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Black Hawk

[FM Mobile 2022] Um oásis no deserto da Margem Sul

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Enorme vitória, e ainda por cima justa! Muito forte, parabéns! A ver se dá para capitalizar para o resto da fase de grupos e surpreender aqui e ali, já que és o pior do grupo a meu ver (na teoria, claro) e até o Hajduk pode dar muitas dificuldades

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Citação de Martini Branco, Em 21/10/2022 at 14:31:

Grupo duríssimo, com a presença dos andaluzes (que são só o clube mais titulado da competição) e o Nápoles (uma das habituais equipas mais traiçoeiras na Europa). Mas a realidade é que se queres fazer parte da elite dos melhores clubes, tens que defrontá-los. Isso é evidente!

Que excelentíssima entrada no jogo e aos 16 minutos já os adeptos dançavam ao tom do maior da Margem Sul! Não foste em "sevilhanas" nem no diabo a quatro. Dividiste sempre o jogo e mostraste argumentos pressionando alto e dificultando a saída de bola dos comandados por Ten Hag. A segunda metade da primeira parte não foi tão agradável, ainda assim aumentaste para 0x3 em cima do apito para intervalo... INCRÍVEL!!!!

Na segunda parte foi gerir! Excelente vitória de estreia e teremos, com certeza, um Amora a lutar pela passagem à próxima fase.

Sevilhana! Nem me lembrei disso, dava um bom título para o Capítulo em vez de Flamenco e Castanholas.

De resto, esse "Incrível" foi o que eu disse quando entrou o terceiro golo. Cinco remates na primeira parte, três golos, nem eu acreditava no que estava a ver ahah

Citação de Banks29, Em 21/10/2022 at 15:41:

Grupo complicado mas entraste com uma bela vitória, que as tropas continuem assim animadas

Para a frente é que é o caminho!

Citação de Burkina2008, Em 21/10/2022 at 19:32:

Quem viu este Amora e o ve agora...

Enorme!

Não é? Nos primeiros capítulos eu a reclamar que andava a sofrer golos parvos na Liga 3 e a sofrer para conseguir a manutenção na Segunda Liga, agora andamos aqui a discutir jogos na Liga Europa.

Um passo de cada vez e vamos subindo na exigência.

Citação de F. Mota, Em 24/10/2022 at 12:24:

Enorme vitória, e ainda por cima justa! Muito forte, parabéns! A ver se dá para capitalizar para o resto da fase de grupos e surpreender aqui e ali, já que és o pior do grupo a meu ver (na teoria, claro) e até o Hajduk pode dar muitas dificuldades

O Hajduk apanhou-me de surpresa, o raio dos croatas sacam uma vitória em Nápoles. Quando este jogo acabou pensava eu que já tinha ganho o edge sobre eles e vai os gajos ganharam também lol

Era para colocar o capítulo novo hoje, mas ainda não fiquei satisfeito com o que escrevi. Devo dar uns retoques mais logo à noite, entre a noite de hoje e amanhã já deve estar up o novo Capítulo XLVI - O último suspiro.

Editado por Black Hawk

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Capítulo XLVI - O último suspiro

 

Um estrépito de entusiasmo alastrou pela bancada. Uma Medideira quase cheia viu os seus adeptos levantarem-se dos assentos quando a bola ultrapassou o meio-campo em mais uma vaga de ataque. Como das vezes anteriores, o denominador comum tinha o número oito estampado nas costas e progredia em velocidade com a bola pela zona central, galgando metros pelo meio da estrutura defensiva do Hajduk Split.

"Bora, Papou. Bora!", murmurava Frodo Zarco da linha lateral, quase num suspiro. Estavam disputados 64' de jogo e o Amora estava metido num belo sarilho.

Papou Mendes progredia num slalom que entusiasmava os adeptos. Evitou um primeiro adversário ainda no seu meio-campo, passou pelo meio de outros dois já no do adversário e antecipou um carrinho de um quarto opositor ao mudar a direção da corrida para o interior. Subitamente, e numa questão de segundos, Papou Mendes levara a bola desde a sua defesa até ao último terço do terreno, deixando para trás os médios adversários e ficando de frente para os centrais adversários.

Não era um jogador egoísta. Nunca foi. Era uma faceta que o prejudicava um pouco. No Amora foram brilhando os goleadores Flávio Silva, Leonardo Brandão e Diego Raposo, o capitão Joca, os espalha-brasas Gabriel Capixaba e Jéferson, a unidade de potência Martim Watts ou os defesas Isaac Monteiro, Odailson e Tiago Louro, mas de alguma forma Papou Mendes foi passando despercebido.

E era injusto. Papou Mendes foi o segundo reforço de Bilbo Himura para a equipa de Frodo Zarco, chegando já com a época 2021/22 a decorrer quando o Amora disputava a Liga 3. Tinha 20 anos e estava verde. Foi crescendo, fruto do seu trabalho nos treinos e dedicação sempre que era lançado durante os jogos. Assumiu a titularidade ao longo da temporada 2022/23 e nunca mais a perdeu.

 

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Papou Mendes era o carregador de pianos do meio-campo do Amora [print do início desta temporada; fun fact: Papou Mendes é um de cinco jogadores reais restantes no plantel do Amora, tudo o resto são regens; os outros são Manuel Baldé, Lucas Silva, Martim Maia e Gabriel Capixaba]

 

Não era o jogador mais espalhafatoso deste mundo, mas funcionava como um todo-o-terreno no meio-campo do Maior da Margem Sul. Era a cola que unia toda a equipa e fazia-o com um altruísmo notável, não demonstrando qualquer preocupação por serem os seus colegas a ficarem muitas vezes com os louros - e muitas vezes era o equilíbrio de Papou Mendes que permitia aos seus colegas soltarem-se ofensivamente para criar os lances de golo do Amora.

Isso não o impedia de brilhar ocasionalmente, como na 1ª jornada da Fase de Grupos da Liga Europa. Jogando no Ramón Sánchez-Pizjuán, foi ele quem marcou o primeiro golo, criando ainda os lances que resultaram nos outros dois da vitória através do desequilíbrio que a sua transição criou e que permitiu a Filipe Diogo, Diego Raposo e Gabriel Capixaba definirem já no último terço adversário.

Mas habitualmente o seu trabalho passava algo despercebido, não sendo aleatório o valor deflacionado do seu passe que, avaliado em 3,2 milhões de euros, estava aquém da importância que Frodo Zarco e os seus colegas de equipa lhe atribuíam.

Nessa noite de 05 de Novembro de 2026, Papou Mendes pegou na batuta do Maior da Margem Sul quando a equipa mais precisou e carregou pelo campo fora, qual Tsubasa dos desenhos animados. Com a bola controlada e só com os centrais pela frente, poderia ter arriscado o lance individual ou até rematado logo dali, mas o seu altruísmo falou novamente mais alto. Viu a movimentação de Jéferson a partir da esquerda nas costas do lateral direito croata e colocou a bola no espaço entre ele e o central.

Davor Petkovic, lateral direito e capitão do Hajduk Split, nem se apercebeu do que estava a acontecer nas suas costas. Só quando viu Jéferson surgir como uma flecha já à sua frente, isolado, é que teve a súbita percepção da situação. Honra lhe seja feita: foi rápido a reagir. Jéferson sentiu uma força inesperada e contrária à sua progressão. Quanto mais tentava progredir, mais a bola se afastava, até ao ponto em que se tornou impossível alcançá-la.

Papou Mendes voltou-se para trás, abriu os braços na direção do árbitro e gritou.

 

"HEY! É FALTA, CARAI! FOUL! FOUL!"

 

O árbitro concordou com ele. Ainda o todo-o-terreno do Amora estava a gritar, já o árbitro apitara e levara a mão ao bolso de trás dos seus calções. A tensão do vulcão da Medideira explodiu numa erupção de festejos quando o cartão carmesim foi levantado no ar. Os jogadores croatas rodearam o árbitro, mas este explicou-lhes o óbvio: o capitão do Hajduk puxou a camisola de Jéferson quando este ia isolado para a baliza pouco antes da entrada da área, cortando uma ocasião flagrante de golo.

Poderia ser o momento capital do jogo. O Amora perdia na Medideira num jogo em que apenas a vitória importava. Agora, com meia hora ainda para jogar e em superioridade numérica, o Maior da Margem Sul tinha de cair sobre os croatas com toda a fúria amorense para salvar as contas do apuramento.

 

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As contas do Grupo F não eram nada favoráveis para o Amora

 

Quem não tivesse sabido do que aconteceu entre a vitória em Sevilha na jornada inaugural e aquele momento já na 4ª jornada da Fase de Grupos da Liga Europa, estaria certamente em choque ao olhar para a classificação do Grupo F.

O Amora deixou a Europa atónita com uma vitória expressiva na capital andaluza, abrindo caminho para uma possível candidatura ao apuramento para as eliminatórias da segunda mais importante competição da UEFA. No entanto, a realidade atingiu os azuis da Margem Sul como um comboio.

Ainda extasiados com o sucesso em Sevilha, os amorenses encheram a Medideira para a recepção ao Napoli sonhando com novo capítulo para a página de glórias do Amora Futebol Clube.

Seja por estarem de sobreaviso pelo que aconteceu em Sevilla ou por eles próprios também terem cavado e caído num buraco metafórico ao perderem com o Hajduk, o Napoli que apareceu na Margem Sul foi uma equipa super competente, não deixando os seus créditos por mãos alheias.

Alcançada a vantagem no marcador a meio da primeira parte, os italianos controlaram o jogo e manietaram por completo uma bem intencionada, porém inexperiente e dominada, formação do Amora.

 

 

O resultado nefasto com o Napoli não beliscava, ainda assim, as ambições do Amora. Com dois jogos consecutivos contra o Hajduk no horizonte, o Maior da Margem Sul sabia que bastaria vencer os croatas para ficar em ótima posição nas contas do apuramento - e recorde-se que os croatas eram, aquando do sorteio, o adversário teórico do Amora na luta pelo terceiro lugar, o lugar de repescagem para a Liga Conferência.

O primeiro desses dois jogos ocorreu na casa dos Majstori s mora - os Mestres do Mar numa tradução à letra. E aí, o Amora naufragou. Num jogo equilibrado e repartido, o Hajduk concretizou as suas oportunidades enquanto o Amora... não.

Os três golos sem resposta ao intervalo deixaram a perspetiva de uma derrota avassaladora, mas o mar amainou e o Amora lá salvou a sua honra, acabando por reduzir nos descontos para dar algum consolo aos vinte adeptos que fizeram a viagem até Split.

Inesperadamente, o Hajduk liderava o grupo disputados metade dos jogos, enquanto o Amora, o mesmo Amora que vencera em Sevilha, era último e agora teria de vencer o Hajduk ou provavelmente ficaria fora das contas para o apuramento - tanto da Liga Europa, como da repescagem para a Liga Conferência.

 

 

O cenário era ainda mais caricato quando comparado com o percurso do Amora nas competições internas. Enquanto na Europa somava por derrotas as partidas disputadas desde Sevilha, internamente o Amora seguia a todo o vapor.

Quatro vitórias e dois empates, estes nas difíceis deslocações ao Bessa - habitual quebra-cabeças para o Maior da Margem Sul - e à Luz, permitiram ao Amora progredir na classificação e ocupar um surpreendente segundo lugar, apenas batido pelo tricampeão nacional Sporting.

No mesmo período, a equipa de Frodo Zarco também se estreou nas duas outras competições nacionais.

Na Taça de Portugal, a estreia na prova resultou numa vitória suada na Reboleira, obtida já no prolongamento e que garantiu o apuramento para a 4ª Eliminatória.

 Já na Taça da Liga, o estatuto de cabeça-de-série obtido pelo 4º lugar da época anterior na Primeira Liga permitiu ao Amora evitar pesos-pesados na Fase de Grupos. Emparelhada com Vizela e Casa Pia, estes últimos da Segunda Liga, a equipa de Frodo Zarco ficou com um pé na Final Four depois de vencer no terreno do Vizela, faltando apenas enfrentar o adversário teoricamente mais acessível, o Casa Pia, na Medideira.

 

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Uma boa sequência de resultados...

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... deixava o Amora numa ótima posição quando estava disputado um terço do campeonato

[nota: como habitual, deixarei em spoiler no final do Capítulo com prints destes jogos e alguns comentários sobre eles]

 

Eram por isso surpreendente as dificuldades sofridas pelo Amora na Liga Europa. A equipa não parecia produzir na mesma linha do que fazia nas provas internas. Seria consequência da falta de experiência europeia? Algum bloqueio mental fruto da pressão de ter os olhos da Europa a pairar sobre si? Ou simplesmente faltava qualidade ao Amora para jogar a este nível?

Fosse como fosse, os da Margem Sul eram da raça daqueles que mais depressa partiam do que torciam. Iriam lutar até ao último minuto do último jogo e no final faziam-se as contas. Até ao último suspiro.

 

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Os onzes que iniciaram o decisivo confronto entre Amora e Hajduk

 

O capitão do Hajduk, Davor Petkovic, saiu de campo e o jogo foi retomado com um livre perigoso em zona frontal. Filipe Diogo, o herdeiro da camisola sete de Joca, concentrou-se e partiu para a bola, mas o esférico saiu a raspar a barra da baliza à guarda do guarda-redes Vrsaljko.

A Medideira suspirou de frustração. O cronómetro no ecrã gigante do topo sul marcava 65' e o Amora continuava a perder - resultado que persistia desde os 36' de jogo, obra de uma cabeçada do central Branimir Modric no seguimento de um pontapé de canto.

Frodo Zarco inovou em busca do resultado, lançando Jéferson já na segunda parte para o lugar do menino Vítor Ferraz. O avançado brasileiro foi colocar-se na esquerda e Filipe Diogo passou a jogar como médio ofensivo - uma das poucas vezes em que o Amora se viu a jogar com quatro dos seus avançados em simultâneo: Filipe Diogo, Gabriel Capixaba, Jéferson e Diego Raposo.

Essa variação permitiu ao Amora ter maior criatividade em campo, mas também teve o reverso da medalha. A equipa começou a dar mais espaço atrás e o Hajduk aproveitava para lançar venenosos contra-ataques, rondando o golo em diversas ocasiões. Manuel Baldé manteve o Amora na corrida com pelos menos duas defesas inacreditáveis a golos certos dos croatas.

Aos 64', aquando da expulsão de Davor Petkovic, o Hajduk tinha mais remates do que o Amora e justificava a sua vantagem.

 

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O Amora perdia na Medideira com o Hajduk desde a primeira parte

 

A jogar com menos uma unidade, o Hajduk abdicou do seu avançado para refazer a linha defensiva. Relação causa-efeito, o Hajduk deixou de conseguir criar lances ofensivos e começou a recuar perante a pressão mais intensa do Amora, visando proteger a sua magra vantagem no marcador. A bola começou a rondar mais vezes a área croata. 

O cronómetro eletrónico era uma lembrança sempre presente de que o tempo estava a esgotar-se - e corria a favor dos Mestres do Mar. A plateia nas bancadas ia impacientando-se a cada nova vaga de ataque inconsequente, contagiando os jogadores dentro de campo. Perdeu-se a conta à quantidade de cruzamentos que atravessaram toda a área sem que alguém concretizasse o desejado desvio milagroso ou às inúmeras oportunidades de remate em zona frontal que eram invariavelmente bloqueadas pelos voluntariosos defesas adversários.

"Bora! Bora!", gritava Frodo Zarco da linha lateral, dando ânimo aos seus meninos, tentando que estes não cedessem ao desespero e à frustração. Será que nenhum daqueles remates em zona frontal iria furar a maldita muralha croata?

Nova combinação em zona frontal, Jéferson, Papou Mendes e Filipe Diogo numa rápida troca de bola, o remate forte da zona da meia lua da área... contra um adversário que se estirou para bloquear o esférico.

Marcador nos setenta minutos.

Dino Leão lançou Odailson numa cavalgada pela linha lateral e o ala direito cruzou tenso. Gabriel Capixaba saltou ao primeiro poste, mas não a alcançou, e Diego Raposo atirou-se à peixinho mesmo em frente à baliza, chegando porém um décimo de segundo tarde demais. A bola foi na direção de Jéferson ao segundo poste, ergueu o pé para concluir o lance e chutou... na atmosfera. Um defesa havia desviado a bola os milímetros suficientes para ela sair pela linha de fundo, salvando a sua equipa de sofrer o empate.

Marcador nos setenta e cinco minutos.

O banco do Amora já estava todo de pé, sofrendo com as incidências da partida. Jéferson corria com a bola pela esquerda, encarando o adversário. Soltou em Diego Raposo, mas o menino estava marcado e atrasou em Papou Mendes. A desaprovação dos adeptos foi audível.

"É para a frente! Para trás mija a burra!", ouviu Frodo Zarco gritar um senhor idoso de cachecol azul atrás do banco de suplentes do Amora. Papou Mendes fez-lhe a vontade como se o tivesse ouvido no terreno de jogo e descobriu Filipe Diogo em zona frontal, à entrada da área. O menino fez uma recepção orientada e virou-se para a baliza, não hesitando em encher o pé.

A bola voou por uma rara clareira de defesas croatas. Vrsaljko estava em posição privilegiada para ver a bola seguir numa trajetória plana e sem efeitos rumo às redes da baliza sul do Estádio da Medideira.

O vulcão da Medideira voltou a entrar em erupção. O tão desejado golo surgia por fim, obra da visão de jogo de Papou Mendes e da qualidade de remate de Filipe Diogo.

Marcador nos oitenta minutos de jogo e o Amora ainda não estava morto. Seria até ao último suspiro da partida.

 

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Papou Mendes e Filipe Diogo descobriram o caminho para o fundo da baliza de Vrsaljko

 

Não havia tempo para festejos. O empate não chegava. Frodo Zarco e o seu adjunto Léléco deram alguns passos para dentro do relvado instando os jogadores a voltarem depressa para o seu meio-campo. O Amora demorara quinze minutos a marcar um golo desde a expulsão de Petkovic; faltava menos do que isso para jogar. Não havia tempo a perder.

Das bancadas veio o empurrão que faltava à equipa. Doze mil gargantas gritavam pelos seus jogadores numa cacofonia de cânticos e brados de apoio. O golo teve o condão de fazer os amorenses voltarem a acreditar.

O Hajduk já não saía lá de trás. Papou Mendes lançou nova investida pela zona intermédia do terreno. Combinou com Filipe Diogo e lançou Gabriel Capixaba pela direita. O capitão puxou a bola para o seu pé esquerdo e foi com a canhota que disparou forte na direção da baliza.

Vrsaljko estava mais uma vez bem colocado. A bola saiu com um efeito estranho para o centro da baliza que apanhou o guarda-redes croata de surpresa. Com um golpe de rins, atirou-se em desespero com a mão direita bem aberta. Tocou ao de leve na bola. As redes agitaram-se atrás de si e gritou-se golo na Medideira.

Pura ilusão de ótica; a bola roçou na malha superior das redes, embatendo com audível violência num placard publicitário atrás da baliza.

Marcador nos oitenta e quatro minutos de jogo.

O Amora não desistia. Filipe Diogo quase provocou uma lesão ao adversário com tal nó cego que o coitado caiu redondo no chão. Animaram-se as bancadas com a habilidade do menino, que complementou o lance com uma abertura para a esquerda. O lateral Lucas Silva cruzou rasteiro e com força. De alguma forma, a bola conseguiu atravessar toda a pequena área sem que nenhum dos seus ocupantes, oito jogadores entre defesas e avançados, lhe tocasse, acabando por sair inócua pela linha lateral do outro lado do campo.

Marcador nos noventa minutos de jogo.

A euforia coletiva após o golo foi dando lugar à angústia. A Medideira mentalizava-se que, apesar da pressão naquela fase final da partida, o resultado iria saldar-se num empate final. O Hajduk até saiu para o ataque já com o período de compensação bem avançado, aproveitando o quão desguarnecida estava a defesa do Amora devido ao balanceamento ofensivo dos últimos minutos.

Não que importasse muito, pois o empate ou a derrota significavam quase o mesmo, mas valeu uma boa leitura de Papou Mendes a ganhar posição para arrancar uma falta, evitando assim o contra-ataque perigoso que se desenhava.

O marcador apontava noventa e dois minutos de jogo.

A falta foi rapidamente marcada pelo próprio Papou Mendes. O Hajduk recuou em massa para a sua defesa. Lucas Silva procurou Diego Raposo, que logo sofreu a pressão do central Rendulic que o acompanhou. Tocou por isso de primeira para Jéferson, que devolveu a bola para as suas costas, mas Diego Raposo ficou bloqueado pelo defesa.

Uma mancha azul passou por eles a correr. Papou Mendes aproveitou a nesga de espaço deixado por Rendulic e entrou na área como um alfa pendular. À saída de Vrsaljko, desviou a bola do guarda-redes.

Foi tudo tão rápido que a Medideira nem teve tempo de reagir ao que estava a acontecer.

 

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Um rápido desenho coletivo do Maior da Margem Sul permitiu a Papou Mendes concluir a jogada que ele próprio iniciara

 

Só quando a bola fez abanar com violência as redes da baliza é que a plateia processou o momento. Toda a angústia e apreensão, toda a ansiedade e frustração, todos os sentimentos recalcados e acumulados ao longo daqueles noventa e três minutos extravasaram numa euforia desmedida.

Havia adeptos a saltar filas de cadeiras, formando uma massa humana que se empoleirava na barreira divisória entre a bancada e o relvado. Desconhecidos abraçavam-se como amigos que há muito não se viam. Para onde se olhasse, só se via movimento indiscriminado, irracional e vibrante, como se as bancadas da Medideira fossem uma colónia de formigas em pânico.

Os onze jogadores de campo do Amora correram para a bancada sul atrás da baliza e celebravam com os adeptos. O árbitro teve de fazer um esforço hercúleo para desfazer aquele novelo humano e mandar os jogadores de volta para o seu meio-campo.

 

"A-MO-RA! A-MO-RA! A-MO-RA!"

 

O estádio em peso gritava a plenos pulmões quando o jogo foi retomado e continuou durante o minuto e pouco que ainda se jogou. Nem o apito final do árbitro fez cessar a algazarra. Se algum efeito teve, foi até reforçar o ânimo dos adeptos.

O Amora vencia o Hajduk no último suspiro de um jogo pleno de emoções.

 

 

A segunda vitória do Amora na Liga Europa, primeira na sua casa ancestral da Medideira, relançava o Amora na luta pelo apuramento. Mas a vitória do Napoli sobre o Sevilla não eram boas notícias - o Maior da Margem Sul iria ao sul de Itália na próxima ronda e uma derrota poderia significar o fim de linha daquele sonho.

Não que fosse hora de fazer contas. Cinco minutos depois do final do jogo ainda ninguém abandonara a Medideira. Adeptos e jogadores celebravam em conjunto aquela importante vitória que os mantinha na corrida. O resto logo se veria.

Frodo Zarco acorreu até Papou Mendes e deu-lhe um abraço apertado, mas o momento mais especial para este veio logo a seguir: o abraço do treinador adjunto Léléco.

Papou Mendes e Léléco tinham uma relação muito especial. O afroastro foi o seu mentor à chegada à Medideira, tomando-o sob a sua asa. O menino Papou, então com 20 anos, aprendeu e cresceu sob o exemplo de Léléco. Frodo Zarco via no seu jogo muito daquilo que o afroastro fora enquanto jogador do Amora. Mesmo agora, com Léléco já reformado e como membro da equipa técnica, mantinham uma relação especial de amizade e companheirismo.

O troféu de homem do jogo foi-lhe entregue debaixo de uma ovação de pé de toda a Medideira. O menino, agora com 25 anos, sorria com um sorriso inocente como o de uma criança acabada de abrir um presente na noite de Natal, claramente pouco habituado a ser o centro das atenções.

Eventualmente, a Medideira começou a esvaziar e os jogadores foram também abandonando rumo aos balneários. Frodo Zarco preparava-se para o fazer também, mas parou um último momento para olhar em sua volta. Papou Mendes ainda estava no relvado, seguindo-o em passo lento enquanto admirava o troféu que segurava.

Frodo Zarco não conseguiu evitar sorrir. Acolheu-o na Medideira com 20 anos, um menino tímido e envergonhado. Acompanhou o seu crescimento até tornar-se um belíssimo jogador, mantendo porém aquele toque de simplicidade e humildade que a todos conquistava.

O seu menino Papou Mendes.

 

[Em spoiler, algumas considerações e mais dados sobre esta fase, incluindo prints dos jogos disputados]

 

Devo confessar a minha surpresa com a classificação que temos nesta fase da temporada. Não só pela revolução na equipa durante o verão, como por ter sido obrigado a rodar constantemente o onze para fazer face ao volume de jogos de quatro competições em simultâneo - tirando uma semana de pausa para jogos de seleções, nesta fase jogámos em média de quatro em quatro dias.

Seja como for, começámos com ótimos resultados, embora esteja algo desconfiado. Falta alguma fluidez à equipa, noto isso no motor de jogo, e mesmo defensivamente ainda não acertei com as novas características dos jogadores. A dupla Roberto Longo e Nélson Victor não está a complementar-se bem e estamos a sofrer mais golos do que pretenderia.

Falando no Roberto Longo, foi chamado à seleção principal de Itália e conquistou a sua primeira internacionalização - foi antes do jogo contra o Sevilla, até, mas esqueci-me de falar disso no Capítulo anterior. Imaginem, um jogador do Amora na Squadra Azzurra depois de no ano passado termos visto o Luiz Felipe na Canarinha.

Atribuo isto ao facto de só ter a Liga Portuguesa carregada e faltarem jogadores nos outros países, pelo que os jogadores que estejam em equipas portuguesas chegam mais facilmente às suas seleções.

Nos Sub21, metade da equipa principal é nossa. Houve um jogo contra a Eslovénia em que começaram de início seis dos nossos meninos!

 

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Roberto Longo convocado para a Squadra Azzurra...

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... relatório de jogos internacionais em que participaram os nossos meninos a 04, 07 e 08 Setembro, com destaque para os golos de Filipe Diogo e João Carlos Miguel contra a Eslovénia e a estreia de Roberto Longo a representar o seu país

 

Sem mais demoras, os jogos desta fase.

 

Primeira Liga - 7ª jornada

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Relatório do jogo

 

Esta sequência iniciou-se com a deslocação aos Açores, logo depois da vitória em Sevilha que foi o destaque único do Capítulo anterior.

Sofremos um golo logo a começar o jogo no primeiro remate da partida. Isto iniciou uma tendência que me está a chatear, que é a de sofrermos pelo menos um golo em quase todos os jogos - dos treze desde período, incluindo os três jogos da Liga Europa, só mantivemos a baliza inviolada três vezes.

Fiz seis alterações no onze que venceu em Sevilha. Ainda temi que entrando a perder as coisas pudessem correr mal, mas esta preciosidade do Vítor Ferraz, que foi também o seu primeiro golo pelo Amora...

 

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... deu início a uma vitória confirmada pelo bis de Jéferson.

A vantagem de um golo nunca pareceu em perigo, o Santa Clara praticamente só conseguiu rematar de longe, mas havia o receio que a qualquer momento pudesse cair um golo aleatório. Não aconteceu e o golo do Jéferson aos 84' fechou as contas.

 

Primeira Liga - 6ª jornada (jogo em atraso)

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Relatório do jogo

 

A meio da semana fizemos o jogo que tínhamos em atraso (confesso que me perco nos agendamentos dos jogos da versão Mobile, até aí à 27ª ou 28ª jornada as equipas andam sempre com o número de jogos desencontrados). Entrámos a ganhar com um golo do Papou Mendes aos 34 segundos de jogo, e se pensei que isso nos iria lançar para uma vitória tranquila, enganei-me.

Foi um jogo frenético, duas equipas muito abertas em busca do golo como o prova a quantidade de oportunidades flagrantes nas estatísticas. Por duas vezes alargámos a vantagem para dois golos, por duas vezes o Académico de Viseu reduziu.

O jogo só ficou decidido quando o Diego Raposo ligou o turbo...

 

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... e fez o seu primeiro hattrick em jogos da Primeira Liga (julgo eu, sei que já o tinha feito para a Taça, mas não para o campeonato).

A dupla de centrais é nesta altura a minha maior preocupação, algo não está a resultar e ainda não consegui acertar no quê.

 

Primeira Liga - 8ª jornada

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Relatório do jogo

 

A recepção ao Estoril marcou o regresso à Medideira depois de três jogos fora de casa (incluindo aos dois de que acabei de falar o de Sevilha). Como foi disputado apenas três dias antes da recepção ao Napoli, rodei nove jogadores. Dos habituais titulares, ficaram apenas o guardião Manuel Baldé e o Filipe Diogo.

Poderia ter corrido mal, fizemos uma exibição atroz. Fomos inofensivos ofensivamente e embora não tenhamos concedido oportunidades flagrantes, o Estoril teve diversos lances que ficaram a um nadinha de dar golo - último passe mal feito, decisões erradas no momento de definir no último terço, coisas do género.

Valeu pela estreia a marcar do menino Théo Lameira pelo Amora com assistência de outro menino, o Bernardo Castanheira, momento que julgo merecer a partilha do lance.

 

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Que seja o primeiro de muitos, Lameirinha e Bernardito.

 

Liga Europa - Fase de Grupos - Grupo F - 2ª jornada

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Relatório do jogo

 

E recebemos então o Napoli. Não tenho muito a falar, o jogo também não foi grande coisa, como se pode ver pelas estatísticas.

No relatório do jogo percebe-se que a equipa esteve mal em quase todos os aspetos do jogo - ironicamente, foi a dupla de centrais o único destaque positivo.

Na altura não considerei grave perdermos este jogo. Em boa verdade, antes de começarem os jogos pensei mesmo que por esta altura, com alguma sorte, teríamos entre um a dois pontos. Temos três, estava tranquilo.

Mal sabia eu o que iria acontecer em Split. Mas já lá iremos.

 

Primeira Liga - 9ª jornada

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Relatório do jogo

 

Jogo no Bessa é sinónimo de pesadelo. Por esta altura tenho mais medo de jogar lá do que no Dragão. Pior só defrontar o Oday Dabbagh do Arouca, que me marca sempre golos quando o apanhamos pela frente.

Seja como for, entrámos a perder e nem reação tive, já estou habituado a sofrer golos no Bessa. Ainda demos a volta, mas os axadrezados ainda foram buscar o empate.

O resultado foi justo. Desta vez nem desculpas há com a rotação, fomos a jogo com a maioria dos titulares pois a seguir vinha uma pausa para compromissos das seleções.

 

Taça de Portugal - 3ª Eliminatória

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Relatório do jogo

 

A nossa estreia na Prova Rainha, da qual somos campeões em título e por isso temos responsabilidades especiais, esteve muito perto de terminar precocemente na Reboleira.

O Estrela, acreditem ou não, caiu nos últimos anos e está tristemente no Campeonato de Portugal - quarto escalão nacional. "Boa oportunidade de lançar em campo os meus miúdos mais verdinhos", pensei eu. Ia correndo mal.

As estatísticas falam por si: atacámos, massacrámos, rematámos muito mais do que é habitual na nossa forma de jogar, que privilegia o equilíbrio e atacamos pela certa.

O golo lá apareceu numa penalidade concretizada pelo Vítor Ferraz, que foi lançado já na segunda parte do jogo quando comecei a recear que não conseguiríamos resolver isto no tempo regulamentar.

Fomos obrigados a tempo extra nas vésperas de irmos à Croácia e não sei se isso teve alguma influência no que lá aconteceu...

 

Liga Europa - Fase de Grupos - Grupo F - 3ª jornada

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Relatório do jogo

 

Sabiam que a Croácia é conhecida por ter sido local de filmagens da série Game of Thrones? O quê, acham que é um facto inútil no que respeita à preparação de um jogo de futebol? Concordo totalmente convosco, mas da forma como este jogo decorreu parece-me que era a única coisa que os meus jogadores sabiam sobre a Croácia, já que sobre o Hajduk foram apanhados de surpresa.

Isto resume-se assim: o Hajduk fez quatro remates na primeira parte, três deles foram de um tal Igor Grbic e resultaram num hattrick do sujeito em menos de 45 minutos.

A partir daí foi jogar para não ser humilhado, coisa que temi que fosse acontecer da forma como estava a ser o jogo. Felizmente, na segunda parte fomos mais competentes - se isso foi por mérito próprio ou porque o Hajduk levantou o pé, carece de esclarecimento - e ainda marcámos.

Se depois da derrota com o Napoli não fiquei preocupado, depois deste jogo estava a ferver. Ganhar em Sevilha para terminar a primeira volta em último é obra.

Exigia-se vencer o Hajduk em casa, o que, como sabemos, aconteceu. Foi difícil, mas aconteceu.

 

Primeira Liga - 10ª jornada

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Relatório do jogo

 

Pois bem, o Benfica é outro pesadelo para o Amora. Já ia numa série jeitosa de derrotas com eles, ironicamente em jogos que costumam dar em superioridade do Amora em campo, mas o Benfica em contra-ataque lixa-nos - e não é nada raro ser com golos a terminar a partida.

Fomos na máxima força e mais uma vez deixámos boa imagem perante um Benfica que começou mal a temporada, mas que vinha em franca recuperação. Infelizmente para nós, o Gonçalo Guedes, regressado esta temporada ao clube da Luz, abriu o ativo no final da primeira parte.

Lutámos para ir em busca do empate, mas o tempo foi passando e o golo não aparecia. Já me começava a mentalizar que vinha outra derrota para somar ao nosso mau registo contra a equipa de Marcelo Gallardo quando o nosso menino Filipe Diogo fez isto aos 87 minutos...

 

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... gelando as bancadas do Estádio da Luz com uma boa conclusão de um bem desenhado ataque do Amora.

Este tipo de movimentação, com o Diego Raposo a descer e os avançados interiores - Gabriel Capixaba, Jéferson, Filipe Diogo ou Roberto Leal - a surgirem em diagonais no espaço central, é imagem de marca do Amora, se acompanham o save há algum tempo já o devem ter notado.

Esta época não está a sair tão bem, ou pelo menos com a mesma frequência de outras vezes, imagino que por falta de ligação entre os avançados - recordo que na época passada jogavam Leonardo Brandão e Joca, que já não estão por cá. Quando sai, geralmente dá ocasião de golo.

O Filipe Diogo, em especial, ainda faz pouco este movimento. Calculo que com o tempo comece a sair mais natural, foi o que aconteceu com o Gabriel Capixaba, o Jéferson ou o Joca. Exigiu algum tempo para adquirirem o hábito de fazerem as diagonais.

Mas estou a divagar. Empate na Luz, o que considerei um bom resultado até por termos estado a perder até perto do final.

 

Taça da Liga - Fase de Grupos- Grupo B - 1ª jornada

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Relatório do jogo

 

De todas as competições, a Taça da Liga é a menos importante e por isso rodei os onze titulares. A sério: nenhum dos titulares na Luz integrou o onze inicial em Vizela.

Correu surpreendentemente bem, tendo em conta que Vizela é um dos terrenos que tenho na minha lista negra de pesadelos habituais. O menino Théo Lameira foi o avançado titular e marcou os dois golos, mostrando que merece mais oportunidades e que posso confiar nele.

Este resultado deixou-nos a um empate no desafio na Medideira contra o Casa Pia, da Segunda Liga, para voltamos a marcar presença na Final Four, o que a acontecer será a terceira consecutiva - no ano passado perdemos na final.

 

Primeira Liga - 11ª jornada

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Relatório do jogo

 

Por fim, recebemos o Nacional nas vésperas do jogo contra o Hajduk - que foi o destaque deste Capítulo.

Entrámos a perder no primeiro e único remate que o Nacional fez até ao minuto 80 do jogo. A meio da primeira parte já justificávamos o empate e ele surgiu pelos pés do Diego Raposo.

A partir daí os golos sucederam-se e construímos uma goleada que pecou por escassa. Só abrandámos por volta do minuto 80, que foi quando o Nacional voltou a rematar à nossa baliza.

Ah, e não sei se repararam, mas o Manuel Díaz, um dos reforços para esta época, já leva dois golos. Nos últimos jogos foi utilizado no lugar do Roberto Longo, que esteve lesionado, e pelo menos apetência para marcar golos nos lances de bola parada ofensivos ele tem.

Depois deste jogo vencemos o Hajduk, como viram.

Estamos num surpreendente 2º lugar na Primeira Liga, apenas atrás do Sporting. O Porto persegue-nos de perto, o Benfica vencendo o jogo que têm em atraso também ficam nos nossos calcanhares. Estamos na Taça de Portugal e da Liga, e na Liga Europa ainda não deitámos a toalha ai chão.

Não estou totalmente satisfeito com as dinâmicas, especialmente as defensivas, mas não posso estar insatisfeito com os resultados até ao momento. Estou curioso para ver até onde vamos quando começarmos a acertar e a afinar processos desta nova equipa.

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Grande campanha interna, com o Sporting a liderar mas tu a não descolares deles! Foi pena a derrota com eles, mas também já escorregaram entretanto, pode haver batalha aí. A defesa está algo inconstante, tens mais de 1 golo sofrido por jogo, é a grande diferença para o Sporting. De resto, caminhada tranquila na taça da liga e next round da Taça de Portugal, tudo dentro dos conformes.

Jogo de loucos contra o Hajduk! Quem diria que estes gajos estariam a lutar pelo primeiro lugar, mas a verdade é que te tinha chamado a atenção para isto mesmo - eles parecem mais fortes que tu no papel. Vitória relança tudo no grupo, muita indefinição entre quem passa, quem cai para a Conference League e quem vai para casa sem mais futebol europeu. A ver no que dá, estares na luta vai contra todas as ods iniciais.

Mendes 😍 está um belo trator em termos de atributos (e exibições), ainda bem que é subvalorizado e vai passando pelas sombras dos outros nomes mais sonantes da equipa, assim dá para o ires mantendo sem grandes stresses

 

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Citação de F. Mota, Em 26/10/2022 at 10:39:

Grande campanha interna, com o Sporting a liderar mas tu a não descolares deles! Foi pena a derrota com eles, mas também já escorregaram entretanto, pode haver batalha aí. A defesa está algo inconstante, tens mais de 1 golo sofrido por jogo, é a grande diferença para o Sporting. De resto, caminhada tranquila na taça da liga e next round da Taça de Portugal, tudo dentro dos conformes.

Jogo de loucos contra o Hajduk! Quem diria que estes gajos estariam a lutar pelo primeiro lugar, mas a verdade é que te tinha chamado a atenção para isto mesmo - eles parecem mais fortes que tu no papel. Vitória relança tudo no grupo, muita indefinição entre quem passa, quem cai para a Conference League e quem vai para casa sem mais futebol europeu. A ver no que dá, estares na luta vai contra todas as ods iniciais.

Mendes 😍 está um belo trator em termos de atributos (e exibições), ainda bem que é subvalorizado e vai passando pelas sombras dos outros nomes mais sonantes da equipa, assim dá para o ires mantendo sem grandes stresses

 

Pois tinhas, este Hajduk é bem mais forte do que lhes dei crédito. E já venceram em Nápoles e empataram com o Sevilla, a primeira derrota deles foi neste jogo na Medideira. E foi à justa.

Na Liga, concordo contigo, a diferença tem sido o golo por jogo que sofremos em média. Caso eles ganhem o jogo em atraso, e descontando os três pontos que perdemos no confronto direto, dá uma diferença de um ponto contra as outras equipas.

Está a ser à justa, a ver se conseguimos manter este ritmo.

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Citação de Biri Biri Jr, há 21 horas:

Estás a mostrar serviço na Liga, e a recuperar na Liga dos Campeões. Muito perto de passar a fase de grupos e estás de lado a lado com o Sporting. Muito bem!

Liga Europa, pah 😁 quem me dera ter chegado à Champions, mas ainda não cheguei a esse nível. Se bem que o grupo poderia perfeitamente ser de lá, já tenho visto bem pior.

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Grupo extremamente equilibrado na Liga Europa. Depois da vitória excelente em Sevilha, na jornada inaugural, acabaste por ceder um pouco à pressão das circunstâncias e só somaste 3 pontos nos 9 possíveis (nos 3 jogos). Derrota normal com o Nápoles (mesmo sendo na Amoreira) e depois uma derrota na Croácia e uma vitória em casa frente aos croatas (dura e muito suada, mas caiu para o teu lado). Agora é dar o máximo nos 2 jogos que há por disputar. Creio, contudo, que na pior das hipóteses... Acabarás por cair na Conference League.

No campeonato, a luta será forte e para já, só o Sporting vai conseguindo ser melhor! 

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Citação de Martini Branco, há 1 hora:

Grupo extremamente equilibrado na Liga Europa. Depois da vitória excelente em Sevilha, na jornada inaugural, acabaste por ceder um pouco à pressão das circunstâncias e só somaste 3 pontos nos 9 possíveis (nos 3 jogos). Derrota normal com o Nápoles (mesmo sendo na Amoreira) e depois uma derrota na Croácia e uma vitória em casa frente aos croatas (dura e muito suada, mas caiu para o teu lado). Agora é dar o máximo nos 2 jogos que há por disputar. Creio, contudo, que na pior das hipóteses... Acabarás por cair na Conference League.

No campeonato, a luta será forte e para já, só o Sporting vai conseguindo ser melhor! 

Não vais esperar muito para ter a resposta 😃 devo postar o próximo capítulo mais logo ou amanhã de manhã.

Entretanto, amanhã de manhã há jogo para a Liga 3 em direto no Canal 11. O interessante é que será o regresso do Amora à Medideira mais de três anos depois de lá terem jogado pela última vez. 11h00, Canal 11!

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Estou a fazer um esforço para escrever menos, juro. O objetivo é a leitura não ser tão massuda e poder também postar atualizações mais regulares.

Este capítulo já é mais curto, espero que leiam, gostem e comentem 🙂

 

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Capítulo XLVII - Selar o balneário

 

As bancadas estremeceram com súbitos festejos dos adeptos. Frodo Zarco não foi o único a sobressaltar-se; vários dos elementos do banco do Amora levantaram-se para ver o que se passava e até os jogadores em campo perderam o fio ao que estavam a fazer.

Uma sucinta frase de Léléco ao seu ouvido arrancou um breve sorriso a Frodo Zarco. Desapareceu tão depressa quanto surgiu, mas foi captado pela transmissão televisiva e, por isso, não poderia ser negado. Era uma boa notícia.

"Não quero ninguém preocupado com o que pode acontecer fora do relvado!", alertou o treinador nos balneários antes do jogo começar. "Escusam de perguntar, ninguém vos vai dizer e se alguém passar alguma informação, será seriamente castigado. Dependemos de nós e de nós apenas. Este jogo é para ganhar!", reforçou Frodo Zarco ao intervalo.

O treinador queria selar a sua equipa a informações externas. Temia que os seus jogadores pudessem desconcentrar-se durante o jogo, que estivessem mais preocupados com o que estava a acontecer lá longe, em Split, do que ali na Medideira. O seu receio era que a equipa não fizesse em campo aquilo de que necessitava.

E a verdade é que o Amora nem precisava desse jogo na Croácia para garantir o apuramento.

 

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O Amora chegava à derradeira jornada da Fase de Grupos da Liga Europa a depender apenas de si próprio para as contas do apuramento

 

O Amora teve um arranque fulgurante na sua estreia europeia. A vitória em Sevilha permitiu aos amorenses sonhar com um até aí impensável apuramento para as eliminatórias finais, algo que parecia inalcançável para o inexperiente plantel às ordens de Frodo Zarco [sobre esta vitória, ver Capítulo XLV - Flamenco e castanholas ].

Se essa vitória permitiu ao Maior da Margem Sul sonhar, as duas jornadas seguintes apenas serviram para criar sombras e receios na cabeça dos jogadores. Derrotas com o Napoli e o Hajduk deixaram o Amora no último lugar do grupo, causando a percepção de que talvez o brilharete no Ramón Sánchez-Pizjuán tivesse sido um acaso do destino, uma partida dos deuses do futebol, por vezes desejosos de dar esperanças apenas para depois causarem uma tremenda desilusão.

O Amora reagiu e bateu o pé ao Hajduk na 4ª jornada, num jogo caótico em que tudo parecia perdido a dez minutos do final. Uma reviravolta emocionante nessa reta final serviu para os azuis da Margem Sul reentrarem nas contas para os dois lugares de apuramento [e sobre este jogo, ver Capítulo XLVI - O último suspiro].

Assentada a poeira da festa naquela noite estrondosa, o cenário ainda assim não era famoso. O Amora teria de somar pontos... mas faltava enfrentar Napoli e Sevilla. Só um milagre permitiria a Frodo Zarco e sua equipa garantir esse inesperado apuramento.

Era de milagres que se falava na Medideira?

 

 

É certo que o Amora já tinha vencido em Sevilha. É verdade que o Amora já tinha triunfado na casa de grandes do futebol português. Ainda assim, o Amora partiu para Nápoles com a sensação que seria difícil, muito difícil, quase impossível até, retornar à Margem Sul com pontos.

O Amora suportou bravamente o assédio inicial do Napoli. A jogar perante os seus fervorosos adeptos, no mesmo palco em que o deus Diego Maradona iluminou o mundo do futebol com a magia que exalava do seu pé esquerdo, os italianos foram com todo o ímpeto para cima do Maior da Margem Sul, empurrando-o para a sua defesa.

A equipa sobreviveu. Quando conseguiu colocar um pé fora do seu meio-terreno, foi mortífera.

 

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Outro Diego brilhou no San Paolo, desta vez um Diego de apelido Raposo, que desta forma abriu as contas do jogo

 

Num espaço de sete minutos, o Amora conquistou uma vantagem de dois golos, cortesia de Diego Raposo e Papou Mendes - o todo-o-terreno do Amora voltava a exibir-se em grande, assistindo para o primeiro golo e marcando o segundo.

O Napoli apenas reagiu perto do intervalo, reduzindo o marcador para apenas um golo no último lance da primeira parte. Algo que muito irritou Frodo Zarco; o treinador parecia adivinhar como esse golo iria impulsionar a equipa da casa para a segunda parte.

Não estava enganado. O Napoli, à imagem da primeira parte, entrou com tudo no segundo tempo e poderia perfeitamente ter empatado o jogo. Valeu nessa fase agreste muita solidariedade defensiva, capacidade de sacrifício e... Manuel Baldé na baliza.

A pressão foi perdendo fulgor e o Amora deu por si vivo e ainda na liderança já a meio da segunda parte. E, tal como na primeira parte, voltou a meter o pé fora da sua área defensiva.

E, tal como na primeira parte...

 

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Gabriel Capixaba inventou um golo, tirando Martin Nielsen do caminho antes de finalizar em força

 

Ironicamente, a segunda parte foi uma cópia quase perfeita do primeiro tempo. O Amora resistiu vinte minutos, marcou quando explorou o ataque para colocar-se a vencer por dois golos, sofrendo os golos que reduziram o marcador no final de ambos os tempos.

O forcing final do Napoli foi aplacado com abnegação pela corajosa defesa amorense e, inesperadamente, o Amora voltou a vencer fora de casa no terreno de uma das mais cotadas equipas europeias - assumindo com isso a liderança do Grupo F com apenas um jogo para disputar.

Jogo esse que trazia de volta um velho conhecido.

 

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Amora e Sevilla disputavam na Medideira um jogo de vida ou morte para decidirem o seu futuro nas competições europeias

 

A derradeira jornada da Fase de Grupos da Liga Europa colocava frente-a-frente Amora e Sevilla. Um jogo que se adivinhava difícil, ou não trouxessem os andaluzes vontade de vingar a humilhação sofrida na primeira jornada, quando foram surpreendidos pelo Amora e vergados a uma estrondosa derrota por 1-3 perante os seus adeptos.

Além disso, havia ainda a questão do apuramento.

Todas as equipas do grupo podiam garantir o apuramento quando os árbitros apitaram para o início dos jogos em ambos os campos. Tirando o Napoli, que estava mesmo obrigado a vencer, as restantes equipas até podiam alcançar esse objetivo caso não vencessem, desde que o resultado no outro campo os ajudasse.

Para o Amora, as contas eram facílimas de se fazer e nem exigiam a infame calculadora que tantas vezes se usa nestes momentos: vencendo ou empatando, o apuramento estava garantido. No entanto... mesmo a derrota não significava a eliminação direta. Nesse cenário, o apuramento poderia ser alcançado desde que o Hajduk não vencesse na recepção ao Napoli.

Foi por esse motivo que Frodo Zarco quis selar o balneário a informações externas. Não saber o que estava a acontecer no outro jogo para evitar que os jogadores pudessem distrair-se do que estavam a fazer na Medideira - esse era o seu plano.

Claro que na era das redes sociais e das novas tecnologias, isto seria impensável. O feedback que chegava das bancadas dava indícios aos jogadores do que estaria a acontecer quer Frodo Zarco o quisesse, quer não o quisesse.

O tempo foi passando e a ausência de reações era sintomática. A primeira parte de ambos os jogos passou, a segunda parte começou e os cronómetros avançavam inexoravelmente rumo ao final sem sinais de qualquer desenvolvimento nos marcadores.

 

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Diego Raposo desperdiçou a melhor ocasião de golo do Amora já na segunda parte

 

E assim, com um jogo repartido na Medideira, a posse de bola virtualmente em 50% para ambas as equipas e diferentes períodos de maior domínio de parte a parte, Amora e Sevilla por cá, Hajduk e Napoli por lá, chegaram aos 77' empatados e sem golos.

O Amora saía a jogar curto desde Manuel Baldé quando festejos surgiram na Medideira. Tímidos de início, crescendo de intensidade até contagiarem todos os quase quinze mil adeptos que enchiam a casa ancestral do Maior da Margem Sul.

Os elementos do banco do Amora levantaram-se para perceber o que estava a acontecer e até os jogadores em campo pareceram subitamente alheados do próprio jogo que disputavam.

Uma sucinta frase de Léléco ao ouvido de Frodo Zarco arrancou-lhe um sorriso breve. Desapareceu tão depressa quanto surgiu, mas foi captado pela transmissão televisiva e, por isso, não poderia ser negado. Era uma boa notícia.

O Napoli acabava de marcar em Split.

Aquele resultado, a confirmar-se, garantia o apuramento do Amora para a fase seguinte da Liga Europa. A confirmar-se? Ainda os festejos não tinham cessado e já nova onda de euforia grassava pela Medideira. Os italianos venciam por dois golos, marcados aos 78' e 79'.

O Amora estava virtualmente apurado!

Se foi por isso que a equipa se distraiu e permitiu a Rafa Mir colocar o Sevilla em vantagem pouco depois, Frodo Zarco não poderia dizer. Desconfiava que sim, até porque ele próprio sentiu-se relaxado após receber a confirmação dos dois golos do Napoli. Certamente algo do género terá afetado os seus jogadores.

Aquele cenário, porém, não era totalmente satisfatório. A vitória do Sevilla garantia o 1º lugar para os andaluzes e deixava o Amora em 2º lugar. O Amora podia ainda ir em busca da vitória no grupo, evitando dessa forma a eliminatória contra as equipas repescadas da Liga dos Campeões - reservada aos 2ºs classificados de cada grupo - e apurando-se diretamente para os Oitavos-de-Final - prémio para os vencedores desses mesmos grupos.

E, como bónus, ainda eliminava o Sevilla. Que bom português não gosta de bater o pé a nuestros hermanos? Os adeptos, entusiasmados com o praticamente garantido apuramento, puxavam pela sua equipa.

Queriam mais! Queriam um golo!

Queriam disto!

 

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Théo Lameira, entrado na segunda parte para o lugar do goleador Diego Raposo, puxou a culatra atrás e disparou certeiro - um tiro que matou as esperanças do Sevilla

 

A festa que se seguiu foi indescritível.

O Amora empatou a partida frente ao Sevilla, resultado que não teria mais alterações. Resultado suficiente para o Maior da Margem Sul carimbar o 1º lugar do grupo e respetivo apuramento para os Oitavos-de-Final, evitando a temível eliminatória contra as equipas repescadas da Liga dos Campeões.

 

 

Foi uma caminhada dura, repleta de sucessos e insucessos, momentos de excelência e de desilusão. O Amora sentiu-se no topo do mundo tão depressa quanto se viu nos vales da desilusão.

Valeu a pena cada momento.

Inesperada e surpreendentemente, o Amora Futebol Clube estava nos Oitavos-de-Final da Liga Europa na sua época de estreia nas competições europeias.

 

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Muito equilíbrio no grupo até ao final e a vitória em Nápoles (onde brilhou um outro Diego) acabou por ser capital para o desfecho das contas do grupo. O golo na Medideira quase ao cair do pano, perante "nuestros hermanos" foi genial e deu-te não só o primeiro lugar, como eliminou também os andaluzes da competição, acabando relegados para a Conference League!

Agora é sonhar e fazer o melhor que for possível na fase a eliminar. O bom do 1º lugar é que terás uma eliminatória de descanso, até aos oitavos de final. 

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Citação de Martini Branco, Em 06/11/2022 at 11:05:

Muito equilíbrio no grupo até ao final e a vitória em Nápoles (onde brilhou um outro Diego) acabou por ser capital para o desfecho das contas do grupo. O golo na Medideira quase ao cair do pano, perante "nuestros hermanos" foi genial e deu-te não só o primeiro lugar, como eliminou também os andaluzes da competição, acabando relegados para a Conference League!

Agora é sonhar e fazer o melhor que for possível na fase a eliminar. O bom do 1º lugar é que terás uma eliminatória de descanso, até aos oitavos de final. 

É jogo a jogo a partir de agora. Chegar aos Oitavos enquadra-se no meu objetivo secreto para esta participação, que era ultrapassar a Fase de Grupos. Não era declarado, mas era algo que podia conseguir.

E saltar diretamente para os Oitavos evitando a outra eliminatória é fixe, permite concentrar na Primeira Liga e na Taça da Liga que são os jogos habituais de Janeiro e início de Fevereiro.

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Bem, agora não há objetivos definidos, tudo o que vier a partir daqui é bónus! Num grupo muito complicado acabaste por te apurar em primeiro, de forma quase dramática, muitos parabéns! E, como recompensa, evitas a primeira eliminatória, dás mais descanso à equipa e podes focar-te nas competições internas, onde é necessário continuar o trabalho de cimentação do Amora como o tal quarto grande

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Citação de F. Mota, Em 07/11/2022 at 15:08:

Bem, agora não há objetivos definidos, tudo o que vier a partir daqui é bónus! Num grupo muito complicado acabaste por te apurar em primeiro, de forma quase dramática, muitos parabéns! E, como recompensa, evitas a primeira eliminatória, dás mais descanso à equipa e podes focar-te nas competições internas, onde é necessário continuar o trabalho de cimentação do Amora como o tal quarto grande

Grazie!

Felizmente temos quatro competições para disputar, estamos em todas as frentes. E é para lutar em todas.

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Nova atualização, novo esforço para reduzir a dimensão da história. São seis minutos de leitura apenas, vale bem a pena (gaba-te cesto... ihih).

 

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Capítulo XLVIII - A muralha de aço

 

"Quando era pequenino, quando era pequenino,

Acabado de nascer! Acabado de nascer!

Ainda mal abria os olhos, ainda mal abria os olhos,

Já era p'ra te ver! Já era p'ra te ver!

La! La La! La La!

La La La! La La! La!

[Vá lá, conhecem o ritmo e a música, sei que já estão a cantar mentalmente!]

La La! La! La Laaaaaa...

 

A! Mo! Ra!

 

La! La La! La La!..."

 

As próprias fundações do Estádio da Medideira tremiam, como se de um sismo se tratasse, ao ritmo dos pulos dos entusiasmados adeptos. Gritavam a plenos pulmões um dos mais carismáticas cânticos de apoio do Maior da Margem Sul, impulsionados pelo rumo dos acontecimentos no relvado.

O jogo entrava nos seus dez minutos finais. O Amora conservava uma tangencial vantagem de um golo sobre o tricampeão nacional e ia resistindo à pressão dos leões, cujo treinador Antoine Griezmann ia roendo as unhas até ao sabugo. O Sporting corria atrás do prejuízo desde antes do primeiro quarto de hora da primeira parte, mas, de alguma forma, não conseguia furar a Muralha de Aço azul e branca.

A Muralha de Aço.

A expressão surgiu por mero acaso quando um jornalista, na Flash Interview no final do jogo no Estádio do Dragão umas semanas antes, a ela recorreu para referir-se à performance defensiva do Amora.

"Frodo Zarco, o Amora conseguiu manietar o ataque do Futebol Clube do Porto e já há alguns jogos que a consistência defensiva tem sido a base da equipa. Esta Muralha de Aço pode ser fulcral para o Amora continuar a intrometer-se entre os grandes?"

Frodo Zarco riu-se com gosto na altura, mas gostou da expressão e adoptou-a, passando a figurar no seu léxico sempre que falava com os seus jogadores. Também na imprensa passou a ser usada amiúde na antevisão dos jogos e até durante os mesmos por jornalistas, comentadores e narradores televisivos e radiofónicos.

Aquela expressão não era exagerada. Naquela fase da temporada, a defesa do Amora parecia intransponível.

 

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O Amora sofreu apenas dois golos em oito jogos, somando já quatro jornadas consecutivas sem ver a sua baliza invadida [nota: ocultei desta imagem os jogos da Liga Europa, dos quais já falei no Capítulo anterior]

 

Após a vitória sobre o Hajduk para a Liga Europa [ver Capítulo XLVI - O último suspiro; os dois jogos seguintes, retratados no Capítulo XLVII - Selar o balneário, foram disputados após os jogos com o Paços de Ferreira e o Tondela que aparecem nessa imagem], o Amora voltou a jogar para a Primeira Liga com a deslocação a Vizela. Na altura com uma sequência de nove jogos consecutivos sem perder, o Maior da Margem Sul voltou a saborear o acre sabor da derrota num jogo em que tudo o que poderia correr mal, correu - a Lei de Murphy aplicada ao futebol.

O golo que ditou essa derrota seria o último que sofreria em jogos de competições internas nos quarenta e cinco dias seguintes. Fosse para a Primeira Liga, para a Taça de Portugal ou para a Taça da Liga, o Amora conservou a inviolabilidade da sua baliza em seis jogos, entre os quais se contaram deslocações difíceis como as idas ao Dragão ou a Guimarães.

Ironicamente, foi o adversário menos cotado quem quebrou por fim esse encanto. Em jogo a contar para os Oitavos-de-Final da Taça de Portugal, o modesto Pinhalnovense concretizou de grande penalidade e obrigou o Amora a ir a prolongamento, primeiro, e ao desempate por grandes penalidades, depois, para garantir a continuidade na prova.

[Nota: como é habitual em atualizações com muitos jogos, deixarei os prints dos jogos e breve descrição dos mesmos em spoiler no final do Capítulo]

 

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Nélson Victor era já o líder da defesa apesar da sua tenra idade...

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... e fazia uma dupla imponente com o espanhol Manuel Díaz, que conquistou a titularidade a Roberto Longo

 

Muito do sucesso defensivo estava na dupla de centrais que emergiu já com a época a decorrer.

Depois das saídas de Isaac Monteiro e António Silva no Verão, Nélson Victor e Roberto Longo assumiram a titularidade com naturalidade. Se o jovem central português crescia em preponderância e o seu lugar tornou-se indiscutível, o italiano foi comprometendo aqui e além, sendo ainda apoquentado por alguns problemas físicos pontuais.

O polivalente reforço Manuel Díaz foi chamado a assumir a posição e de imediato foi evidente que ele e Nélson Victor entendiam-se quase por instinto, como se comunicassem por telepatia. Os dois mantinham o centro da defesa virtualmente livre de perigo - e quando surgia alguma distração, o guarda-redes Manuel Baldé resolvia. Eram um trio impressionante de se ver em ação.

E em boa hora o Amora encontrou a sua solidez defensiva, pois a mesma surgiu no preciso momento em que a equipa passava pelo seu pior período do outro lado do campo. Várias lesões que afetaram jogadores como Diego Raposo, Vítor Ferraz ou Gabriel Capixaba, aliadas ao volume de jogos disputados entre quatro competições, levaram a uma quebra de fluidez e produtividade ofensiva - e, como se pode ver, em alguns empates a zero.

Por esse motivo, a recepção ao Sporting, em jogo a contar para a 19ª jornada - embora fosse apenas o 17º jogo do Amora para a Primeira Liga - motivou enorme expectativa. Afinal, enfrentavam-se o líder do campeonato - e melhor ataque da prova - e uma equipa que parecia incapaz de sofrer golos.

A Medideira vestiu-se de gala para o evento. O estádio estava a abarrotar, com a bancada norte cheia de adeptos visitantes e as restantes com algumas manchas verdes como sargaços a irromper à tona de um oceano azul à Amora. O ambiente era incrível. Sentia-se o entusiasmo no ar.

A bola começou a rolar pelo bem tratado relvado da Medideira enquanto se ouviam cânticos à desfilada, como se ambos os lados apoiassem à vez, ao desafio, avaliando quem gritava com maior entusiasmo no apoio à sua equipa.

E quando Diego Raposo aproveitou uma rara descoordenação na saída a jogar desde trás do Sporting, a Medideira quase veio abaixo.

 

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Diego Raposo, muitas vezes apelidado de rato de área, fez jus ao epíteto ao aproveitar uma distração para abrir o marcador

 

Antoine Griezmann começou a roer as unhas nesse momento. Adivinhou sabiamente o sarilho em que o Sporting estava metido: o Amora raramente sofria golos e, apanhando-se em vantagem, tinha o jogo como queria. O tricampeão nacional teria de fazer algo que já ninguém conseguia há quase três meses em jogos da Primeira Liga: marcar dois golos ao Maior da Margem Sul.

O tempo foi passando e com ele foi diminuindo a extensão das unhas do treinador francês do Sporting. O intervalo chegou sem que o Amora passasse por sobressaltos de maior. A segunda parte recomeçou com um forte ímpeto ofensivo dos verde e brancos, mas o tricampeão nacional esbarrava invariavelmente na Muralha de Aço dos azuis da Margem Sul.

As substituições operadas não inverteram o rumo do jogo e, com 80' já jogados, o Amora mantinha a sua vantagem. Assente na segurança defensiva providenciada pela dupla Nélson Victor e Manuel Díaz, na voz de comando do guarda-redes Manuel Baldé, na liderança e cobertura do trinco Martim Maia e na solidariedade e entreajuda de todos os jogadores.

Oportunamente, sempre que tal se proporcionava, o Amora até ensaiava algumas iniciativas ofensivas. O trio Gabriel Capixaba, Filipe Diogo e Diego Raposo, este último depois substituído por Théo Lameira, não deixavam de lançar o pânico na defensiva do Sporting à mínima oportunidade, impedindo que os leões pudessem atacar com tudo, intranquilizando-os.

Por volta dessa altura, já dentro dos dez minutos finais, nova iniciativa do Amora deixou Théo Lameira isolado. O jovem avançado, porém, estava demasiado descaído para a esquerda da área e o guarda-redes Egribayat fez bem a mancha, defendendo com autoridade com um desvio para a linha de fundo.

E os adeptos, entusiasmados com a prestação da sua equipa e a conquista do pontapé de canto, levantaram-se das suas cadeiras e saltavam, fazendo as próprias fundações do Estádio da Medideira abanarem como se de um sismo se tratasse, cantando vigorosamente um dos mais emblemáticos cânticos do Maior da Margem Sul.

 

"E quando eu já for velhinho, quando eu já for velhinho,

Acabado de morrer! Acabado de morrer!

Olha bem p'ra os meus olhos, olha bem p'ra os meus olhos,

Sem vida hão de te ver! Sem vida hão de ter ver!

La! La La! La La!

La La La! La La! La!

[Bora! Cantem mentalmente com os adeptos, eu sei que estão a fazê-lo!]

La La! La! La Laaaaaa...

 

A! Mo! Ra!

 

La! La La! La La!..."

 

Gabriel Capixaba marcou o canto. A bola seguiu tensa para a entrada da pequena área e Manuel Díaz saltou para corresponder com uma valente cabeçada, valendo ao Sporting um ligeiro desvio do gigante Le Normand. A bola perdeu-se junto à linha lateral do outro lado, aonde o lateral esquerdo amorense Octávio Sousa a recolheu.

A defesa do Sporting reorganizava-se quando o lateral do Amora solicitou Filipe Diogo na zona central. O herdeiro da camisola sete de Joca olhou em volta, mas não tinha colegas a quem endereçar a bola. Talvez inspirado pelos cânticos ensurdecedores dos seus adeptos, decidiu ganhar coragem e bateu com o peito do seu pé direito na redondinha. A bola saiu como um foguete e só parou quando as redes bloquearam a sua imparável progressão.

Acreditem se quiserem, mas os decibéis na Medideira subiram para patamares ainda mais elevados do que aqueles em que já se encontravam.

 

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Filipe Diogo decidiu a partida com um golo de antologia

 

O Sporting continuaria a atacar, procurando algo em que manifestamente já não acreditava. O Amora estava bem em campo e resolveu facilmente as débeis tentativas de um adversário que, naquela fase, já dava sinais de ter atirado a toalha ao chão.

Pelo segundo ano consecutivo, o Amora vencia o Sporting na Medideira, vingando-se das derrotas sofridas no início da temporada para a Supertaça e na 2ª jornada da Primeira Liga.

 

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Relatório do jogo

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Após a derrota, e de forma algo caricata, Antoine Griezmann, treinador do tricampeão nacional em título, chocou o futebol português ao anunciar que não acreditava na qualidade da sua equipa para chegar ao tetracampeonato

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Esqueci-me de tirar print screen da classificação após este jogo e como já avancei mais alguns jogos, já não tenho como fazê-lo; fiz as contas aos jogos e fiz esta tabela que reflete a classificação no final deste jogo

 

Com a vitória sobre o Sporting, o Amora mantinha a sua intromissão entre os grandes do futebol português. Isto num ano que se seguiu ao ano do Voo de Ícaro, após a perda de mais de metade do onze titular e com uma equipa em construção.

Se tivessem perguntado a Frodo Zarco se julgaria possível chegar ao final do ano civil de 2026 ainda melhor colocado do que no mesmo período do anterior, o treinador ter-se-ia rido.

Mas a verdade é que na passagem do ano 2026 para 2027, o Amora estava envolvido na luta pelos lugares de acesso à Liga dos Campeões, nos Oitavos-de-Final da Liga Europa, nos Quartos-de-Final da Taça de Portugal e na Final Four da Taça da Liga.

O ano 2027 prometia.

 

[Em spoiler deixo os prints dos jogos desta fase com breves descrições dos mesmos]

 

A equipa estava a sofrer alguns golos e não estava a conseguir estabilizar a performance defensiva - cheguei a referi-lo em algumas atualizações anteriores. Acabei por encontrar um equilíbrio quando o Manuel Díaz foi utilizado no lugar do Roberto Longo. O espanhol é mais agressivo que o italiano e acredito que tenha feito alguma diferença, os avançados já não têm tanta margem para executar.

Não sei se influenciou positivamente ou não, mas também recuei um pouco a profundidade da linha defensiva. Habitualmente jogava com a linha defensiva subida, passei para equilibrado, que é o nível intermédio, e deixei de sofrer tanto com contra-ataques. Também pode passar por aqui a quebra de rendimento ofensiva, acabamos por recuperar a bola mais longe da baliza adversária.

É como aquela história da manta que é demasiado curta. Puxo-a para tapar a cabeça e destapo os pés, tapo os pés e fica a cabeça de fora - dramas de equipas mais modestas, certamente o Antoine Griezmann no Sporting não tem esse problema. Terei de encontrar uma fórmula que permita manter a eficácia defensiva sem nos tirar o poder de fogo na frente. É um trabalho em progresso.

Bem, passando aos jogos deste período.

 

Primeira Liga

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Relatório do jogo

 

O primeiro jogo desta sequência foi a deslocação a Vizela, terreno onde tradicionalmente sofremos para arrancar bons resultados. Em condições normais entraria em campo com a melhor equipa, mas foi disputado três dias depois da recepção ao Hajduk para a Liga Europa, pelo que estava tudo no limite.

Rodei a equipa e a primeira parte não correu mal. Parecia ser daqueles jogos típicos em que acabaríamos por vencer apesar do equilíbrio no terreno, mas o Manuel Díaz recebeu o segundo amarelo no jogo logo no início da segunda parte. O Vizela a partir daí veio para cima de nós.

Aguentámos até uma fase em que pensei genuinamente que iríamos salvar um ponto, mas o golo acabou por cair na reta final e já não tivemos capacidade física ou discernimento para ir em busca do empate.

De notar que esta derrota quebrou uma sequência de nove jogos consecutivos sem perder para a Primeira Liga - desde a 2ª jornada quando perdemos em Alvalade.

 

Taça de Portugal - 4ª Eliminatória

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Relatório do jogo

 

Após uma breve pausa para compromissos internacionais, o Amora voltou à competição de que é detentor. Como daí a quatro dias entraríamos em campo em Nápoles, voltei a dar a titularidade à maior parte dos jogadores mais jovens e menos utilizados.

O jogo correu bem! Os dois golos no final da primeira parte já se justificavam mais cedo, na segunda parte alargámos a vantagem quando já andava a trocar jogadores com base nos seus índices físicos.

Não sei se o Paços de Ferreira também rodou a equipa, já não me recordo à data que escrevo isto, mas o resultado acaba por ser um dos melhores da temporada.

 

Primeira Liga

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Relatório do jogo

 

Regressados de Nápoles com uma enormíssima vitória, conforme já referido no Capítulo anterior, fomos a Famalicão com um onze meio rodado, digamos assim.

Apresentámos habituais titulares mesclados com suplentes, sendo que na segunda parte ignorei a prestação no jogo e troquei os titulares que começaram de início. O foco nesta fase era gerir a capacidade física da equipa para evitar lesões - e mesmo assim elas foram surgindo.

O Théo Lameira vai ganhando preponderância na equipa e rendendo golos quando é chamado a substituir o Diego Raposo na frente de ataque. Marcou dois golos, um deles contou e decidiu o jogo.

Como marcámos cedo, o Famalicão acabou estatisticamente por cima. É verdade que um resultado nunca está verdadeiramente seguro quando se vence pela margem mínima, mas também não sofremos nenhuma ocasião flagrante para o colocar em risco.

Jogámos mais na expectativa e acabámos por somar três importantes pontos depois da derrota em Vizela.

 

Primeira Liga

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Relatório do jogo

 

Tivemos uma rara semana para treinar entre o jogo anterior e a recepção ao Tondela. Infelizmente, porém, este jogo vinha nas vésperas de dois outros de elevado grau de dificuldade, pelo que mais uma vez entrámos em campo com um onze de gestão.

Isso não desculpa o resultado final. Por vezes empatam-se jogos em que criamos oportunidades mas os golos não surgem. Não foi o caso. Pouco fulgor ofensivo, pouca criatividade, poucas chances, até terminámos o jogo com todo o poder de fogo em campo. Nada resultou.

Dois pontos perdidos inesperadamente e seguiam-se deslocações ao Dragão e a Guimarães e a recepção ao Sporting para a Primeira Liga. O cenário de uma quebra na tabela era nesta fase uma forte possibilidade.

 

Primeira Liga

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Relatório do jogo

 

E depois do empate contra o Sevilla na derradeira jornada da Fase de Grupos da Liga Europa, na qual o Amora garantiu a vitória no grupo, o Maior da Margem Sul foi ao Dragão.

Apesar de terem passado apenas três dias desde essa recepção ao Sevilla, a equipa que entrou em campo foi o onze de gala do Amora. O Porto estava a recuperar na classificação e ameaçava a nossa posição, pelo que era importante voltar à Margem Sul com pontos na bagagem.

A primeira parte foi repartida, acabando por dar um jogo com total equilíbrio na posse de bola e remates efetuados. O empate a zero ajustava-se bem aos acontecimentos.

Na segunda parte, fomos caindo de produção no que julgo ter sido um misto de maior ímpeto ofensivo da equipa de Toni Kroos - relembro que é ele o treinador do Porto - e uma quebra física dos nossos jogadores. Esgotei as duas substituições quee sobravam após a lesão do Vítor Ferraz para refrescar a equipa na medida do possível (o Mobile de origem, que foi como comecei o save, só permite três em vez de cinco), mas isso não mudou o rumo da segunda parte.

O Porto acabou por não criar muito perigo, embora tenha sido a equipa mais próxima de desfazer o nulo. Dado o contexto, com o jogo recente para a Liga Europa e algumas ausências por lesão, às quais se juntou a do Vítor Ferraz, não saí insatisfeito do Dragão.

É também um sinal do crescimento do Amora que um empate no Dragão já não seja, por si só, um bom resultado.

 

Taça da Liga - Fase de Grupos - Jogo 2

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Relatório do jogo

 

Encavalitado entre as deslocações ao Dragão e a Guimarães estava um incómodo jogo para a Taça da Liga. Amora e Casa Pia tinham três pontos e discutiam entre si o primeiro lugar do grupo e respetivo acesso à Final Four da Taça da Liga - sendo que o empate dava apuramento aos gansos.

O jogo até era importante, mas no meio de todas as competições que estamos a disputar foi relegado para um patamar inferior de prioridade.

Por esse motivo entraram em campo onze habituais não titulares, incluindo o jovem central Raul Zovo, improvável herói de uma fria noite de meados de Dezembro na Medideira. Marcou dois golos, teve um terceiro anulado e contribuiu para a presença na Final Four pelo terceiro ano consecutivo.

 

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A Final Four será provavelmente o destaque do próximo Capítulo.

 

Primeira Liga

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Relatório do jogo

 

Regressamos à Primeira Liga. Segunda deslocação consecutiva ao norte do país, desta vez ao distrito de Braga, concelho de Guimarães, para defrontar o Vitória local.

Longe vão os tempos em que os vimaranenses eram a nossa besta negra - recordar-se-ão certamente que eles nos eliminaram da Taça de Portugal dois anos consecutivos nos Quartos-de-Final, em 2024 e 2025. Em 2026, porém, já fechámos o espaço que nos separava.

O jogo foi entretido. Fomos com a equipa de gala, estivemos marginalmente por cima, mas o empate acaba por se ajustar. Talvez merecesse ser um empate com golos, mas não houve arte ou engenho nos ataques de qualquer dos lados.

Refira-se que por esta altura o Vitória já estava à nossa frente na Primeira Liga, depois da derrota com Vizela e empates com Tondela e Porto, mas ainda têm um jogo a mais do que nós.

 

Taça de Portugal - Oitavos-de-Final

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Relatório do jogo

 

Por fim, e a meio da semana entre os jogos com Vitória e Sporting, recebemos o Pinhalnovense para uma espécie de derby da Margem Sul.

As estatísticas demonstram o quão superior foi o Amora. A vencer desde a meia hora de jogo, criaram-se oportunidades mais do que suficientes para arrumar com a discussão, mas uma penalidade infeliz levou o jogo para prolongamento. Meia hora não foi suficiente para resolver a contenda.

Como podem ver nos nomes dos marcadores das penalidades, no final já estávamos a atuar com alguns dos principais nomes da equipa, entrados ao longo do jogo quando se tornou evidente que as coisas estavam a ficar perigosas.

Felizmente o Iuri Lourenço, nosso guarda-redes das Taças, defendeu três penalidades e deu um decisivo contributo para evitar a humilhação de sermos eliminados perante uma equipa do Campeonato de Portugal - quarto escalão nacional.

Já agora, e porque isto pode ser relevante lá mais para a frente, enquanto nós sofríamos para ultrapassar o Pinhalnovense...

 

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... Porto e Sporting disseram surpreendentemente adeus à competição nesta ronda.

Depois deste jogo recebemos e derrotámos o Sporting, como viram no Capítulo. Estamos em quinto lugar na Primeira Liga, embora com menos jogos do que Vitória e Porto. Por esta altura já não espero menos do que pelo menos o 4º lugar... e quem sabe um pouco mais, que não me parece impossível.

Editado por Black Hawk
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Grande vitória, e grande solidez defensiva overall! E meter 2 ao Sporting, que tinha 7 sofridos, só dá maior relevo à vitória!

Tudo muito próximo nesse campeonato, 4 pontos a separar 5 equipas, pode dar para muito lado. O facto de te livrares da tal eliminatória extra da Liga Europa deixa-te espaço para atacar, a ver se consegues manter-te perto dos grandes. Há um Vitória a mais se queres ser o quarto grande português!

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Citação de F. Mota, Em 09/11/2022 at 09:56:

Grande vitória, e grande solidez defensiva overall! E meter 2 ao Sporting, que tinha 7 sofridos, só dá maior relevo à vitória!

Tudo muito próximo nesse campeonato, 4 pontos a separar 5 equipas, pode dar para muito lado. O facto de te livrares da tal eliminatória extra da Liga Europa deixa-te espaço para atacar, a ver se consegues manter-te perto dos grandes. Há um Vitória a mais se queres ser o quarto grande português!

E com jeitinho queria meter-me no meio dos três grandes, até 😁

Mais logo ou amanhã meto nova atualização, como previsto será mesmo com a Final Four da Taça da Liga e referências aos restantes jogos de Janeiro. Aconteceu uma cena engraçada com estes últimos, depois vão poder ver.

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Aqui estão os dez minutitos mais bem empregues do vosso dia ihih

De notar que a Taça da Liga no Mobile começa a ser disputada no Estádio da Luz na segunda temporada e nunca mais sai de lá. Para dar algum toque de realismo à cena, fiz sorteio no random.org com os sete estádios do Euro 2004 aparte os dos três grandes para ser o local do evento para efeitos da história.

Saiu um estádio que me diz muito. E ao Frodo Zarco também.

Não que sejam a mesma pessoa.

Não quer dizer que não sejam, também.

Eh, leiam mas é, que acho que está giro.

 

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Capítulo XLIX - Não há duas sem três

 

Levantaram-se por fim os poucos adeptos que ainda resistiam sentados naquela fase crítica do desafio. Filipe Diogo, a nova coqueluche do Amora, surgia novamente a partir da faixa esquerda em diagonal para a zona central, lançando o pânico na defesa do Futebol Clube do Porto.

O camisola sete do Maior da Margem Sul era vigiado de perto por dois opositores que o tentavam bloquear. Tinham vindo dele as mais perigosas iniciativas do Amora e Toni Kroos não o ignorara - Filipe Diogo era marcado quase homem-a-homem e havia sempre mais um ou dois elementos para a dobra. Era dali que vinha o perigo para a insegura vantagem do Porto.

Filipe Diogo lá ia. Surgiu na zona central em busca do espaço deixado vago por Diego Raposo e recebeu a bola à entrada da área. Tomás Tavares não encontrou forças para o acompanhar e foi o central Pascal Struijk quem saiu na dobra ao internacional sub21 do Amora. Dono de uma qualidade técnica invejável, o jovem avançado evitou a intercepção do central portista com uma pedalada e ficou com espaço para visar a baliza.

O remate saiu dali, em zona frontal, à entrada da meia lua da grande área. A bola saiu como um foguete para o poste mais distante. A falange de apoio do Amora, atrás daquela mesma baliza, tinha uma perspetiva privilegiada para ver a trajetória da bola e já gritava antecipadamente golo. Não contavam com a estirada heróica de Nuno Baptista, que com a ponta dos dedos desviou a bola para além do poste esquerdo da baliza.

Refeitos da desilusão que foi aquela defesa, os milhares de adeptos do Amora que preenchiam parte da bancada sul do Estádio Cidade de Coimbra animaram-se. Puxavam pelos jogadores, davam-lhes força para o derradeiro ataque à baliza de Nuno Baptista - eles ainda acreditavam que seria possível evitar a derrota e levar a decisão da Taça da Liga para os pontapés da marca de grande penalidade.

 

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FC Porto e Amora voltaram a enfrentar-se na final da Taça da Liga, numa reedição da final da temporada anterior

 

O Estádio Cidade de Coimbra foi o palco designado para a realização da Final Four da Taça da Liga. Uma edição da prova que não trouxe propriamente novidades. Tal como há um ano, Porto, Benfica, Amora e Braga marcaram presença nesta fase - o tricampeão nacional Sporting era a ausência de vulto, sendo já o terceiro ano consecutivo que os leões falhavam na Fase de Grupos.

Para o Amora era uma nova possibilidade de vencer a prova. Depois de alcançar as Meias-Finais em 2025, perdendo com o Porto, e de cair na Final em 2026, novamente derrotado pelo Porto, dessa vez no desempate por grandes penalidades, o Maior da Margem Sul mostrava que não havia duas sem três e, pelo terceiro ano consecutivo, terminava o mês de Janeiro disputando o título de Campeão de Inverno.

As coincidências não terminavam por aí: tal como há um ano, o sorteio ditou um Clássico entre Porto e Benfica na Meia-Final. O que, por inerência, colocou o Braga no caminho do Amora - uma repetição perfeita do que acontecera doze meses antes.

 

 

Braga e Amora digladiaram-se numa noite gelada em que o mercúrio dos termómetros recuou até temperaturas negativas. Jogo muito tenso, equilibrado e disputado, em que o maestro Vítor Ferraz, número 10 estampado nas costas, continuava a fazer por esquecer a sombra de Martim Watts e marcou o golo que garantiu o apuramento do Maior da Margem Sul.

A vitória tangencial não foi surpreendente. Aliás, nessa noite muita gente terá feito bom dinheiro ao acertarem no resultado final do jogo.

É que esse resultado...

 

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O Amora deu sequência no início de 2027 à segurança defensiva evidenciada no final de 2026

 

... tornara-se o padrão nos jogos do Amora.

Dando seguimento à performance defensiva que marcara as últimas semanas de 2026, o Maior da Margem Sul fez todo o mês de Janeiro sem sofrer qualquer golo. O que era mais extraordinário, porém, é que ofensivamente o Amora continuava a produzir pouco, o que resultou numa sequência volumosa de vitórias pela margem mínima, tanto para a Primeira Liga como para a Taça de Portugal - neste último caso valendo o passaporte para as Meias-Finais, assunto que valerá certamente destaque em atualizações futuras.

Apenas o empate caseiro a zeros contra o Penafiel impediu um mês perfeito e a fatura acabou por ser paga pelo Académico de Viseu, meros dias antes da Final Four da Taça da Liga. Ao ver a sua baliza inviolada na recepção aos viseenses, o Amora somava já onze jogos consecutivos sem sofrer golos para a Primeira Liga - a Muralha de Aço da Medideira continuava a dar que falar.

Com estes resultados, o Amora distanciou-se do Vitória na luta pelo 4º lugar da Primeira Liga e mantinha a perseguição aos três grandes, acalentando o sonho de se intrometer na luta pelo pódio e de conquistar um inédito apuramento para a Liga dos Campeões.

[nota: como habitual, deixo prints destes jogos, descrições e algumas informações adicionais em spoiler no final do Capítulo]

 

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O Benfica assaltou a liderança da Primeira Liga durante o mês de Janeiro enquanto o Amora tornava-se a melhor defesa da competição

 

Este cenário servia de guia para o sonho que enchia o coração da Margem Sul.

Não surpreendeu ninguém que o Braga fosse despachado com nova vitória por um golo sem resposta. A performance defensiva permitia acreditar que, desta vez, o Amora poderia derrotar o Porto e conquistar um troféu que há apenas um ano esteve quase a encontrar na Medideira a sua nova casa.

Tal era a confiança entre os adeptos que nem a lesão de Gabriel Capixaba, capitão do Amora, a fez esmorecer.

 

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Gabriel Capixaba era baixa para a Final da Taça da Liga

 

Sem Gabriel Capixaba, mas com Jéferson e toda a restante equipa na sua máxima força, o Amora entrou no Estádio Cidade de Coimbra com personalidade, disputando a posse de bola e tentando vergar o Porto à sua vontade.

A primeira parte foi repartida. Ambas as equipas tiveram maior domínio a espaços, mas o potencial ofensivo de ambos os lados esbarrava invariavelmente nas bem coordenadas defensivas adversárias. Toni Kroos e Frodo Zarco davam instruções da linha lateral de forma exuberante - ou talvez quisessem aquecer naquela noite fria com temperaturas a rondar os 7ºC -, mas o jogo chegaria ao intervalo empatado a zero.

Foi o Amora quem voltou mais assertivo dos balneários. Num bom lance coletivo, o lateral direito Odailson foi lançado em profundidade já dentro da área e estatelou-se ao comprido após duelo individual com o lateral adversário Thierry Correia. O árbitro não teve dúvidas, o VAR também não, e o Amora conquistava uma grande penalidade aos 48' de jogo!

O marcador oficial de grandes penalidades do Amora era Vítor Ferraz. O jovem maestro tinha a difícil tarefa de fazer esquecer Martim Watts, saído para o Newcastle no Verão anterior, já tinha decidido a Meia-Final e era um exímio marcador de penalidades.

Mas até os grandes falham.

 

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O guarda-redes internacional sub21 Nuno Baptista parou o remate do seu colega de seleção Vítor Ferraz

 

A maioria de adeptos portistas nas bancadas do Estádio Cidade de Coimbra exultava, o que contrastava com a desilusão que grassava no topo sul, onde os milhares de amorenses lambiam as feridas daquele desperdício.

Enquanto isso, Nuno Baptista lançou o contra-ataque e o Porto conquistou um pontapé de canto. Jesús Corona bateu-o desde a esquerda para o segundo poste, procurando o jogo aéreo do goleador Yussuf Poulsen. O dinamarquês livrou-se da marcação individual do central Nélson Victor e cabeceou de forma imparável para o fundo das redes, de nada valendo o esforço inconsequente de Iuri Lourenço na baliza do Amora.

Estava quebrada a inviolabilidade da baliza do Amora no mês de Janeiro.

 

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Na resposta à penalidade desperdiçada por Vítor Ferraz, o Porto chegou à vantagem no marcador

 

Honra seja feita ao Maior da Margem Sul, não se deixaram abater com aquela adversa sucessão de acontecimentos. O Amora deitou as cautelas às malvas e foi para cima do Porto, empurrando os dragões para o seu meio-campo defensivo. Criaram-se ocasiões de golo - a estatística oficial apontaria três oportunidades flagrantes para a equipa de Frodo Zarco -, mas o resultado persistia inalterado.

O ecrã gigante anunciou o fim dos noventa minutos regulamentares e o quarto árbitro levantou uma placa com um bem visível escarlate número quatro. Era o número de minutos que o Amora tinha para evitar a repetição do desfecho dos duelos contra o Porto nas duas últimas edições da Final Four da Taça da Liga - não há duas sem três.

Foi nesse exato momento que mais uma vaga ofensiva do Amora deixou Filipe Diogo em boa posição à entrada da área. Deu uma pedalada na bola e puxou-a para o seu pé direito, evitando a intercepção do central Pascal Struijk. O remate parecia levar selo de golo, mas nova intervenção de Nuno Baptista evitou o golo do empate.

Refeitos da desilusão que foi aquela defesa, os milhares de adeptos do Amora que preenchiam parte da bancada sul do Estádio Cidade de Coimbra animaram-se. Puxavam pelos jogadores, davam-lhes força para o derradeiro ataque à baliza de Nuno Baptista - eles ainda acreditavam que seria possível evitar a derrota e levar a decisão da Taça da Liga para os pontapés da marca de grande penalidade.

Jéferson, naquela noite substituto de Gabriel Capixaba tanto no onze como na posse da braçadeira de capitão, assumiu a marcação do pontapé de canto, sendo brindado com a excitação dos seus adeptos ali próximos. Bateu a bola larga e tensa para o segundo poste. A bola sobrevoou a maioria dos jogadores que ocupava a zona central da grande área. Do lado oposto surgiram Nélson Victor e Francisco Conceição prontos a atacá-la.

O central do Amora, um dos grandes responsáveis pela magnífica performance defensiva do Maior da Margem Sul, falhou no lance do golo do Porto ao perder o duelo individual com Yussuf Poulsen. Nélson Victor não era daqueles que se deixam abater pelas adversidade; é daqueles que vai à luta e faz por corrigir os seus erros. Não era por acaso que aos 19 anos de idade era titular no Amora e na seleção sub21.

Nem pensar que deixaria a sua equipa falhar por sua causa. Aquela era dele! Livrou-se do seu marcador direto e saltou, voando como o Jardel, e como ele desferiu um golpe violento na bola que fez a bancada sul do Estádio Cidade de Coimbra explodir de emoção.

O Amora chegava ao ambicionado empate praticamente no último lance do jogo.

 

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Num desfecho poético, Nélson Victor corrigiu o erro que valeu o golo do Porto ao empatar a partida já no tempo de compensação...

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... levando as decisões da Taça da Liga para o desempate por grandes penalidades

 

O árbitro João Bento daria por terminada a partida pouco depois e, tal como há um ano, Porto e Amora decidiriam o título de Campeão de Inverno, ou seja, a Taça da Liga, através da marcação de grandes penalidades.

As equipas reuniram-se junto dos seus bancos para recuperarem do esforço do jogo e decidirem quem seriam os cinco batedores designados. Do lado do Amora, os três mais vocacionados para remates dos onze metros decidiram ser os primeiros a bater: Vítor Ferraz, Filipe Diogo e Jéferson. Juntaram-se a eles o médio defensivo Dino Leão e o lateral esquerdo Octávio Sousa.

Curiosamente, todos os batedores do Amora eram internacionais Sub21 pelas suas seleções - no caso de Jéferson pela sub20 do Brasil, a equivalente à sub21 portuguesa que os outros quatro representavam.

A ideia era boa à partida: os três melhores batedores poderiam dar vantagem inicial ao Amora e, quem sabe, decidir a contenda logo ali. O que ninguém contava era que todos eles falhassem as suas penalidades! Vítor Ferraz voltou a permitir a defesa de Nuno Baptista, tal como Jéferson, e Filipe Diogo nem entre os postes acertou, atirando a bola para a bancada norte do Estádio Cidade de Coimbra.

Não há duas sem três...

Felizmente para o Amora, Francisco Conceição e Marko Grujic também não concretizaram as duas primeiras tentativas do Porto - a primeira defendida por Iuri Lourenço e a segunda encontrou a bancada como destino. Quando Kevin Volland finalmente acertou com as redes depois de cinco penalidades consecutivas falhadas pelas duas equipas, o resultado estava apenas em 1-0.

 

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Depois de cinco penalidades desperdiçadas, Kevin Volland deu a vantagem ao Porto no final da terceira série

 

Coube ao médio Dino Leão manter o Amora na corrida. Depois do desperdício nos três remates anteriores, falhar novamente deixaria o Porto com mão e meia no troféu. O menino colocou a bola no relvado com carinho, como se a bola fosse a sua mais preciosa possessão, mas colocou de parte qualquer consideração pelo seu bem estar quando lhe bateu com o seu pé direito. A bola saiu forte e colocada ao ângulo superior esquerdo, sem hipóteses para Nuno Baptista que, tendo acertado no lado, não teve alcance para evitar o golo.

Seguia-se Thierry Correia. O lateral formado no Sporting, agora já há vários anos no Dragão, cometeu a penalidade sobre Odailson que Vítor Ferraz desperdiçou durante o tempo regulamentar. Disposto a corrigir esse erro, o internacional português assumiu a marcação da quarta penalidade do Porto. Nada quis arriscar. Escolheu um lado e disparou forte.

Iuri Lourenço adivinhou o lado, mas não teve tempo de reagir à potência do remate do seu adversário. A bola acertou-lhe em cheio no peito e deixou-o estendido no relvado com falta de ar por alguns segundos. Enquanto lutava por golfadas de ar puro, o ruído dos adeptos do Amora do outro lado do estádio, atrás da baliza contrária, chegava-lhe aos ouvidos. Talvez por isso, sorriu, apesar das dificuldades que sentia.

Amora e Porto partiam para a última série empatados a apenas uma bola.

O último batedor do Maior da Margem Sul seria Octávio Sousa. Nome algo desconhecido da maioria, o jovem lateral esquerdo era o habitual suplente de Lucas Silva, esse sim já com muitos anos de Amora ao peito. Entrara na segunda parte numa fase em que Frodo Zarco queria dar maior profundidade ao flanco esquerdo, algo que o veloz Octávio Sousa poderia oferecer melhor do que o seu mais experimentado colega de equipa.

Demonstrando enorme personalidade ao aceitar aquela responsabilidade, o menino respirou fundo antes de avançar para a bola. Os colegas aguardavam num abraço coletivo dentro do grande círculo central do relvado. Ouviam-se assobios da maioria portista nas bancadas. Octávio Sousa ignorou-os o melhor que pôde e arriscou colocar a bola junto ao poste direito da baliza. Nuno Baptista adivinhou.

As repetições mostrariam como não caberia uma agulha nos espaços entre os dedos do guarda-redes e a bola, e entre esta e o poste. Cabia ali o diâmetro de uma bola e nada mais. Foi aí que a bola passou. O Amora estava, pela primeira vez, na frente do desempate - e faltava apenas um remate ao Porto.

Foi a Tomás Tavares quem coube essa responsabilidade. O lateral formado no Benfica - sim, o Porto parece ter apetência por recrutar jogadores com histórico na formação dos rivais - teria de marcar para forçar nova série de penalidades. Caso falhasse, o Amora seria o novo Campeão de Inverno.

Iuri Lourenço aguardava na linha de golo, entre os postes da baliza norte do Estádio Cidade de Coimbra. Movimentava os braços em gestos ritmados destinados a distrair o seu oponente, como era seu hábito. Frodo Zarco já o vira fazê-lo nos treinos e no desempate contra o Pinhalnovense para a Taça de Portugal; não acreditava que aquilo surtisse efeito algum, mas se ajudava o seu pupilo a ganhar confiança, para quê corrigi-lo?

Tomás Tavares partiu para a bola. Tal como os colegas, tal como Dino Leão e Octávio Sousa, chutou com a força que conseguiu recolher depois de todo o esforço e emoção acumulados naquela noite. Iuri Lourenço deu um passo ao lado, hesitou e ficou no mesmo local, talvez esperando que o remate fosse à figura.

Não foi à figura.

A bola saiu como um foguete fora do seu alcance. As bancadas reagiram com entusiasmo e o ruído espalhou-se pela cidade de Coimbra, muito além dos limites do estádio.

Tomás Tavares caiu de joelhos ao mesmo tempo que Iuri Lourenço passou por ele a correr. Os seus colegas de equipa já lá iam também, e todos juntos saltaram os placards publicitários, atravessaram a pista de atletismo e atiraram-se contra a divisória que a separava das bancada onde estavam os adeptos do Amora.

Naquele momento, a mais de 250 quilómetros de distância, buzinas de automóveis soavam pelas ruas da Cidade de Amora e surgiam os primeiros indícios da invasão das ruas por adeptos em festa, a qual se prolongaria pela noite.

Desta vez não houve duas sem três; desta vez, à terceira foi de vez.

 

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Octávio Sousa deu a vantagem ao Amora no desempate, a qual seria confirmada pela penalidade falhada por Tomás Tavares

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Relatório do jogo

 

Se há um ano foi Frodo Zarco a dar os parabéns a Toni Kroos, desta vez o cenário inverteu-se. O treinador alemão, grande glória do Real Madrid, demonstrou todo o desportivismo que pautou a sua carreira e abraçou o seu colega de profissão, dando-lhe os parabéns.

Era o segundo grande título da história do Amora Futebol Clube, seguindo-se à conquista da Taça de Portugal na temporada transacta. Para Frodo Zarco era ainda mais especial conquistar aquele troféu naquele estádio, onde viveu os melhores momentos da sua carreira de futebolista.

A festa duraria a noite toda, com a recepção à equipa já de madrugada na Medideira. Era hora de festejar. Cometeram-se excessos, ninguém se conteve e no domingo havia uma ressaca monumental à espera de todos eles, mas na segunda-feira já aquela conquista estava no passado.

Era hora de treinar. Havia jogos para disputar e outros objetivos para alcançar.

E um adversário em especial...

 

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... já não saía da cabeça de ninguém.

 

 

[Em spoiler, prints dos restantes jogos do mês de Janeiro com algumas considerações sobre eles]

 

Sobre a Taça da Liga, finalmente conseguimos erguer o troféu. O ano passado custou perder nas penalidades, há dois anos perder a Meia-Final com um golo mesmo a chegar aos 90' também foi uma desilusão. À terceira foi de vez!

Sobre todos os jogos de Janeiro que a antecedeu, dizer que foram sete jogos, ou seja, nove num só mês se somarmos os dois da Final Four - jogámos quase de três em três dias, basicamente. Tive de usar todo o plantel para manter onzes competitivos, não repeti onzes uma única vez.

Isso acabou por ter impacto nos resultados, particularmente na produção ofensiva. Julgo que passou muito por aí a sequência bizarra de tantos resultados 1-0. Nunca me tinha acontecido em qualquer versão de FM ou CM que joguei.

 

Primeira Liga

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Relatório do jogo

 

Passado o réveillon, o plantel do Amora embarcou num avião fretado para estrear-se no ano 2027 com um difícil desafio frente ao Marítimo. Os madeirenses estão a fazer uma boa campanha e nem uma quebra recente de resultados apaga a sua boa classificação - nem o facto de serem uma das melhores defesas da Primeira Liga.

O Amora deu boa conta de so defensivamente, o que já não era propriamente novidade nesta fase. O golo solitário de Filipe Diogo foi suficiente para trazer os três pontos na bagagem e entrar com o pé direito no novo ano.

As estatísticas falam por si: o Amora foi superior e um justo vencedor perante um adversário que não criou lances de particular perigo.

 

Primeira Liga

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Relatório do jogo

 

O avião não voltou à Margem Sul quando saiu do Funchal; seguiu direto para Faro e daí o Maior da Margem Sul foi instalar-se numa unidade hoteleira em Portimão, até porque haveria apenas três dias de intervalo entre os dois jogos.

O Portimonense de Paulo Sérgio - ainda é ele o treinador - é uma equipa incómoda de defrontar, em especial no seu terreno. Sem surpresas, foram noventa minutos muito difíceis. Gabriel Capixaba marcou o único golo da partida no início da segunda parte e somou-se mais três pontos.

Sobre o jogo em si, o Amora foi pouco assertivo com bola. Rodei duas das três unidades do meio-campo e notou-se alguma falta de ligação entre eles. Valeu nova performance defensiva de excelência. A partir do momento que a bola entrou na baliza algarvia, o jogo ficou seguro.

 

Primeira Liga

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Relatório do jogo

 

Finalmente de regresso a casa, com a recepção ao Paços de Ferreira a marcar a estreia na Medideira em 2027.

O maestro desbloqueou cedo o jogo com um golo madrugador. De referir que Vítor Ferraz começa a ganhar preponderância no meio-campo, certamente ainda não ao nível da que Martim Watts tinha, mas este também não a teve quando começou a ser aposta, como se recordarão.

Fica aqui a preciosidade do craque.

 

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Não houve grandes ocasiões de golo ou momentos de espetacularidade além do golo, mas o resultado poderia e deveria ter sidoais dilatado do que foi. Evitar-se-ia com isso a tremideira final, mas o marcador não mudou.

Por esta altura já levávamos oito jogos sem perder e sem sofrer golos, o que era uma marca impressionante que até Frodo Zarco não imaginava possível.

 

Taça de Portugal - Quartos-de-Final

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Relatório do jogo

 

Pelo meio desta sequência alucinante de jogos para a Primeira Liga, os Quartos-de-Final da Taça de Portugal surgiram como a oportunidade perfeita para descansar algumas peças. Todos os jogadores menos utilizados disponíveis foram titulares e alguns dos habituais titulares entraram já na segunda parte apenas para gerir e refrescar a equipa em campo.

Apesar de o adversário ser modesto - o União de Montemor é equipa do Campeonato de Portugal, quarto escalão nacional - a verdade é que chegaram a esta fase com mérito e venderam caro a derrota. Aliás, o golo acabou por ser da autoria deles, felizmente na baliza errada - ou certa para o Amora.

E sim, viram bem, o golo foi o Haris Seferovic. Sim, esse mesmo, a gozar um final de carreira tranquilo divertindo-se pelo Alto Alentejo. Foi uma noite bonita em Montemor-o-Novo, a verdadeira festa da Taça. Ainda assim, e apesar do entusiasmo, os da casa não criaram qualquer perigo.

O grande destaque do jogo foi a lesão do Gabriel Capixaba poucos minutos depois de ter entrado. Ficaria indisponível o resto do mês, falhando a Final Four da Taça da Liga, como tiveram oportunidade de ver no Capítulo.

 

Primeira Liga

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Relatório do jogo

 

De regresso à Primeira Liga e à Medideira, recebemos o Santa Clara num jogo de nervos. A classificação já deve estar a influenciar a forma como os adversários se apresentam na nossa casa e os açorianos vieram jogar para o pontinho.

Quase o levaram. Foi apenas aos 79' que o golo caiu, por intermédio do Diego Raposo que ainda não tinha marcado em 2027.

A partir desse momento, o jogo terminou. O Santa Clara nem assim abriu o jogo, nós também não nos chateámos muito com isso e fica para a estatística nova vitória pela margem mínima.

 

Primeira Liga

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Relatório do jogo

 

Frodo Zarco costuma dizer muitas vezes que uma equipa que vence à justa é uma equipa que está sempre prestes a não ganhar.

Pois bem, após várias vitórias pela margem mínima, esse dia chegou. E nem foi o caso de termos menosprezado o adversário - ainda estava fresco na memória o drama que foi a Final da Taça de Portugal contra o mesmo Penafiel me que foram necessários dezanove remates para a bola entrar.

As estatísticas não fazem jus às ocasiões criadas e desperdiçadas. Jogou a frente de ataque habitualmente titular, bem como os dois médios ofensivos, Papou Mendes e Vítor Ferraz. O objetivo era resolver o jogo cedo para gerir os jogadores na segunda metade da partida.

Criámos várias oportunidades, a mais flagrante foi um remate à entrada da pequena área que acertou no guarda-redes. A plateia da Medideira ficou aziada, jogadores e equipa técnica também. Custou muito engolir este empate.

 

Primeira Liga

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Relatório do jogo

 

E os desgraçados do Académico de Viseu pagaram as favas dessa frustração.

Como podem adivinhar pelos marcadores, rodei totalmente a equipa já para preparar a Taça da Liga - a Meia-Final contra o Braga foi três dias depois deste jogo. A miudagem correspondeu e aos 8' já vencíamos tranquilamente. O Académico nunca esteve sequer próximo de discutir o jogo.

Destaque aqui para o Roberto Leal, jovem avançado interior que é apenas o quarto da hierarquia para a posição, atrás de Gabriel Capixaba, Filipe Diogo e Jéferson. Quando joga, particularmente para as Taças, até dá alguns ares da sua qualidade.

Nesta manhã de domingo, encheu o campo e marcou dois golos, incluindo esta coisa linda.

 

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Depois deste jogo disputámos a Taça da Liga, conforme viram no Capítulo.

Com um título já somado, em 4º na Primeira Liga já com boa vantagem para o Vitória e a hipótese de nos intrometermos entre os três grandes, nas Meias-Finais da Taça de Portugal e nos Oitavos-de-Final da Liga Europa, a temporada está a sair bem melhor do que temia.

Esta última competição, a Liga Europa, será o destaque do próximo Capítulo. É o Real Madrid, afinal de contas, o adversário mais reputado que alguma vez defrontámos. Estamos a chegar ao topo do futebol europeu.

Talvez em breve não sejamos apenas o Maior da Margem Sul, mas também de algo mais. Quem sabe?

Editado por Black Hawk
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Um gajo vem por a roupa a secar e tem um tempo livre para colocar a leitura em dia mas tu não facilitas 😅 (ou melhor, eu é que tou com vários capítulos em atraso!)

O Amora sofreu grandes mudanças na equipa, mas dá gosto ver que tens preenchido as vagas com a miudagem, que por sua vez, apresentam qualidade e potencial!

Esse Nelson Vítor, porra! E já vi que "velocidade" é fator prioritário para se jogar nessa defesa!

Já se nota também a valorização nos jogadores, o que é ótimo para negócios futuros!

A ver se amanhã tiro mais um pedaço de tempo para o que falta!

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Tenho que parabenizar a tua prestação na Europa! Foste fiel às tuas ideias e a equipa comportou-se da melhor maneira, o que acabou por resultar num primeiro lugar surpreendente!

Já sentia falta de ver os gifs com os golos (culpa minha que andei ausente), que gosto que dá ver a tua equipa a jogar no último terço do terreno! Boas movimentações, triangulações, vários jogadores a aparecerem em zonas de finalização!

Por outro lado, tanto na Europa como no campeonato, vinhas de uma série com vários golos sofridos...Saltei alguma parte ou a simples troca de central trouxe essa melhoria significativa que se notou nos últimos tempos?

Já lá vai o tempo em que sofrias golos de forma desnecessária, agora estás do outro lado e marcas golos assim ao Sporting! Quanto à taça da liga, essa final teve de quase tudo, com muita emoção à flor da pele! Mais uma taça para a salinha de troféus! Há que renovar isso para um museu grande, que o futuro é risonho!

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Citação de Kluivert, há 14 horas:

Um gajo vem por a roupa a secar e tem um tempo livre para colocar a leitura em dia mas tu não facilitas 😅 (ou melhor, eu é que tou com vários capítulos em atraso!)

O Amora sofreu grandes mudanças na equipa, mas dá gosto ver que tens preenchido as vagas com a miudagem, que por sua vez, apresentam qualidade e potencial!

Esse Nelson Vítor, porra! E já vi que "velocidade" é fator prioritário para se jogar nessa defesa!

Já se nota também a valorização nos jogadores, o que é ótimo para negócios futuros!

A ver se amanhã tiro mais um pedaço de tempo para o que falta!

Opa, tenho-me esforçado por fazer textos mais curtos e isso permite postar mais.

Não só para a malta ler sem ter de dedicar metade do dia a isto, os capítulos agora têm só uns minutitos de leitura (um deles fiz o teste e demorou-me seis minutos, este último uns oito e parei para ver os gifs), já demora menos que algumas atualizações de outros saves desta secção, mas também porque quero jogar, estou todo fired up para fazer o resto da época!

E modéstia à parte, até acho que estão giros e são de boa leitura.

A velocidade é chave, estou a jogar com defesa subida e sofria muito com bolas longas nas costas.

Citação de Kluivert, há 15 minutos:

Tenho que parabenizar a tua prestação na Europa! Foste fiel às tuas ideias e a equipa comportou-se da melhor maneira, o que acabou por resultar num primeiro lugar surpreendente!

Já sentia falta de ver os gifs com os golos (culpa minha que andei ausente), que gosto que dá ver a tua equipa a jogar no último terço do terreno! Boas movimentações, triangulações, vários jogadores a aparecerem em zonas de finalização!

Por outro lado, tanto na Europa como no campeonato, vinhas de uma série com vários golos sofridos...Saltei alguma parte ou a simples troca de central trouxe essa melhoria significativa que se notou nos últimos tempos?

Já lá vai o tempo em que sofrias golos de forma desnecessária, agora estás do outro lado e marcas golos assim ao Sporting! Quanto à taça da liga, essa final teve de quase tudo, com muita emoção à flor da pele! Mais uma taça para a salinha de troféus! Há que renovar isso para um museu grande, que o futuro é risonho!

Curiosamente, não fiz grandes mudanças. Andei a mexer na profundidade, largura e pressão da equipa, mas acabei por retornar em grande medida às opções que já tinha desde a época passada.

A grande diferença acaba por ser o Manuel Díaz pelo Roberto Longo e a única diferença relevante entre os dois é a agressividade. Acredito que seja por o Díaz ser mais agressivo na pressão, tanto no choque como na reação. Sofri alguns golos porque o Longo demorava um segundo ou dois a reagir a um passe longo para as costas dele, o Díaz é mais rápido a arrancar.

Não sabia que a agressividade influenciava isso, e não sei se influencia, mas estou convencido que sim.

Os gifs foram ideia tua e o @El Shafto. Tu convenceste-me a investir em por os lances, ele a metê-los como gifs. Acho que fica um extra interessante para enquadrar aquilo que escrevo e dar alguma profundidade ao acompanhamento de quem ler.

Ainda sou daqueles que acham mesmo que um save no EMEM tem de criar algum laço com quem lê, no sentido de estarmos por dentro do save, conhecer jogadores, abordagens táticas e assim. Os gifs ajudam nisso.

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Grande Amora. Zarco a fazer um excelente trabalho e a ombrear com os grandes. Que prémio merecido defrontar o Real Madrid.

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Temos Trapattoni! 1-0 chega e sobra, siga!

Finalmente ganhaste a Taça da Liga, já não era sem tempo! Da forma como o jogo se desenrolou, os astros alinharam-se para um jogo para a eternidade nesta conquista: penalti falhado no início do jogo; golo aos 90+2; 3 penalties iniciais falhados, dando a sensação de estar tudo perdido. Parabéns pela conquista, mas a época não acaba aqui - bem pelo contrário, entra na sua fase mais interessante. O Amora visitar o Santiago Bernabéu... lá vais tu no velho carro desde Amora até Madrid

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Citação de cadete, há 4 horas:

Grande Amora. Zarco a fazer um excelente trabalho e a ombrear com os grandes. Que prémio merecido defrontar o Real Madrid.

E vamos para ganhar. Se é ganhar o jogo ou moral já é outra conversa 😶

Citação de F. Mota, há 1 hora:

Temos Trapattoni! 1-0 chega e sobra, siga!

Finalmente ganhaste a Taça da Liga, já não era sem tempo! Da forma como o jogo se desenrolou, os astros alinharam-se para um jogo para a eternidade nesta conquista: penalti falhado no início do jogo; golo aos 90+2; 3 penalties iniciais falhados, dando a sensação de estar tudo perdido. Parabéns pela conquista, mas a época não acaba aqui - bem pelo contrário, entra na sua fase mais interessante. O Amora visitar o Santiago Bernabéu... lá vais tu no velho carro desde Amora até Madrid

O FM às vezes dá o material perfeito para criar a história. Não podia ter pedido melhor. Já a final da Taça foi um drama resolvido logo por quem no seu último jogo. Foi mesmo ao jeito.

Ui o carro, nah, desta vez o Frodo Zarco vai de avião, já é pai de família e não tem idade para esse tipo de aventuras 😁

Obrigado pessoal. O próximo capítulo está para sair, logo à noite ou de manhã já estará up.

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