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Sr. Inácio

Literatura | Discussão Geral

Publicações recomendadas

No bookdepository arranjavas isso um bocadinho mais barato, mas também não é grave.

Provavelmente, mas ali tinha a certeza do bom estado dos livros. E foi por impulso :mrgreen: Não posso ir à Feira do Livro :(

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Alex, vi hoje o teu livro lá na banca da feira do livro, as folhas todas mal imprimidas e tortas e o crl :mrgreen:

Eu não me esqueci de quem fez perguntas e ainda lá vou responder quando isto acalmar, mas... hã? É que eu tenho relatos de muitas pessoas que lá estiveram ou que lá compraram o livro e ninguém me relatou nada do género.

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O meu está impecável em termos de impressão.

 

Acabei-o hoje, já agora. Acho engraçado o Rain Dog ter falado no Intermitências da Morte, porque o ponto de partida é bastante paralelo a alguns dos livros do Saramago, tanto o Intermitências como o Ensaio sobre a Cegueira (nunca li o Ensaio sobre a Lucidez, shame on me, eu sei), o que até estranhei porque tinha a clara ideia que o Alex até nem era propriamente fã (o que pensando melhor deve ser uma enorme confusão da minha parte que sinceramente nem sei bem de onde veio).

 

Para primeiro livro está bem interessante. A ideia é boa, gostei do facto de te focares mais na reacção (e reacção parece-me uma ideia chave, numa situação como a descrita no livro, porque ninguém age numa situação daquelas) emocional das personagens como catalisadora da acção do que propriamente a lógica inversa, onde eventualmente procurarias justificar a acção com uma análise dos motivos que levaram x a fazer y, o que fez com que, na minha opinião, a história se desenrolasse de uma forma muito mais natural.

 

Há algumas passagens que são particularmente deliciosas, em especial ficaram-me na cabeça o capítulo XVI e a descrição da cena onde o Orlando

dá de caras com o motim de cegos a sair das celas rumo às escadas

:prayer:

 

Orlando esse que, juntamente com a Irene, foram as personagens que comigo tiveram mais impacto, apesar de já aparecerem relativamente tarde na história.

 

Gostei também do

twist final. Que sendo inesperado, não foi totalmente inesperado apenas no sentido em que durante a leitura, sempre tive alguma dificuldade em encaixar o Joseph Fritz em relação às restantes personagens. Inicialmente ainda pensei que fosse uma forma de deixares perceber o que se passava noutros pontos do planeta, mas a certo ponto percebi que esse não era o objectivo da personagem.

 

 

Pontos onde fiquei mais dividido foi em relação à estrutura dos capítulos em si. Pelo menos no início do livro, a combinação capítulos curtos + mudança do foco local da história cortaram um bocadinho a fluência de certos pontos da narrativa, mas nada de absolutamente impeditivo. Fico também com a clara sensação de, como o kareca disse, existirem certas personagens que teriam muito mais a dar para a história (ou para uma outra história), essencialmente os dois dos quais já falei em cima.

 

Resumindo e concluindo, gostei bem mais do que estava à espera, mesmo tendo metido lá no livro a martelo a palavra vilipendiando (diz lá, foi aposta não foi?) :mrgreen:

Editado por Mesquita

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Estou com problemas em enviar MP's ao kareca e ao Detlef (caixas cheias?), inclusivamente já escrevi as respostas e guardei num .doc, vou ver se amanhã isto já funciona.

 

Acabei-o hoje, já agora. Acho engraçado o Rain Dog ter falado no Intermitências da Morte, porque o ponto de partida é bastante paralelo a alguns dos livros do Saramago, tanto o Intermitências como o Ensaio sobre a Cegueira (nunca li o Ensaio sobre a Lucidez, shame on me, eu sei), o que até estranhei porque tinha a clara ideia que o Alex até nem era propriamente fã (o que pensando melhor deve ser uma enorme confusão da minha parte que sinceramente nem sei bem de onde veio).

Enganas-te. O Saramago é dos meus autores favoritos, como nem podia deixar de ser. E o paralelo do ponto de partida com o Intermitências ou com o(s) Ensaio(s) é fácil de estabelecer, sim.

 

Para primeiro livro está bem interessante. A ideia é boa, gostei do facto de te focares mais na reacção (e reacção parece-me uma ideia chave, numa situação como a descrita no livro, porque ninguém age numa situação daquelas) emocional das personagens como catalisadora da acção do que propriamente a lógica inversa, onde eventualmente procurarias justificar a acção com uma análise dos motivos que levaram x a fazer y, o que fez com que, na minha opinião, a história se desenrolasse de uma forma muito mais natural.

 

Há algumas passagens que são particularmente deliciosas, em especial ficaram-me na cabeça o capítulo XVI e a descrição da cena onde o Orlando

dá de caras com o motim de cegos a sair das celas rumo às escadas

:prayer:

 

Orlando esse que, juntamente com a Irene, foram as personagens que comigo tiveram mais impacto, apesar de já aparecerem relativamente tarde na história.

:heart:

 

Gostei também do

twist final. Que sendo inesperado, não foi totalmente inesperado apenas no sentido em que durante a leitura, sempre tive alguma dificuldade em encaixar o Joseph Fritz em relação às restantes personagens. Inicialmente ainda pensei que fosse uma forma de deixares perceber o que se passava noutros pontos do planeta, mas a certo ponto percebi que esse não era o objectivo da personagem.

 

Sobre isso (quem estiver interessado em ler sem ainda o ter feito, que não leia mesmo isto):

 

 

O fim teve muitas alterações. O sentido que lhe apliquei foi sempre o mesmo, e mesmo agora muitas leituras retiram coisas diferentes do que tentei dizer, o que até certo ponto até é uma ideia interessante.

 

Como das vezes iniciais em que tentei explicitar a ideia não estava a conseguir passar claramente a mensagem, fui obrigado a alterar, a alterar, até que a versão final foi essa.

 

Queria passar a ideia que tu leste, acredito eu que aquela a que boa parte das pessoas chega, que é que o Fritz nunca existiu se não na cabeça do Gastão, meio entorpecido num canto da casa. Por outro lado, não queria ser claro. Queria deixar a interpretação aberta, instigar à dúvida e à reflexão. Penso que em parte consegui fazê-lo, e o facto de duas pessoas lerem e darem duas ideias diferentes é disso revelador.

 

 

Pontos onde fiquei mais dividido foi em relação à estrutura dos capítulos em si. Pelo menos no início do livro, a combinação capítulos curtos + mudança do foco local da história cortaram um bocadinho a fluência de certos pontos da narrativa, mas nada de absolutamente impeditivo. Fico também com a clara sensação de, como o kareca disse, existirem certas personagens que teriam muito mais a dar para a história (ou para uma outra história), essencialmente os dois dos quais já falei em cima.

Tinha medo de ser exaustivo.

 

Sei que a minha escrita não é de contabilidade narrativa, não é de disparar factos e acontecimentos e deixar que a narrativa se monte, que eu fuço nas coisas e arrasto o leitor comigo, e no final fartei-me de cortar coisas - por opção própria - precisamente com medo de me tornar demasiado exaustivo. Talvez tenha sido essa percepção que me fez encurtar o tempo de vida da história e de um ou dois personagens em especial.

 

Resumindo e concluindo, gostei bem mais do que estava à espera, mesmo tendo metido lá no livro a martelo a palavra vilipendiando (diz lá, foi aposta não foi?) :mrgreen:

:heart:

 

Estive com ele na Feira, sempre incrível!

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Os Passos em Volta foi a melhor coisa que li este ano.

 

Já lá vão seis meses e tem sido pegar, folhear e arrumar para o lado. Estou na fase do enjoo e não me apetece muito voltar aos autores preferidos. Fases.

 

Knut Hamsun é a minha sugestão se estiver alguém na mesma situação. Autor que ficou marcado na historia pelas suas posições politicas (apoiante do Nazismo e principal figura defensora da invasão da Noruega por parte do exercito Nazi) e por isso um pouco olhado de lado, mas não deixou essa marca nas suas obras. Elogiado por muitos dos grandes escritores como Mann, Kafka, Hemingway.

 

Faz uso de uma coisa que me agrada muito: o monólogo interior. A sua escrita e linguagem são muito simples, não se perde em devaneios e descrições. São histórias que fluem.

Editado por Woyzeck

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A minha caixa tem 91% de espaço livre. Acho que tem havido problemas com o envio de PM's no fórum.

Mas sem stress, quando voltar ao normal envias.

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Desta vez não há página nova mas terá de ser aqui ou começa-se a fazer tarde:

 

Há apresentação do livro na Fnac de Sta Catarina (baixa do Porto) no próximo domingo às 18.30h.

 

Estarei lá para falar um bocadinho sobre o livro e sobre o processo que levou até ele. Apareçam.

 

Quando poderes doar um à faculdade de letras ou á Garrett leio :mrgreen:

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Comprei o Ouve a Canção do Vento/ Flíper, 1973. Alguém já leu? Feedback?

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A edição é a mesma? Ou são dois livros separados?

 

É improvável (pelo menos em português) que já os tenham lido, o livro também saiu este mês.

Editado por Chandler

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Estou quase quase de férias, e queria sugestões para livros. Vou começar em breve as Intermitências da Morte e queria ler algo do Murakami e do Camilo, porem não sei por onde começar.

 

Estou a pensar ler também o Nome da Rosa e Cartuxa de parma

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O que traz a Noite, de Alexandre Costa.

Já li boas reviews.

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Também li " O que traz a noite".

 

Não tenho muito por hábito ler, mas dei uma oportunidade a este livro e devo dizer que não estou nada arrependido.

 

É um livro ligeiro, de fácil compreensão mas muito descritivo, o que nos puxa à reflexão sobre a temática ali apresentada e todas as consequências que uma situação daquelas traz.

 

As personagens estão bastante bem construídas embora a narrativa não seja extensa.

 

Uma sequela seria interessante. É esperar que o autor leia este apelo. :mrgreen:

 

Parabéns, Alexandre!

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Agora ando a ler "Guerreiros do Arco-Íris" do Andrea Hirata, depois dou feedback.

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Também li " O que traz a noite".

 

Não tenho muito por hábito ler, mas dei uma oportunidade a este livro e devo dizer que não estou nada arrependido.

 

É um livro ligeiro, de fácil compreensão mas muito descritivo, o que nos puxa à reflexão sobre a temática ali apresentada e todas as consequências que uma situação daquelas traz.

 

As personagens estão bastante bem construídas embora a narrativa não seja extensa.

 

Uma sequela seria interessante. É esperar que o autor leia este apelo. :mrgreen:

 

Parabéns, Alexandre!

:heart:

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Alguém me pode recomendar livros sobre Guionismo?

O Story do Robert McKee e o The Writer's Journey do Christopher Vogler são tipo as biblias do guionismo, embora eu não concorde 100% com o que é dito. E é muito importante, então numa área como esta, ter o discernimento de ver que lá por serem livros conhecidos não quer dizer que o que está lá escrito sejam verdades absolutas. Um exemplo simples é o facto do McKee odiar narração, por exemplo, mas já vimos o quão esse recurso pode funcionar e até pode ser explorado ainda mais, num ponto de vista criativo. E sinceramente, se estás interessado em escrever guiões o que eu recomendava era pesquisares pelos guiões dos teus filmes favoritos e ires ler e estudar a estrutura deles, perceber o porquê de certa cena estar naquele ponto do filme e não noutro e por ai diante.

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O Story do Robert McKee e o The Writer's Journey do Christopher Vogler são tipo as biblias do guionismo, embora eu não concorde 100% com o que é dito. E é muito importante, então numa área como esta, ter o discernimento de ver que lá por serem livros conhecidos não quer dizer que o que está lá escrito sejam verdades absolutas. Um exemplo simples é o facto do McKee odiar narração, por exemplo, mas já vimos o quão esse recurso pode funcionar e até pode ser explorado ainda mais, num ponto de vista criativo. E sinceramente, se estás interessado em escrever guiões o que eu recomendava era pesquisares pelos guiões dos teus filmes favoritos e ires ler e estudar a estrutura deles, perceber o porquê de certa cena estar naquele ponto do filme e não noutro e por ai diante.

 

Obrigado :wink:

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