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Não sei. Mas acho que quem não se está a cagar para as capas do L'Equipa está-se a cagar para quem se está a cagar para as capas do L'Equipe.

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Protesta um adepto da Académica

10 novembro de 2012 | 22:00

Colocado por: Alex Pais

 

From: JoaoPavlo Oliveira [mailto:[email protected]]

Sent: sexta-feira, 9 de Novembro de 2012 21:24

To: Record

Subject: Ao cuidado do Exmo. Director do Jornal Record

 

Caríssimo director do jornal “Record”;

 

O meu nome é João Oliveira, e sou adepto da Associação Académica de Coimbra.

 

Ontem, no estádio Cidade de Coimbra, assistiu-se a um jogo da Liga Europa, entre o vencedor da Supertaça Europeia e o vencedor da Taça de Portugal. Um jogo que qualquer analista desportivo diria que seria uma vitoria certa do Atlético de Madrid, pela diferença de experiência dos jogadores, pela diferencia de orçamento, pelo historial de vitorias, no fundo, por haver uma diferença gigante de dimensão desportiva entre um clube e o outro.

 

O que aconteceu foi precisamente o contrário, a Associação Académica de Coimbra dominou o jogo por completo, os jogadores mostraram uma garra e vontade de vencer enorme, e no final o resultado foi de 2-0 para a Académica, o que permite que a mesma ainda possa sonhar com o apuramento para a próxima fase desta competição. Ora, parece unânime considerar que este feito foi sem duvida o feito mais importante desta jornada europeia dos clubes portugueses, principalmente pela imprevisibilidade do resultado.

 

Mas pelos vistos vossa excelência entende o contrário. Hoje os portugueses acordaram e nas capas dos jornais desportivos (A Bola e Record), aparecia em primeiro plano o empate (pasme-se), o empate entre o Sporting e o Genk.

 

O jornalismo desportivo em Portugal, há muito que se sabe, é incrivelmente tendencioso em relação aos 3 clubes de Lisboa e Porto, com certeza por interesses económicos e/ou facciosismo dos jornalistas que neles trabalham, mas hoje ultrapassou-se o limite do razoável.

 

Entender-se que um empate entre uma equipa que está a ter uma das piores fases da sua história, e um clube de quarta ou quinta linha da Europa é motivo de manchete, e portanto, teoricamente o feito mais importante a noticiar, quando a Associação Académica de Coimbra venceu, de uma forma indiscutível, o detentor da Supertaça Europeia, segundo classificado da liga espanhola, que está em primeiro lugar do grupo, e é um dos gigantes do futebol europeu, é simplesmente gozar com quem é academista, é simplesmente gozar com quem não tem o Benfica, Sporting ou Porto como clube de eleição.

 

Quero apenas, para finalizar, dizer-lhe simplesmente que estas atitudes não passam despercebidas. Não tenho evidentemente poder para mudar esta situação, mas observar este desprezo gigante por esta instituição com 125 anos de história e ficar calado, não é da minha maneira de ser.

 

Espero que um dia, sobre o seu comando ou não, o seu jornal possa ter alguma imparcialidade e não voltar a cometer injustiças absurdas como esta.

 

Sem mais,

 

Despeço-me com as maiores Saudações Académicas.

 

João Paulo Rodrigues de Oliveira

 

Nota da QdoC

 

Caro João Paulo, quando um dia os jornais desportivos mudarem as suas opções editoriais, a minha excelência já não andará por cá. O problema é que são da minha responsabilidade os resultados do Record de há dez anos para cá, e isso tem um preço: o de ter de fazer não o que quero, mas o que deve ser feito. Se estivesse no seu lugar, provavelmente escreveria uma carta aberta, ou mesmo fechada, muito parecida com a sua. Agradeço a gentileza de me dirigir estas palavras e o tom pedagógico dado ao que escreveu. Ao seu dispor.

 

Não, não sou eu. É outro João Oliveira, apesar de saber quem é.

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Não sei. Mas acho que quem não se está a cagar para as capas do L'Equipa está-se a cagar para quem se está a cagar para as capas do L'Equipe.

 

 

Normal.

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Pois é, mas é um assunto que tanto se discute aqui que achei que era importante, já agora, termos as palavras de um responsável.

Enquanto o desporto português for tão "one sided" a cultura desportiva nunca poderá evoluir. Sad but true.

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Muito boa a resposta do gajo do Record.

 

Muito boa? A resposta do Alexandre Pais pode ser muita coisa mas boa é que não é de certeza. Um homem que diz isto: "...o de ter de fazer não o que quero, mas o que deve ser feito. Se estivesse no seu lugar, provavelmente escreveria uma carta aberta, ou mesmo fechada, muito parecida com a sua." está a demitir-se da sua própria identidade e está a abdicar da sua personalidade. Faz-me lembrar os políticos que fazem o contrário do que prometem e depois vêm dizer-nos que não tiveram escolha e que fizeram o que tinha de ser feito. São desculpas que mascaram incompetências.

 

E diz-me uma coisa: concordas que, naquele dia, em vez de destacar o feito enorme da Académica, o que devia ser feito pelo Record era colocar o Wolfswinkel com o dedo do meio espetado, insinuando que ele estava a insultar os adeptos sportinguistas, com a palavra TRISTE a enquadrar essa imagem? Era mesmo isso que o Record tinha que fazer para, alegadamente, vender mais meia dúzia de exemplares e salvaguardar o emprego do Careca?

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Vou entrar nesta discussão, sabendo que não te vou convencer de que tenho razão. Mas peço-te te antemão que tentes ver as coisas pelo meu prisma e as tentes perceber.

 

Muito boa? A resposta do Alexandre Pais pode ser muita coisa mas boa é que não é de certeza. Um homem que diz isto: "...o de ter de fazer não o que quero, mas o que deve ser feito. Se estivesse no seu lugar, provavelmente escreveria uma carta aberta, ou mesmo fechada, muito parecida com a sua." está a demitir-se da sua própria identidade e está a abdicar da sua personalidade.

 

Ele é o dono de um jornal. E tem como objectivo vender jornais. Custa-me ter que usar isto como exemplo, mas sabes qual é a diferença de jornais vendidos quando o Benfica ganha e quando perde? Onde quero chegar, é simples e por esta altura já o percebeste. O que ele gostava era de puder fazer capas com a Académica e se calhar até com uma ou outra modalidade. Mas isso vende? Não, e se os jornais portugueses que vendem para 10 milhões, não é propriamente um L'Equipe que vende 65M de habitantes. (incluindo crianças). E em tempos de crise têm que fazer manchetes com o que vende. Se podiam ter uma capa para o Norte e outra para o Sul? À semelhança do jogo? Sim.

 

Faz-me lembrar os políticos que fazem o contrário do que prometem e depois vêm dizer-nos que não tiveram escolha e que fizeram o que tinha de ser feito. São desculpas que mascaram incompetências.

 

No meu ponto de vista, não mascara incompetência. Porque é uma maneira de vender mais jornais.

 

E diz-me uma coisa: concordas que, naquele dia, em vez de destacar o feito enorme da Académica, o que devia ser feito pelo Record era colocar o Wolfswinkel com o dedo do meio espetado, insinuando que ele estava a insultar os adeptos sportinguistas, com a palavra TRISTE a enquadrar essa imagem? Era mesmo isso que o Record tinha que fazer para, alegadamente, vender mais meia dúzia de exemplares e salvaguardar o emprego do Careca?

 

Por último termino o meu post ao dizer que não concordo. Entendo. Entendo que façam manchetes com o Sporting ou Benfica.

 

Condeno a triste imagem e o lixo jornalístico que foi publicado nessa capa. Uma imagem completamente adulterada da verdade e do contexto.

 

Havia outra maneira de vender mais meia dúzia de exemplares. Havia. Mas não era com a Académica como manchete.

 

Don't get me wrong, tou do vosso lado adorava ter um jornal como o L'Equipe. Mas nem a população nem os jornais portugueses têm a mente formatada para tal.

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De facto, o Alexandre Pais já deu respostas bem melhores... e mais criativas que esta.

 

não é propriamente um L'Equipe que vende 65M de habitantes. (incluindo crianças). E em tempos de crise têm que fazer manchetes com o que vende

Esto assim soa tão mal... :lol:

 

E o AP não é o dono. Esses são os do Grupo Cofina. Ele é o Diretor do jornal.

 

 

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E o AP não é o dono. Esses são os do Grupo Cofina. Ele é o Diretor do jornal.

 

;)

 

Não sabia ao certo o cargo, usei dono porque assim iriam perceber.

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Vou entrar nesta discussão, sabendo que não te vou convencer de que tenho razão. Mas peço-te te antemão que tentes ver as coisas pelo meu prisma e as tentes perceber.

 

 

 

Ele é o dono de um jornal. E tem como objectivo vender jornais. Custa-me ter que usar isto como exemplo, mas sabes qual é a diferença de jornais vendidos quando o Benfica ganha e quando perde? Onde quero chegar, é simples e por esta altura já o percebeste. O que ele gostava era de puder fazer capas com a Académica e se calhar até com uma ou outra modalidade. Mas isso vende? Não, e se os jornais portugueses que vendem para 10 milhões, não é propriamente um L'Equipe que vende 65M de habitantes. (incluindo crianças). E em tempos de crise têm que fazer manchetes com o que vende. Se podiam ter uma capa para o Norte e outra para o Sul? À semelhança do jogo? Sim.

 

 

 

No meu ponto de vista, não mascara incompetência. Porque é uma maneira de vender mais jornais.

 

 

 

Por último termino o meu post ao dizer que não concordo. Entendo. Entendo que façam manchetes com o Sporting ou Benfica.

 

Condeno a triste imagem e o lixo jornalístico que foi publicado nessa capa. Uma imagem completamente adulterada da verdade e do contexto.

 

Havia outra maneira de vender mais meia dúzia de exemplares. Havia. Mas não era com a Académica como manchete.

 

Don't get me wrong, tou do vosso lado adorava ter um jornal como o L'Equipe. Mas nem a população nem os jornais portugueses têm a mente formatada para tal.

 

Respondo de forma telegráfica:

 

Como o 13 já referiu o Alexandre Pais não é o dono do jornal. É o Diretor. Mas é ele quem define a linha editorial do jornal. Mas ele aparenta não saber disso pela resposta que dá.

 

Não é para mim um dado adquirido que as manchetes com o Benfica e/ou Sporting vendam mais. Se assim fosse os jornais desportivos mais vendidos no país seriam os jornais do Benfica e do Sporting. As pessoas compram A Bola e o Record por vários motivos. As manchetes são apenas um desses motivos e até penso que não sejam o mais determinante. No entanto faltam-me dados para o afirmar de forma mais convicta. Dir-me-ão que os jornais têm estudos de mercado que o comprovam. Eu tenho sérias dúvidas.

 

O objetivo de vender mais não pode ser a linha condutora de um jornal ou qualquer outro meio de comunicação social. Vender mais pode conduzir frequentemente a atropelos à deontologia profissional. E conduz quase sempre ao que se denomina por lixo jornalístico. É essa obsessão com as vendas que levam a colocar o Wolfswinkel de dedo espetado na capa e que tu condenas. Não podes aplaudir uma linha editorial que leva à presença de lixo nas capas e depois condenares essas mesmas capas por trazerem lixo.

 

Quanto à formatação da mente portuguesa eu não a tenho em tão má consideração. Só que é difícil evoluir e mostrar mais qualidade quando apenas nos convidam a escolher entre lixo e bosta. Assim é complicado... E pior se torna quando, aparentemente, somos nós, os leitores, os culpados de só nos oferecerem lixo e bosta. Porque somos burros e analfabetos como, há 2 ou 3 meses, disse o Vítor Serpa.

 

Edit: E hoje foi A Bola a espalhar m*rda pela capa...

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Quanto à formatação da mente portuguesa eu não a tenho em tão má consideração. Só que é difícil evoluir e mostrar mais qualidade quando apenas nos convidam a escolher entre lixo e bosta. Assim é complicado... E pior se torna quando, aparentemente, somos nós, os leitores, os culpados de só nos oferecerem lixo e bosta. Porque somos burros e analfabetos como, há 2 ou 3 meses, disse o Vítor Serpa.

Tudo dito, especialmente o bold. E isso espelha-se também nos supostos programas televisivos de debate desportivo.

 

 

Falando pela minha experiência, o que me levou, em tempos, a comprar um jornal desportivo foi a quantidade e a qualidade das análises disponíveis. Desde as crónicas até às notas dos jogadores. Na verdade, pouco me interessava saber as novidades. Eu queria era confrontar as minhas ideias com a opinião de figuras mais ou menos eminentes do acontecimento. Foi isso que me levou a comprar a A Bola há 10 anos atrás e depois passar para o Record durante 3/4 anos. Até que cheguei à conclusão que, de uma maneira geral, o conteúdo dos jornais desportivos tem vindo a decrescer muito nos últimos anos- não só a qualidade intelectual dos cronistas convidados decresceu, como o conteúdo jornalístico está perto do impertinente-, o que me levou a desistir de comprar para passar a ler em cafés nos intervalos de um jogo de bola ou na pausa para lanche do trabalho.

 

E a primeira coisa que faço quando pego num jornal desportivo é ir para a última página e dar uma espreitadela nos resumos dos "opinadores de serviço".

 

ps: esses telegramas saem-te caros, não D? :mrgreen:

Editado por Derlis Gonzalez

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A única coisa que não compreendo é o direito que certas pessoas julgam ter em relação à visibilidade nos jornais desportivos. Os jornais desportivos não prestam um serviço público, nem sequer têm o dever da isenção. Acho muito bem que reclamem o que acham que devem reclamar, agora é fantástico como isto é discussão há tantos anos.

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Não, não sou eu. É outro João Oliveira, apesar de saber quem é.

 

Fui postar isso no núcleo, já tirei. Vinha também perguntar se eras tu.

 

Por curiosidade, comprei O Jogo e o Diário das Beiras por causa das manchetes a esse jogo. Acho que foi a primeira vez que comprei qualquer uma dessas publicações.

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Fui postar isso no núcleo, já tirei. Vinha também perguntar se eras tu.

 

Por curiosidade, comprei O Jogo e o Diário das Beiras por causa das manchetes a esse jogo. Acho que foi a primeira vez que comprei qualquer uma dessas publicações.

Não, mas se calhar sabes quem é, é um manda chuva da JSD, muito visível cá por Coimbra, como não podia deixar de ser. Mas é adepto à séria da Briosa.

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Respondo de forma telegráfica:

 

Como o 13 já referiu o Alexandre Pais não é o dono do jornal. É o Diretor. Mas é ele quem define a linha editorial do jornal. Mas ele aparenta não saber disso pela resposta que dá.

 

Não é para mim um dado adquirido que as manchetes com o Benfica e/ou Sporting vendam mais. Se assim fosse os jornais desportivos mais vendidos no país seriam os jornais do Benfica e do Sporting. As pessoas compram A Bola e o Record por vários motivos. As manchetes são apenas um desses motivos e até penso que não sejam o mais determinante. No entanto faltam-me dados para o afirmar de forma mais convicta. Dir-me-ão que os jornais têm estudos de mercado que o comprovam. Eu tenho sérias dúvidas.

 

É completamente diferente. Toda a gente sabe que os Jornais Benfica e/ou Sporting são extremamente parciais. E que em caso de problemas internos e/ou outras situações problemáticas vão sempre ser politicamente correctos e muitas das vezes não informar o adepto comum sob certas situações. O Record e ABola, têm a vantagem de puder publicar o que bem lhes entender da maneira que lhes apetecer, e ainda lhes ser atribuida uma certa parcialidade, pelo menos na minha situação sempre ouvi dizer que o Record costuma ser parcial em relação ao Sporting, e ABola ao Benfica. Embora não concorde que isso se verifique. Excepto numa ou outra crónica, mas crónicas de trabalhadores independentes ao Record estou-me cagando.

 

Claro que estudos de mercado te dirão que existem outros motivos determinantes. Dei-te o exemplo de um. O momento da equipa. Sou o mais sincero possível não lia um jornal há 3 semanas hoje li o Record e Abola. Apesar de lhes ter o acesso porque o meu pai compra ambos todos os dias. E se o Benfica então tiver num bom momento eles vão vender mais jornais porque representam grande parte do País.

 

O objetivo de vender mais não pode ser a linha condutora de um jornal ou qualquer outro meio de comunicação social. Vender mais pode conduzir frequentemente a atropelos à deontologia profissional. E conduz quase sempre ao que se denomina por lixo jornalístico. É essa obsessão com as vendas que levam a colocar o Wolfswinkel de dedo espetado na capa e que tu condenas. Não podes aplaudir uma linha editorial que leva à presença de lixo nas capas e depois condenares essas mesmas capas por trazerem lixo.

 

Outros quinhentos. A linha condutora não tem que levar ao atropelamento (usando a tua palavra) da deontologia profissional. Se o faz é condenável como o faço. Quando disse que compreendia as manchetes com Sporting e Benfica, não disse que concordava com a manipulação que foi feita com esse não gesto do Wolfswinkel. São coisas diferentes.

 

Quanto à formatação da mente portuguesa eu não a tenho em tão má consideração. Só que é difícil evoluir e mostrar mais qualidade quando apenas nos convidam a escolher entre lixo e bosta. Assim é complicado... E pior se torna quando, aparentemente, somos nós, os leitores, os culpados de só nos oferecerem lixo e bosta. Porque somos burros e analfabetos como, há 2 ou 3 meses, disse o Vítor Serpa.

 

Não tenho nada a dizer. ;)

 

PS: li ontem, mas já tava a morrer de sono para responder, e só agora me lembrei.

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