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A RTP está a encher as noites de séries portuguesas e daqui a cinco anos quer exportá-las.

Publicações recomendadas

Citação de Carmelo Anthony, há 34 minutos:

Auga Seca na HBO España e HBO Portugal. Agora que passa no streaming vai toda a gente dizer que gosta muito 🍿

 

Fui acompanhando na RTP e até gostei, mas notei algumas falhas a nível de consistência (tenho ideia que mais nos dois primeiros episódios, por exemplo uma cena que dois personagens estão ao telefone e quem conhece a zona sabe que um está na rua mesmo por baixo do prédio onde está o outro). Acho que houve um excesso de caracterização nalgumas personagens (a do Adriano Luz, por exemplo). 

E o final foi assim um pouco bruto com muito por explicar...

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Citação de O Pastel, Em 06/03/2020 at 18:05:

Fui acompanhando na RTP e até gostei, mas notei algumas falhas a nível de consistência (tenho ideia que mais nos dois primeiros episódios, por exemplo uma cena que dois personagens estão ao telefone e quem conhece a zona sabe que um está na rua mesmo por baixo do prédio onde está o outro). Acho que houve um excesso de caracterização nalgumas personagens (a do Adriano Luz, por exemplo). 

E o final foi assim um pouco bruto com muito por explicar...

Vinha cá perguntar se alguém já tinha visto para saber se valia a pena ver.

Guess not 🤷‍♂️

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olhem eu instalei a RTP play na tv e está a compensar. tem muito conteudo, mais e menos antigo, que enchem as tardes de quarentena. Tudo à borliu. Ando a ver o Conta-me como foi. Quando deu na altura eu acompanhei (e espaçadamente) a primeira temporada e depois perdi o fio à meada. Estou a repor para ver a nova temporada.

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“5 Para a Meia-Noite” com Inês Lopes Gonçalves, ficção nacional e Saramago na nova grelha da RTP

Inês Lopes Gonçalves vai para o lugar de Filomena Cautela. "Sexta às 9" vai estar novamente no ar. Fábio Porchat fará viagem do Nobel português. Descubra as novidades conhecidas nesta quinta-feira.

O 5 Para a Meia-Noite, um dos formatos de maior sucesso da estação pública de televisão, está de regresso a 15 de outubro para a 17ª temporada, anunciou a RTP nesta quinta-feira ao fim da tarde, num evento realizado no teatro Capitólio, em Lisboa, e transmitido pela internet. A apresentadora será Inês Lopes Gonçalves, que esteve ao lado da anterior anfitriã, Filomena Cautela, entre 2016 e a última emissão, a 25 de junho.

Inês Lopes Gonçalves era desde há muito dada como certa à frente do “5”, como também é conhecido o talk show das quintas-feiras ao fim da noite. “Está muito bem entregue”, referiu Filomena Cautela durante o evento do Capitólio. “Sei que ninguém esperava, vou ser eu a próxima apresentadora”, ironizou Inês Lopes Gonçalves. “Espero estar à altura de cuidar deste programa”, acrescentou.

Além desta, foram divulgadas outras novidades da grelha da RTP1 para os próximos meses, algumas das quais já vinham sendo faladas nos últimos meses. Há séries que se baseiam em factos reais e em livros de escritores célebres do século XX português; há novos formatos de informação, incluindo o substituto de Prós e Contras; e há também um formato com ensaios de artistas da música ligeira.

O programa de jornalismo de investigação Sexta às 9, de Sandra Felgueiras, vai estar novamente no ar a partir do dia 18 e na primeira emissão terá novidades sobre o caso do desaparecimento de Madeleine McCann, referiu António José Teixeira, diretor de informação da empresa.

O centenário do nascimento de José Saramago, que se assinala a 22 de novembro de 2022, parece começar a ter reflexos já este ano na programação da RTP, incluindo num formato que se estreia em novembro com o humorista brasileiro Fábio Porchat, que se propõe fazer a Viagem a Portugal tal como a narrou em livro o Nobel português.

O concurso musical The Voice Portugal regressará com um terceiro anfitrião (além de Vasco Palmeirim e Catarina Furtado): será o “apresentador digital” Fábio Lopes, o Conguito. “A minha missão será mostrar o que se passa nos bastidores, com uma grande vertente nas redes sociais”, explicou Fábio Lopes.

A partir de 6 de outubro a emissão da tarde da RTP1 será transmitida em alta definição, anunciou José Fragoso, diretor de programas da RTP1 — que agradeceu à administração da empresa a “liberdade criativa”. Herman José vai continuar Cá Por Casa, mas com novo cenário.

A apresentação do evento esteve a cargo de Catarina Furtado, Vasco Palmeirim e Filomena Cautela, segundo a qual as novidades vão “da mais imaginativa ficção à mais imparcial informação”. Rita Marrafa de Carvalho, Sílvia Alberto e várias caras conhecidas juntaram-se ao evento.

A nível da cobertura de eventos desportivos, ficou a saber-se da transmissão da Volta a Portugal em Bicicleta a partir da próxima semana e do Campeonato Mundial de Andebol em janeiro, informou o diretor-adjunto de informação Hugo Gilberto, segundo o qual os programas de comentário futebolístico vão continuar sem “polémicas inventadas nem impropérios”.

Mais perto do fim do evento foi divulgado que a RTP está a trabalhar na adaptação de O Códex 632, um dos romances de José Rodrigues dos Santos, jornalista histórico da casa e um dos ficcionistas portugueses de maior êxito. A ideia remonta a 2008, disse José Rodrigues dos Santos, e a produção estará a cargo da produtora SP, mas só agora está a ser escrito o guião.

As novidades estão repartidas por cinco áreas: ficção, documentário, música, informação e entretenimento. Nem todas têm ainda datas concretas de exibição. Conheça o que de mais importante foi anunciado.

Crónica dos Bons Malandros

Regresso ao início da década de 80 e ao imaginário de Mário Zambujal, jornalista e escritor que em 1983 assinou o romance homónimo agora adaptado por Mário Botequilha e Jorge Paixão da Costa. Com Joana Barrios, Joana Pais de Brito, José Fidalgo, José Raposo, Manuel Marques e Rui Unas, entre outros. Um bando de insólitos assaltantes prepara um espetacular assalto ao Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa. São oito episódios.

Doce

Sim, o boato sexual com mais de 30 anos que envolveu a cantora Laura, das Doce, e o futebolista Reinaldo, do Benfica, vai ser abordado na série Doce, de Patrícia Sequeira, que a RTP se prepara para exibir. Pelo menos, foi o que uma das atrizes garantiu ao Observador há alguns meses. Há um filme, intitulado Bem Bom, a estrear nos cinemas a 26 de novembro, mas a série vai mais além e entra na vida pessoal do quarteto feminino que marcou a música portuguesa na primeira metade da década de 1980.

O Ano da Morte de Ricardo Reis

Um dos mais celebrados romances do Nobel José Saramago é agora adaptado ao pequeno numa série com autoria e realização de João Botelho (tendo também uma versão cinematográfica, com estreia em sala marcada para 1 de outubro). “1936 é o ano de todos os perigos, do fascismo de Mussolini, do nazismo de Hitler, da terrível Guerra Civil espanhola e do Estado Novo em Portugal, de Salazar”, diz a sinopse. “Fernando Pessoa, o criador, encontra Ricardo Reis, a criatura. Duas mulheres, Lídia e Marcenda são as paixões carnais e impossíveis de Ricardo Reis.”

Ordem Moral

Série de três episódios baseados na história verídica de Maria Adelaide Coelho da Cunha, herdeira e proprietária do Diário de Notícias, que foge para se juntar a um homem 26 anos mais novo e terá de enfrentar “consequências dolorosas e moralmente devastadoras” — uma história que, aliás, já deu um romance: Doida Não e Não!, de Manuela Gonzaga. Com realização de Mário Barroso e autoria de Carlos Saboga, a série inclui os atores Albano Jerónimo, Ana Bustorff, Ana Padrão, Isabel Ruth, Maria de Medeiros e Miguel Borges.

O Atentado

Estreia-se na próxima quarta-feira, 16, com argumento de Francisco Moita Flores e realização de Jorge Paixão da Costa. Baseia-se em factos reais: o atentado contra Oliveira Salazar em 1937. O argumentista investigou durante quatro anos os arquivos da Polícia Judiciária e da PIDE, a polícia política do Estado Novo.

Herdeiros de Saramago

Foi divulgada no início do mês e já teve direito a exibição parcelar no festival de cinema IndieLisboa 2020: uma série documental de 11 episódios com um “retrato íntimo e afetivo” dos escritores de língua portuguesa distinguidos com o Prémio Literário José Saramago, como João Tordo, Adriana Lisboa, Ondjaki ou Paulo José Miranda. Autoria de Carlos Vaz Marques e realização de Graça Castanheira.

[excerto publicado no Facebook de Herdeiros de Saramago]

Histórias do Fado

“Percorremos a cidade de Lisboa à boleia do fado, parando pelo caminho para desvendar os seus mitos e lendas e também para o cantar onde calhar, com toda a alma de um povo”, lê-se no resumo. “Em cada programa, o nosso convidado atravessa a memória da cidade de Lisboa para descobrir de quantas formas se pode sentir o fado.” Realizado por João Afonso e Nuno Peleira, é uma ideia original de Ana Martins, Francisco Andrade, Catarina Pinheiro, Francisco Borges e Nuno Peleira.

Eléctrico

Nova temporada de 20 episódios de um programa de música ao vivo que surgiu em 2019 numa parceria entre a estação pública e rádio Antena 3. Uma vez por semana, Vanessa Augusto e Henrique Amaro são cicerones de vários géneros musicais e diferentes gerações de músicos e intérpretes. Carlão, Plutónio, Richie Campbell, Lena d’Água, Capicua, The Gift, Salvador Sobral, Ana Moura, Camané, Carolina Deslandes, Moullinex, Miguel Ângelo, GNR, Bonga, Paulo Flores e Clã são apenas alguns dos convidados.

Ensaia Comigo

A 18 de setembro, às 22h45, chega um novo programa em que o rapper Boss AC recebe artistas para ensaiarem com ele e a sua banda. “Os convidados são artistas conceituados do panorama musical português, dos mais diversos géneros e gerações e é nesse ecletismo que está a riqueza deste formato inovador”, de acordo com a RTP. Entre os participantes contam-se Simone de Oliveira, Rui Veloso, Toy, Marisa Liz e Fernando Ribeiro.

Depois do Crime

A jornalista Rita Marrafa de Carvalho propõe-se mostrar “versões nunca antes contadas” de “três crimes de sangue que chocaram”. Nesta série documental é a vez de falarem os que sobreviveram, os que investigaram, os protagonistas esquecidos. A saber: o caso de abuso sexual que envolveu o padre Frederico, o crime de Luís Miguel Militão em Fortaleza, no Brasil, e o massacre na Praia do Osso da Baleia.

Primeira Pessoa

A moderadora do debate semanal Prós e Contras tem um novo projeto: Fátima Campos Ferreira passa a fazer entrevistas semanais regulares com “abordagens distintas e plurais de diferentes figuras da sociedade, enriquecidas por enquadramentos cenográficos significativos e únicos.” São “conversas construídas a partir da narrativa pessoal do entrevistado”. Programa quinzenal, a partir de 12 de outubro, às 21h00.

É Ou Não É?

E se é o Prós e Contras se vai despedir dos espectadores (numa última emissão a 28 de setembro), agora entra em cena É Ou Não É?, com o jornalista Carlos Daniel (um dos diretores-adjuntos de informação da RTP). O “novo grande debate” da RTP1 passa todas as terças à noite e convida “especialistas e comentadores” para “tratar dos assuntos nucleares do presente – saúde, educação, justiça – mas também dos desafios com que o futuro nos interpela já, designadamente o tecnológico e o ambiental”, informou a estação pública.

Sem Fronteiras

A portuguesa Beatriz Gosta vai andar pela Galiza e o galego Javier Varela vai dar a conhecer o norte de Portugal. Esta é a troca e o diálogo que marcam a apresentação e o conteúdo de Sem Fronteiras, um formato de 12 episódios, ao estilo visita guiada com registo de reportagem etnográfica. A semelhanças entre pessoas e costumes são apenas o ponto de partida.

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Citação de Black Hawk, há 7 minutos:

Codex 632? Ora fds, já não bastava o Canal de História a inventar palermices...

Tomás trincou um pedaço de peixe, pareceu-lhe abrótea, temperada pelo líquido branco do caldo. 

"Porque razão é branca a sopa?", admirou-se ele. "Não é feita de água?"

"Leva água, mas também leva leite." 

"Leite?"

"Sim", assentiu ela. Parou de comer e fitou-o com uma expressão insinuante. "Sabe qual é a minha maior fantasia de cozinheira?" 

"Hã?"

"Quando um dia for casada e tiver um filho, vou fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas." 

Tomás quase se engasgou com a sopa. 

"Como?" 

"Quero fazer uma sopa de peixe com o leite das minhas mamas", repetiu ela, como se dissesse a coisa mais natural do mundo. Colocou a mão no seio esquerdo e espremeu-o de modo tal que o mamilo espreitou pela borda do decote. "Gostava de provar?"

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Citação de Black Hawk, há 7 horas:

Codex 632? Ora fds, já não bastava o Canal de História a inventar palermices...

Obra literária de JRS é tão credível do ponto de vista científico e histórico como a de Dan Brown, não acho que as pessoas a levem à letra.

De resto até gosto da ideia de adaptar a Saga Tomás Noronha à televisão, e tendo em conta as tiragens estrondosas que JRS tem num mercado literário tão fraco (a nível de vendas) como o nosso também não devem faltar espetadores.

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