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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

Visitante

Deve ter a ver com a Casa Pia.

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É impressionante como a coligação trata os Portugueses como atrasados mentais. Mas o mais impressionante é que a estratégia tem de estar a dar alguns frutos para continuarem com ela.

 

Ouvi da boca de outro alto responsável, a propósito do processo de privatizações, que "o encaixe de capital está longe de ser a nossa principal preocupação. O que queremos mostrar com a aceleração desse processo, bem como com o fim das "golden shares" e pela anulação de todos os mecanismos de intervenção e controlo do Estado na economia, é que Portugal passa a ser a sociedade mais liberal da Europa, onde o investimento encontra um terreno sem o menor obstáculo, com a menor regulação possível, ao nível dos países mais "business-friendly" do mundo".

 

Grande texto. Juro que não percebo como é que há quem ache que estes pafiosos são gente de bem...

 

o meu sonho para Portugal :wub:

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As eficiências não se buscam apenas pelo lado dos custos com pessoal, é apenas uma parte significativa, mas há outros aspecto onde se podem obter poupanças. Mas acho que independentemente dos cortes que tenham sido feitos nos últimos anos, uma gestão privada tem simplesmente mais condições para fazer uma reestruturação mais profunda. E eles sabem disso, caso contrário não haveria interessados nas concessões, mas não conseguem fazer eles próprios porque dói.

 

Na parte da dívida tens razão, é certamente uma fatia importante, mas ela tem crescido a um nível ridículo ano após ano. Não é apenas culpa dos investimentos.

 

Parte da dívida é assumida pelas concessionárias e sai do domínio público. Logo aí tens uma diminuição brutal da dívida, independentemente da capacidade de eles a conseguirem pagar ou não (mais uma vez, presume-se que sim, caso contrário não teriam interesse nas concessões). E não podes generalizar pelo caso da Fertagus, pois cada caso tem as suas especificidades. Mas de qualquer forma, eu falei em potencial, admito que não é um dado adquirido - depende da capacidade da empresa de cortar custos e melhorar a eficiência e produtividade dos equipamentos e pessoal. Mas a verdade é que tu, enquanto poupas no preço do bilhete (na forma como as coisas estão), estás a pagar pelo outro lado, através dos impostos, não te esqueças disso ;)

 

Mas já agora, como é que sustentas a tua posição de manutenção destas empresas na esfera pública?

 

 

Na verdade não é uma parte significativa. Não te quero mentir nos valores mas os custos com pessoal nas empresas de transporte representam cerca de 15 a 20 % dos custos totais. Eu acho que as condições são as mesmas, havendo competência e não havendo interferência política.

 

Não é totalmente mas explica-se em grande parte por aí e depois, claro, pelos défices que a exploração gera.

 

Sim, mas a empresa em si continua endividada, portanto não vejo onde está a vantagem. O meu interesse não é chutar a dívida para canto, é estabilizá-la ou reduzi-la. Não generalizo mas é um bom exemplo, como o é os transportes em Londres, por exemplo.

 

Sustento da maneira mais simples: é um dos pilares fundamentais da economia e e é um sector pouquíssimo concorrencial. O grande erro, gestões de má qualidade ou ineficiências à parte, foi o transporte público em Portugal nunca ter sido a aposta clara e inequívoca de mobilidade urbana, regional e inter-regional. É inadmissível que entrem em Lisboa, todos os dias, quase 600 mil carros. É inadmissível que o metro da capital não esteja aberto até mais tarde aos fins-de-semana e que não hajam transportes de ligação à periferia para além da 0h30/1h. Ainda no último sábado fui sair a Lisboa e 4 dos 5 parques subterrâneos na zona de Santos/Cais do Sodré/Bairro Alto estavam completos!

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Espero que isto seja só nos primeiros meses de legislatura.

 

Vai ser repetido até à exaustão enquanto este governo durar. Na Assembleia, nos jornais, em editoriais, crónicas, comentários políticas na TV... Há que lavar o cérebro dos portugueses.

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Para criancinhas.

 

Low blow.

 

Que biolência oh Tio.

 

Deve ter a ver com a Casa Pia.

 

Exato.

 

Vai ser repetido até à exaustão enquanto este governo durar. Na Assembleia, nos jornais, em editoriais, crónicas, comentários políticas na TV... Há que lavar o cérebro dos portugueses.

 

Espero que não, até porque se eles continuarem a usar de maneira exaustiva este argumento, o efeito deste vai acabar por se dissipar.

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Visitante

Na verdade não é uma parte significativa. Não te quero mentir nos valores mas os custos com pessoal nas empresas de transporte representam cerca de 15 a 20 % dos custos totais. Eu acho que as condições são as mesmas, havendo competência e não havendo interferência política.

 

Não é totalmente mas explica-se em grande parte por aí e depois, claro, pelos défices que a exploração gera.

 

Sim, mas a empresa em si continua endividada, portanto não vejo onde está a vantagem. O meu interesse não é chutar a dívida para canto, é estabilizá-la ou reduzi-la. Não generalizo mas é um bom exemplo, como o é os transportes em Londres, por exemplo.

 

Sustento da maneira mais simples: é um dos pilares fundamentais da economia e e é um sector pouquíssimo concorrencial. O grande erro, gestões de má qualidade ou ineficiências à parte, foi o transporte público em Portugal nunca ter sido a aposta clara e inequívoca de mobilidade urbana, regional e inter-regional. É inadmissível que entrem em Lisboa, todos os dias, quase 600 mil carros. É inadmissível que o metro da capital não esteja aberto até mais tarde aos fins-de-semana e que não hajam transportes de ligação à periferia para além da 0h30/1h. Ainda no último sábado fui sair a Lisboa e 4 dos 5 parques subterrâneos na zona de Santos/Cais do Sodré/Bairro Alto estavam completos!

 

Não me mentiste, mas a verdade é que aponta mais para entre 30% (Carris) e 54% (Metropolitano de Lisboa) :mrgreen: Dados de 2013, btw. Agora levemos em conta a vontade deste governo e parceiros e CGTP em acabar com o congelamento dos salários dos trabalhadores públicos (e bem, mas vai ser particularmente mau para este sector) e, consequentemente, aumentá-los. E tendo em conta o poder do PCP na orientação deste governo e o particular interesse nos transportes públicos, acho razoável presumir-se que não vamos assistir a uma reestruturação de quadros num futuro próximo.

 

A empresa continua endividada, mas estas têm-se endividado quase ininterruptamente desde a sua criação. E não há motivos para acreditar que isso venha a mudar num futuro próximo, daí a minha insistência neste ponto. Se o Estado pode passar uma boa parte dessa dívida para as empresas privadas e ao mesmo assegurar condições essenciais para que a concessão possa ser levada a cabo (ou seja, preços a um nível razoável, passes sociais, determinado número de viagens diárias para certas localizações, etc), na minha opinião, deveria fazê-lo. Até porque o Estado teria poupanças a nível de juros (que são uma fatia importante da despesa pública) e teria uma redução da divida pública aos olhos dos mercados e parceiros internacionais bastante importante.

 

Quanto à tua posição, o problema não está no que o Estado pode fazer para melhorar a situação, mas sim na sua incapacidade para o fazer nas últimas décadas! As empresas públicas são muito rígidas e pouco dadas a reestruturações, logo aí o Estado está numa posição mais fragilizada para actuar quando comparado com uma gestão privada. Adicionalmente, tens a incapacidade de sucessivos governos em olhar para ali e reconhecer os problemas e assumi-los - isto dos passivos dos transportes públicos só veio a lume no final do mandato do Sócrates e já com milhares de milhões acumulados de dívida. E pelo caminho já tinham passado governos bons, maus e péssimos, do PS, do PSD, do CDS e outros com vários em simultâneo. Aliás, o primeiro governo que manifestou alguma preocupação com o sector dos transportes foi o último que tivemos (não estou a mostrar a simpatia, apenas a dar um exemplo e uma das primeiras medidas que tomou foi ajustar o preço dos bilhetes porque estes não estavam a ser actualizados anualmente à conta da inflação há imenso tempo, e isto sendo uma barbaridade, causou uma indignação geral como poucas vezes vi por cá!

 

E agora com uma presença mais forte da esquerda no Governo, é a minha opinião pessoal, tenho algum receio de que uma reestruturação nas empresas de transportes públicos deixei de ser uma das prioridades, e estas voltem a ser usadas como um instrumento político e para agrado das centrais sindicais. :( Oxalá esteja enganado, e esta reacção enérgica contra as concessões tenha um plano por trás que possa, tal como tu dizes, ajudar pelo menos a estabilizar a situação.

 

E já agora, maldito metro lisboeta que acaba à uma exactamente, não só paguei bilhete para perder o metro, como ainda tive de andar a pé de S. Sebastião para Benfica :angry:

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O que eu me ri foi com um deputado do PSD a dizer que "este primeiro-ministro não foi eleito pelos portugueses". :lol:

 

Guess what genius, o PPC também não foi eleito pelos portugueses.

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Andei semanas à procura de uma imagem que vi pelas internets sobre uma frase proferida pelo paulinho das feiras em 2011, relativamente a esta questão da legitimidade do Governo PS, e como sou um gajo muito atento, só ontem me dei conta que tinha deswcarregado essa imagem para uma pasta de downloads que deixei de usar faz tempo.

 

MAs encontrei este link da noticia:

 

 

Para o líder do CDS, não é importante na formação do próximo Governo se o PS tem mais votos: se a direita tiver maioria absoluta, governará.

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Andei semanas à procura de uma imagem que vi pelas internets sobre uma frase proferida pelo paulinho das feiras em 2011, relativamente a esta questão da legitimidade do Governo PS, e como sou um gajo muito atento, só ontem me dei conta que tinha deswcarregado essa imagem para uma pasta de downloads que deixei de usar faz tempo.

 

MAs encontrei este link da noticia:

 

 

Para o líder do CDS, não é importante na formação do próximo Governo se o PS tem mais votos: se a direita tiver maioria absoluta, governará.

Isso foi amplamente falado há semanas. Aliás, há um vídeo do debate Pedro Passos Coelho x Paulo Portas, em que o Paulo Portas diz exatamente isso.

Editado por Carlos Gouveia

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Não fazia ideia.

 

Como é que alguém que fez uma afirmação dessas em 2011 tem a distinta lata de criticar o Antonio Costa por ter feito o mesmo? Espanta-me como as pessoas não se questionam sobre isso.

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Guest Lotterer.

O que eu me ri foi com um deputado do PSD a dizer que "este primeiro-ministro não foi eleito pelos portugueses". :lol:

 

Guess what genius, o PPC também não foi eleito pelos portugueses.

 

O pedro passod coelho nao foi eleito?

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O pedro passod coelho nao foi eleito?

Não. O PPC foi indigitado pelo PR.

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Guest Lotterer.

Não. O PPC foi indigitado pelo PR.

 

Ah, sim. Que agora é indigitado e não eleito. O PR ,"indigita" quem quer sem olhar para os votos do povo.

 

Só falta aquela nova, olha que as eleiçoes é para eleger deputados!? Atençao, muita atençao.

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Ah, sim. Que agora é indigitado e não eleito. O PR ,"indigita" quem quer sem olhar para os votos do povo.

 

Só falta aquela nova, olha que as eleiçoes é para eleger deputados!? Atençao, muita atençao.

Nunca percebo se estás a gozar ou não.

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Guest Lotterer.

Nunca percebo se estás a gozar ou não.

 

Tirando exagero, não.

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Ah, sim. Que agora é indigitado e não eleito. O PR ,"indigita" quem quer sem olhar para os votos do povo.

 

Só falta aquela nova, olha que as eleiçoes é para eleger deputados!? Atençao, muita atençao.

:mrgreen:

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Ah, sim. Que agora é indigitado e não eleito. O PR ,"indigita" quem quer sem olhar para os votos do povo.

 

Só falta aquela nova, olha que as eleiçoes é para eleger deputados!? Atençao, muita atençao.

Claro que é. Tu votas em deputados, não votas em (Primeiros-)Ministros. Quem tiver mais deputados eleitos e condições para tal, é indigitado pelo PR para a formação de Governo.

 

A questão é que o Tuga gosta é de tradições e regras, e tudo o que fuja disso é demoníaco - mesmo que seja 100% legal, constitucional e faça todo o sentido.

 

EDIT: Se estás a gozar então sorry, mas fica a explicação para quem for capaz de dizer aquilo sem se rir no fim.

Editado por Ghelthon

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