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Longineu

Clubes não querem jogar contra emprestados

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Já cá faltava o desvio para a parvoíce.

 

Nesta história dos empréstimos a questão é muito simples. Há quem esteja a favor da manutenção desta prática e há quem esteja contra. Com nuances, naturalmente.

 

O curioso é que quem se manifesta mais favorável à manutenção dos empréstimos e ao condicionamento dos jogadores emprestados jogarem contra os seus clubes de origem são os adeptos dos 3 grandes (mais uma vez com escalas diferentes, com sportinguistas menos radicais e portistas e benfiquistas mais comprometidos com essa opinião). Quem se manifesta frontalmente contra os empréstimos propondo, inclusivé, que eles sejam de todo abolidos são adeptos dos clubes mais pequenos, com particular expressão nos adeptos do Belenenses, Vitória de Guimarães e Boavista. Não é por acaso...

 

Interessante também são os argumentos utilizados por quem se manifesta de forma favorável aos empréstimos. Habitualmente sustentam essa posição porque alegam ser uma prática que traz benefícios aos próprios jogadores e, de forma abusiva e paternalista, aos clubes pequenos. O que é estranho quando os adeptos dos clubes pequenos afirmam que a existência de empréstimos não se traduz em benefícios sustentáveis para os clubes que apoiam.

 

Depois é evidente o caminho que as discussões tomam. Como os adeptos dos grandes são mais, estatísticamente também têm mais pessoas com alguma dificuldade em suportar de forma conveniente os seus pontos de vista. E desviam-se as conversas facilmente para a parvoíce...

 

Se os clubes pequenos estão contra os empréstimos, porque é que têm jogadores por empréstimo? São obrigados? :happy: :happy:

Editado por Harvey Specter

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Se os clubes pequenos estão contra os empréstimos, porque é que têm jogadores por empréstimo? São obrigados? :happy: :happy:

 

Quem se manifesta frontalmente contra os empréstimos propondo, inclusivé, que eles sejam de todo abolidos são adeptos dos clubes mais pequenos, com particular expressão nos adeptos do Belenenses, Vitória de Guimarães e Boavista. Não é por acaso...

E no caso do Boavista...não temos jogadores emprestados.

Editado por Axadrezado

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Só ainda não encontrei um exemplo de uma equipa que tenha emprestado mais de 5 jogadores a outra da mesma divisão...

 

Empréstimos são bons para as equipas grandes somente, porque têm equipas que valorizem os seus jogadores. Os super jogadores têm permitido que o desnível entre as equipas pequenas e grandes seja quase nulo no momento e que os campeonatos sejam mais competitivos que nunca. Exactamente na mesma senda dos fundos...

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Os empréstimos so favorecem os grandes.

Em termos de desenvolvimento sustentável da 0 ao clube que os recebe.

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Eu acho que um empréstimo consegue favorecer uma equipa pequena a curto prazo pelo sucesso desportivo, mesmo que não esteja a rentabilizar um activo do clube. O pessoal que é contra os empréstimos esquece-se que, nos outros jogadores todos, é tudo menos garantido que os consigam rentabilizar só pelo facto de entrarem em campo. Podem fazer más exibições e perder mercado. Podem já ser velhotes e já não irem a tempo de ganhar valor para uma futura transferência. O único caso que um jogador emprestado está a ser nocivo para a estabilidade financeira do clube é se estiver a tirar lugar a um jogador que pudesse ser rentabilizado.

 

O Descartes falava ali para trás que o pessoal dos grandes é paternalista em relação aos clubes pequenos por achar que os empréstimos podem ser bons para os pequenos. Eu vou ser ainda mais paternalista mas em sentido inverso - é por compreender que os empréstimos quando utilizados de forma abusiva podem ser muito nocivos para os clubes pequenos que sou 100% a favor de haver limites do nº de jogadores emprestados. Aliás, devia ser limite de 3 emprestados no plantel inteiro independentemente da proveniência, e não 3 do clube X ao clube Y (ou seja, o Belenenses podia ter no máximo 1 do Benfica, 1 do Porto e 1 do Sporting e não 3 do Benfica, 3 do Porto e 3 do Sporting). Simplesmente para "salvar os clubes pequenos deles próprios" - da tentação de melhorar o plantel a curto prazo perdendo estabilidade a longo prazo. (eu avisei que ia soar bué paternalista :mrgreen: )

 

Tenho noção que o problema dos empréstimos não é puramente desportivo/financeiro, mas também uma questão de poder ao deixar os pequenos a dever favores aos grandes, e a perder a completa independência. A verdade é que para mim o sistema de empréstimos tem muito mais benefícios que contrapartidas - é essencial no desenvolvimento de muitos jogadores jovens. Quer queiram quer não, a grande maioria dos talentos em Portugal nas camadas jovens está em Porto, Benfica e Sporting. Estes jovens, mesmo com as equipas B na 2ª liga, têm saltos de níveis competitivos enormes para fazer, se não passarem por outros clubes: saltar dos júniores para as equipas B para jogar nas equipas principais dos 3 grandes, são 2 saltos enormes só ao alcance dos predestinados. Para muita gente, é benéfico passar por outros níveis intermédios. E isto não só se aplica aos 3 grandes em Portugal, é um sistema que por alguma razão existe em todo o mundo!

 

Se os clubes pequenos querem evoluir para competir de igual para igual, como é legítimo, existem coisas que podem reivindicar que seriam muito mais saudáveis para o futebol português, como o dinheiro dos direitos televisivos serem mais equiparados. Podem fazer uma melhor gestão dos seus activos, podem apostar em tudo o que faça atrair mais pessoas aos estádios, podem voluntariamente até dispensar os empréstimos para crescerem de forma mais sustentada. Cada clube tem o direito de fazer o melhor por si como bem entender. Não faz sentido nenhum é haver proibição completa dum mecanismo que funciona em tudo o mundo, e tem funcionado em Portugal para fazer crescer os melhores jogadores!

 

Ah e outra coisa, devia haver proibição de cláusulas de recompra (ou outros acordos semelhantes manhosos), e devia haver nº máximo de jogadores sobre contrato cedidos a outras equipas (nacionais ou estrangeiras). Assim limitava-se muito o poder exagerado que os 3 grandes têm, e mantinha-se a possibilidade de emprestar um nº limitado de certos jogadores com futuro. Isto até para os 3 grandes seria bom, que têm um nº absurdo de jogadores a pastar sem lhes darem retorno nenhum.

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Grande parte do que estás aí a escrever é realmente paternalista. Que sejas a favor que o teu clube (Porto?) aproveite estes empréstimos e ganhe com isso é mais que natural, é sinal que queres ver o teu clube a ter sucesso. Agora vires dizer que também é bom para os outros clubes é estar a pedir demasiado.

 

E já agora, antes que penses que estou a lançar uma guerra contra os clubes grandes, os culpados desta situação são os presidentes dos clubes "pequenos" que fazem estes empréstimos, abrindo as pernas ou por ser a escolha deles.

 

O pessoal que é contra os empréstimos esquece-se que, nos outros jogadores todos, é tudo menos garantido que os consigam rentabilizar só pelo facto de entrarem em campo. Podem fazer más exibições e perder mercado. Podem já ser velhotes e já não irem a tempo de ganhar valor para uma futura transferência. O único caso que um jogador emprestado está a ser nocivo para a estabilidade financeira do clube é se estiver a tirar lugar a um jogador que pudesse ser rentabilizado.

 

Sabes o que é que faz um jogador ter mais mercado, seja ele velho, novo, preto, branco, pequeno, alto? Tempo de jogo! E já agora, um jogador que se queime tem geralmente mais mercado do que um que não tem minutos de jogo!

 

Se é assim, os clubes grandes é que deviam reconsiderar emprestar os seus jogadores, porque "é tudo menos garantido que os consigam rentabilizar só pelo facto de entrarem em campo. Podem fazer más exibições e perder mercado."... porque é que isto a ti não te preocupa quando o argumento se vira? Deve ser porque já se sabe que são melhores. Ah, e porque dar tempo de jogo a um jogador é crucial para este ter desenvolvimente e ter mais mercado que se não jogar.

 

Se o que estás a dizer é verdade então garanto-te que os contentores de emprestados ficavam no clube original por ordem do presidente. É que é melhor não arriscar antes que eles percam mercado.

 

Tens toda a razão na última frase. No entanto, qualquer jogador que tens no teu plantel é rentabilizavel, portanto basicamente contradizes o que disseste antes.

 

O Descartes falava ali para trás que o pessoal dos grandes é paternalista em relação aos clubes pequenos por achar que os empréstimos podem ser bons para os pequenos. Eu vou ser ainda mais paternalista mas em sentido inverso - é por compreender que os empréstimos quando utilizados de forma abusiva podem ser muito nocivos para os clubes pequenos que sou 100% a favor de haver limites do nº de jogadores emprestados. Aliás, devia ser limite de 3 emprestados no plantel inteiro independentemente da proveniência, e não 3 do clube X ao clube Y (ou seja, o Belenenses podia ter no máximo 1 do Benfica, 1 do Porto e 1 do Sporting e não 3 do Benfica, 3 do Porto e 3 do Sporting). Simplesmente para "salvar os clubes pequenos deles próprios" - da tentação de melhorar o plantel a curto prazo perdendo estabilidade a longo prazo. (eu avisei que ia soar bué paternalista :mrgreen: )

 

Concordo. Quer dizer, eu concordo no fim deles a clubes do mesmo escalão.

 

A verdade é que para mim o sistema de empréstimos tem muito mais benefícios que contrapartidas - é essencial no desenvolvimento de muitos jogadores jovens. Quer queiram quer não, a grande maioria dos talentos em Portugal nas camadas jovens está em Porto, Benfica e Sporting. Estes jovens, mesmo com as equipas B na 2ª liga, têm saltos de níveis competitivos enormes para fazer, se não passarem por outros clubes: saltar dos júniores para as equipas B para jogar nas equipas principais dos 3 grandes, são 2 saltos enormes só ao alcance dos predestinados. Para muita gente, é benéfico passar por outros níveis intermédios. E isto não só se aplica aos 3 grandes em Portugal, é um sistema que por alguma razão existe em todo o mundo!

 

Eu não acredito nisto... então há 4 anos a conversa era que não havia tempo de jogo de qualidade para os jovens, portanto faz sentido os clubes pequenos serem os mártires em prol da selecção nacional enquanto os grandes levam 11 iniciais quase sempre estrangeiros e se estão a cagar para a selecção. Resolveu-se isso (e bem) criando as equipas B e continuas a querer mais :lol:

 

Acho que o "choro" só acaba quando o campeonato for constituído simplesmente por Benfica, Porto, Sporting, as respectivas equipas B e uma ou outra equipa de vez em quando lá metida no meio só para haver consciência tranquila. Só que se calhar continua a não ser suficiente e começa-se a levar os gajos que nem na B jogam para clubes pequenos de Espanha porque "é essencial no desenvolvimento de muitos jogadores jovens".

 

Eu percebo que digas que para alguns o nível intermédio é o preferível para alguns. Mas isso é problema dos clubes que têm o teu contrato. Se eu for presidente da Académica não vou andar a pensar "ai, coitadinho do Podence que não tem lugar na equipa sénior porque o treinador deles não o quer meter lá. É o meu dever trazer o gajo por empréstimo, metê-lo a jogar e queimar o gajo a quem ando a pagar com o meu dinheiro, para o Podence poder voltar ao Sporting mais preparado e confiante". E seu fizer isto, ganho apenas um tempinho em que posso ter lá um gajo melhor. Entretanto a época acaba, o emprestado foi-se embora e mais rentabilizado, enquanto que o gajo a quem pago f*deu-se, seja um pino seja o Ronaldo.

 

Se os clubes pequenos querem evoluir para competir de igual para igual, como é legítimo, existem coisas que podem reivindicar que seriam muito mais saudáveis para o futebol português, como o dinheiro dos direitos televisivos serem mais equiparados. Podem fazer uma melhor gestão dos seus activos, podem apostar em tudo o que faça atrair mais pessoas aos estádios, podem voluntariamente até dispensar os empréstimos para crescerem de forma mais sustentada. Cada clube tem o direito de fazer o melhor por si como bem entender. Não faz sentido nenhum é haver proibição completa dum mecanismo que funciona em tudo o mundo, e tem funcionado em Portugal para fazer crescer os melhores jogadores!

 

Quando dizes isso assim é realmente muito mais fácil. Dou-te por barato o facto de termos dirigentes de m*rda grande parte das vezes. Isso dificulta metade do trabalho de tornar a equipa competitiva, mas...

 

O dinheiro dos direitos televisivos é o que se sabe, e não estou à espera que os grandes venham ajudar os pequenos porque isso obviamente os vai fazer perder dinheiro e hegemonia. É um monopólio.

Para fazer a melhor gestão dos activos é importante, entre muitas outras coisas, não os queimar em prol de activos que estás a rentabilizar para outra pessoa com pouco ou quase nenhum retorno para ti. Serve para pouco mais que tapar um buraco.

Para atrair mais pessoas aos estádios é também preciso que o país não seja quase todo apoiante dos grandes, para além de fazer atrair actuais adeptos e não olhar para o problema do Euro 2004. Talvez estas equipas devessem investir em lobotomias para mudar uma cultura que dura há décadas.

 

Faz sentido haver proibição, sim. Não sou também fã duma lei de coacção, mas isto é uma situação recorrente e consequência da desigualdade que existe.

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Existem empréstimos que ajudam bastante os clubes pequenos. Lembro-me bem da época em que o Adrien e Cédric foram para a Academica, onde o primeiro carregou a equipas ás costas.

Mesmo esta época, o Medeiros foi para o Arouca e ofensivamente foi o jogador que praticamente fazia estragos com as suas iniciativas.

A curto prazo são positivos, desde que seja 1 ou 2 jogadores no máximo.

 

Para mim jogavam sempre contra o clube mãe, e pronto nada a dizer. Era uma solução boa para todas as partes. O limite de emprestados para mim faz sentido.

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Sabes o que é que faz um jogador ter mais mercado, seja ele velho, novo, preto, branco, pequeno, alto? Tempo de jogo! E já agora, um jogador que se queime tem geralmente mais mercado do que um que não tem minutos de jogo!

 

Se é assim, os clubes grandes é que deviam reconsiderar emprestar os seus jogadores, porque "é tudo menos garantido que os consigam rentabilizar só pelo facto de entrarem em campo. Podem fazer más exibições e perder mercado."... porque é que isto a ti não te preocupa quando o argumento se vira? Deve ser porque já se sabe que são melhores. Ah, e porque dar tempo de jogo a um jogador é crucial para este ter desenvolvimente e ter mais mercado que se não jogar.

 

Se o que estás a dizer é verdade então garanto-te que os contentores de emprestados ficavam no clube original por ordem do presidente. É que é melhor não arriscar antes que eles percam mercado.

 

Tens toda a razão na última frase. No entanto, qualquer jogador que tens no teu plantel é rentabilizavel, portanto basicamente contradizes o que disseste antes.

 

Eu concordo que geralmente pores a jogar um jogador rentabiliza o dono do passe do jogador. Tou apenas a contrabalançar o argumento a relembrar que isso não acontece 100% das vezes, logo a desvantagem para o clube pequeno existe mas não é tão grande como a que vocês estimam.

 

Nem todo o jogador é rentabilizável, não. Um jogador em último ano de contrato não é rentabilizável. Um jogador com 39 anos não é rentabilizável. Nem só os emprestados são maus exemplos de gestão a longo prazo. Nem sequer acho que seja sequer geralmente desejável desportivamente uma equipa meter em campo 11 jogadores altamente rentabilizáveis.

 

Eu não acredito nisto... então há 4 anos a conversa era que não havia tempo de jogo de qualidade para os jovens, portanto faz sentido os clubes pequenos serem os mártires em prol da selecção nacional enquanto os grandes levam 11 iniciais quase sempre estrangeiros e se estão a cagar para a selecção. Resolveu-se isso (e bem) criando as equipas B e continuas a querer mais :lol:

 

Acho que o "choro" só acaba quando o campeonato for constituído simplesmente por Benfica, Porto, Sporting, as respectivas equipas B e uma ou outra equipa de vez em quando lá metida no meio só para haver consciência tranquila. Só que se calhar continua a não ser suficiente e começa-se a levar os gajos que nem na B jogam para clubes pequenos de Espanha porque "é essencial no desenvolvimento de muitos jogadores jovens".

 

Eu percebo que digas que para alguns o nível intermédio é o preferível para alguns. Mas isso é problema dos clubes que têm o teu contrato. Se eu for presidente da Académica não vou andar a pensar "ai, coitadinho do Podence que não tem lugar na equipa sénior porque o treinador deles não o quer meter lá. É o meu dever trazer o gajo por empréstimo, metê-lo a jogar e queimar o gajo a quem ando a pagar com o meu dinheiro, para o Podence poder voltar ao Sporting mais preparado e confiante". E seu fizer isto, ganho apenas um tempinho em que posso ter lá um gajo melhor. Entretanto a época acaba, o emprestado foi-se embora e mais rentabilizado, enquanto que o gajo a quem pago f*deu-se, seja um pino seja o Ronaldo.

 

Eu não tou à espera que nenhum clube, grande ou pequeno, seja mártir em prol da selecção. O Porto, Sporting e Benfica põe a jogar em campo jogadores jovens quando acha que eles podem dar sucesso desportivo suficiente para valer a aposta, exactamente da mesma forma que a Académica pede emprestado o Podence se achar que o gajo tem capacidade para beneficiar a equipa desportivamente. Se não achar, não joga! Isto é o básico que nunca vai mudar independentemente do sistema, o que tá em causa é se o sistema deve incentivar, possibilitar ou proibir estas situações.

 

Quando dizes isso assim é realmente muito mais fácil. Dou-te por barato o facto de termos dirigentes de m*rda grande parte das vezes. Isso dificulta metade do trabalho de tornar a equipa competitiva, mas...

 

O dinheiro dos direitos televisivos é o que se sabe, e não estou à espera que os grandes venham ajudar os pequenos porque isso obviamente os vai fazer perder dinheiro e hegemonia. É um monopólio.

 

Claro que não. Tal como os grandes não querem acabar com os empréstimos pelas mesmas razões. A questão é que os empréstimos tem benefícios para o futebol português, a divisão de direitos televisivos não tem benefícios nenhuns. Daí achar que é uma reivindicação muito mais importante.

 

Para fazer a melhor gestão dos activos é importante, entre muitas outras coisas, não os queimar em prol de activos que estás a rentabilizar para outra pessoa com pouco ou quase nenhum retorno para ti. Serve para pouco mais que tapar um buraco.

Para atrair mais pessoas aos estádios é também preciso que o país não seja quase todo apoiante dos grandes, para além de fazer atrair actuais adeptos e não olhar para o problema do Euro 2004. Talvez estas equipas devessem investir em lobotomias para mudar uma cultura que dura há décadas.

 

E acabar com os empréstimos vai mudar a cultura do país?

 

Os pequenos são perfeitamente livres de fazer a gestão que bem entenderem...

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Existem empréstimos que ajudam bastante os clubes pequenos. Lembro-me bem da época em que o Adrien e Cédric foram para a Academica, onde o primeiro carregou a equipas ás costas.

Mesmo esta época, o Medeiros foi para o Arouca e ofensivamente foi o jogador que praticamente fazia estragos com as suas iniciativas.

A curto prazo são positivos, desde que seja 1 ou 2 jogadores no máximo.

 

Para mim jogavam sempre contra o clube mãe, e pronto nada a dizer. Era uma solução boa para todas as partes. O limite de emprestados para mim faz sentido.

 

O Adrien e o Cedric foram importante nessa época, claro. No entanto, não nos serviu para mais nada. Entretanto já jogou contra nós uma carrada de vezes e não estava lá para nos ajudar. Entretanto tirou minutos a gajos que têm contrato connosco. Nem todas as consequências estão na cara duma pessoa para ver.

 

Pois, é que isto só tira uma vantagem aos clubes pequenos, em que jogam menos dois jogos por ano. Porque não me lembro da Académica, mesmo nos seus tempos áureos de clube satélite não oficial, ultrapassar os limites estabelecidos. Esta medida na realidade não vai fazer mais nada do que limpar o nome dos clubes grandes que todas as épocas estão bem ou mal ligados a casos de jogadores que emprestam não jogarem contra eles (e sim, na maioria dos casos a malta exagera, actualmente. Há uns anos era bem visível). Portanto, é uma medida que vem apenas dar vantagens a quem detém o monopólio do futebol português.

 

Eu concordo que geralmente pores a jogar um jogador rentabiliza o dono do passe do jogador. Tou apenas a contrabalançar o argumento a relembrar que isso não acontece 100% das vezes, logo a desvantagem para o clube pequeno existe mas não é tão grande como a que vocês estimam.

 

Nem todo o jogador é rentabilizável, não. Um jogador em último ano de contrato não é rentabilizável. Um jogador com 39 anos não é rentabilizável. Nem só os emprestados são maus exemplos de gestão a longo prazo. Nem sequer acho que seja sequer geralmente desejável desportivamente uma equipa meter em campo 11 jogadores altamente rentabilizáveis.

 

Claro é que grande a desvantagem, e claro que isso não acontece 100% das vezes, por isso é que Deus criou a palavra "excepção". Basta ver que para além do que já disse os emprestados não garantem mais receita para o clube. Basta ver que quando chega o final da época continuamos a precisar de alguém para aquela posição. Basta ver que demos a hipótese de valorizar e melhorar alguém que não faz parte do clube em detrimento de alguém que faz, em quem gastamos o nosso dinheiro. Portanto sim, a desvantagem é grande a longo prazo.

 

Eu não tou à espera que nenhum clube, grande ou pequeno, seja mártir em prol da selecção. O Porto, Sporting e Benfica põe a jogar em campo jogadores jovens quando acha que eles podem dar sucesso desportivo suficiente para valer a aposta, exactamente da mesma forma que a Académica pede emprestado o Podence se achar que o gajo tem capacidade para beneficiar a equipa desportivamente. Se não achar, não joga! Isto é o básico que nunca vai mudar independentemente do sistema, o que tá em causa é se o sistema deve incentivar, possibilitar ou proibir estas situações.

 

Estás sim, tendo em conta que dizes "A verdade é que para mim o sistema de empréstimos tem muito mais benefícios que contrapartidas - é essencial no desenvolvimento de muitos jogadores jovens". Porque se os próprios clubes fizerem jogar os seus jogadores nos clubes sénior ou B, desenvolvem os seus jogadores jovens. É exactamente para isso que foi criado o crl das equipas B. Só que não as sabem aproveitar e a usam para mais contentores de jogadores, negócios de empresários e influências do que para desnvolver os jovens.

 

Claro que não. Tal como os grandes não querem acabar com os empréstimos pelas mesmas razões. A questão é que os empréstimos tem benefícios para o futebol português, a divisão de direitos televisivos não tem benefícios nenhuns. Daí achar que é uma reivindicação muito mais importante.

 

f*dasse, não tem benefícios para o futebol português, não!!! Tem benefícios para quem empresta e valoriza o seu jogador. O benefício a curto prazo para quem recebe o jogador é mínimo.

 

A divisão de direitos televisivos não tem benefícios nenhuns?! Então tu disseste "Se os clubes pequenos querem evoluir para competir de igual para igual, como é legítimo, existem coisas que podem reivindicar que seriam muito mais saudáveis para o futebol português, como o dinheiro dos direitos televisivos serem mais equiparados"... enganaste-te a escrever? Não percebi.

 

E acabar com os empréstimos vai mudar a cultura do país?

 

Sim. Só à força, infelizmente, é que estaremos mais perto de mudar esta parte.

 

Os pequenos são perfeitamente livres de fazer a gestão que bem entenderem...

 

Olha que nem sempre o são. Os bastidores do futebol português são tudo menos santinhos.

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Sou mais a favor de um empréstimo à Tozé. 2 anos de cedência e o Estoril tem 35 % do seu passe.

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A cedência do passe já é outra história. Aqui já há benefícios em valorizar o jogador.

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Estás sim, tendo em conta que dizes "A verdade é que para mim o sistema de empréstimos tem muito mais benefícios que contrapartidas - é essencial no desenvolvimento de muitos jogadores jovens". Porque se os próprios clubes fizerem jogar os seus jogadores nos clubes sénior ou B, desenvolvem os seus jogadores jovens. É exactamente para isso que foi criado o crl das equipas B. Só que não as sabem aproveitar e a usam para mais contentores de jogadores, negócios de empresários e influências do que para desnvolver os jovens.

 

Não é verdade para todos os jogadores. Alguns grandes jogadores são capazes de saltar das equipas B para titular de equipa grande, sim. Muitos outros não estão preparados para isso e beneficiam de um passo intermédio.

 

f*dasse, não tem benefícios para o futebol português, não!!! Tem benefícios para quem empresta e valoriza o seu jogador. O benefício a curto prazo para quem recebe o jogador é mínimo.

 

O meu argumento principal é que tem benefícios para os próprios jogadores.

 

A divisão de direitos televisivos não tem benefícios nenhuns?! Então tu disseste "Se os clubes pequenos querem evoluir para competir de igual para igual, como é legítimo, existem coisas que podem reivindicar que seriam muito mais saudáveis para o futebol português, como o dinheiro dos direitos televisivos serem mais equiparados"... enganaste-te a escrever? Não percebi.

 

Pois não percebeste.

 

Os empréstimos podem incentivar desequilíbrios de poder, mas também beneficiam a evolução dos jogadores. Já a divisão dos direitos com fatia do bolo gigante para os grandes, e migalhas para os pequenos, não traz nada ao futebol português, é apenas injusto. Daí eu achar que é uma causa muito mais importante pela qual vocês deviam reivindicar, e que serviria muito mais para equilibrar as coisas.

 

Olha que nem sempre o são. Os bastidores do futebol português são tudo menos santinhos.

 

Infelizmente é verdade. Mas casos criminais e abusos de influências deviam ser tratados pelas vias próprias.

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O Adrien e o Cedric foram importante nessa época, claro. No entanto, não nos serviu para mais nada. Entretanto já jogou contra nós uma carrada de vezes e não estava lá para nos ajudar. Entretanto tirou minutos a gajos que têm contrato connosco. Nem todas as consequências estão na cara duma pessoa para ver.

 

Sim eu percebo isso. Não há nada com um jogador ser do próprio clube, pois pode sempre vir a ganhar algum dinheiro. Agora há sempre um ou outro empréstimo que acaba por revelar-se decisivo. Se agora o Adrien (ou JM por exemplo), pudesse ser emprestado dirias logo que sim :mrgreen:

 

A situação de não puder jogar contra o clube mãe é que para mim não faz sentido. E para o próprio jogador pode ser negativo, já que nesse jogo outro pode fazer uma boa exibição e perder o lugar no 11.

Mas isto cheira-me que daqui a uns tempos volta a alterar.

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Os adeptos dos clubes pequenos, por norma, não querem emprestados. Os principais culpados são os dirigentes dos clubes, porque nos bastidores há muitos negócios por detrás destes empréstimos. Os adeptos dos clubes grandes sugerem que os empréstimos são benéficos para as equipas pequenas e para o futebol português. Os clubes pequenos têm tanta obrigação de fomentar o desenvolvimento de jovens jogadores como os grandes.

 

Eu não consigo entender que defendam que os clubes pequenos devem aceitá-los, porque é benéfico para os jogadores. Quando os jogadores efectivamente querem jogar e desenvolver, não assinam contratos de 5 ou 6 anos com equipas grandes. Eu percebo que a questão financeira é importante para eles, mas algumas vezes têm que escolher oportunidade de jogar em detrimento da questão financeira.

 

Se os clubes grandes se preocupassem com o desenvolvimento dos jogadores, simplesmente deixavam-nos sair para outros, salvaguardando uma percentagem do passe. O Vitória já teve muitos exemplos deste caso e, é pena que os interesses de determinadas pessoas, faça com que estes negócios sejam tudo menos claros (ver o Miguel Rosa).

 

Já para não falar dos empréstimos em que a equipa que recebe os jogadores paga determinada percentagem do salário a esses, consoante o tempo de jogo. Não lembra a ninguém. Isto é danoso e os presidentes das equipas pequenas são os únicos responsáveis por esta podridão.

Editado por Vimaranes1922

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Não é verdade para todos os jogadores. Alguns grandes jogadores são capazes de saltar das equipas B para titular de equipa grande, sim. Muitos outros não estão preparados para isso e beneficiam de um passo intermédio.

 

Sim. Eu não vou negar que não é bom para os jogadores, obviamente que é. Mas as equipas B já fornecem um passo bastante grande e fazem com que os empréstimos já não precisem de ser o caso geral mas sim a excepção à regra, IDEALMENTE. Porque na verdade e tu sabes bem há gajos na B que são tapados pelo "jogador contentor". Mas eu defendo os interesses do meu clube, e esses interesses não se regem pelos dos outros clubes. Mas acho que aqui só discordamos em o clube que recebe o jogador emprestado ter mais benefício que consequências, e aí já expus bastante a situação.

 

O meu argumento principal é que tem benefícios para os próprios jogadores.

 

Obviamente. Mas pelo meio há outros que se f*dem.

 

Pois não percebeste.

 

Os empréstimos podem incentivar desequilíbrios de poder, mas também beneficiam a evolução dos jogadores. Já a divisão dos direitos com fatia do bolo gigante para os grandes, e migalhas para os pequenos, não traz nada ao futebol português, é apenas injusto. Daí eu achar que é uma causa muito mais importante pela qual vocês deviam reivindicar, e que serviria muito mais para equilibrar as coisas.

 

Ah, ok. Tinha percebido que defendias a disparidade, o que não fazia sentido pelo que escreveste. Há tempo e espaço para os dois assuntos serem tratados independentemente com a importância devida. E além disso não vou defender as acções de quem gere o meu clube, e falo por mim.

 

Infelizmente é verdade. Mas casos criminais e abusos de influências deviam ser tratados pelas vias próprias.

 

Deviam, verdade.

 

O principal culpado é o dirigente que faz estes negócios, como já disse... ou por o fazer ou por ser forçado a fazê-lo pelo outro clube. Mas no mês ,há duas épocas, em que pararam os empréstimos viu-se as consequências positivas que estava a ter, e daí, apesar de não ser em princípio o correcto, concordo com implementarem a medida de cortarem tudo.

 

Sim eu percebo isso. Não há nada com um jogador ser do próprio clube, pois pode sempre vir a ganhar algum dinheiro. Agora há sempre um ou outro empréstimo que acaba por revelar-se decisivo. Se agora o Adrien (ou JM por exemplo), pudesse ser emprestado dirias logo que sim :mrgreen:

 

A situação de não puder jogar contra o clube mãe é que para mim não faz sentido. E para o próprio jogador pode ser negativo, já que nesse jogo outro pode fazer uma boa exibição e perder o lugar no 11.

Mas isto cheira-me que daqui a uns tempos volta a alterar.

 

Não o aceitava, apenas se não tivessemos reforçado bem a posição no mercado, e isto é o que sempre digo. Sabes porquê? Porque, por exemplo, podia vir tapar o Pedro Nuno, que é um gajo promissor e joga mais ou menos a mesma função do meio campo. Prefiro ter esse a jogar, porque pode no futuro tornar-se num bom jogador e contribuir para nós desportivamente e/ou financeiramente.

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Eu teria muito a responder ao que já foi dito neste tópico. Mas é chover no molhado. Todos sabem qual a minha posição sobre o assunto.

 

Vou apenas identificar a forma como eu acho que um clube pode gerir a sua equipa profissional, perseguindo o sucesso do clube com ambição e sem se contentar com objetivos medíocres. E não utilizando empréstimos de jogadores de clubes mais poderosos e que participam nas mesmas competições.

 

O plano fundamental é a formação de jogadores. Mas é a formação a sério. A formação que não termina quando os jogadores passam a séniores. Aquela formação que compreende a integração dos jogadores nas equipas principais e que lhes dá condições para evoluir como deve ser. Bem sei que muitos dirão que os bons jogadores são recrutados desde muito cedo pelos 3 grandes. Que fora desse universo nada se aproveita. Não concordo. Acho que é possível trabalhar em condições para poder produzir em meia dúzia de anos jogadores como João Vieira Pinto, Nuno Gomes, Pedro Emanuel, Jorge Silva, Mário Silva, Martelinho, Litos, Delfim, Almani Moreira, Petit, Bosingwa, Raúl Meireles, Ricardo Sousa, Filipe Anunciação, Ricardo Silva, Ricardo Costa... É fácil? Não! É possível? Sim!

 

O segundo plano importante é estar atento ao mercado nacional. Para lá dos 3 grandes e, até, em equipas dos escalões inferiores há muita qualidade. Sempre houve. É necessário trabalhar, descobrir essa qualidade e integrar os jogadores na filosofia do clube. É possível na tal meia dúzia de anos recrutar jogadores cá dentro como Ricardo, Quevedo, Luís Manuel, Tavares, Hélder Baptista, Emanuel, Frechaut, Elpídio Silva, Mário Loja, Pedrosa, Cafú, Éder Gaúcho ou Faye Fary. É fácil? Não! É possível? Sim!

 

Mas isto não chega. Há que dar o tal acréscimo de qualidade ao plantel. Jogadores que marcam a diferença e que acrescentam experiência. Pode recorrer-se ao estrangeiro e contratar criteriosamente um William, um Ayew, um Alexandre Goulart, um Paulo Turra ou um Ávalos. Mas há também o mercado dos jogadores que não cabem no plantel dos grandes e que acabam por ser dispensados. Não é necessário ir buscá-los por empréstimo. Basta convencê-los que podem continuar a evoluir num projeto com sentido e ambicioso. E assim completar o plantel com um Timofte, um Erwin Sanchez, um Rui Bento, um Douala, um Jorge Couto, um Latapy, um Rui Óscar ou um Duda.

 

 

Com estes nomes todos fiz-vos lembrar alguma coisa? Pois é... Mas podia dar mais um ou dois exemplos do que está a acontecer em Braga ou do que aconteceu em Belém (infelizmente por pouco tempo). Acreditem: dá-me mais gozo um apuramento para as competições europeias e a diminuição das diferenças para os grandes potenciando a qualidade de um Ruben Amorim, um Rolando, um André Almeida, valorizando um Eliseu, um César Peixoto, um Lima ou um Wéldon do que fazê-lo com o Rui Fonte ou até um Miguel Rosa do qual temos apenas 10%.

 

O que não quero, de todo, é situações destas:

 

Dálcio, avançado português de 19 anos, vai continuar a evoluir no Belenenses na próxima temporada. O clube do Restelo chegou a acordo com o Benfica para a renovação do empréstimo por mais um ano.

 

A notícia é avançada este domingo pelo jornal A Bola e confirma as excelentes relações entre os dois emblemas de Lisboa.

 

Após uma passagem pelos escalões de formação dos azuis, Dálcio chegou à equipa principal do Belenenses e não desiludiu, chamando a atenção do Benfica que avançou de imediato para a contratação do internacional sub-19 português.

 

No Restelo, Dálcio fez 19 jogos oficiais embora tenha apontado apenas um golo.

 

Envergonha-me...

Editado por Descartes

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Excelente post Descartes, e concordo contigo. É óbvio que isso é possível, demora algum tempo e claro muito scouting (se bem que hoje em dia olheiros é o que não falta, até nas nossas divisões secundárias. Alguns jogadores não subirem logo é que devia ser caso de estudo. O João Afonso já espalhava magia por Castelo Branco desde os 18 anos, e se porventura nunca tivessem subido ao CNS não sei...ás tantas ainda estava por lá).

A questão dos empréstimos tal como referi anteriormente tem de ser pontual, e alguém que faça realmente a diferença. Infelizmente muitas vezes alguns desses jogadores nem são melhores aos da formação, é recorrente.

Se for possível um plantel sem emprestados melhor. Valoriza-se os elementos que compõem o plantel não só desportivamente como numa futura transferência.

 

Acerda das percentagens dos passes, só se for pelo menos 50% do passe.

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Pessoalmente, penso que o futebol português beneficiaria com a proibição dos empréstimos.

 

Não havendo lugar a isso, não vejo com maus olhos o facto de proibir a sua utilização contra os clubes que os emprestam. Pelo menos não há lugar a constipações e 5ºs amarelos em vésperas desses jogos.

 

Em todo o caso, os pequenos têm sempre autonomia para rejeitar qualquer empréstimo e construir um projecto sem eles.

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