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[FM08] From the Heart of Milton Keynes

Publicações recomendadas

Pelo menos sei que não vais para a Lázio... :lol:

 

Curiosamente o teu trajecto de Portugal para Itália também foi semelhante ao meu... se bem que tenhas ido para uma equipa com a qual não simpatizo

 

Save do sheva no FM06 em que passou pelo Leiria... :p

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famaboys, eu já passei por equipas com as quais não simpatizo, por cá... das quais destaco obviamente o porto :vom:

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E voltar ao Mkdons ? :D

 

Depois de Itália, ficarei ao sabor do vento... um regresso a Inglaterra é possível, quer seja para o MK Dons quer seja para outro clube. Mas nessa altura, talvez mais do que nunca, o meu futuro ficará dependente dos cargos que estejam vagos. ;)

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Fazes bem em ir para Itália, e gosto da ideia de assumires um futebol diferente :) O Nápoles rejeitou a tua candidatura, era um bom clube para levares ao topo, mas é como dizem, não devem ter dinheiro (mas aposto que até ias a 0€ :D)

 

Foi pena contra o Barça, mas as grandes equipas também perdem ;) Sais do Ajax e deixas uma equipa soberba e umas finanças.. wow :shock:

 

Espero ansiosamente o próximo clube :biggrin:

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Fazes bem em ir para Itália, e gosto da ideia de assumires um futebol diferente :) O Nápoles rejeitou a tua candidatura, era um bom clube para levares ao topo, mas é como dizem, não devem ter dinheiro (mas aposto que até ias a 0€ :D)

 

Foi pena contra o Barça, mas as grandes equipas também perdem ;) Sais do Ajax e deixas uma equipa soberba e umas finanças.. wow :shock:

 

Espero ansiosamente o próximo clube :biggrin:

 

Mudança de ares, futebol diferente... para mim uma transição lógica, porque também gosto de ir variando esquemas, não deixa que nada entre em rotina...

 

As grandes equipas perdem, especialmente quando é contra outras grandes equipas... :laugh:

 

ele vai para o Parma...???...

 

Nim.... :cool:

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Acabada a época nos clubes, confirmada a minha saída do Ajax, chega a hora de voltar ao trabalho, na Selecção Holandesa, em mais uma dose dupla onde visitamos a Dinamarca e recebemos o Luxemburgo.

Se passarmos na Dinamarca creio que o nosso apuramento, ainda que faltando mais de uma mão cheia de jogos, fica decidido e confirmadíssimo.

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Como tem sido hábito, mudanças na convocatória da Holanda apenas por lesão, neste caso de Jonathan De Guzman, que acabou a temporada em má condição física e que assim permitiu o regresso aos eleitos de Arjen Robben, ele que havia ficado de fora diante de Azerbaijão e Bielorússia precisamente por se encontrar lesionado.

É com esta equipa que partimos para a Dinamarca, as minhas maiores reservas continuam a ser na baliza e na defesa.

Qualificação Euro'2016, Grupo B ミ 8ª Jornada

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Uma deslocação a Copenhaga que fica marcada pela péssima prestação de ambos os guarda-redes, ou pela óptima prestação dos ataques, cada um interpreta como quiser. Pessoalmente não gostei nada do Velthuizen na baliza, não transmite qualquer segurança, ele que no Mundial 2014 até se tinha portado de forma bem razoável.

Começámos a ganhar, com mais um belo golo de Kivuvu na meia distância mas pouco depois Mads Laudrup, sobrinho de Brian Laudrup, lá empatava. Não durou muito, porque à meia hora, bem lançado nas costas da defesa Dinamarquesa, Van The Man voltava a colocar a Holanda em vantagem, serenando depois um pouco a partida até ao intervalo.

Aos 15 minutos da segunda parte já estava tudo empatado outra vez, com o golo de Frederiksen. Não gostámos muito e acelerámos, conseguindo resolver o jogo em 5 minutos, com o melhor marcador da Champions, Zeefuik, a dar-nos vantagem, e Wesley Sneijder, que ainda aí está para as curvas, a fazer o quarto golo.

O jogo não acabaria sem mais uma oferta, que Nicky West - que nome tão Nórdico - a fechar o resultado em 3-4. Acaba por ser uma excelente vitória da equipa Holandesa, que se mostra absolutamente letal na produção ofensiva, conseguindo sempre arranjar maneira de ameaçar o guardião adversário.

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Não mostrem a partida é a aspirantes a guarda-redes, por favor...

Qualificação Euro'2016, Grupo B ミ 9ª Jornada

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Ao contrário do que vem sendo hábito, não rodei jogadores para enfrentar uma Selecção de menor nomeada e provavelmente não o irei fazer daqui até ao fim do apuramento. Quero sempre utilizar os melhores que estejam disponíveis, para começar desde já a desenhar a equipa para a fase final do Campeonato da Europa.

Tivemos 3 atletas a bisar - Babel, Zeefuik e Robben - e dois defesas a fazer o gosto ao pé - Drenthe e Maduro - mas o grande destaque do jogo vai mesmo para o "lol" que foi o golo do Luxemburgo, num lance em que Velthuizen fica com a bola uns 5 segundos nos pés a mexer de um lado para o outro e depois passa para Joachim, que o ultrapassa super facilmente em corrida e atira para o fundo da baliza. Não voltaremos a ver este guarda-redes nas próximas convocatórias.

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Fica para a história o facto de esta ter sido a nossa maior goleada e também naturalmente o jogo com mais golos em que participámos, depois daquela fantástica final do Campeonato do Mundo diante do Brasil, que terminou 4-3 para nós.

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Os Campeões do Mundo continuam a dominar o Grupo B e a facturar, tendo cada vez mais como certeza o 1º lugar no final das 14 classificativas.

A Suiça venceu um jogo extremamente importante diante da Bielorússia e deu um passo extremamente importante, rumo ao apuramento, no 2º lugar. São 5 os pontos que os separam de nós, e também do 3º posto.

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Regressaremos a meio de Agosto para uma partida diante da Noruega, numa jornada onde a Suiça joga na Dinamarca uma partida de nervos. Se a Bielorússia vence o Azerbaijão em casa, poderão voltar à luta pelo 2º lugar, juntamente com os Dinamarqueses.

Vencendo, podemos abrir as garrafas de champanhe e celebrar - talvez não matematicamente - o apuramento e a ultrapassagem de mais um obstáculo.

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Que grande jogo com a Dinamarca... E não lhes devias ter ganho carai! :| Mas mesmo assim o jogo podia ter ido para qualquer um dos lados. Como seria de prever goleaste os luxembrugueses num grande banho de bola. Caminhas a passos largos para a qualificação que não te vai escapar

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que jogaço contra a Dinamarca e que goleada no Luxemburgo...queres ver que eu adivinhei o clube que vais?

 

força

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Que grande jogo com a Dinamarca... E não lhes devias ter ganho carai! :| Mas mesmo assim o jogo podia ter ido para qualquer um dos lados. Como seria de prever goleaste os luxembrugueses num grande banho de bola. Caminhas a passos largos para a qualificação que não te vai escapar

 

Não podia nada... só podia ter vindo para o nosso lado :biggrin: coitados dos Dinamarqueses :mrgreen:

 

Já me começa a nascer a curiosidade em relação ao grupo que teremos no Europeu e ainda nem o apuramento está 100% garantido :happy:

 

que jogaço contra a Dinamarca e que goleada no Luxemburgo...queres ver que eu adivinhei o clube que vais?

 

força

 

Eu se fosse a ti não jogava muito no euromilhões... :tongue:

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Eu quando vi aquela proposta do Napoli rejeitada desmoralizei eu já os treinei em tantos FM's e consegui fazer sempre bons resultados... Quem será a equipa?

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Inglaterra, Espanha, Holanda... Itália

 

Não havia volta a dar. Itália era mesmo o destino mais apetecível neste momento na minha carreira, tendo também um campeonato extremamente interessante para ir experimentar coisas novas e diferentes do que venho fazendo nas últimas 3 temporadas em Barcelona, Amsterdão e na Selecção Holandesa.

 

Rejeitei AC Milan, tentei ir para o Nápoles, não aceitaram a minha candidatura, porque afinal sou um treinador altamente cotado, nesta altura o 3º melhor de sempre, que não é barato e provavelmente os Napolitanos julgaram-se incapazes de me agradar. Gostaria de ter ido para lá, mas ninguém morreu por causa disso.

 

Candidatei-me depois ao cargo que estava também disponível em finais de Maio, e fui aceite. Com um salário de 210mil € e um contrato com a duração de duas épocas, vou para Milão...

 

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Não tiveram uma época muito boa, ficaram no 6º lugar da Serie A e despediram dois treinadores durante 2014/2015. Viram em mim a opção ideal para trazer de volta os melhores dias ao clube, que nos 3 últimos anos desceu muito de nível.

 

E eu vi o Inter como a opção ideal para o meu objectivo de abordar um futebol diferente por terras Italianas, porque são talvez a equipa mais ligada com a história do "futebol de cadeado", nos anos 60.

 

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O multi-milionário Massimo Moratti quer continuar a respeitar a memória do seu Pai e pediu-me que voltasse a colocar o clube no topo do disputadissímo futebol Italiano, tendo como objectivo para estes 2 anos de ligação a vitória na Serie A.

 

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Depois do Chievo ser Campeão em 2013/2014, agora foi a vez da Udinese brilhar, garantindo o Scudetto. Os grandes de Itália precisam de voltar a acordar, porque a coisa parece estar a ficar cada vez mais competitiva nesta Liga.

 

O Inter lá apareceu a liderar alguma coisa, com Muamba a ser nomeado como a pior contratação da época...

 

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Mal cheguei, tinha logo em cima da minha secretária o relatório do meu adjunto, sobre o plantel actual, que sofrerá sem dúvida algumas alterações, com a saída de alguns velhos que só estão aqui a mamar ordenado.

 

O plantel é interessante, não estou assim tão confiante em relação à profundidade do mesmo, mas temos tempo para fazer ajustes, mas espero aproveitar todo o mês de Junho para colocar ordem na casa e não andar aflito depois lá para Agosto a tentar definir alguma coisa.

 

Será também cativante perceber como vai este plantel responder à minha peculiar forma de jogar, mas isto só com o tempo é que proporcionará algumas ilações.

 

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Um detalhe que gosto sempre de apreciar, chegando a um clube de maior reputação: que ligações com outros clubes existem.

 

Fiquei satisfeito por ver que temos ligações de merchandising com uma equipa Asiática e outra Norte-Americana, que nos poderão naturalmente providenciar alguns lucros, sempre precisos num clube com tantas despesas e que este ano nem andará pela Champions League.

 

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Não fui eu - obviamente - que terminei com esta ligação, estranhei até, mas pedi prontamente um novo clube satélite, com a esperança de que me apareça outro da MLS, que dê dinheirinho... mas o que importa é que seja ligação comercial, até pode ser no Pólo Norte.

 

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Só posso ser ambicioso neste clube, mas tolo nunca... não gosto nunca que a direcção fique descontente, em qualquer clube, pelo que, podendo colocar o objectivo logo como vencedor, que até me daria mais 20M€ para transferências, optei por ir ao encontro da expectativa mínima e comprometer-me com a luta pelo 1º lugar, que será sem dúvida interessante.

 

Devo dizer que à altura desta notícia já eu tinha gasto alguns milhões de €, pelo que o reforço a nível de verbas foi visto com bons olhos.

 

É com toda a motivação que chego a Itália - onde não treino desde os tempos passados na Juventus, também postados neste fórum, no anterior FM - e estou certo que será uma boa experiência. Fácil ou difícil, dependerá dos objectivos traçados, do futebol que queremos colocar em campo e da excelência que formos capazes de exibir em todas as partidas que disputamos.

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Disse no msn que não te queria num grande mas tendo em conta a posição delicada em que o Inter está é com certeza uma bela escolha para renascer esse gigante europeu que tem andado adormecido. O plantel à primeira vista parece ser bom mas com 55M€ para contratar julgo que vai haver alterações (como referes no texto). Pensas ir buscar alguém ao Ajax ou talvez Barça e MK?!

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Inter , grande clube !

gostei das afiliações ;) tens uma boa equipa

 

Força

 

A equipa ainda vai melhorar (assim o espero) :celebracao:

 

Disse no msn que não te queria num grande mas tendo em conta a posição delicada em que o Inter está é com certeza uma bela escolha para renascer esse gigante europeu que tem andado adormecido. O plantel à primeira vista parece ser bom mas com 55M€ para contratar julgo que vai haver alterações (como referes no texto). Pensas ir buscar alguém ao Ajax ou talvez Barça e MK?!

 

Vais percebendo cada vez melhor o porquê de um "grande" e o porquê do Inter.

 

As alterações serão algumas, bem ponderadas...

 

Do Ajax não vem ninguém, não quero fazer nada que prejudique o clube, mesmo agora que saí, quero ver o que aquela malta faz. Barça também não tem ninguém que possa encaixar aqui e que não custe os olhos da cara... quanto ao MK, iremos ter pelo menos um reforço vindo de lá... ;)

 

Excelente escolha :handclap:

Inter :prayer:

 

Também acho que foi uma excelente escolha.. apesar de ser também o único clube da Serie A que estava disponível na altura... :mrgreen:

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Boa sorte no Inter. Espero para ver que reforços trarás do MK.

 

Podes pôr uma SS do Saivet, se não for muito incómodo?

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Boa sorte no Inter. Espero para ver que reforços trarás do MK.

 

Podes pôr uma SS do Saivet, se não for muito incómodo?

 

;)

 

Irei colocar os perfis quando o plantel estiver fechado. Mas não é incómodo, aqui fica: Click :cool:

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HELÉNIO HERRERA

Maior figura, mais controversa, bem sucedida e marcante do «Catenaccio»

 

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Recuemos até Milão no inicio dos anos 60. Após conhecer 12 treinadores em 5 anos, o Inter começava a acordar para o seu dourado ciclo de domínio no Calcio. Vivia-se o reinado daquele que seria o grande presidente da sua história, Angelo Moratti, empresário do ramo petrolífero, cujo legado permanece hoje com o seu filho Massimo, presidente neroazzuro no final dos anos 90. Com ele chegou a Itália, com um contrato fabuloso para a época, vindo de Barcelona, o treinador mais amado e odiado da história do futebol europeu. Nenhum outro suscitou tanta polémica: Helénio Herrera. Para uns era “El mago”, para outros era “El diablo”. Com 30 anos de avanço, ele foi o primeiro treinador-director desportivo da história do futebol.

Nascera na Argentina, em 17 de Abril de 1916, mas fez-se homem em Marrocos. Jogou em França e foi treinador em Itália, Espanha e Portugal (Belenenses 57/58). Um viajante que no mundo do futebol esteve sempre décadas avançado no tempo.

Um trajecto de astúcia e inovação, que misturou com mestria todos os ensinamentos das várias escolas de futebol que o trota mundos Herrera conheceu, e que começaram nas ruas de Casablanca, que foram “uma bela escola da vida. Joguei com árabes, italianos, portugueses, espanhois, etc.” Nos movimentos puros dos miúdos da rua, o “mago” descobriu as características inatas de cada futebol. Depois, quando treinador soube colocar todos esses talentos ao serviço dos seus discutidos conceitos tácticos.

 

Discípulo do francês Gabriel Hanot, com quem esteve na selecção francesa em 1947 e 1948, o seu famoso percurso técnico começou em Espanha, onde foi campeão pelo At.Madrid, com os golos de uma “pérola negra” que descobrira, em final dos anos 40, nos “pelados” de Casablanca”: Ben Barek. Depois do Málaga e do Corunha, esteve ainda no Sevilha, que transformou junto com o mítico presidente Sanchez Pijuan, numa das melhores equipas do país.

No Barcelona, durante a década de 50, introduziu pela primeira vez numa equipa os médios alas e os defesas laterais, sendo o percursor da utilização, no futebol, do nacionalismo catalão: “Toda a Catalunha está atrás de nós!”, costumava gritar nos jogos e nos treinos. Venceu duas vezes o campeonato e com Kubala, o seu jogador de eleição durante os tempos que passou no Nou Camp, bateu o Real Madrid de Di Stefano, que, para Herrera, foi simplesmente “o melhor jogador do mundo de todos os tempos, melhor que Péle!”.

Em 1960, o grande impulso para a contratação de Herrera pelo Inter, surgiria, porém, num jogo da velha Taça das Cidades com Feiras, quando com um venenoso esquema, o chamado “futebol de contenção”, o seu Barcelona derrotou o clube de Moratti, administrando o resultados das duas mãos, 4-0 e 2-4.

 

Foi ele que ficou com a suprema imagem de mentor do “Cattenacio”, que depois do pioneiro ensaio no “WM” de Chapman, no Arsenal dos anos 30, inventou, na sua plenitude táctica, o posto de “líbero”, cujo termo diz dever-se “ao meu colega Angelo Grizzetti”. A invenção do libero fora no entanto obra de outro homem. A história começa em final dos anos 40, quando no banco do Inter se sentava então um homem que a história consagraria como uma das primeiras grandes raposas tácticas da escola transalpina: Alfredo Foni.

Nessa mesma época ecoava por toda a Itália o feito de um velho técnico chamado Gipo Viani, que com uma ardilosa táctica defensiva, levara o modesto onze da Salernitana á Serie A. Corria a época de 47/48. Basicamente, Viani, num tempo em que os números nas camisolas correspondiam fielmente á posição dos jogadores em campo, alinhava um nº9, Piccinini, avançado centro por excelência, como um médio que logo após o inicio do jogo, recuava no terreno, até á defesa, para marcar individualmente o avançado centro adversário. Ao mesmo tempo, o médio Buzzegoli, colocava-se atrás da linha de defesa. Assim, quando o avançado contrário pensava, depois de fugir á marcação ao homem de Piccinni, encontrar o caminho para a baliza todo o livre, nele surgia Buzzegoli que, dobrava todo o sector, e varria a bola para longe da zona de perigo. Nascia assim o primeiro libero da história do Calcio. Em sua homenagem chamou-se a este sistema “Vianema”. No futuro ficaria famoso como treinador do Milan onde, durante os anos 50, conquistaria dois títulos de campeão italiano.

Com essa ideologia táctica, inspirada no velho “ferrolho” suíço, Alfredo Foni conquistaria, no Inter, dois scudettos consecutivos (51/52 e 52/53). Nesse tempo, o libero era Blason. Com Herrera, o libero seria Pichi, antes um discreto defesa esquerdo. A estratégia baseava-se num frio esquema defensivo, que depois usava o contra ataque como uma mortífera arma secreta, expresso num sistema mordaz que se esquematizava em 1-3-3-3, 1-3-4-2 ou 1-4-3-2. Depois do ferrolho helvético dos anos 30, obra do austríaco Karl Rappan, surgia uma nova proposta táctica baseada num sistema defensivo. Só que ao invés do “ferrolho”, utilizador de dois trincos, reconhecimento de que o adversário era superior, o “Cattenacio” era uma arma para vencer, posta em prática por um adversário teoricamente superior. onde a condição atlética dos jogadores era decisiva para o sucesso.

 

Herrera nunca criticou aqueles que atribuíam a invenção do sistema a Viani e Foni, mas lembrava que antes já ele também o tinha utilizado. “Enquanto jogador, actuei como lateral esquerdo do Stade Français. Foi então que num jogo importante que vencíamos a ganhar por 1-0, eu, que era o capitão, perante as dificuldades que estávamos a sentir para segurar o resultado, resolvi, em pleno campo, mudar o sistema WM em que jogávamos. Coloquei-me atrás da defesa, á frente do guarda redes e disse a um médio para fazer o meu lugar no flanco. Quando mais tarde me tornei treinador da mesma equipa lembrei-me daquela experiência e passei a adoptar o sistema nos jogos fora ou nos encontros mais importantes ou difíceis. Os meus jogadores chamavam-lhe o sistema-cimento, porque o posto de líbero garantia um defesa quase impenetrável.” Se o WM ficara famoso por ter criado o stopper, o defesa central de marcação clássico, o Catenaccio, tornou-se uma referência de ruptura por ter inventado o líbero, que em italiano significa livre , isto é liberto de tarefas de marcação directa).

 

Por toda a Itália soaram as vozes de desagrado por este triunfo táctico, que, no fundo, se limitava a tirar uma unidade ao ataque para a acrescentar na defesa. A génese ofensiva do futebol estava ameaçada. Um sistema defensivo era utilizado não apenas como um meio para não perder, mas sobretudo como uma arma para vencer. No entanto, apesar das criticas estilísticas, o Cattenacio criara raízes e desde esse tempo, até hoje, colou-se ao futebol italiano como sua imagem de marca. No seguinte, Foni, talvez ferido pelas criticas, altera o sistema e retira o libero fixo. Blasson passa muitos jogos no banco. Em troca, implanta um sistema de compensações defensivas, onde todos dobram todos, de forma a existir sempre um último homem, espécie de libero volante. Na fase decisiva do Campeonato, porém, Foni sentiu o perigo com a Juventus a um ponto e lançou na defesa um picolo ragazzini vindo da Serie D, Vincenzi. Com ele todo o sector ganhou coesão, o Inter conquistou de novo o Scudetto e, pouco depois, Vincenzi estreava-se também na squadra azzurra. A consagração internacional do Cattenacio chegaria, na sua total dimensão, com Herrera: “Na época todo o mundo me criticou, mas hoje quase todos os treinadores me copiam e jogam com um líbero. Diziam que era ultra-defensivo, mas esquecem-se que fui o primeiro a transformar os defesas-laterais em médios-ala. Com Facchetti, era o extremo adversário que tinha de marcar o meu lateral! Mas é verdade, no meu sistema, o coração da equipa estava na defesa.” Com efeito, olhando para o pensamento e para o sistema de Herrera nele detectámos as grandes base do futebol moderno. Nele lá estão os três centrais, os laterais ofensivos, três médios na zona central, um ponta de lança e outro falso, situando-se mais atrás e cuja movimentação se situa entre o meio campo e o tal jogador mais adiantado.

 

Nas paredes do vestiário, Herrera tinha escrito: classe + preparação atlética + inteligência = Scudetto. Uma fórmula vencedora materializada no campo por uma promessa que fora buscar ás camadas jovens, Sandro Mazzola, filho de Valentino do Torino dos anos 40, Suarez, o nº10 espanhol, os médios Corso e Bedin, e Jair, que descobrira no Chile, vendo um treino do selecção canarinha: “O papel dos médios era sobretudo o de anular os movimentos do meio campo contrário, povoando o miolo do terreno, para onde, silenciosamente, se incrustava um dos extremos, mas sempre preparado para, quando os adversários adormeciam, avançar em grande velocidade no contra ataque. Esse homem era Jair”, recorda Suarez. O grande suporte do onze estava, no entanto, na defesa alicerçada em torno de Picchi, com Burgnich e Facchetti como laterais ofensivos, Guarneri, central de marcação, e Tagnin, “trinco”. É curioso notar que Herrera, no inicio, começou por tentar impor um jogo ofensivo, mas as primeiras derrotas logo o levaram a recuar e a converter-se á escola transalpina, adoptando o venenoso 5-3-2 com “líbero” á italiana. Conta Suarez que “Quando cheguei a Itália estranhei que me colocassem a jogar tão recuado. Meses depois, já entendia a razão. O futebol italiano é bom tecnicamente, é hábil, rápido e sabe improvisar, mas não gosta de treinar muito, como se faz em Espanha, para nem falar nos alemães. O carácter anárquico dos italianos sempre se reflectiu no seu jogo e, sobretudo, no treino. Procuravam o maior rendimento com o menor esforço. Sábios, descobriram que para isso o jogo defensivo era o ideal, com o que salvaram muitos resultados e como era realizado por jogadores vivos e dotados logo se converteu no sistema que melhor se adaptava ao tipo de treino e ao estilo dos seus futebolistas”. A superior visão de Suarez sobre as raízes do “calciatore” italianas, embora correctas ao tempo, não se vislumbram, porém, no presente, onde o dolce fare niente insinuado, atropelado por centenas de jogos por época, deixou á muito de ter lugar. Mas na génese descrita pelo espanhol estará a ratio que, para muitos, melhor permitirá analisar evolução táctica do futebol “azzurro”.

 

A última época no activo de Helénio Herrera foi em 80-81, de novo no Barcelona, onde numa altura em que comandava a Liga, aconteceu o incrível rapto do goleador Quini. Foram momentos de sofrimento, durante os quais Herrera se recordou do conselho médico que ouvira poucos anos antes em Roma: “O cardiologista disse-me para parar com o futebol. Ouvi-o, mas...”. A força do futebol foi a única coisa que superou sempre o “mago”, mas no inicio dos anos 80, sentiu que era o momento de parar. Herrera continuou a seguir o futebol, escreveu as suas memórias e tornou-se um critico deste futebol do final de século: “Vejo o futebol actual pouco espectacular. O meio-campo está sobrecarregado. Não é raro ver sete, oito jogadores aglutinados em poucos metros de terreno. Se hoje ainda treinasse utilizaria um sistema de marcação mista, zona-marcação individual. Os avançados têm de ser marcados em cima. Era uma loucura deixar só Van Basten ou Maradona!”. O ultimo conselho futebolístico que deu ao presidente do Inter, Massimo Moratti, filho do homem que o contratara há meio século atrás, foi a aquisição de Suker, que então considerava o melhor avançado dos anos 90, antes de este se mudar de Sevilha para Madrid. Nunca foi um admirador de Baggio: “Não o queria numa equipa minha. Quando é bem marcado por um adversário deixa de existir. Os meus preferidos são Vialli e Ravanelli”.

Herrera morreria em 1997, com 81 anos, passaria os seus últimos dias em Llanes, nas Asturias e quando partiu todos sentiram que com ele desaparecia um homem sem o qual a história do futebol seria totalmente diferente. Um perfeccionista, como o definiria Stefan Kovacs, para quem “se devo reconhecer-me um mestre, em toda a justiça digo que ele foi Helénio Herrera.”

 

Sistemas

 

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Serão estes os esquemas tácticos de um Inter com um único objectivo em todas as partidas que disputa: vencer, fazendo o necessário para que isso aconteça, mesmo que não seja bonito.

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Obrigado por teres tido o trabalho de fazer o que te tinha pedido. :compinchas:

 

Gostei do novo desafio, boa continuação ;)

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