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Ego Sum

[Discussão] Jogos RPG

Publicações recomendadas

Citação de SAS_Robben, há 32 minutos:

O Octopath Traveler vale a pena?

Oof, é tricky de dizer

O jogo é mesmo um RPG old school, é feito com esse propósito em todos os sentidos, visualmente, em termos de história, diálogos, etc.

Com tudo de bom e mau que isso tem...

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Bem, terminado o Tales of Arise posso dar a minha opinião completa. De forma resumida, daria algo como um 7.5, é um bom jogo, mas não deixa de ser um Tales e um JRPG, com tudo de bom e mau que os mesmos têm. Ao mesmo tempo é tão anime quanto é possível ser, até faz o favor de te dar um opening para a primeira metade do jogo e outro para a segunda metade.

Em termos da história, achei boa. Trata temas que até são bastante atuais, mas, e agora vamos entrar no território dos spoilers, 

Spoiler

sofre do mesmo mal da maioria dos JRPGs: há sempre um vilão final maior que afinal é o maior de todos. Algumas vezes é muito bem feito, outras vezes é "... ok" (é o caso deste), outras vezes é só mau. Além disso na segunda metade da história introduzem um personagem que é essencialmente o Sephirot do jogo, com, na minha opinião, uma falta de character development que até é pouco característico.

A história progride e consoante o enredo vai dando nós, as coisas evoluem com a história, o que é bastante bom. No geral, tirando coisas no último terço, é uma história com cabeça, tronco e membros e rewarding de jogar.

Não vou mentir, apesar do final ser essencialmente o poder do amor tirado do cu, fiquei feliz quando a Rinwell dá a mão à Shionne. Sou um coração de manteiga e deu-me aquele calor quentinho, devia ter sido um abraço porque é essa m*rda que ela lhe repete tipo três vezes, mas pronto.

Overall foi uma história rewarding de jogar.

A seguir quero referir o que, para mim, é sempre o ponto alto de Tales: character development. O jogo tem um porradão de skits constantemente que podem até tornar-se chatos para algumas pessoas, mas a maioria destes acrescenta muito aos personagens, à sua motivação, ao seu desenvolvimento e ajuda enormidades a criar um entrosamento com os personagens. A maioria das side quests são absolutamente inúteis e só existem para um propósito infeliz que irei mencionar mais tarde, mas algumas delas gracejam-nos com desenvolvimento dos mesmos personagens ou da relação entre eles e são gratificantes de fazer, apesar de serem praticamente todas quests de "mata x" ou "quero y items".

Achei o combate ligeiramente melhor que as minhas experiências anteriores de Tales, mas a certo ponto fartei-me. Aqui tenho de explicar um pouco sobre os mapas, que são iguais a si mesmo, nem bons, nem maus, existem, são dungeons. Para explorar certas áreas é preciso fazer atividades como partir pedras, queimar ramos, coisas nessa linha, estilo HM's do Pokémon, que aqui consomem CP. O que é CP? Ora, CP é um recurso que se usa em combate para healing e buffs. Essa atividade exploratória, para atravessar para essas áreas, onde quase sempre estavam items bons, era brincadeira para cuscar pelos 50~ em média. Por contexto, quando terminei o jogo eu tinha sensivelmente 570 de CP... dá para entender qual é o meu problema? Estamos a falar de dungeons de considerável dimensão, atoladas de bicharada e acabo numa posição de escolher entre 1) spammar items 2) evitar lutas 3) explorar o mapa. A isto tudo junta-se a 70% do tempo a AI dos teus colegas ser uma absoluta catástrofe e acabares a obrigatoriamente usar CP constantemente em combate porque eles levaram one shot ou demasiado dano. Tudo misturado, é um bocado m*rdoso, sinceramente. Eu optei por simplesmente spammar items, que, felizmente, pouco os usava no início e consegui poupar um bom guito com isso.

O ponto alto do combate são as boss fights, que muitas delas são genuinamente fixes. Outras são só estupidas do quão más são em termos de ser ridiculamente fácil, outras são más porque parece que a AI dos teus amigos decide simplesmente morrer para ébola aleatoriamente.

Ora, falando em guito... agora vou entrar na parte que me faz querer dizer que não recomendo comprar o jogo. Sei que não faz muito sentido, até porque disse que era um bom jogo e um 7.5, mas eu acabo o jogo com a opinião de que o jogo está construído seriamente para ser manipulador ou até predatório em microtransações. 

Da minha experiência, não é incomum estares underleveled quando comparado ao resto dos monstros consoante vais avançado no jogo, mesmo lutando sempre. O dinheiro é escaço também, principalmente no início e principalmente se fores usando e comprando items. Tens dinheiro para jogar saudavelmente, mas não tens dinheiro para corrigir muita borrada. Acredito que a malta que passa o jogo em Hard é claramente muito experiente no franchise e conhece os truques e manhas de trás para a frente, eu sei que não o conseguiria sem passar horas a ver vídeos no youtube.

Isto junta-se todo com o facto do jogo te atirar à cara constantemente as suas microtransações, poderes comprar levels e dinheiro na store. Menu? Constantemente uma notificação no System relativamente às mt (vou abreviar microtransações para isto) a não ser que os vás abrir um a um. Clássico rest point numa inn ou noutro sítio? Uma das quatro opções que te aparecem é para comprares mt e tens uma espécie de rodapé, como se fosse o telejornal, a informar sobre a sua existência. O jogo tenta a todo o custo vender o peixe e não só é agressivo com isso, como, pessoalmente, me deixa mesmo com a ideia que está construído para o vender em todos os sentidos. Não te obriga, não vais ficar preso no jogo incapaz de derrotar algo sem o fazer, podes simplesmente grindar (e tens ferramentas para automatizar isso no jogo inclusivé), mas obtê-las não me tira a sensação de que, particularmente nas primeiras dez horas de jogo, és seriamente aliciado.

Por fim, é um jogo belíssimo visualmente, talvez dos JRPGs mais bonitos da história. Tem um pop in grotesco que já mencionei anteriormente, mas tem animações muito boas, as cutscenes ora são in engine, ora são animadas pela Ufotable, o que é selo de qualidade, é um jogo genuinamente belo e com ótimo design em termos visuais de tudo, seja personagens, seja dos mapas.

Em jeito de conclusão, gostei de jogar, gostei da história, tenho pena de sentir que é um jogo predatório em termos de microtransações, mas tirando isso foi uma boa experiência, consideravelmente melhor do que senti nos Tales que joguei anteriormente, como o Berseria, achei que este é um upgrade considerável.

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Obrigado por teres sido a minha cobaia ❤️ 

Dei uma vista de olhos em algumas streams e decidi que não era para mim. O diálogo e a quantidade de exposição que é vomitada já é algo que me cansa, honestamente. Alguém tem que ensinar ao pessoal no Japão lições sobre pacing e o 'show, don't tell'. Chegou ao absurdo de eu ver uma cutscene e depois numa dessas skits, as personagens repetirem exactamente o mesmo que se passou há segundos. Persona, Yakuza é a mesma m*rda. Se calhar é cultural, não sei.

É pena porque estórias de romance não são assim tão comuns hoje em dia, mas a escrita tem que ser boa, o que não parece ser o caso.

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Experimentei o demo do Dragon Quest 11 e fiquei surpreendido pela positiva até a banda sonora me atrofiar o juízo. Pus-me a pesquisar e parece ser opinião geral.

É bizarro como um jogo que tem valores de produção tão altos tem um design sonoro completamente obtuso. Nem se trata de as músicas serem más, mas toda a execução é amadora. Não há transição entre áreas e cutscenes. É tudo feito em cima do joelho.

Já vinha falar bem e tudo do jogo... ;_;

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Citação de Rōnin, Em 26/09/2021 at 23:22:

Disco Elysium é f*da. É só.

Estou tão agarrado

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Citação de SAS_Robben, há 6 minutos:

Estou tão agarrado

Demorei o meu tempo com o jogo. Disfruta-se bem jogando aos poucos, como um bom livro.

Vais em que dia? 

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Citação de Rōnin, há 19 horas:

Experimentei o demo do Dragon Quest 11 e fiquei surpreendido pela positiva até a banda sonora me atrofiar o juízo. Pus-me a pesquisar e parece ser opinião geral.

É bizarro como um jogo que tem valores de produção tão altos tem um design sonoro completamente obtuso. Nem se trata de as músicas serem más, mas toda a execução é amadora. Não há transição entre áreas e cutscenes. É tudo feito em cima do joelho.

Já vinha falar bem e tudo do jogo... ;_;

Joguei na switch e com orquestra é fixe

fiz tudo menos o fim do postgame, acho q gastei umas 120+horas nisto

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Citação de Plagio o Original, há 2 horas:

Joguei na switch e com orquestra é fixe

fiz tudo menos o fim do postgame, acho q gastei umas 120+horas nisto

Baixei um bocado o som da música, é o que é. Só saltou-me à vista porque o resto é tão bom.

Acabei por comprar. Adoro as vibes de DragonBall que me tem dado. 

 

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Por acaso o DQ11 deve ser dos poucos jogos que é efetivamente melhor na Switch do que no resto

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O Dragon Quest XI é dos melhores RPGs que já joguei, acho que está tudo dito.
E obrigado ao Shaft por me lembrar do Golden Sun, 2 jogos estupendos. Ainda me lembro de estar a passar a informação do primeiro para o The Lost Age através do código de sincronização, 1 hora a digitar lol

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Citação de El Shafto, há 1 hora:

Por acaso o DQ11 deve ser dos poucos jogos que é efetivamente melhor na Switch do que no resto

60 FPS é f*da though 

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depende, quando um jogo tem a qualidade das animações dum dragon quest xi, fica a beneficiar imo

um persona 5 a 60fps seria um mimo, a fluidez do combate seria ainda melhor não?

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pá claro que é sempre melhor e claro que se nota a diferença, mas não é um fator que valorize mais de tipo 1% neste tipo de jogos tbh

uma coisa é se for shooter ou action, turn baseds, meh

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Ainda não joguei o dq11 mas o dq8 é fantástico e tem orquestra, joguei recentemente e continua a ter gráficos muito fixes.

A definitive edition tem orquestra?

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Citação de Sandes., há 5 minutos:

Ainda não joguei o dq11 mas o dq8 é fantástico e tem orquestra, joguei recentemente e continua a ter gráficos muito fixes.

A definitive edition tem orquestra?

tem, e podes usar o tema do dq8 no mapa

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Citação de Rōnin, há 25 minutos:

tem, e podes usar o tema do dq8 no mapa

quando acabar o que tenho na fila para jogar vai ser certinho entao. Obrigado!

btw o persona 5 tem sido um bocado desilusao para mim. Quando acabar faco um texto mais bonitinho tipo o shaft

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Morreu o Koichi Sugiyama, o compositor de Dragon Quest. Estou com um timing porreiro este ano.

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fdx

fui logo ouvir a Adventure

Editado por jmopborba

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A cena do protagonista mudo é um bocado bizarra no Dragon Quest 11. Especialmente nas cenas mais emocionais, onde ele fica ali a olhar como se nada fosse lol 

É mais fácil de ignorar em jogos mais antigos 2D. Em 3D e com a qualidade dos modelos, é algo que salta logo à vista. 

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