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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

Depois do memorando estar assinado, e uma vez que o país se encontrava na situação que se encontrava, até o PM mais genial prejudicaria indiretamente milhares ou até mesmo milhões de pessoas. E nem estou a defender o Passos Coelho, mas sim, estou a dizer que o Sócrates tem tantas ou mais culpas que ele por aquilo que se passou nos últimos 4 anos.

E sabes em que circunstâncias foi tratado o memorando? E o porquê de o pec 4 (que PROVAVELMENTE invalidaria ou adiaria a vinda da troika) não ter ido para a frente?

 

O Passos foi-te ao cu ou alguma coisa do género? Tanta raiva com o homem. :lol:

 

E seja um ou outro é certo e sabido que vai dar ao mesmo. Viu-se pelo debate que nem um nem outro são pessoas para governar um país, são do mais amador que há. Então o Costa tava sempre com cara de arrogante e aos sorrisinhos, só quer é poder e deve pensar que governar o país é brincadeira. E o Passos é tão amador que só cria mais problemas do que resolve e nem o Costa conseguiu calar, que tinha bastante por onde pegar.

 

Eu também não vou votar nem um nem noutro.

Não me foi ao cú mas foi-me ao bolso.

Respeito quem goste de quem lhe vá ao cú e ao bolso ao mesmo tempo.

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Em Inglaterra fecharam as urnas na votação para eleger o novo líder do Labour. Que enterrem o Blairismo de vez...

 

A provavel vitoria do Corbyn é algo verdadeiramente inacreditavel, ninguem aqui se lembra certamente de nenhum politico britânico de esquerda. Ainda por cima este Corbyn não é esquerda tipo PS, é mesmo da velha ala sindicalista que Blair e companhia tentaram enterrar até com caças às bruxas, acusações de entrismo trotskysta e expulsões do partido. Esse New Labour bem tentou instaurar o medo nesta campanha interna, mas as bases não foram na cantiga. Para quem não tem noção do que lá se passa há que dizer que é mesmo um momento politicamente unico na história.

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O Rui Tavares (candidato ao círculo de Lisboa pela coligação Livre/Tempo de Avançar) vai fazer um AMA no r/portugal amanhã às 20.00 horas.

 

Aqui fica o post onde os utilizadores estão a fazer as perguntas para serem colocadas ao Rui Tavares.

Editado por Lebohang

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Este mandato do Passos foi um bocado, digamos, atípico, por não poder cumprir o seu "rumo". Foi sujeito a estes planos de austeridade mas, na minha opinião, fez o que tinha de ser feito. É verdade que muitas pessoas, em que grande parte delas eram quem menos mereciam isto, passaram muitas dificuldades. Acho que para o bem do país o trabalho foi bem feito. Custou mas mais vale assumir agora algum risco para tentar melhorar mais tarde do que ir sofrendo lentamente. De uma maneira geral, acho que o país já ultrapassou o pior e pode agora ir crescendo a um ritmo baixo. O que queria perguntar era, será que o Passos não merece um voto de confiança para mostrar agora as suas verdadeiras intenções numa altura em que a situação do país está mais estável?

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Em Inglaterra fecharam as urnas na votação para eleger o novo líder do Labour. Que enterrem o Blairismo de vez...

 

A provavel vitoria do Corbyn é algo verdadeiramente inacreditavel, ninguem aqui se lembra certamente de nenhum politico britânico de esquerda. Ainda por cima este Corbyn não é esquerda tipo PS, é mesmo da velha ala sindicalista que Blair e companhia tentaram enterrar até com caças às bruxas, acusações de entrismo trotskysta e expulsões do partido. Esse New Labour bem tentou instaurar o medo nesta campanha interna, mas as bases não foram na cantiga. Para quem não tem noção do que lá se passa há que dizer que é mesmo um momento politicamente unico na história.

 

 

Depois da vergonha nas ultimas eleicoes era um passo logico voltar a esquerda. E acho que era a melhor coisa que lhes podia ter acontecido. Com o Corbyn podem ter alguma chance de re-ganhar a Escocia ao SNP e so assim serao competitivos, e que o new labour ficou completamente descredibilizado com o Miliband.

 

E sim, um momento historico, mas e um momento tambem algo esperado desde as eleicoes

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Este mandato do Passos foi um bocado, digamos, atípico, por não poder cumprir o seu "rumo". Foi sujeito a estes planos de austeridade mas, na minha opinião, fez o que tinha de ser feito. É verdade que muitas pessoas, em que grande parte delas eram quem menos mereciam isto, passaram muitas dificuldades. Acho que para o bem do país o trabalho foi bem feito. Custou mas mais vale assumir agora algum risco para tentar melhorar mais tarde do que ir sofrendo lentamente. De uma maneira geral, acho que o país já ultrapassou o pior e pode agora ir crescendo a um ritmo baixo. O que queria perguntar era, será que o Passos não merece um voto de confiança para mostrar agora as suas verdadeiras intenções numa altura em que a situação do país está mais estável?

 

Não deu para ver as suas verdadeiras intenções? Quem menos tinha com menos ficou, quem pagou a crise dos "burgueses" foi o povo, quem sofreu com isso foi o povo. Destruiu o SNS, a educação. Cortar nas gorduras do estado? Está quieto.

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O Rui Tavares (candidato ao círculo de Lisboa pela coligação Livre/Tempo de Avançar) vai fazer um AMA no r/portugal amanhã às 20.00 horas.

 

Aqui fica o post onde os utilizadores estão a fazer as perguntas para serem colocadas ao Rui Tavares.

 

E já foi anunciado outro AMA com o Mendo Henriques do Nós, Cidadãos! partido esse que poderá muito bem eleger um deputado pelo círculo fora da Europa graças a Macau.

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Este mandato do Passos foi um bocado, digamos, atípico, por não poder cumprir o seu "rumo". Foi sujeito a estes planos de austeridade mas, na minha opinião, fez o que tinha de ser feito. É verdade que muitas pessoas, em que grande parte delas eram quem menos mereciam isto, passaram muitas dificuldades. Acho que para o bem do país o trabalho foi bem feito. Custou mas mais vale assumir agora algum risco para tentar melhorar mais tarde do que ir sofrendo lentamente. De uma maneira geral, acho que o país já ultrapassou o pior e pode agora ir crescendo a um ritmo baixo. O que queria perguntar era, será que o Passos não merece um voto de confiança para mostrar agora as suas verdadeiras intenções numa altura em que a situação do país está mais estável?

Não cumpriu o seu rumo? Coitadinho. Com ou sem troika era isto que ele vinha fazer!

 

Verdade é que a cantiga ficou nos ouvidos. Se ele lesse este post ficava todo orgulhoso.

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Para os mais informados: isto é mesmo o programa eleitoral do Livre/TDA para estas eleições? É que é de uma pobreza terrível, pelo menos em termos de concretização das medidas sugeridas. Esperava bem mais. Atrai-me o tipo de ideia por detrás do movimento e a forma como é organizado/interativo com os cidadãos e é possivelmente aquilo que me poderá fazer não votar em Branco - a par do facto de se dizerem aptos a fazer governo com o PS em vez de se alhearem dessas responsabilidades como o PC e o BE -, mas o programa em si é fraco. Se houver algo mais que eu não tenha encontrado, pf arranjem.

 

Estive a ler/passar os olhos em grande parte do do PCP e é o que esperava. A veleidade com que se inserem contas considerando 50% de haircut da dívida e 75% de haircut do serviço da dívida é muito grande, e a oposição ao Euro/UE sem apresentar um cenário pós-Euro minimamente concreto idem. Tem algumas coisas positivas, evidentemente, mas é o mesmo de sempre, expectável.

 

Vou dar uma vista de olhos grandinha pelo do BE também, se bem que também não espero grandes diferenças face ao que li há 4 anos, e depois pelo do PS, por descargo de consciência.

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Não cumpriu o seu rumo? Coitadinho. Com ou sem troika era isto que ele vinha fazer!

 

Verdade é que a cantiga ficou nos ouvidos. Se ele lesse este post ficava todo orgulhoso.

Ou seja, para ti quem concorda com o PPC é prque vai na cantiga? Ah as saudades do discurso "abram os olhos" :mrgreen:

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Ou seja, para ti quem concorda com o PPC é prque vai na cantiga? Ah as saudades do discurso "abram os olhos" :mrgreen:

Aquele post é o slogan da coligação.

 

O António Costa pegou-se com o entrevistador na RTP. Está a fazer uma figurinha ridícula.

Tirando isso tem estado muito bem.

 

Agora, eu também me passava se estivesse ali disposto a responder às coisas como ele está (coisa rara), e tivesse um entrevistador sempre a tirar-lhe o tapete a ver se ele cai.

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Mas a nossa geração e as próximas são capazes de suavizar um pouco essa tendência. Pelo menos é a sensação que tenho.

 

Talvez possa suavizar mas há o reverso da medalha que é a abstenção. Assusta-me a quantidade de gente que conheço com idade similar à minha (22/23/24/25 anos), que nunca foi votar.

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Para os mais informados: isto é mesmo o programa eleitoral do Livre/TDA para estas eleições? É que é de uma pobreza terrível, pelo menos em termos de concretização das medidas sugeridas. Esperava bem mais. Atrai-me o tipo de ideia por detrás do movimento e a forma como é organizado/interativo com os cidadãos e é possivelmente aquilo que me poderá fazer não votar em Branco - a par do facto de se dizerem aptos a fazer governo com o PS em vez de se alhearem dessas responsabilidades como o PC e o BE -, mas o programa em si é fraco. Se houver algo mais que eu não tenha encontrado, pf arranjem.

 

Estive a ler/passar os olhos em grande parte do do PCP e é o que esperava. A veleidade com que se inserem contas considerando 50% de haircut da dívida e 75% de haircut do serviço da dívida é muito grande, e a oposição ao Euro/UE sem apresentar um cenário pós-Euro minimamente concreto idem. Tem algumas coisas positivas, evidentemente, mas é o mesmo de sempre, expectável.

 

Vou dar uma vista de olhos grandinha pelo do BE também, se bem que também não espero grandes diferenças face ao que li há 4 anos, e depois pelo do PS, por descargo de consciência.

Acabei por encontrar aí no link dessa AMA no reddit. Creio ser este o programa do Livre.

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Não deu para ver as suas verdadeiras intenções? Quem menos tinha com menos ficou, quem pagou a crise dos "burgueses" foi o povo, quem sofreu com isso foi o povo. Destruiu o SNS, a educação. Cortar nas gorduras do estado? Está quieto.

 

Não, partindo do princípio que ele teve de seguir o memorando da troika e não ter sido ele a fazê-lo.

 

Não cumpriu o seu rumo? Coitadinho. Com ou sem troika era isto que ele vinha fazer!

 

Verdade é que a cantiga ficou nos ouvidos. Se ele lesse este post ficava todo orgulhoso.

 

Tens essa certeza toda? Fico estupefacto com esse tipo de pessoas que conseguem descortinar esse tipo de coisas.

Qual cantiga? Felizmente, ainda tenho opinião própria e não faço nada para agradar ninguém. Não tenho qualquer ligação partidária nem a nenhum candidato e dispenso esse tipo de comentários. Também poderia usar esse argumento que tu é que estás na cantiga do PS mas não me levaria a nada produtivo.

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Visitante

O Costa é muito mau mas votar Passos Coelho não me passa nunca pela cabeça, é tipo desculpar o péssimo trabalho que fez para não dizer nojento e votar porque é o menos mau, votem em branco se assim é.

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Não, partindo do princípio que ele teve de seguir o memorando da troika e não ter sido ele a fazê-lo.

 

 

 

Tens essa certeza toda? Fico estupefacto com esse tipo de pessoas que conseguem descortinar esse tipo de coisas.

Qual cantiga? Felizmente, ainda tenho opinião própria e não faço nada para agradar ninguém. Não tenho qualquer ligação partidária nem a nenhum candidato e dispenso esse tipo de comentários. Também poderia usar esse argumento que tu é que estás na cantiga do PS mas não me levaria a nada produtivo.

Tanto é que até se orgulharam de ir para além da troika (Cantiga António Costa) e para os próximos 4 anos não têm se não mais politicas idênticas a esta. E cá estaremos, se a coligação ganhar, para avaliar isso mesmo. Eu não compro essa história de agora, sem a troika, é que é. Argumento fácil que a mim não me convence e só me dá vontade de rir.

 

Eu, egoísta, só votaria num partido neste momento. E esse partido é o PS. E fazia-o porque é o único partido que apresenta no seu programa uma politica fundamentada, credível e desejada para a área onde eu trabalho.

 

E só já não tenho a certeza do meu voto porque tenho uma desconfiança em relação ao PS e a estes primeiros passos em falso do Costa também não ajudaram.

 

Portanto podes dizer que eu pertenço à banda que eu não me importo.

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Visitante

E fazia-o porque é o único partido que apresenta no seu programa uma politica fundamentada, credível e desejada para a área onde eu trabalho.

 

Aqui é que está o problema da mentalidade portuguesa. Enquanto se pensar em "Eu" e não no "Nós" não passamos do mesmo.

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Aqui é que está o problema da mentalidade portuguesa. Enquanto se pensar em "Eu" e não no "Nós" não passamos do mesmo.

Por acaso não acho que seja o problema da mentalidade portuguesa e até acho perfeitamente compreensível. E duvido que algum país do mundo o voto pelo "nós" seja mais significativo do que o vosso pelo "eu".

 

Se eu me estiver a candidatar e te prometer 100.000.000€ a ti e 0€ aos outros, tu vais votar em mim, em vez do gajo que vai dar 10€ a toda a gente. Se não o fizeres, estás a ir contra o teu interesse pessoal e isso é algo contra-natura.

 

O que pode ter influência é o voto entre o "eu de hoje" e o "eu de amanhã", mas não deixa de ser um voto no "eu". Por norma, o voto no "eu de amanhã" costuma ser mais um voto no "nós" (nem sempre, claro está) porque há muito mais incerteza no que vai acontecer daqui a 10 anos e, portanto, procuras que o "nós" esteja melhor para que o "eu" seja englobado nessa melhoria.

 

Tudo na vida se rege por vontades egoístas e nem vale a pena tentar contrariar isso, "está-nos no ADN".

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A prova dos factos: Passos é o único primeiro-ministro a entregar o país mais pobre do que o recebeu?

 

Se Passos Coelho deixar de ser primeiro-ministro após as eleições, tornar-se-á no primeiro, desde pelo menos 1976, a registar uma quebra no PIB durante o seu mandato.

 

A frase

 

"[Passos Coelho] Entra para a história como o único primeiro-ministro que entrega o país com menos riqueza do que aquela que recebeu".

 

António Costa no debate com Pedro Passos Coelho, 09.09.2015

 

O contexto

 

Logo no arranque do debate, António Costa puxa de um gráfico e acusa Passos Coelho de ter deixado o país mais pobre do que quando o recebeu, ao contrário do que sucedeu com os seus antecessores. No gráfico recua apenas até ao mandato de António Guterres.

 

Os factos

 

Recorrendo aos dados trimestrais das séries longas do Banco de Portugal e recuando até ao primeiro Governo Constitucional após o 25 de Abril, conclui-se que, entre os 13 líderes do Governo (Mário Soares duas vezes), apenas Passos Coelho terminará um mandato com o PIB de valor mais baixo, em termos reais, do que o de quando tomou posse.

 

A análise é feita comparando o valor do PIB no trimestre anterior ao da data de tomada de posse de um primeiro-ministro com o valor do PIB do trimestre em que se conclui o mandato.

 

Passos Coelho regista nos quatro anos cumpridos até ao momento uma redução real do PIB de 4,5%. O segundo pior resultado é de Durão Barroso que, enfrentando também uma crise orçamental entre 2002 e 2004, não conseguiu mais que um crescimento de 0,2%. Em terceiro, aparece o mandato de Mário Soares entre 1983 e 1985, quando, também com a presença do FMI no país, a economia cresceu 0,7%.

 

Os melhores resultados, ajudados pela longevidade da permanência em São Bento, foram de Cavaco Silva que, entre 1985 e 1995, registou um crescimento de 50,2%, e de António Guterres, com um crescimento de 25,4%, entre 1995 e 2002.

 

Em resumo

 

Se Passos Coelho deixar de ser primeiro-ministro após as eleições, tornar-se-á no primeiro, desde pelo menos 1976, a registar uma quebra no PIB durante o seu mandato.

 

@Publico.pt

 

A prova dos factos: afinal, quem chamou a troika em 2011?

 

Quem accionou, formalmente, o empréstimo internacional foi, como teria de ser, o Governo em funções, do PS.

 

A frase

 

"É altura de parar com a mistificação sobre a troika. O senhor quis a troika. Tenho aqui, aliás, uma declaração sua de 30/4/2011, no Jornal de Notícias, onde o senhor diz ‘A troika está cá a nosso pedido’."

 

António Costa no debate com Passos Coelho, 09.09.2015

 

O contexto

 

Pedro Passos Coelho negou a afirmação de Costa, rebatendo-a e devolvendo a responsabilidade ao PS: "Oh doutor António Costa, não leve a mal... Mistificação? O senhor sabe quem é que chamou a assistência para Portugal? Foi o ministro das Finanças do Governo socialista. Não venha inverter as coisas. Então foi a oposição que chamou a troika?"

 

Os factos

 

A troika, composta pelo FMI, BCE e Comissão Europeia, foi formalmente abordada, por carta, pelo Governo português a 6 de Abril de 2011. Nessa altura, o chefe do Executivo (demissionário) era José Sócrates, do PS. Mas o nome do homem que formalizou o pedido do empréstimo no valor de 78 mil milhões de euros não é suficiente para responder à pergunta inicial desta "prova dos factos".

 

Pedro Passos Coelho, e o PSD, na altura na oposição, tiveram um papel activo na convocação da troika. A 31 de Março de 2011, quando Sócrates ainda rejeitava o pedido de empréstimo, Passos Coelho assinou uma carta oficial do PSD, que escreveu com Miguel Macedo, e foi entregue pelos serviços de protocolo, defendendo o pedido de "resgate". Destinatários: Sócrates e Cavaco Silva. No dia seguinte, 1 de Abril, os mesmos destinatários receberam outra carta de teor idêntico, desta vez subscrita pelo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa. No dia 2, Paulo Portas, líder do CDS, declarou à agência Lusa o seu apoio à ideia: "Não faço parte dos que diabolizam o FMI."

 

Dois dias depois, a 4, os principais banqueiros portugueses à época (Ricardo Salgado, Carlos Santos Ferreira, Faria de Oliveira, Fernando Ulrich e Nuno Amado) reuniram-se com Carlos Costa, na sede do regulador, e, de seguida, dirigiram-se para o Ministério das Finanças, onde fizeram o mesmo pedido ao ministro Teixeira dos Santos.

 

Nos dias seguintes todos dirão, publicamente e em entrevistas coordenadas na TVI, que o resgate é necessário. No dia 5 os banqueiros reúnem-se com Passos Coelho. A 6 é a vez de Cavaco Silva os ouvir, em Belém. Em São Bento, Mário Soares, que tinha falado na véspera com Carlos Costa, também pediu a Sócrates que chamasse a troika. "Eu queria que ele pedisse o apoio e ele não queria. Discutimos brutalmente", revelou o ex-Presidente.

 

É nessa tarde, às 18h02, que o Jornal de Negócios publica declarações de Teixeira dos Santos que garantiam ser inevitável a vinda da troika. É só então, sentindo-se traído pelo seu ministro, com quem corta relações numa azeda conversa telefónica, que Sócrates anuncia ao país, às 20h38, que Portugal decidiu recorrer ao auxílio financeiro internacional.

 

No dia 11, Passos reafirmou a sua concordância na RTP: "O PSD já disse que apoiava o pedido de ajuda."

 

Em resumo

 

António Costa e Pedro Passos Coelho estão certos quando afirmam algo que parece contraditório. O PSD, e Pedro Passos Coelho, solicitaram, oficialmente, e defenderam a vinda da troika. Mas quem accionou, formalmente, o empréstimo internacional foi, como teria de ser, o Governo em funções, do PS.

 

@Publico.pt

 

A prova dos factos: a dívida da Câmara de Lisboa foi paga pelo Governo?

 

Na questão das contas da câmara, tanto Passos como Costa falam verdade.

 

A frase

 

"Parte dessa redução [da dívida da Câmara de Lisboa] foi com o dinheiro que a gente [o Governo] lhe deu com os terrenos do aeroporto"

 

Pedro Passos Coelho no debate com António Costa, 09.09.2015

 

O contexto

 

Costa afirmou ter reduzido em 40% a dívida da Câmara de Lisboa, em contraponto com o aumento em 19% da dívida da República ocorrido durante o Governo PSD/CDS-PP. Passos respondeu que a redução da dívida da câmara foi conseguida, em boa parte, à custa da indemnização do Estado pelos terrenos do aeroporto.

 

Os factos

 

A dívida legal da autarquia ascendia a 965,4 milhões de euros em 2007, ano em que António Costa assumiu a presidência do município. No final de 2014, tinha baixado para 618 milhões, uma redução de 35%. Passos Coelho argumenta que parte desse decréscimo se deve à compra dos terrenos do aeroporto pelo Estado, que permitiu à câmara encaixar 286 milhões e reduzir a dívida em 43%. Porém, mesmo retirando este valor, a dívida da autarquia cai, embora de forma menos expressiva (cerca de 8%).

 

Mas a leitura dos números tem dado origem a diferentes interpretações, consoante a rubrica para que se olhe e as parcelas que se incluam ou excluam. É que da mesma forma que a oposição camarária sublinha que os terrenos do aeroporto foram uma receita extraordinária, também o executivo municipal alega que o passivo da EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa), internalizado nas contas da câmara em 2014 (83 milhões), e o acordo com a Bragaparques (101 milhões), foram despesas excepcionais, que impedem comparações fiáveis com o passado.

 

A redução de 40% referida por António Costa tem em conta a dívida legal, descontando o efeito do passivo líquido da EPUL, ou seja, acrescenta às contas de 2007 o passivo da EPUL para que se possa comparar com 2014. A dívida desce, assim, de 1038 para 618 milhões. Mesmo descontando o valor dos terrenos do aeroporto, regista-se uma queda na ordem dos 15%.

 

Olhando para a rubrica passivo total, os 1380 milhões registados em 2007 caem para 1195 milhões em 2014, uma queda de 13%. Se se retirassem os terrenos do aeroporto, concluir-se-ia que o passivo teria até aumentado, mas a verdade é que, em 2007, as contas da câmara não incluíam a EPUL, pelo que se estaria a comparar o incomparável.

 

Em resumo

 

Tanto Passos como Costa falam verdade. As contas da Câmara de Lisboa melhoraram. Para isso, também contribui o dinheiro dos terrenos do aeroporto, mas, mesmo retirando esta parcela, a dívida da câmara foi reduzida.

 

@Publico.pt

 

A prova dos factos: a coligação comprometeu-se a cortar 600 milhões nas pensões?

 

O Governo não escreveu explicitamente no Programa de Estabilidade que irá cortar as pensões em 600 milhões de euros, ao contrário do que afirmou António Costa.

 

A frase

 

“Está escrito no Programa de Estabilidade: o corte de 600 milhões de euros nas pensões, que é o que os senhores se comprometeram a fazer”

António Costa no debate com Pedro Passos Coelho, 09.09.2015

 

O contexto

 

António Costa acusou a coligação de esconder a intenção de realizar cortes nas pensões de 600 milhões de euros, algo que estaria escrito no Programa de Estabilidade entregue a Bruxelas. Passos Coelho não só afirmou que “não está no Programa de Estabilidade corte nenhum” como também garantiu que não será feito “qualquer corte de 600 milhões de euros nas pensões”.

 

Os factos

 

O que está escrito no Programa de Estabilidade publicado pelo Governo em Abril em relação a medidas a tomar na Segurança Social é que é necessário “obter um impacto positivo na ordem de 600 milhões de euros no sistema de pensões, independentemente da combinação entre medidas de redução de despesa ou de acréscimo de receita que venha a ser definida”. Não é assumido em qualquer momento que a ideia é cortar no valor das pensões, mas a possibilidade também não é excluída.

 

Mais tarde, os membros do Governo continuaram a não pôr de lado a hipótese de os 600 milhões de poupança virem de cortes nas pensões. Maria Luís Albuquerque disse em Maio que “é honesto dizer aos portugueses que vai ser preciso fazer alguma coisa sobre as pensões para garantir a sustentabilidade da Segurança Social” e que “essa alguma coisa pode passar, se for essa a opção, por alguma redução, mesmo nos actuais pensionistas”.

Mais recentemente, o Executivo começou a colocar de lado a possibilidade de cortes. Algo que Passos Coelho reiterou no debate. “Nós não vamos fazer nenhum corte de 600 milhões de euros nas pensões”, disse, falando antes de encontrar fontes financiamento alternativas para o sistema de pensões.

 

Em resumo

 

O Governo não escreveu explicitamente no Programa de Estabilidade que irá cortar as pensões em 600 milhões de euros, ao contrário do que afirmou António Costa, mas também não excluiu essa hipótese até recentemente. Passos garante agora que não haverá lugar a cortes.

 

@Publico.pt

 

A prova dos factos: o PS propõe um plafonamento da Segurança Social?

 

A interpretação de que a proposta do PS se trata de um plafonamento é sobretudo política

 

A frase

 

“O Partido Socialista entende que é preciso dar um estímulo ao consumo. […] Isto é, um plafonamento vertical. Toda a gente passa a descontar menos quatro pontos percentuais [para a Segurança Social]. Não é um plafonamento como o que nós propomos, que é muito limitado, atinge poucas pessoas e é só para novos contratos.”

 

Passos Coelho no debate com António Costa, 09.09.2015

 

O contexto

 

O plafonamento da Segurança Social foi um dos temas que esteve em destaque no debate de quarta-feira. Passos disse que a proposta do PS de reduzir os descontos dos trabalhadores para a Segurança Social é “um plafonamento vertical que o PS não assume”, muito diferente do “plafonamento horizontal” proposto pela coligação. Costa garante que não se trata de qualquer plafonamento e que é uma medida conjuntural, ao contrário da proposta do PSD/CDS-PP que propõe “privatizar parte da receita da Segurança Social” e uma “aventura em que ninguém de bom senso se quer envolver”.

 

Os factos

 

O plafonamento da Segurança Social não é mais do estabelecer um tecto máximo de descontos (a chamada taxa social única, TSU) para o sistema público de pensões e determinar que os trabalhadores possam encaminhar o restante desconto para sistemas privados. Há várias formas de fazer isso e é aqui que entram as expressões horizontal e vertical que usou Passos Coelho.

 

No plafonamento horizontal, define-se um limite salarial a partir do qual os trabalhadores deixam de descontar para o sistema público. Até um determinado nível salarial, o desconto para a Segurança Social é obrigatório e daí em diante estabelece-se uma taxa contributiva que deve ser entregue a um fundo de pensões privado. Na prática, só alguns trabalhadores são abrangidos, nomeadamente os que ganham acima do limite que vier a ser estabelecido.

 

O plafonamento vertical implica que uma parcela dos descontos de todos os trabalhadores, e não apenas dos que têm salários mais elevados, passe a ser aplicada em fundos privados.

 

No programa eleitoral do PS, a expressão plafonamento nunca aparece. A proposta a que se refere Passos Coelho passa por reduzir temporariamente os descontos dos trabalhadores para a Segurança Social (com consequências no valor da pensão que irão receber no futuro), para aumentar o rendimento disponível das famílias. A redução da TSU deverá atingir um valor máximo de quatro pontos percentuais em 2018, “iniciando a partir de 2019 uma diminuição dessa redução, que se processará em oito anos”.

 

Para o PSD, esta proposta é o mesmo que fazer um plafonamento vertical, em que toda a gente passa a descontar menos para a Segurança Social e que, segundo Passos Coelho, custará 5500 milhões de euros em quatro anos.

 

Já a coligação PSD/CDS-PP propõe, no seu programa eleitoral, um plafonamento horizontal dos descontos. A ideia é introduzir, para as gerações mais novas, um limite superior para efeitos de contribuição. “Dentro desse limite, a contribuição deve obrigatoriamente destinar-se ao sistema público e, a partir desse limite, garantir a liberdade de escolha entre o sistema público e sistemas mutualistas ou privados”, lê-se no documento.

 

Em resumo

 

O programa eleitoral do PS não prevê qualquer plafonamento da Segurança Social. A proposta passa por uma redução temporária da TSU, que permitirá aumentar o rendimento das famílias no imediato, mas terá consequências no valor da pensão que a pessoa irá receber. Para compensar esse impacto negativo na pensão, o trabalhador pode optar por aplicar o montante correspondente num plano privado de capitalização. Mas é uma opção de cada um. A interpretação de que se trata de um plafonamento é sobretudo política.

 

@Publico.pt

 

A prova dos factos: quantos pontos do IRC quer o PS alocar à Segurança Social?

 

Como afirmado por Passos Coelho, são quatro pontos percentuais do IRC que o PS prevê alocar à Segurança Social no seu programa.

 

A frase

 

“Não são dois pontos percentuais, são quatro no seu programa de receita de IRC que pretendem alocar à Segurança Social”

 

Pedro Passos Coelho no debate com António Costa, 09.09.2015

 

O contexto

 

António Costa falou da medida proposta pelo PS para financiar a Segurança Social, afirmando que seriam alocados dois pontos do IRC ao sistema de pensões. Passos corrigiu Costa, dizendo que eram quatro pontos.

 

Os factos

 

O Programa do PS preconiza que a descida do IRC prometida pelo Governo não se concretiza, aproveitando-se antes esses valores para financiar a Segurança Social. Serão dois pontos em 2016 e outros dois pontos em 2017.

 

Em resumo

 

Como afirmado por Passos Coelho, são quatro pontos percentuais do IRC que o PS prevê alocar à Segurança Social no seu programa.

 

@Publico.pt

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Mas será que não há revisores no Público? É rara a notícia em que não apanho uma gralha, mas não saber a diferença entre "oh" e "ó" é mau demais, qualquer dia estão a escrever "çapato".

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Eu, egoísta, só votaria num partido neste momento. E esse partido é o PS. E fazia-o porque é o único partido que apresenta no seu programa uma politica fundamentada, credível e desejada para a área onde eu trabalho.

E sabes qual é o meu problema com o PS? É que as ideias para a economia, que é a minha área e, nos afectam a todos, pura e simplesmente não funcionam. Não bate a cara com a careta. Nada. Começa logo pela irrealidade dos cenários macroeconómicos. E um partido que pretende governar num cenário de ficção, por mim não poderá nunca ser governo.

Editado por Tio Hans

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Eu tenho sérias dúvidas que algum governo deixasse o país mais rico do que em 2011 durante este mandato, e achei que o debate começou mal para o AC logo aí, foi tipo as estatísticas do Marco Silva no Sporting.

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Como é que o PS se propõe cobrir as receitas perdidas pela Segurança Social com a anulação da sobretaxa do IRS e a diminuição da TSU dos trabalhadores e das empresas em 4%? Não me lembro de ouvir isto no debate.

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