Pedro_Y2J, há 1 hora:

Pegando na questão do rolo compressor, a verdade é que a organização ofensiva das equipas do JJ sempre foi um mito para mim. 

Na sua 1ª passagem pelo clube, a nossa organização ofensiva sempre teve por base a inspiração de craques que tivemos tais como Aimar, Jonas, Saviola, Gaitán e por aí fora, apoiados por laterais ofensivos e que sabem atacar. Nesta 2ª passagem, além de não termos a nível ofensivo um jogador que faça a diferença, não temos um único lateral que saiba atacar ou sacar um cruzamento em condições com frequência. Se a equipa tivesse processos ofensivos assimilados, ainda poderia disfarçar isto, mas não há uma única jogada treinada. Quando falta matéria prima, ainda fica mais evidente esta lacuna do JJ.

Onde se nota mais trabalho das equipas dele é no processo defensivo, mas até isso tem-se vindo a perder de há uns tempos para cá. 

É o maior flop da nossa história e o próximo passo é acontecer-lhe o mesmo no brasil. 

Ou pelo menos dava liberdade criativa nesse processo. Temos alguns jogadores com qualidade no ataque para tentar fazer isso mas falta criatividade.

 

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podia-se jogar mal e defender bem ao menos não sofríamos mas nem isso sabem fazer 

 

 

e as bujas da madrugada no sb ❤️ 

Editado por Lage_Effect
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Citação de Lage_Effect, há 8 minutos:

podia-se jogar mal e defender bem ao menos não sofríamos mas nem isso sabem fazer 

 

 

e as bujas da madrugada no sb ❤️ 

Para mim esta ganhou.

 

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Citação de HIM, há 20 minutos:

Para mim esta ganhou.

 

Fds LOL que bujarda no meio dos dentes

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Será que o Darwin estará apto a jogar depois de levar os pontos no peito do pé?  Aquilo não irá causar dor/abrir o ferimento sempre que rematar?

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Citação de footboy23, há 45 minutos:

Isto não interessa nada, mas caso eu fosse treinador entrava assim dia 30 sem medo:

lineup.png.3591445925c1668eb13f120521a39aec.png

Eu levava os toscos todos: Helton, Maite, Lázaro, Cebolinha, tudo no 11. E era para manter até ao fim da época. Se é para cair, que seja com estrondo.

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O Darwin inda vai demorar umas semanas a jogar até curar aquele corte isto se foi só um corte há sempre a possibilidade de terem havido fraturas naqueles ossos pequeninos do pé esses demoram pa crl a curar 

Editado por Lage_Effect

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Citação de Vaart10, Em 23/12/2021 at 23:21:

Esta vontade é algo que se cultiva e que se cria com o tempo. Mas, uma pessoa olha para o plantel e vê que os tipos com mais anos de casa são completamente amorfos, passivos, que imagem é que passa para quem chega? Que isto é um grupo de bons rapazes que se junta para jogar à bola de vez em quando. Faz falta ali gente com garra, motivação, raça. Que, se for preciso, morda as canelas aos adversários durante os jogos, que se espume num derby, etc. Mas, não, o que temos é malta que encara as derrotas como mais um dia de escritório.

Malta essa que ainda se junta no relvado do próprio estádio no aquecimento antes do derby a cantar e mandar o JM pó crl juntamente com os adeptos do clube rival, vê-lo a levar 3 cacetadas no início do jogo e não defenderem o colega, somos o novo Sporting

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Citação de Lage_Effect, há 15 horas:

O Darwin inda vai demorar umas semanas a jogar até curar aquele corte isto se foi só um corte há sempre a possibilidade de terem havido fraturas naqueles ossos pequeninos do pé esses demoram pa crl a curar 

O corte parece ser profundo e se for só o corte, pode ser que dia 30 (ainda que com algumas limitações) dê para jogar.
Mas em condições normais de recuperação e para não f*der os pontos, 2 semanitas.

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Citação de footboy23, há 23 horas:

Isto não interessa nada, mas caso eu fosse treinador entrava assim dia 30 sem medo:

lineup.png.3591445925c1668eb13f120521a39aec.png

Tomás Araújo e Morato como dupla central num jogo desta importância? Não queiram queimar já os miúdos, foi com situações deste género que levamos com o JJ e os 100M€ de embrulho.

Para dia 30 não há que inventar, não deu tempo para mudar seja o que for. Jogar bem é impossível, mas se houver Homens naquele balneário pelo menos que serrem os dentes e procurem recuperar o orgulho. Se assim for acredito que poderemos equilibrar o jogo.

Relativamente ao 11 e contando com o JJ no banco, não estou à espera de mudanças significativas. É Valentino no lugar do Grimaldo, Morato a central e o trio da frente entregue a Rafa, Cebolinha e Yaremchuck. Não acredito que volte a repetir o 532 para este jogo.

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Spoiler

Foram quase duas décadas a trabalhar na formação do Benfica. Ainda não havia centro de estágio no Seixal quando Renato Paiva entrou na estrutura do futebol jovem dos “encarnados”, ainda um aspirante a treinador que tinha desistido do curso de Línguas na Faculdade de Letras. Pelas suas mãos, passaram centenas de jovens futebolistas e muitos deles encontraram o sucesso ao mais alto nível. Esse sucesso, dirá Renato Paiva numa longa conversa com o PÚBLICO, são os verdadeiros títulos de um treinador da formação, e, olhando para os nomes que passaram por ele – Bernardo Silva, João Cancelo, Rúben Dias, Renato Sanches, João Félix, são alguns entre muitos – o técnico de 51 anos teve muito sucesso. Mas precisava de um desafio diferente com um projecto e encontrou-o do outro lado do Atlântico, no Equador, onde conduziu o Independiente del Valle a um inédito título de campeão.

E é por aí que começa a entrevista a Renato Paiva, que conseguiu ganhar a aposta a quem o achava louco por se mudar para o Equador, porque em Portugal só olhavam para ele como “o treinador dos meninos”. Durante mais de uma hora, o técnico falou do que encontrou no Equador, da dedicatória especial a Jaime Graça e do seu percurso no Benfica que acabou por não terminar da fora que queria, a treinar a equipa principal.

Fale-me desta época que foi uma conquista inédita para o Independiente e para si.
Esta época foi uma aposta da minha parte, depois de 18 anos no Benfica. Muita gente achou que era um risco enorme e até uma estupidez aceitar esta aposta de vir para tão longe, para um campeonato relativamente desconhecido, mas, depois de identificar o clube que era e de ver como estava estruturado e como funcionava, percebi que era um clube que me permitia lutar por títulos e jogar competições internacionais. A minha decisão foi imediata porque em Portugal a minha perspectiva era ter convites de clubes do meio da tabela na I Liga, em que não teria a possibilidade de lutar por títulos. Mas não foi uma adaptação fácil. Identificávamo-nos na forma como a equipa atacava – muito parecida com a nossa. Mas defensivamente cheia de problemas. Tinha poucos equilíbrios e muito baseada no homem a homem. Falei com os jogadores e disse-lhes, ‘Meus amigos, sofrer 18 golos numa volta é muito golo. Temos de melhorar o compromisso defensivo’. Sabemos que para um jogador de futebol é mais desagradável defender do que atacar porque não tens bola e tens de correr atrás do adversário. Depois, contratámos cinco jogadores porque esta equipa vive muito dos escalões de formação e faltava-nos gente com experiência. Equilibrámos o plantel. Desde a primeira jornada da segunda volta até à última, nunca deixámos de ser primeiros. Conseguimos o lugar na final e esta mescla de miúdos com gente mais experiente deu para o título.

Foi uma conquista histórica para o clube…
É incrível. Só caímos em nós passados alguns dias. É como se o Sp. Braga fosse campeão em Portugal – este é um país que tem três grandes, o Barcelona, o Liga de Quito e o Emelec. Aqui, o Independiente é um bocadinho o segundo clube de muita gente. Porque não ganhava. Depois, porque há uns anos foram à final da Libertadores contra o Atlético Nacional, houve um fortíssimo terramoto que provocou muitos mortos e desalojados. O Independiente estava nos oitavos-de-final e foi enchendo o estádio, doando toda a receita para ajudar as famílias das vítimas e os desalojados. Passou a ser um clube muito acarinhado pelos equatorianos. É um feito inacreditável, os adeptos só choram, os dirigentes só dizem obrigado, obrigado.

E para si, que significado teve ganhar um título logo no primeiro ano a treinar uma equipa que não é de formação?
Necessitava de sair do Benfica, não porque estivesse mal, mas estava na equipa B há três anos e já não me desafiava. Era público para a estrutura do Benfica que eu queria abraçar um projecto profissional para me desafiar, depois destes anos todos de preparação que eu tive. Agora posso dizer a todos os que achavam que eu era louco, que foi uma aposta absolutamente ganha.

Como é que o futebol do Equador surgiu na sua vida?
O Ricardo Pereira, um treinador de guarda-redes que trabalhou comigo no Benfica, fazia parte da equipa técnica do Independiente. Em Novembro, quando o Miguel Angel avisou que não ia continuar, o clube precisava de alguém que desenvolvesse os jogadores e que tivesse um jogo vistoso, que não fosse de pontapé para a frente. O Ricardo deu o meu nome. Tive dois meses de entrevistas, falei com os recursos humanos, com o director desportivo, com o presidente, com vice-presidentes, acho que só não falei com o tratador da relva. Eles falaram com o Rúben Dias, com o João Félix, com o Pedro Pereira, com o Guga, jogadores que trabalharam comigo. Foi assim que aconteceu.

Teve propostas de clubes portugueses. E de outros países, para além do Equador?
Nesse momento, não. Estava no Benfica B, a fazer um trabalho interessante. Os clubes portugueses iam-se interessando, mas do estrangeiro nada.

Durante os festejos, apareceu com uma t-shirt que tinha a fotografia de Jaime Graça. Porquê esta homenagem?
Se não fosse o mister Jaime, possivelmente hoje não estaria onde estou e não teria ficado no Benfica 18 anos. Entrei para o scouting da formação. Queria ser treinador, mas percebi que esta era uma forma de entrar no clube e depois logo se via. Tinha feito um ano de estágio com o Carlos Carvalhal no Vitória de Setúbal e o António Carraça disse-me que, se abrisse alguma coisa, via a situação. Eu conhecia o Bruno Lage de Setúbal e tinha sido o mister Jaime que o tinha levado para o Benfica. Abriu uma vaga para treinar os sub-16 do Benfica – ele já treinava os sub-10. Ele precisava de um adjunto, convidou-me e eu aceitei. Fazia scouting e treinava. O mister Jaime era o coordenador e, a partir daí, nasceu uma amizade. Ao fim de dois anos como adjunto, ele disse-me que, na temporada seguinte, ia treinar os sub-14. E assim foi, para grande surpresa minha e algum risco, porque eu tinha pouca experiência de treino. Lançou-me e proporcionou-me o sonho de uma vida. E aquele convívio diário era como ir à faculdade ali dentro, ele, como jogador, foi dos mais inteligentes do futebol português, e assim era como treinador. Se alguém te ajuda a realizar o sonho de uma vida, esse alguém terá de ficar eternamente no teu coração.

Esta foi a sua primeira experiência no futebol sénior depois de 18 anos na formação. O que é que mudou na sua forma de trabalhar, de encarar o treino e os jogos?
Foi mudando de escalão para escalão. Quando passei para os sub-17, onde já há alguma ligação com os seniores, depois para os sub-19 e a equipa B, onde a ligação é total, a única coisa que realmente mudei foi adaptar um bocadinho o jogo aos homens e adaptar a minha comunicação – não é a mesma coisa falar com um miúdo de 14 anos e falar com um homem de 39 anos. Fui-me adaptando às realidades. E como já fiz muitos estágios em equipas profissionais, já trazia uma bagagem – ainda que teórica – de como funcionam os balneários dos seniores.

Ser treinador com background de formação ajudou-o nesta nova fase?
Sem faltar ao respeito a ninguém, um treinador de formação, que tenha capacidade e qualidade para treinar seniores, é muito melhor treinador. Na formação somos obrigados a ser detalhistas, temos de ensinar, e criamos esse hábito. Há muita gente que pensa que quando se chega aos seniores, já não vamos ensinar nada, mas isso é mentira. Somos obrigados a ensinar. Vejo um treinador como um pedagogo e, para mim, esses hábitos que eu trazia foram uma mais-valia.

Imagino que para jogadores mais velhos, com mais experiência, seja mais difícil passar uma mensagem nova…
Depende se o jogador está mais receptivo, ou não. Aqui, talvez por eu vir na Europa, encontrámos uma grande vontade de aprender coisas novas. Nunca tive oposição, o que tive foi discussão.

Com este título conquistado no Equador, acha que já mudou a percepção pública do Renato como treinador de formação e nada mais?
Como sempre disse, o meu país tem coisas absolutamente fantásticas, mas também é o país das etiquetas. És o treinador dos meninos e não podes treinar seniores. Como se ser treinador dos meninos fosse mau e não fosse importante. É a visão que se tem, ridícula. É um país de etiquetas. Enquanto eu estava na formação do Benfica, sugeriram o meu nome para um clube e a resposta do presidente desse clube foi, ‘Não, não tem relva’. Ou seja, não tem experiência. O Rúben Amorim era um rapaz cheio de experiência… É o que é. Olham para a etiqueta e não olham para as qualidades. Tive de sair para entrar no futebol profissional, mas, sinceramente, sempre achei que isso ia acontecer fora de Portugal, apesar das sondagens que houve. Eu valorizo muito a gestão da minha carreira e se saísse do Benfica B para um clube de meio da tabela sem projecto, se corresse mal, da forma como começava, acabava. Mais ninguém olhava para o Renato Paiva. Sou um treinador de projecto e de processos. Quem quer, quer, quem não quer, não quer. Aqui, senti que havia um processo.

Há notícias que dão conta do interesse de um clube dos EUA em si. É um passo que lhe interessa dar?
Voltamos ao mesmo, depende do projecto. Neste momento, estamos a conversar, o clube é muito parecido com o Independiente, pode ser algo que interesse. Tenho mais um ano de contrato e os clubes teriam de se entender. Eu estou muitíssimo bem neste país e neste clube. Mas um treinador profissional tem sempre a mala à porta, seja para ser despedido, seja para ser contratado. É uma forte possibilidade.

O Renato chegou ao Benfica ainda antes de haver centro de estágio no Seixal. Como foram esses tempos?
Cheguei em 2004. Às 16, eu e o Bruno estávamos no pelado dos Pupilos do Exército a treinar os sub-10 e, às 17h30, pegávamos no carro e íamos para o Monte da Galega ou para Odivelas treinar os sub-16. Estas eram as nossas condições de trabalho. Quando nasce o centro de estágio, fizemos parte do processo e passámos a ter condições de trabalho de excelência.

E essa excelência está à vista. Muitos jogadores que passaram pelas suas mãos estão em grandes clubes. Imagino que isso seja um grande motivo de orgulho para si.
Mais do que orgulho, esse é o verdadeiro título do treinador de formação. Quando ganhávamos um campeonato, eu dizia que estava muito feliz, mas sendo treinador de formação, o meu título era o desenvolvimento de jogadores. Se formar a ganhar, melhor. Ver o Bernardo, o Cancelo, o Renato Sanches, o Félix, o Guedes e muitos outros, para mim esse é o principal título. Se perguntarem quem é que foi campeão de juvenis em 2012, ninguém sabe, se perguntares onde é que se formou o Renato Sanches, todos vão dizer que foi no Benfica. Esse é o maior prémio. Sempre disse isto, mesmo quando ganhávamos, porque depois, quando perdíamos, vinham os amassos. E eu fazia a pergunta: os jogadores evoluíram? Evoluíram. Só pode ganhar um. Há que valorizar o trabalho na formação em que o mais importante não é ganhar ou perder.

O imperativo de ganhar ainda é um problema no futebol de formação?
Está a desaparecer, especialmente nos “grandes”. O Benfica foi o primeiro a dar esse passo nesta forma de pensar, começou a olhar para a formação de outra forma, metendo os melhores jogadores de cada escalão num escalão acima. Obviamente que isto ia custar títulos, mas o Benfica, a partir de determinado momento, valorizou o desenvolvimento do jogador em detrimento de títulos. O FC Porto e o Sporting fizeram isso depois e isso já se vê nos jogadores de primeiríssima qualidade que têm na primeira equipa. Agora olha-se muito mais para a formação, até por necessidade.

Consegue fazer um “onze” entre todos os jogadores que treinou na formação?
Ai! [pausa]. Conseguia. Vou ser ingrato para alguns, mas, assim de repente, faria um “onze” daqueles que me marcaram mais como treinador, não tanto em termos de qualidade. A guarda-redes, o Fábio Duarte, o Cancelo a lateral-direito, Rúben Dias e o Alexandre Penetra a centrais, o Pedro Rebocho na esquerda. Depois, o Guga Rodrigues a “seis”, o João Félix e o Renato Sanches de interiores, a extremos, poria o Gonçalo Guedes de um lado e o Tiago Gouveia do outro. E, como avançado, poria o Gonçalo Ramos. Foram jogadores que tiveram forte relação comigo. Poria aqui mais dois, os irmãos Horta, o André e o Ricardo. Pela qualidade, jogariam neste “onze”, mas vou pô-los à parte porque tenho uma relação quase familiar com eles. Depois de os deixar de treinar, construímos uma forte relação de amizade, um carinho familiar.

Tem o Rúben Dias neste “onze”. Fale-me dele quando foi treinado por si.
Fantástico. Chegou como sub-16 para jogar nos sub-17 e ele disse-me logo, ‘Mister, eu venho para jogar, não é para fazer parte do plantel’. Conquistou logo os colegas pela forma de ser e de jogar. Capitão de equipa, sempre a querer saber, com grande humildade, a fazer o seu trabalho. Sempre com grande ambição. Quando me chegou às mãos, não era dos tecnicamente mais evoluídos, e até nisso cresceu bastante. Quando ele passa aos seniores – e não estava a jogar – cruzei-me com ele no centro de estágio e disse-lhe que se calhar era melhor sair emprestado e voltar depois. E ele respondeu, ‘Tranquilo, só estou à espera de uma oportunidade. Quando entrar, já não saio’. Foi o que aconteceu. É muito bom jogador, mas é uma força da natureza mental.

Já disse várias vezes que tinha a expectativa de treinar a equipa principal do Benfica, mas isso nunca aconteceu. O que é que aconteceu?
Tive essa expectativa, é verdade. O treinador da equipa B [Bruno Lage] subiu à primeira equipa e era algo natural que estava a acontecer no clube. Isso abria a porta a que o próximo pudesse ser eu. O presidente Luís Filipe Vieira não me deixou sair para outro projecto porque tinha isso em mente. Essas propostas para sair não aconteceram. Quando aparece Jorge Jesus – e eu acho bem, no estado em que estava o futebol do Benfica, precisava de uma pessoa experiente – eu percebi logo que seria ele a vir. Nos meses até à chegada de Jesus, pensei que o que aconteceu com o Bruno, podia acontecer comigo, porque eu estava na equipa B. O presidente assim não o entendeu e optou pelo Nélson Veríssimo, que fez um excelente trabalho. Isso era o que eu sentia, mas não era eu que tomava as decisões. Entendi isso e foi uma decisão legítima. Fiquei triste, mas isso foi uma coisa pessoal.

Ainda tem esse desejo de treinar o Benfica?
É um desejo de coração, um desejo de adepto. Sinceramente, pela minha idade e pela minha experiência e pela forma como se olham para as coisas em Portugal, não acredito que isso venha a acontecer. É um sonho. Sinto que se me chamasse, estaria preparado. Mas acho que o Benfica iria sempre chamar treinadores mais experientes. E neste momento, tem um excelente treinador.

Olhando para esta equipa do Benfica, acha que jogadores como o Paulo Bernardo, o Tomás Araújo ou o Gonçalo Ramos poderiam ter mais protagonismo na equipa principal?
O Paulo Bernardo e o Tomás Araújo, não trabalhei muito com eles. Mas, se fizesse um “onze” em termos de projecção e potencial, eram garantidos. O Paulo vai ser um médio top, quando me chegou às mãos disse-lhe que podia ser um grande médio, mas que precisava de mais golo. Agora, cada vez que ele marca um golo, eu mando-lhe uma mensagem a meter-me com ele. Vai ser um miúdo com grande projecção. O Tomás, a mesma coisa. É um central dos mais completos que treinei. Têm de fazer o seu caminho e o mister Jorge Jesus saberá os melhores timmings para os lançar. Haverá um momento em que eles irão entrar na equipa. O Gonçalo é um predador de área. Na formação, chamavam-lhe o “bruxo”, porque a bola ia sempre parar à baliza, rematasse ele com o joanete, o joelho, o tornozelo… A bola ia aos saltos, batia neste e naquele e entrava sempre. Tem muito golo.

Como é que olha para o exemplo de Rúben Amorim?
Competência, conhecimento, inteligência. Já o era quando jogava. Por alguma razão Jorge Jesus o levava sempre com ele. Jogava sempre bem em várias posições. Isso já era um indicador para ser um bom treinador. A comunicação com os colegas era de excelência. E como o Sporting também não tem muito dinheiro, teve de olhar para a sua academia. O Rúben tem uma forma de jogar e vai encontrando os jogadores que encaixam melhor. Vejo compreensão do jogo e do treino – e ele teve muitos e bons treinadores. Não me surpreende. E lá está, o Rúben, pouca experiência, o Abel Ferreira… São exemplos que vão deitando abaixo os senhores das etiquetas e dos catálogos.

Os caminhos para o topo são sempre diferentes.
Desde que se seja competente… O mundo do futebol está cheio de treinadores que tiveram sucesso logo no primeiro dia em que começaram. E há outros que estão anos e anos a treinar e que não têm sucesso.

Daqui a quantos anos é que o podemos ter de volta ao futebol português?
Detesto falar do futuro. O futuro no futebol é o treino de amanhã. É tudo tão instável… Olho para o futuro com muito respeito. Mas não me vejo a regressar ao futebol português tão depressa. Terá de ser para um projecto onde o processo interesse.

Agrada-lhe esta condição de trabalhar no estrangeiro, viajar e conhecer outras realidades?
Totalmente. O meu curso (que não acabei) era de Línguas e era por isso. Na Faculdade de Letras, tinha franceses a dar francês, tinha ingleses a dar inglês. Conhecer o mundo, viajar, será sempre enriquecedor e sinto-me muito bem assim.

Esta deve ser só a primeira parte. A outra/outras devem sair depois.

Editado por HappyKing
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Citação de HappyKing, há 1 hora:

Ele é benfiquista de coração. Já tive a oportunidade de falar com ele algumas vezes e a grande verdade é que um dos maiores sonhos dele é treinar os séniores do Benfica.

Eu sou suspeito porque sempre fui fã, mas apostava mil vezes nele antes do que no Veríssimo.

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