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Carlos Gouveia

Cientificamente falando...

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Uma coisa que não compreendo, porque é que se saltou para a conclusão que a luz é a coisa mais rápida? Porque não se conhecia nada mais rápido? Ou foi baseado em alguma teoria?

Não é a minha especialidade, mas julgo que a existência de corpos que se deslocassem a velocidades superiores à da luz violaria a Teoria da Relatividade Restrita do Einstein. Isto tem muito que se lhe diga e não estou suficientemente dentro do assunto, mas é algo que está demonstrado e que, por enquanto, é aceite.

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Naqueles testes que se andam a fazer no acelerador de partículas para tentar recriar o big bang eles não conseguiram colocar as partículas a uma velocidade superior à da luz?

 

Afinal parece que não, mas faltou um bocadinho assim.

 

Velocidade dos protões na colisão - 299 789 760 m/s - 99,9999991 % da velocidade da luz

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Colisor_de_H%C3%A1drons

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Mas não é assim que a ciência funciona. Quando se diz que algo é a coisa mais rápida e nada a pode ultrapassar, não é porque foi a coisa mais rápida que se encontrou. Tem de haver uma base para o afirmar, algo do tipo "não é fisicamente possível andar a mais do que x, porque y". Isso sim.

 

43s

 

 

:mrgreen:

 

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Quais os efeitos do queijo no cérebro? Pode ser prejudicial? Tenho andado a ler que pode ter efeitos prejudiciais no cérebro. Já vi várias vezes lado a lado com o álcool.

 

Vai na volta e o ditado popular até está certo.

Queijo faz esquecer.

:mrgreen:

Editado por Gaberlunzie

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Só para gerar discussão.. Como é que acham que seria a definição de ser vivo ou espécie?

A definição mais aceite de espécie é "seres vivos semelhantes que se cruzem e produção descendência fértil" :facepalm:

As espécies que realizam a reprodução assexuada ficam de fora :funny:

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Não há uma definição de espécie. Não sei de que curso és, mas se há coisa que se dá no curso de Biologia é isso mesmo. Os professores apresentam várias definições propostas por diferentes autores, mas nenhuma delas está verdadeiramente certa.

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Não há uma definição de espécie. Não sei de que curso és, mas se há coisa que se dá no curso de Biologia é isso mesmo. Os professores apresentam várias definições propostas por diferentes autores, mas nenhuma delas está verdadeiramente certa.

Estou em ciência e a minha professora própria disse isso. Mas disse a mais aceite (esta).

Por acaso adoro não sabermos definir o que somos, mostra muito sobre humanidade.

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Estou em ciência e a minha professora própria disse isso. Mas disse a mais aceite (esta).

Por acaso adoro não sabermos definir o que somos, mostra muito sobre humanidade.

Ensino Básico?

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Estou em ciência e a minha professora própria disse isso. Mas disse a mais aceite (esta).

Por acaso adoro não sabermos definir o que somos, mostra muito sobre humanidade.

Mostra? O quê?

 

Não sabemos/conseguimos definir porque há demasiada diversidade para se definirem certos parâmetros que sejam comuns a todos.

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Em ciência coloca-se tudo por caixas. Esta espécie pertence ao domínio x enquanto que a outra pertence ao domínio y, por exemplo. E muitas vezes essas "caixas" parecem exageradas porque, como disseram, a diversidade é tão grande que existem sempre novos organismos que ficam fora dessas designações. Mas o ser humano, como ser racional tenta ser sempre encontrar a definição correcta de qualquer organismo e colocá-lo num grupo restrito. Ao não conseguir definir espécie o ser humano encontra uma lacuna neste seu método: como definir tudo o que há? Como definir o que somos? Não explicação porque a resposta é infinitamente complexa e não temos capacidade de responder a isso. Então, como é que tudo mais simples e para existir ordem entre toda a comunidade cientifica e no mundo (objectivo da taxonomia, sem ser entreter-se com o latim) se não se sabe definir o que é uma espécie, a unidade mais básica taxonómica. Consideramos espécies muitos organismos mas não sabemos a base em que nos apoiamos para os definir. É ordem a partir da desordem :)

Resumidamente é muita filosofia. A mim é que me dá para pensar nestas coisas :mrgreen:

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Em ciência coloca-se tudo por caixas. Esta espécie pertence ao domínio x enquanto que a outra pertence ao domínio y, por exemplo. E muitas vezes essas "caixas" parecem exageradas porque, como disseram, a diversidade é tão grande que existem sempre novos organismos que ficam fora dessas designações. Mas o ser humano, como ser racional tenta ser sempre encontrar a definição correcta de qualquer organismo e colocá-lo num grupo restrito. Ao não conseguir definir espécie o ser humano encontra uma lacuna neste seu método: como definir tudo o que há? Como definir o que somos? Não explicação porque a resposta é infinitamente complexa e não temos capacidade de responder a isso. Então, como é que tudo mais simples e para existir ordem entre toda a comunidade cientifica e no mundo (objectivo da taxonomia, sem ser entreter-se com o latim) se não se sabe definir o que é uma espécie, a unidade mais básica taxonómica. Consideramos espécies muitos organismos mas não sabemos a base em que nos apoiamos para os definir. É ordem a partir da desordem :)

Resumidamente é muita filosofia. A mim é que me dá para pensar nestas coisas :mrgreen:

Epá ou tu falas muito bem ou não se percebeu quase nada. :mrgreen: Sou só eu que não percebo o que está a bold ou isso está mesmo mal escrito?

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Muito provavelmente está mal escrito. Podes transcrever pois estou no telefone e não consigo ver o bold?

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Via Láctea versus Andrômeda

www.zenite.nu?vialacteaxandromeda

 

JOSÉ ROBERTO V. COSTA

O Universo é tudo para nós

 

A Via Láctea está em rota de colisão com Andrômeda (M31), uma galáxia duas vezes maior. Elas se aproximam uma da outra a cerca de 480.000 km/h. Mas ainda não sabemos com certeza se haverá uma colisão frontal ou apenas uma interação*.

 

Uma colisão fundirá ambas numa imensa galáxia elíptica. De qualquer forma, isso levará não menos que três bilhões de anos para acontecer – tempo que pode coincidir com a morte do Sol.

 

 

 

SAI DA FRENTE. Como tudo o mais no Universo, a nossa galáxia também se move... e pode até “bater”.

 

Recentemente foram descobertas novas evidências de que Andrômeda não é tão grande por acaso. Seu tamanho teria sido conquistado às custas da massa de galáxias vizinhas, de menor porte, ao longo dos últimos bilhões de anos.

 

Estudando a borda da galáxia – o chamado halo galáctico – uma equipe internacional de astrônomos flagrou M31 na hora do almoço, literalmente. Eles observaram um gigantesco feixe de estrelas numa região árida da borda galáctica, cuja origem provavelmente se encontra nas galáxias anãs M32 ou NGC205. Isso indica que Andrômeda continua a assimilar companheiras menores até hoje.

 

Fome de viver

ANDRÔMEDA É VISÍVEL A OLHO NU, longe das luzes da cidade e numa noite sem luar, como uma pálida mancha de luz nas noites de primavera. Através do estudo de outras colisões de galáxias e usando simulações em computador, os astrônomos montaram um cenário, quadro a quadro, do que eventualmente poderá acontecer com a Via Láctea no caso de uma interação.

 

À medida que as duas galáxias se aproximarem uma da outra, Andrômeda irá crescer no firmamento terrestre, até aparecer como uma enorme espada de luz.

 

 

É improvável que a humanidade assista ao nascer desse dia, mas quando Andrômeda estiver perto o bastante da Via Láctea, as nuvens de gás de ambas vão interagir violentamente e centenas de brilhantes aglomerados de estrelas irão surgir no céu.

 

Será um formidável espetáculo pirotécnico por todo o firmamento. A quantidade de estrelas maciças irá crescer drasticamente. Estrelas gigantes azuis vão pipocar por todo o firmamento enquanto outras explodirão como supernovas.

 

Andrômeda levará talvez 100 milhões de anos para se contorcer em forma de U, quando finalmente adentrar em nossa galáxia e se chocar com o núcleo da Via Láctea.

 

Então a matéria de ambas será misturada numa única galáxia elíptica. Finalmente, quando as estrelas acharem seu lugar na nova casa, após um processo dinâmico chamado relaxação violenta, qualquer alusão do que foram a Via Láctea ou Andrômeda terá desaparecido.

 

E quando novas formas de vida apontarem no horizonte de galáxias vizinhas, talvez olhem na direção do núcleo de uma imensa galáxia elíptica, tentando, como nós um dia, compreender sua evolução.

 

Mas eles não encontrarão qualquer vestígio de que ali existiram duas majestosas galáxias espirais onde viveu uma civilização há muito esquecida. Assim mesmo tudo o que fizemos terá valido a pena, se ao contemplar o céu, pelo breve instante de nossa existência, tivermos aprendido a lição da humildade.

 

Faz pensar...

Editado por Badjoras Undersnight

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Por acaso já sabia que estavam em rota de colisão. Já vi simulações dessa mesma colisão e é fantástico. Ao início parece que se atravessam como se a outra não estivesse lá mas depois entram numa rotação até se "fundirem".

 

Editado por NIkeL

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Alguém me explica como se insere a questão do tempo dentro da teoria da relatividade e a física quântica? Pelo que vi num programa a equação anulava o tempo, daí que o tempo "não existiria". Mas tanto quanto sei esta visão das coisas é muito pouco aceitada dentro da ciência.

 

Posso estar a cometer algum erro na minha explicação mas foi basicamente isso que ouvi. A ideia era que a passagem do tempo era uma ilusão mas sim um conjunto de "snapshots"/momentos.

 

Também havia a questão de que a criação do espaço no Big Bang é aceitada pela grande maioria dos cientistas, agora a questão do surgimento do tempo é um pouco 50/50. A experiência que se poderia fazer era ver se a velocidade da luz se mantinha nas partes do universo mais antigas, porque se fosse diferente a velocidade por muito pequena que fosse a alteração então o tempo não podia ser uma ilusão e teria de ser uma realidade visto que as leis da física se alteraram ao longo do tempo.

 

Eu sei, eu sei, provavelmente tudo o que eu disse não bate certo, mas fiquei com as questões na cabeça quando vi o programa...

Editado por htc

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Só uma coisa, o Big Bang não é uma teoria que tenta explicar o aparecimento do Universo, é uma teoria que tenta explicar os primeiros instantes depois do aparecimento do Universo.

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Só uma coisa, o Big Bang não é uma teoria que tenta explicar o aparecimento do Universo, é uma teoria que tenta explicar os primeiros instantes depois do aparecimento do Universo.

Mind = blown.

 

E não estou a ser irónico. :medinho:

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Só uma coisa, o Big Bang não é uma teoria que tenta explicar o aparecimento do Universo, é uma teoria que tenta explicar os primeiros instantes depois do aparecimento do Universo.

Ora f*dasse, andei errado a vida inteira.

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Faz sentido. O Big Bang entra logo com o conceito do tempo, que só foi criado, por sua vez, com o aparecimento do Universo. O Big Bang é uma singularidade e, actualmente, não há qualquer teoria que explique o que é ou não uma singularidade. O Hawking defende que o início e o fim do Universo são singularidades, bem como os buracos negros. Mas não há teorias.

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estive 4 horas numa discussão sobre o inicio do universo, deus, divino e o caraças.

e juro que me faz uma confusão que do nada, do simples nada, se consiga criar um universo em fim à vista.

não consigo encontrar uma p*ta de explicação.

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estive 4 horas numa discussão sobre o inicio do universo, deus, divino e o caraças.

e juro que me faz uma confusão que do nada, do simples nada, se consiga criar um universo em fim à vista.

não consigo encontrar uma p*ta de explicação.

Nem tu nem mais de metade dos físicos

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mas como é possivel que do nada se transforme em algo grandioso?

mas porque raio existe um universo deste tamanho, não podem ser uma série de coicidências.

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mas como é possivel que do nada se transforme em algo grandioso?

mas porque raio existe um universo deste tamanho, não podem ser uma série de coicidências.

Eu até entendo a necessidade de achar que tem de haver algo grandioso que tenha mão nisto, o problema dessa teoria é que sofre precisamente do mesmo problema que tenta resolver, e de onde veio esse algo ou alguém que tem mão nisto? E quem ou o quê por sua vez criou esse? É um ciclo infinito. Sendo assim, esse argumento de nada serve.

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