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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Axadrezado, há 1 hora:

Saudades da dar os Maias na escola.
A professora a elogiar um colega, claramente leu o livro...e o crl só via a novela...

90% desta malta que está resmungar se calhar nem leu.

Eu li há uns anos o livro inteiro e nem sequer me lembro dessas passagens.

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Já apanhei um amigo meu a falar da obra com grande conhecimento de causa. Andámos juntos na escola e sei que ele nem sequer aqueles resumos que se vendiam ele leu.

E sei isto porque fui eu quem lhe fez um resumo da história na véspera lol

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Citação de andriy pereplyotkin, há 3 minutos:

A exposição de um tema em ambiente académico tem um propósito de debate interno que não é necessariamente de exposição ao público, precisamente para que não sejam feitas análises literais e simplistas. A relação não é um mero "as paredes são negras e feias" é racismo. É preciso analisar o conteúdo desse paper no âmbito daquela área de estudos, onde certamente a análise das descrições é um dos recursos utilizados. A leitura desse zé é, lá está, simplista. Daí que o acuse de desonestidade. Desculpa, não sei explicar isto de forma mais clara.

Ironicamente diria que ele sofre do que a acusa: foi à procura de justificação para o que queria dizer. Da próxima recomendo que vá à procura de contraditório e fale com quem fez o trabalho em vez de desatar a retirar as próprias conclusões.

Sobre a posição dela: na altura defendeu a retirada d'Os Maias dos currículos? Defendeu alguma coisa que não esteja a defender agora? É como disse, os trabalhos académicos (particularmente nas ciências sociais) carecem de debate e maturação. Ela produziu um material. Apresentou-o aos colegas, terão discutido e aprofundado o tema. Agora apresenta conclusões daquilo que fez.

Se o ponto dela é válido, fiquemos por aí. Estamos a discutir cenários hipotéticos em vez de discutirmos uma proposta muito clara.

 

Já lá vão mais de 10 anos mas do que me recordo esse é um dos grandes focos da análise à obra. O Ega como metáfora para os males da sociedade da altura.

Desculpa, mas continuo sem perceber o teu ponto. A apresentação dela chama-se literalmente "Is Eça de Queiroz The Maias (1888) a racist novel?". A mesma apresentação, segundo o que foi noticiado (não arranjo o paper em si), começa com “A perceção e a representação de pessoas negras n’Os Maias’ dependem de agressão, desumanização e degradação. O meu objetivo é analisar a linguagem usada por Eça de Queiroz para se referir às pessoas negras, através das personagens, narração, discurso e escolha de palavras, entre outras abordagens estilísticas”. Quando ela pega em cenas como "as paredes são negras e feias", utiliza-as para provar o seu ponto. Não há qualquer desonestidade em demonstrar que este tipo de metáforas não têm ponta de racismo.

Ela defendeu que a obra d'Os Maias é um romance racista. Esta é literalmente a tese dela, mas claro era difícil. E foi isso que o autor desse artigo tratou de rebater. A história da contextualização histórica no ensino veio depois.

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Citação de Elvis, há 7 minutos:

Desculpa, mas continuo sem perceber o teu ponto. A apresentação dela chama-se literalmente "Is Eça de Queiroz The Maias (1888) a racist novel?". A mesma apresentação, segundo o que foi noticiado (não arranjo o paper em si), começa com “A perceção e a representação de pessoas negras n’Os Maias’ dependem de agressão, desumanização e degradação. O meu objetivo é analisar a linguagem usada por Eça de Queiroz para se referir às pessoas negras, através das personagens, narração, discurso e escolha de palavras, entre outras abordagens estilísticas”. Quando ela pega em cenas como "as paredes são negras e feias", utiliza-as para provar o seu ponto. Não há qualquer desonestidade em demonstrar que este tipo de metáforas não têm ponta de racismo.

Ela defendeu que a obra d'Os Maias é um romance racista. Esta é literalmente a tese dela, mas claro era difícil. E foi isso que o autor desse artigo tratou de rebater. A história da contextualização histórica no ensino veio depois.

Imagina que eu decido abrir uma discussão no CMPT sobre a participação do @andriy pereplyotkin. Intitulo o tópico "É a participação do @andriy pereplyotkin negativa para a comunidade?" e decido apresentar tópicos com pontos de vista para servirem de guia para a discussao.

Num deles refiro que "o vocabulário utilizado pelo utilizador é demasiado técnico, o que dificulta a percepção dos restantes utilizadores e torna a sua participação negativa".

Não estou a dizer que a participação do @andriy pereplyotkin é negativa; estou apenas a lançar uma perspetiva que será alvo de interpretação e análise pelos participantes na discussão. É uma hipótese académica que seria certamente refutada, pois a participação dele não é negativa, mas alguém mal intencionado poderia pegar naquela citação e vir dizer "Vêem? O Black Hawk diz que a participação dele é prejudicial para o fórum!".

Editado por Black Hawk

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Citação de Black Hawk, há 1 minuto:

Imagina que eu decido abrir uma discussão no CMPT sobre a participação do @andriy pereplyotkin. Intitulo o tópico "É a participação do @andriy pereplyotkin negativa para a comunidade?" e decido apresentar tópicos com pontos de vista para servirem de guia para a discussao.

Num deles refiro que "o vocabulário utilizado pelo utilizador é demasiado técnico e pouco comum, o que dificulta a percepção dos restantes utilizadores e torna a sua participação negativa".

Não estou a dizer que a participação do @andriy pereplyotkin é negativa; estou apenas a lançar uma perspetiva que será alvo de interpretação e análise pelos participantes na discussão. É uma hipótese académica que seria certamente refutada, pois a participação dele não é negativa, mas alguém mal intencionado poderia pegar naquela citação e vir dizer "Vêem? O Black Hawk diz que a participação dele é prejudicial para o fórum!".

O teu trabalho não tem conclusão?

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Citação de Axadrezado, há 2 horas:

Saudades da dar os Maias na escola.
A professora a elogiar um colega, claramente leu o livro...e o crl só via a novela...

Eu não me lembro de ter dado os Maias na escola, agr se é a minha memoria q é uma m*rda ou se de facto a minha prof cagou no programa e não nos apresentou essa obra não sei. Aposto mais na segunda

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Citação de Kendrick Lmao, há 3 minutos:

Eu não me lembro de ter dado os Maias na escola, agr se é a minha memoria q é uma m*rda ou se de facto a minha prof cagou no programa e não nos apresentou essa obra não sei. Aposto mais na segunda

podes ter dado o ano da morte de Ricardo Reis ou o memorial do convento. Nem sempre se dava os Mais, iam alternando com outras obras.

Continuo na minha há muitos anos: deviam dar o Sinais de Fogo do Jorge de Sena na escola.

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Citação de Puto Perdiz, Agora:

podes ter dado o ano da morte de Ricardo Reis ou o memorial do convento. Nem sempre se dava os Mais, iam alternando com outras obras.

Continuo na minha há muitos anos: deviam dar o Sinais de Fogo do Jorge de Sena na escola.

Ya o memorial do convento dei, mas tinha ideia q os Maias era do 11º 

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Citação de Kendrick Lmao, há 2 minutos:

Ya o memorial do convento dei, mas tinha ideia q os Maias era do 11º 

pelo que me lembro: memorial e maias 11º. No 12º  era o ano da morte de ricardo reis e outro qq.

Editado por Puto Perdiz

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Citação de Puto Perdiz, há 2 minutos:

pelo que me lembro: memorial e maias 11º. No 12º  era o ano da morte de ricardo reis e outro qq.

nop, memorial era 12º e maias 11º. eu dei os dois

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11º dei o Sermão e Frei Luis de Sousa (e amor de perdição?)

no 12º foi o memorial com praticamente metade do ano dedicado ao Fernando Pessoa

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Citação de Kendrick Lmao, há 12 minutos:

Ya o memorial do convento dei, mas tinha ideia q os Maias era do 11º 

Eu dei os Maias no 11º ano. 

Editado por Alexis Ren

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Maias é 11º, tb dei aí. No 12º acho que dei o ano da morte de ricardo reis.

mas lembro-me que no ano a seguir ao meu eles deram outro livro que não os Maias. (acho que foi a aparição do Vergílio Ferreira)

Editado por Puto Perdiz

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Dei Os Maias e o Memorial tbm, mas acho que há uma rotação, ou estou a confundir com o que sai no exame nacional?

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Citação de Kendrick Lmao, há 32 minutos:

Eu não me lembro de ter dado os Maias na escola, agr se é a minha memoria q é uma m*rda ou se de facto a minha prof cagou no programa e não nos apresentou essa obra não sei. Aposto mais na segunda

Também não tive os Maias na escola.

Mas li por mim quando andava no 8º ano.

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Citação de Puto Perdiz, há 25 minutos:

podes ter dado o ano da morte de Ricardo Reis ou o memorial do convento. Nem sempre se dava os Mais, iam alternando com outras obras.

Continuo na minha há muitos anos: deviam dar o Sinais de Fogo do Jorge de Sena na escola.

Word! Mas em Portugal é tudo muito púdico, ia ser bonito ler excertos nas aulas 😂

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Em 2002-2004 era Maias na 11 e Aparição no 12. Mas julgo que no 12 havia outra hipótese. O Saramago julgo que ainda não tinha entrado nessa altura.

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Citação de Pan, há 1 minuto:

Word! Mas em Portugal é tudo muito púdico, ia ser bonito ler excertos nas aulas 😂

é um bom livro, e agora até está no plano de leitura nacional.

"Põe-te a pau, antes que o pau se meta em ti"

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Citação de smashing_pumpkin , há 1 hora:

Em 2002-2004 era Maias na 11 e Aparição no 12. Mas julgo que no 12 havia outra hipótese. O Saramago julgo que ainda não tinha entrado nessa altura.

eu fiz o secundário 2003-2006 e já apanhei memorial no 12º sem maias no 11º mas ok já vi que é um sistema mais rotativo do que eu pensei

tb não tive de ir a exame nacional portanto caso Maias seja um tema de exame não sai prejudicado

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Citação de Elvis, há 2 horas:

Há doses e camadas de simbolismo, certíssimo. Ninguém discute o contrário e certamente que não falaste somente na história d'Os Maias na escola. O ponto é que se olhares com a lupa certa, consegues fazer um ponto para praticamente tudo. Considerar passagens como "crises de melancolia negra”, “negros de cólera”, escada escura e feia” e quartos “alegres, forrados de papéis claros” como um exemplo de racismo é precisamente o tipo de interpretação abusiva que para mim é mesmo estar à procura do ínfimo detalhe para validar um ponto. Não me parece que haja referências racistas recorrentes, há, isso sim, um outro comentário, provavelmente típico da altura, que estão lá para dar corpo ao texto e ajudar na caracterização da sociedade daquela época. Neste ponto, não me parece de todo incorrecto contextualizar que na altura se viviam tempos em que o racismo agressivo ainda era latente. Cheira-me é que haverá um forcing para seja dado um enfoque exagerado a este tema quando a obra pouco o menciona ou exibe.

Deixo o artigo do observador que li na altura que isto surgiu e com o qual concordo plenamente:

https://outline.com/jK9Usc

Eu considero que essas passagens servem mais para estabelecer a preconceção/instinto da época de que negro/escuro=negativo/inferior, enquanto branco/claro=positivo/superior.

De salientar que a associação de negro/escuro com feio não tem somente conotações estéticas; pois o racismo científico, muitas vezes, utilizava esse conceito como um sinal de superioridade das raças brancas sobre as raças negras, nomeadamente no que respeita a moralidade.

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Os Maias foi dos meus livros preferidos. 

O Memorial do convento só li o resumo e não percebi nada. 

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O livro do Saramago no 12º devia ser o Homem Duplicado para a malta em vez de ler o livro ver o filme do Denis Villeneuve.

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