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Keyser

Sem rumo/objectivo - Desabafo

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Citação de jmopborba, Em 11/12/2024 at 13:27:

Só agora vi isto. Acho que a minha experiência pode ajudar, portanto partilho contigo e com o CMPT.

 

Obrigado pelo teu testemunho. Sem dúvida é o que dizes, a falta de um propósito.

Nesta semana já tive a apontar no que quero melhorar em cada area da minha vida (pouco a pouco) e já actuei em alguma delas.

Citação de noikeee, Em 11/12/2024 at 20:39:

Também passei por fases parecidas, conheço imensa gente que também passou, claramente estás a ter algum problema na área da ansiedade e depressão (ou eventualmente burnout não sei), provavelmente não muito grave, mas tenha mais ou menos gravidade não o ignores, tem de ser tratado, e é algo "normal" e comum hoje em dia, há uns anos atrás era olhado com imensa desconfiança pela sociedade, hoje já é mais aceite como qualquer outro tipo de problema de saúde e acredita que pode perfeitamente acontecer a qualquer pessoa.

Continua com o apoio por parte de psicólogo/a, é o primeiro passo, podes não acertar com o/a profissional certo à primeira, mas acredito que vais eventualmente tirar bastante valor desse acompanhamento. Porque uma pessoa que te ouve regularmente e tenha as qualificações corretas para saber lidar com a situação, vai te dar sugestões personalizadas, e te mostrar outras formas de pensar que irão aos poucos quebrar os teus padrões de pensamento que estão a te levar o ânimo ao fundo e a gerar também sintomas físicos

Ires ao ginásio regularmente é um excelente hábito, primeiro porque é um ansiolítico natural e de "borla" que não causa dependência nem efeitos secundários, depois porque até podes estar um bocado mais em baixo agora e teres de te "obrigar" a fazê-lo, mas quando alguém está deprimido, às vezes basta esse pequeno empurrão de nos obrigarmos a fazer algo que não nos apetece, que depois de o começarmos a fazer redescobrimos o gosto pelas coisas

Sim, depois do "susto" nao havia como nao ignorar, tive que actuar. 

Ainda assim há bastante estigma com doenças mentais, senti isso quando contei ao meu chefe porque ia tirar baixa, nao sei até que ponto quando voltar da baixa seja despedido. 

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Citação de Hououin Kyouma, Em 10/12/2024 at 01:36:

Pelo mesmo motivo que impele a evolução de todos os organismos neste planeta e que levou a nossa espécie a diferenciar-se no aspeto cognitivo e intelectual tão marcadamente das outras. Estamos todos programados ao nível mais básico possível para repudiar a estagnação. Há poucos outros fatores que sejam tão conducentes à extinção como esse.

Esta parte ficou-me na cabeça, porque estagnação não significa necessariamente estar mal, por vezes estabilidade pode ser interpretada  e percepcionada como estagnação.

Nestes meses recentes comecei a sentir um pouco esse vazio, falta de objetivo. Talvez porque durante vários anos o meu trabalho implicava estar sempre a mil, super desafiado, a limpar borradas, estruturar e definir o futuro. Neste momento sinto que as várias frentes estão sob controlo e que a empresa para a qual trabalho deu a volta, estando a crescer uns 40% em volume de negócio.

Apesar de estar confortável a nível profissional, familar, e ter hobbies que me estimulem (este trimestre até adicionei um novo, estou a acabar um curso de francês), talvez por essa repudiação à estabilidade e estagnação não me sinto tão realizado como antes.

Enfim, até pensei duas vezes se devia postar porque me parece muito superficial ao lado do que o resto da malta partilhou aqui, mas ao menos serviu para eu meter em palavras o que estou a sentir que acho que nunca tinha estruturado e comentado com ninguém.

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Citação de Ego Sum, há 2 horas:

Esta parte ficou-me na cabeça, porque estagnação não significa necessariamente estar mal, por vezes estabilidade pode ser interpretada  e percepcionada como estagnação.

Nestes meses recentes comecei a sentir um pouco esse vazio, falta de objetivo. Talvez porque durante vários anos o meu trabalho implicava estar sempre a mil, super desafiado, a limpar borradas, estruturar e definir o futuro. Neste momento sinto que as várias frentes estão sob controlo e que a empresa para a qual trabalho deu a volta, estando a crescer uns 40% em volume de negócio.

Apesar de estar confortável a nível profissional, familar, e ter hobbies que me estimulem (este trimestre até adicionei um novo, estou a acabar um curso de francês), talvez por essa repudiação à estabilidade e estagnação não me sinto tão realizado como antes.

Enfim, até pensei duas vezes se devia postar porque me parece muito superficial ao lado do que o resto da malta partilhou aqui, mas ao menos serviu para eu meter em palavras o que estou a sentir que acho que nunca tinha estruturado e comentado com ninguém.

Eu também sinto isso, hoje vivemos na era do bater punho, empreendedorismo, constante crescimento e evolução profissional.

Mas e que tal... não? Se estamos bem, temos mesmo de mudar? Qual é o problema de preferir o certo ao incerto?

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Citação de Ghelthon, há 41 minutos:

Eu também sinto isso, hoje vivemos na era do bater punho, empreendedorismo, constante crescimento e evolução profissional.

Mas e que tal... não? Se estamos bem, temos mesmo de mudar? Qual é o problema de preferir o certo ao incerto?

Eu acho que chega a ser mais do que isso e não se restringe apenas ao campo profissional, to be honest. Vivemos numa era marcada por uma constante busca por novidades e novos estímulos, nada nos satisfaz durante muito tempo. Achamos sempre que o momento seguinte é que vai ser (seja uma viagem, um novo trabalho, um novo cargo, uma nova relação, wtver), a nova conquista é que vai ser a melhor e isso reflecte-se na nossa felicidade, estamos com dificuldades em conseguir aproveitar o agora, e especialmente em valorizar mais o que temos/somos. 

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Eu so vou meter isto aqui porque ha um anonimato nestes forums, mas tambem sofri durante bastante tempo de ataques de panico...o problema foi que sai de casa para fora muito cedo (aos 21) para um pais que mal conhecia para viver sozinho sem conhecer ninguem. Isto foi um estagio de 3 meses e digamos que a pessoa mais nova a seguir a mim da equipa tinha 40-45 anos e nao existia nem noutros sectores muita gente da minha idade.

Acabei por me isolar demasiado, num pais frio e deprimente e passado um mes comecei a nao conseguir dormir. Passados uns dias comecei a sentir dores no peito e fui parar ao hospital, onde me foi dignosticado...nada, ansiedade. Com a era da internet tambem entrei num rabbit hole, porque fiquei ultra atento a todos os sinais do corpo e qualquer coisa parecia ter mais gravidade do que devia. Dai para ataques de panico e nao conseguir comer foi um saltinho e ao fim de uma semana voltei para Lisboa. Por isso e agora vou dar um exemplo que 'e publico, grande respeito por pessoas como o Tony Carreira que em adolescentes foram sozinhos para Franca tentar uma vida melhor...eu se nao fosse o apoio e as capacidades financeiras da minha familia, nao sei bem o que me teria acontecido.

Desde essa altura tomo uma dose baixa de anti-depressivo (a dose minima das minimas) e fiquei com dois "medos", de ficar doente e do desconhecido. Coisas optimas para quem anda sempre a viajar de um lado para o outro do mundo... Nao fiz psicoterapia, porque (e isto digo sem qualquer desrespeito) 'e algo em que nao "acredito", mas aprendi alguns exercicios de respiracao e yoga para alturas mais criticas.

O que me ajuda no final 'e mesmo exercicio (quando estas uma hora na passadeira a ouvir um podcast sobre a epoca de futebol nacional 82/83 e nao pensas em mais nada), estar com a minha mulher e a minha filha e as minhas coleccoes que me ocupam todo o tempo livre que nao estou com a familia ou a trabalhar. Mas penso que cada um tem os seus coping mechanisms...ate as vezes estar aqui com picardias estupidas 'e uma coisa que distrai!

Mas @Keyser tu pareces ate ter a vida bem endireita e seres "um sortudo" nesse aspecto...por isso nao duvido que vais encontrar uma maneira de ultrapassar isso! Forca!

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Citação de Burkina2008, há 20 minutos:

ate as vezes estar aqui com picardias estupidas 'e uma coisa que distrai!

Confirmo. É uma panaceia.

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Citação de Descartes, há 23 minutos:

Confirmo. É uma panaceia.

Nao cuida qualquer mal mas para estas coisas distrai pelo menos

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Citação de Burkina2008, há 1 minuto:

Nao cuida qualquer mal mas para estas coisas distrai pelo menos

E dar na cabeça ao Burkina é um propósito tão bom como outro qualquer. 😁

Mas este é um tópico demasiado sério para eu estar aqui com as minhas parvoíces...

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Citação de Ghelthon, há 9 horas:

Eu também sinto isso, hoje vivemos na era do bater punho, empreendedorismo, constante crescimento e evolução profissional.

Mas e que tal... não? Se estamos bem, temos mesmo de mudar? Qual é o problema de preferir o certo ao incerto?

Não há problema nenhum, mas não é fácil. A adaptação hedónica tira-nos o prazer de estar bem tal como estamos agora.

Claro que também tem o seu ponto positivo, que é quando sofres uma perda enorme (não necessariamente uma pessoa) e consegues recuperar.

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Boa sorte Keyser!

Parabéns pela coragem em assumires a ti próprio e pelo teu desabafo aqui. Esse é o primeiro passo. Acho que é uma crise normal de acontecer, estou com a mesma idade e com muitas reflexões quanto aos rumos que tomei até agora. Na verdade quando penso nisso, acho que tem a ver com o facto de ter 33 mesmo, porque dos meus 20 pra cá fui tomando várias decisões, mudanças de empregos, relações, experiências que tive que me permiti fazer e que chega a uma altura em que tudo somado parece que não deu em nada ahhaha Mas é uma questão de percepção mesmo porque no fundo tudo o que fiz, fiz porque quis e porque na altura me pareceram as melhores decisões. O que me arrependo é mesmo de coisas que não cheguei a fazer e essas tão bem nitidas. Isto para dizer que é uma periodo normal de reflexões e em que pomos muitas coisas em questão. Mas procura sempre a clareza do que tu és e de para onde queres seguir. Visualiza mesmo na tua mente os teus sonhos e utopias, escreve como disseram, para perceberes melhor quem és e o que queres. Muitas vezes compreendo coisas só por falar delas por alto às vezes com amigos, precisamos de ter esse espaço para ouvirmo-nos a nós mesmos, a insatisfação é o nosso eu a dizer que alguma coisa está errada mas como tantas vezes seguimos em modo automático deixamos escalar até um ponto em que essa "voz" se torna insuportável e ai temos mesmo que acordar e ouvir o que ela tem para dizer.

Mas é isso, um grande abraço de alento a todos que estão ai a dar o seu melhor para compreenderem o que são e o que querem. E o Keyser falou ai de fantasmas da infância que ainda continuam. Meu amigo a infância é a base de tudo, todos nós aqui estamos a trabalhar os nossos fantasmas de infância também. Cada vez mais compreendo que os meus desafios têem raizes na infância e na minha familia. Nos meus pais, em que tipo de pessoas são, com as suas qualidades e defeitos, que depois se espelhou na maneira como me criaram, que vai ter os seus pontos fortes e fracos. E um dos perigos é ficar a apontar os pontos fracos aos nossos pais e vermos só os defeitos numa certa fase, mas temos que entrar em paz e ver que faz parte mesmo e todos nós temos os nossos pontos a melhorar, não há como fugir. E aceitar o que nos calhou na rifa, que pode parecer que há muito defeito por corrigir mas também há muito potencial e valor por debaixo desses defeitos. E é esse valor, o nosso valor, que precisamos encontrar para podermos lidar com o que não gostamos em nós. Nem tudo é bom, e nem tudo é mau, temos um pouco de cada e o nosso desafio é esse, trabalhar os nossos defeitos com o valor que fomos alcançando ao longo da nossa vida até agora. Sem dar demasiado peso aos defeitos mas acolhendo-os, porque eles fazem parte de nós. E para lidar com essa parte só nós mesmo. ahah Não há ninguém que o possa fazer por nós.

Editado por frnk th tnk
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Força, espero que consigas recuperar. Também já tive problemas de depressão/ansiedade há uns 15 anos o corpo/cabeça nunca voltaram a ser os mesmos, mas ainda assim bem melhor do que aqueles 3 meses seguidos em que saia do trabalho diretamente para a cama.

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Keyser, compreendo bem o que sentes.

Falando apenas da minha experiência, com o intuito de perceberes que não estás sozinho, eu desde a minha última relação (2021) que a minha vida mudou por completo. Perdi a miúda, perdi o grupo de amigos com quem me dava desde o secundário, passei de uma vida em que saia todas as semanas nem que fosse para ir beber uma cerveja e conviver um bocado para uma vida onde não tenho sequer um círculo social e passo a maioria do meu tempo sozinho (com a minha cadela). Isto aliado a alguns problemas de saúde mental que já vinham do passado fruto de algumas experiências traumáticas, fiquei sem saber que sentido eu tinha neste mundo e qual o objectivo de estar aqui. Ao contrário de ti, a única coisa que me alivia desses pensamentos é o trabalho, então durante muito tempo mergulhei nele e não quis saber de mais nada o que me fez isolar-me cada vez mais.

Neste momento estou a trabalhar em mim para sair dessa solidão que fui alimentando, e como já disseram, o primeiro passo é sempre arranjar coisas que gostamos de fazer. Se não soubermos ao certo.... é experimentar. Se não gostarmos?? Tentamos outra. Isso vai levar-nos a conhecer pessoas, talvez a criar novos laços de amizade, a ter a sensação de dever feito sempre que atingimos um novo achievement. Acho que o melhor que podes tirar de todas as interações de todos os users até agora neste tópico é... não te isoles e pede ajuda. Keep moving, mesmo que seja para os lados, continua a fazer o que gostas e descobres novas coisas. Nem que seja para dizer, ok isso não quero fazer. Mas o processo traz sempre alguma recompensa. E ouve o teu corpo.

 

Estou longe de conseguir dar conselhos melhores porque eu próprio estou a lutar com muitas dessas coisas e sei que há dias, semanas ou até meses em que só apetece estar em piloto automático, chegar a casa e adormecer. Não te culpes por isso.

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Sem querer desmerecer os trabalhos dos psicólogos e psiquiatras, sinto que uma mudança tem que partir de nós. Falar é mais fácil que colocar em prática, mas tens que perceber o que alimenta a tua ansiedade e cortar o mal para raiz.

Já muito aqui foi dito, definir objetivos mensuráveis e a partir desses criar micro-objetivos mais facilmente atingíveis, para trazerem recompensa e bem-estar e não criar ainda mais ansiedade e frustração.

Em termos profissionais, estamos sempre a tempo de mudar. Quantas e quantas pessoas conheço que estudaram uma coisa e profissionalmente fazem outra completamente diferente.

Outra boa ideia, é tentares formatar a tua mente. As redes sociais geram ansiedade, muitas vezes porque visualizamos os êxitos dos outros e ficamos a achar que somos uma m*rda. A verdade é que poucos publicam os fracassos. O que tenho feito neste caso, seja em facebook's, Instagram's, etc só seguir pessoas que me inspiram e agregam valor. Tudo o resto não vejo.

Editado por bug

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Citação de bug, há 36 minutos:

Sem querer desmerecer os trabalhos dos psicólogos e psiquiatras, sinto que uma mudança tem que partir de nós. Falar é mais fácil que colocar em prática, mas tens que perceber o que alimenta a tua ansiedade e cortar o mal para raiz.

Já muito aqui foi dito, definir objetivos mensuráveis e a partir desses criar micro-objetivos mais facilmente atingíveis, para trazerem recompensa e bem-estar e não criar ainda mais ansiedade e frustração.

Em termos profissionais, estamos sempre a tempo de mudar. Quantas e quantas pessoas conheço que estudaram uma coisa e profissionalmente fazem outra completamente diferente.

Outra boa ideia, é tentares formatar a tua mente. As redes sociais geram ansiedade, muitas vezes porque visualizamos os êxitos dos outros e ficamos a achar que somos uma m*rda. A verdade é que poucos publicam os fracassos. O que tenho feito neste caso, seja em facebook's, Instagram's, etc só seguir pessoas que me inspiram e agregam valor. Tudo o resto não vejo.

Não estás a desmerecer, eles próprios mencionam sempre que só conseguem ajudar se a pessoa quiser ser ajudada e que tem de ser ela a mexer-se. Eles apenas guiam alguma coisa do caminho e ajudam a que desenvolvas técnicas para controlares melhor os momentos menos bons.

 

Btw, em relação a trabalho o meu percurso é heterogéneo. Comecei a fotografar no Diário de Notícias, tornei-me freelancer e passei a fotografar eventos corporate, eventos ligados à cultura, eventos privadas e casamentos. Com a pandemia voltei a estudar, e fiz um curso de marketing digital e mal acabei tive a possibilidade de entrar numa agência. Estive lá quase 3 anos e neste momento estou numa das maior agências de publicidade do mundo a gerir os anúncios digitais de uma das maiores marcas portuguesas. No meio disto tudo continuei a fotografar sempre. Portanto, vão sempre a tempo de mudar.

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Citação de bug, há 48 minutos:

Sem querer desmerecer os trabalhos dos psicólogos e psiquiatras, sinto que uma mudança tem que partir de nós. Falar é mais fácil que colocar em prática, mas tens que perceber o que alimenta a tua ansiedade e cortar o mal para raiz.

Já muito aqui foi dito, definir objetivos mensuráveis e a partir desses criar micro-objetivos mais facilmente atingíveis, para trazerem recompensa e bem-estar e não criar ainda mais ansiedade e frustração.

Em termos profissionais, estamos sempre a tempo de mudar. Quantas e quantas pessoas conheço que estudaram uma coisa e profissionalmente fazem outra completamente diferente.

Outra boa ideia, é tentares formatar a tua mente. As redes sociais geram ansiedade, muitas vezes porque visualizamos os êxitos dos outros e ficamos a achar que somos uma m*rda. A verdade é que poucos publicam os fracassos. O que tenho feito neste caso, seja em facebook's, Instagram's, etc só seguir pessoas que me inspiram e agregam valor. Tudo o resto não vejo.

Se uma pessoa precisa de recorrer a esses profissionais é porque sozinha não consegue, não te parece? E então quando entra na parte da psiquiatria, talvez não tenha nada a ver com a pessoa querer ou deixar de querer. Esse genéro de conversas, digna de coachs, é lixo.

Citação de Capa, há 8 minutos:

Não estás a desmerecer, eles próprios mencionam sempre que só conseguem ajudar se a pessoa quiser ser ajudada e que tem de ser ela a mexer-se. Eles apenas guiam alguma coisa do caminho e ajudam a que desenvolvas técnicas para controlares melhor os momentos menos bons.

 

Btw, em relação a trabalho o meu percurso é heterogéneo. Comecei a fotografar no Diário de Notícias, tornei-me freelancer e passei a fotografar eventos corporate, eventos ligados à cultura, eventos privadas e casamentos. Com a pandemia voltei a estudar, e fiz um curso de marketing digital e mal acabei tive a possibilidade de entrar numa agência. Estive lá quase 3 anos e neste momento estou numa das maior agências de publicidade do mundo a gerir os anúncios digitais de uma das maiores marcas portuguesas. No meio disto tudo continuei a fotografar sempre. Portanto, vão sempre a tempo de mudar.

Se não é indiscrição, onde é que fizeste?

Editado por smashing_pumpkin
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Citação de smashing_pumpkin , há 2 minutos:

Se uma pessoa precisa de recorrer a esses profissionais é porque sozinha não consegue, não te parece? E então quando entra na parte da psiquiatria, talvez não tenha nada a ver com a pessoa querer ou deixar de querer. Esse genéro de conversas, digna de coachs, é lixo.

Ainda neste tópico tiveste pessoas a dizer que passado um tempo não iam fazer nada de relevante ao psicólogo, no entanto entendes o que digo como lixo.

Há situações e situações. Existem pessoas desmotivadas e sem rumo, que se conseguem focar novamente sozinhas ou com alguma ajuda e outras que nem se conseguem levantar da cama. Aí obviamente que se tem que recorrer à medicação.

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Esta perseguição é que já começa a ser ridícula, que falta de empatia pelo próximo que vai aí.

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Nem em tópicos de conteúdo sério conseguem evitar esse tipo de comentários. Acho que era um bocado escusado.

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Citação de bug, há 33 minutos:

Ainda neste tópico tiveste pessoas a dizer que passado um tempo não iam fazer nada de relevante ao psicólogo, no entanto entendes o que digo como lixo.

Há situações e situações. Existem pessoas desmotivadas e sem rumo, que se conseguem focar novamente sozinhas ou com alguma ajuda e outras que nem se conseguem levantar da cama. Aí obviamente que se tem que recorrer à medicação.

Claro que é lixo. Uma pessoa não está em baixo, desmotivada, perdida porque gosta de estar assim. Está porque não consegue estar de outro modo, seja por que razão for. Vir dizer que é uma questão de vontade é genial.

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Citação de kareca, há 10 minutos:

Não pensei em pessoa melhor para dar a opinião neste tópico.

Começo a acreditar que ele é o moço do Querido Mudei a Casa

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Citação de smashing_pumpkin , Agora:

Claro que é lixo. Uma pessoa não está em baixo, desmotivada, perdida porque gosta de estar assim. Está porque não consegue estar de outro modo, seja por que razão for. Vir dizer que é uma questão de vontade é genial.

Mas eu não disse que alguém está em baixo porque quer.

Agora, existem formas de sair dessa espiral negativa sem recorrer a psicólogos ou psiquiatras e obviamente que cada caso é um caso.

Não estou a dizer para uma pessoa com depressão crónica e tendências suicídas ir ver uns vídeos para o YouTube para ver se passa.

Não tenho dados cientificos, mas a sensação que tenho é que as próprias redes sociais vieram agudizar estes quadros de depressão/desmotivação, muito também pelo que projetamos nos outros.

Nunca quis dizer que os psicólogos e/ou psiquiatras não servem para nada. Podem é nem sempre ser precisos.

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Um massagista pode nem sempre ser preciso, um fisioterapeuta pode nem sempre ser preciso, um fisiatra pode nem sempre ser preciso.

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