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[FM Mobile 2022] Um oásis no deserto da Margem Sul

Publicações recomendadas

Roer unhas até ao final, sustendo a pressão do Benfica. Mas valeu a pena, com a conquista do caneco nos penalties. SLB tem de treinar mais essas situações, onde o Amora esteve irrepreensível.

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Supertaça é m*rda #NinguemLiga

Agora nem te atrevas a perder com os turcos. As redes sociais do Amora não foram totalmente invadidas?

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Que grande final e disputada mesmo até ao limite mas o Amora sai com o troféu

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Bem, esse gajo do Benfica fds... que máquina absurda, impossível não ser melhor do mundo no futuro!

Grande jogo e grande conquista! Uma já está, que não seja o último pedaço de metal a entrar no museu esta temporada! 

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Final de nervos, de princípio até ao fim. Defrontaste o campeão nacional, com uma equipa excelentíssima e muitíssimas opções em toda a linha. O jogo foi sendo sempre muito rasgadinho e a verdade é que aos 118' podias ter caído (sendo que caías obviamente de pé). Os "teus meninos" mantiveram-se sempre de pé, lutaram como homens e assumiram a responsabilidade de bater as penalidades... Curioso como as 4 foram batidas para o lado esquerdo e todas elas entraram! Referir que as 2 penalidades inicialmente falhadas pelo Benfica, foram um excelente mote para que pudesses vencer!

PS: Enorme Frodo Zarco, a sofrer de início ao fim. Terá ele ficado mais cansado do que os próprios jogadores? 😄

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Citação de cadete, Em 04/12/2022 at 20:14:

Roer unhas até ao final, sustendo a pressão do Benfica. Mas valeu a pena, com a conquista do caneco nos penalties. SLB tem de treinar mais essas situações, onde o Amora esteve irrepreensível.

Não têm nada, deixa-os continuar assim que estão bem 😁

Citação de Maffu, há 12 horas:

Supertaça é m*rda #NinguemLiga

Agora nem te atrevas a perder com os turcos. As redes sociais do Amora não foram totalmente invadidas?

Isso é azia pela derrota do Benfas? 😐

Foram, mas ninguém entende aqueles arabescos e foram ignorados.

Citação de Banks29, há 11 horas:

Que grande final e disputada mesmo até ao limite mas o Amora sai com o troféu

E foi a primeira vez que vencemos aquele troféu em especial. Fica a faltar um, o mais apetecido.

Citação de F. Mota, há 11 horas:

Bem, esse gajo do Benfica fds... que máquina absurda, impossível não ser melhor do mundo no futuro!

Grande jogo e grande conquista! Uma já está, que não seja o último pedaço de metal a entrar no museu esta temporada! 

Tenho a certeza que é o regen do Ronaldo. No Mobile os jogadores quando se reformam dão supostamente origem a um regen que é uma espécie de reencarnação deles, não exatamente iguais, porém baseados neles.

Acho que o Ronaldo arrumou as notas em 2023/24 e este gajo apareceu em 2024/25, faz todo o sentido.

Citação de Martini Branco, há 8 horas:

Final de nervos, de princípio até ao fim. Defrontaste o campeão nacional, com uma equipa excelentíssima e muitíssimas opções em toda a linha. O jogo foi sendo sempre muito rasgadinho e a verdade é que aos 118' podias ter caído (sendo que caías obviamente de pé). Os "teus meninos" mantiveram-se sempre de pé, lutaram como homens e assumiram a responsabilidade de bater as penalidades... Curioso como as 4 foram batidas para o lado esquerdo e todas elas entraram! Referir que as 2 penalidades inicialmente falhadas pelo Benfica, foram um excelente mote para que pudesses vencer!

PS: Enorme Frodo Zarco, a sofrer de início ao fim. Terá ele ficado mais cansado do que os próprios jogadores? 😄

Não posso falar pelo Frodito, mas sei de fonte segura que o narrador estava a roer a unha do polegar esquerdo sem dar por isso. E tal como o Frodito, nunca teve o hábito de o fazer. Como podes ver, tudo isto foi baseado em factos verídicos.

Falando sério, incorporo nos textos muitas das minhas reações ao longo do jogo. Por exemplo, num capítulo antigo, aí na segunda época, comecei o texto a descrever o Frodo Zarco a mandar um chuto numa garrafa de água ao sofrer um golo no final de um jogo. Eu não chutei uma garrafa de água naquele momento, mas bati com a que tinha na mão em cima da mesa. Até o meu gatito mandou um salto, coitadito 😂

Por acaso achei bastante piada aos remates, foi uma coincidência, obviamente, mas era demasiado bom para não puxar aquilo para a história.

Bem, entretanto avancei uns jogos e tenho material para qualquer coisa, devo postar a próxima atualização na quarta-feira. Vou tentar - realce ao "tentar" - postar uma atualização a cada três dias, mais ou menos, escrevendo menos para manter o ritmo, até porque estou todo fired up para jogar. Nem imaginam o esforço que faço para não avançar já a época toda...

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Dione Neves...nem vou tecer comentários.

Quanto ao jogo, parece-me, tal como no meu save, o Benfica acaba por ser sempre um adversário extremamente difícil e fico a pensar se sobreviveu alguma unha do Frodo.

Felizmente a equipa respondeu da melhor maneira ao golo sofrido e não permitiu que o Benfica crescesse ao ponto de dilatar o resultado! O Benfica cresceu mas...a muralha azul foi negando toda e qualquer oportunidade.

Na hora das grandes penalidades, o Amora foi mais competente!

Quanto à Champions, deve ser uma equipa cheio de "cinzentos", não? A Fase de Grupos está ali ao virar da esquina mas há que mostrar nas próximas eliminatórias que o Amora não vai lá parar por acaso!

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Citação de Kluivert, há 3 horas:

Dione Neves...nem vou tecer comentários.

Quanto ao jogo, parece-me, tal como no meu save, o Benfica acaba por ser sempre um adversário extremamente difícil e fico a pensar se sobreviveu alguma unha do Frodo.

Felizmente a equipa respondeu da melhor maneira ao golo sofrido e não permitiu que o Benfica crescesse ao ponto de dilatar o resultado! O Benfica cresceu mas...a muralha azul foi negando toda e qualquer oportunidade.

Na hora das grandes penalidades, o Amora foi mais competente!

Quanto à Champions, deve ser uma equipa cheio de "cinzentos", não? A Fase de Grupos está ali ao virar da esquina mas há que mostrar nas próximas eliminatórias que o Amora não vai lá parar por acaso!

Começando pelo final, mais ou menos, sim. O Galatasaray tem onze jogadores a sério (10 reais e um regen) e entre eles, e é uma das estrelas da equipa, está o Gustavo Assunção. Aquele do Famalicão.

Puxando para o início, a ideia com que fico é que Benfica e Sporting tornam-se muito fortes late game por causa da formação. Como só tenho selecionadas ligas portuguesas, os regens aparecem em Portugal e como eles têm a melhor formação...

Por esta altura, Sporting e Benfica têm aos três ou quatro jogadores de qualidade por posição, é absurdo lol. O Benfica por exemplo para a frente de ataque têm o Darwin Nunez, o Gonçalo Ramos, aquele bicho Dione Neves e um João Resende que seria titular na minha equipa, mas para eles é o quarto da hierarquia. E não sei se não têm mais um ou outro na equipa B que me tenha escapado.

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Capítulo LVI - O veredito dos deuses do futebol

 

O apito de Edson Léléco Baessa, o Afroastro, encheu o campo de treinos do Galatasaray. Os jogadores deram início ao exercício sob as ordens da antiga estrela do Amora, agora treinador adjunto do Maior da Margem Sul, enquanto Frodo Zarco observava em silêncio as movimentações dos jogadores.

Era um exercício relativamente simples e que os jogadores conheciam de feição. Previa troca de passes curtos de primeira e movimentação sem bola destinada a criar superioridade numérica no último terço do terreno, terminando com o avançado a receber de costas para a baliza e a rodopiar com a bola antes de soltar num passe de ruptura para a entrada do colega na área.

Aquele exercício já fora feito milhentas vezes ao longo dos anos. Tanto assim era que o movimento estava mais do que mecanizado, era aliás uma das formas mais prolíficas de o Amora chegar ao golo. A sua utilização naquele dia em específico servia apenas para dar aos jogadores algum treino leve com bola antes do decisivo jogo para o Playoff de acesso à Liga dos Campeões que se disputaria no dia seguinte.

Como é de conhecimento geral, Frodo Zarco coloca o Amora a jogar num 433, em que os três do meio-campo formam um triângulo com um vértice recuado e os três da frente jogam com dois avançados interiores e um outro em cunha. Esta última posição é geralmente atribuída a Diego Raposo, a jovem raposa, ou a Théo Lameira. Eram eles, cada qual na sua cada vez, a fazerem o movimento de rotação e passe de ruptura que dava o remate final a um colega.

Frodo Zarco já olhava para o relógio e ponderava dar por concluído o exercício. Levantou o olhar e decidiu deixar os jogadores repetirem o exercício mais uma vez ou duas. Martim Maia para Vítor Ferraz, este para Diego Raposo na rotação, isola Gabriel Capixaba, golo! Dino Leão para Papou Mendes, este em Théo Lameira na rotação, isola Filipe Diogo, na barra!

Levou o seu apito à boca no momento em que João Carlos Miguel passou a Diego Raposo. A jovem raposa rodopiou, passou para Jéferson e caiu desamparado no chão.

"Ahhhh! Fuoda-se! Caraca!"

Deixou cair o seu apito, o qual ficou a baloiçar pendurado no fio que lhe pendia do pescoço, e correu para o seu menino. Diego Raposo dava um murro na relva enquanto agarrava a sua virilha. O esgar de dor na sua face dava pena. A equipa médica entrou rapidamente em campo e fizeram algumas questões ao miúdo enquanto pressionavam diferentes pontos da sua virilha.

"Larga, carai!", foi a reação irada do goleador do Amora, quase batendo no pobre Nuno Loia que, obviamente, só estava a fazer o seu trabalho.

Nuno Loia olhou para Frodo Zarco.

"Então?", perguntou-lhe o treinador, receando a resposta.

A expressão séria na fase de Nuno Loia fez o seu coração apertar de tal forma que uma dor alastrou por todo o seu peito.

 

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Diego Raposo seria baixa confirmada pelo menos até meados de Novembro

 

Era um revés considerável para o Amora. O avançado Diego Raposo era, aos 21 anos de idade, o goleador-mor do Maior da Margem Sul tendo apontado 22 golos na época anterior.

E não era importante apenas pelos golos que marcava; o menino era muito agressivo sem bola, causando frequentes rupturas nas defesas adversárias que originavam oportunidades de golo para os seus colegas. A sua agressividade natural proporcionavam-lhe até um volume interessante de golos oriundos de recuperações de bola em zonas adiantadas, sendo muitas vezes comparado a Liedson na sua forma de jogar [mais sobre isto em Capítulo LII - A jovem raposa, incluindo alguns gifs com exemplos desses golos].

A perda da jovem raposa deixou Frodo Zarco numa posição incómoda. O plantel fora montado com apenas dois pontas-de-lança, Diego Raposo e Théo Lameira, havendo um terceiro elemento que poderia fazer a posição em casos de necessidade - o avançado interior Roberto Leal. No entanto, esse plano previa casos de ausências pontuais, por castigo, gestão de esforço ou lesões de curta duração; não previa lesões de vários meses.

Frodo Zarco ponderou seriamente chamar de volta Thierry Soares, avançado de 20 anos que foi um dos nove jovens emprestados ao Sporting da Covilhã, equipa parceira do Amora que disputava a Segunda Liga. Era o primeiro avançado da hierarquia logo abaixo dos dois que faziam parte do plantel, e o objetivo do empréstimo passava por avaliar a sua evolução com vista a dar o salto para a equipa principal do Amora na época seguinte.

No entanto, o treinador acabou por decidir não o fazer. O empréstimo do menino era importante para o seu futuro. Ao invés disso, optou por promover durante aqueles três meses outro dos avançados jovens da equipa: Fabiano Almeida, que fazia parte da equipa Sub23 do Maior da Margem Sul.

 

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Fabiano Almeida foi promovido para preencher a vaga de Diego Raposo

 

Fabiano Almeida tinha também 20 anos, mas era entendimento da equipa técnica que estava uns furos abaixo de Thierry Soares na sua evolução e provavelmente no seu potencial de crescimento - daí ter sido preterido por este último aquando da decisão de quem emprestar ao Covilhã.

Fosse como fosse, o menino faria parte do plantel principal do Amora até pelo menos Novembro, altura em que se reavaliaria o seu futuro.

 

 

Sem Diego Raposo, mas com Théo Lameira, o Amora iniciou a sua caminhada rumo à Fase de Grupos da Liga dos Campeões frente ao Galatasaray. Os turcos eram um adversário de respeito, presença habitual nas competições europeias e já com títulos conquistados na Europa do futebol, e os seus adeptos eram... como dizê-lo... apaixonados a um nível que roçava a loucura?

O primeiro grande impacto desta eliminatória foi a invasão de turcos nas redes sociais do Amora, que de repente ostentavam dezenas de comentários numa escrita ininteligível em tudo o que era publicação oficial do clube. Não era claro se aqueles arabescos eram amigáveis ou ofensivos, se desejavam boa sorte ou eram pragas rogadas, mas o Maior da Margem Sul rapidamente se tornou tema viral nas redes sociais.

Dentro de campo, o Amora enfrentou o Galatasaray tentando fazer aquilo que melhor sabia: adormecer o adversário e desferir golpes certeiros pela certa. Mas os turcos eram apaixonados e emotivos, pelo que isso revelou-se impossível. O resultado foi uma primeira mão que pareceu mais um jogo de hóquei em patins do que de futebol.

Embora Diego Raposo ainda não se tivesse lesionado aquando do jogo da 1ª Mão, foi Théo Lameira a ser lançado na titularidade por uma questão de gestão física - esse jogo foi disputado quatro dias depois da Supertaça. E o menino abriu o ativo, lançando o Amora para uma primeira parte produtiva que terminou com 3-1 no marcador. O próprio Théo fez o quarto no início da segunda parte e mais tarde assistiu Gabriel Capixaba para o quinto golo, altura em que a eliminatória pareceu ficar decidida.

 

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Théo Lameira surgiu oportuno a desviar ao primeiro poste para dar a liderança ao Amora...

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... num jogo marcado por um magistral golo do capitão Gabriel Capixaba

 

Puro engano! O Amora adormeceu e permitiu aos turcos reduzir para 5-3, deixando Frodo Zarco furioso no banco de suplentes - é que dois golos de diferença eram recuperáveis no habitualmente adverso ambiente dos estádios da Turquia. Felizmente, Nélson Victor foi à área adversária para recolocar a vantagem nos três golos, resultado mais seguro para a deslocação daí a uma semana.

Frodo Zarco tinha alguma razão em temer o ambiente na Turquia. Apesar da lesão na véspera de Diego Raposo, o Amora chegou à vantagem pelo seu substituto Théo Lameira. No entanto, os meninos deixaram-se enredar no clima crispado das bancadas e o lateral Rodrigo André viu dois cartões amarelos na primeira parte, deixando o Amora com quase uma hora de futebol pela frente com menos uma unidade.

Cyle Larin reduziu ainda antes do intervalo e foi nessa altura que Frodo Zarco deu o devido valor ao golo de Nélson Victor na Medideira: é que uma coisa era ter 45' para defender dois golos, bastando sofrer um para toda a equipa tremer; outra era ter uma almofada de três golos. Graças a essa segurança, o Amora geriu tranquilamente o ritmo de jogo na segunda parte e a eliminatória nunca esteve em risco.

Ultrapassado o primeiro obstáculo da caminhada, saiu o derradeiro adversário do Amora no Playoff final: o Dynamo Kyiv.

 

 

E foi aqui que Frodo Zarco sentiu pela primeira a falta de Diego Raposo.

O Amora bateu-se de igual para igual com os ucranianos, equilibrando o jogo e criando ocasiões para deixar a eliminatória bem encaminhada. No entanto, os golos não surgiram e acabou por ser a equipa da casa a resolver o jogo. Uma grande penalidade infeliz deu a Victor Tsygankov a oportunidade de o Dynamo Kyiv vir à Medideira em vantagem na eliminatória - e desta vez Manuel Baldé não conseguiu defendê-la.

"Se eu tivesse apitado uns segundos antes...", recriminava-se Frodo Zarco a cada nova perdida ofensiva da sua equipa naquela ingrata noite em Kyiv.

Mas as coisas são como são; foi esse o veredito dos deuses do futebol, essa entidade abstracta e cósmica que mexe os invisíveis cordelinhos do desporto-rei. Se não havia Diego Raposo, era com Théo Lameira e restantes jogadores que o Amora teria de ir à luta, na Medideira, para virar a eliminatória.

 

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O Amora tinha um golo de desvantagem para reverter na 2ª Mão do Playoff de acesso à Liga dos Campeões

 

A Medideira encheu para aquele jogo decisivo. Apesar da desvantagem de um golo, os adeptos acreditavam na sua equipa. Afinal de contas, aquele grupo de meninos derrotou o Benfica há pouco mais de três semanas - quem vence o campeão nacional também pode vencer o Dynamo Kyiv, não?

O Amora entrou forte e pressionante em campo, deixando claro que estava determinado a anular cedo a desvantagem na eliminatória. Os processos ofensivos estavam um pouco engasgados; habituados à agressividade sem bola de Diego Raposo, os colegas tinham maior dificuldade em encontrar espaços para dar seguimento aos lances. Ainda assim, não é que Théo Lameira jogasse mal - simplesmente obrigava a outro tipo de abordagem ofensiva. No caso, o Amora jogava muito mais largo do que era habitual, procurando flanquear o adversário para contornar as dificuldades em criar combinações pela zona central.

Aos trambolhões ou sem eles, o Dynamo Kyiv foi empurrado para a sua área defensiva e a bola foi rodando em zonas adiantadas do meio-campo ofensivo do Amora. Efeito prático da exploração das alas, aos cinco minutos já os azuis da Margem Sul somavam três pontapés de canto conquistados e ao sexto minuto surgiu o quarto. Filipe Diogo era o marcador habitual do lado esquerdo e foi o camisola sete do Amora a colocar a bola no quarto de círculo, junto da bandeirola que hostentava o orgulhoso emblema do Maior da Margem Sul [vide imagem no banner].

A rotina habitual do Amora nos pontapés de canto previa o ataque a pontos-chave da pequena área. Um jogador atacava o primeiro poste para desviar a bola - como no golo de Théo Lameira ao Galatasaray [GIF acima] -, outro atacava o segundo poste para as sobras e um terceiro tentava atrapalhar o guarda-redes - normalmente, estes três papéis cabiam aos dois centrais e ao ponta-de-lança. Os restantes elementos atacavam a bola na zona central da área.

Filipe Diogo levantou um braço, sinalizando aos colegas para onde iria bater a bola, e avançou para desferir um pontapé em arco na direção da pequena área. A bola sobrevoou Théo Lameira ao primeiro poste. Na pequena área, Nélson Victor saltou à frente do guarda-redes Buschan, mas também não alcançou a redondinha. Iludido pelo salto do central do Amora, Buschan ficou sem reação quando a bola passou por cima de si e foi embater na malha lateral da baliza.

Estava empatada a eliminatória aos 6' de jogo.

 

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Filipe Diogo empatou a eliminatória com um canto olímpico

 

Aquele golo do miúdo-maravilha Filipe Diogo teve o condão de acalmar o Amora. Os adeptos estavam extasiados e puxavam pelos jogadores, os quais anulavam qualquer iniciativa ofensiva do Dynamo Kyiv e rapidamente voltavam ao seu jogo rendilhado, envolvendo o adversário como uma aranha envolve a sua presa numa teia, acelerando depois pela linha lateral para criar o desequilíbrio.

Assim, não admirava ninguém que o Amora chegasse a meio da primeira parte já com nove pontapés de canto somados - o que dava um pontapé de canto a cada dois minutos e meio. Aos 25', e para manter a média, surgiu o décimo. Desta vez do lado direito, Gabriel Capixaba bateu em arco ao primeiro poste, surgindo o central espanhol Manuel Díaz a desferir um golpe certeiro de cabeça.

Frodo Zarco rodou nos calcanhares e cerrou um punho a meia altura na direção da bancada central, onde os adeptos celebravam efusivamente.

Estava feita a remontada na eliminatória.

 

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Novamente num pontapé de canto, o Amora colocou-se em vantagem na eliminatória graças ao jogo aéreo de Manuel Díaz

 

A vencer por dois golos, o Amora acalmou o ritmo. O jogo entrou num longo período melancólico que se estendeu até ao intervalo e prolongou-se durante largos períodos da segunda metade da partida.

O Dynamo Kyiv não causava perigo junto da baliza de Manuel Baldé, é certo, mas o resultado era perigoso. Os golos fora não contavam como critério de desempate, pelo que um golo sofrido não deixaria o Amora em desvantagem na eliminatória, mas empataria a mesma. Era fulcral matar o jogo para o evitar.

Fulcral também foi proceder à gestão física dos jogadores. O jogo disputava-se a meio da semana entre duas partidas da Primeira Liga [serão objeto de um Capítulo futuro] e alguns elementos já não tinham fôlego. Frodo Zarco optou por poupar Filipe Diogo, Théo Lameira e Vítor Ferraz, claramente os mais exaustos, lançando para os seus lugares Jéferson e os meninos Fabiano Almeida e Bernardo Castanheira, respetivamente.

Já com eles em campo, Odailson lançou-se em nova cavalgada pela ala direita, qual extremo ofensivo, e cruzou em busca do jovem Fabiano. O menino rodou a cabeça, fazendo o gesto técnico para empurrar a bola para a baliza, sendo o golo negado por um desvio milimétrico do defesa que o marcava. Jéferson apanhou a sobra ao segundo poste, ganhou a linha de fundo e cruzou rasteiro e atrasado para Papou Mendes, mas também este viu o seu remate evitado por um desarme oportuno.

A bola sobrou para Bernardo Castanheira e, desta vez, não houve quem evitasse o disparo do menino. O violento remate nem foi muito colocado, mas passou como uma flecha por Buschan e anichou-se no fundo das redes, deixando a eliminatória praticamente decidida e a Medideira em ebulição.

 

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O médio Bernardo Castanheira foi lançado na partida e acabaria por apontar o golo da tranquilidade

 

Vencendo por três golos e com dois de vantagem na eliminatória, o Amora não teve dificuldades em deixar o tempo correr face a um já derrotado Dynamo Kyiv.

Apenas para selar o resultado e dar um último motivo de festejo aos mais de catorze mil amorenses que enchiam a Medideira, Nélson Victor foi à área fazer o mesmo que já havia feito no jogo caseiro da eliminatória anterior: marcar o último golo do jogo.

O Amora derrotava o Dynamo Kyiv e estava na Fase de Grupos da Liga dos Campeões Europeus!

 

 

Alcançado o segundo impossível da temporada, os jogadores descansaram com a sensação do dever cumprido. O Amora passou as duas eliminatórias que o separavam da Fase de Grupos da Liga dos Campeões e cabia agora aos deuses do futebol decidirem o seu futuro europeu.

No dia seguinte, 26 de Agosto de 2027, os jogadores reuniram-se no salão da Medideira após um treino de recuperação para juntos assistirem ao sorteio da Fase de Grupos. Juntou-se a eles Diego Raposo, visivelmente combalido após mais uma sessão de recuperação com os fisioterapeutas Gonçalo Pitarma e Adinylson Fonseca, responsáveis médicos pela reabilitação dos jogadores do Maior da Margem Sul.

Infelizmente, confirmava-se mesmo a gravidade da lesão, o que implicava uma ausência de cerca de três meses. Tempo suficiente para impedir a jovem raposa de disputar pelo menos quatro ou cinco dos seis jogos da Fase de Grupos. Um golpe duro que o impediria de cumprir um sonho de menino.

Mas dependendo da sua recuperação, talvez ainda pudesse disputar o último jogo. Quem sabe?

O sorteio começou com o ordenamento dos oito cabeças-de-série pelos vários grupos, seguindo-se as equipas dos Potes 2 e 3. O Amora, compreensivelmente, estava no Pote 4 das equipas menos cotadas - era, aliás, uma das equipas mais desejadas por todos os potenciais adversários.

Chegou a vez do Pote 4.

Havia grupos terríveis a evitar: o Grupo A, com Atlético Madrid e Juventus; o Grupo D, com o campeão europeu em título Red Bull Leipzig, Barcelona e AC Milan; o Grupo E, com Real Madrid e Inter; e o Grupo H, com Manchester United e PSG. Todos os grupos teriam as suas dificuldades, mas aqueles eram provavelmente os mais assustadores e que ninguém na Cidade de Amora queria defrontar.

Saiu a primeira bola: Ferencvaros. Grupo E.

"Boa, menos um grupo dos piores para nós", comentou Léléco, sentado ao lado de Frodo Zarco.

Nova bola: Genk. Grupo H.

"Yeah!", foi a reação de vários jogadores.

Foi retirada outra bola pelas mãos do antigo jogador Éden Hazard. Abriu-a e leu o conteúdo: "Amora FC."

Um burburinho percorreu em simultâneo a galeria na sala de conferências da UEFA e o salão na Medideira. Nas imagens televisivas surgiram Bilbo Himura e Joca, os representantes do Amora no evento.

"Por favor, não os Grupos A ou D. Por favor, não os Grupos A ou D. POR FAVOR, NÃO OS GRUPOS A OU D. POR FAVOR...", assim soava uma vozinha cada vez mais estridente dentro da cabeça de Frodo Zarco rezando por um veredito favorável dos deuses do futebol, isto enquanto seguia com o olhar as mãos de Éden Hazard retirarem mais uma bola do pote em cujo interior constavam os grupos remanescentes.

A antiga estrela belga abriu a bola, leu o papel que retirou do seu interior, virou-o para as câmaras e anunciou: "Group D."

"OH FUODA-SE!"

Nenhuma reação poderia ter sido mais genuína do que aquela.

 

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#MaiorDaMargemSul #CoracaoDeAmora #FazeroImpossivel

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Grande prestação nas eliminatórias, com a Medideira a ser palco de dois jogaços da tua equipa! Vitórias sem contestação e justiça no apuramento para a fase de grupos da orelhuda!

Agora, sai-te um grupo... enfim, vai valer pela experiência, de certeza, talvez com um rasgo de sorte como no ano passado na Liga Europa consigas o terceiro lugar, mas não te auguro muito mais que isso... Uma nota, o Mobile não fez o update para a nova Champions?

Sobre o Diego, é um grande revés, sem dúvida, mas sempre senti que o Lameira responde muito bem quando é chamado! É a sua grande oportunidade

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Que grande caminhada até a fase de grupos da Liga dos campeões mas agora tens uma montanha para escalar nesse grupo, eu acredito que ainda podes surpreender 

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Que grandes jogos contra o Gala e contra o Dinamo Kyiv, para garantir a presença na Champions. Esse sorteio é que foi terrível, mas na Medideira manda o Amora. Será bom para os adeptos.

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Ficar sem o Raposo foi um duro revés para o clube (ainda para mais só o vendo novamente em ação no mês de novembro), mas o Lameira deu e dará bem conta do recado. Paralelamente, o menino dos sub23 que foi chamado ao plantel principal, também poderá querer "molhar a sopa" e estará no local certo para poder evoluir 😉

Foste excelente nas eliminatórias da UCL e Galatasaray e D. Kiev foram de mãos a abanar. Se com os turcos a eliminatória foi mais fácil e resolvida praticamente na primeira mão, o mesmo não aconteceu perante os ucranianos... Vinhas de uma derrota em Kiev e havia que dar a volta ao texto. Os meninos da Margem Sul meteram mãos à obra e os 4x0 são esclarecedores do que quer que seja! O canto direto do Diogo foi o mote que era necessário.

O grupo é muito duro e será uma grande aventura e um grande desafio, defrontar todas essas equipas.

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Não tenho acompanhado o save. 😔

Bom ver que o Amora já ganha taças e consegue uma fantástica qualificação para a Champions vencendo dois adversários com história. Parabéns! 

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Citação de F. Mota, Em 07/12/2022 at 10:09:

Grande prestação nas eliminatórias, com a Medideira a ser palco de dois jogaços da tua equipa! Vitórias sem contestação e justiça no apuramento para a fase de grupos da orelhuda!

Agora, sai-te um grupo... enfim, vai valer pela experiência, de certeza, talvez com um rasgo de sorte como no ano passado na Liga Europa consigas o terceiro lugar, mas não te auguro muito mais que isso... Uma nota, o Mobile não fez o update para a nova Champions?

Sobre o Diego, é um grande revés, sem dúvida, mas sempre senti que o Lameira responde muito bem quando é chamado! É a sua grande oportunidade

Não, isto ainda é Mobile 22, acho que ainda não estava instituído o novo modelo de Champions.

Citação de Banks29, Em 07/12/2022 at 10:46:

Que grande caminhada até a fase de grupos da Liga dos campeões mas agora tens uma montanha para escalar nesse grupo, eu acredito que ainda podes surpreender 

Pela experiência deste save, a tendência desta equipa tem sido sempre equilibrar todos os jogos. Isto tem sido regra seja o adversário do Campeonato de Portugal ou um colosso europeu. Acredito que vamos fazer seis jogos renhidos e decididos nos detalhes, e no final fazem-se as contas.

Citação de cadete, Em 07/12/2022 at 12:34:

Que grandes jogos contra o Gala e contra o Dinamo Kyiv, para garantir a presença na Champions. Esse sorteio é que foi terrível, mas na Medideira manda o Amora. Será bom para os adeptos.

Imagina, a Champions na Medideira ahah

Aquele "fuoda-se" também foi verídico, diga-se. Foi a minha reação genuína quando li o resultado do sorteio.

Citação de Martini Branco, Em 07/12/2022 at 13:21:

Ficar sem o Raposo foi um duro revés para o clube (ainda para mais só o vendo novamente em ação no mês de novembro), mas o Lameira deu e dará bem conta do recado. Paralelamente, o menino dos sub23 que foi chamado ao plantel principal, também poderá querer "molhar a sopa" e estará no local certo para poder evoluir 😉

Foste excelente nas eliminatórias da UCL e Galatasaray e D. Kiev foram de mãos a abanar. Se com os turcos a eliminatória foi mais fácil e resolvida praticamente na primeira mão, o mesmo não aconteceu perante os ucranianos... Vinhas de uma derrota em Kiev e havia que dar a volta ao texto. Os meninos da Margem Sul meteram mãos à obra e os 4x0 são esclarecedores do que quer que seja! O canto direto do Diogo foi o mote que era necessário.

O grupo é muito duro e será uma grande aventura e um grande desafio, defrontar todas essas equipas.

Esse "molhar a sopa" faz-me lembrar que deixei morrer o mote "molhar o biscoito" que durou algum tempo nesta história. Tenho de ver se o recupero.

Já tinha sofrido golos de canto direto e tinha ficado lixado com isso, mas sabe tão bem quando acontece a nosso favor ahah

Citação de Tuckius, há 15 horas:

Não tenho acompanhado o save. 😔

Bom ver que o Amora já ganha taças e consegue uma fantástica qualificação para a Champions vencendo dois adversários com história. Parabéns! 

Oh 😞

Podes sempre reler alguns capítulos para trás, no primeiro post tenho a lista deles com hiperligações diretas (também tenho um spoiler com o resumo das classificações e desempenhos época a época do save). Pelo menos dos jogos decisivos que valeram títulos ou apuramentos para as competições europeias.

Mas se não o quiseres fazer podes prosseguir daqui, estamos na fase inicial de uma nova temporada. Podes é não reconhecer algumas referências a jogadores atuais e antigos que costumo fazer.

Já tenho material para nova atualização, vou escrever a história esta sexta e devo postá-la à noite ou no sábado de manhã. Entretanto, estejam atentos porque vem aí um novo projeto paralelo a este save que será muito interessante e que envolve mais users. Bons users, diga-se de passagem.

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Andas tu a treinar jogadas para lesionar os jogadores e chegas aos jogos e marcas de bola parada, haja paciência!

A gestão foi feita neste ciclo de jogos que também teve o Benfica pelo meio e saíste-te bem! A equipa já tinha demonstrado no ano anterior (Liga Europa) ser capaz de grandes façanhas e era esperado que lutasse por tudo nestas eliminatórias! Com maior ou menor dificuldade acabaste por chegar à fase de grupos, ainda que aquela derrota tenha deixado Frodo a pensar. Mas aquele golo tirado quase a papel químico do jogo com o Galatasaray, abriu as hostes para uma goleada!

Afinal não é só no meu save que o Leipzig vence a Champions.

Grupo difícil, onde posso esperar de tudo! E digo isto pelo que o Amora já demonstrou fazer frente a grandes clubes, há sempre uma pequena esperança! Vai também depender de lesões (que já começou mal), calendário e a gestão que este te vai permitir ou não fazer. Porque acredito que os olhos estão postos num possível título nacional!

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@Kluivert (esqueci-me de te quotar):

Estamos a marcar muitos golos de bola parada, também notei. E finalmente, devo acrescentar. Estava farto de ter aos 15 cantos por jogo e nenhum dar golo.

O Leipzig foi campeão depois de um período algo monótono de domínio de duas equipas. Aliás, não faço spoiler algum se meter aqui o histórico de vencedores:

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Chelsea, Real, Chelsea, Real, pelo meio Chelsea e Real também finalistas vencidos... Uf, que chatos. Ah, e o Porto porque coiso lol

Sobre o Amora na Champions, sejamos honestos, não espero ganhá-la. Vou tentar a gracinha do apuramento, mas o objetivo é a Primeira Liga e já é suficientemente difícil, o Benfica está fortíssimo para além de toda a racionalidade.

Editado por Black Hawk

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Capítulo LVII - Die Meister, Die Besten

 

"Ils sont les meilleurs,

Sie sind die Besten!"

 

Um arrepio coletivo percorreu a plateia do Estádio da Medideira quando soaram os acordes mais aguardados da noite. Acolheu-o um silêncio sepulcral, emotivo e respeitoso, como se ninguém tivesse coragem de quebrar o encanto daquele mágico acontecimento.

 

"These are the champions!"

 

Os violinos enchiam por completo o recinto. Por todo o lado havia gente com pele arrepiada. Havia até quem chorasse, de cachecol do Amora erguido e lágrimas a escorrerem pelas suas faces.

Era uma reação perfeitamente legítima. Muitos dos amorenses presentes, principalmente os mais velhos, viram o seu Maior da Margem Sul passar pelas ruas da amargura, chegando a correr o risco bem real de fechar portas. Nesses períodos, apoiaram e ajudaram como puderam o clube da sua terra, nunca sonhando que um dia pudessem ouvir aquele mítico hino na sua casa.

Parecia quase irreal, e no entanto estava a acontecer. Era real! A descarga emocional foi demasiado forte para manterem a compostura. Até Frodo Zarco tinha os olhos brilhantes da emoção.

 

"Die Meister!

Die Besten!

Les grandes équipes,

The champions!"

 

Um rugido irrompeu das três bancadas da Medideira logo que o último acorde do hino da Liga dos Campeões cessou.

Os jogadores, perfilados para a bancada central, aplaudiram a plateia e estes responderam com uma coreografia de cachecóis e cartolinas que desenhavam o que seria uma recriação das ondas e marés da Baía do Seixal.

O súbito bater de tambores deram o mote para os cânticos de apoio.

 

"Desde sempre eu vou à bola,

Largo tudo p'ra te ver!

Só quero que suem a camisola,

Sou do Amora até morrer!"

 

Bum! Bum! Bum!

 

"La! La La! La La La! La La!

La! La La! La La La! Laaaaa!..."

 

Os jogadores estavam prontos para o início da partida. O árbitro tentava ouvir pelos seus auriculares se a sua equipa estava preparada, nitidamente com dificuldades em escutar debaixo do ambiente infernal proporcionado pelos adeptos.

Por fim lá conseguiu a confirmação. Levou o apito à boca e soprou com força. Théo Lameira deu o primeiro toque na bola em jogos da Liga dos Campeões no Estádio da Medideira. A maior competição de clubes do planeta chegava à Cidade de Amora.

 

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O Estádio da Medideira recebia o seu primeiro jogo de sempre para a Liga dos Campeões...

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... e o adversário não poderia ser mais adequado: o campeão europeu em título Red Bull Leipzig

 

A bola circulou por entre os jogadores do Amora. Tentavam desde cedo assumir o controlo do jogo, indiferentes ao facto de o seu oponente ser o campeão europeu em título e de ter nas suas fileiras vários dos principais nomes do futebol mundial.

Embora fosse o primeiro jogo de sempre da Liga dos Campeões na Medideira, aquele era na verdade o segundo jogo do Grupo D da Fase de Grupos. O Amora já disputara a 1ª jornada na sempre difícil deslocação a Camp Nou, na cidade-condal de Barcelona.

Os catalães em 2027 continuavam a ser uma das maiores equipas da Europa. É certo que atravessavam já um longo jejum de 12 anos sem vencerem uma Liga dos Campeões - a última havia sido em 2015 quando Lionel Messi e Neymar Jr guiaram os culés ao título. Também o título espanhol lhes ia fugindo - e por isso ocuparam lugar apenas no Pote 2 do sorteio. Mas o que dizer de uma equipa onde pontificavam nomes como ter Stegen, Mikkel Damsgaard, Pedri, Gavi, Nicolò Barella, Ansu Fati, Karim Adeyemi ou Jérémy Doku?

Tal como no jogo que se disputava naquele momento, o Amora entrou em Camp Nou desinibido e com vontade de provar à Europa do futebol que não estava naquele grupo para servir de bombo da festa.

Para estupefação geral, Filipe Diogo até colocou o Maior da Margem Sul em vantagem, dando seguimento a uma primeira meia hora de excelência futebolística do modesto clube oriundo das margens da Baía do Seixal.

Claro que o Barcelona sentiu o seu orgulho ferido e não tardou a virar o jogo, por intermédio de um bis da super-estrela belga Jérémy Doku. Mas o Amora vendeu cara a derrota à equipa de Xavi e deixou uma óptima primeira impressão no seu primeiro teste de fogo entre a elite do futebol europeu.

 

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Filipe Diogo ainda deu esperanças aos amorenses que acompanharam a equipa até Barcelona...

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Relatório do jogo

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... mas o Barcelona puxou dos galões e alcançou uma vitória que deixou o Amora na 3ª posição do Grupo D

 

Duas semanas passaram desde a ronda inaugural e o Amora recebia o Leipzig na Medideira. O cronómetro avançava velozmente rumo ao intervalo sem que qualquer das equipas desfizesse o nulo com que a partida começara.

Só poderia surpreender quem não conhecesse a abnegação da equipa de Frodo Zarco, mas o Amora jogava em todo o campo, abdicando de se concentrar na sua área defensiva e disputando a posse de bola, tentando assumir o controlo do jogo. O resultado prático dessa postura era a maior percentagem de posse e no número de remates para a equipa portuguesa.

Claro que uma coisa era dividir o jogo e outra bem diferente era furar a defesa do campeão europeu. O duplo pivot formado pelos aguerridos Ilaix Moriba e Manuel Ugarte era sólido e fornecia uma linha de proteção segura à imponente dupla de centrais constituída por Nordi Mukiele e Thilo Kehrer. O Amora deu por si a tentar furar pelos flancos para contornar a solidez dos alemães na zona central, mas era uma tarefa hercúlea.

O intervalo aproximava-se. Nas bancadas já muitos procuravam a carteira nos bolsos das suas calças, casacos e malas, preparando-se para atacar os bares em busca de comida - nada como um bom jogo de futebol para abrir o apetite. Mas, em campo, o Amora ainda não desistira e Octávio Sousa procurava avançar pela esquerda ao longo da linha.

A progressão foi-lhe negada pelo lateral adversário, Timber. O lateral esquerdo do Amora procurou apoios curtos, mas o Leipzig cortou-lhe as linhas de passe. O menino levantou a cabeça e viu algo que lhe chamou a atenção. Com o pé direito, que até era o seu pior pé mas era o que estava mais à mão, cruzou para dentro da área ao primeiro poste. Théo Lameira antecipou-se a Thilo Kehrer e desferiu uma cabeçada na direção da baliza.

Foi tudo tão rápido que os adeptos nem tiveram tempo para reagir com o habitual frisson que antecipa aqueles momentos. Num segundo o lance parecia perdido, noutro já a bola estava na cabeça de Théo Lameira e no seguinte as redes da baliza norte balançavam com o impacto.

Moedas voaram das mãos dos adeptos que se precipitaram na celebração do primeiro golo da partida. O Amora colocava-se na frente do marcador perante o todo-poderoso Red Bull Leipzig.

 

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Oportuno, Théo Lameira surgiu no local certo para marcar o primeiro golo da história da Liga dos Campeões na Medideira

 

O apito do árbitro para o tempo de intervalo não tardou. A plateia da Medideira festejava de forma exuberante uma inesperada, porém justa, vantagem do Amora.

Frodo Zarco saiu do terreno de jogo com um sorriso orgulhoso desenhado na face, o qual contrastava com a preocupação de Jesse Marsch. O treinador dos alemães desapareceu rapidamente no túnel de acesso aos balneários, simultaneamente aliviado com a chegada do intervalo e perplexo com a desorientação da sua equipa em campo.

O que aconteceu nos balneários, ninguém soube; e também nenhum jogador quis revelar nas entrevistas pós-jogo. A verdade é que o Red Bull Leipzig que regressou ao relvado não foi bem o mesmo que saiu ao intervalo. Os alemães foram mais agressivos na disputa de bola e incisivos no ataque à baliza de Manuel Baldé, empurrando progressivamente o Amora para trás, na direção da sua área.

Era a hora das decisões. Era naqueles momentos que as grandes equipas se revelavam. E o Amora...

O Amora ia resistindo. Vaga após vaga, os meninos de Frodo Zarco iam sustendo a pressão do campeão europeu. Alimentados pelo apoio incessante dos seus adeptos, que funcionavam como o 12º jogador, encontravam garra e determinação para se desdobrarem em esforços num magnífico exemplo de entreajuda e abnegação coletiva. Apesar das dificuldades, a baliza de Manuel Baldé foi passando incólume, não havendo verdadeiras ocasiões de perigo a registar.

Durante esse período, a prioridade era defender; atacar passou completamente para segundo plano. Mas não foi esquecido.

Numa das raras oportunidades para explorar as costas dos alemães, o Amora lançou um ataque rápido e incisivo. Partindo da linha lateral para o centro, Vítor Ferraz e o capitão Gabriel Capixaba deram o exemplo e construíram um lance que lançou Théo Lameira na área, deixando o menino na cara de Pavlenka.

O menino não se fez rogado à oportunidade de bisar no encontro.

 

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Théo Lameira voltou a ser o responsável pelo ataque à baliza do Red Bull Leipzig

 

Para desespero geral, e em especial do próprio Théo Lameira, o remate não passou pela mancha de Pavlenka, perdendo-se a oportunidade de dilatar o marcador.

Quão diferente teria sido o jogo se o menino tem concretizado aquele remate? É difícil dizer. Muita coisa poderia ter acontecido em consequência daquele lance. Mas a dúvida ficaria a atormentar os adeptos, Frodo Zarco, os jogadores e especialmente o Théo.

É que o Red Bull Leipzig não é o campeão europeu por acaso. Os alemães quebraram a longa hegemonia do Bayern na Alemanha e conquistaram a Europa por serem uma grande equipa. Habituados a gerir o controlo emocional até em momentos de grande pressão, não se deixaram tremer com o ocorrido e voltaram à carga.

O Amora ia fazendo uma exibição defensiva sem mácula. Quando o Leipzig flanqueava o jogo e atraía o lateral para fora da sua posição, o central mais próximo compensava e dava-lhe cobertura, sendo a sua posição no centro da defesa assumida pelo médio defensivo Dino Leão. Aquela movimentação estava tão bem mecanizada que era feita quase por instinto. Ainda não falhara uma única vez em todo o jogo.

 

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O húngaro Szoboszlai não precisou de muito espaço para fazer a diferença

 

Uma distração. Foi tudo o que bastou para o Red Bull Leipzig repor a igualdade no marcador. A primeira vez que o sistema de compensações defensivas do Amora falhou, com Dino Leão (número 19) a chegar tarde à dobra ao central, Szoboszlai aproveitou para desferir um remate cruzado fora do alcance de Manuel Baldé. A conhecida eficiência germânica em todo o seu esplendor.

O golo teve um efeito devastador sobre a equipa que nem as substituições operadas por Frodo Zarco reverteriam. Apercebendo-se das sérias consequências de um simples e único erro, os meninos encolheram-se e cerraram fileiras, dispostos a não conceder mais espaços.

O tempo acabaria por esgotar-se sem grandes motivos de interesse até final. O Red Bull Leipzig continuaria a pressionar em busca de um golo vitorioso, mas não logrou novo erro defensivo ao Maior da Margem Sul, que, por sua vez, também não voltou a visar a baliza de Pavlenka.

O árbitro terminaria o jogo e ambas as equipas felicitaram-se no relvado, aceitando a divisão de pontos como o resultado mais ajustado para os intensos 90' de futebol na Medideira.

 

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Relatório do jogo

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A classificação do Grupo D após a 2ª jornada

 

A ovação de pé dos adeptos reconhecia a entrega dos jogadores. O Amora empatava em casa, mas travava o campeão europeu em título. Era um resultado digno para a estreia em jogos da Liga dos Campeões na Medideira.

É verdade que o Amora ocupava a última posição do Grupo D. Também verdade era como o Amora saíra vivo de confrontos com dois dos maiores tubarões europeus, permanecendo a uma distância pontual das duas primeiras posições que lhe permitiria o assalto ao apuramento caso vencesse o próximo jogo.

Ninguém na Medideira abordara até então o tema dos objectivos para a Fase de Grupos. A versão oficial era que esta seria encarada jogo-a-jogo, batalha-a-batalha, até que o desenho final do grupo fosse mais evidente.

O receio dos responsáveis do Amora era que os meninos acusassem a diferença de andamento em relação aos colossos do grupo. Terminado o segundo jogo, Frodo Zarco manteve essa versão para a imprensa, mas intimamente acreditava que a sua equipa poderia perfeitamente competir pelo menos pela repescagem para a Liga Europa.

Afinal de contas, o Amora bateu-se de peito feito contra Barcelona e Red Bull Leipzig. Foi por detalhes que não voltaram de Camp Nou com pelo menos um ponto e que não derrotaram o Red Bull naquela noite. Pequenos detalhes que fizeram toda a diferença.

Também verdade seja dita, não era a Liga dos Campeões que tirava o sono a Frodo Zarco. Era fantástico estar naquele patamar desportivo, no topo da hierarquia do futebol europeu, mas só alguém muito desalinhado das ideias poderia alimentar esperanças numa caminhada até à final da prova.

O Amora daria o seu melhor na Liga dos Campeões, como o faria em todas as competições em que participava, mas não era aquele o impossível que perseguia. O impossível com que todos sonhavam era outro: a Primeira Liga.

E era já nesse em que Frodo Zarco pensava enquanto recolhia aos balneários debaixo de uma ovação dos seus adeptos após o final daquele jogo.

 

#MaiorDaMargemSul #CoracaoDeAmora #FazeroImpossivel

 

Editado por Black Hawk
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Dois jogos bastante dignos e nos quais apenas sacaste 1 ponto... A Champions é uma festa e é para aproveitar para ganhar experiência, mas depois destas exibiçoes fica sempre um sabor agridoce na boca...

Venha de lá o campeonato 

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Essa musica arrepia e o Amora está dando muito trabalho às grandes equipas, que pensariam que seria fácil derrotá-los.

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Se os jogos fossem todos na Amoreira, ninguem te ganhava! Agora fora de casa pá, começa a ver o que os jogadores fazem nos estágios que vai-se a ver vão é todos pros copos e no dia seguinte tão todos f*didos.

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Grupo muito complicado com dois históricos e o campeão em título. 

Duas jornadas e mostras que não és o bombo da festa, muita luta em Barcelona e um empate conseguido perante o campeão. 

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2 jogos complicados mas ainda estás vivo nem que seja para a Liga Europa, enquanto der para acreditar tem de se acreditar

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Citação de F. Mota, Em 10/12/2022 at 12:44:

Dois jogos bastante dignos e nos quais apenas sacaste 1 ponto... A Champions é uma festa e é para aproveitar para ganhar experiência, mas depois destas exibiçoes fica sempre um sabor agridoce na boca...

Venha de lá o campeonato 

Fica, aliás, fiquei bastante aziado com ambos os resultados.

Contra o Barcelona, pronto, não é nada que já não tenha acontecido com os grandes, em especial, o Benfica: como jogo com a defesa muito subida, os adversários aproveitam muitas vezes o jogo direto nas minhas costas, foco especial nos flancos porque os meus laterais são alas muito ofensivos.

Não posso abdicar deste princípio porque é parte essencial na estratégia de controlo do jogo. Se recuar muito, o adversário consegue ter posse de bola. Tenho de jogar subido para os obrigar a jogarem direto em vez de saírem curto. É por esse motivo que os meus centrais têm obrigatoriamente de ser rápidos. Se não forem, isto não funciona.

Ora, o Barça tem o Doku que é um maldito velocista e foi isso que me matou. Os centrais seguiram-no, mas o gajo mesmo com bola foi mais rápido do que eles e marcou as duas ocasiões que teve. Na Primeira Liga, com jeitinho nenhum dos lances dava golo. Fosse por os avançados falharem na cara do Baldé ou por os centrais apanharem-nos e limparem o lance. Na Liga dos Campeões é que a história é outra.

Contra o Leipzig... É melhor explicar como aconteceu. Já me tinha apercebido que eles estavam a explorar o espaço nas costas dos meus laterais, por isso carreguei no botão para fazer alterações. O que ia fazer era trocar dois jogadores para refrescar a frente de ataque e em simultâneo passar os meus laterais da função de "ala" para "lateral defensivo", precisamente para não subirem mais e deixar de dar aquele espaço.

Ora, falhei aquele golo e o lance seguinte do motor de jogo foi o golo deles. Naqueles cinco segundos entre os lances, carreguei no botão para fazer as alterações que mencionei. Carreguei no botão no exato momento em que começou o lance do golo e lá está, foi a explorar o espaço nas costas do lateral, no caso do Odailson. Normalmente a equipa desdobra-se como referi no Capítulo: o central faz a dobra na linha e o médio defensivo desce para o centro da defesa. Neste lance, o Dino Leão demorou a descer e os gajos aproveitaram para marcar.

Agora imagina a minha azia, que num espaço de dez segundos vi um golo cantado falhado e um golo deles a explorar exatamente aquilo que ia corrigir... Carreguei no botão meio segundo tarde demais.

Citação de cadete, Em 10/12/2022 at 20:09:

Essa musica arrepia e o Amora está dando muito trabalho às grandes equipas, que pensariam que seria fácil derrotá-los.

E andamos a perder pontos por detalhes, como naquilo que referi na resposta ao F. Mota. E desta vez foi culpa minha, demorei a agir.

Citação de Maffu, há 18 horas:

Se os jogos fossem todos na Amoreira, ninguem te ganhava! Agora fora de casa pá, começa a ver o que os jogadores fazem nos estágios que vai-se a ver vão é todos pros copos e no dia seguinte tão todos f*didos.

Amoreira? Bandido!!!

Que copos? Acredito mais que andem a escapar-se do hotel à Saltillo ou a mandar sacos de urina ao Nuno Luz!

Citação de Tuckius, há 7 horas:

Grupo muito complicado com dois históricos e o campeão em título. 

Duas jornadas e mostras que não és o bombo da festa, muita luta em Barcelona e um empate conseguido perante o campeão. 

Pois, ainda não falei do Milan. Honestamente não sei a que nível estão, não tenho a liga italiana carregada para saber se voltaram a ser campeões, mas estavam no Pote 3. Seja como for, têm bons jogadores e o Leão é a estrela.

Citação de Banks29, há 4 horas:

2 jogos complicados mas ainda estás vivo nem que seja para a Liga Europa, enquanto der para acreditar tem de se acreditar

Duas vitórias na Medideira e a coisa compõe-se. Claro, é mais fácil dito do que feito ahah

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A realidade é uma: são dois jogos onde o Maior da Margem Sul encheu de orgulho os seus sócios, adeptos e simpatizantes. Gelaste o Camp Nou e obrigaste o Barcelona a puxar de galões para te poder vencer. Em casa, perante um Leipzig (campeão europeu), deste-lhes água pela barba e a vitória, se tem caído para o teu lado, não teria sido injusta. O Lameira ainda estará a perguntar-se como não conseguiu dilatar para 2x0. A outra equipa do grupo é o fortíssimo e histórico Milan... É acreditar que pode haver surpresas!

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