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Carlos Gouveia

Cientificamente falando...

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Creio que não está nem provado que está certo, nem que está errado. Eu acho que não podemos considerar que as plantas sentem isso, porque são conceitos construídos pelos humanos. Como qualquer ser vivo, sentem-se melhor quando lhes dão as melhores condições (neste caso, água, luz, fertilizante, etc..) e crescem mais e melhor. Se lhes cortarem pedaços de folhas, do caule ou raiz ficam diminuídas. Logicamente "sentem" isso, não como nós sentimos, mas reflecte-se no seu comportamento.

Sim, são conceitos construídos pelo homem. Mas penso que Bose provou que as plantas sentem isso "à sua maneira". É engraçado é que é unânime, pelo menos em Portugal, que os animais sentem dor mas quando se fala em plantas a conversa muda logo.

 

Plants respond to environmental factors. We’ve known this for a very long time. They will turn toward or away from the sun; they will sway with a passing breeze. But more and more, science has been telling us that the awareness goes much deeper, that plants have a kind of sentience. Does that mean they have consciousness? If they have consciousness, can they suffer? And if they suffer, and we are sometimes causing their suffering, do we want to stop? Can we? “Do unto others as you would have them do unto you” — it’s our Golden Rule. As Bose showed, plantss reactions to unpleasant stimuli is very similar to our own. If we can call this pain, as Bose does, how can we accept the harm we cause when snipping a flower off a bush simply for decoration, or rolling around in the grass to play? Should we start eating only food that we can pluck from a tree without damaging the tree itself, or better still, that falls off the tree of its own accord? Food that is already dead?
Editado por GSousa

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Meh, as plantas não têm receptores sensitivos nem SNC com zonas integradoras da dor. Não me acredito muito.

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Mais informação que encontrei:

 

Researchers from Michigan State University have discovered that plants have a rudimentary nerve structure, which allows them to feel pain. According to the peer-reviewed journal Plant Physiology, plants are capable of identifying danger, signaling that danger to other plants and marshaling defenses against perceived threats. According to botanist Bill Williams of the Helvetica Institute, "plants not only seem to be aware and to feel pain, they can even communicate."

 

This research has prompted the Swiss government to pass the first-ever Plant Bill of Rights. It concludes that plants have moral and legal protections, and Swiss citizens have to treat them appropriately. The Penn State Vegetarians Club would do well to investigate this data before claiming to be superior to those of us who do not subscribe to the idea that eating meat is morally wrong.

 

http://www.collegian.psu.edu/archive/2008/12/09/recent_studies_have_proven_pla.aspx

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Sim, são conceitos construídos pelo homem. Mas penso que Bose provou que as plantas sentem isso "à sua maneira". É engraçado é que é unânime, pelo menos em Portugal, que os animais sentem dor mas quando se fala em plantas a conversa muda logo.

Provavelmente porque, às plantas, falta um órgão importante nisso de "sentir".

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Sim, são conceitos construídos pelo homem. Mas penso que Bose provou que as plantas sentem isso "à sua maneira". É engraçado é que é unânime, pelo menos em Portugal, que os animais sentem dor mas quando se fala em plantas a conversa muda logo.

Não são construídos pelo homem, existe no reino animal além do homem. Os animais têm receio, sentem afecto, entre outras coisas. Se o fazem por instinto ou por escolha é outra conversa, mas que o sentem, sentem.

Quanto às plantas sentirem dor, não é por casmurrice nossa, simplesmente as plantas não têm sistema nervoso para sentir dor ou qualquer outra coisa. Qualquer tipo de reacção de uma planta a estímulos é uma reacção biológica, não "sentimental" ou sensorial.

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Não são construídos pelo homem, existe no reino animal além do homem. Os animais têm receio, sentem afecto, entre outras coisas. Se o fazem por instinto ou por escolha é outra conversa, mas que o sentem, sentem.

Quanto às plantas sentirem dor, não é por casmurrice nossa, simplesmente as plantas não têm sistema nervoso para sentir dor ou qualquer outra coisa. Qualquer tipo de reacção de uma planta a estímulos é uma reacção biológica, não "sentimental" ou sensorial.

Não é isso que diz o texto que pus aí em cima. O que eles querem dizer com o "rudimentary nerve structure" ?

Editado por GSousa

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Provavelmente deve ser uma rede de "sensores" químicos, ou algo do género.

E a parte delas identificarem o perigo e comunicarem com outras plantas?

 

Não consigo encontrar mais informações sobre esse estudo. :(

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E a parte delas identificarem o perigo e comunicarem com outras plantas?

 

Não consigo encontrar mais informações sobre esse estudo. :(

Segundo sei, elas não identificam propriamente o perigo. Comparando com o reino animal, se uma gazela vir um leão, começa a fugir; uma planta não "vê" uma vaca, tampouco pode fugir. O que pode acontecer é que, sendo estimuladas a tal, produzam substâncias de defesa, ou ajam de determinada maneira, como por exemplo estas plantas carnívoras, que "fecham" quando os pelos sensoriais são estimulados. Neste caso específico, a planta não age intencionalmente, ou seja, ela não interpreta o facto de ter lá um inseto, simplesmente age de forma automática.

 

Quanto à comunicação com outras plantas não estou muito por dentro, mas imagino que seja também através da emissão de certas substâncias, que levem outras plantas a agir de determinada forma.

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Não são construídos pelo homem, existe no reino animal além do homem. Os animais têm receio, sentem afecto, entre outras coisas. Se o fazem por instinto ou por escolha é outra conversa, mas que o sentem, sentem.

Quanto às plantas sentirem dor, não é por casmurrice nossa, simplesmente as plantas não têm sistema nervoso para sentir dor ou qualquer outra coisa. Qualquer tipo de reacção de uma planta a estímulos é uma reacção biológica, não "sentimental" ou sensorial.

Por instinto não deve ser... As crias por vezes aproximam-se de predadores.

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Resumindo: as plantas não pensam, sentem, etc. porque não têm um sistema nervoso capaz de interpretar os estímulos que lhe vêm do mundo exterior. Ou seja, tudo o que elas fazem é inato, e baseia-se numa maquinaria biológica preparada para reagir a esses estímulos, mas sem grande intervenção da planta enquanto ser. Ou seja, as plantas "fazem coisas" não porque querem, mas porque assim estão programadas.

 

Por instinto não deve ser... As crias por vezes aproximam-se de predadores.

O instinto é uma coisa que se vai desenvolvendo, não nasce contigo. Uma cria de leão não tem o mesmo instinto furtivo de um leão adulto, não tem aquele ímpeto de caçar ou assim. É algo que vai aprendendo durante o seu desenvolvimento.

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Segundo sei, elas não identificam propriamente o perigo. Comparando com o reino animal, se uma gazela vir um leão, começa a fugir; uma planta não "vê" uma vaca, tampouco pode fugir. O que pode acontecer é que, sendo estimuladas a tal, produzam substâncias de defesa, ou ajam de determinada maneira, como por exemplo estas plantas carnívoras, que "fecham" quando os pelos sensoriais são estimulados. Neste caso específico, a planta não age intencionalmente, ou seja, ela não interpreta o facto de ter lá um inseto, simplesmente age de forma automática.

 

Quanto à comunicação com outras plantas não estou muito por dentro, mas imagino que seja também através da emissão de certas substâncias, que levem outras plantas a agir de determinada forma.

Ok, entendi.

Mas pegando nesse exemplo das gazelas: a gazela vê um leão, e depois a informação é passada ao cérebro que dá o 'comando' para a gazela fugir. Numa planta como isso acontece? Quando um insecto pousa, como é que os 'sensores' detetam que está lá algo em cima?

 

Não sei se me entendeste bem.

 

Resumindo: as plantas não pensam, sentem, etc. porque não têm um sistema nervoso capaz de interpretar os estímulos que lhe vêm do mundo exterior. Ou seja, tudo o que elas fazem é inato, e baseia-se numa maquinaria biológica preparada para reagir a esses estímulos, mas sem grande intervenção da planta enquanto ser. Ou seja, as plantas "fazem coisas" não porque querem, mas porque assim estão programadas.

 

 

O instinto é uma coisa que se vai desenvolvendo, não nasce contigo. Uma cria de leão não tem o mesmo instinto furtivo de um leão adulto, não tem aquele ímpeto de caçar ou assim. É algo que vai aprendendo durante o seu desenvolvimento.

Vão aprendendo por assim dizer. Ou seja uma cria de leão criada em cativeiro no meio de humanos não deverá ter esse tipo de comportamentos de caçador.

Acho que a palavra instinto não cai bem aí, a maioria das pessoas associa instinto a algo gravado permanentemente nos nossos cérebros desde a nascença.

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Então vá:

 

Ok, entendi.

Mas pegando nesse exemplo das gazelas: a gazela vê um leão, e depois a informação é passada ao cérebro que dá o 'comando' para a gazela fugir. Numa planta como isso acontece? Quando um insecto pousa, como é que os 'sensores' detetam que está lá algo em cima?

 

Não sei se me entendeste bem.

Aqui tens uma boa explicação: http://en.wikipedia.org/wiki/Venus_flytrap#Mechanism_of_trapping :mrgreen:

 

Como vês, tudo não passa de um conjunto de eventos bioquímicos.

 

Vão aprendendo por assim dizer. Ou seja uma cria de leão criada em cativeiro no meio de humanos não deverá ter esse tipo de comportamentos de caçador.

Acho que a palavra instinto não cai bem aí, a maioria das pessoas associa instinto a algo gravado permanentemente nos nossos cérebros desde a nascença.

Eu não queria entrar muito na parte da Etologia (estudo dos comportamentos), até porque era uma cadeira opcional do meu curso que eu não escolhi, mas imagino que esse leão, criado em cativeiro, não tem os comportamentos de caça porque não precisa, uma vez que ele é alimentado. Se os tratadores deixarem de o alimentar e ele estiver realmente com fome, provavelmente vai atacar o tratador quando este for à sua jaula. Diria que o instinto está intimamente ligado à necessidade, se é que me faço entender. Até porque, que eu saiba, não há nenhum animal que mate "por desporto", tirando o Homem.

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Já tinha visto isso. É interessante. No entanto não sei se há interesse em usar esses métodos em larga escala.

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Vista ao vivo da ISS. Fabuloso, Dá a volta ao globo em 90 minutos portanto deverá haver imagens fantásticas com regularidade.

 

(Se algum mod conseguir meter aqui o vídeo agradecia)

 

http://www.ustream.tv/channel/live-iss-stream

 

Aqui podem acompanhar onde ela está para terem melhor noção do que estão a ver.

http://iss.astroviewer.net/

Editado por NIkeL

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O primeiro hambúrguer deverá estar pronto em Outubro

Investigadores holandeses produzem em laboratório carne com células estaminais

 

 

Investigadores holandeses utilizaram células estaminais bovinas para produzir carne e prevêem que em Outubro terão o primeiro hambúrguer em laboratório, orçado em 250.000 euros. Este feito, dizem os cientistas, pode vir a reduzir o número de gado abatido para alimentação e as emissões de gases com efeito de estufa.

 

 

A equipa de Mark Post, director do departamento de fisiologia da Universidade de Maastricht, produziu pequenos pedaços de músculo, com cerca de dois centímetros de comprimento por um centímetro de largura e meio milímetro de espessura. Estas pequenas tiras de músculo, produzidas a partir de células estaminais de bovino, serão misturadas com sangue e gorduras produzidas artificialmente e depois prensadas para, em Outubro, produzir um primeiro hambúrguer, orçado em 250.000 euros, disse aos jornalistas Mark Post, à margem da conferência anual da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), que se reuniu neste fim-de-semana em Vancouver. Mas com a melhoria nas técnicas de produção, os preços irão baixar.

 

“O meu projecto visa criar carne a partir de células estaminais com uma tecnologia desenvolvida pela medicina há mais de 20 anos e que já atingiu a maturidade”, acrescentou Mark Post. “Os tecidos produzidos [em laboratório] têm exactamente a mesma estrutura dos originais”, garantiu. Além disso, a carne produzida em laboratório poderá ser controlada para apresentar certas qualidades, como por exemplo conter níveis elevados de ácidos gordos (Ómega 3), benéficos para a saúde. Esta técnica permite também produzir a carne de qualquer animal. “Poderíamos fazer carne de panda, tenho a certeza que sim”, disse Mark Post citado pelo jornal The Guardian.

 

Tornar produção de carne mais eficaz

 

Este projecto de investigação, que começou há seis anos, foi financiado por um doador que quer manter o anonimato e cujo desejo é “ver diminuir o número de animais abatidos pela sua carne e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, resultante da produção de gado”, acrescentou Mark Post.

 

“A produção de carne deverá duplicar até 2050 para responder à procura. Actualmente já mobiliza 70% das nossas terras agrícolas”, estimou o investigador holandês. A criação de gado contribui ainda para as alterações climáticas através das emissões de metano, gás com efeito de estufa.

 

“Vamos apresentar as provas de que isto é possível, o que abrirá a porta ao início do desenvolvimento deste produto e a todos os processos para tornar a produção mais eficaz, o que é essencial”, continuou. Mark Post espera ver esta carne produzida a grande escala nos próximos 10 a 20 anos.

 

Patrick Brown, professor de bioquímica da Universidade de Stanford, na Califórnia, salientou durante a mesma conferência de imprensa que a importância deste avanço é “denunciar a agricultura actual – e sobretudo a criação de gado – como a maior catástrofe mundial em curso”.

 

“Tudo o que travar a conversão de terras para a agricultura é algo de positivo”, disse Sean Smukler, investigador da Universidade da Colúmbia Britânica, à BBC. “Neste momento já estamos a atingir um ponto crítico em termos de terra arável disponível.”

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Afinal, Einstein estava certo

 

A 'revolucionária' descoberta que alegava que os neutrinos se deslocam a uma velocidade superior à da luz não terá passado de um erro provocado por um cabo de fibra ótica solto.

 

A teoria da relatividade enunciada por Albert Einstein foi posta em causa em setembro do ano passado, quando os cientistas do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), em Genebra, concluiram que os neutrinos, partículas subatómicas, conseguiam deslocar-se a uma velocidade que ultrapassava ligeiramente a velocidade da luz.

 

Nessa altura, os cientistas observaram que um feixe de neutrinos percorreu os 730 quilómetros que separam as instalações do CERN do laboratório subterrâneo de Gran Sasso, no centro de Itália, a 300,006 quilómetros por segundo, ou seja, uma velocidade 60 nanosegundos superior à da luz.

 

Mas uma diferença tão reduzida - embora pusesse em causa a teoria de que nada no universo se desloca a uma velocidade superior à da luz, base de mais de um século de Física - requeria novas experiências e o CERN convidou físicos de todo o mundo a tentar replicar essa descoberta.

 

No entanto, a própria equipa do CERN vem agora anunciar que o sistema GPS usado na experiência tinha um cabo de fibra ótica solto. Posto no lugar e repetida a experiência, a diferença dos 60 nanosegundos... desapareceu.

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Hoje à noite e durante a madrugada chega à Terra uma tempestade solar, a mais forte dos ultimos 5 anos. Existe a possibilidade de no Reino Unido se ver a aurora boreal.

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