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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Burkina2008, Agora:

Explica lá como fazias isso.

Digamos que eu tenho uma empresa com 1000 Accoes e que cada uma delas vale 1 Milhao de dollars. Como é que aplicavas essa teoria?

 

Citação de andriy pereplyotkin, há 34 minutos:

Tu estás certo em toda a leitura da realidade, só as conclusões é que depois fazem confusão. Não há aqui qualquer coisa errada se o rendimento do capital (que não serve necessariamente um fim e muitas vezes serve apenas para a acumulação e multiplicação do próprio) cresce de tal modo que o rendimento do trabalho sai sempre desvalorizado? Não fará sentido por exemplo aumentar as políticas de garantia de trabalho digno e criar políticas justas de taxação dos rendimentos de capital (quando, nomeadamente, não contribuem para a criação dos referidos postos)? É aqui que a coisa bate nos "bilionários", por exemplo.

A ideia de que literacia financeira e hábitos individuais podem resolver qualquer um destes problemas é mais desprovida de realidade do que qualquer ideologia que não salta do papel.

 

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Citação de andriy pereplyotkin, há 19 minutos:

Estás. Não propus uma inversão da lógica, propus políticas que obriguem o capital a ser utilizado, em parte, para a melhoria das condições de trabalho.

Tu no fundo estás a propor uma dupla tributação.

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Citação de andriy pereplyotkin, Agora:

 

 

Mas taxar o que? Os ganhos virtuais nao realizados? Como?

Este ano as accoes subiam 100% de preco, taxava-se, no ano seguinte desciam 80%, o estado devolvia o que tinha sido taxado no ano passado?

Se estas a falar de mais valias realizadas (accoes que valorizaram e foram vendidas) ela sao taxadas em media em Portugal acima do rendimento do trabalho... 

 

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Citação de andriy pereplyotkin, há 36 minutos:

Tu estás certo em toda a leitura da realidade, só as conclusões é que depois fazem confusão. Não há aqui qualquer coisa errada se o rendimento do capital (que não serve necessariamente um fim e muitas vezes serve apenas para a acumulação e multiplicação do próprio) cresce de tal modo que o rendimento do trabalho sai sempre desvalorizado? Não fará sentido por exemplo aumentar as políticas de garantia de trabalho digno e criar políticas justas de taxação dos rendimentos de capital (quando, nomeadamente, não contribuem para a criação dos referidos postos)? É aqui que a coisa bate nos "bilionários", por exemplo.

A ideia de que literacia financeira e hábitos individuais podem resolver qualquer um destes problemas é mais desprovida de realidade do que qualquer ideologia que não salta do papel.

Os rendimentos de capital são taxados e bem taxados. Eu sei que o termo "bilionários" aqui em PT pura e simplesmente não se aplica e que misturar trabalho com capital é errado, mas alguém que tenha rendimentos de capital paga 28% de IRS. 

  • Concordo! 1

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Citação de Tio Hans, há 2 minutos:

Tu no fundo estás a propor uma dupla tributação.

Que ate poderia ser feito, mas tinha de ter o inverso e quando fosse o estado a ter de devolver $, ia pedir emprestado a essas mesmas pessoas/empresas a quem deve $. Era um ano de crise e ou aumentavam brutalmente os impostos sobre o trabalho o estado ia a bancarrota. Epico.

Ninguem economistas da extrema esquerda defendem tal idiotice.

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Citação de Burkina2008, há 1 minuto:

Mas taxar o que? Os ganhos virtuais nao realizados? Como?

Este ano as accoes subiam 100% de preco, taxava-se, no ano seguinte desciam 80%, o estado devolvia o que tinha sido taxado no ano passado?

Se estas a falar de mais valias realizadas (accoes que valorizaram e foram vendidas) ela sao taxadas em media em Portugal acima do rendimento do trabalho... 

 

 

Citação de ElliotReid13, há 1 hora:

 

Certíssimo. No entanto, isso serve um duplo propósito: pot um lado, os bancos centrais têm políticas que tornam o dinheiro acessível quase de borla, o que é mais vantajoso do que pagar 30% sob a quantia necessária; e, também, executivos que vendam ações da própria empresa enviam sinais ao mercado que são muitas vezes vistos de forma negativa, e que abatem significativamente a valorização da empresa.

Pegando no que tinha dito quantos aos empréstimos, acho que a solução não será taxar mais as ações em bolsa, mas sim lutar por mais e maiores impostos sobre "IMI" (dependendo do país) sobre segundas, terceiras, e vigesimas quintas casas, carros, terrenos, heranças, valores emprestados acima de uma determinada quantia, etc. Não sou economista nem nada que se pareça, e posso estar a falar de cor, mas sabendo que as ações são algo difícil de taxar, tem que ser sobre a riqueza da propriedade e de capital líquido, IMO

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Citação de Burkina2008, há 3 minutos:

Que ate poderia ser feito, mas tinha de ter o inverso e quando fosse o estado a ter de devolver $, ia pedir emprestado a essas mesmas pessoas/empresas a quem deve $. Era um ano de crise e ou aumentavam brutalmente os impostos sobre o trabalho o estado ia a bancarrota. Epico.

Ninguem economistas da extrema esquerda defendem tal idiotice.

Eu sei que já existe nalguns casos. Dupla tributação ou impostos sobre impostos (p.e. IVA sobre o imposto sobre combustíveis). Mas é algo que me causa alguma urticária.

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Citação de Burkina2008, há 3 minutos:

Mas taxar o que? Os ganhos virtuais nao realizados? Como?

Este ano as accoes subiam 100% de preco, taxava-se, no ano seguinte desciam 80%, o estado devolvia o que tinha sido taxado no ano passado?

Se estas a falar de mais valias realizadas (accoes que valorizaram e foram vendidas) ela sao taxadas em media em Portugal acima do rendimento do trabalho... 

 

Taxar o quê? Taxar o que já se taxa. O que eu estou a propor é usar a taxação como incentivo à criação de bom emprego e boas condições de trabalho, beneficiando que o faz e vice versa.

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Citação de Sandes., há 1 minuto:

 

Pegando no que tinha dito quantos aos empréstimos, acho que a solução não será taxar mais as ações em bolsa, mas sim lutar por mais e maiores impostos sobre "IMI" (dependendo do país) sobre segundas, terceiras, e vigesimas quintas casas, carros, terrenos, heranças, valores emprestados acima de uma determinada quantia, etc. Não sou economista nem nada que se pareça, e posso estar a falar de cor, mas sabendo que as ações são algo difícil de taxar, tem que ser sobre a riqueza da propriedade e de capital líquido, IMO

IMI é complicado, porque existe varias maneiras de contornar a situacao, queres ter 3 casas, metes em nome dos teus filhos. Quem tem 5 ou 10 ou mais casas ja é investimento e nao pode ser tratado da mesma forma em termos de IMI ou o mercado de arrendamento ou aumenta significativamente as rendas ou desaparece (impostos sobre as empresas refletem-se sempre no consumidor).

Carros ja temos um dos impostos mais altos do mundo. Na Dinamarca existe imposto de luxo sobre carros, logo criou-se um mercado que metade dos carros sao matriculados na Alemanha ou na Suecia, tanto que esta planeado acabar com o imposto em 2030 (num espaco comunitario de livre circulacao é impossivel controlar algo assim). No final este imposto so ia afectar os incautos, quem tem mais dinheiro normalmente tem melhores artimanhas.

Herancas em bens liquidos faz sentido, acho que em Portugal nao existe em descendentes directos mas e aplicada a terceiros. Claro que isto tambem é facilmente contornavel (sobretudo again para quem tem mais dinheiro).

Emprestimos é contra-producente, na Alemanha apartir de meio do ano, vao ter juros negativos para quem tem mais de 100,000k na conta, o que acontece aqui tambem na Dinamarca. O que aconteceu é que existem agora centenas de milhares de contas com 99k e um grande inflow de dinheiro para paises vizinhos. O problema do capital é que se move sem problema.

Citação de andriy pereplyotkin, há 8 minutos:

 

Taxar o quê? Taxar o que já se taxa. O que eu estou a propor é usar a taxação como incentivo à criação de bom emprego e boas condições de trabalho, beneficiando que o faz e vice versa.

Again, nao percebo, se ja se taxa, porque é que queres taxar outra vez? Se propoes taxar acima do que se taxa agora, digo te a mesma coisa que ja referi. Eu rapidamente fecho a baiuca aqui e abro noutro pais.

Podes dar um exemplo em concreto para ver se percebo o que estas a dizer?

Citação de Tio Hans, há 10 minutos:

Eu sei que já existe nalguns casos. Dupla tributação ou impostos sobre impostos (p.e. IVA sobre o imposto sobre combustíveis). Mas é algo que me causa alguma urticária.

Sim mas o que ele esta a propor é taxar rendimentos duas ou tres ou mais vezes...enfim...

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Citação de Burkina2008, há 4 minutos:

Again, nao percebo, se ja se taxa, porque é que queres taxar outra vez? Se propoes taxar acima do que se taxa agora, digo te a mesma coisa que ja referi. Eu rapidamente fecho a baiuca aqui e abro noutro pais.

Podes dar um exemplo em concreto para ver se percebo o que estas a dizer?

Eu não quero taxar outra vez, que raio. Eu estou a propor benefícios fiscais (e portanto diferenciação) para a criação de emprego digno. Se calhar foi porque caíste a meio, mas aqui a discussão com o Elliot era sobre as falhas gerais do modelo e como (a meu ver) seria importante criar políticas que guiem o capital para o reinvestimento na melhoria das condições de trabalho. O que proponho é usar a política fiscal como incentivo, porque não vejo outra forma de o fazer.

Isto não é sobre o caso português, tanto que veio de uma discussão sobre bilionários.

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Citação de andriy pereplyotkin, há 1 minuto:

Eu não quero taxar outra vez, que raio. Eu estou a propor benefícios fiscais (e portanto diferenciação) para a criação de emprego digno. Se calhar foi porque caíste a meio, mas aqui a discussão com o Elliot era sobre as falhas gerais do modelo e como (a meu ver) seria importante criar políticas que guiem o capital para o reinvestimento na melhoria das condições de trabalho. O que proponho é usar a política fiscal como incentivo, porque não vejo outra forma de o fazer.

Isto não é sobre o caso português, tanto que veio de uma discussão sobre bilionários.

Continuo sem perceber bem como vais implementar tal coisa...

Como é que propoes medir "melhoria das condicoes do trabalho"?  Qual é o baseline? 

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Citação de Burkina2008, há 15 minutos:

IMI é complicado, porque existe varias maneiras de contornar a situacao, queres ter 3 casas, metes em nome dos teus filhos. Quem tem 5 ou 10 ou mais casas ja é investimento e nao pode ser tratado da mesma forma em termos de IMI ou o mercado de arrendamento ou aumenta significativamente as rendas ou desaparece (impostos sobre as empresas refletem-se sempre no consumidor).

Carros ja temos um dos impostos mais altos do mundo. Na Dinamarca existe imposto de luxo sobre carros, logo criou-se um mercado que metade dos carros sao matriculados na Alemanha ou na Suecia, tanto que esta planeado acabar com o imposto em 2030 (num espaco comunitario de livre circulacao é impossivel controlar algo assim). No final este imposto so ia afectar os incautos, quem tem mais dinheiro normalmente tem melhores artimanhas.

Herancas em bens liquidos faz sentido, acho que em Portugal nao existe em descendentes directos mas e aplicada a terceiros. Claro que isto tambem é facilmente contornavel (sobretudo again para quem tem mais dinheiro).

Emprestimos é contra-producente, na Alemanha apartir de meio do ano, vao ter juros negativos para quem tem mais de 100,000k na conta, o que acontece aqui tambem na Dinamarca. O que aconteceu é que existem agora centenas de milhares de contas com 99k e um grande inflow de dinheiro para paises vizinhos. O problema do capital é que se move sem problema.

Again, nao percebo, se ja se taxa, porque é que queres taxar outra vez? Se propoes taxar acima do que se taxa agora, digo te a mesma coisa que ja referi. Eu rapidamente fecho a baiuca aqui e abro noutro pais.

Podes dar um exemplo em concreto para ver se percebo o que estas a dizer?

Sim mas o que ele esta a propor é taxar rendimentos duas ou tres ou mais vezes...enfim...

Pois, é tudo complicado e os mais ricos arranjam sempre forma de escapar...tens alguma sugestão ou ideia do que poderia ser feito?

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Citação de Sandes., há 9 minutos:

Pois, é tudo complicado e os mais ricos arranjam sempre forma de escapar...tens alguma sugestão ou ideia do que poderia ser feito?

Tenho

Criar uma politica fiscal a nivel comunitario, com um organismo comunitario responsavel pela politica fiscal e o com autoridade para impor multas de forma consistente.

Um modelo de share profit com os colaboradores para empresas com mais de x pessoas (semelhante ao modelo frances)

Escalonar os impostos sobre mais valias de forma semelhante aos impostos sobre o trabalho

Impor um imposto elevado sobre transferencias para fora da area comunitaria que nao tenham como base a compra de bens. (Aqui provavelmente entrar num acordo com os paises da NAFTA, MERCOSUR e APEC)

 

Acho que todas estas medidas podiam ser aplicadas dado o poder economico e o tamanha do mercado da UE, mas so funciona com o primeiro ponto (que é extremamente importante para um modelo mais justo e equitativo).

E aqui atencao eu ao contrario de muitos desses magos do twitter, nao tenho verdades absolutas sobre como contornar o problema, mas sei que nao é com ideias extremas ou com solucoes simples.

Editado por Burkina2008
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Citação de Burkina2008, há 4 minutos:

Continuo sem perceber bem como vais implementar tal coisa...

Como é que propoes medir "melhoria das condicoes do trabalho"?  Qual é o baseline? 

Seria naturalmente um bicho de 7 cabeças, mas tu consegues definir critérios para a valorização de um emprego. Dos salários, à progressão dos mesmos, aos incentivos e prémios, às folgas, à valorização da própria contratação colectiva, etc.

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Citação de andriy pereplyotkin, há 1 hora:

Tu estás certo em toda a leitura da realidade, só as conclusões é que depois fazem confusão. Não há aqui qualquer coisa errada se o rendimento do capital (que não serve necessariamente um fim e muitas vezes serve apenas para a acumulação e multiplicação do próprio) cresce de tal modo que o rendimento do trabalho sai sempre desvalorizado? Não fará sentido por exemplo aumentar as políticas de garantia de trabalho digno e criar políticas justas de taxação dos rendimentos de capital (quando, nomeadamente, não contribuem para a criação dos referidos postos)? É aqui que a coisa bate nos "bilionários", por exemplo.

A ideia de que literacia financeira e hábitos individuais podem resolver qualquer um destes problemas é mais desprovida de realidade do que qualquer ideologia que não salta do papel.

Certo, mas essa acumulação significa o quê em concreto? Ou melhor, qual deveria ser aqui a alternativa? A riqueza acumulada não herdada advém de bons investimentos. Essas pessoas deveriam ser proibidas de fazer novos investimentos após atingir um limite qualquer de património? Deveriam ser impedidas de gerir o seu património de forma defensiva, e não o deixar à mercê da inflação ou má gestão de fundos? Eu vejo uma tentativa generalizada de pintar milionários e bilionários como sendo acumuladores e exploradores e, por conseguinte, não merecedores da sua riqueza ou do seu lugar na sociedade. Mas a verdade é: quantos deles estão envolvidos, de uma forma ou de outra, em filantropia? Quanto do financiamento para a investigação não vêm de dotações diretas ou fundações como a Champalimaud? Os avanços tecnológicos que permitem hoje que um pobre tenha uma vida melhor que a nobreza há 100 ou 200 anos (educação, cuidados de saúde, comodidade, alimentação, etc), quanto disso teria sido possível sem personalidades individuais munidos dos fundos e da vontade de dar o seu contributo? 

Depois, as políticas de garantia de um trabalho digno e a taxação - eu concordo contigo, há trabalho a fazer, mas o problema não está no sistema a meu ver, mas sim nos abusos que são feitos dele. No papel, todas as fontes de rendimento são taxadas, mas há advogados bem pagos e políticos coniventes que permitem que as diversas leis que vão sendo criadas tenham sempre algum tipo de loophole que as leva a ser contornadas. Problema também de quem comenta os assuntos pela rama e manda umas bojardas sempre que saem notícias sobre o tema, sem nunca explorar um pouco mais sobre o assunto e tentar perceber o porquê de isso acontecer.

Ainda assim, uma nota nas condições de trabalho digno. Na verdade, duas:

  • A primeira tem a ver com o facto de as "condições dignas" partirem de uma linha abstrata, que se move com o tempo - as condições médias de trabalho são hoje mais dignas do que eram há 20 anos, muito mais dignas do que eram há 40, e incomparáveis com o que eram há 60. Uma das vantagens do capitalismo é que, na busca pelo lucro, estão sempre a ser lançados novos negócios por parte dos privados e que levam, por um lado, à criação de emprego e maior competitividade no mercado de trabalho e, por outro lado, à resolução de problemas do nosso quotidiano que vão sendo resolvidos e tornam a nossa vida mais confortável
  • Segunda nota tem a ver com a ver simplesmente com a dinâmica da oferta e procura. Um tipo que fez um curso de comunicação ou outro curso qualquer com pouca saída, e que se juntou aos outros milhares de diplomados na mesma área vai competir com todos esses por meia dúzia de oportunidades. A esmagadora maioria, que não consegue colocação na área, vai para a caixa dos indiferenciados em funções que não exigem mais do que dois braços, duas pernas e uma boca. Em simultâneo, existem centenas de empresas à procura de malta qualificada em IT e cuja oferta é muito reduzida,  o que obriga essas empresas a aumentar salários, flexibilizar horários, distribuir prémios, etc. A dinâmica é exatamente a mesma mas, dependendo de em qual dos lados cada um de nós está, vamos estar mais ou menos satisfeitos com a realidade

Posto isto, é possível atuar aqui de várias formas. A primeira, é adaptar o sistema educativo ao século xxi, e formar de acordo com as necessidades do mercado e não dar diplomas que não valem nada apenas para as estatísticas. A segunda, é procurar formas de incentivar a criação de emprego e isso pode ser feito de várias formas, umas agradáveis à esquerda, outras à direita - baixar impostos, criar redes de segurança, disponibilizar linhas de crédito próprias, etc. A terceira é colocar imposições o que, dependendo da razoabilidade dessas, pode levar a que seja mais vantajoso arriscar e investir numa ideia lá fora, do que ficar aqui sob o crivo de um Estado autoritário e imprevisível, onde empreendedores são heróis enquanto são pobres, depois passam a ladrões e exploradores quando finalmente são bem-sucedidos. 

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Citação de andriy pereplyotkin, há 2 minutos:

Seria naturalmente um bicho de 7 cabeças, mas tu consegues definir critérios para a valorização de um emprego. Dos salários, à progressão dos mesmos, aos incentivos e prémios, às folgas, à valorização da própria contratação colectiva, etc.

Existe um modelo semelhante embora incida sobre a descriminacao (ou a nao-descriminacao) e o incentivo nao é tanto a nivel de impostos mas na participacao de contratos publicos, na Africa do Sul (chama-se BEE).

É um tema menos complexo do que o que mencionas acima, porque basicamente incide sobre quotas...é um desastre. A legislacao é tao complexa  e aumentada todos os anos que existem empresas que se especializam em como contornar a legislacao. E estamos a falar de uma coisa que comecou a ser implantada ha 15 anos num unico pais.

A nivel pratico...pior do que no tempo do Apartheid obviamente nao esta, mas como os problemas estruturais estao lá, a coisa tem pouco resultado..

O teu exemplo seria ainda mais complexo e dificil/impossivel de implementar a uma escala que tenha significado. 

Citação de ElliotReid13, há 8 minutos:

Posto isto, é possível atuar aqui de várias formas. A primeira, é adaptar o sistema educativo ao século xxi, e formar de acordo com as necessidades do mercado e não dar diplomas que não valem nada apenas para as estatísticas. A segunda, é procurar formas de incentivar a criação de emprego e isso pode ser feito de várias formas, umas agradáveis à esquerda, outras à direita - baixar impostos, criar redes de segurança, disponibilizar linhas de crédito próprias, etc. A terceira é colocar imposições o que, dependendo da razoabilidade dessas, pode levar a que seja mais vantajoso arriscar e investir numa ideia lá fora, do que ficar aqui sob o crivo de um Estado autoritário e imprevisível, onde empreendedores são heróis enquanto são pobres, depois passam a ladrões e exploradores quando finalmente são bem-sucedidos. 

Esta parte é essencial a nivel estrutural

A quantidade de gente (sobretudo nos paises do Sul da Europa) que tira cursos sem qualquer empregabilidade presente e muito menos futura, é gritante. E isso é mau tanto para o proprio (que nunca se sentira realizado porque nao trabalha naquilo que estudou) como para o estado (porque muitas vezes acaba por ser pouco produtivo e ate um custo para o estado). Felizmente que ha gente que emigra para Portugal...cada vez vao ser mais importantes.

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Citação de Burkina2008, há 29 minutos:

Esta parte é essencial a nivel estrutural

A quantidade de gente (sobretudo nos paises do Sul da Europa) que tira cursos sem qualquer empregabilidade presente e muito menos futura, é gritante. E isso é mau tanto para o proprio (que nunca se sentira realizado porque nao trabalha naquilo que estudou) como para o estado (porque muitas vezes acaba por ser pouco produtivo e ate um custo para o estado). Felizmente que ha gente que emigra para Portugal...cada vez vao ser mais importantes.

O problema é que os frutos de uma mudança estrutural aqui não viriam num horizonte temporal compatível com o ciclo eleitoral, portanto não iremos nunca sair da cepatorta.

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Citação de Burkina2008, há 3 horas:

Tenho

Criar uma politica fiscal a nivel comunitario, com um organismo comunitario responsavel pela politica fiscal e o com autoridade para impor multas de forma consistente.

Um modelo de share profit com os colaboradores para empresas com mais de x pessoas (semelhante ao modelo frances)

Escalonar os impostos sobre mais valias de forma semelhante aos impostos sobre o trabalho

Impor um imposto elevado sobre transferencias para fora da area comunitaria que nao tenham como base a compra de bens. (Aqui provavelmente entrar num acordo com os paises da NAFTA, MERCOSUR e APEC)

 

Acho que todas estas medidas podiam ser aplicadas dado o poder economico e o tamanha do mercado da UE, mas so funciona com o primeiro ponto (que é extremamente importante para um modelo mais justo e equitativo).

E aqui atencao eu ao contrario de muitos desses magos do twitter, nao tenho verdades absolutas sobre como contornar o problema, mas sei que nao é com ideias extremas ou com solucoes simples.

Isto para mim é fulcral e não é só para controlar excessos dos ricos, a verdade é que ter a mesma moeda e sistemas fiscais completamente diferentes não consegue dar estabilidade à comunidade europeia. Digo eu, mas é um bocado opinião de treinador de bancada.

No entanto, acho que o clima anti-comunitário que existe agora dificulta muuuuito essa aplicação. Pessoas mais desconfiadas até podem alegar que são os mais ricos que controlam os media e os lobbys que estão a tentar criar divisão para evitar que um sistema fiscal comunitário exista....

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Citação de Burkina2008, há 3 horas:

Tenho

Criar uma politica fiscal a nivel comunitario, com um organismo comunitario responsavel pela politica fiscal e o com autoridade para impor multas de forma consistente.

Um modelo de share profit com os colaboradores para empresas com mais de x pessoas (semelhante ao modelo frances)

Escalonar os impostos sobre mais valias de forma semelhante aos impostos sobre o trabalho

Impor um imposto elevado sobre transferencias para fora da area comunitaria que nao tenham como base a compra de bens. (Aqui provavelmente entrar num acordo com os paises da NAFTA, MERCOSUR e APEC)

 

Acho que todas estas medidas podiam ser aplicadas dado o poder economico e o tamanha do mercado da UE, mas so funciona com o primeiro ponto (que é extremamente importante para um modelo mais justo e equitativo).

E aqui atencao eu ao contrario de muitos desses magos do twitter, nao tenho verdades absolutas sobre como contornar o problema, mas sei que nao é com ideias extremas ou com solucoes simples.

nunca me enganaste, camarada

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Citação de Sandes., há 12 minutos:

Isto para mim é fulcral e não é só para controlar excessos dos ricos, a verdade é que ter a mesma moeda e sistemas fiscais completamente diferentes não consegue dar estabilidade à comunidade europeia. Digo eu, mas é um bocado opinião de treinador de bancada.

No entanto, acho que o clima anti-comunitário que existe agora dificulta muuuuito essa aplicação. Pessoas mais desconfiadas até podem alegar que são os mais ricos que controlam os media e os lobbys que estão a tentar criar divisão para evitar que um sistema fiscal comunitário exista....

Nem é tanto esse sentimento anti-comunitario e de lembrar que apesar do Euro estar sobretudo mais presente, eu aqui pago em kroner, assim como na Suecia e ainda existem alguns paises fora da zona Euro como a Polonia, Rep Checa, Hungria , Romenia e Bulgaria.

Aqui o problema é como equilibrar paises onde o salarios medios sao 5x mais altos do que outros. A solucao no IVA, no IRC e em outros impostos (mais valias, imposto predial, herancas, impostos de luxo, tabaco, combustiveis, etc...) nao é dificil de implementar. Obvio que nao pode ser de hoje para amanha, mas sobretudo tem de existir o tal organismo comunitario que tenha poder para impor este tipo de standartizacao a nivel comunitario (e que nao se abram excepcoes para os pastores de Poznan, os bancos com endenreco na Renania do Norte ou os pescadores atenienses, porque isso é que causa os tais loopholes).

O imposto sobre o rendimento tem de ser faseado, mas haveria que tracar um objectivo a medio prazo para convergencia europeia nao apenas nos rendimentos como tambem a nivel de precos. Esta parte é claramente mais complexa mas nao impossivel. O maior problema de Portugal nao tem grande coisa que ver com as capacidades dos portugueses, nem sequer com as do patronato (que igualmente como os seus colaboradores, tambem sao regra geral pouco instruidos e pouco inovadores). A meu ver o maior problema foi a constante mudanca de politica a nivel economico que os diversos governos tiveram desde os anos 80. Nenhuma das politicas que quiseram implementar eram "mas", o que falha é a continuidade...e o dinheiro da UE que se gastou em coisas pouco prioritarias ou que desapareceu.

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Citação de ElliotReid13, há 8 horas:

Esse post reflete a pobreza da literacia financeira que reina um pouco por todo o lado. O rendimento do trabalho cresce de forma linear, dado que o indivíduo arrenda o seu tempo e, como tem um número de horas limitado para arrendar, nunca poderá ir muito longe. O rendimento do capital, por outro lado, cresce de forma exponencial, tal como o crescimento da economia, da população, da tecnologia, etc. 8% ao ano (rentabilidade média do mercado americano de referência) de forma composta leva a níveis de crescimento marginalmente superiores ano após ano, ao passo que os rendimentos do trabalho acompanham a inflação e isto com sorte, assumindo que a oferta e procura se mantém. Se colocarmos na equação os impostos crescentes sobre o trabalho e sobre as empresas e, também, a importação de mão-de-obra barata estrangeira, então a coisa fica bastante mais negra.

8% de 1 bilião dá uns míseros......80 milhões de euros, ao passo que um trabalhador comum se ganhar 100.000 ao ano e investindo tudo (o que não seria possível) apenas receberia 8mil euros por ano... O mercado de ações o que faz é que os ricos cada vez fiquem mais ricos e os que têm menos dinheiro, consigam reformar-se uns 20 anos mais cedo. Se calhar se esse trabalhador tivesse investido na bitcoin já tinha chegado a bilionário, mas lá está, quando já tens bastante capital contentaste com os 8% que ganhas anualmente num index fund, quando tens menos capital, tens de tomar decisões mais arriscadas investindo em assets mais voláteis como cryptos ou small caps..

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Citação de Thierry Henry, há 19 minutos:

Lembram-se daquele juiz negacionista que desafiou um polícia para um combate de MMA? 

Voltou ainda melhor. 

Este homem tem que ser internado e com urgência 

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Citação de Solero, há 1 minuto:

Este homem tem que ser internado e com urgência 

Pior é ver os comentários que estão neste video no youtube do sr Juiz. Começa com tipos a o chamar quase de mesias e acaba com vários a pedir o assassínio do Ferro Rodrigues, Costa, Marcelo e restante classe politica.

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