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Exames Nacionais 2012

Publicações recomendadas

Boa sorte a explicar aos empregadores que estás melhor equipado com um 13 de média final do que o que teve 18. O que eles vão ver é que tiveram o mesmo ensino e tu tiveste piores resultados, o que é verdade.

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Exacto. O que nem deveria ser a regra, porque um mau exame não significa que um aluno seja mau ou que não tenha conhecimentos, tal como um bom exame não prova que se domine determinada matéria. Mas como infelizmente é o único critério, fora as cunhas, claro que as notas contam muitíssimo.

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Lá vou ter que me adaptar não é...

 

Vou ter que aumentar o nível de exigência a partir de agora.

Estava a ser irónica.

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Isso não faz grande sentido, pelo menos no sentido (peço desculpa pela repetição) que lhe queres dar. Até concordo que o mais importante deve ser a utilidade dos conhecimentos, mas não tenhas ilusões sobre um 13 ou 14 ser o mesmo que um 17 ou 18.

Não disse que um 13 era igual a 17. Disse que tirar 13 ou 14 ia dar ao mesmo bem como 17/18. Não 13/17, se é que me faço entender. Mas também depende dos cursos, o meu pelo menos para já a média interna conta só como desempate depois do exame final, portanto estou a ver as coisas do meu prisma.

 

Mas de qualquer maneira acho um exame no secundário mais importante no sentido que qualquer centésima pode ser fulcral para entrar ou não entrar.

Editado por 1906

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Boa sorte a explicar aos empregadores que estás melhor equipado com um 13 de média final do que o que teve 18. O que eles vão ver é que tiveram o mesmo ensino e tu tiveste piores resultados, o que é verdade.

 

Na FEUP acontece imenso os que têm 18's e afins ficarem por lá em termos de investigação e etc.

 

No entanto, isso das notas é relativo. Depende das áreas, e mesmo dentro de uma área depende do empregador em questão. Uns olham para a média total, outros para a média de mestrado, outros apenas para a entrevista e ainda há quem olhe apenas para notas de cadeiras especificas.

 

Por isso, concordo em parte que os exames do secundário têm um caracter muito mais "mata-mata" que um do ensino superior.

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És um herói, parabéns... O que vale é que na faculdade levar um 13 ou 14, ou um 17, 18 vai dar ao mesmo, no secundário é o resto da tua vida que depende daquilo.

 

Bastava teres dois dedinhos de testa para ler o que disse antes e acalmares a patareca para perceberes que sou contra esta medida, simplesmente porque ela é feita só e exclusivamente para complicar. mas é mais fácil vires com a história dos heróis. Não me espanta portanto que não vejas diferenças entre um 13 e um 14, um 17 e um 18.

E não, não estava a ser irónico. Não foram quatro, foram 5 os exames que tive durante a faculdade e estou no 4º ano...

 

É como diz o BlackHawk, se vamos por essa ordem de ideias do terem que se habituar, eu punha era já os putos a fazer dissertações de mestrado no décimo ano, vão ter que as fazer e vão...

 

psicololgia

 

ainda com essa? :mrgreen:

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Estava a ser irónica.

 

Ah bom, então é fácil ter, pelo menos 17 em 4 exames, na mesma semana. Peço desculpa, Einstein.

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Se não fosse pelo benefício evidente de quem vai concorrer com os exames do ano passado, até acho que dava alguma igualdade ao processo. Vamos ser honestos, os 2 exames anuais quase nunca são idênticos em dificuldade, o tempo de estudo é o mesmo para todos, e premeia-se quem trabalha durante o ano ao invés de quem estuda na semana do exame.

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Se não fosse pelo benefício evidente de quem vai concorrer com os exames do ano passado, até acho que dava alguma igualdade ao processo. Vamos ser honestos, os 2 exames anuais quase nunca são idênticos em dificuldade, o tempo de estudo é o mesmo para todos, e premeia-se quem trabalha durante o ano ao invés de quem estuda na semana do exame.

 

Exactamente!

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E há alguma razão em especial para premiar quem estuda o ano todo, mas tira piores notas que quem só estuda uma semana? É que se um aluno trabalha o ano todo e tira pior nota do que alguém que só trabalhou uma semana, alguma coisa está mal com esse aluno...

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Portanto bora lá premiar quem só estuda durante uma semana. E além disso, se alguém te disse que estuda o ano todo e depois tirou má nota, ou te mentiu na nota ou no estudo.

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Eu não disse nada disso, no entanto se alguém só estuda uma semana e tira melhores notas que os outros, deve ser prejudicado? Era o que faltava :lol:

 

Eu sempre achei piada à história de "premiar quem trabalha o ano todo mas tem piores notas que os outros que não o fazem". O que se deve premiar é a qualidade, não a quantidade. Ainda para mais quando a quantidade não tem qualidade.

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Eu não disse nada disso, no entanto se alguém só estuda uma semana e tira melhores notas que os outros, deve ser prejudicado? Era o que faltava :lol:

 

Eu sempre achei piada à história de "premiar quem trabalha o ano todo mas tem piores notas que os outros que não o fazem". O que se deve premiar é a qualidade, não a quantidade. Ainda para mais quando a quantidade não tem qualidade.

 

Eu disse isso alguma vez neste tópico? Acho que não. Mas tu sempre queres ser beneficiado, tendo mais tempo entre exames para os poderes fazer mais à vontade. Quem tiver estudado o ano todo vai muito mais seguro, mesmo que fossem todos em dias seguidos ou dois por dia. O problema é que querem os exames mais espaçados porque não fizeram nada o ano todo e querem-se safar a estudar em cima da hora. Isto deve ser premiado?

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Não é nada disso que se pede ou que se quer. E eu nem estou a defender por interesse, pois já passei o secundário há muito. Acho sinceramente que agrupar todos os exames para datas muito próximas não é bom, bem pelo contrário, pois cada estudante deve ter espaço e tempo para respirar entre exames e não há qualquer vantagem em meter pressão extra em cima dos estudantes. É simples de explicar, até: o objectivo é avaliar aquilo que os alunos sabem, ao sobrecarregá-los com muitos exames em pouco tempo vais adulterar os resultados dos exames. Vão entrar em jogo outras variáveis além dos conhecimentos de cada aluno.

 

E esse argumento da "segurança por um ano inteiro de trabalho" é uma falsa questão. Um aluno vai mais seguro para um exame se estiver melhor preparado. O modo como cada estudante se prepara deve ser definido pelo próprio. Que interessa se estuda o ano todo ou de véspera? O que importa é que obtenha os conhecimentos requeridos e o demonstre no exame. Se, e realço o "se", um aluno conseguir num mês o mesmo grau de preparação que obteria com seis meses de estudo, qual a vantagem em impedi-lo de escolher um destes métodos? Não faz sentido. Isso é uma decisão pessoal, não se deve interferir nisso.

 

De qualquer forma, não vi nenhum argumento que me fizesse pensar que alguém queira os exames mais espaçados para só estudar na hora. És tu que o estás a referir, talvez tenha saltado algum post, mas não vi ninguém a dizer isso. De qualquer maneira, mesmo que haja quem pense assim, não acho que deva ser premiado mas também não deve ser prejudicado. Porque, em teoria, vai ser prejudicado na nota final. Se não for, então se calhar é porque até tinha razão.

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[Não vou fazer quote para não alongar a página]

 

Interessa o modo de estudo pela diferença entre memória a curto prazo e memória a longo prazo. Eu também já fiz exames a estudar na véspera, mas sinceramente lembro de pouco ou nada. E é óbvio que haviam disciplinas que não me interessavam para nada, mas também tinha de fazer o exame. Tive 15 no exame de biologia vindo directo da queima, ainda bêbado e a estudar na viagem de Comboio, ensinado por duas amigas minhas que estão em medicina. Serviu perfeitamente para o 15 (óbvio que este 15 também advém de ter estado atento nas aulas, embora não tenha estudado rigorosamente nada ao longo do ano fora das aulas), nota mais que suficiente para a minha ambição. Ou por exemplo a inglês, disciplina para a qual nunca estudei na vida e mesmo assim tirava na boa meu 18-20.

 

É um caso de "faz o que eu digo, não faças o que eu faço", porque a olhar para trás, se tivesse tido uma rotina de estudo ao longo do ano tenho a certeza que teria entrado na minha primeira opção de candidatura (a pensar que a média chegava, a média do último colocado subiu 4 valores em relação ao ano anterior -shit happens - ). Teria tido uma melhor nota na minha específica e talvez tivesse tido estes últimos anos bem diferentes.

 

O facto é que quando cá cheguei vinha bem preparado psicologicamente para maratonas de trabalhos e estudos, pela rotina de exigência a que vinha habituado. Apenas tive de começar a estudar um bocadinho todas as semanas. Enquanto eu via a malta toda às aranhas porque tinham de entregar dois trabalhos na mesma semana, tendo duas semanas para fazer os dois, eu ria-me disso porque para mim isso não era nada. Ainda me lembro do primeiro trabalho de ITM, em que tinha de fazer uma publicidade em flash a um qualquer artigo à escolha em que via a malta toda às aranhas, até alguns que demoraram uma semana (!) a decidir-se num artigo, quando isso era o mais irrelevante de tudo. Não têm organização de trabalho, nem de estudo, porque não estão habituados a isso. É tiro para o ar e se acertar, acertou.

 

Isto não será resultado directo de ter os exames nacionais numa ou duas semanas, mas se soubessem que iam ter os exames só numa semana de certeza que tinham pensado mais cedo em se aplicar um bocado melhor. É um bocado a teoria do caos...

Editado por padeiro

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Quanto às notas, nas entrevistas de emprego a que fui mal queriam saber as cadeiras que tinha tirado, quanto mais as notas. Claro que acabar o curso com média de 18 há-de impressionar alguém, mas para o comum dos mortais empregados de escritório o importante é o que se sabe fazer, o já se fez e quem se conhece.

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As notas têm um peso relativo, as competências que se possui são mais importantes. Tanto competências técnicas, como relacionais.

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Estão a desviar-se da discussão inicial. As consequências de cada estudo são um assunto bem diferente daquele que se está a analisar aqui. Falávamos dos poucos dias de espaço entre exames e da possibilidade de isso servir para premiar quem trabalha ao longo do ano todo, ao invés de quem só estuda para os exames. E aí temos de ter em conta que um exame é um exame, serve para avaliar os conhecimentos de um aluno naquela data específica. Se o objectivo fosse avaliar o modo como os conhecimentos foram adquiridos, se interiorizados ou memorizados, o método de avaliação teria de ser outro.

 

Sendo este, não faz sentido tentar prejudicar quem adquire os conhecimentos em menos tempo do que os outros. Como questionei antes, se um aluno precisa de apenas um mês para adquirir os conhecimentos, há-de ser prejudicado por isso?

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Ontem na conversa com uns colegas surgiu-me uma dúvida, não sei se este tópico é o ideal para perguntar mas cá vai:

 

Eu estou na área de economia, tenho uma média final de 15,3 com 10 a matemática. Fui no ano passado a exame com 10, tinha 10 (10º), 12 (11º) e 8 (12º), no exame não passei ou seja, estou a repetir matemática. O problema é que eu quero seguir direito, apenas algumas universidades aceitam candidaturas apenas com português. Ontem disseram-me que em Coimbra a média de direito tinha descido para 13 ponto qualquer coisa, mas que é necessário entrar com História e Português. Eu posso anular matemática e fazer História? Tenho quase a certeza que preciso de acabar matemática porque é do meu curso (economia)... É que se der para anular matemática e fazer exame a história nem penso duas vezes, vou já amanhã tratar disso.

Editado por D.Vidinha

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Se História der equivalência a Matemática, podes. Eu tenho um amigo que andava assim mas não era com Matemática, era com FQ. Queria ir para Arquitectura e precisava de Matemática B e Geometria Descritiva. Anulou FQ porque Geometria Descritiva dava equivalência a FQ. Foi fazer exame e passou. Nunca teve GD na vida mas andou 1 ano na explicação e safou-se. Ele era de Ciencias e fez exame a disciplinas de Artes.

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