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Shabby

Ataques de cães domésticos

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É isto mesmo. É cão, mata-se. f*da-se a foto do coitado faz-me querer ir lá e trazê-lo para aqui. Espero que se faça qualquer coisa para impedir que o cão seja morto, porque apenas teve um reflexo de defesa. Se o meu cão começa a rosnar quando eu me chego a ele, imagino um cão de grande porte a levar com "algo" em cima, sem saber se está a ser atacado ou não. Tenho pena pela criança e pelo cão.

 

A foto tb pode ter sido 'preparada' nesse sentido, apesar de tudo indicar que o cão é mesmo assim...

 

Fiasco: podia ir andar no escuro (chão) e ter tropeçado no cão e batido no chão (quer o cão tenha fugido ou ele tenha tropeçado e caido ao lado do cão). Não precisa andar a subir nada.. Btw, tenho um primo com 14 meses e já anda bem de um lado para o outro sem se desequilibrar muito, por isso acredito que aos 18 meses já possam haver crianças que se mexam assim

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É incrível a proporção que as coisas tomam hoje em dia com a internet. Incrível e assustador. Toda a gente se sente no direito de falar com conhecimento de causa sobre assuntos que desconhece, aceitando e selecionando aquilo que leu conforme os seus interesses e opiniões pessoais. Independentemente de ser pró-cão ou anti-cão já existe quem garanta que a ocorrência foi num ou noutro sentido porque sim, porque leu no facebook de alguém, porque leu um artigo de uma edição on-line de um jornal qualquer, porque alguém fez um texto todo bonitinho e o colocou num blog. Assustador!

 

A quantidade de conclusões que se tiram a partir de frases começas por "se" é assombrosa.

 

E depois dizem-se as maiores barbaridades e idiotices.

 

Há até quem insinue que a responsabilidade da tragédia é do bebé: "Não tinha nada que se aventurar num sítio escuro onde sabia que estava um cão". Parvoíce maior não pode haver! Minto. Há. Vem de todos aqueles que aceitaram e concordaram com esta insinuação ignóbil.

 

E já nem falo no tratamento que está a ter a pobre veterinária da Câmara de Beja.

 

Para mim este caso é simples: foi uma tragédia que ocorreu por causa e motivo ainda desconhecidos. E é exatamente para se apurar causas e motivos que se fará uma autópsia (decerto que terá de se fazer) e que a PJ investigará (tem que o fazer). Só depois disso se saberá o tal "como" e "porquê" de que fala a escandalizada autora daquele texto "extraordinariamente bem construído e detalhado" como caracterizou o Unclouded. É bem construído e detalhado mas isso não lhe confere, como bónus, a qualidade de corresponder à verdade absoluta sobre o caso. Não passa de uma coleção de especulações e suposições apresentadas num português correto. Mas já serve de bandeira aos ativistas pró-cão.

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Concordo com o Desc. Nem tanto ao mar, nem tanto à serra porque, em boa verdade, ainda não se sabe ao certo o que aconteceu.

 

A única coisa que me faz querer parecer que este é mais um dos infelizes episódios na cruzada contra os cães considerados perigosos é o facto de, pelo que tem vindo nas notícias (e não me posso basear em mais nada) não haver lacerações que, em caso de mordida, ainda para mais num bebé de ano e meio, seriam inevitáveis. Ora, não é preciso ser nenhum especialista para perceber que não é preciso patarradas de força para deitar um bebé a baixo, fazendo com que ele caia ao chão, podendo ter como consequência o tal traumatismo. O simples facto de o cão poder ter tocado nele inadvertidamente (estivesse escuro ou não, estivesse o bebé sozinho ou não, etc) poderia, nas condições correctas, provocar um acidente do género. Daí até rotular o cão como agressivo ou perigoso, a distância é grande.

 

Por outro lado, a agressividade não se faz só das mordidas e, um cão que ainda para mais estava habituado a lidar com a criança, se o derrubou "propositadamente" de uma forma ostensiva também é agressivo, talvez não "perigoso" no sentido em que se rotula determinados cães/raças de cães como perigosas porque só representa um perigo em determinadas situações (e o facto de se tratar de um bebé de ano e meio é uma delas).

 

Anyway, esperar para ver em mais um caso que, fosse passado com um lavrador ou um pastor alemão ou o diabo a quatro seria, quase aposto, um mero acidente e não "mais um ataque".

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Anyway, esperar para ver em mais um caso que, fosse passado com um lavrador ou um pastor alemão ou o diabo a quatro seria, quase aposto, um mero acidente e não "mais um ataque".

 

:mrgreen:

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typo, o b está ao lado do v.

 

Mas sim, se fosse uma forquilhada num bebé não havia metade da choradeira nem ninguém abatia o animal! :mrgreen:

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Especialistas consideram que "não há" raças de cães perigosas

 

Um dos maiores especialistas mundiais em comportamento canino está em Portugal. O veterinário britânico Ian Dunbar participa num seminário de três dias que arranca esta sexta-feira no Auditório do Alto dos Moinhos, em Lisboa.

 

Não espere que o seu cão cresça para o levar a uma escola de treino. O alerta é de um dos maiores especialistas mundiais em comportamento canino, o veterinário britânico Ian Dunbar.

 

“As pessoas pensam que se comprarem um cão de raça pura que ele vai ser perfeito. Pensam que vai crescer a saber todas as regras da casa, a gostar de pessoas e de outros cães, e não percebem que têm de socializá-lo e treiná-lo antes dos 3 meses. E o tempo passa depressa. Quanto mais velho o cachorro, mais tempo demora o treino. Por exemplo, se tivermos um cachorro de 3 meses que tem medo de pessoas, vai demorar uma hora ou uma semana, se já tiver 5 meses, o treino vai levar 3 meses, e se o cão já tiver 8 meses vai demorar 3 anos”, explica o especialista.

 

Mas este é apenas um dos muitos conselhos que Ian Dunbar vai deixar nos três dias de seminário, em Lisboa, explica Cláudia Estanislau, treinadora da escola de treino e comportamento de cães “ It´s all about dogs”.

 

"No primeiro dia ele irá falar sobre como se podem usar recompensas para reforçar comportamentos. No segundo dia sobre a prevenção de problemas comportamentais e no terceiro dia vai falar da estrutura social entre os cães.”

 

Ian Dunbar considera também que não faz sentido criar listagens de cães potencialmente perigosos: “Esse tipo de raciocínio é o mesmo que dizer que há determinadas nacionalidades de pessoas que são perigosas. Cães são cães! E basicamente os cachorros pequenos mordem mais, os cães maiores fazem mais estragos quando mordem e os cães mais velhos vão ficar cansados das pessoas se não forem socializados enquanto são cachorros. E é tão fácil socializar os cães para eles gostarem das pessoas, crianças, homens , estranhos. É triste que os donos não saibam que têm de fazer isto antes dos cães terem 3 meses“.

 

Caso contrário, corre-se o risco de criar um animal perigoso, alerta a treinadora Claudia Estanislau. “Quando uma pessoa adquire uma raça e ela não está incluída na tal lista, a pessoa pensa que o cão não é perigoso, então não vai fazer nada porque pensa que aquele animal nunca vai ser perigoso. Acho que devia existir uma lei que se baseasse em como podemos educar e treinar cães para que nenhum seja perigoso. Porque existem cães perigosos em todas as raças”, sublinha.

 

E se tivesse que recomendar um cão para exercer actividades treinadas de assistência num hospital de crianças, Ian Dunbar não tem dúvidas na raça: nada mais nada menos do que um "pitbull".

 

“É preciso uma raça que tenha elasticidade. Um 'pitbull' é como uma bola de bowling, atiramos e ele diz: 'Vamos fazer outra vez'. Tudo o que é preciso é um pouco de socialização e os 'pitbull' auto-socializam. Vêem uma pessoa e dizem: 'Hey, sou um 'pitbull', prazer em conhecê-lo'. São facilmente socializáveis e são a raça mais fácil de treinar para que se mantenham calmos e controlados”, garante Ian Dunbar.

 

É que com um dono indicado podemos encontrar num "pitbull" a melhor raça de todas, acrescenta o especialista britânico em comportamento canino.

 

Retirado do site da RR. Pode ser que abra os olhos a muitos.

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"É preciso uma raça que tenha elasticidade. Um 'pitbull' é como uma bola de bowling, atiramos e ele diz: 'Vamos fazer outra vez'."

 

:prayer:

 

É exactamente isto, bolas, brilhante descrição.

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Lá está... Bolas de bowling. Se nos escapam da mão e nos acertam num pé é coisa para aleijar um bocadinho.

 

E, já agora, como será que reage um Pitbull se lhe enfiarmos os dedos nos orifícios? :mrgreen:

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Lá está... Bolas de bowling. Se nos escapam da mão e nos acertam num pé é coisa para aleijar um bocadinho.

 

E, já agora, como será que reage um Pitbull se lhe enfiarmos os dedos nos orifícios? :mrgreen:

 

Exactamente.

 

Os pitbulls tem efectivamente um "problema" que lhes é atribuído quando a "culpa" não é nem pode ser só deles. São cães poderosos, uma dentada de um pitbull causa mais estragos que de várias outras raças. Até aqui características da raça. O problema é o efeito bola de neve desta rotulagem. Como são, supostamente, cães perigosos, são usados, muitas vezes (arrisco a dizer maioria das vezes, mas é a olhómetro, obviamente) com intenções menos correctas, o que faz com que mais vezes aconteçam problemas, o que vai novamente piorar a fama da raça. Já lidei (e lido) com vários tipos de cães, de várias raças e não acho que os pitbulls sejam mais propensos a acidentes do que outro cão qualquer. Os acidentes é que tendem a ser mais graves.

 

Isso dos dedos já depende de bichao para bichao. :mrgreen:

Editado por Mesquita

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E porque não aplicar uma pena de morte a um ser humano por homicídio? Qual é a diferença??

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O cão não está a receber uma sentença. Não foi julgado e recebeu como pena a sua morte. O cão é abatido por motivos de segurança.

 

Os pais devem ser investigados e se tiverem alguma culpa terão de ser levados à justiça.

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E porque não aplicar uma pena de morte a um ser humano por homicídio? Qual é a diferença??

 

Não sabes a diferença entre um ser-humano e um cão? Preocupante! :-k

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Não sabes a diferença entre um ser-humano e um cão? Preocupante! :-k/>

`

E cheguei a conclusão que o ser humano é muito pior que o cão!

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E cheguei a conclusão que o ser humano é muito pior que o cão!

 

Fala por ti e pela tua família...

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Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto dos animais!!!!!!!

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Matava o Policia na hora sse visse isso, e so de imaginar alguem fazer isso no meu campo, virava pior que o hitler

 

btw e em relacao ao video no topico inicial

Editado por NewGuy

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Matava o Policia na hora sse visse isso, e so de imaginar alguem fazer isso no meu campo, virava pior que o hitler

 

btw e em relacao ao video no topico inicial

 

 

Claro, que se lixe a pessoa desde que o cão não sofra.

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Para mim este caso é simples: foi uma tragédia que ocorreu por causa e motivo ainda desconhecidos. E é exatamente para se apurar causas e motivos que se fará uma autópsia (decerto que terá de se fazer) e que a PJ investigará (tem que o fazer). Só depois disso se saberá o tal "como" e "porquê" de que fala a escandalizada autora daquele texto "extraordinariamente bem construído e detalhado" como caracterizou o Unclouded. É bem construído e detalhado mas isso não lhe confere, como bónus, a qualidade de corresponder à verdade absoluta sobre o caso. Não passa de uma coleção de especulações e suposições apresentadas num português correto. Mas já serve de bandeira aos ativistas pró-cão.

O que esperas descobrir da autópsia que não se saiba já? O cão atacou-a, foi essa a causa de morte, mais que isso não dirá,a menos que hajam aqui motivos mais obscuros dos pais ou algo do género, mas estou a deixar isso de lado.

 

Exactamente.

 

Os pitbulls tem efectivamente um "problema" que lhes é atribuído quando a "culpa" não é nem pode ser só deles. São cães poderosos, uma dentada de um pitbull causa mais estragos que de várias outras raças. Até aqui características da raça. O problema é o efeito bola de neve desta rotulagem. Como são, supostamente, cães perigosos, são usados, muitas vezes (arrisco a dizer maioria das vezes, mas é a olhómetro, obviamente) com intenções menos correctas, o que faz com que mais vezes aconteçam problemas, o que vai novamente piorar a fama da raça. Já lidei (e lido) com vários tipos de cães, de várias raças e não acho que os pitbulls sejam mais propensos a acidentes do que outro cão qualquer. Os acidentes é que tendem a ser mais graves.

 

Isso dos dedos já depende de bichao para bichao. :mrgreen:/>

Exacto, sempre disse isto. Pitbulls e/ou Rotweilers não são especialmente agressivos, a diferença é que se o bobi da vizinha me dá uma mordidela, faz-me um arranhão, se for um desses cães, arranca-me o braço. Não tenho problemas em que se faça uma lista de animais que têm de usar açaime, entre as outras medidas de segurança do costume, tenho problemas é com o rótulo que certas raças têm quando a culpa é dos donos que os tratam como se os treinassem para a guerra.

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O que esperas descobrir da autópsia que não se saiba já? O cão atacou-a, foi essa a causa de morte, mais que isso não dirá,a menos que hajam aqui motivos mais obscuros dos pais ou algo do género, mas estou a deixar isso de lado.

 

Que não se saiba já? Mas o que é que se sabe em concreto? Nada. Conhecem-se apenas as declarações da família que nem sequer se apresentam como testemunhas oculares. E não faltam especulações sobre o facto da criança ter ou não marcas de um alegado ataque do cão. Nem se conhece com segurança a causa da morte. Isso só se pode apurar na autópsia. A minha imaginação fértil consegue admitir inúmeras hipóteses sobre o ocorrido.

 

E essa posição de "...a menos que hajam aqui motivos mais obscuros dos pais ou algo do género, mas estou a deixar isso de lado" é exatamente o que eu critico neste processo todo. Morreu um bebé de 18 meses. Tem que se fazer o impossível para apurar com segurança o que de facto aconteceu. Sem deixar nenhuma hipótese de lado nem deixar espaço para considerações do tipo "a menos que tivesse acontecido de outra forma".

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Pensando mais a fundo nisto, a legislação está tão mal feita que até permite que se atice um cão a alguém com a intenção de matar e depois culpar o animal quadrúpede pelo homicídio.

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O Ministério Público abriu inquérito no início da semana e tenho ideia que a autópsia foi na quarta-feira.

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O que esperas descobrir da autópsia que não se saiba já? O cão atacou-a, foi essa a causa de morte, mais que isso não dirá,a menos que hajam aqui motivos mais obscuros dos pais ou algo do género, mas estou a deixar isso de lado.

 

Pelo que se leu... n sei se verdade ou não, não havia marcas de ataque de cão na criança. Ou seja, se isso for verdade até pode ter sido uma simples queda e tentaram arranjar um bode expiatório.. ou não.

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