Claudiojp Publicado Fevereiro 23 Citação de Burkina2008, há 5 horas: Oi? Oh man esquece, não li o quote do @Ghelthon, pensei que estavas a responder às percentagens do teu salário que investes. Já vi que são a divisão é do que investes. Caburro. 😂 Compartilhar este post Link para o post
TiltSLB Publicado Fevereiro 23 Embora seja difícil quantificar em percentagem pois tenho uma vertente comissional relativamente elevada no meu ordenado, no último ano devo ter aplicado entre 50% e 70% do meu vencimento a investimentos. Atualmente, invisto em ações, etf's e PPR, em breve tenciono enveredar pelo imobiliário. Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado Março 1 Vou começar a investir entre o final deste ano o início o próximo. Apesar de ser formado em Economia, como nunca investi em nada exceto depósitos a prazo, tenho muitas dúvidas, sobretudo operacionais. Nas últimas semanas voltei a ler o If You Can e as últimas 20 páginas deste tópico. Tentei organizar as minhas dúvidas e fiquei com 7 categorias. Pensei em colocá-las ao ChatGPT e em paralelo ao Gemini, cruzar as respostas, e depois partilhá-las aqui, tipo FAQs, para depuração humana pelos veteranos aqui do tópico. Tentarei ainda hoje publicar o primeiro bloco de perguntas. 5 Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado Março 1 (editado) 1) Corretoras Quais são as melhores corretoras (assumindo investimento a longo prazo e com gestão passiva)? Interactive Brokers, XTB, DEGIRO e Trade Republic. Interactive Brokers (8,2/10) Vantagens: É, de longe, a melhor corretora em segurança e regulação (regulada em várias jurisdições fortes – EUA, UE, UK) Grande diversidade de produtos (é a única que permite negociar diretamente obrigações soberanas e ETFs de criptomoedas?) Desvantagem: app complexa para um investidor iniciante, implica uma curva de aprendizagem longa XTB (7,8/10) Vantagens: Sólida na segurança e regulação Boa diversidade de produtos É a melhor corretora em apoio ao cliente Por terem sucursal em Portugal, facilita bastante o preenchimento de IRS, é quase um copy-paste para o Anexo G, em vez de obrigar ao preenchimento durante várias horas (??) do Anexo J (rendimentos no estrangeiro) para todas as outras corretoras Sem desvantagens relevantes identificadas DEGIRO (7,0/10) Vantagens: Presença histórica no mercado Sólida na segurança e regulação Boa diversidade de produtos Desvantagem: é a corretora mais cara entre as analisadas - parece ser uma “XTB” mais cara e ligeiramente mais complexa na utilização Trade Republic (7,4/10) Vantagens: Custos muito baixos Grande facilidade na utilização da app Desvantagens: Baixo nível de segurança e regulação Baixa diversidade de produtos Trading 212 (pedi apenas porque foi mencionada várias vezes nas últimas páginas do tópico) (6,8/10) Vantagens: Custos muito baixos Gande facilidade na utilização da app Desvantagens: É a pior corretora das 5 analisadas em segurança e regulação É a pior corretora no apoio ao cliente (com histórico de críticas sobre gestão de contas e suporte) É a pior corretora na diversidade de produtos Na prática, se já interpretei a Trade Republic como uma “ultra low cost” sem o mesmo nível de segurança das outras 3, a Trading 212 ainda o parece ser mais Qual é o risco de perda total do investimento? O risco de perda total do investimento advém essencialmente de 3 riscos: falência da corretora, falência da entidade em que estão custodiados os ativos, ou falência da entidade emissora dos ativos. As corretoras reguladas na UE são obrigadas a manter os ativos dos clientes separados do seu próprio balanço. Assim, os ativos não fazem parte do património das corretoras, estando custodiados em nome do investidor em entidades externas (nomeadamente bancos). Isto significa que, no cenário de falência da corretora, os ativos são transferidos pela entidade custodiante para outra corretora, ou são devolvidos ao cliente. Neste cenário, o único “custo” é o tempo, pois os ativos poderiam ficar congelados durante meses até existir essa transição entre a corretora falida e a nova corretora. Em casos de fraude, isto é, caso uma corretora vá à falência e se descubra que ela não cumpriu com a obrigação de segregação dos ativos, na UE existem fundos de garantia que cobrem 90% do valor até 20.000€. Corretoras cotadas em bolsa (como a Interactive Brokers ou a XTB) são alvo de auditorias externas rigorosas, pelo que o risco de falência da corretora é residual. Isto não significa que não existe risco de mercado/sistémico, que já foi sobejamente falado no tópico, mas que não implica perda total do investimento. Num cenário de falência do banco custodiante, o caso é muito semelhante ao de falência da corretora, mas com um nível de proteção ainda superior. Os ativos dos clientes não fazem parte do balanço do banco, pelo que os credores de um banco em falência não podem usar esses ativos para cobrar as dívidas do banco. O processo passaria por transferir a custódia dos ativos para um novo banco. Novamente, o único “custo” é o tempo, pois os ativos poderiam ficar congelados durante meses até existir essa transição entre o banco falido e o novo banco. No cenário de falência da entidade emissora dos ativos (Vanguard, BlackRock, etc.), o ETF não é um ativo da entidade emissora, estando juridicamente separado. Os ativos que compõem o ETF não pertencem a essa entidade, mas sim aos investidores do fundo, e estão custodiados numa entidade independente. Se a emissora falir, o regulador ou o conselho de administração do fundo nomeia uma nova gestora para assumir o ETF ou procede à liquidação ordenada do fundo, vendendo as ações no mercado e distribuindo o dinheiro pelos investidores. Assim, o risco de perda total por falência da entidade emissora é praticamente zero, quando são ETFs de réplica física (em contraponto a ETFs sintéticos - swap based - que não vou detalhar aqui porque me pareceu já demasiado profundo). Qual o número ótimo de corretoras a utilizar para um investidor de longo prazo e que procura gestão passiva? Ter várias corretoras adiciona complexidade na operacionalização, nomeadamente em declarações fiscais, acompanhamento do portefolio e gestão de liquidez. A vantagem de ter várias corretoras, para além da diversificação do risco de corretora, reside no acesso a produtos muito específicos que possam não estar disponíveis na nossa corretora principal. A solução mais equilibrada será ter 1 a 2 corretoras. Considerando as avaliações da primeira questão, começar por exemplo com XTB, e depois complementar com Interactive Brokers após se ganhar experiência e/ou caso se pretenda avançar para produtos mais complexos. Perguntas para os veteranos do tópico: Concordam com a análise feita às várias corretoras? O risco de perda total do investimento é de facto quase nulo? Concordam que 1-2 corretoras é o número ideal para quem pretende diversificar risco? Editado Março 1 por Quan Chi Compartilhar este post Link para o post
TiltSLB Publicado Março 1 1 - Apenas posso falar da XTB, concordo com a análise. 2 - Basta fazeres uma pesquisa por falência de corretoras para veres que é algo extremamente improvável, muito mais improvável do que de bancos. Ainda assim, se algo do género acontecer, todos os ativos inteiros que tiveres estão em teu nome, não no da corretora, por isso podes transferir. 3 - Eu só trabalho com a XTB, mas não excluo trabalhar com uma segunda se a primeira não tiver um ativo que pretenda comprar. Compartilhar este post Link para o post
Robe Publicado Março 1 Nada a reclamar da Trading212 e é a mais fácil de utilizar Compartilhar este post Link para o post
Kimi Raikkonen Publicado Março 1 Em relação à XTB e Trade Republic atenção a estes pontos: -Muitas dos produtos que a XTB oferece (ações, ETFs, futuros, materias-primas) são em forma de CFD's, que são instrumentos financeiros, que devido ao efeito de alavancagem podes perder a totalidade do dinheiro e ai não existem 0% comissões, o que por si só desmitifica um bocado a "diversidade". -Apesar de poderes ter acesso à compra de ações fraccionárias, o valor minimo de compra costuma ser 10 euros. Na trade republic existe mais diversidade de produtos, mas em termos de quantidade é inferior à XTB. Mas sempre podes negociar obrigações, corporativas ou governamentais, tem crypto, tens mercados privados e existem os warrants. Existe a questão da comissão de 1€, no entanto consegues contornar isso fazendo planos de investimento, isto para ações/ETFs e crypto. Em termos de segurança, aquilo melhorou com a implementação do 2FA, à semelhança que a XTB fez e em termos de IRS, também enviam o relatorio direito para preencher nos respetivos anexos. Não existem valores minimos de investimento. Compartilhar este post Link para o post
O Pastel Publicado Março 2 Eu tenho conta na XTB e acho que terem sucursal em Portugal / apoio ao cliente é um ponto bastante benéfico. Lembro-me que quando criei conta recebi logo uma chamada do "gestor de conta" para perceber melhor o meu perfil de investidor, nível de conhecimento, quais os meus objetivos, etc. Desde aí nunca precisei de entrar em contacto com eles, mas achei porreiro este sistema. 1 Compartilhar este post Link para o post
Lewan Publicado Março 2 Uso a Degiro desde 2021 e não tenho razões de queixa. Aumentaram um pouco o preçário ultimamente mas para os movimentos que faço por ano, não me afeta muito. Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado Março 2 Citação de O Pastel, há 26 minutos: Eu tenho conta na XTB e acho que terem sucursal em Portugal / apoio ao cliente é um ponto bastante benéfico. Lembro-me que quando criei conta recebi logo uma chamada do "gestor de conta" para perceber melhor o meu perfil de investidor, nível de conhecimento, quais os meus objetivos, etc. Desde aí nunca precisei de entrar em contacto com eles, mas achei porreiro este sistema. Abri recentemente e não recebi nada disso. Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado Março 7 Citação de Robe, Em 01/03/2026 at 18:46: Nada a reclamar da Trading212 e é a mais fácil de utilizar Nota que a questão do risco e segurança tem pouco a ver com problemas menores do dia-a-dia. Tem a ver com se um dia der m*rda a sério (por muitíssimo improvável que isso seja) não ficares agarrado. Citação de Kimi Raikkonen, Em 01/03/2026 at 22:36: -Muitas dos produtos que a XTB oferece (ações, ETFs, futuros, materias-primas) são em forma de CFD's, que são instrumentos financeiros, que devido ao efeito de alavancagem podes perder a totalidade do dinheiro e ai não existem 0% comissões, o que por si só desmitifica um bocado a "diversidade". Podes detalhar um pouco este ponto? Como é que um investidor iniciante consegue distinguir se está a comprar um CFD ou o ativo real subjacente? Compartilhar este post Link para o post
jean-luc godard Publicado Março 7 Eu também tinha Degiro desde 2020 mas já estava a achar meio limitado quanto a informação e não estava 100% confortavel com o tema de segurança dado que já tenho uma carteira significativa. Fiz a transferência do portfolio para Interactive Brokers há um par de meses e nenhuma queixa por agora. Compartilhar este post Link para o post
TukTuk Publicado Março 7 Citação de jean-luc godard, há 1 hora: Eu também tinha Degiro desde 2020 mas já estava a achar meio limitado quanto a informação e não estava 100% confortavel com o tema de segurança dado que já tenho uma carteira significativa. Fiz a transferência do portfolio para Interactive Brokers há um par de meses e nenhuma queixa por agora. Como é que funciona a transferência de portfólio? É algo rápido ou demorado? Também ando a ponderar transferir a minha carteira atual Compartilhar este post Link para o post
Kimi Raikkonen Publicado Março 7 Citação de Quan Chi, há 2 horas: Nota que a questão do risco e segurança tem pouco a ver com problemas menores do dia-a-dia. Tem a ver com se um dia der m*rda a sério (por muitíssimo improvável que isso seja) não ficares agarrado. Podes detalhar um pouco este ponto? Como é que um investidor iniciante consegue distinguir se está a comprar um CFD ou o ativo real subjacente? Ao fazeres a pesquisa pelo ticket aparecem a que tipo de instrumento financeiro está associado. Por exemplo Compartilhar este post Link para o post
challenger Publicado Março 7 (editado) Para a malta que está preocupada com o tema da segurança ou que já tem um bom montante e quer ter mais segurança, que veja o ActivoBank que tem um bom preçário para ETF's. Eu próprio não tenho lá os investimentos neste momento, mas estou a fazer conta de transferir quando já tiver um montante mais considerável (se o preçario se mantiver competitivo). Editado Março 7 por challenger Compartilhar este post Link para o post
jean-luc godard Publicado Março 7 Citação de TukTuk, há 3 horas: Como é que funciona a transferência de portfólio? É algo rápido ou demorado? Também ando a ponderar transferir a minha carteira atual É rápido. No meu caso foi assinar uns papeis em Degiro (enviados por email), começar também o processo no IBKR e esperar mais ou menos 2 semanas. O problema é que é relativamente caro, Degiro cobrou-me mais ou menos 350 euros para transferir toda a carteira mas é melhor que pagar imposto de capitais. 1 Compartilhar este post Link para o post
challenger Publicado Março 7 E tendo em conta o que estão a discutir, qualquer que seja a escolha é importante ser uma correctora que tenha estratégia de saída (possibilidade de transferência dos títulos para outra entidade). Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado Março 7 (editado) 2) Produtos O seguinte disclaimer é válido para todos os comentários que vou fazer neste tópico, mas em especial para o de hoje: os textos baseiam-se em cruzamento de informações produzidas por diferentes chatbots de Inteligência Artificial, algum conhecimento meu e ainda intuição. Por esse motivo, não devem ser considerados como verdades absolutas. Mesmo sem entrar em produtos complexos, um investidor iniciante depara-se com dezenas de produtos diferentes, como certificados de aforro, obrigações soberanas, ouro, outros metais raros, ETFs “mundo”, ETFs das principais bolsas, ETFs de mercados emergentes, ETFs setoriais como imobiliário, saúde, semicondutores, e ainda criptoativos. Qual o ponto de equilíbiro entre maximizar a diversificação (para minimizar o risco) e minimizar os custos operacionais? Diversificar é essencial, mas demasiados produtos podem elevar custos, potenciar erros comportamentais e aumentar a complexidade fiscal (diworsification). O exemplo mais claro é o de um ETF global, que por si só inclui muitas ações diferentes, pelo que ETFs setoriais tornam-se redundantes. Assim, só fará sentido investir em ETFs setoriais caso queiramos sobreponderar algum setor em particular. Podemos considerar como ponto de equilíbrio para um investidor iniciante deter 3 a 6 produtos, numa carteira que inclua obrigações, ETF global, ETF regional e/ou setorial como opção facultativa, commodities (ex.: ouro, facultativo) e criptoativos (facultativo). Quais as principais gestoras de ETFs e o que as distingue? Vanguard Group Pontos fortes: cultura de custos extremamente baixos, ETFs muito eficientes Pontos fracos: oferta de ETFs UCITS ligeiramente menor na Europa, menos ETFs temáticos BlackRock (iShares) aPontos fortes: maior gestora de ativos do mundo, com a maior variedade de ETFs do mercado e enorme liquidez Pontos fracos: alguns ETFs têm custos ligeiramente mais altos, e a linha de produtos é tão vasta que pode gerar confusão State Street Global Advisors (SPDR) Pontos fortes: ETFs muito líquidos e com bons custos em vários índices globais Pontos fracos: catálogo menor Atualmente não há grandes diferenças de custos entre as principais gestoras. Outros fatores ganharam relevância na análise, como a liquidez do ETF, a dimensão do fundo, o tracking error ou a estrutura fiscal (domicílio na Irlanda). Que caraterísticas devem ser tidas em conta para escolher o “melhor” ETF? TER (Total Expense Ratio): Custo anual do ETF Não deve ser considerado como critério único para a escolha do ETF, pois um ETF com TER baixo pode ter um tracking pior ou spreads superiores Por exemplo, uma diferença de -0,05% no TER pode ser irrelevante se a liquidez for pior ou o tracking inferior Dimensão do fundo (AUM: assets under management): Normalmente, quanto maior o ETF, maior a liquidez, menor o risco de encerramento, e menores os spreads AUM >100M€ é razoável, AUM>500M€ é bom, e AUM>1B€ é o ideal Estrutura e domicílio fiscal: idealmente UCITS e domiciliado na Irlanda ou Luxemburgo (retenção de dividendos 15% vs. 30% num ETF americano, inclusivamente se o fundo for acumulativo) Replicação física vs. sintética: Física (full replication): compra as ações reais, é o mais seguro Física (sampling): compra uma amostra representativa (comum em índices com milhares de microempresas) Sintética (swap): usa derivados, introduzindo o risco da contraparte Tracking difference: diferença real (média) entre o retorno do ETF e o retorno do índice de referência Tracking error: volatilidade da tracking difference Política de dividendos (acumulação vs. distribuição): Para um investidor a muito longo prazo, a acumulação é a melhor opção, pois evita a tributação imediata dos 28% O valor “não tributado” é reinvestido, o que maximiza o efeito de capitalização O JustETF é provavelmente o melhor site para investidores europeus, pois permite filtrar por índice, custos, dimensão, domicílio e corretora. Perguntas para os veteranos do tópico: Preferem ter um único ETF “world”, ou vários ETFs de bolsas e setores diferentes? A que caraterísticas dão mais importância na escolha de um ETF para investir? Editado Março 7 por Quan Chi Compartilhar este post Link para o post
challenger Publicado Março 8 Citação de Quan Chi, há 9 horas: 2) Produtos O seguinte disclaimer é válido para todos os comentários que vou fazer neste tópico, mas em especial para o de hoje: os textos baseiam-se em cruzamento de informações produzidas por diferentes chatbots de Inteligência Artificial, algum conhecimento meu e ainda intuição. Por esse motivo, não devem ser considerados como verdades absolutas. Mesmo sem entrar em produtos complexos, um investidor iniciante depara-se com dezenas de produtos diferentes, como certificados de aforro, obrigações soberanas, ouro, outros metais raros, ETFs “mundo”, ETFs das principais bolsas, ETFs de mercados emergentes, ETFs setoriais como imobiliário, saúde, semicondutores, e ainda criptoativos. Qual o ponto de equilíbiro entre maximizar a diversificação (para minimizar o risco) e minimizar os custos operacionais? Diversificar é essencial, mas demasiados produtos podem elevar custos, potenciar erros comportamentais e aumentar a complexidade fiscal (diworsification). O exemplo mais claro é o de um ETF global, que por si só inclui muitas ações diferentes, pelo que ETFs setoriais tornam-se redundantes. Assim, só fará sentido investir em ETFs setoriais caso queiramos sobreponderar algum setor em particular. Podemos considerar como ponto de equilíbrio para um investidor iniciante deter 3 a 6 produtos, numa carteira que inclua obrigações, ETF global, ETF regional e/ou setorial como opção facultativa, commodities (ex.: ouro, facultativo) e criptoativos (facultativo). Quais as principais gestoras de ETFs e o que as distingue? Vanguard Group Pontos fortes: cultura de custos extremamente baixos, ETFs muito eficientes Pontos fracos: oferta de ETFs UCITS ligeiramente menor na Europa, menos ETFs temáticos BlackRock (iShares) aPontos fortes: maior gestora de ativos do mundo, com a maior variedade de ETFs do mercado e enorme liquidez Pontos fracos: alguns ETFs têm custos ligeiramente mais altos, e a linha de produtos é tão vasta que pode gerar confusão State Street Global Advisors (SPDR) Pontos fortes: ETFs muito líquidos e com bons custos em vários índices globais Pontos fracos: catálogo menor Atualmente não há grandes diferenças de custos entre as principais gestoras. Outros fatores ganharam relevância na análise, como a liquidez do ETF, a dimensão do fundo, o tracking error ou a estrutura fiscal (domicílio na Irlanda). Que caraterísticas devem ser tidas em conta para escolher o “melhor” ETF? TER (Total Expense Ratio): Custo anual do ETF Não deve ser considerado como critério único para a escolha do ETF, pois um ETF com TER baixo pode ter um tracking pior ou spreads superiores Por exemplo, uma diferença de -0,05% no TER pode ser irrelevante se a liquidez for pior ou o tracking inferior Dimensão do fundo (AUM: assets under management): Normalmente, quanto maior o ETF, maior a liquidez, menor o risco de encerramento, e menores os spreads AUM >100M€ é razoável, AUM>500M€ é bom, e AUM>1B€ é o ideal Estrutura e domicílio fiscal: idealmente UCITS e domiciliado na Irlanda ou Luxemburgo (retenção de dividendos 15% vs. 30% num ETF americano, inclusivamente se o fundo for acumulativo) Replicação física vs. sintética: Física (full replication): compra as ações reais, é o mais seguro Física (sampling): compra uma amostra representativa (comum em índices com milhares de microempresas) Sintética (swap): usa derivados, introduzindo o risco da contraparte Tracking difference: diferença real (média) entre o retorno do ETF e o retorno do índice de referência Tracking error: volatilidade da tracking difference Política de dividendos (acumulação vs. distribuição): Para um investidor a muito longo prazo, a acumulação é a melhor opção, pois evita a tributação imediata dos 28% O valor “não tributado” é reinvestido, o que maximiza o efeito de capitalização O JustETF é provavelmente o melhor site para investidores europeus, pois permite filtrar por índice, custos, dimensão, domicílio e corretora. Perguntas para os veteranos do tópico: Preferem ter um único ETF “world”, ou vários ETFs de bolsas e setores diferentes? A que caraterísticas dão mais importância na escolha de um ETF para investir? Num investimento de longo prazo e para um buy and hold com DCA será sempre melhor um ETF já com diversificação. Reduzirá os custos de compra, reduzirá o teu esforço e numa eventual transferência para outra entidade também reduzirá os custos. Quando falas de um ETF World tens de ver se preferes um MSCI World ou um All World. Entre ETF's da mesma categoria, principalmente dou mais importância à sua rentabilidade, TER e tamanho do fundo. Btw, aconselho toda a gente a subscrever o Boletim Tlim do David Almas. Vai tendo muito informação sobre finanças e investimentos no geral. Por exemplo no boletim de Janeiro ele dava várias opções de investimento e os instrumentos que ele considera melhores para cada tipo (com justificações). Compartilhar este post Link para o post
Totoro Publicado Março 8 Citação de jean-luc godard, há 23 horas: Eu também tinha Degiro desde 2020 mas já estava a achar meio limitado quanto a informação e não estava 100% confortavel com o tema de segurança dado que já tenho uma carteira significativa. Fiz a transferência do portfolio para Interactive Brokers há um par de meses e nenhuma queixa por agora. E porque não estavas cómodo com a segurança na Degiro e sim na Interactive Brokers? Pergunto porque também uma carteira já significativa na Degiro Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado Março 8 E há diferença real num ETF, por exemplo S&P 500, da Vanguard ou da iShares (Europa)? Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado Março 8 3) Operacionalização Um investidor a longo prazo deve apenas comprar ativos, ou também vender? Em Portugal, cada venda gera um evento tributável (28% sobre as mais-valias). Por isso, vender quando a % de um ativo está acima do objetivo não é um método eficiente fiscalmente. O método mais utilizado por investidores europeus de longo prazo é o rebalanceamento por compras (buy-only rebalancing). Este método consiste em canalizar a compra periódica para o ativo mais subponderado da carteira. As vantagens deste método são o não pagamento de impostos, o baixo custo e a simplicidade da estratégia. Ainda assim, há algumas situações em que vender pode fazer sentido: Quando um ativo cresce muito, p.e. se o peso de criptoativos aumentar de um objetivo de 5% para 20% Quando existe alteração de estratégia, p.e. vender um ETF setorial para comprar um ETF de outro setor Quando se chega à “reforma”, isto é, à fase de retirada do dinheiro, em que se começa a viver do dinheiro acumulado Qual a periodicidade mais adequada para fazer o rebalanceamento da carteira? A maioria dos estudos defende que é bom fazê-lo trimestralmente, mas que anualmente é suficiente. Rebalancear mensalmente pode ser pouco benéfico. No entanto, muitos investidores utilizam o método de rebalanceamento por compras referido na questão anterior, com 1 compra mensal. Para minimizar os custos, devem ser feitas, no máximo, 1 a 2 compras por mês, evitando comprar vários ativos diferentes. Uma estratégia ligeiramente diferente consiste no threshold balancing, que consiste em definir limiares mínimos e máximos de % de peso na carteira para cada ativo, e apenas agir (comprando ou vendendo) quando esses limites são violados. Este método é mais eficiente do ponto de vista dos custos que o rebalanceamento por compras, pois normalmente implica um menor número de transações. O que deve ser tido em conta nas transferências de dinheiro dos bancos comerciais “tradicionais” para as corretoras? Por regra de AML (anti money laundering) o titular da conta de investimento deve ser o mesmo (mesmo nome) que o da conta bancária de origem do dinheiro. Deve-se verificar se a corretora atribuiu um IBAN individual (em nome do investidor) ou um IBAN coletivo (em nome da corretora, onde tem que se colocar o número de conta no Assunto/Referência). Caso se falhe este número de referência no IBAN coletivo, o dinheiro fica no “limbo” e o processo de recuperação é burocrático e lento. Os IBANs devem ser sempre verificados dentro das apps das corretoras, nunca utilizando IBANs enviados por email. Transferências SEPA (transferências em euros e dentro da zona Euro) são normalmente gratuitas nos bancos digitais ou no homebaking da maioria dos bancos “tradicionais”. Apesar do custo nulo ou residual, deve evitar-se fazer muitas transferências pequenas, por adicionarem complexidade fiscal e de rastreamento. Isto é, apesar de transferir dinheiro para uma corretora não ser um evento fiscal (não é necessário declarar depósitos, transferências ou levantamentos), caso um dia se tenha que justificar a origem dos fundos é muito mais fácil mostrar e explicar 12 transferências anuais do mesmo montante do que 60 transferências anuais em momentos e em montantes irregulares. Perguntas para os veteranos do tópico: Qual é a vossa estratégia de rebalanceamento da carteira? Quais são os principais cuidados que têm na transferência de dinheiro de bancos comerciais para corretoras? Compartilhar este post Link para o post
challenger Publicado Março 8 Citação de Quan Chi, há 2 horas: 3) Operacionalização Um investidor a longo prazo deve apenas comprar ativos, ou também vender? Em Portugal, cada venda gera um evento tributável (28% sobre as mais-valias). Por isso, vender quando a % de um ativo está acima do objetivo não é um método eficiente fiscalmente. O método mais utilizado por investidores europeus de longo prazo é o rebalanceamento por compras (buy-only rebalancing). Este método consiste em canalizar a compra periódica para o ativo mais subponderado da carteira. As vantagens deste método são o não pagamento de impostos, o baixo custo e a simplicidade da estratégia. Ainda assim, há algumas situações em que vender pode fazer sentido: Quando um ativo cresce muito, p.e. se o peso de criptoativos aumentar de um objetivo de 5% para 20% Quando existe alteração de estratégia, p.e. vender um ETF setorial para comprar um ETF de outro setor Quando se chega à “reforma”, isto é, à fase de retirada do dinheiro, em que se começa a viver do dinheiro acumulado Qual a periodicidade mais adequada para fazer o rebalanceamento da carteira? A maioria dos estudos defende que é bom fazê-lo trimestralmente, mas que anualmente é suficiente. Rebalancear mensalmente pode ser pouco benéfico. No entanto, muitos investidores utilizam o método de rebalanceamento por compras referido na questão anterior, com 1 compra mensal. Para minimizar os custos, devem ser feitas, no máximo, 1 a 2 compras por mês, evitando comprar vários ativos diferentes. Uma estratégia ligeiramente diferente consiste no threshold balancing, que consiste em definir limiares mínimos e máximos de % de peso na carteira para cada ativo, e apenas agir (comprando ou vendendo) quando esses limites são violados. Este método é mais eficiente do ponto de vista dos custos que o rebalanceamento por compras, pois normalmente implica um menor número de transações. O que deve ser tido em conta nas transferências de dinheiro dos bancos comerciais “tradicionais” para as corretoras? Por regra de AML (anti money laundering) o titular da conta de investimento deve ser o mesmo (mesmo nome) que o da conta bancária de origem do dinheiro. Deve-se verificar se a corretora atribuiu um IBAN individual (em nome do investidor) ou um IBAN coletivo (em nome da corretora, onde tem que se colocar o número de conta no Assunto/Referência). Caso se falhe este número de referência no IBAN coletivo, o dinheiro fica no “limbo” e o processo de recuperação é burocrático e lento. Os IBANs devem ser sempre verificados dentro das apps das corretoras, nunca utilizando IBANs enviados por email. Transferências SEPA (transferências em euros e dentro da zona Euro) são normalmente gratuitas nos bancos digitais ou no homebaking da maioria dos bancos “tradicionais”. Apesar do custo nulo ou residual, deve evitar-se fazer muitas transferências pequenas, por adicionarem complexidade fiscal e de rastreamento. Isto é, apesar de transferir dinheiro para uma corretora não ser um evento fiscal (não é necessário declarar depósitos, transferências ou levantamentos), caso um dia se tenha que justificar a origem dos fundos é muito mais fácil mostrar e explicar 12 transferências anuais do mesmo montante do que 60 transferências anuais em momentos e em montantes irregulares. Perguntas para os veteranos do tópico: Qual é a vossa estratégia de rebalanceamento da carteira? Quais são os principais cuidados que têm na transferência de dinheiro de bancos comerciais para corretoras? A estratégia de rebalanceamento depende daquilo em que investires. Por exemplo,se investires em MSCI World ou num All World, o ETF vai te fazendo um rebalanceamento "automático" dos mercados conforme o seu peso na economia mundial. Não precisas de te preocupar. 1 Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado Março 14 4) Investir em família Investir em casal: existindo essa decisão, devemos ter carteiras semelhantes, ou colocar os produtos com maior risco na carteira da pessoa com maior apetência por risco, e os restantes no cônjuge? Carteiras totalmente independentes (decisões individuais de investimento de cada um) não fazem muito sentido, pois se decidimos partilhar despesas, poupanças e objetivos familiares, então também o risco do investimento é um risco do casal, e não de cada um individualmente. Deve existir uma estratégia global, comum. Dividir os produtos por aversão ao risco é um modelo habitual, mas com algumas armadilhas. Assimetrias de performance (e consequentes assimetrias de rebalanceamento entre os cônjuges) podem gerar tensões desnecessárias. Assim, faz sentido existirem carteiras (contas) separadas, com um núcleo semelhante, e ligeiras diferenças que acomodem os diferentes graus de aversão ao risco. Adicionalmente, contas separadas ajudam a proteger património face a situações limite como falência pessoal ou divórcio. Infelizmente as corretoras não permitem uma visão de portefolio global de duas contas separadas, pelo que esse tracking tem que ser feito manualmente pelo casal. Investir em nome dos filhos: literalmente no nome deles vs. carteira em nosso nome? A solução mais simples é criar um “subportefolio mental” para cada filho. Tem a vantagem de não exigir qualquer burocracia adicional, e manter o controlo da gestão nos pais. Algumas corretoras permitem contas de menores, em que a criança é a titular e os pais são os administradores. O dinheiro pertencer à criança poderá ser uma vantagem em termos legais, mas isso também implica que quando a criança fizer 18 anos, o dinheiro passa totalmente para ela, ficando livre para o usar como entender. Dar a liberdade a um adolescente de 18 anos para usar como entender milhares de euros que demoraram quase 20 anos a acumular não é um cenário muito confortável. Optando então pela opção do “subportefolio mental”, importa salientar que doações entre pais e filhos não pagam impostos (exceto se forem imóveis). Caso a doação seja superior a 5.000€, tem que ser declarada às Finanças, mas continua a ser isenta de imposto. Tal como na questão do investimento em casal, as corretoras não têm “subportefolios” nativos, pelo que o acompanhamento terá que ser feito manualmente em excel ou através de um software agregador de contas. Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado Março 14 (editado) 5) Fiscalidade O que tem que ser declarado para efeitos de IRS? São sujeitos a imposto de 28% as mais-valias de vendas, os dividendos e os juros, tendo que ser declarados na declaração anual de IRS (Anexo G para as mais-valias, Anexo J para os dividendos e juros). Os criptoativos, se mantidos por mais que 365 dias, estão isentos de tributação de mais-valias, tendo à mesma que ser declarada a respetiva venda. Não é necessário declarar compras de ativos, transferências de dinheiro para corretoras ou valorizações potenciais (sem venda). No entanto, tem que ser declarada a existência da conta estrangeira (da corretora), no Anexo J. É apenas uma declaração informativa, que não implica o pagamento de imposto ou quaisquer outros cálculos. As corretoras não comunicam diretamente com a Autoridade Tributária, pelo que a responsabilidade de declaração de mais-valias é inteiramente do contribuinte. É muito importante guardar os extratos das corretoras, o histórico das compras e as comissões, pois podem ser solicitados em caso de inspeção fiscal. Como é que o imposto de 28% é calculado, nomeadamente quando temos várias compras mensais durante décadas, seguidas de uma venda parcial da carteira? A mais-valia corresponde ao valor da venda subtraído do valor da compra e das despesas associadas (comissões e outras taxas). É sobre este valor que incidem os 28% de imposto. Em Portugal, é aplicado o método FIFO (first in, first out), ou seja, assume-se que as unidades de ativo compradas primeiro são as vendidas primeiro também. Assim, o cálculo da mais-valia consiste em subtrair ao preço de venda o preço de compra da mesma quantidade de unidades que se vendeu, considerando aquelas que tenham sido compradas há mais tempo, mesmo que essas compras tenham ocorrido em vários momentos diferentes do tempo, com vários preços diferentes (o que depois obviamente tem impacto nos cálculos). Sabendo que existem os 28% de imposto sobre mais-valias, então como é que consigo acompanhar o valor “líquido” da minha carteira? Por exemplo, se eu tiver como objetivo ter 500.000€ em 2050, preciso de saber qual o excedente que tenho que acumular sobre aquele valor, para cobrir os impostos sobre mais-valias. Quando temos reforços mensais, em ativos diferentes de mês para mês, com preços diferentes, comissões, taxas, etc., torna-se impossível calcular de forma simples os ganhos líquidos de impostos. Existem vários métodos: Estimativa simples: Subtrair ao valor global da carteira o montante total investido Da subtração acima resulta a mais-valia, e sobre esta são calculados os 28% de imposto O valor global da carteira menos o montante de imposto resulta no valor líquido aproximado da carteira Cálculo por lote de compra: Cada compra é considerada um lote de aquisição Cruza-se o preço de cada compra com o preço atual, a diferença é a mais-valia Aplica-se os 28% à mais-valia de cada lote, e da diferença dos somatórios resulta o valor líquido da carteira Preço médio ponderado: Para cada ativo, calcula-se o preço médio de aquisição (média dos preços de compra ponderada pelas unidades compradas) Cruza-se o preço de aquisição com o preço atual, e o resto basicamente é o mesmo que no método anterior Por uma questão de simplicidade e porque a diferença não é significativa, a maioria dos investidores utiliza o primeiro método. Independentemente do método utilizado, para se conseguir gerir bem a questão do FIFO no cálculo das mais-valias para a declaração de IRS, é indispensável ter um registo (por exemplo, em excel) de cada transação. Este registo deve ter 1 linha por cada transação, e incluir os seguintes campos: Data e tipo de operação (compra ou venda) Se aplicável, nome do portefólio impactado (pai, mãe, filho, filha) Corretora, nome do ativo, ISIN Quantidade (unidades compradas), preço unitário Moeda e, se aplicável, taxa de câmbio Valor bruto, comissões, valor total (custo real para efeitos fiscais) Noutra sheet, é importante ter uma visão global por ativo e por portefólio, que inclua os seguintes campos: Nome do portefólio, corretora, nome do ativo Somatório de unidades compradas Somatório de capital investido (custo real) Preço médio Preço atual Valor de mercado (preço atual * total de unidades) Ganho bruto (valor de mercado - somatório de capital investido) Imposto potencial (ganho bruto * 28%) Ganho líquido de imposto (ganho bruto - imposto potencial) Valor de mercado líquido Peso no total da carteira ou portefólio Objetivo de peso no total da carteira ou portefólio, para análises de rebalanceamento Editado Março 14 por Quan Chi Compartilhar este post Link para o post