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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Eu no fundo percebo o sistema atual, e supostamente está feito de modo a que haja meritocracia, i.e. se p.e. o Bloco tem um excelente deputado em Santarém, onde as pessoas de Santarém reconhecem tal facto, tem mais chances de ir parar à Assembleia do que as que tinha se a % de votos em todo o país determinasse quantos deputados iriam para o parlamento. Só que as pessoas normalmente não votam para eleger deputados, votam ou a favor do primeiro-ministro ou contra ele.

se fosse assim tão simples só os 2 partidos que podem ganhar é que tinham votos. As pessoas votam em partidos ou líderes com que se identificam, por vezes até só votam neles enquanto acham que não podem ganhar, como no caso do PRD nos anos 80.

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agora é que baralhaste tudo :funny:

 

Não baralhei nada. :mrgreen:

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O Nós, Cidadãos está bem pensado e até tem ideias interessantes.

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Exactamente a minha situação :lol: Apesar de sempre ter sido (ainda que não directamente) BE, acompanhei de muito perto e com entusiasmo o nascimento do Livre e depois a "coligação" com o movimento Tempo de Avançar. Ainda assim, fiquei muito satisfeito pelo "renascimento" do BE (no qual já não acreditava, já agora). É de facto um voto-útil em "pequena escala".

Eu nunca "fui" de nenhum, mas nas únicas legislativas em que votei foi no BE. A questão é que nestas o programa do Livre me atrai mais, gosto de algumas das principais caras (se bem que também gosto no BE) e gosto bastante mais do conceito. Só que depois penso que é um voto "perdido" porque, quer se queira quer não, o é, na prática, especialmente em eleições tão importantes como estas.

 

Já agora, qual é a vossa interpretação da posição do BE quanto à moeda? Sempre me pareceu que nunca se quiseram comprometer com nenhuma solução concreta - e é para isso que o programa aponta - mas hoje o RAP disse no programa com o Louçã que o BE é declaradamente a favor da saída do Euro e o Louçã não só não o desmentiu como ainda disse que na opinião dele é inevitável.

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Não baralhei nada. :mrgreen:

:mrgreen:

 

percebo o teu raciocinio, mas é a 1a vez que oiço chamar voto util a isso :)

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:mrgreen:

 

percebo o teu raciocinio, mas é a 1a vez que oiço chamar voto util a isso :)

Também chamo voto útil a isso. Eu voto pela minha representação na AR.

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Já agora, qual é a vossa interpretação da posição do BE quanto à moeda? Sempre me pareceu que nunca se quiseram comprometer com nenhuma solução concreta - e é para isso que o programa aponta - mas hoje o RAP disse no programa com o Louçã que o BE é declaradamente a favor da saída do Euro e o Louçã não só não o desmentiu como ainda disse que na opinião dele é inevitável.

 

Do que eu leio, o Bloco é um partido europeísta e que acredita nas potencialidades da moeda única. Defende é uma política claramente diferente no âmbito do Euro. Se tal não for possível obter por via institucional, o único caminho é estudar a possibilidade da saída do Euro.

 

Também chamo voto útil a isso. Eu voto pela minha representação na AR.

 

Nem mais.

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Do que eu leio, o Bloco é um partido europeísta e que acredita nas potencialidades da moeda única. Defende é uma política claramente diferente no âmbito do Euro. Se tal não for possível obter por via institucional, o único caminho é estudar a possibilidade da saída do Euro.

Foi o que eu sempre achei mas o programa deles é super dúbio e as palavras do RAP e do Louçã pareceram claramente inclinadas para o outro lado. Acho que vou decidir quando lá estiver, quase.

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Eu li os programas principais, alguns com mais atenção e outros com menos (à exceção do da coligação que evidentemente nem sequer abri) e voltei a rever alguns apontamentos agora que estamos mais perto das eleições, visto que continuo indeciso.

 

Para o pessoal de esquerda, por exemplo que aqui diz que vai votar BE, qual é o argumento para votar Bloco em vez de Livre? É que os programas têm bastantes semelhanças mas o do Livre parece mais concreto e ligeiramente menos demagogo. Eu estou a pensar votar Bloco porque aqui em Braga eles não elegeram um deputado nas últimas (com o meu voto) por muito, muito pouco e acho que nestas eleições vão conseguir fazê-lo, o que já aumenta a representatividade de um partido de esquerda "semi-coligável" (ou pelo menos com possibilidade de estabelecimento de acordos de incidência parlamentar) na AR.

 

Basicamente, estou a pensar fazer o dito "voto útil", a uma escala menor, por saber que o Livre não vai eleger ninguém - muito menos cá em Braga terá essa hipótese - mas não é algo com que me sinta muito confortável ainda.

 

Eu estou muito pouco indeciso entre os dois e isto soa mal como crl, mas o BE é o único que toca no tema das drogas. E nem é que concorde com o que eles apresentam, porque sou a favor da legalização de todas as drogas, mas pá há mínimos. Também era um tiro no pé ser mais radical neste tema e eu também apresentava um programa do género para ir mudando mentalidades e por fim fazer a transição. Mas não faço ideia se o que eles apresentam é mesmo aquilo em que acreditam ou é só estratégia.

O Livre não toca nem de leve no assunto porquê? Faz-me confusão ignorarem completamente o assunto.

 

Eu não li os programas, acho que era preciso concordar com imensas pintelhices do Livre para compensar esta omissão. O que é que preferes no programa do Livre?

O que eu gosto no Livre é a forma como o partido se organiza e isso é que me deixa um bocado na dúvida. Também gosto de tentarem promover activamente entendimentos entre a esquerda. No BE fico um bocado de pé atrás com o facto de terem saído muitas figuras do partido, mas ao menos sobra aquele pelo qual tenho mais admiração.

 

Já agora, qual é a vossa interpretação da posição do BE quanto à moeda? Sempre me pareceu que nunca se quiseram comprometer com nenhuma solução concreta - e é para isso que o programa aponta - mas hoje o RAP disse no programa com o Louçã que o BE é declaradamente a favor da saída do Euro e o Louçã não só não o desmentiu como ainda disse que na opinião dele é inevitável.

 

O Bloco não é declaradamente a favor da saída do Euro e concordo totalmente. Não podes dizer que és a favor da saída do Euro com todas consequências que isso iria trazer. O Louçã é que já não acredita, como ninguém acredita que a Europa mude e secalhar foi um bocado honesto demais.

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Guest Dpitz

deixei de dar crédito ao Livre quando, há umas semanas, numa acção de esclarecimento do partido, dois militantes (um deles candidato) se recusou a esclarecer uma dúvida que eu tinha relativamente a uma proposta que eles defendiam :confuso:

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deixei de dar crédito ao Livre quando, há umas semanas, numa acção de esclarecimento do partido, dois militantes (um deles candidato) se recusou a esclarecer uma dúvida que eu tinha relativamente a uma proposta que eles defendiam confuso.gif

 

qual era a dúvida?

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O círculo eleitoral de Castelo Branco elege 4 deputados, provavelmente serão 2x2 PaF x PS. Tenho medo que ao não votar PS seja um voto perdido... Este sistema eleitoral perpetua os maiores partidos no poder.

De outra forma, o actual sistema beneficia os partidos com assento parlamentar. Por isso é que ninguém o tenta mudar.

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deixei de dar crédito ao Livre quando, há umas semanas, numa acção de esclarecimento do partido, dois militantes (um deles candidato) se recusou a esclarecer uma dúvida que eu tinha relativamente a uma proposta que eles defendiam :confuso:

Há incompetentes em todo o lado...

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O RAP não é do Bloco, é apoiante do Livre

Sim, sem dúvida. Não é isso que está em causa, o RAP disse-o enquanto apresentador, o Louçã enquanto opinião pessoal. Mas ambos falaram do BE.

 

Eu estou muito pouco indeciso entre os dois e isto soa mal como crl, mas o BE é o único que toca no tema das drogas. E nem é que concorde com o que eles apresentam, porque sou a favor da legalização de todas as drogas, mas pá há mínimos. Também era um tiro no pé ser mais radical neste tema e eu também apresentava um programa do género para ir mudando mentalidades e por fim fazer a transição. Mas não faço ideia se o que eles apresentam é mesmo aquilo em que acreditam ou é só estratégia.

O Livre não toca nem de leve no assunto porquê? Faz-me confusão ignorarem completamente o assunto.

 

Eu não li os programas, acho que era preciso concordar com imensas pintelhices do Livre para compensar esta omissão. O que é que preferes no programa do Livre?

O que eu gosto no Livre é a forma como o partido se organiza e isso é que me deixa um bocado na dúvida. Também gosto de tentarem promover activamente entendimentos entre a esquerda. No BE fico um bocado de pé atrás com o facto de terem saído muitas figuras do partido, mas ao menos sobra aquele pelo qual tenho mais admiração.

 

 

 

O Bloco não é declaradamente a favor da saída do Euro e concordo totalmente. Não podes dizer que és a favor da saída do Euro com todas consequências que isso iria trazer. O Louçã é que já não acredita, como ninguém acredita que a Europa mude e secalhar foi um bocado honesto demais.

Estás distraído... :mrgreen: Não é que a mim me diga alguma coisa esse tema (é dos poucos a nível de sociedade e valores com os quais não posso dizer abertamente que concordo com os dois partidos, porque não tenho opinião formada), mas o Livre diz isto na página 22 do programa:

 

«d) Legalizar o consumo de Cannabis.

Vários estados e países têm vindo a alargar as liberdades individuais através do fim

da proibição do consumo e venda de produtos derivados da Cannabis, conforme

recomendação da ONU, tendo este processo resultado em maior receita fiscal e uma

redução do crime associado a este fenómeno. Em 2001, quando descriminalizou o

consumo, Portugal foi progressista e inovador nesta matéria e os bons resultados desta

abordagem fizeram do nosso país um exemplo mundial de boas práticas – importa ser

progressista e inovador agora.

O consumo e a venda de Cannabis devem ser legalizados, no sentido de proteger a

liberdade individual, com a redução do crime que essa opção comporta.»

 

O Bloco é que não vi a falar das drogas, curiosamente. Mas como disse, para mim isso não é decisivo, de todo. Respeito a tua visão, contudo, claro.

 

No Livre gosto mais da abertura e vontade declarada para fazer acordo de coligação, gosto mais da forma como o partido opera e define programas e candidatos, gosto mais do facto de serem mais declaradamente europeístas e de falarem disso sem tabus e gosto do facto de destacarem que a reestruturação da dívida que propõem (apesar de eu nem pegar muito por aí porque a praticabilidade disso é nula) será sempre num contexto multilateral juntamente com outros países na mesma situação.

Editado por Gavazzo

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Guest Dpitz

qual era a dúvida?

Sobre a dívida, o que pensavam fazer.

Foi uma pergunta sincera. E responderam-me que "não estavam ali para explicar isso" fiquei todo trocado :lol: é que nem perguntei em tom provocatório nem nada, tinha mesmo essa dúvida até porque o Livre não é um Partido que tenha assim tanto mediatismo como outros partidos pequenos... mas pronto, levaram a mal.

 

Há incompetentes em todo o lado...

Sim, não digo que não haja gente competente lá no Livre nem nos outros partidos :)

Editado por Dpitz

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Sondagem TVI/TSF fala em vitória por 4% da Coligação.

Agora o SOL faz manchete com uma "maioria quase absoluta". As sondagens da SIC não tenho acompanhado em detalhe, mas das que vi, iam dando a vitória ao PS.

uma pergunta muito honesta: qual a probabilidade de no domingo isto dar uma reviravolta tão grande, que face aos números apresentados nas últimas semanas, isto acabe por dar uma maioria absoluta ao PS? Corremos esse "risco inglês" de as sondagens para nada servirem?

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Dpitz, não leves a mal a questão (digo isto porque sei que a malta do PCP é mais "leal" ao partido do que nos outros partidos de esquerda, em que o eleitorado é mais flutuante, como aliás a discussão recente deste tópico comprova), mas não te incomoda por exemplo que o PCP continue a ser tão conservador em algumas coisas e não se pronuncie no programa (e na campanha, mas aí já é mais normal) sobre assuntos sociais relevantes como os direitos das pessoas LGBT, o aborto, discriminação contra minorias étnicas, a laicidade do Estado e a relação promíscua/privilegiada do Estado com a Igreja Católica, entre outros pontos que partidos como o Livre e o Bloco abordam?

 

:compinchas:

 

Outras pessoas que pensem votar PCP (CDU, vá) estão também à vontade para responder, claro. É uma das coisas que mais me faz confusão no partido e gostava de ouvir o lado das pessoas que vão tomar uma opção diferente.

 

Sondagem TVI/TSF fala em vitória por 4% da Coligação.

Agora o SOL faz manchete com uma "maioria quase absoluta". As sondagens da SIC não tenho acompanhado em detalhe, mas das que vi, iam dando a vitória ao PS.

uma pergunta muito honesta: qual a probabilidade de no domingo isto dar uma reviravolta tão grande, que face aos números apresentados nas últimas semanas, isto acabe por dar uma maioria absoluta ao PS? Corremos esse "risco inglês" de as sondagens para nada servirem?

A nova da SIC/Eurosondagem/Expresso saiu hoje, ao fim de algum tempo, e já dá 37,2% vs. 32,2%, a favor da coligação. É a primeira vez que uma sondagem da Eurosondagem para estas eleições não dá o PS à frente.

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Guest Dpitz

Dpitz, não leves a mal a questão (digo isto porque sei que a malta do PCP é mais "leal" ao partido do que nos outros partidos de esquerda, em que o eleitorado é mais flutuante, como aliás a discussão recente deste tópico comprova), mas não te incomoda por exemplo que o PCP continue a ser tão conservador em algumas coisas e não se pronuncie no programa (e na campanha, mas aí já é mais normal) sobre assuntos sociais relevantes como os direitos das pessoas LGBT, o aborto, discriminação contra minorias étnicas, a laicidade do Estado e a relação promíscua/privilegiada do Estado com a Igreja Católica, entre outros pontos que partidos como o Livre e o Bloco abordam?

 

:compinchas:

 

Outras pessoas que pensem votar PCP (CDU, vá) estão também à vontade para responder, claro. É uma das coisas que mais me faz confusão no partido e gostava de ouvir o lado das pessoas que vão tomar uma opção diferente.

Nada. O PCP não tem no programa referências aos LGBT, mas não é por isso que deixa de defendê-los na Assembleia e no dia-a-dia (em lutas, por exemplo). Também não tinhamos no das legislativas de 2011 e não foi por não termos que deixámos de votar favoravelmente à adopção plena em Janeiro deste ano. Relativamente ao Aborto, a actuação do PCP sempre foi clara: totalmente a favor do aborto e sem taxas moderadoras, tal como o resto da saúde - isto acho que está no programa, aliás, na parte da saúde/serviços sociais do Estado.

 

Relativamente ao resto, não me choca, até porque a diminuição da discriminação, por exemplo, é algo que seria minimizado se as condições económicas de quem tem menos dinheiro melhorassem. As pessoas tendo mais condições de vida, mais educação, mais saúde, estão se bem a cagar (no sentido positivo) para o "emigrante que lhes está a roubar o emprego", por exemplo. Também não consigo descortinar uma proposta, assim de repente, para a diminuição da discriminação das minorias étnicas que não passe por uma melhoria das condições de vida do povo em geral, sinceramente, principalmente no plano económico.

 

Da laicidade do Estado, não sei ao que te referes em concreto.

 

E não levo a mal, se puder/souber esclarecer o meu ponto de vista ou alguma posição do PCP, faço-o. Se não quiser também não faço :mrgreen: mas não levo a mal.

Editado por Dpitz

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Sondagem TVI/TSF fala em vitória por 4% da Coligação.

Agora o SOL faz manchete com uma "maioria quase absoluta". As sondagens da SIC não tenho acompanhado em detalhe, mas das que vi, iam dando a vitória ao PS.

uma pergunta muito honesta: qual a probabilidade de no domingo isto dar uma reviravolta tão grande, que face aos números apresentados nas últimas semanas, isto acabe por dar uma maioria absoluta ao PS? Corremos esse "risco inglês" de as sondagens para nada servirem?

A probabilidade é igual ao máximo das margens de erro apresentadas.

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Sim, sem dúvida. Não é isso que está em causa, o RAP disse-o enquanto apresentador, o Louçã enquanto opinião pessoal. Mas ambos falaram do BE.

 

 

Estás distraído... :mrgreen: Não é que a mim me diga alguma coisa esse tema (é dos poucos a nível de sociedade e valores com os quais não posso dizer abertamente que concordo com os dois partidos, porque não tenho opinião formada), mas o Livre diz isto na página 22 do programa:

 

«d) Legalizar o consumo de Cannabis.

Vários estados e países têm vindo a alargar as liberdades individuais através do fim

da proibição do consumo e venda de produtos derivados da Cannabis, conforme

recomendação da ONU, tendo este processo resultado em maior receita fiscal e uma

redução do crime associado a este fenómeno. Em 2001, quando descriminalizou o

consumo, Portugal foi progressista e inovador nesta matéria e os bons resultados desta

abordagem fizeram do nosso país um exemplo mundial de boas práticas – importa ser

progressista e inovador agora.

O consumo e a venda de Cannabis devem ser legalizados, no sentido de proteger a

liberdade individual, com a redução do crime que essa opção comporta.»

 

O Bloco é que não vi a falar das drogas, curiosamente. Mas como disse, para mim isso não é decisivo, de todo. Respeito a tua visão, contudo, claro.

 

No Livre gosto mais da abertura e vontade declarada para fazer acordo de coligação, gosto mais da forma como o partido opera e define programas e candidatos, gosto mais do facto de serem mais declaradamente europeístas e de falarem disso sem tabus e gosto do facto de destacarem que a reestruturação da dívida que propõem (apesar de eu nem pegar muito por aí porque a praticabilidade disso é nula) será sempre num contexto multilateral juntamente com outros países na mesma situação.

 

No programa do bloco aparece canábis e aí aparece cannábis. Por isso e por não ter a palavra drogas é que não encontrei... :mrgreen:

Sendo egoísta para mim tanto se me dá entre um e outro programa neste aspecto. Mas pá o bloco defende salas de chuto, drug testing nos festivais, distribuição de seringas, reformulação dos programas "anti-drogas"...e isso salva vidas.

 

Já me aconteceu há uns anos depois de fumar haxixe adulterado ter uma quebra de tensão instantânea e cair escancarado. Se tivesse acontecido a descer umas escadas podia estar morto. Para ti medidas que podem salvar vidas não são decisivas? Se calhar tens de repensar um bocadinho...

 

 

Mas mais especificamente nos programas, que era sobre isso a pergunta, que diferenças é que encontraste?

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Sondagem TVI/TSF fala em vitória por 4% da Coligação.

Agora o SOL faz manchete com uma "maioria quase absoluta". As sondagens da SIC não tenho acompanhado em detalhe, mas das que vi, iam dando a vitória ao PS.

uma pergunta muito honesta: qual a probabilidade de no domingo isto dar uma reviravolta tão grande, que face aos números apresentados nas últimas semanas, isto acabe por dar uma maioria absoluta ao PS? Corremos esse "risco inglês" de as sondagens para nada servirem?

 

Levantas uma questão muito relevante e que tem de ser discutida. As sondagens servem essencialmente para duas coisas: Informar(como é óbvio) e influenciar o voto(qualquer sondagem o faz), se o PS ganhar e portanto todas as sondagens falharem a função de informação da sondagem também desaparece e a questão aqui é, valerá a pena manter as sondagens sabendo que apenas se está a manter um poder de influência de voto?

Em alguns Países as sondagens são proibidas nas semanas de campanha.

 

Btw, continuo a acreditar que o PS ganha porque acho que todas estas sondagens vão ter um efeito mobilizador num eleitorado que não gosta do PS mas detesta ainda mais a coligação.

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As sondagens também servem como ponto de referência dos resultados eleitorais, no cenário impensável do Bloco ter maioria absoluta é porque algo de muito estranho se tinha passado no decorrer do processo eleitoral. Agora claro que numa democracia estável como a nossa estas situações são um algo deslocadas da realidade.

 

De qualquer forma parece-me evidente que esta conversa das sondagens diárias não passa de entretenimento.

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Okay, obrigado pela resposta Dpitz!

 

No programa do bloco aparece canábis e aí aparece cannábis. Por isso e por não ter a palavra drogas é que não encontrei... :mrgreen:

Sendo egoísta para mim tanto se me dá entre um e outro programa neste aspecto. Mas pá o bloco defende salas de chuto, drug testing nos festivais, distribuição de seringas, reformulação dos programas "anti-drogas"...e isso salva vidas.

 

Já me aconteceu há uns anos depois de fumar haxixe adulterado ter uma quebra de tensão instantânea e cair escancarado. Se tivesse acontecido a descer umas escadas podia estar morto. Para ti medidas que podem salvar vidas não são decisivas? Se calhar tens de repensar um bocadinho...

 

 

Mas mais especificamente nos programas, que era sobre isso a pergunta, que diferenças é que encontraste?

Ah, também foi por isso que não encontrei no do Bloco, aparece de forma diferente :lol:

 

Não é nesse sentido, calma. É mais porque estou tão por fora desse "mundo" (nunca fumei sequer um cigarro nem tenciono) e porque nem percebo 1/5 dos termos relacionados com tudo isso. Há quem tenha (tu e muito mais pessoas) muito mais know-how sobre isso, e nesse mundo é muito advindo da experiência pessoal ou de pessoas próximas, como reconhecerás, e essas pessoas estão muito mais qualificadas para avaliar a qualidade/eficácia prevista das medidas de cada um dos partidos e até mesmo a existência de alguma medida para essa área. Não é um dos temas decisivos para mim, de todo, e aqueles de que falei na pergunta ao Dpitz, por exemplo, são-no e relacionam-se bem mais com as preocupações "sociais" principais que tenho e com a visão de sociedade que defendo quanto a temas que considero fundamentais.

 

Quanto aos programas muito pouco, são de longe os dois programas mais parecidos que vão a eleições, daqueles que vi. Já agora devolvo-te a pergunta: quais são as principais diferenças que identificaste?

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