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Prémios Nobel 2025

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Nobel de Medicina entregue a trio de imunologistas pelas descobertas sobre o funcionamento do sistema imunitário

Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina 2025 entregue a Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi
 

Mary E. Brunkow, Frederick Ramsdell e a Shimon Sakaguchi, três imunologistas, foram os premiados com o galardão da Medicina e Fisiologia na manhã desta segunda-feira em Estocolmo, na Suécia. Este é o primeiro prémio de 2025 da série dos Nobel

Mary E. Brunkow, Frederick Ramsdell e a Shimon Sakaguchi são os vencedores do prémio Nobel de Medicina ou Fisiologia de 2025, pelas suas investigações sobre a “tolerância imulógica periférica”, um mecanismo que impede que o sistema imunitário “ataque” células saudáveis do próprio corpo.

O prémio, cujos vencedores foram conhecidos na manhã desta segunda-feira, “está relacionado com a forma como o nosso sistema imunitário é capaz de se controlar, de forma a eliminar todos os tipos de microorganismos e, ainda assim, evitar doenças autoimunes”, começou por explicar o comité de entrega do prémio no Instituto Karolinska, em Estocolmo, na Suécia.

As descobertas destes três cientistas – dois deles dos Estados Unidos da América e um do Japão – permitiram perceber que as células T reguladoras são as “guardiãs do sistema imunitário” porque impedem que as nossas células imunitárias ataquem o organismo.

O primeiro a contribuir para a descoberta foi Shimon Sakaguchi, de 74 anos, um imunologista e professor na Universidade de Osaka, no Japão. Em 1995, Sakaguchi provou que o sistema imunitário é mais complexo do que se achava à época, demonstrando existir uma classe de células, desconhecidas até então, cujo objetivo era proteger o corpo das doenças autoimunes.

Seguiu-se outra descoberta fundamental, do outro lado do mundo, encabeçada por Mary Brunkow e Fred Ramsdell, dois imunologistas americanos de 64 anos.

Em 2001, os cientistas descobriram que uma mutação num gene, a que chamaram Foxp3, de uma linhagem específica de ratos, causava-lhes uma vulnerabilidade específica às doenças autoimunes. E que o equivalente nos humanos seria uma mutação no gene equivalente, que desencadeava uma doença autoimune grave, a IPEX.

Dois anos depois, Shimon Sakaguchi relacionou as duas descobertas.

Estas células, agora conhecidas como células T reguladoras, supervisionam outras células imunitárias por forma a garantirem que o sistema imunitário como um todo tolera as próprias células, não se revolta contra elas e, por isso, não causa doenças autoimunes – doenças em que o próprio organismo ataca por engano células, tecidos ou órgãos saudáveis, como se fossem ameaças externas.

O avanço do conhecimento no campo da tolerância periférica foi importante para estimular a investigação no tratamento do cancro e das póprias doenças autoimunes, escreve o comité em comunicado.

Os vencedores receberão formalmente o prémio numa cerimónia, realizada a 10 de dezembro em Estocolmo, e dividirão um prémio de 11 milhões de coroas suecas (o equivalente a cerca de 1 milhão de euros).

O prémio do ano passado foi entregue a Victor Ambros e a Gary Ruvkun pela descoberta do microRNA – moléculas minúsculas de RNA que ajudam as células a perceberem que protéinas têm de produzir.

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Prémio Nobel da Física 2025 distingue descoberta de efeitos quânticos em circuitos elétricos

Os premiados com o Nobel da Física 2025:  John Clarke, Michel H. Devoret e John M. Martinis
 

Os cientistas John Clarke, Michel H. Devoret e John M. Martinis (todos da Universidade da Califórnia) são os laureados com o Prémio Nobel da Física de 2025

“Pela descoberta do efeito túnel macroscópico da mecânica quântica e da quantização de energia num circuito elétrico”, os cientistas John Clarke (Universidade da Califórnia, Berkeley), Michel H. Devoret (Universidade de Yale e Universidade da Califórnia, Santa Barbara) e John M. Martinis (Universidade da Califórnia, Santa Barbara) foram laureados este ano pela Real Academia das Ciências da Suécia.

Em nota publicada na sua página oficial, a academia sueca sublinha que os laureados realizaram experiências inovadoras com circuitos elétricos construídos com materiais supercondutores, revelando que os fenómenos da mecânica quântica – normalmente observados em escalas microscópicas – “podem manifestar-se em sistemas suficientemente grandes para caber na palma da mão”. Frisa ainda que a mecânica quântica permite que partículas atravessem barreiras através de um processo conhecido como efeito túnel e que os laureados demonstraram que é possível observar propriedades quânticas em sistemas macroscópicos.

Clarke, Devoret e Martinis (nascidos respetivamente no Reino Unido, França e Estados Unidos) vão partilhar o prémio de cerca de 1,4 milhões de euros (11 milhões de coroas suecas). Os cientistas, nascidos entre 1943 e 1958, construíram um circuito com junções de Josephson – componentes supercondutores separados por uma fina camada isolante – e conseguiram controlar e medir os fenómenos que surgiam ao passar corrente elétrica. Em nota de imprensa, explica-se que o sistema se comportava como uma única partícula macroscópica, inicialmente presa num estado sem voltagem e que, através do efeito túnel, o sistema escapava desse estado, revelando a sua natureza quântica com o aparecimento de voltagem. Além disso, os cientistas demonstraram que o sistema absorvia e emitia quantidades específicas de energia, confirmando a quantização prevista pela teoria quântica.

Implicações para a tecnologia quântica

Segundo Olle Eriksson, presidente do Comité Nobel de Física, é maravilhoso celebrar como a mecânica quântica, com mais de um século, continua a oferecer novas surpresas. É também extremamente útil, pois é a base de toda a tecnologia digital. Os transístores dos microchips são um exemplo da tecnologia quântica já estabelecida. As descobertas agora premiadas abrem caminho para o desenvolvimento da próxima geração de tecnologias quânticas, como computadores quânticos, sensores quânticos e criptografia quântica.

Desde 1901, a Real Academia das Ciências da Suécia já atribuiu 119 Prémios Nobel da Física a 229 investigadores. Houve um laureado, John Bardeen, que recebeu o prémio duas vezes (em 1956 e 1972). Entre os premiados nos últimos cinco anos constam John J. Hopfield e Geoffrey Hinton (2024) “pelas descobertas e invenções fundamentais que permitem a aprendizagem de máquina com redes neurais artificiais”; Pierre Agostini, Ferenc Krausz e Anne L’Huillier (2023) “pelos métodos experimentais que geram pulsos de luz em attossegundos para o estudo da dinâmica dos eletrões na matéria”; Alain Aspect, John Clauser e Anton Zeilinger (2022) pelas “experiências com fotões entrelaçados, demonstrando a violação das desigualdades de Bell e pioneirismo na ciência da informação quântica”; Syukuro Manabe e Klaus Hasselmann “pelas contribuições revolucionárias para a compreensão de sistemas físicos complexos” e pela “modelação física do clima da Terra, quantificando a variabilidade e prevendo de forma fiável o aquecimento global” e Giorgio Parisi “pela descoberta da interação entre desordem e flutuações em sistemas físicos, desde a escala atómica até planetária” (2021); e Roger Penrose pela “descoberta de que a formação de buracos negros é uma previsão robusta da teoria da relatividade geral” e Reinhard Genzel e Andrea Ghez “pela descoberta de um objeto compacto supermassivo no centro da nossa galáxia” (2020).

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Por um lado quero o Houellebecq. Por outro, não quero o Houellebecq.

Gerald Murnane, Cristina Rivera Garza e Durs Grunbein têm sido nomes apontados.

Editado por Chandler

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Prémio Nobel da Química 2025 distingue desenvolvimento das estruturas metalorgânicas

Prémio Nobel da Química 2025 distingue desenvolvimento das estruturas metalorgânicas

Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar M. Yaghi são os cientistas premiados por uma nova forma de arquitetura molecular, com aplicações promissoras na captura de dióxido de carbono, armazenamento de gases tóxicos ou purificação de água. Em contextos extremos, como desertos, os materiais podem até ser usados para extrair água do ar

Susumu Kitagawa (Universidade de Quioto, Japão), Richard Robson (Universidade de Melbourne, Austrália) e Omar M. Yaghi (Universidade da Califórnia, Berkeley, EUA) são os vencedores do Prémio Nobel da Química 2025, divulgou, esta quarta-feira, o Comité do Prémio Nobel no Instituto Karolinska, na Suécia. Os três cientistas foram distinguidos pelo desenvolvimento das estruturas metalorgânicas (metal-organic frameworks, MOFs): “construções moleculares com grandes espaços através dos quais gases e outras substâncias químicas podem fluir”, segundo o comunicado oficial.

Trata-se de uma nova forma de arquitetura molecular, em que iões metálicos funcionam como pilares ligados por moléculas orgânicas (à base de carbono). Em conjunto, formam cristais porosos que podem ser ajustados para capturar e armazenar substâncias específicas. Estes materiais têm aplicações promissoras na captura de dióxido de carbono, armazenamento de gases tóxicos, purificação de água e catálise de reações químicas. Em contextos extremos, como desertos, podem até ser usados para extrair água do ar.

“As estruturas metalorgânicas têm um potencial enorme, trazendo oportunidades antes impensáveis para materiais personalizados com novas funções”, afirmou Heiner Linke, presidente do Comité Nobel de Química, durante o anúncio do prémio.

A descoberta teve origem no final dos anos 1980, quando Richard Robson explorou a possibilidade de combinar iões metálicos com moléculas orgânicas para criar cristais com cavidades internas. O primeiro modelo era instável, mas viria a inspirar o trabalho de Susumu Kitagawa e Omar Yaghi. Entre 1992 e 2003, ambos desenvolveram métodos que tornaram estas estruturas mais resistentes, flexíveis e modificáveis.

um ano o prémio foi atribuído a David Baker, Demis Hassabis e John Jumper por avanços no estudo das proteínas. Baker foi distinguido pelo “design computacional de proteínas”, e Hassabis e Jumper pelas “previsões da estrutura de proteínas”.

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Citação de Chandler, há 28 minutos:

László Krasznahorkai.

Não gostei nada do que li.

Nem o nome consegui ler direito. 

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Literatura densa, escura e apocalíptica. 

Não é fácil de ler. 

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László Krasznahorkai é prémio Nobel da Literatura 2025

Ao lado de Imre Kertész, galardoado com o Nobel em 2002, é a segunda vez que um húngaro recebe a distinção. O anúncio teve lugar em Estocolmo e a cerimónia de entrega do prémio está prevista para 10 de dezembro

Era um dos preferidos há anos e liderava a lista de apostas de 2025: László Krasznahorkai recebeu o Prémio Nobel da Literatura. Trata-se do segundo húngaro a vencer a distinção - o primeiro foi Imre Kertész, em 2002 – e do 122º autor galardoado no âmbito do prémio instituído por Alfred Nobel em finais do século XIX.  

Segundo o secretário permanente da Academia Sueca, Mats Malm, o escritor foi escolhido por construir “uma obra convincente e visionária que, no meio do terror apocalíptico, reafirma o poder da arte.” Malm acrescentou que falou com o autor, que se encontrava em Frankfurt, ao telefone, tendo apenas discutido pormenores práticos sobre a cerimónia de entrega do Nobel a 10 de dezembro. Nesse dia, ser-lhe-á formalmente entregue o valor pecuniário do prémio, fixado em 11 milhões de coroas – equivalente a cerca de 1 milhão e quatro mil de euros. 

László Krasznahorkai escreveu sete romances, dos quais dois estão traduzidos ao português. Um deles, “O Tango de Satanás” (Antígona), o seu livro de estreia originalmente publicado em 1985, viria a ser a base para o longo filme que Béla Tarr dirigiu em 1994. O outro, “Herscht 07769”, o seu penúltimo romance, de 2021, acabou de ser lançado pela Cavalo de Ferro. O programa do festival literário Folio, cuja 10ª edição decorre em Óbidos entre 10 e 19 de outubro, inclui a presença do autor no dia do encerramento. 

Autor que se assume devedor de Kafka, Beckett e Gogol - não em vão Anders Olsson, presidente do Comité Nobel, o considera “um grande escritor épico da tradição da Europa Central, que se estende de Kafka a Thomas Bernhard, e é caracterizado pelo absurdo e pelo excesso grotesco - o seu estilo denso e rarefeito despertou a admiração de Susan Sontag e de W.G. Sebald, quem disse: “A universalidade da visão de Krasznahorkai ultrapassa em muito todas as preocupações menores da literatura contemporânea. 

Nascido em Gyula, em 1954, no seio de uma família que só lhe revelou a origem judaica aos 11 anos, frequentou um liceu especializado em latim. Mais tarde estudou Direito, caminho que abandonou para se especializar em língua e literatura húngaras, com uma tese sobre o conterrâneo Sándor Márai. Em 1987, dois anos antes do colapso comunista, instalou-se em Berlim e, nunca deixando de retornar à Hungria natal, empreendeu várias viagens à Mongólia e à China, conheceu profundamente o Japão e passou períodos em Nova Iorque com o poeta Allan Ginsberg. Hoje, vive “recluso” - segundo o seu editor húngaro - nas colinas de Szentlászló, no sul do seu país. 

Vencedor do Man Booker International Prize em 2015 e de muitas outras distinções, numa entrevista dada em 2024 ao diário espanhol “The Objective”, a propósito de lhe ser outorgado o Prémio Formentor, explicou: “Não entendo os vencedores, pois o que ganham eles ao derrotar alguém? O que ganham não é nada para mim. Eles também não sobreviverão. Em contrapartida, entendo a derrota. Entendo-a porque sinto compaixão pelo perdedor. Portanto, só se pode escrever a partir da compaixão. 

Depois de, o ano passado, a distinção ter recaído sobre a sul-coreana Hang Kang e de, em 2023, o contemplado ter sido o norueguês Jon Fosse, em 2025 as apostas colocavam László Krasznahorkai em primeiro lugar na lista de favoritos. Seguiam-se autores sobretudo asiáticos, como a chinesa Can Xue, o japonês Haruki Murakami e o indiano Amitav Ghosh. Imediatamente depois vinham a mexicana Cristina Rivera Garza, o espanhol Enrique Vila Matas, o australiano Gerald Murnane e o romeno Mircea Cartarescu. Segundo o site de apostas online Nicer Odds, António Lobo Antunes era o primeiro escritor de língua portuguesa a ser referido, ocupando o 18º lugar. Algumas posições abaixo surgiam os moçambicanos Mia Couto e Paulina Chiziane, e os brasileiros Adélia Prado e Milton Hatoum.

 

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Nobel da Paz para Maria Corina Machado, uma líder da oposição venezuelana.

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Citação de Jimpo, há 22 horas:

Nem o nome consegui ler direito. 

Descobri a conta do cmpt do Rui Zink.

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Citação de antifa, há 3 horas:

Nobel da Paz para Maria Corina Machado, uma líder da oposição venezuelana.

quase que mais valia dar ao Trump.

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Citação de IlidioMA, há 16 minutos:

quase que mais valia dar ao Trump.

Eles devem ter achado que era uma boa ideia como solução de compromisso.

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Citação de IlidioMA, há 3 horas:

quase que mais valia dar ao Trump.

Se o Trump calha de conseguir tirar de lá o Maduro e meter uma nobel da paz, para o ano ainda saca mais isto. 

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Citação de Descartes, há 3 horas:

Eles devem ter achado que era uma boa ideia como solução de compromisso.

A cena é que o Prémio Nobel da Paz deve se focar, prima facie, nas guerras. Sim, em anos mais pacíficos (como houve muitos ali no inicio deste milénio) sem guerras grandes, ou evidentes, ou que envolvessem grandes potências, ou conflitos generalizados com bombardeamentos diários, dava para fugir do escopo e fazer dele um Prémio Nobel da Democracia e dos Direitos Humanos. Sim, deu para dar o prémio a ativistas dos direitos dos Maias, ativistas da democracia Chinesa, dos direitos das mulheres no Quénia, etc, etc. Até deu para dar ao homem do microcrédito do Bangladesh. E em todos não julgo que o Comité Nobel se tenha equivocado. Todas essas coisas são tijolos sob os quais a paz se constrói.

Porém, de há uns anos a esta parte a paz acabou no mundo. Hoje em dia temos guerras, guerras severas, em vários pontos do mundo. Já não são meros confrontos de guerrilhas contra o poder, carros-bomba de grupos terroristas contra check-points de soldados ocupantes ou conflitos menores num posto fronteiriço entre países em que se dispara um tiro aqui e ali, hoje temos a negação da paz no sentido mais sério possivel. Temos pela primeira vez desde a 2º GM uma super potência nuclear a fazer uma guerra à século XIX, invadindo um vizinho com o expresso objectivo de o absorver, de conquistar para si, território. Temos também uma guerra na qual um dos lados proclama, sem escolhos, pretender fazer desaparecer de modo físico e literal a totalidade da população de um território vizinho. Isto são o tipo de conflitos que o Mundo organizado na ONU achou que não voltariam a deflagrar e, eis-nos aqui de volta a décadas mais selvagens em que não havia qualquer tipo de ordem internacional.

Ora, indago, neste cenário, o Prémio Nobel da Paz, e se fizermos um ranking das coisas mais graves que possam acontecer no mundo e que tangem com o escopo deste prémio, em que lugar fica o "epá, queria que as eleições no meu país fossem mais transparentes"? Sim, estou a alijar a situação, eu sei, mas num tempo em que temos o tipo de guerras que temos - e consequentemente quem as queira parar - é a questão mais preocupante do mundo, neste momento, o Maduro??? Como o Maduro, ditadores que aldrabam eleições, epá, isso há em 50% dos países do mundo (vimos Moçambique, por exemplo, ainda agora), não é o maior problema que afecte a paz - ou que a suprima - nos temos correntes, este prémio, a meu ver, é um prémio avestruz: o comité nobel finge que o mundo não está como está e opta por dar prémios da Paz como dava em 2010.

 

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