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Carlos Gouveia

Cientificamente falando...

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Quando há uma pandemia disso.... :medinho: :medinho:

O problema é esse... Para alem de que este virus é aquele mais apontado como modelo para guerra biológica, e com taxas de mortalidade quase nos 90% pode-se ver bem o problema.

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90%? Eu já ouvi dizer que a taxa de mortalidade é bem maior. E pelo que sei da descrição da doença e da maneira que se morre...:medinho:

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Mortalidade maior que a da Sida? Em que sentido? É que a Sida "mata" 100%. A menos que não consideres uma morte directa, mas sendo assim, a Sida passa a ter 0% de mortalidade visto que apenas enfraquece o sistema imunitário...

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a Sida mata 100%?

há pessoas que têm a sorte de sobreviver com Sida durante vários anos sem grandes consequências.

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O que é isso de sobreviver vários anos? Depois deixam de sobreviver? Porquê?

 

Mais tarde ou mais cedo, alguém que tenha Sida vai morrer devido a complicações da doença, isto claro se não morrer antes de um acidente ou algo do género.

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Mais vale dizer que a taxa de sobrevivência à doença após estar infectado é de 10%. Ou menos, aliás...eu li muito menos.

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sei la. sei que ate houve um portugues que apareceu na TVI numa entrevista a explicar como era a sua vida depois de sobreviver uns bons anos com SIDA. e digo "houve" porque nao sei se ele est+a vivo ou não, nao conheço o homem, e mesmo que tenha morrido nao quer dizer que seja por causa da SIDA.

digo eu..

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sei la. sei que ate houve um portugues que apareceu na TVI numa entrevista a explicar como era a sua vida depois de sobreviver uns bons anos com SIDA. e digo "houve" porque nao sei se ele est+a vivo ou não, nao conheço o homem, e mesmo que tenha morrido nao quer dizer que seja por causa da SIDA.

digo eu..

A Sida pode não matar em meses ou até alguns anos, mas se não acontecer nada que te mate antes, vais morrer por complicações da doença. Isto claro se estivermos a considerar a mortalidade indirecta, porque a Sida propriamente dita não mata sequer.

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Lá está, tu com Sida morres de complicações causadas pela infecção e podes durar muitos anos... Com ébola passado uma semana ou nem isso estás-te a esvair em sangue pelos poros.

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Mas a taxa de mortalidade não tem a ver com a velocidade com que morres. Mas pronto, voltemos ao que estávamos a falar, a ébola é chata pra xuxu. :mrgreen:

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A taxa de mortalidade, que eu me lembre, é o numero de mortes / 1000 habitantes. E tanto numa como noutra doença há sempre uma fracção minima da população que tem imunidade genética ás infecções, é por isso que não há practicamente nenhuma doença que possa ter taxas de 100%.

Outra coisa é a % dentro dos infectados e aí sim chega-se aos 100.

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Tou a dizer a taxa de mortalidade de pessoas afectadas por uma qualquer doença, não a taxa de mortalidade da população em geral.

 

Aí tanto pessoas saudáveis, como doentes com outras doenças, como pessoas com imunidade genética, nenhuma se aplica a esta taxa. O que se vê é numa qualquer amostra de pessoas com a doença, a percentagem que morre devido à doença.

 

Se não gostas do termo ou se não é o certo, já não sei.

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Com ébola passado uma semana ou nem isso estás-te a esvair em sangue pelos poros.

 

Parece chato, isso.

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Ontem, na RTP2, naquela cena da National Geographic que dá a seguir a The Big Bang Theory, falaram sobre uma doença que eu nunca tinho ouvido falar: FFI - Fatal Familiar Insomnia.

 

Esta doença, raríssima, tem causa numa mutação genética (apenas num par de bases de DNA, segundo o que percebi do pouco que vi) e resulta na acumulação de uma proteína, a PrPC, numa determinada zona do cérebro. Pode acontecer entre os 30 e os 60 anos de idade, sendo que a média está nos 50. A doença tem 4 estádios, e demora entre 7 e 18 meses a "completar-se":

 

1. The patient suffers increasing insomnia, resulting in panic attacks, paranoia, and phobias. This stage lasts for about four months.

2. Hallucinations and panic attacks become noticeable, continuing for about five months.

3. Complete inability to sleep is followed by rapid loss of weight. This lasts for about three months.

4. Dementia, during which the patient becomes unresponsive or mute over the course of six months. This is the final progression of the disease and the patient will subsequently die.

No estádio 3, o que acontece é o seguinte: as pessoas adormecem, mas não passam do nível 1 do sono. Ou seja, a pessoa "adormece", mas o seu cérebro continua perfeitamente activo, sendo que, portanto, o cérebro não descansa, levando à tal perda de peso e consequente demência, e por fim a morte.

 

Fiquei chocado com o poder e o modo de acção da doença. :|

 

+ info -> http://en.wikipedia.org/wiki/Fatal_familial_insomnia

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Visitante

Também vi isso Ghelton. Fiquei assustado com o nº de casos daquela rapariga (Megan?) . 8 em 9 irmãos morrerem todos :(

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Deve haver algum descanso e recuperação do cérebro, porque não sobrevives meses sem dormir. O descanso não será suficiente, mas não deve ser nulo.

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Estar vivo é o contrário de estar morto.

 

Lili Caneças

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First you have to know... Know, not fear, thar someday... Someday, you're gonna die!

 

Tyler Durden

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Estar vivo é o contrário de estar morto.

 

Lili Caneças

O engraçado é que não é bem assim. O contrário de estar vivo é não estar vivo. Já o contrário de estar morto, sim, é estar vivo. Parece parvo, mas não é. Por exemplo, uma pedra não está morta, pois nunca esteve viva, no entanto, não está viva. Ora, se uma pedra não está viva tanto quanto não está morta, mas, porém, existe, então é a perfeita negação da vida. Ao contrário da morte, que, por sua vez, ao ser uma condição à vida, a confirma, logo não pode ser o seu contrário.

 

Got it? :mrgreen:

Editado por Hellder13

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