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Carlos Gouveia

Cientificamente falando...

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A questão é que chegar às velocidades que atingimos é relativamente realista, são velocidades altas, mas pronto... Das velocidades que praticamos até chegar sequer a 1/1000 da velocidade da luz é um salto tão grande que nem sei que adjectivo hei-de usar. Mesmo admitindo que chegamos lá, qualquer alvo está fora da nossa realidade na mesma, está tudo simplesmente longe demais. Já para não falar que na minha opinião seria um risco gigantesco tentar ir a um sítio tão longínquo sem saber sequer se ele existe, não esquecer que ao olhar para o céu estamos a olhar para o passado, coisas que vemos podem já nem sequer existir.

 

Por outro lado está o financiamento. Nem dinheiro se quer dar para ir à lua, quanto mais para entrar em loucuras dessas. Por isso é que digo e repito, habitação de outros planetas por parte de humanos é em Marte ou na Lua.

 

Mas para isso, não teriamos de "criar" uma atmosfera ? Desculpa a ignorância :biggrin:

Editado por Badjoras Undersnight

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Sim, ou funcionaria num sistema como o Biosphere 2. Não sei se é sequer realista criar uma atmosfera num planeta, portanto essa seria a alternativa mais viável.

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O fracasso

 

O Projeto Biosfera 2 falhou.

A responsabilidade para os tripulantes era enorme. Era dever deles cuidar de todo o complexo tecnológico e ainda cuidar deles mesmos. O isolamento foi fraudulento. A composição do ar presente no domo também tornou-se um grande problema, principalmente no que diz respeito ao oxigênio, que caíra constantemente.

A grande riqueza do solo na Biosfera 2 levou à proliferação de microorganismos, cuja respiração consumia muito oxigênio. As plantações começaram a ser atacadas por pragas. A luz no domo não garantia fotossíntese suficiente para todas as espécies, inclusive a humana.

As espécies polinizadoras logo morreram, impossibilitando a reprodução de algumas plantas. Das 25 espécies originais de animais utilizadas no projeto, somente 6 sobreviveram. E, por motivos ainda não explicados, sobreviveu uma quantidade exageradamente grande de baratas.

 

Vi isto e passei logo de super motivado para desiludido

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Como é óbvio não é um projecto para daqui a um ano, nem 10, nem 20, nem 100. Têm mais que tempo de resolver esses problemas até lá, mas parece-me óbvio que a solução mais provável para viver noutro planeta é usar esse sistema.

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Como é óbvio não é um projecto para daqui a um ano, nem 10, nem 20, nem 100. Têm mais que tempo de resolver esses problemas até lá, mas parece-me óbvio que a solução mais provável para viver noutro planeta é usar esse sistema.

 

Parece que sim :biggrin:

 

Achei interessante aquilo das baratas

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Guest fiasco

Se sobreviveram baratas, é abrir lá lojas do Lidl e dos chineses. Mais barato não há. :calduco:

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O facto de sobreviverem baratas não devia ser novidade, o raio do bicho sobrevive a um holocausto nuclear, quanto mais numa coisa destas. Fossem maiores e eram invencíveis. :medinho:

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O facto de sobreviverem baratas não devia ser novidade, o raio do bicho sobrevive a um holocausto nuclear, quanto mais numa coisa destas. Fossem maiores e eram invencíveis. :medinho:

 

Mythbusters1.jpg

 

eles não concordam

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Lembro-me de testarem qualquer coisa do género mas não me lembro a que conclusão chegaram. De qualquer forma por acaso pensei que resistiam à radiação. :S

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Lembro-me de testarem qualquer coisa do género mas não me lembro a que conclusão chegaram. De qualquer forma por acaso pensei que resistiam à radiação. :S

 

se resistiam eram poucas, a mosca da fruta foi a que se safou melhor

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A Ginkgo Biloba (árvore) também sobreviveu ao holocausto nuclear.

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Guest fiasco

Essa era Ginkgo Balboa

Editado por fiasco

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Por acaso também pensei que ao engolir os planetas, estes se desintegravam, aparentemente apenas são afectados, não desaparecendo necessariamente. De qualquer forma isto não nos ajuda de forma nenhuma, porque apesar de não desaparecerem, são profundamente afectados, no nosso caso morreria tudo.

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Aí não diz pormenores, podem ser planetas gigantes, planetas muito afastados, etc.

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pois, é pena a notícia ser assim fraca. gostava de saber mais, depois procuro melhor.

_____

 

@ http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2202539

 

O LHC, o maior acelerador de partículas do mundo, descobriu uma nova partícula subatómica, prevista pelos físicos teóricos, foi hoje anunciado por cientistas britânicos.

 

Em causa está o bosão "chi b(3P)", cuja versão mais leve era já conhecida há cerca de 25 anos, escreve a AFP.

 

A capacidade do LHC (Grande Colisionador de Hadõres) de chocar protões a velocidades muito próximas da luz tem permitido aos cientistas observar vestígios de partículas mais pesadas do que foi até agora possível.

 

Este acelerador de partículas do laboratório europeu de física nuclear CERN tem sido notícia nos últimos meses por ser uma ferramenta imprescindível na procura do bosão de Higgs, a partícula subatómica cuja existência, segundo as teorias da física, explicará a origem da matéria no Universo (por isso é chamada de "partícula de Deus" pelos jornais não especializados).

 

"Numa altura em que há grande interesse pelo bosão de Higgs, que cremos dar massa às partículas e começa agora a revelar a sua presença, muita da massa dos objectos de todos os dias tem origem na força forte que estudamos utilizando o chi b", lê-se no comunicado da experiência ATLAS do LHC citado pela France Press.

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Há coisa de 2 semanas informaram que, face à nova tecnologia adquirida, esperam provar a existência do Bosão de Higgs já no próximo ano.

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Aqui fica aquilo dos planetas que meti ai em cima

 

Estudo publicado na Nature

Um planeta pode ser engolido pela sua estrela e sobreviver? Sim, há dois que o provam

 

É o destino reservado à Terra: um dia o Sol vai expandir-se e engolir-nos. Estima-se que isso só vá acontecer daqui a 5000 milhões de anos, quando o hidrogénio da nossa estrela for consumido totalmente e ela inchar até para lá de Marte, transformando-se numa gigante vermelha.

 

Não se sabe ao certo o que restará do Sistema Solar, mas num longínquo sistema a 3900 anos-luz de distância, este fenómeno brutal já se passou. Hoje existem dois planetas que giram pertíssimo do que resta de uma gigante vermelha. Antes, terão sido engolidos pelo astro, mas sobreviveram — algo que nunca tinha sido observado, explica um artigo publicado na edição online desta quarta-feira da revista Nature.

 

Os dois planetas, KOI 55.01 e KOI 55.02, estarão a menos de um centésimo da distância da Terra ao Sol, em relação à sua estrela — a KIC 05807616 —, e completam uma órbita a cada 5,8 e 8,2 horas. Os autores defendem que os objectos que hoje podem ser mais pequenos que a Terra são o que resta de antigos planetas gigantes.

 

“Quando o nosso Sol inchar para se tornar uma gigante vermelha, engolirá a Terra”, disse Elizabeth Green, uma das astrofísicas que integram o estudo e que pertence à Universidade do Arizona (EUA). “Se um planeta pequenino como a Terra passar mil milhões de anos num ambiente daqueles, vai simplesmente evaporar-se. Somente planetas com uma massa muito superior à da Terra, como Júpiter ou Saturno, é que poderão sobreviver”, explicou em comunicado.

 

Provavelmente, os investigadores encontraram o núcleo de antigos planetas gasosos. Seria o equivalente a arrancar a atmosfera, a crosta e o manto da Terra, ficando apenas o núcleo metálico.

 

A descoberta dos dois planetas foi feita graças ao telescópio espacial Kepler, mas de uma forma inesperada. A equipa, que também integra investigadores da Universidade de Toulouse, em França e da Universidade de Montreal, no Canadá, utilizaram o instrumento para medir as alterações de brilho da KIC 05807616.

 

A estrela sub-anã b deixou de ser uma gigante vermelha há cerca de 18 milhões de anos, porque perdeu para o espaço o material da coroa e ficou só com o núcleo interno muitíssimo quente. Devido às suas características físicas, a estrela mantém uma espécie de respiração ou pulsar, que é observado pelos cientistas como variações de brilho.

 

Os cientistas utilizaram o Kepler para observar estas variações, mas encontraram diminuições cíclicas na emissão de luz da estrela que indicaram a existência dos dois astros.

 

A observação acabou por mostrar outro fenómeno que nunca tinha sido documentado. “À medida que a estrela engole o planeta, este tem de abrir caminho através da sua atmosfera quente e isso causa fricção, provocando um movimento em espiral. Ao fazer isso, o planeta ajuda a arrancar a atmosfera da estrela para fora”, disse Green. Os autores defendem que isto é uma prova de que um planeta também pode influenciar a evolução da sua estrela.

 

@http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/um-planeta-pode-ser-engolido-pela-sua-estrela-e-sobreviver-sim-ha-dois-que-o-provam-1526053

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E os prémios da má ciência de 2011 vão para...

 

Uns são fraudes, outros são estudos que não deviam ter acontecido, pelo menos daquela forma. Quando a ciência não dá boa imagem de si.

 

A fraude do "senhor dos dados" holandês

Os temas de Diederik Stapel pareciam escolhidos a dedo para chamarem a atenção: a influência do poder no pensamento moral, como os ambientes desordenados promovem a discriminação... Mas os dez anos de investigação em Psicologia Social do holandês, traduzidos em mais de 150 artigos em revistas científicas, desmoronaram-se em Setembro, quando foram divulgados os primeiros resultados de uma investigação promovida pela Universidade de Tilburg, onde trabalhava. Stapel, afinal, não fazia inquéritos, nem experiências para observar situações sociais. Inventava pura e simplesmente os dados e dava-os aos seus estudantes ou colaboradores, que não sabiam que trabalhavam com falsidades.

 

"As pessoas estão chocadas", disse ao site Science Insider Gerben van Kleef, psicólogo social da Universidade de Amesterdão. O relatório ainda provisório das universidades holandesas onde Stapel trabalhou chamou-lhe "Senhor dos Dados" (Lord of the Data), porque não mostrava o material original a ninguém. Isso ter-lhe-á permitido ter uma carreira fraudulenta, publicando em revistas prestigiadas, como a Science.

 

Esta fraude de proporções épicas pôde acontecer porque é prática corrente na investigação em Psicologia não divulgar os dados originais, com a desculpa de defender a privacidade dos participantes. Mas "a cultura de segredo da Psicologia produz ciência de baixa qualidade", escreveu na Nature o psicólogo Jelte Wicherts, da Universidade de Amesterdão. "Quando se voltam a analisar artigos publicados, encontram-se frequentemente erros, e quanto mais relutantes se mostram os autores em divulgar os seus dados, mais provável é que o seu trabalho tenha erros."

 

Arsénio, bactérias e a ciência em águas de bacalhau

A descoberta divulgada no final de 2010 foi uma declaração e tanto. Havia na Terra bactérias tão diferentes que passava a ser possível procurar vida em locais no Universo que até então julgaríamos mortos. Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da NASA, tinha encontrado uma espécie que se alimentava de arsénio. O estudo foi publicado na Science.

 

Até então o statu quo era que as proteínas, gorduras, o ADN, que compõem as células eram constituídas por carbono, oxigénio, hidrogénio, azoto, enxofre e fósforo. O que as bactérias GFAJ-1 do lago Mono, na Califórnia, rico em arsénio, faziam era substituírem o fósforo pelo arsénio quando o segundo existia em grandes quantidades. Este elemento venenoso, está abaixo do fósforo na Tabela Periódica e tem propriedades semelhantes.

 

A investigadora fez a descoberta submetendo as bactérias a concentrações altas de arsénio. Verificou a sua multiplicação e incorporação no ADN. Mas o trabalho foi logo criticado: o meio tinha fósforo suficiente para as GFAJ-1 sobreviverem, o ADN não foi limpo correctamente, devia ser analisado através de espectrometria de massa, etc.

 

A investigadora voltou para o laboratório e pediu aos seus pares que replicassem as experiências. Em Maio a Science publicou oito críticas ao artigo e um novo estudo de Wolfe-Simon e colegas que defendia as assunções originais. O artigo não foi retirado, embora exista uma desconfiança total.

 

A 25 de Junho, Carl Zimmer queixava-se no New York Times de que faltava vontade aos cientistas de replicarem experiências das quais esperavam resultados negativos. Dava explicações: isso tirava-lhes tempo para trabalhar nas suas experiências e tinham dificuldade em publicar os resultados em revistas de topo. Passado um ano, as bactérias que comem arsénio continuam em águas de bacalhau.

 

O vírus que afinal não estava por trás da fadiga crónica

Um retrovírus que causa leucemia em ratinhos está por trás da desconcertante síndrome da fadiga crónica, um problema com sintomas variados que afectará 17 milhões de pessoas? A hipótese foi publicada na Science, há dois anos, mas foi ceifada pela própria revista poucos dias antes do Natal, pondo fim a uma verdadeira novela.A equipa liderada pela investigadora Judy Mikovits relatou em 2009 ter identificado o vírus XMRV no sangue de 67% de 101 pacientes que analisou e também 3,7% de pessoas saudáveis. Mas ninguém conseguia reproduzir os seus resultados. As dúvidas acumularam-se, cada vez mais sérias. Teria havido contaminação das amostras ou de algum passo do trabalho de laboratório, até porque se descobriu que o vírus XMRV teve origem num laboratório.

 

Mas Mikovits recusou-se a ouvir tal coisa e, qual D. Quixote, passou estes dois anos a dizer que todos estavam a fazer as experiências de forma errada.

 

Defendia até que todos os doentes fizessem caras análises de despistagem do vírus (549 dólares, dizia a revista Nature) e tomassem anti-retrovirais, como se tivessem sida.

 

A Science já em Maio tinha pedido à equipa que retirasse o trabalho. Mikovits respondeu que era "prematuro". Entretanto, foi despedida do Instituto Whittemore (Nevada). Mas levou computadores, pens, apontamentos de outros investigadores. Foi denunciada à polícia e passou quatro dias na cadeia.

 

Bruce Alberts, o director da Science, explica que a revista retirou o artigo porque o grupo nomeado pelo Departamento de Saúde dos EUA para esclarecer se as reservas de sangue podiam ser contaminadas pelo vírus XMRV divulgou os resultados este mês: não havia indícios do vírus em amostras de sangue onde Mikovits et al o tinham detectado.

 

Os genes dos centenários atraiçoados por erro técnico

Estará o segredo do que faz alguém ultrapassar os 100 anos nos genes? Não se sabe bem. Por momentos parecia haver uma resposta mais concreta dada por Paola Sebastiani e Thomas Perls, dos EUA. Em Julho de 2010 diziam na Science ter identificado 150 locais no ADN humano que explicavam por que é que 77% dos centenários chegavam àquela idade. Para isso utilizaram 801 pessoas com mais de 100 anos e 962 controlos, e compararam 300 mil pontos no ADN entre as duas populações.

 

Os genes são uma espécie de caixa-forte de informação, que codifica cada proteína. São formados por uma cadeia de ADN, integrados nos cromossomas que estão nas células. A molécula de ADN é fabricada com quatro tijolos diferentes e cada gene tem uma sequência destes tijolos. Mas entre duas pessoas pode haver diferença num ou noutro tijolo. Os investigadores demonstraram que havia 150 lugares - chamados SNP (single nucleotide polymorphism) - no genoma humano que, se tivessem um certo tijolo em vez de outro, aumentavam a longevidade.

 

O estudo foi uma bomba. Mas rapidamente surgiram críticas. A mais grave foi a relativa a um aparelho usado para comparar os lugares no ADN das duas populações nas amostras de 108 centenários. O aparelho interpreta mal dois dos 150 SNP, o que punha a experiência em causa.

 

Os cientistas ficaram surpreendidos com a crítica e voltaram ao laboratório. A 21 de Julho, admitiram haver "erros técnicos" e pediram para retirar o artigo. "Sentimos que as principais descobertas que fizemos continuam a ser fundamentadas", escreveram. "Mas detalhes específicos da nossa análise alteraram-se substancialmente."

 

A bomba atómica da gripe feita em laboratório

Se o vírus H5N1, conhecido como a gripe das aves, se transmitisse facilmente entre os seres humanos - coisa que até agora não faz - seria uma bomba atómica biológica. A mortalidade é de 59%, bem acima de qualquer outra gripe, até mesmo da de 1918, que terá morto 100 milhões de pessoas. Então por que é que duas equipas, financiadas pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, criaram essas versões de pesadelo do H5N1?

 

A equipa de Ron Fouchier, do Centro Médico Erasmo de Roterdão, liderada por Ron Fouchier, e a de Yoshihiro Kawaoka, que junta investigadores japoneses e da Universidade de Wisconsin (EUA), têm artigos à espera de publicação em duas das mais prestigiadas revistas científicas (a Science e a Nature) descrevendo como criaram vírus H5N1 com mutações genéticas que se transmitem facilmente entre mamíferos. Até agora, o vírus só ocasionalmente passa para os seres humanos, embora com resultados devastadores: das 565 pessoas que infectou desde 1997, matou 331.A publicação iminente destes artigos fez entrar em acção um organismo criado nos EUA após os ataques terroristas de 2001 - e o envio de cartas com Bacillus anthracis, a bactéria do carbúnculo -, o Conselho Consultivo Científico de Biossegurança dos EUA, que pediu que os artigos não fossem publicados na íntegra. Pelo menos enquanto se analisam os riscos e os benefícios de divulgar uma investigação que pode ajudar terroristas a criar vírus que se transformem em armas letais.

 

Os cientistas não gostaram muito: defendem que é importante divulgar o que fizeram para que todos os cientistas possam preparar formas de contrariar a eventual utilização do vírus por terroristas, ou até se as mutações surgirem naturalmente.

 

Para Laurie Garrett, especialista em saúde do think tank Council on Foreign Relations, tentar travar esta publicação não é a melhor política. "Em vez de tentarmos censurar a investigação porque a sua divulgação inevitável pode ser perigosa, devíamos ter uma discussão franca sobre as suas implicações", escreve na revista Foreign Policy. Por exemplo, acerca da proliferação de laboratórios biológicos de alta segurança no pós-ataques de 2011, "onde os cientistas estudam agentes altamente patogénicos como o Ébola, o botulismo ou outros germes que alguém pode transformar em armas". Na União Europeia, nota, o número de laboratórios de segurança máxima (nível 4) cresceu de seis para 15 e nos EUA de sete para 13.

 

"Desde que a proliferação de laboratórios começou, ocorreram acidentes com uma regularidade alarmante", diz a analista. Nestas instalações, sublinha, podem fazer-se experiências para conceber supermicróbios, "quer as intenções sejam nobres, como parece ser o caso de Fouchier e Kawakoka, ou maldosas".

 

História macaca provoca demissão em Harvard

Oito actos de má conduta puseram fim à carreira de Marc Hauser, pelo menos em Harvard, onde era uma referência na Biologia do Comportamento. Em Julho, quando se demitiu, foi o fim de uma história de quatro anos.

 

O psicólogo comportamental era uma referência. Estudava a evolução de características humanas como moralidade, matemática ou linguagem, olhando para os primatas e procurando a origem destas características. Descobriu que os saguins-cabeça-de-algodão se reconheciam ao espelho e conseguiam identificar padrões diferentes de vogais e consoantes. Verificou que os macacos-rhesus podiam ler correctamente gestos humanos.

 

Publicou em revistas científicas com impacto: Science, Proceedings of the Royal Society, Cognition. Mas o cientista era criticado pelas suas experiências, por retirar conclusões ousadas a partir de observações subjectivas dos comportamentos dos animais que testava. A descoberta dos macacos que se reconheciam ao espelho, de 1995, foi uma delas. Hauser chegou a repetir testes sem conseguir replicar o observado. No entanto, continuou a publicar um artigo por mês e foi construindo um corpo de estudo que era seguido pelos colegas da área.

 

Mas, em 2007, três alunos graduados do seu laboratório desconfiaram da forma como Hauser utilizou dados e denunciaram o caso a Harvard. De seguida, os computadores do investigador foram levados e o burburinho à volta do cientista explodiu.

 

Três anos depois, a universidade concluiu que havia oito actos de má conduta que envolviam "aquisição, análise e retenção de dados, e a descrição de metodologias de investigação e trabalho". Colegas da área criticaram a universidade por não dar detalhes sobre os erros e lançar uma sombra sobre este campo de investigação. Hauser foi obrigado a rever os dados de três artigos, um deles foi retirado. Passado um ano, demitiu-se.

A má ciência dá-me um asco terrível. E não estou a falar de experiências que correm mal, mas sim de pessoas que constroem carreiras em torno de falsidades.

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Estás a falar especialmente de que ponto?

He researched the mechanism of the seasonal effect on plants, the effect of chemical inhibitors on plant stimuli, the effect of temperature etc. From the analysis of the variation of the cell membrane potential of plants under different circumstances, he deduced the claim that plants can "feel pain, understand affection etc.".
Editado por GSousa

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Creio que não está nem provado que está certo, nem que está errado. Eu acho que não podemos considerar que as plantas sentem isso, porque são conceitos construídos pelos humanos. Como qualquer ser vivo, sentem-se melhor quando lhes dão as melhores condições (neste caso, água, luz, fertilizante, etc..) e crescem mais e melhor. Se lhes cortarem pedaços de folhas, do caule ou raiz ficam diminuídas. Logicamente "sentem" isso, não como nós sentimos, mas reflecte-se no seu comportamento.

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