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INE e Banco de Portugal dizem que Madeira escondeu “buraco” nas contas

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Não, tal como o sr. Alberto não se arrepende de ultrapassar os limites da dívida.

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Não, tal como o sr. Alberto não se arrepende de ultrapassar os limites da dívida.

 

E isso impede-te de argumentares o que escreveste?

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Sabes Vaart, acho sim, o custo da insularidade hoje em dia é menor do que já foi, devido nomeadamente a esta maravilhosa internet, mas acho o facto de se estar numas ilhotas no meio do mar deve ser de alguma forma compensado, alem disso, os produtos sao mais caros, portanto considero justo tmb o iva mais reduzido.

 

O porquê de achares que a realidade não é esta.

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Não tenho nada contra apoios para a insularidade. Tenho é muita coisa contra a má gestão e atitudes criminosas.

O AJJ já devia ter caído há pelo menos uns dias.

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O porquê de achares que a realidade não é esta.

 

R3d, eu estava a falar na questão da inequidade, ou seja das disparidades que há entre a Região Autónoma da Madeira e Portugal Continental. Contas feitas, de 220 mil habitantes 64% estão às ordens do Governo Regional da Madeira (quase 141 mil pessoas) - uma exorbitância, há restaurantes em nome do Governo Regional - algo que me parece inconstitucional (a justificação prende-se com a necessidade de fomentar o turismo), os salários são mais altos (comparativamente com os do Continente) e a qualidade de vida é melhor, inegavelmente. Não estou a fazer um ataque à Madeira e aos madeirenses. Vejo, mais uma vez, é que há uma demissão das responsabilidades por parte do poder local, se a Madeira tem de ser ajudada, sim (pelas razões que vocês apontaram atrás), porém, se a Madeira ultrapassou os limites, deve ser punida? Deve. É que parecendo que não começa a surgir um sentimento de inequidade em relação à Madeira, porque há a dívida, mas já estão a dizer que ela não se paga sozinha (somente paga pelos madeirenses), que os do Continente também deve pagar. Ora, se formos a pensar assim, o pessoal do Continente também pode pensar que: queremos ordenados melhores e melhores condições de vida, porque estamos a pagar uma dívida de uma região que vive acima das suas possibilidades e que tem melhores condições que as nossas. Ou não? Se nos querem colocar a pagar um valor causado pela má gestão do Governo Regional, também poderemos estar no direito de desejar um incremento nas nossas condições salariais, ou melhor, uma equidade relativamente aos mesmos. A culpa não é dos habitantes madeirenses, mas de quem os governa, mas, em primeira instância, quem vai sofrer isto na pele é o povo - tanto de um lado como de outro.

 

Se recuarmos até 1994, ou seja há 17 anos, havia um prejuízo de 30M€ na dívida da Madeira - valores elevadíssimos na altura. Estamos a falar de uma região de 220 mil habitantes. Actualmente, há um prejuízo de 220M€ (isto falando de hoje, mas a dívida total já vai perto dos 1900M€), mais de 7 vezes mais. Antigamente, falava-se num défice oculto, ou seja desprezar a dívida que já existia, ou seja passar um pano sobre o que se passava. Na altura optou-se por perdoar a dívida da Madeira - uma dádiva - e a vida seguiu em frente. Passados 17 anos, volta a suceder o mesmo só que desta vez a dívida é de 220M€ (só estou a tomar o valor descoberto ontem, porque na totalidade são 1900M€). Parece que a Região Autónoma da Madeira vive acima das leis que vigoram neste País, há limites, eles não se devem ultrapassar, se forem ultrapassados tem que haver punições, seja judicialmente ou através da ida às urnas. Repara, há um plano do FMI que todos temos que cumprir, agora surge este buraco que possivelmente vai ter repercussões no défice de Estado e vai ter influências no Orçamento Geral do Estado. Era uma dívida encoberta, escondida e abafada por todos e agora procuram-se os culpados, e toda a gente foge com o cú à seringa, começando pelo Governo Regional que se diverte a atacar o Contenente, a maçonaria e Lisboa.

Editado por Vaart

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Acrescento uma coisa, Vaart. Em 2000, a dívida da Madeira era praticamente nula, porque o Governo do Guterres assumiu a dívida que a Madeira tinha na altura (cerca de 300M€).

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Mas continuas a dizer que a nossa realidade é diferente da vossa. Pergunto-te: em que medida é que nos vivemos em melhores condições que os portugueses do continente?

 

Isso tudo que dizes é verdade, mas não influencia de todo os parâmetros em que os madeirenses vivem. Apenas os equilibra, dado o facto de vivermos numa ilha onde tudo fica mais caro devido aos portes, etc..

 

Se queres criticar algo, não critiques o facto de vivermos sob a alça do continente, critica quem se aproveita disso para retirar as responsabilidades dos seus ombros.

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7 famílias vivem à sombra de Jardim há mais de 30 anos

 

A administração pública está marcada por ligações familiares e amizades partidárias.

 

Os 35 anos de poder absoluto transformaram o Governo Regional da Madeira numa monarquia hereditária. As lealdades familiares e as amizades partidárias ocupam lugares na administração pública madeirense.

As centenas de jobs for the boys estão por todo o lado: casas do povo, juntas de freguesia, clubes, empresas públicas, institutos, associações desportivas, etc.. As relações de "primos e primas" e o efeito histórico do "cartão laranja" tomaram conta de uma região autónoma com pouco mais de 260 mil habitantes.

Na ilha de Alberto João Jardim há sete famílias que há mais de 30 anos estão e mandam no Governo Regional da Madeira.

 

Leia mais no e-paper do DN.

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Se queres criticar algo, não critiques o facto de vivermos sob a alça do continente, critica quem se aproveita disso para retirar as responsabilidades dos seus ombros.

 

Certo ;)

 

Relativamente à notícia, Portugal, what else.

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