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nathanwilliams

Matador espanhol corneado na cara em risco de perder olho esquerdo

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R3d, mas diz.me uma coisa, és tu quem define o que é ou deixa de ser moral? É que a discussão vai dar sempre ao mesmo, que é a opinião pessoal sobre o assunto, ou seja, o gosto.

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1.º O que é uma decisão racional em termos económicos. No entanto, se tal cenário se vier a concretizar (inviabilidade económica das explorações pecuárias taurinas), estou convencido que os proprietários dos animais não recusariam uma venda pelo preço justo. Com certeza que a base de apoiantes anti-touradas terá, nessa altura, suficientes condições financeiras para concretizar os seus planos com vista à salvaguarda dos animais.

 

E quem é que determina que o acto é fundamentalmente errado? Eu não o considero errado. Por isso o defendo. Com lógica e sendo coerente com os meus pontos de vista.

 

2.º Encontro bravura no comportamento do touro. Arte nos artifícios do Homem e na mestria e cumplicidade com o cavalo para iludir o touro, esquivando-se às suas investidas. Arte nos quadros que pintam na arena. No bailado e no movimento.

 

3.º Não percebi onde e quem é que demonstrou que a minha caracterização da reacção do touro ao modo tenha sido errónea. Foi o vídeo do elefante? Errónea é a afirmação de que o touro está enclausurado como se ele estivesse numa jaula. Enclausurado está nos curros, na arena não. O touro pode fugir. Tal como o cavalo foge do touro quando ele investe. Numa tourada não vemos o touro a fugir à frente do cavalo, vemos o contrário: o cavalo a fugir à frente do touro.

 

4.º O touro age como dono do território porque aquele espaço não lhe é estranho. Qualquer touro lidado num corrida já foi suficientemente treinado em arena para lhe reconhecer as características.

 

5.º Sim, a História está carregada de tradições das quais a humanidade se envergonha. E de igual forma carregadíssima de tradições de que se orgulha. E o argumento funciona para os dois lados. Os activistas anti-touradas falam de progresso e modernidade. E da mesma forma que existe progresso que corresponde a efectivos avanços civilizacionais também existem "modernices" que mais valia nunca terem sido sequer sonhadas tal é o impacto negativo para a humanidade e para o mundo em geral. O facto de se argumentar com a tradição não é mau por si só, tal como o argumento da modernidade não é benéfico só porque sim.

 

6.º Criticas-me por atacar os argumentos contrários aos meus. E entendes que deveria ignorar os mais cáusticos e, até insultuosos. Não me apanham assim. Podem insultar-me, criticar-me, tentar rebaixar os meus argumentos mas não é assim que me calam. Levam troco. Normalmente tento evitar descer ao nível dos que me insultam, mas não faço disso questão de honra. Quando bem calha também levam pela mesma medida. Mas costumo utilizar mais a ironia e o sarcasmo. Acho mais elegante. Não sou dono da verdade mas para me vencerem numa troca de argumentos terão de me convencer com argumentação irrefutável e, de preferência, mantendo o nível adequado a uma discussão saudável.

 

 

 

7.º A discussão centra-se em gostos pessoais. Quer eu queira quer não queira. Se limparmos toda a argumentação falaciosa e inconsistente de ambos os lados da barricada resta-nos isso. Uma questão de gosto pessoal. E de prioridades. É mais valioso impedir o sofrimento animal ou assegurar a continuidade de uma actividade empresarial de carácter lúdico?

 

8.º Não há mal nenhum em ter empatia com os animais. Não é absurdo haver preocupação com as condições em que eles vivem. E não me deverás apanhar a insultar-te. A ti ou a quem quer que seja. Por muito que seja tentador colocar palavras "na minha boca" terás dificuldade em encontrar algo parecido. Não encontro aqui monstros nem hipócritas. Mas não abdico da minha opinião base: a empatia para com os animais e a preocupação com as suas condições de existência são positivas desde que não se traduzam em prejuízos para com o ser-humana e para com as suas condições de existência presente ou futura. Se existir, de alguma forma, um conflito a minha posição pende sempre para o conforto do ser-humano com o eventual sacrifício do animal. Esta é a minha moral quanto ao assunto. É esta posição que determina o que eu entendo, para voltar ao início do post, por "acto fundamentalmente errado". Ou correcto. Ou aceitável, dadas as circunstâncias.

1.º Então não é tão certo quanto isso a extinção da raça, no entanto é um dos argumentos que os amantes da modalidade mais arremessam aos amantes dos animais. Também já te mostraram que a extinção, de um ponto de vista racional, seria preferencial à eterna exploração com base no sofrimento final em arena.

 

É uma questão moral que apela ao bom senso, está em causa o bem estar de dois animais e um deles é explorado para o entretenimento de alguns em consequência da sua morte.

 

2.º Essa é a tua convicção, é um gosto. Onde tu encontras prazer, outros encontram desprazer. No entanto já te fizeram admitir que o cerne da questão não são gostos pessoais, mas sim a moralidade da actividade e aí há espaço para discussão.

 

3.º Tu primeiro dizes que a única reacção possível, da parte do touro, ao medo é fugir. No entanto o touro encara um cavalo, numa situação normal o cavalo nunca enfrentaria um touro, mas numa arena para além de estar (o touro) limitado à circunferência é apoquentado com a presença do cavalo que sucessivamente ameaça, à ordem do Homem, o seu espaço pessoal (nunca o seu território), o touro é forçado a reagir e como o cavalo é mais rápido e não tem forma visível de se defender, com medo ou sem medo, a reacção natural leva-o a atacar. Reacção de lutar ou fugir primeiramente descrita por Walter Bradford Cannon prova uma dualidade na reacção à ameaça, outra é o paralisar, já são três reacções diferentes. Podes argumentar que ameaça ou intimidação difere de medo, mas o stress psicológico está lá, existe e de um ponto de vista lógico acho ter conseguido descrever a correcta e natural reacção do touro.

 

Eu não disse que ele estava enclausurado como se estivesse numa jaula, ele está de facto restrito àquela área e não é de todo errado utilizar a expressão derivativa de clausura.

 

4.º Essa é a tua perspectiva, é a peça teatral que se cria na tua mente ao tentar justificar as ocorrências pouco naturais. Eu já expliquei que a arena, por diferir em tantos níveis do espaço campino em que primordialmente o touro habita, dificilmente será considerada por ele o seu território. Ele é levado ao limite, restando-lhe uma única reacção.

 

5.º Esta envergonha-me por pôr em causa a vida dos cavalos e por explorar uma raça com base no seu sofrimento.

 

6.º Considerei que a discussão do sadismo era de todo evitável, não considero a actividade sádica, pois sei que as pessoas que apreciam o espectáculo têm a tendência em ignorar o sofrimento dos animais, até ao ponto da negação, onde várias pessoas negam que as farpas magoem o animal (neste ponto admito não saber o nível de dor a que o touro é exposto, mas sei que a hemorragia que lhe pinta o couro não é sinal de que tudo está bem).

 

7.º Essas prioridades de que falas é a questão moral que se impõe. Já percebi que para ti o treino dos cavalos não te afecta, para mim é uma questão de respeito pelo animal e há métodos não violentos para domá-los. A exploração dos touros com o fim em questão também se divorcia dos meus valores humanos, logo não há benefícios económicos que possam mudar a minha opinião, se a minha racionalidade conclui que é moralmente errado como posso encontrar lógica na tua argumentação que ignora os meus valores? Só nos resta discutir a questão moral, que recusavas existir, até encontrarmos uma conclusão que nos agrade a ambos. É possível? Eu honestamente não acredito.

 

8.º Eu já reparei que para quem é a favor existem duas justificações para a continuidade da actividade, o valor económico e o valor cultural. O valor cultural é tão complicado de qualificar devido aos distintos gostos pessoais dos indivíduos que acaba por se colocar de parte numa discussão. Só resta o valor económico que no meu entender tem decrescido com o tempo, é o progresso quer se considere negativo ou positivo, mas se a actividade alguma vez terminar por simples falência, desejarei que seja também proibida, por acreditar que é errada.

 

 

a. Não. Não é verdade. Eu falo por mim, mas estou convencido de que falo pela generalidade dos aficionados, nomeadamente pelo que assisto nas Corridas e pelas conversas que tenho. O sofrimento não me diverte. Se um touro estiver incapacitado não fico excitado aguardando que o toureiro vá lá espetar-lhe mais uns ferros no lombo. O que me diverte é a lide. E para a lide ser de qualidade o touro tem que estar em boas condições físicas. Tem que investir, que atacar, que perseguir o cavalo. Não pode estar em sofrimento. Isso seria sadismo.

 

b. É compreensível para um leigo ou um activista que acredita com uma fé quase religiosa nas ideias que defende. É menos compreensível se for produzida por alguém esclarecido e que se apresenta como conhecedor e, até, especialista. É claro que um veterinário pode sofrer de deformação profissional mas esse facto retirar-lhe-ia toda a legitimidade para produzir uma opinião isenta e objectiva.

 

c. Lá está a moralidade... Quem é que definiu que essa actividade é moralmente condenável? Quem é o dono da moral?

 

E, por favor, não entres por esses caminhos de forma tão ligeira. Alguém já fez contas para saber quanto custaria subsidiar toda a "indústria" tauromáquica por forma a compensá-los por não produzir? Alguém estudou o impacto que uma decisão dessa natureza teria?

 

d. Pois. Admito que assim seja. E pergunto-me se um método dessa natureza (não violento) estará vedado aos cavalos utilizados na tauromaquia. Talvez esses tenham que ser obrigatoriamente treinados à porrada... Percebo muito pouco de cavalos e do seu treino...

 

Imagino que sim. O treino terá necessariamente que ser diferente. Mas quanto ao método de treino utilizado é que tenho dúvidas...

a. Eu não perguntei se encontravas prazer no sofrimento ou mazelas dos animais, eu perguntei se o tinhas em consequência do sofrimento por que passam. Ora se eles sofrem na arena e tu encontras beleza no espectáculo e prazer, não há muito mais a dizer. Era retórica, peço desculpa se não me fiz entender devidamente.

 

b. Eu sou leigo, não sou activista. Agora não me venhas pregoar que não existe stress, sofrimento, desconforto, et cetera, dos animais em prol da audiência. É isso que eu condeno, a empatia pelos animais só mais desconforto causa a quem com eles se preocupa.

 

c. Mais uma vez, é a questão moral que se impõe, há quem opte por ignorar o mal estar dos animais, outros têm isso em grande conta.

 

A questão financeira ultrapassa-me, mas considero que os partidos políticos na generalidade não permitiriam um avultado custo aos seus contribuintes. Deve ser ingénuo da minha parte, avisa se o for.

 

d. O meu conhecimento sobre os treinos também não vai por aí além.

 

Em relação ao enfrentar as investidas do touro, considero ser impossível evitar o tal stress psicológico. Sinceramente gostava de saber até que ponto levam o cavalo, o que é necessário para quebrar essa barreira instintiva do cavalo em evitar o confronto com o touro, mas não acredito que seja bonito.

 

 

No fundo, para ti é aceitável que o Homem encontre prazer em detrimento, repito e sublinho em detrimento, do conforto dos animais. Para mim é inaceitável.

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Se o facto de ser uma actividade económica relevante é um argumento a favor das touradas, será que as lutas de galos e de cães deveriam ser legalizadas?

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R3d, mas diz.me uma coisa, és tu quem define o que é ou deixa de ser moral? É que a discussão vai dar sempre ao mesmo, que é a opinião pessoal sobre o assunto, ou seja, o gosto.

As questões de moral promovem a discussão para a resolução das mesmas, nunca se vão resumir a gostos, podem haver várias escolas de pensamento e cada uma ter pontos válidos, mas a discussão é essencial.

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O homem não é igual aos outros animais.

 

Logo ai, todo o vosso raciocinio de comparar gladiadores com touradas não me faz sentido e nem sequer vale a pena que eu perca muito tempo com isso.

É como tentar defender o canibalismo porque comemos outros animais.

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Já agora, o que acham da criação de animais para a caça?

Acho mal. Só admito a caça enquanto forma de controlo populacional de forma a manter o equilibrio dos ecossistemas.

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O homem não é igual aos outros animais.

 

Logo ai, todo o vosso raciocinio de comparar gladiadores com touradas não me faz sentido e nem sequer vale a pena que eu perca muito tempo com isso.

É como tentar defender o canibalismo porque comemos outros animais.

Eu escolhi não fazer essa comparação, pois o nível de empatia para com os animais difere enormemente (independentemente do grau de semelhanças do ADN), para além disso a nossa existência teve sempre prioridade, é uma questão de sobrevivência. No entanto evoluímos em tantos níveis que a discussão dos direitos dos animais cada vez mais ganha força, longe estão os tempos em que vivíamos numa savana e existem mesmo tribos que têm grande respeito pelos animais que caçam para se alimentarem e não encontram prazer adicional nesse acto.

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O homem não é igual aos outros animais.

 

Logo ai, todo o vosso raciocinio de comparar gladiadores com touradas não me faz sentido e nem sequer vale a pena que eu perca muito tempo com isso.

É como tentar defender o canibalismo porque comemos outros animais.

 

Não estamos a comparar o espectáculo em si, apenas o facto de fazerem parte das culturas das respectivas sociedades.

 

E pois não é igual não, deve ser o único animal capaz de colocar semelhantes a lutar até à morte para divertimento das massas. E um dos poucos capaz de o fazer a outros animais apenas por divertimento.

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Acho mal. Só admito a caça enquanto forma de controlo populacional de forma a manter o equilibrio dos ecossistemas.

Somos dois. Eventualmente admito que se cace para comer, mas como "desporto", só para mandar uns tiros, desagrada-me profundamente.

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Pelo meu discurso também é óbvio concluir-se que a minha resposta ao smashing segue a mesma linha de pensamento do antifa e do Tio Hans.

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Somos dois. Eventualmente admito que se cace para comer, mas como "desporto", só para mandar uns tiros, desagrada-me profundamente.

Exacto. Admito que se cacem coelhos e outros animais que em certas alturas do ano se tornam pragas em determinadas zonas devido à eliminação ou diminuição do numero dos seus predadores naturais, agora criar animais para servirem de alvos acho completamente errado.

Ainda por cima certos tipos de caça são extremamente ridiculos, como é o caso da caça ao javali em certas zonas do país em que se leva um determinado numero de animais para o local, os caçadores colocam-se em sitios especificos, os animais são soltos e pronto é esperar até serem todos mortos. Pelo meio ainda andam uns desgraçados a correr por lá para afugentarem os animais para a zona dos caçadores.

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Eu escolhi não fazer essa comparação, pois o nível de empatia para com os animais difere enormemente (independentemente do grau de semelhanças do ADN), para além disso a nossa existência teve sempre prioridade, é uma questão de sobrevivência. No entanto evoluímos em tantos níveis que a discussão dos direitos dos animais cada vez mais ganha força, longe estão os tempos em que vivíamos numa savana e existem mesmo tribos que têm grande respeito pelos animais que caçam para se alimentarem e não encontram prazer adicional nesse acto.

 

 

Não estamos a comparar o espectáculo em si, apenas o facto de fazerem parte das culturas das respectivas sociedades.

 

E pois não é igual não, deve ser o único animal capaz de colocar semelhantes a lutar até à morte para divertimento das massas. E um dos poucos capaz de o fazer a outros animais apenas por divertimento.

 

 

1º Eu não sou dessas tribos e também tenho um enorme respeito pelos animais quer tu acredites ou não. Só existe mesmo um animal de que não gosto que são os gatos mas tb não me passa pela ideia limpa-los do mundo.

 

 

2º Claro que somos os únicos animais que nos divertimos nessas situações. O divertimento é um conceito humano portanto é nos exclusivo tal como, aliás, são a ética e a moral que não passam de produtos do pensamento, experiência e vivência humana.

Tudo isto é algo que nos é exclusivo e que não faz parte do mundo animal onde o instinto reina.

Mas se quiseres atribuir o conceito de divertimento aos restantes animais posso pegar onde dizes que somos dos poucos a matar por divertimento. É que realmente somos dos poucos mas não únicos porque o meu avô teve um pastor alemão chamado Kwanza que se "divertia" a entrar na capoeira e partir os pescoços às galinhas só porque lhe apetecia.

Eu tenho é como limite moral e ético de que o ser humano não pode ser tratado da mesma forma que um outro animal e muito menos ser morto pelos mesmos motivos (ou qualquer outro).

Também me faz confusão ver em documentários da vida animal leões matarem crias porque são de outro leão. A morte entre a mesma espécie é algo que transtorna. Já entre espécies diferentes considero algo mais normal.

 

 

3º Nunca fiz caça porque já peguei numa arma e foi uma sensação de que não gostei nada mas já fiz muita vez pesca e levei os peixes a saltitar no balde até casa para os cozinhar.

Mas isto sou eu que tenho uma moral e ética vergonhosa e ultrapassada.

 

 

4º Queria mesmo saber qual a vossa opinião sobre o porquê de o canibalismo ser considerado algo errado e até monstruoso mas comer outros animais já não o é. É que se somos realmente iguais então não devia haver diferenças de tratamento.

Editado por SAS_Operative

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Queria mesmo saber qual a vossa opinião sobre o porquê de o canibalismo ser considerado algo errado e até monstruoso mas comer outros animais já não o é. É que se somos realmente iguais então não devia haver diferenças de tratamento.

Num ponto de vista evolucionário seria prejudicial ao grupo consumir os seus próprios membros por razões óbvias, só em casos extremos é que o canibalismo pode ser aceitável e tal já ocorreu. Eu sei que a carne do golfinho é perigosa pelos elevados níveis de mercúrio, com certeza que algo similar ocorre com a nossa carne e não seria portanto saudável consumirmos carne humana, mais importante que isso é a compaixão e empatia, o que impede a generalidade das pessoas sequer colocar a possibilidade de o fazer. Essa familiaridade e ligação é maior para com os da mesma espécie, no meu entender gradualmente decresce quando comparas com outras espécies, em seguida a nós próprios provavelmente estão os chimpanzés, orangotangos, macacos, a generalidade dos mamíferos e por aí fora, até ao ponto de existirem seres dos quais nos dissociamos e que chegam a causar-nos repulsa.

 

A questão do divertimento através da violência ser exclusivamente de carácter humano julgo ser mesmo falsa, há outras espécies que atacam, por vezes até membros do próprio grupo, com a única justificação plausível o prazer. Já vi um documentário em que golfinhos atacavam crias de outra espécie, projectando-as repetidamente pelo ar até à sua morte, poder-se-ia apelidar o acto como xenófobo ou racista, no entanto o mesmo comportamento verificou-se com crias da mesma espécie, tem então de existir um certo nível de prazer.

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O homem não é igual aos outros animais.

 

Logo ai, todo o vosso raciocinio de comparar gladiadores com touradas não me faz sentido e nem sequer vale a pena que eu perca muito tempo com isso.

É como tentar defender o canibalismo porque comemos outros animais.

 

e que tal meter como gladiadores os criminosos degenerados? é que esses nem humanos nem animais. win-win situation.

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Num ponto de vista evolucionário seria prejudicial ao grupo consumir os seus próprios membros por razões óbvias, só em casos extremos é que o canibalismo pode ser aceitável e tal já ocorreu. Eu sei que a carne do golfinho é perigosa pelos elevados níveis de mercúrio, com certeza que algo similar ocorre com a nossa carne e não seria portanto saudável consumirmos carne humana, mais importante que isso é a compaixão e empatia, o que impede a generalidade das pessoas sequer colocar a possibilidade de o fazer. Essa familiaridade e ligação é maior para com os da mesma espécie, no meu entender gradualmente decresce quando comparas com outras espécies, em seguida a nós próprios provavelmente estão os chimpanzés, orangotangos, macacos, a generalidade dos mamíferos e por aí fora, até ao ponto de existirem seres dos quais nos dissociamos e que chegam a causar-nos repulsa.

 

A questão do divertimento através da violência ser exclusivamente de carácter humano julgo ser mesmo falsa, há outras espécies que atacam, por vezes até membros do próprio grupo, com a única justificação plausível o prazer. Já vi um documentário em que golfinhos atacavam crias de outra espécie, projectando-as repetidamente pelo ar até à sua morte, poder-se-ia apelidar o acto como xenófobo ou racista, no entanto o mesmo comportamento verificou-se com crias da mesma espécie, tem então de existir um certo nível de prazer.

 

1º O canibalismo não é um habito comum apenas porque seria prejudicial à nossa saúde.

É porque a ética e moral mais vigente no nosso planeta o convencionou e acima de tudo porque se trata da nossa própria espécie.

É convencional achar que um humano matar outro humano é um acto criminoso a não ser em casos extremos.

Ou seja, são os nossos limites morais, éticos e sociais que impõem essa regra.

 

2º Eu mesmo referi que o pastor alemão que o meu avô teve fazia o mesmo com as galinhas. Acontece é que não é por divertimento, é instinto.

O divertimento é um conceito humano.

 

e que tal meter como gladiadores os criminosos degenerados? é que esses nem humanos nem animais. win-win situation.

 

Por muito monstruosos que sejam e por muito que até possa achar que não fazem falta, continuam a ser seres humanos.

Editado por SAS_Operative

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Queria mesmo saber qual a vossa opinião sobre o porquê de o canibalismo ser considerado algo errado e até monstruoso mas comer outros animais já não o é. É que se somos realmente iguais então não devia haver diferenças de tratamento.

 

Um leão comer as suas crias é igualmente errado e monstruoso. Pelo menos, do meu ponto de vista.

 

Que dizes sobre o facto de se comerem cães noutras culturas? Não se trata também de outro animal como outro qualquer? Mas no fundo, sentes (julgo eu) que será errado e monstruoso. Isso já envolve a empatia e compaixão.

 

Pá, isto é um tema complexo e tentar colocar as coisas de uma forma tão quadrada é estar a ser incoerente e ignorar todas as linhas ténues da discussão.

Editado por R3d

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Por muito monstruosos que sejam e por muito que até possa achar que não fazem falta, continuam a ser seres humanos.

 

e é por serem minimamente humanos que não poderiam ser gladiadores?

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e é por serem minimamente humanos que não poderiam ser gladiadores?

 

Óbvio.

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1º O canibalismo não é um habito comum apenas porque seria prejudicial à nossa saúde.

É porque a ética e moral mais vigente no nosso planeta o convencionou e acima de tudo porque se trata da nossa própria espécie.

É convencional achar que um humano matar outro humano é um acto criminoso a não ser em casos extremos.

Ou seja, são os nossos limites morais, éticos e sociais que impõem essa regra.

 

2º Eu mesmo referi que o pastor alemão que o meu avô teve fazia o mesmo com as galinhas. Acontece é que não é por divertimento, é instinto.

O divertimento é um conceito humano.

1.º Eu não apontei o factor de ser prejudicial à saúde como única razão. É um factor que do ponto de evolucionário nos traria problemas, tal como enfraqueceria o grupo. Também não falei em homicídios, aliás quando mencionei casos de extrema necessidade, tinha em mente aquele despenhamento de um avião numa montanha que obrigou os sobreviventes a alimentar-se da carne dos cadáveres. Não tenho dúvidas que faz parte dos nossos valores humanos não matar, nem comer carne humana.

 

2.º É instinto os golfinhos atacarem juvenis do seu próprio grupo? Não seria este um instinto altamente prejudicial à sobrevivência da espécie? Também já li algures que para além do Homem os golfinhos são dos poucos, ou mesmo únicos, animais que praticam sexo por prazer, em vez de ser pelo instinto de procriar, ou seja, não me parece que sejamos só nós que procuramos prazer/divertimento. Para mim, essa de ser exclusivamente um conceito humano não pega. Adianto que a comunidade científica se divide neste campo, é certo que os animais sentem dor e medo, são mecanismo de defesa que fazem a diferença aquando da sobrevivência da espécie, mas crê-se cada vez mais que se pode fazer a associação de emoções, que se acreditavam exclusivas ao Homem, aos animais, especialmente mamíferos. Por exemplo, alguns primatas já demonstraram capacidade para sentir empatia.

Editado por bmfpcdm

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Um leão comer as suas crias é igualmente errado e monstruoso. Pelo menos, do meu ponto de vista.

 

Que dizes sobre o facto de se comerem cães noutras culturas? Não se trata também de outro animal como outro qualquer? Mas no fundo, sentes (julgo eu) que será errado e monstruoso. Isso já envolve a empatia e compaixão.

 

Pá, isto é um tema complexo e tentar colocar as coisas de uma forma tão quadrada é estar a ser incoerente e ignorar todas as linhas ténues da discussão.

 

Adoro cães, brinco com os da minha vizinha e os cães tb me costumam adorar. Tenho uma tia com três cães e sempre que me vêm salta-me para cima e é festa da grande.

Não era de todo capaz de comer cão mas não me choca que o façam em outras cultura.

 

Em relação ao resto, é por ai que quero ir com os meus últimos posts.

Eu não quero converter ninguém, não quero fazer juízos de valor ou demonstrar que o meu ponto de vista é o certo e o verdadeiro.

É que na realidade os nossos comportamentos e a nossa moral é apenas um produto do nosso crescimento e como tal incoerências vão estar sempre presentes. É algo que faz parte da nossa condição humana.

 

 

2.º É instinto os golfinhos atacarem juvenis do seu próprio grupo? Não seria este um instinto altamente prejudicial à sobrevivência da espécie? Também já li algures que para além do Homem os golfinhos são dos poucos, ou mesmo únicos, animais que praticam sexo por prazer, em vez de ser pelo instinto de procriar, ou seja, não me parece que sejamos só nós que procuramos prazer/divertimento. Para mim, essa de ser exclusivamente um conceito humano não pega. Adianto que a comunidade científica divide-se neste campo, é certo que os animais sentem dor e medo, são mecanismo de defesa que fazem a diferença aquando da sobrevivência da espécie, mas crê-se cada vez mais que se pode fazer a associação de emoções, que se acreditavam exclusivas ao Homem, aos animais, especialmente mamíferos. Por exemplo, alguns primatas já demonstraram capacidade para sentir empatia.

 

O "prazer" pode vir do instinto.

Nós é que damos nomes aos comportamentos.

E, para mim, é óbvio que os animais sentem dor e tentam impedir a mesma. Mais uma vez, é o instinto de sobrevivência.

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Se calhar na China, até devem achar que as touradas são um horror monstruoso. Ou talvez não. :mrgreen:

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