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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Quando se fala de Salazar fala-se quase sempre da PIDE e afins, o problema é que raramente ouve-se falar de Salazar. Fala-se muito do 25 de Abril, de cravos, dos heróis de Abril, mas pouco se fala da Ditadura mais longa da europa. Do que se fala parece que foram 5-10 anos. O que acaba por ficar é que não se podia falar, as pessoas não se podiam juntar, que os jovens foram para a guerra em áfrica e que as pessoas viviam com mais segurança e mais tranquilas. A pobreza extrema no meio rural, o sub-desenvolvimento, o terror das famílias despedaçadas pelas guerra ficam de fora. Basta ver que ainda hoje o ex-combatente é desprezado.

Há 3-4 anos o meu pai foi ao museu militar em santa apolónia e havia zero ou perto disso da guerra do ultramar. 

Continuamos a achar que apagar essa época e glorificar o 25 de abril é a melhor política, quando na realidade glorificar heróis sem lhes dar matéria cria um vazio absoluto, sendo que para os jovens de hoje em dia, nascidos de pais que pouco se lembram da ditadura, o 25 de Abril é pouco mais que nada.

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Citação de ElliotReid13, há 4 horas:

O que?? Lá vou eu fazer de advogado do diabo, mas nunca vi falar do Salazar nos media sem se falar em presos políticos e ultramar na mesma frase. Aliás, eu nunca vi falar-se do Salazar e chamar a atenção para as condições que o levaram ao poder e a chegar ao estatuto a que chegou. Houve o Jaime Nogueira Pinto que tentou amenizar a imagem dele e mais ninguém (que me recorde).

Há uma suavização quando se responsabiliza mais a PIDE do que o próprio Salazar. Em relação aos presos políticos quase não se mencionam os números e normalmente quando se fala em números eles estão limitados ao Portugal europeu e não se inclui as colónias. No meio disto tudo o problema é, mais uma vez, dos comentadores, onde incluo principalmente os que estão mais ligados à esquerda, pois repetem sempre a mesma coisa. Quando alguém diz que a responsabilidade é mais da PIDE eles não sabem argumentar contra porque estão com o discurso formatado. Quando se fala do ouro nos cofres só sabem dizer que o povo passava fome em vez de falarem do atraso estrutural de Portugal no fornecimento de energia, água, etc... Não sabem falar que o atraso industrial português se devia a politicas de compadrio e proteccionismo a algumas famílias

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Citação de Black Hawk, há 1 minuto:

Aquilo é o livro do Bolsonaro em fundo? 😄

Sim, que ela "escreveu" em 10 dias

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Citação de Mayday, há 1 hora:

The concentration camp was never the normal condition for the average gentile German. Unless one were Jewish, or poor and unemployed, or of active leftist persuasion or otherwise openly anti-Nazi, Germany from 1933 until well into the war was not a nightmarish place. All the "good Germans" had to do was obey the law, pay their taxes, give their sons to the army, avoid any sign of political heterodoxy, and look the other way when unions were busted and troublesome people disappeared.

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Mário Machado devia ir todos os dias à televisão (e não, não estou a brincar)

Repito, para os que acham que não leram bem: Mário Machado devia ir todos os dias à televisão. A todas as televisões. Porque só a exibição crua e massiva da debilidade das suas “ideias” e da fragilidade do seu “pensamento” é uma ferramenta eficaz para combater aquilo em que aparentemente acredita – “aparentemente” porque, a menos que consideremos que ter “um país que defende os idosos” e que “respeita a autoridade” é todo um programa político que devemos considerar como tal, não é possível descodificar uma linha de raciocínio estruturado no discurso de Mário Machado.

Por ter permitido exibir o vazio embaraçoso do líder da “Nova Ordem Social”, a TVI não só não é digna de censura, como é merecedora de aplauso. Não é preciso ser um génio para notar que Mário Machado é um epifenómeno localizado e um homem que, tendo sido condenado pela prática de crimes graves (pelos quais, diga-se, já pagou a sua pena e isso não deve ser esquecido), possui um potencial eleitoral situado ao nível do subsolo. Mas é preciso ser razoavelmente distraído para pensar que a melhor forma de combater ideais anti-democráticos é fingir que eles não existem, vedando-lhes  o acesso aos grandes outlets informativos e fazendo queixinhas à Entidade Reguladora da Comunicação.

Mário Machado não é um problema sério para a democracia portuguesa. Mas o universo em que habita quando não está nos estúdios da TVI é o maior dos desafios que a democracia enfrenta: o submundo das redes sociais como o Facebook ou o Youtube, e o das plataformas privadas utilizadas para a distribuição de desinformação, de que o WhatsApp é o exemplo maior, como o provou à saciedade o fenómeno Jair Bolsonaro no Brasil. O momento que teremos o nosso Bolsonaro (provavelmente mais jovem e mais urbano do que o novo presidente brasileiro) já esteve mais longínquo – e adivinhem onde ele vai nascer.

A melhor – embora não seja a única - forma de lutar contra os perigos que pululam levianamente nas redes sociais é trazê-los para a arena democrática, onde é possível fazer – como Manuel Luís Goucha fez, há que reconhecê-lo - o contraditório que lhes falta nas redes sociais. Não perceber isso é, como diria Jota Jota, conhecido pensador futebolístico, entender “bola” sobre o mundo em que vivemos.

Todos os dias são criadas novas páginas no Facebook que rapidamente atingem dezenas (ou centenas) de milhares de seguidores fiéis. Nelas, são violentamente propagados “valores” como o ódio racial, o desprezo pela democracia, pelas instituições e pelos políticos que temos. É um terreno sem regras: são fabricados memes com informação falsa, mas com um potencial viral sem limites; são escritos textos incendiários, talhados à medida de uma população descrente; são reveladas informações “escandalosas” sobre o passado e o presente alegadamente “corrupto” dos políticos, que nada têm de verdadeiro – ou, ainda pior, que partem de algo de verosímil para construir narrativas conspirativas cujo objetivo último é descredibilizar o menos mau dos sistemas conhecidos de governação.

Tudo isto está a acontecer à velocidade da luz em Portugal e no resto do mundo. Tenho participado em vários fóruns de reflexão internacional sobre o advento da era da desinformação, a delinquência ideológica que se multiplica nas redes sociais e as estratégias de combate a estas formas de expressão radicais que ameaçam a democracia. Se, na próxima conferência online (que é onde decorre a maioria destas discussões) informar os meus colegas de painel que em Portugal se montou um arraial público porque alguém com o perfil de Mário Machado foi convidado para um programa televisivo, todos farão um esforço para esconder um sorriso trocista. Porque todos, sem exceção, já cristalizaram a convicção de que a melhor – embora não seja a única - forma de lutar contra os perigos que pululam levianamente nas redes sociais é trazê-los para a arena democrática, onde é possível fazer – como Manuel Luís Goucha fez, há que reconhecê-lo - o contraditório que lhes falta nas redes sociais. Não perceber isso é, como diria Jota Jota, conhecido pensador futebolístico, entender “bola” sobre o mundo em que vivemos.

https://poligrafo.sapo.pt/fact-checker/artigos/mario-machado-devia-ir-todos-os-dias-a-televisao-e-nao-nao-estou-a-brincar

para quem não quer dar clicks

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Citação de Burkina2008, há 13 horas:

Eles estavam bem com aquele 0,07% 0.50% dos votos, nao incomodando ninguem...para que e que tivemos de "poke the bear"?

 

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Citação de Burkina2008, há 14 horas:

Faz agora uns dois ou tres anos que aqui neste forum se discutiu a exposicao da extrema direira.

A minha opiniao continua a ser a mesma e acho que cada vez mais valida. 

Devem existir mas nao lhes devem dar qualquer exposicao, nao devem ser convidados para programas, os media nao devem fazer noticia das suas manifestacoes (ou melhor, pequenos ajuntamentos), etc...

Pior do que irem ao programa do Goucha, e o facto de se discutir este topico. Isto apenas lhes da traccao e exposicao a um maior numero de eleitores. 

Tenho quase a certeza que 90% da populacao ha mais de um mes, nem sabia da existencia e ideias do PNR. Agora com a participacao nos coletes amarelos, esta m*rda do Goucha, etc... de certeza que infelizmente a mensagem chegou mais longe!

E ainda existem pessoas que pedem que se ilegalize o partido. Erro! Isso apenas os vai vitimizar com frases "Aqueles como x, estiveram presos e agora sao presidentes da camara, o nosso partido que nao cometeu qualquer crime, nem se pode apresentar a eleicoes" 

Eles estavam bem com aquele 0,07% dos votos, nao incomodando ninguem...para que e que tivemos de "poke the bear"?

Citação de Cannonball, Em 04/01/2019 at 22:48:

Não lhes dar uma plataforma para falar não é o mesmo que os proibir de falar. Eles podem falar de espancar pretos o que quiserem, não devem é ser convidados para o fazer na televisão.

Uma Duas palavras: redes sociais.

Editado por Rōnin

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Citação de Sumudica by Night, há 1 hora:

Vejam o que disse o Daniel Oliveira no Eixo do Mal.

Obrigado, agora estou estupidamente irritado e não consigo dormir.

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Vinha aqui falar nisso por acaso. E nem venham falar de reabilitação que há uns meses quis trazer um grupo de motoqueiros para Portugal.

Editado por ascom

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Citação de Sumudica by Night, há 11 horas:

Vejam o que disse o Daniel Oliveira no Eixo do Mal.

 

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E o RAP no governo sombra. Também sofreu bastantes represálias na altura em que meteram o cartaz no Marquês a gozar com o cartaz do PNR. 

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Ora, após a polémica com o Mário Machado e tudo isso, o Goucha, ou alguém por ele, entenderam que o assunto a abordar hoje seria... a castração química de pedófilos.

Isto nem contado 😁

Editado por Black Hawk

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Citação de Black Hawk, há 1 hora:

Ora, após a polémica com o Mário Machado e tudo isso, o Goucha, ou alguém por ele, entenderam que o assunto a abordar hoje seria... a castração química de pedófilos.

Isto nem contado 😁

está lá o Mário Machado betolas? (André Ventura)

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