Lebohang Publicado Março 17 Citação "El Niño" deve regressar em força este ano, mas impacto direto em Portugal deverá ser “moderado” A partir de maio o fenómeno climatológico começará a ter os seus efeitos um pouco por todo o mundo, entre os quais o de aquecer as águas do mar, incluindo na costa portuguesa. 2026 pode voltar a bater recordes de temperaturas Tudo indica que o planeta vai assistir a um “super El Niño” a partir da segunda metade de 2026. O fenómeno climático – que costuma fazer subir a temperatura média das águas no Pacífico equatorial, alterando padrões meteorológicos em várias regiões do mundo – deverá regressar com intensidade acima do habitual, de acordo com informação divulgada recentemente pelo Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo (European Centre for Medium-Range Weather Forecasts - ECMWF). Os cientistas apontam uma probabilidade de 62% disto acontecer. Sempre que chega, esta “oscilação do sul” desencadeia fortes alterações na atmosfera, alterando a frequência e a localização de ondas de calor, chuvas intensas, períodos de seca e influenciando a formação de ciclones tropicais em diferentes partes do Planeta. Passaram dois anos desde o último “super El Niño”, que ocorreu em 2023/24. O anterior tinha sido em 2016, seguindo o padrão de intervalos irregulares de um fenómeno que pode acontecer de dois a 10 anos e durar entre nove meses e dois anos. Este ano a temperatura média das águas do Pacífico, já naturalmente mais quentes, podem vir a subir mais 2 ºC. Efeitos moderados em Portugal Embora o fenómeno contribua para um aumento global da temperatura média, que poderá voltar a quebrar recordes em 2026, “os efeitos diretos em Portugal deverão ser muito moderados”, explica ao Expresso o climatologia Carlos Câmara. Enquanto a Indonésia poderá enfrentar elevadas temperaturas e ser devastada por incêndios, no Nordeste do Brasil ou na África do Sul podem agravar-se as secas, em Moçambique ou na Índia alterarem-se os regimes de monção e no Atlântico o regime de furacões. Na Europa, porém, o sinal é fraco e muito mais incerto. Portugal, em particular, não estará entre as zonas mais impactadas. Contudo, “o aquecimento global adicional induzido pelo fenómeno pode ter repercussões indiretas no país, e alterar a projeção de um verão potencialmente menos quente”, reforça o investigador do Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ciências de Lisboa (FCUL). As previsões analisadas para os meses de verão (junho, julho e agosto) apontam para um sinal térmico mais fraco sobre a Península Ibérica do que em 2025. Ainda assim, os modelos climáticos sugerem que a costa portuguesa “poderá registar águas menos frias do que o habitual, devido a uma possível nortada mais fraca”, o que reduz o afloramento costeiro de águas profundas. “Bomba de calor” Certo é que os cientistas observam “uma tendência clara para um aquecimento muito significativo do Pacífico”, com algumas projeções a apontar para aumentos de até 2 ºC na superfície do oceano”, atesta o climatologista Carlos Câmara. Estes valores no mar representam “uma verdadeira bomba de calor”, sublinha. Mapa do Centro Europeu de Monitorização do Tempo a Médio Prazo com as anomalias de temperatura medidas a dois metros do solo Se o fenómeno meteorológico se confirmar com grande intensidade, o impacto na temperatura média global também será significativo. “Anos de El Niño reforçam o aquecimento provocado pelo efeito de estufa [causado pelas alterações climáticas]. E quando os dois se juntam, batem-se recordes”, alerta. Os cientistas admitem mesmo que 2026 ou 2027 podem tornar-se os anos mais quentes registados até agora, depois de 2024 ter ficado no pódio como o mais quente de sempre e 2025 ter ocupado o terceiro lugar. Desde o início do século XX até agora estima-se que tenham ocorrido pelo menos 30 episódios de El Niño, sendo os eventos de 1925–26, 1972–73, 1982–83, 1997–98, 2014–16 e 2023–24 os mais fortes registados. A explicar como se antevê a chegada de “El Niño” estão dois indicadores clássicos do início do episódio: a já referida subida de temperatura das águas no Pacífico e sinais claros de enfraquecimento dos ventos alísios – que sopram todo o ano de Leste para Oeste, das zonas de alta pressão subtropical para a baixa pressão equatorial, e que no caso do Hemisfério Norte costumam soprar de Nordeste transportando humidade e influenciando as correntes marítimas. Compartilhar este post Link para o post
Shai Publicado Abril 7 Crl, que p*ta de estouro se deu agora no Porto. Um trovão bem agressivo. Compartilhar este post Link para o post
Carson Wentz Publicado Abril 28 Bela tempestade aqui em Oliveira de Azeméis, já tinha saudades. Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado Monday às 16:49 Citação de bmfpcdm, há 23 horas: Invasão sayian começou 2 Compartilhar este post Link para o post