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Boo Riquelme

[Núcleo] Atlético CP

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Conseguem identificar o ultimo jogador da fila de cima à direita?

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Não. Mas se quiseres posso colocar a foto no facebook do 'Sou Atlético' e perguntar se alguém sabe.

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Não. Mas se quiseres posso colocar a foto no facebook do 'Sou Atlético' e perguntar se alguém sabe.

Ficava-te muito agradecido. Desconfio que seja o meu avô mas pela década tenho duvidas.

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Pessoas queridas e fofinhas. Na sexta, 19, vou ter uma conversa(chamemos entrevista) com o Marco Bicho, para o site "Sou Atlético".

 

Apesar de não ser jornalista(muito longe disso) gosto de escrever, e como o clube não faz nada que se veja neste capítulo(dar a conhecer os jogadores) levei esta ideia mirabolante em frente.

 

Embora tenha algumas perguntas já preparadas, quem tiver ideias para perguntas, que me ajude. A partir do momento que o Bicho confirmou a data/hora. Entrei em pânico. Agora tudo o que tinha no papel me parece absurdo :medinho:

 

AJUDEM-ME AMAGAD!

Eu sou jornalista a brincar, se ainda precisares de ajuda atira.

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Claro que preciso! Vou-te mandar por pm perepecoiso. Gracias!

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Já sabia disso. Não há dinheiro e as quotas são todas para o futebol. :|

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Derrota por 1-3 com os sub 19. Os putos corriam, o Atlético andava devagar , devagarinho. Normal. Uma semana de treinos ainda está tudo sem ritmo. Mas até mostrámos bons pormenores. Pedro Moreira marcou o golo.

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Um amigo meu foi. Vendi o peixe ao mesmo preço que ele me vendeu.

 

Para a semana, sábado Às 10 há derby contra o Oriental. Esse vou ver. Se quiseres guarda-costas vem falar comigo. O jogo é em Marvila.

Editado por p4nd3m0n1uM

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e um tal de Leandro Pimenta que veio para o Gil?

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O que era do Benfica?

 

Fez uma boa época aqui. Um bom médio, com capacidade para a I Liga sem qualquer dúvida. Também desenrasca a lateral esquerdo e a trinco. Mas onde, para mim, rende mais é a 8.

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Segundo o Record, o Rodrigo Parreira e o Tiago Duque vão para aí por empréstimo.

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Ainda agora fui l´+a perguntar ao vosso núcleo. Também está n'A BOLA.

 

E repito, é uma p*ta de uma palhaçada. Agora o maior rival manda o refugo para a Tapadinha. Já não bastou o Rui Gregório à uns anos. Dass.

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Eu tive a ver o jogo com Oriental e a equipa que jogou na primeira parte tem uma carência no centro do Ataque. Por mais que tenha respeito pelo Rui Varela, ele desperdiça bastante. Com os alas que temos neste momento(Semedo, Moreira, Luís Carlos) que são bastante rápidos e razoáveis no 1X1, vai fazer falta alguém que tenha aquele instinto matador. E muitas vezes vai ser preciso segurar a bola. E, epá, o Varela não o consegue fazer, pelo menos da maneira que a equipa precisa.

 

É preciso não esquecer que a última semana foi porrada nos treinos. É normal as pilhas terem acabado depressa ontem. Além disso o Oriental foi uma equipa que deu muito ao Atlético. Foi fruta a dar com pau naquele relvado.

 

Mas aquela defesa será mais que suficiente. Dias, Carreira, Marinheir o ou Da Silva, Caipiro. O elo fraco é o parceiros do Carreira. O Marinheiro deu-me ataques de pânico. E o Da Silva teve falhas de posicionamento. Gostei do puto Lima. Seguro, bom posicionamento, e lá para o final fez um corte e depois cobertura que evitou o 3-0. E do Rui Cardoso. Voluntarioso e sem medo de subir ao ataque.

 

No meio campo está um dos problemas . O trio deverá ser Pina-Bicho-Varão. Qual é o problema? As segundas escolhas. O Valdo não me convence. E o resto é tudo muito verde. O Mauro no meio do campo do Oriental nem se via(A relva estava muito alta). Faltam soluções.

 

As alas são o sector mais forte para já. Semedo, Moreira, Luís Carlos. Aqui durmo descansado.

 

Depois a posição de ponta-de-lança, que para já conta com o Varela. O Semedo, Moreira e Luís Carlos podem jogar a 9 também, mas não são 9 puros. São jogadores mais móveis. E apesar do Varela ser o jogador com mais golos e jogos pelo Atlético em campeonatos(do actual plantel) acho que isso diz mais dos adversários que ele apanhou enquanto cá esteve. Na II Liga nunca chegou aos 10 golos.

 

O Baltazar montou a equipa num 4-3-3. O meio campo com um 6(Valdo) um 8(Bicho - jogou limitado fisicamente) e um 10(Varão) que se encosta muito ao 8, deixando o ponta-de-lança desapoiado. Mas isto acontece não por culpa do Varão, mas porque a equipa passou a jogar de forma mais directa. Sem futebol de posse as linhas ficam mais divididas . Logo o ponta-de-lança costuma ficar muito desapoiado.

 

Posto isto, não sei até que ponto faria mais sentido jogar em 4-4-2 losângo com dois avançados móveis. Ou seja, meio campo com Pina, Bicho, Varão e Luís Carlos a 10, e ataque entregue a Semedo e Moreira.

 

Dos miúdos, pelo que vi, o Lima, Cardoso e Oliveira. Estes 3 parecem poder dar bons jogadores .

Editado por p4nd3m0n1uM

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A melhor opção para nós, até por uma questão de organização, o melhor é mesmo o 4.3.3 .

 

Quando é que é o nosso primeiro jogo em casa?

 

Tou completamente a leste lol

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Entrevistei hoje o Marco Bicho, epah, que porreiraço. Deixou o Carreira e o Moreira uns 20 minutos à espera para me dar a entrevista lol O Carreira adormeceu no carro.

 

O João Martins(irmão do Carlos Martins) é reforço. A ver vamos se vem com a cabeça no sítio.

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Fica aqui a entrevista que fiz ao Marco Bicho, jogador do Atlético. Críticas são bem vindas. :happy: Agradeço a simpatia e disponibilidade do Marco, sempre sorridente e muito simpático. Até deixou o Pedro Moreira e o Carreira à espera enquanto tínhamos a nossa conversa.

 

Marco Bicho: «Vamos honrar a camisola»

 

Meio dia na Tapadinha. Fim de mais um treino de início de época, e um calor abrasador. Qualquer palmo de sombra é disputado. Os jogadores vão saindo do balneário. Eis que encontramos aquele que foi um dos motores do Atlético em 2012/13. Marco Bicho aceitou o repto para dar uma pequena entrevista ao Blog "Sou Atlético". Simpático, sem rodeios, sempre bem disposto.

 

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Marco, conta-nos um pouco do teu percurso no mundo do futebol.

Comecei a jogar quando era miúdo, tinha 9 anos, nas escolinhas do Marítimo. Depois fui dos infantis para os iniciados. Mais tarde fui para o União da Madeira. Nos meus dois últimos anos de júnior voltei para o continente, para o Barreiro, e fiz os meus anos de júnior no Barreirense. No último ano de júnior comecei a treinar com os seniores.

 

Lembraste da tua estreia como sénior?

Lembro-me perfeitamente! Contra o Imortal. Perdemos 1-0, em Albufeira. Com uma excelente equipa que nós tínhamos, não subimos de divisão. Na última jornada precisávamos de ganhar e empatámos. Tínhamos excelentes jogadores, craques mesmo, e para mim foi muito gratificante essa estreia.

 

Qual foi o clube que mais te marcou na tua carreira?

(Pausa) Isso é um bocado subjectivo. Todos marcaram de uma certa maneira. Houve alguns em que tive grandes momentos, outros que se calhar tive momentos menos bons, mas todos me marcaram.

 

Como é que te caracterizas como jogador?

(Risos) Essa pergunta é muito complicada... Não gosto... Nunca gostei de me auto-avaliar mas tento caracterizar-me como um jogador que dá tudo em campo. Só isso. Nunca gostei muito de me auto-avaliar, deixo isso mesmo para os críticos.

 

As passagens que tiveste pelo Estrangeiro em que medida é que contribuíram para seres o jogador que és hoje em dia?

Muito sinceramente não contribuíram para me tornar melhor jogador, com todo o respeito pelos treinadores com quem trabalhei. Todos tinham os seus bons momentos. Aprendi coisas, continuei a aprender, coisas novas, culturas novas. Mas muito sinceramente, tudo o que aprendi e as melhores coisas que aprendi, foi aqui em Portugal, não haja dúvida.

 

Na tua primeira passagem pelo Atlético(ainda na 2ª Divisão) deixaste boa impressão. O que recordas dessa época?

Recordo uma época difícil, uma época muito boa em que fiz um dos maiores feitos da minha carreira. Aquela eliminação do FC Porto (n.d.r. Marco Bicho fazia parte do onze que eliminou o FC Porto no Dragão, a 7 de Janeiro de 2007). Logicamente para um jogador que nunca chegou à I Divisão é muito gratificante. E fica um bocado marcada por não termos atingido aquele que se calhar era um dos objectivos, ficámos a 1 ou 2 pontos da subida. Acabou por ser um pouco frustrante.

 

Quando regressaste ao Atlético voltaste a trabalhar com António Pereira. Partiu dele o convite para ingressares no clube?

Não. Não partiu dele. Não sei se teve alguma influência porque na altura ainda não estava definido o treinador sequer. A primeira abordagem que me foi feita foi através do Presidente.

 

Vais para a tua segunda época seguida no Atlético(a 3ª no total). Mudou muita coisa desde a primeira passagem?

Não... (pausa) Infelizmente não mudou muito por... pelos problemas que todos nós sabemos, que são os problemas financeiros que atravessa o clube, e atravessa o país e os outros clubes todos. Apesar de o Atlético estar numa divisão superior aquando da minha primeira passagem, as coisas não mudaram muito. As pessoas se calhar pensam em mudar, mas é difícil devido à crise que o país sofre. Há menos apoios e por mais que as pessoas queiram, não conseguem. Mas nós queríamos que isto mudasse, que isto fosse para a frente, que tivesse mais condições... Porque é difícil combater equipas com mais condições. Há equipas que todos sabem que têm mais que nós, que não são tudo, mas que contam muito.

 

A época passada foi complicada, plantel curto, muitas dificuldades, algumas arbitragens que prejudicaram. Que balanço pessoal e colectivo fazes de 2012/13?

É, foi complicado. Em termos de lesões prejudicou-nos imenso. Chegámos a ter cerca de 4, 5 jogadores fundamentais na bancada. Tínhamos mais jogadores, mas que não tinham tanta experiência, o que acaba por ser importante. E nós vemos por qualquer equipa no mundo que se tirarmos 4, 5 jogadores, o rendimento caía um bocado. E isso prejudicou-nos imenso.

Em termos pessoais, foi uma época um bocado desgastante em que gostaria de ter feito um pouco mais. E tentarei fazer mais este ano.

 

E este ano, achas que os adeptos podem aspirar a mais do que o 18º lugar, ou vai ser sofrer até ao fim?

(Risos) É assim, promessas é uma coisa complicada de fazer... Mas é assim, o objectivo é, claramente, tentar a manutenção o mais depressa possível e evitar esse tipo de situação de lutar até ao fim e fazer contas... Agora, não podemos garantir nada. Até porque estamos numa fase em que não está tudo completamente definido.

 

Os derbys com o Belenenses são vividos de maneira diferente pelos jogadores ou é só mais um jogo?

Não. Nós temos que encarar os jogos todos da mesma maneira. Mas há jogos que é impossível encarar da mesma maneira. Um derby é sempre um derby, venha lá quem vier. Há sempre uns que sentem mais que os outros, mas é diferente. A envolvência à volta do jogo origina isso mesmo.

 

Tens alguma história engraçada que tenha acontecido no atlético e que queiras partilhar?

(Risos) Tive bastantes episódios engraçados. Vou contar um que aconteceu com o mister Toni Pereira. Houve um mal entendido entre mim e ele no primeiro ano, em que eu passei mal a noite, tive uma gastroentrite muito forte, em que vinha com dois jogadores. E na altura o meu carro também não pegava! E cheguei atrasado 10 ou 15 minutos à convocatória e disse ao Varela - que vinha comigo - que estava mal disposto, e disse ao Gaio que o carro não pegava. Cada um contou a sua história ao mister e o mister percebeu totalmente o contrário.

Entretanto o Paulo Grilo até estava a mexer uma coca-cola, para tirar o gás, para travar os intestinos (Risos)... e o mister percebeu tudo ao contrário, percebeu que lhe estava a dar a tanga e que eu tinha ido para a noite. Bem, foi um filme ali no balneário... Mas com o tempo passou.

 

Jogaste alguns anos na II B, pelo Barreirense, o que recordas dos confrontos com o Atlético?

Joguei poucas vezes, porque entretanto o Atlético desceu. Mas recordo-me de uma equipa fantástica que tinham aqui. Abel Silva, Valido, Gaio, acho que o Varão também andava por cá... Era um campo complicado.

 

Se te pedissem para descreveres o que é o Atlético como é que definirias o clube?

É um histórico. É um clube que tem muito potencial, mas que por uma razão ou outra, está adormecido.

 

Há ainda a ideia de que os jogadores de futebol têm uma vida de sonho. Mas afinal como é a vida de um jogador da II Liga?

É uma vida normal. (Risos) Não foge muito ao normal. Estar com a família, os amigos.

 

Estás com 33 anos, tens perspectivas de continuar no futebol? Vamos ver um Marco Bicho treinador?

Gostava. Sinceramente gostava de ser treinador. O futuro o dirá.

 

O que achas da reformulação dos quadros competitivos da II Liga?

Só vendo como ficaria a disposição das duas zonas. As equipas do sul têm muitas dificuldades. E fazer viagens ao norte a cada 15 dias é bastante complicado.

 

Sem o futebol, como seria a Tua vida?

(Risos) Costumo dizer à minha mulher que casei primeiro com o Futebol e só depois com ela. Não me imagino sem o futebol.

 

Queres deixar alguma mensagem aos sócios, adeptos e simpatizantes do Atlético?

Vamos trabalhar para atingirmos os objectivos. Vamos honrar a camisola.

 

Entrevista conduzida por Hugo Costa.

 

http://souatleticocp.blogspot.pt/2013/07/marco-bicho-vamos-honrar-camisola.html

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Aqui fica a entrevista que fiz hoje ao Filipe Leão, Guarda-Redes do Atlético. Como sempre, críticas são bem vindas. :)

 

Filipe Leão tem 61 jogos em campeonatos pelo Atlético. É o quarto jogador do actual plantel com mais jogos em campeonatos com a nossa camisola. Na preparação para mais uma época, Leão acedeu dar-nos uma entrevista. Nas bancadas da Tapadinha descobrimos uma pessoa divertida, alegre e simpática. Fique então a conhecer um pouco mais do número 1 do actual plantel.

 

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Filipe, conta-nos um pouco do teu percurso no mundo do futebol.

Comecei com 7 anos no MTBA, aos 9 anos fui à experiência para o Benfica como avançado. Acabei por lá ficar, o treinador era o José Morais. Fiz o último ano nas escolinhas como avançado. Mas depois faltava um guarda-redes e eu, por brincadeira, fui para a baliza. O mister Morais gostou e a partir daí fiquei como Guarda-Redes, tendo sido campeão logo no primeiro ano na baliza. Estive 5 anos no Benfica, fui emprestado ao Estoril e aos 16 anos fui para o Estrela da Amadora. Onde mais tarde assinei contrato profissional no Estrela.

A seguir do Estrela fui emprestado ao Farense, rescindi com o Farense e fui para o Marco. Depois fui para o Mafra, onde estive por 3 anos. Depois surgiu uma proposta do Atlético. Depois fui para o Estoril dois anos, depois Fátima, Oriental, Torreense e depois novamente o Atlético.

 

Lembras-te da tua estreia como sénior?

Lembro. (Pausa) Tinha 17 anos. Na altura estava a suplente, ainda era júnior. Num jogo contra o Nacional da Madeira onde ganhámos 3-1 em casa. O Nuno Santos foi expulso, o guarda-redes que está agora no Penafiel, aos 20 e tal minutos, e o treinador era o Álvaro Magalhães. Foi o meu primeiro jogo como profissional, ainda com idade de júnior, estava 2-0, mas acabámos por vencer 3-1. Correu-me bem esse jogo. É um jogo que nunca hei-de esquecer.

 

Qual foi o clube que mais te marcou na tua carreira?

Todos os clubes marcam. Estive 3 anos no Mafra, o primeiro ano marcou-me muito. Esta vai ser a minha terceira época aqui e o primeiro ano também me marcou muito. Todos os clubes marcam um jogador. Tive um bom primeiro ano no Mafra, mas se calhar o ano que me marcou mais foi o meu primeiro ano aqui no Atlético. Sinceramente. Mas como disse todos me marcam.

 

Como é que te caracterizas como jogador?

(Risos) Sei lá! Nunca fiz essa pergunta a mim mesmo, mas penso que me considero nesta altura um guarda-redes experiente. Mas vou deixar as críticas para vocês (adeptos). Se vocês disserem que sou um bom guarda-redes fico contente (risos).

 

Tens ídolos no futebol?

Tenho, tenho. O meu ídolo como guarda-redes é o Michel Preud'hommme. Quando estava no Benfica até cheguei a treinar com ele. Era um jogador fantástico.

 

Na tua primeira passagem pelo Atlético(ainda na 2ª Divisão) deixaste boa impressão. O que recordas dessa época?

Como já tinha dito antes, em termos individuais, se não foi a melhor, foi das melhores. Acho que estive sempre numa fase que gostava de conseguir outra vez neste ano.

Em termos colectivos não conseguimos o objectivo que era subir de divisão. Ficámos em 2º lugar atrás do "poderoso" Olivais e Moscavide, na altura.

 

Vais para a tua segunda época seguida no Atlético(a 3ª no total). Mudou muita coisa desde a primeira passagem?

(Pausa) Não, está um bocado mais do mesmo. Poderia, no meu ponto de vista, estar um pouco melhor já que estamos num campeonato profissional. Mas está como estava. Sinceramente não está nem melhor nem pior, está como estava. E bom bom seria estar melhor.

 

A época passada foi complicada, plantel curto, muitas dificuldades, algumas arbitragens que prejudicaram. Que balanço pessoal e colectivo fazes de 2012/13?

Colectivo, como disseste na pergunta, houve arbitragens, lesões e condicionou muito a época. O objectivo era a manutenção e conseguimos. Ficámos em 18º lugar e penso que tínhamos equipa para mais do que isso, mas não conseguimos. Em termos individuais penso que fiz uma boa época. Não digo grande porque não acabei a jogar. Mas penso que enquanto estive lá dentro fiz boas prestações.

 

E este ano, achas que os adeptos podem aspirar a mais do que o 18º lugar, ou vai ser sofrer até ao fim?

Pá, espero que não! (Risos) Eu espero que não. Agora, eu penso que com o apoio dos adeptos a gente vai ficar mais para o meio da tabela. É o que eu quero! Quero chegar o mais rapidamente à manutenção, que é para não ter de fazer muitas contas. Agora, é difícil estar a dizer que vamos sofrer ou não porque pensamos jogo a jogo. Mas quero deixar aqui a mensagem que vamos lutar para atingir o objectivo o mais rapidamente possível que é para não estar a pensar em pontos até ao fim.

 

No Atlético tens sido sempre o guarda-redes titular. É um clube que te tem dado a visibilidade que esperavas?

Sim. Logo no meu primeiro ano. No meu primeiro ano foi dos anos em que joguei e tive maior visibilidade. Há poucos clubes da Primeira Liga que têm a visibilidade do Atlético. E é um clube que eu sinto que já faço parte desta casa e estou contente por estar aqui.

 

No ano passado viveste pela primeira vez um dos mais antigos e emblemáticos derbys da cidade de Lisboa. Esses jogos são especiais?

Os derbys são sempre vivido de maneira diferente. Nós encaramos os jogos sempre da mesma forma, mas os derbys são derbys. Não vou estar aqui a dizer que jogamos com A, B ou C, mas aparece um derby... É sempre um derby. Todos os jogadores gostam de estar no derby. Claro que encaramos como se fosse outro jogo, mas o que se passa fora do campo ajuda a ser diferente.

 

No ano passado, na recta final, após a vitória na Feira, o Atlético esteve 8 jogos sem ganhar, incluindo 4 derrotas em casa. O que se passou?

(Pausa) Não sei... Pergunta difícil essa. Não sei... Nós tentávamos, havia as lesões, um recuperava o outro aleijava-se... Fim de época, muito cansaço, muitos jogos. Acho que foi por aí. Não foi por falta de empenho de ninguém. Agora, aconteceu, foi mau, muitos jogos perdidos e isso é difícil.

 

Tens alguma história engraçada que tenha acontecido no atlético e que queiras partilhar?

Tive muitos. Mas assim de repente, lembro-me do ano passado quando fomos ao Porto B. Fomos de carrinhas (risos). Quando chegámos lá, chegámos ao mesmo tempo do autocarro do Porto B e lembro-me de nós a pensar "vamos sair, não vamos sair". Os jogadores do Porto B começaram a sair e pensaram que éramos os carros de apoio do autocarro. E nós não saímos com uma certa vergonha... Mas o que rimos com isso, e ainda rimos mais até, porque depois quando foi para voltar vínhamos todos a sorrir porque trouxemos os 3 pontos. Mas acho que foi engraçado por não querermos sair das carrinhas (risos).

 

Jogaste alguns anos na II B, pelo Mafra, Oriental e Torreense, o que recordas dos confrontos com o Atlético?

Só joguei duas vezes contra o Atlético. E no mesmo ano, estava eu no Mafra. Ganhei um em casa e perdi outro aqui(Tapadinha). Sei que o Atlético tinha uma grande equipa! Foi no ano em que o Atlético eliminou o FC Porto no Dragão.

Se te pedissem para descreveres o que é o Atlético como é que definirias o clube?

É um histórico de Portugal. É um clube que merecia estar na Primeira Liga. Penso que.. Penso não, tenho a certeza! É um dos grandes de Portugal.

 

Há ainda a ideia de que os jogadores de futebol têm uma vida de sonho. Mas afinal como é a vida de um jogador da II Liga?

É uma vida tranquila. Treina-se, faz-se o mesmo que os outros que ganham milhões (risos). Treinamos, vimos para aqui e lutamos, brincamos com os amigos, estamos com a família. É uma vida tranquila, nada de mais.

 

Estás com 29 anos, ainda tens muitos anos pela frente como Guarda-Redes, mas tens perspectivas para quando pendurares as luvas?

Eu às vezes penso nisso. Penso se serei treinador, se não serei treinador. Já tenho o curso de I nível. Mas gostava de vir a ser treinador de guarda-redes, que é onde me identifico mais.

 

O que sente um guarda-redes quando sofre um "frango"?

Não sei, nunca dei um frango... (nisto desatámos os dois a rir, entrevistador e entrevistado) Frango, frango... Não falo em frangos... Um golo com culpa, é difícil de explicar, é uma altura onde o guarda-redes tem que ter o apoio de todos. Mas é como te disse, nunca dei um frango, não sei qual é esse sentimento (risos).

 

Sentes que tens qualidade para a Primeira Liga?

Sinto. Já senti mais. Não em relação à minha qualidade, mas não sei... Falta de oportunidades.

 

Saíste muito novo do Estrela da Amadora, na altura perspectivavas que o clube viesse a chegar ao estado a que chegou?

Não. Eu saí porque apareceu uma proposta para jogar no Farense. E quis sair, porque não gosto de estar sem jogar. Nunca pensei que o Estrela fosse chegar onde chegou.

 

O que achas da reformulação dos quadros competitivos da II Liga?

Acho uma óptima ideia. Com a crise que está os clubes só ficam a ganhar com isso. Os clubes e os jogadores.

 

Sem o futebol, como seria a Tua vida?

(Risos) É difícil essa. Eu cresci com a bola, eu dormia com a bola antes de começar a jogar. A minha vida é a bola. Sinceramente, não sei como seria a minha vida sem bola. Só me lembro de ter bola (risos). A minha vida é o futebol.

 

Queres deixar alguma mensagem aos sócios, adeptos e simpatizantes do Atlético?

Iremos dar tudo para conseguir os objectivos. Fazer um campeonato muito mais tranquilo do que o ano passado. E para isso acontecer, além do nosso trabalho, precisamos muito do apoio dos nossos adeptos. Estamos todos juntos. E é isso que eu espero. Muito apoio dos nossos adeptos.

 

Entrevista conduzida por Hugo Costa.

 

http://souatleticocp.blogspot.pt/2013/07/filipe-leao-o-atletico-e-um-dos-grandes.html

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Citação do jornal "Record" online

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Afinal a SDUQ aprovada recentemente em assembleia geral pelos sócios do Atlético vai virar uma... SAD, controlada pelo já anunciado investidor chinês, com representantes em Portugal, e uma participação do clube.

Este novo cenário poderá provocar remodelações na estrutura do futebol alcantarense, nomeadamente na equipa técnica liderada por Bruno Baltazar e na constituição do plantel. Certo é que o treinador irá orientar a equipa amanhã, frente ao Ac. Viseu, para a Taça da Liga, dispondo apenas de 16 jogadores (os que transitam da época passada, mais quatro juniores).


Não há por aí uns sócios da Académica que queiram ser sócios do Atlético para mostrar àqueles velhos marretas como se faz?

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